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Da assessoria de comunicação da OLX

A OLX, plataforma de compra e venda online do Brasil, segue na contramão do mercado. Apesar do contexto econômico do País, está crescendo e investindo na contratação e retenção de talentos. A empresa hoje conta com mais de 550 colaboradores divididos em São Paulo e Rio de Janeiro.

No ano passado, a companhia fez 48 contratações para os times de tecnologia e produto – engenheiros, desenvolvedores, designers, analistas de dados e gerentes de produto. Hoje, a área já conta com 130 profissionais, mas a previsão é crescer ainda mais em 2018: são cerca de 40 vagas planejadas.

A OLX Brasil é fruto de uma parceria entre os dois maiores grupos de mídia e investimento em marketplaces do mundo: o sul-africano Naspers e o grupo norueguês
Schibsted. 

 

 

Da Agência Fapesp*

Estão abertas até 5 de fevereiro próximo as inscrições para o processo seletivo de professor assistente doutor no campus de São João da Boa Vista da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A oportunidade é para o curso de Engenharia aeronáutica.

O professor contratado ministrará disciplinas de Eletricidade, Eletrônica e Eletrotécnica de Aeronaves. O salário será de R$ 10.360,07, em jornada de 40 horas semanais de trabalho. Candidato portador do título de livre-docente receberá salário de R$ 12.351,27.

Poderão se inscrever graduados em curso superior que tenham, no mínimo, título de doutor, obtido preferencialmente em cursos de pós-graduação na área de Engenharia.

As inscrições serão recebidas, em dias úteis, até 5 de fevereiro, no horário das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Unesp, campus de São João da Boa Vista. No caso de inscrição por via postal os documentos exigidos no presente edital deverão ser enviados via Sedex para: Unesp, Campus de São João da Boa Vista, av. Profª Isette Corrêa Fontão, nº 505, Jardim das Flores, São João da Boa Vista, SP, CEP 13876-750. A taxa de inscrição custa R$ 93.

O concurso para a contratação constará de prova de títulos e prova didática. Na prova de títulos, haverá julgamento do curriculum vitae, em que serão analisadas as atividades de formação, didáticas e científicas, dos últimos cinco anos, com maior relevância para as atividades relacionadas às áreas de Engenharia Aeronáutica e afins. Já a prova didática constará de aula teórica em nível de graduação, com duração de no mínimo 40 minutos e no máximo de 60 minutos.

Mais informações: https://goo.gl/MDppGa.

 

* Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

 

 

Do site do IPT

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Coordenaria Estadual de Defesa Civil do Estado de São Paulo, em novo contrato, vão realizar mapeamento de áreas de alto e muito alto risco a deslizamentos e inundações em 10 municípios abrangidos no Plano Preventivo de Defesa Civil do estado, e um projeto-piloto para mapeamento de ameaças múltiplas em uma cidade. 

Os graus de risco considerados seguem o método desenvolvido em 2007 pelo Ministério das Cidades e IPT, o qual estabelece quatro condições potenciais de risco – “é importante ressaltar que o projeto tratará dos setores classificados como de risco alto (R3) e muito alto (R4) das 11 cidades”, afirma Marcelo Fischer Gramani, pesquisador e coordenador do projeto. A previsão é de finalização no mês de março ou abril deste ano.

Duas das cidades incluídas no projeto – Cubatão e Mongaguá – estão localizadas na Região Administrativa de Santos; as outras nove são Araraquara, Atibaia, Bebedouro, Miracatu, Piquete, Poá, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Votorantim. Estes municípios foram indicados como prioritários por não terem informações atualizadas sobre riscos de deslizamento e/ou inundações – desde o início do projeto, em novembro de 2012, 114 cidades do estado de São Paulo foram mapeadas.

As principais atividades desenvolvidas pelo IPT incluem a pesquisa bibliográfica dos levantamentos de áreas de riscos existentes, a consulta às equipes das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil sobre o número de atendimentos efetuados nos locais que serão avaliados, a realização de vistorias de campo para levantamento de indicadores de risco e tipologias dos processos, e a elaboração de documentação fotográfica.

Uma novidade da nova etapa do projeto será a colaboração do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental para a coleta de imagens aéreas por meio de um drone, explica Gramani: “Para a setorização de riscos realizada anteriormente, foi utilizado o Google Earth como ferramenta para a identificação dos problemas por conta da facilidade na coleta das informações, mas ele oferece um detalhamento limitado.

Deslizamento de terras, corridas de massas, quedas de blocos, erosões, inundações e enxurradas são alguns dos riscos naturais avaliados para o mapeamento - na foto, escorregamento ocorrido na cidade de Cunha.

Ameaças múltiplas
O projeto-piloto do mapa de ameaças múltiplas do município de Cubatão que será elaborado pelo IPT irá contemplar o levantamento das ameaças às quais o município está sujeito nos âmbitos natural e tecnológico.

O mapa irá apontar os principais pontos geradores de ameaças de risco: as naturais incluem deslizamento de terras, corridas de massas, quedas de blocos, erosões, inundações e enxurradas, e as tecnológicas envolvem desde a localização de indústrias e postos de gasolina até o transporte de substâncias perigosas e acidentes rodoviários. “O mapeamento não chegará ao ponto do detalhe dos riscos, como o raio de alcance de um deslizamento de terra ou a área contaminada por conta do derramamento de óleo de uma indústria, mas sim irá localizar geograficamente os locais que podem gerar ameaças”, completa o pesquisador.

O levantamento das informações será realizado com a Prefeitura Municipal de Cubatão e órgãos federais, estaduais e municipais relacionados ao tema, além de utilizar os mapeamentos e os bancos de dados do IPT. O objetivo é dar conhecimento ao poder público da situação desses locais, o que permitirá uma série de medidas, ações, planos e projetos para minimizar os problemas encontrados, auxiliando também no planejamento e gestão territorial do município.

 

Édson Bolfe*

O setor agrícola é responsável por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 50% das exportações do Brasil. Essa representatividade significa que de R$ 4 que circulam no Brasil, R$ 1 é agrícola. E de cada dois dólares exportados, um tem origem em chácaras, sítios, fazendas e estâncias de norte a sul do país. O segredo desse sucesso foi a incorporação de inovações tecnológicas na produção, aliada a políticas públicas voltadas para a modernização da agricultura, estabilização macroeconômica e produtores rurais com competência para empreender.

Só nas duas últimas décadas, aumentamos nossa produção de grãos em 250% com apenas 50% de expansão de área. Desse modo, produzimos mais alimentos, fibras, madeira e bioenergia com menos recursos naturais. Isso também tornou o Brasil uma potência ambiental com aproximadamente 60% de sua área preservada, apenas 30% destinadas ao uso rural — agricultura, horticultura, fruticultura, silvicultura, pecuária de corte e leite — e 10% com áreas urbanas, indústrias e infraestrutura. Estudos indicam que as tecnologias que germinaram nas instituições de pesquisa, universidades e empresas são o principal fator desse sucesso. Elas têm sido responsáveis por cerca de 60% do aumento da produção agrícola nas últimas décadas no Brasil.

Por exemplo, na Embrapa foi apurado um Lucro Social de quase R$ 35 bilhões em 2016, decorrente de impactos econômicos de 117 tecnologias e cerca de 200 cultivares lançadas no ano. Considerando apenas a receita em 2016 e o lucro social obtido como empresa pública, para cada R$ 1 investido pela sociedade na pesquisa realizada pela Embrapa, o retorno para o país foi de R$ 11,37.

Ano a ano, presenciamos avanços importantes na geração de cultivares de plantas mais produtivas, nutritivas ou resistentes a pragas e problemas climáticos; raças de animais bastante prolíficas ou adaptáveis aos mais diversos ambientes; novas máquinas, equipamentos e sistemas de produção mais sustentáveis como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF); programas e aplicativos de informática; novos processos de cultivo, de produção animal e controle de pragas e doenças; zoneamento de risco climático; sistemas de informação geográfica para mapear regiões e monitorar o uso da terra. Porém, a agricultura passa por profundas transformações, e a pesquisa precisa ser continuamente fortalecida de modo a gerar inovações para a solução dos crescentes desafios.

Essas inovações estimulam uma maior diversidade produtiva do meio rural. O Brasil já possui mais de 300 produtos de origem da agricultura empresarial e familiar. Essa diversidade agrícola, pecuária, florestal e aquícola contribuiu com a redução do custo da cesta básica em 40%, em termos reais, nas últimas quatro décadas. Ou seja, é mais feijão, arroz, trigo, milho, hortaliças, frutas, sucos, carnes, ovos e leite de qualidade na mesa do brasileiro.

Além do avanço científico e tecnológico, a pesquisa agropecuária se orgulha de contribuir com o desenvolvimento econômico, ambiental e social das populações do campo e das cidades do Brasil.

>> Ler também As engenharias no meio rural brasileiro

 


*Coordenador do Sistema Agropensa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Foto da home: Embrapa

 

 

 

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

Os professores Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes, eleitos reitor e vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), para o quadriênio 2018-2022, tomaram posse nesta segunda-feira (29/01), em sessão solene, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, prestigiou a solenidade. O Jornal Engenheiro, do sindicato, do mês de fevereiro, traz uma entrevista especial com o novo reitor da USP concedida à jornalista Jéssica Silva.

Foto: Paula Bortolini
Murilo parabeniza novo reitor da USP.

Com 1.092 votos, a chapa composta por Vahan e Hernandes foi a mais votada na eleição, realizada em outubro último, encabeçando a lista tríplice enviada ao Governo do Estado de São Paulo, nomeada em 13 de novembro.

Agopyan é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica (Poli/USP), mestre em Engenharia Urbana e de Construções Civis pela mesma instituição, e doutor pelo King’s College London (Reino Unido). Também foi pró-reitor de pós-graduação e vice-reitor da instituição. Em 2008, Agopyan recebeu o prêmio Personalidade da Tecnologia, em Valorização Profissional, concedido pelo SEESP.

Hernandes é professor titular do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) desde 2008. Graduou-se em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e desenvolveu o doutorado em Física Aplicada pela USP, com estágio na Universidade de Gênova, na Itália. Entre 2010 e 2014, foi Diretor do IFSC/USP e, hoje, é Pró-Reitor de Graduação da Universidade.

Foto: Alexandre Carvalho/A2img
Vahan Agopyan faz seu discurso em posse no Palácio dos Bandeirantes.

 

* Com informações do site do Governo do Estado de São Paulo
* Foto da home de Alexandre Carvalho/A2img

 

Alvaro Sólon de França*

A Previdência brasileira completou, no dia 24 de janeiro de 2018, 95 anos. São mais de nove décadas reduzindo as nossas profundas desigualdades sociais e redistribuindo renda no nosso País.

Criada pelo Decreto Legislativo 4.682, de 24 de janeiro de 1923, originário de um Projeto de Lei apresentado em outubro de 1921, pelo deputado federal Eloy Miranda Chaves, que propunha a criação da Caixa de Aposentadorias e Pensões dos Ferroviários, a Previdência Social ganhou dimensão e importância jamais imaginada, até mesmo pelos mais esperançosos cidadãos daquela época.

A Previdência Social está inserta na Seguridade Social que ocupa, no texto da Carta Constitucional, um dos principais capítulos do título relativo à Ordem Social, que tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem estar e a justiça social, fundamentais para uma sociedade democrática.

A Previdência Social foi fundada nos alicerces da solidariedade nacional, para produzir vida e dignidade social; sem ela se rompe a vida e vem a morte. Apesar de todos esses objetivos nobres, a Previdência Social brasileira tem sido vítima, ao longo dos anos, de todos os tipos de ataques perpetrados pelos piratas sociais de plantão, travestidos de arautos da modernidade, que a acusam de ser a causa dos rombos estratosféricos nas contas públicas.

Mas, o que os piratas sociais teimavam em esconder, agora, está escancarado em todas as pesquisas sobre pobreza, divulgadas nos últimos anos: a expansão da Previdência Social – Regime Geral de Previdência Social administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi um dos principais fatores da redução da pobreza nos últimos anos. Se não fosse a Previdência, teríamos mais de 23 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza.

A Previdência, a exemplo do que ocorre com muitos dos que são detratados, não é tão conhecida assim dos brasileiros. E quando falamos "brasileiros" não estamos nos referindo apenas ao iletrado, ao inculto ou àquele que se manteve ignorante por conta de outra estrutura, a educacional, que, de forma tão precária, tenta cumprir o seu papel.

Como participante de debates no Congresso Nacional sobre a reforma da Previdência Social, presenciei o gigantesco desconhecimento dos parlamentares em relação às questões previdenciárias relativas à importância da instituição na vida das pessoas, dos municípios e a extensão de sua influência na economia de milhares de comunidades.

Após extensa pesquisa que tive a oportunidade de coordenar (A Previdência Social e a Economia dos Municípios, 6ª ed. Brasília: ANFIP, 2011), com base nos dados de 2010, constatamos que: em 3.875 dos 5.566 municípios brasileiros avaliados (69,6%), o volume de pagamento de benefícios previdenciários efetuados pelo INSS supera o FPM - Fundo de Participação dos Municípios. Percorrendo inúmeras cidades do interior do País, verifiquei que o maior sonho dos trabalhadores e trabalhadoras rurais é completar a idade, exigida pela legislação previdenciária, para se aposentarem. O que demonstra, de maneira insofismável, que a Previdência Social é a última esperança dessas pessoas para viverem com dignidade, pois no Brasil, todos sabemos, infelizmente, que a dignidade está vinculada à renda.

Os dados aqui retratados demonstram, de maneira inquestionável, que a Previdência Social está cumprindo o seu papel no resgate da dignidade humana e na solidificação da estabilidade social em milhares de municípios que, muitas vezes, não fazem parte do mapa de preocupações das "elites pensantes" do nosso País, o que nos dá a certeza de que, se não fossem os benefícios pagos pela Previdência Social, a nação brasileira estaria na barbárie social. Isto, em um País onde pesquisa recente informa que os cinco maiores bilionários brasileiros concentram a renda de 50% da população mais pobre do Brasil, ou seja, cerca de 100 milhões de brasileiros.

Não pairam dúvidas que a Previdência Social está atendendo um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, previstos nos Princípios Fundamentais da Constituição Federal, e estampado no Art. 3º., que é o de erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

Entretanto, na direção oposta das aspirações da sociedade brasileira, mas, em consonância com os ataques diuturnos praticados pelos piratas sociais, por meio das suas “consultorias”, regiamente pagas pela banca nacional e internacional, o Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que altera os artigos 37, 40, 109, 149, 167, 195, 201 e 203 da Constituição, para dispor sobre Seguridade Social, estabelece regras de transição e dá outras providências.

Essa PEC promove uma hecatombe no sistema previdenciário nacional, tanto do Regime Geral de Previdência Social quanto dos servidores públicos dos três poderes, pois atinge os seus pilares fundamentais, quais sejam: idade, tempo de contribuição e valor do benefício.

Entre tantas perversidades, a PEC propõe alterar a idade para aposentadoria para homens e mulheres. Assim como, estipula que para se obter a aposentadoria integral há que se trabalhar por 40 anos a fio. Além de afetar o acesso ao benefício de pensão por morte para órfãos e viúvas. É um verdadeiro desmonte da Seguridade Social, via ajuste fiscal e exclusão social, travestido de reforma previdenciária.

Em suma, a PEC 287/16 afronta o princípio da dignidade da pessoa humana que foi colocado pela Constituição de 1988 como norteador para todo o ordenamento jurídico, por estar elencado como Fundamento da República Federativa, no artigo 1º do referido diploma constitucional.

A Previdência Social não é propriedade do governo, nem dos partidos da base de sustentação do governo, nem dos partidos de oposição. Pertence à sociedade brasileira. Destarte, se você é trabalhador do campo e da cidade, servidor público, aposentado, pensionista ou pensa em se aposentar um dia, acorra ao parlamento brasileiro e reivindique a rejeição da PEC 287/16, até porque a democracia só é dignificada com a participação de todos. Os exemplos recentes demonstram que o Poder Legislativo, com a pressão da “voz rouca das ruas”, tem mais sintonia com os mais legítimos interesses da sociedade brasileira.

Utilizemos o nosso direito de cidadão, sob pena de sermos vencidos pelos piratas sociais travestidos de arautos da modernidade, mas, que, na realidade, estão a serviço do sistema financeiro nacional e internacional, até porque essa gente tem ojeriza a tudo que diz respeito à redução da pobreza, à soberania nacional e à solidariedade entre as pessoas e as gerações. É preciso deixar claro para os piratas sociais de plantão que: “Uma coisa é por ideias arranjadas, outra é lidar com País de pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias...”



* Ex-presidente do Conselho Executivo da Anfip e do Conselho Curador da Fundação Anfip de Estudos da Seguridade Social

Da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)*

Entre 7 e 9 de fevereiro, São Paulo vai sediar o 3º BootCamp - Creative Startups. O evento marca o início do processo de aceleração de 14 startups de todo o Brasil selecionadas na terceira etapa do programa, realizado com o apoio de 10 incubadoras de empresas. Além do Estado de São Paulo, foram selecionadas startups e qualificadas incubadoras do Amazonas, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Creative Startups é resultado da colaboração entre a Samsung, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), o Centro Sul-Coreano de Economia Criativa e Inovação (CCEI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O programa tem apoio do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

No primeiro dia do BootCamp (7/2), representantes dessas instituições se reunirão com lideranças das startups e incubadoras participantes da terceira rodada do programa, investidores, instrutores, mentores e parceiros associados à Anprotec de todo o País. O encontro ocorrerá na sede da Samsung, em São Paulo. Já no segundo e no terceiro dia (8 e 9/2), as atividades serão no COW Berrini, na Vila Gertrudes.

A programação do evento prevê apresentações sobre o ciclo de incubação do Creative Startups, os negócios e tecnologias das instituições promotoras, além de sessões de mentoria das startups. “É a oportunidade que a Anprotec e os demais parceiros têm para conhecer o grupo todo, confraternizar e passar as mensagens que são importantes para que o processo de aceleração ocorra da melhor forma possível”, explica Sheila Pires, diretora executiva da Anprotec.

Os interessados em participar devem confirmar presença pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Neste terceiro ciclo, o programa recebeu o recorde de 400 propostas de negócios inovadores, as quais foram avaliadas por uma banca composta por executivos e especialistas da Anprotec, Samsung, incubadoras apoiadas pelo programa e Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP).

Agricultura digital
Além de manter o incentivo a áreas tecnológicas já fomentadas pelo programa – como mobilidade, realidade virtual, inteligência artificial, segurança, fintech, saúde digital, educação digital, entre outras –, a partir desta rodada, a ideia é estimular projetos inovadores na área da agricultura digital.

Para o Brasil enfrentar o desafio de produzir mais alimentos, de maneira sustentável e a custos menores, o trabalho na agricultura deve ser equipado com ferramentas e técnicas inovadoras, particularmente as tecnologias digitais, de acordo com a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá. “As oportunidades e desafios surgem em todas as áreas, desde o investimento, desenvolvimento e uso das tecnologias de internet das coisas no campo, passando por questões de capacitação, regulação, definição de padrões e segurança da informação”, ressalta.

Nesse ambiente interligado característico da chamada era da agricultura 4.0, a geração de conhecimento, a mobilidade e o aumento da oferta de aplicativos para dispositivos móveis são crescentes. “Espera-se que nessa era da agro 4.0, os agricultores possam usufruir dos benefícios desta oferta de tecnologia e conhecimento em suas propriedades, propiciando competitividade e melhoria de renda, além do aumento da oferta de alimentos para o Brasil”, afirma Silvia.

Com o objetivo de estimular negócios inovadores nas diversas áreas tecnológicas apoiadas, o Creative Startups investe até R$ 250 mil por empreendimento e possibilita que as empresas aprimorem seus projetos em uma das incubadoras e aceleradoras credenciadas em todo o território nacional.

As startups contam com um pacote ampliado de serviços e conveniências das empresas parceiras, que inclui acesso a ativos, tecnologias, laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento, treinamentos, assessorias, mentorias, networking e redes de investidores. Além disso, contam com infraestrutura e serviços oferecidos pela Anprotec e sua rede de incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos.

* Com informações das assessorias de comunicação da Anprotec e Samsung


Comunicação SEESP*

Segundo informação do Ministério Público Federal (MPF), as dragagens para o alargamento e aprofundamento do canal de navegação do Porto de Santos contribuíram para o aumento da energia das ondas que, desde 2010, acelerou o processo de erosão das praias de Santos, notadamente no trecho entre os bairros Embaré e Ponta da Praia. Tal situação foi reconhecida pela própria administradora do complexo portuário, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que assinou, em início de janeiro último, junto ao MPF, acordo “visando a recuperação, mitigação e prevenção da erosão costeira nas praias da Baía de Santos”. Na tratativa, que tem que ser homologada judicialmente para começar a valer, a autoridade portuária terá seis meses para iniciar as obras, cujo efeito esperado é a diminuição da força das ondas.

Paralelo a isso, a Prefeitura local iniciou uma intervenção na Ponta da Praia, onde o problema é mais acentuado, que prevê a construção de “uma barreira em formato de “L”, com uma estrutura de 275 metros a partir da mureta da praia e outra de 240 metros paralela à praia” e a montagem de linha de tubos que levará sete mil metros cúbicos de areia necessários para o enchimento dos bags de tecido geotêxtil. Ocorre que, em 12 de janeiro, o Ministério Público do Estado de São Paulo suspendeu os trabalhos, alegando que a “obra está sendo realizada sem licença ambiental ou dispensa formal, fato de conhecimento do Município, que age ao arrepio de toda legislação vigente”.

A interrupção das obras foi feita após liminar resultado de ação conjunta do núcleo Baixada Santista do Grupo Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) e a Promotoria de Urbanismo e Meio Ambiente. Segundo a medida, “a intervenção não possui licença ambiental e apresenta possibilidades de danos ecológicos e ao erário”. A Justiça aguarda a “licença ambiental do órgão competente para o regular desenvolvimento da intervenção pretendida, sob pena de multa no valor de R$ 1 milhão”.

Na petição inicial da ação que levou o pedido de liminar ao Judiciário, os promotores de Justiça Daury de Paula Júnior e Nelisa Olivetti de Almeida citam inquérito civil em tramitação no Gaema, instaurado para averiguar “danos ambientais decorrentes da erosão nas praias santistas e também na praia do Góes, em Guarujá”. Ainda no documento, é salientado que o município revelou a intenção de “realizar um convênio com a Unicamp para a realização de um estudo da possibilidade de realização de uma obra consistente na colocação de geotêxtis contendo sedimento da própria praia no mar”.

Apesar de a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se declararem incompetentes para a concessão de licença ambiental para a obra, o fato não foi levado ao conhecimento do Ministério Público por parte do município. Este, por outro lado, alegou ao MPSP que, segundo a Cetesb, a intervenção não precisaria de licença. No entanto, as atividades envolvidas no projeto não estão inseridas no rol daquelas de competência daquele órgão.

* Com informações dos Ministérios Públicos Federal e do Estado de São Paulo e do site da Prefeitura Municipal de Santos

 

Altamiro Borges*

É público e notório que a cloaca empresarial orquestrou, financiou e incentivou a cavalgada golpista que resultou no impeachment de Dilma Rousseff e na chegada ao poder da quadrilha de Michel Temer. Entidades patronais, como a Fiesp (indústria), a Febraban (banqueiros) e a CNA (ruralistas), distribuíram patinhos amarelos e divulgaram mensagens de apoio ao golpe dos corruptos.

Agora, um relatório da ONG britânica Oxfam, que será apresentado no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, ajuda a entender os motivos desta conspiração. A chamada elite – ou “zelite” – quer manter e ampliar os seus privilégios. Ela nunca teve e nunca terá qualquer compromisso com a democracia. O golpismo e o fascismo estão no seu DNA.

Segundo o estudo, apenas cinco bilionários brasileiros concentram a mesma riqueza da metade mais pobre do País – 5 versus 100 milhões de pessoas!

A lista é encabeçada por Jorge Paulo Lemann, sócio do fundo 3G Capital, que possui participações nas empresas AB InBev (bebidas), Burger King (fast food) e Kraft Heinz (alimentos). Em segundo lugar aparece o banqueiro Joseph Safra, do Banco Safra; na terceira e quarta posições outros dois sócios de Jorge Lemann – Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. Em quinto lugar está Eduardo Saverin, sócio do Facebook.

Ainda de acordo com a Oxfam, no ano da consolidação do golpe, em 2017, o Brasil ganhou 12 novos bilionários. O grupo dos ricaços passou de 31 para 43 integrantes. Neste mesmo período, cresceu o número de miseráveis no País – as principais vítimas do golpe dos corruptos. O desemprego e a miséria se alastraram.

“O patrimônio no Brasil foi reduzido como um todo, mas quem perdeu mais era quem já não tinha muito. Com as pessoas se endividando, aquelas que têm alguma coisa para vender acabam vendendo para pagar dívida. Por isso, a retração na participação”, explica Rafael Georges, coordenador de campanhas da Oxfam.

O estudo revela que a renda dos brasileiros que estão entre os 50% mais pobres encolheu em 2017. Caiu de 2,7% para 2%. Para mostrar a distância entre o grupo que está no topo e o que está na base da pirâmide, a Oxfam calculou que uma pessoa remunerada só com um salário mínimo precisa trabalhar 19 anos se quiser acumular a quantia ganha em um mês por um integrante do grupo do 0,1% mais rico.

As razões do golpe estão explicadas. Ou precisa desenhar?


* Jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

 

 

 

 

 

Da Revista Pesquisa Fapesp
Maria Guimarães

Em 13º lugar entre os países que mais produzem artigos científicos no mundo, o Brasil tem a maior porcentagem disponível gratuitamente e sem entraves via internet – o chamado acesso aberto.

Os dados estão em relatório publicado pela Science-Metrix, empresa norte-americana dedicada a avaliar atividades ligadas a ciência e tecnologia.

Dos artigos publicados em periódicos brasileiros, 74% têm acesso aberto. O fenômeno se deve em grande parte ao Scientific Electronic Library Online (SciELO), que reúne 283 periódicos brasileiros e por volta de mil de outros países. O SciELO é um programa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O acesso aberto parece ser uma estratégia relevante para difusão da ciência produzida em cada país, dado que artigos facilmente disponíveis têm mostrado um índice de citação maior. O engajamento brasileiro nessa tendência foi detalhado na edição de setembro de 2017 de Pesquisa Fapesp.

Nos Estados Unidos, o país com maior produção científica no mundo, dois terços dos artigos publicados têm acesso aberto gratuito. Esse tipo de publicação não é homogêneo em todas as áreas do conhecimento, tendo preponderância em ciências da saúde e ciências naturais, mas traz benefícios em todas as áreas.

Um achado curioso é que a chamada via verde de acesso aberto, em que os artigos são postos à disposição pelos próprios autores, rende mais citações do que a via dourada, em que a ação é do periódico. Entender essas tendências requer estudo de longo prazo, já que são necessários alguns anos para se avaliar o quanto um artigo é citado.

>> Leia também notícia sobre estudo que colocou São Paulo entre as 20 cidades do mundo com maior produção científica: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/01/16/a-metropole-e-a-ciencia.

 

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