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Comunicação SEESP

isitec copy copyEstão abertas vagas para os cursos de pós-graduação na área de engenharia pelo Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec). São eles: Geração de Energia Solar Fotovoltaica, com carga horária de 360 horas; MBA Executivo de Energia, com 400 horas; Projeto e Produção de Estruturas Metálicas e Mistas na Indústria 4.0, com 480 horas; Projeto e Construção de Edificações nos Sistemas Construtivos Wood Frame (WF) e Light Steel Frame (LSF), também com carga horária de 480 horas; Inovação dos Processos de Inspeção e Manutenção Veicular, com 12 horas; e Manutenção de Pneus, reduzindo custos, com oito horas de duração.

Todos os professores têm atuação no mercado de trabalho, em universidades conceituadas e em entidades de pesquisas.


Mais informações e inscrições no site http://www.isitec.edu.br/ . Informações pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. . A partir de 7 de janeiro pelo telefone (11) 3113-2600 ramal 342.



Rita Casaro - Comunicação SEESP

Na sexta-feira (13/4), foi entregue pelo presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, ao diretor de Administração e Infraestrutura da SPTrans, Sergio Krichanã Rodrigues, a pauta de reivindicações econômicas dos engenheiros da empresa para 2018. Os demais itens já constam do Acordo Coletivo de Trabalho vigente atualmente, que tem validade até 30 de abril de 2019.

Murilo Pinheiro entrega pauta dos engenheiros da SPTrans a Sergio Krichanã Rodrigues. Foto: Rita Casaro

O pleito da categoria, aprovado em assembleia realizada em 27 de março último, inclui reposição salarial correspondente ao maior índice inflacionário a ser apurado no período de 01/05/2017 a 30/04/2018, mais aumento real de 5% a título de produtividade. O reajuste total deverá ser extensível a auxílio alimentação; convênio para aquisição de medicamentos; reembolso de creche e de despesas destinadas ao (a) filho (a) portador (a) de necessidades especiais; fundo de emergência; e auxílio falecimento.

Além disso, a pauta prevê melhorias no Programa de Participação nos Resultados (PPR); na complementação de auxílio doença e auxílio doença acidentário; no seguro de vida em grupo; e na indenização nas rescisões de contrato de trabalho sem justa causa.

Apoio ao Isitec
Durante o encontro realizado na sede da companhia de transporte, Murilo e o diretor do SEESP e engenheiro da SPTrans, Edilson Reis, apresentaram a Rodrigues e ao presidente da empresa, Paulo Cézar Shingai, o projeto do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).

A faculdade, mantida e criada e pelo SEESP, formará em 2019 a primeira turma de graduação em Engenharia de Inovação. O curso, que se destaca pela excelência de ensino e projeto pedagógico arrojado, é pioneiro no Brasil e atende à demanda por profissionais altamente qualificados, inovadores e empreendedores.

Durante a conversa entre os dirigentes do SEESP e da SPTrans, foram levantadas possibilidades de apoio à manutenção do Isitec. “É fundamental contribuir para ideias como essa, que hoje já é um fato concreto, que perenizam o conhecimento das empresas”, enfatizou Rodrigues.

Parceria pela qualificação
Uma das propostas, a ser aprofundada em reuniões futuras, é a parceria para qualificação em cursos de extensão ministrados pelo instituto – que também tem uma área de pós-graduação – dos quadros técnicos da companhia e do setor como um todo.

Na avaliação de Reis, a demanda é premente atualmente, tendo em vista a licitação em curso para a operação do sistema de transporte por ônibus em São Paulo, que trará novas exigências. Uma delas, mencionada por Shingai, é a necessidade de certificação em ISO 39.001, referente à gestão de segurança de tráfego rodoviário.

Também participaram da reunião o gerente de Ação Sindical do SEESP, Antonio Hernandes, o assessor jurídico da entidade, Jonas da Costa Matos, e a gerente trabalhista da SPTrans, Laura P. A. Maia.

 

 

 

 

Rita Casaro, com informações de Paula Bortolini

Em visita ao Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), na quinta-feira (5/4), o cônsul-geral da França em São Paulo, Brieuc Pont, destacou a importância dos laços de cooperação e interesses mútuos entre Brasil e França na área de educação.

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Brieuc Pont fala a diretores, professores e estudantes do Isitec e dirigentes do SEESP. Foto: Paula Bortolini

 

O diplomata também destacou a relevância da graduação em Engenharia de Inovação, oferecida pela faculdade que tem o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) como entidade mantenedora. Brieuc elogiou ainda o projeto pedagógico do Isitec que, além da excelência no ensino, contempla formação humanista dos futuros engenheiros, visando sua responsabilidade social e compromisso com o desenvolvimento sustentável.

A visita também foi uma oportunidade para os alunos do Isitec se informarem sobre possibilidades de estudar nas instituições francesas. Conforme a diretora em São Paulo do Instituto Francês do Brasil, Perrine Warmé-Janville, há diversas alternativas e as orientações necessárias estão disponíveis no consulado.

Também participaram do encontro o presidente do SEESP e do Conselho de Administração do Isitec, Murilo Pinheiro; o vice-presidente do sindicato, João Carlos Gonçalves Bibbo; os diretores da instituição de ensino, Antonio Octaviano, Fernando Palmezan e José Marques Póvoa; o coordenador pela Universidade de São Paulo (USP) da parceria com a Universidade de Lyon, Fernando de Menezes; os professores Rogério dos Anjos e Georghio Alessandro Tomelin; e o advogado Renato Gonçalves.

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), mantido pelo SEESP, sediará o seminário “Educação empreendedora e novas diretrizes curriculares em engenharia”, no dia 19 de março próximo. A atividade é uma realização da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge). O diretor de graduação do instituto, José Marques Póvoa, destaca a importância do evento à engenharia nacional, porque “na proposta das novas diretrizes curriculares a formação empreendedora será indispensável”. Ele prossegue: “Todos os cursos da área terão que se adequar para atender a essas condutas, sendo uma delas fazer com que o profissional atue em todo o ‘ciclo de vida’ e contexto do empreendimento, inclusive na sua gestão e manutenção.”

Nesse sentido, observa o professor, o Isitec pode se tornar um “modelo, uma vez que já fomos criados com essa visão”. E explica: “No nosso curso de Engenharia de Inovação, pioneiro no País, temos sete disciplinas, como momentos de discussão, sobre empreendedorismo/design/inovação.”

O seminário da Abenge tratará, entre outros temas, de políticas públicas e privadas para a educação empreendedora em engenharia, lançando perspectivas e debatendo relatos de casos. “A proposta para as novas diretrizes foca em um perfil desejado do engenheiro para o século XXI, uma das premissas para criar o Isitec e a graduação em Engenharia de Inovação”, exalta Póvoa.

O seminário será das 8h às 19h, na sede do instituto, na Rua Martiniano de Carvalho, 170, bairro Bela Vista, capital paulista.  Confira a programação preliminar.

* Matéria publicada, originalmente, no Jornal do Engenheiro, Edição 513, de março de 2018

 

Comunicação SEESP

O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) é um dos apoiadores da edição de 2018 do Centro de Operação e Controle das Empresas de Energia Elétrica (Cenocon), cujo tema será “As mudanças no setor elétrico brasileiro e seus impactos na operação das empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica”. A atividade acontecerá nos dias 2 e 3 de abril, no Pestana São Paulo City & Conference Hotel (Rua Tutóia, 77, na capital paulista). Associados ao SEESP têm 10% de desconto na inscrição, assim como os estudantes do Isitec.

O objetivo, segundo os organizadores do evento, é fornecer subsídios, nesse novo cenário, aos profissionais que atuam na área de energia elétrica (empresas, agências reguladoras, fornecedores de tecnologia para o sistema elétrico, fornecedores de tecnologia da informação e comunicação (TIC), fornecedores de hardware, de software, de serviços, de equipamentos e materiais para redes de energia elétrica, instituições de ensino e pesquisa, governo e consultorias).

Atualmente, existem mais de 100 centros de operação e controle de empresas de energia elétrica no Brasil, onde trabalham diretamente mais de 5.000 profissionais. Esses centros encontram-se nos mais diversos estágios de maturação técnico-operativa e com configurações diversas, com grande potencial para desenvolvimento de plataformas tecnológicas modernas e integradas. Além disso, há uma crescente demanda para revisão de processos e capacitação de profissionais com perfil adequado para atuarem nos Centros de Operação e Controle do futuro. Nota-se, ainda, uma expansão acelerada de implantação de centros de operação e controle nos mais diversos segmentos, das empresas de infraestrutura, passando por empresas de serviços, chegando às cidades.

>> Confira toda a programação do Cenocon 2018 aqui

Isitec

O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) renovou a parceria com a empresa de engenharia JHE, assinando novo termo de cooperação entre as duas instituições. Na prática, alunos das turmas de Engenharia de Inovação do Isitec poderão se candidatar a uma de cinco vagas por semestre para atuarem como monitores de algumas das disciplinas, ajudando estudantes mais novos e aprimorando os próprios conhecimentos.

Os monitores poderão ajudar os colegas com dificuldades que eles mesmos podem ter passado nos primeiros semestres e também contribuir com a disseminação do método de aprendizagem do instituto, inovador em comparação as demais faculdades de engenharia do Brasil. As vagas de monitoria cobrem as seguintes disciplinas: ​Física 1; Cálculo 1; Geometria Analítica; Centro de Inovação (Equipes 2,3,5). O estudante deve dedicar ao menos oito ​horas por semana às atividades do programa.

Phelipe Mendes, hoje no sétimo semestre, fez parte do primeiro grupo de monitores. Na opinião dele a essência da monitoria não está apenas no auxílio aos estudantes, mas também à liberdade e confiança existentes entre monitor e aluno. Ele atesta: “Muitas vezes, durante as aulas, temos dúvidas que aparentam ser simples demais para ser perguntadas ao professor, o que gera insegurança por parte do aluno. Na monitoria existe mais liberdade, pois nós, por também sermos estudantes, compreendemos algumas dificuldades existentes devido a algum assunto não desenvolvido de forma adequada no ensino médio ou, simplesmente, devido à complexidade do tema estudado”.

​De acordo com o professor José Marques Póvoa, diretor da Graduação, o programa de monitoria ajuda fomentar a integração entre os estudantes, permitindo aos monitores um contato muito próximo tanto com os demais estudantes quanto com os professores. “Essa maior integração principalmente com os estudantes ingressantes contribuiu para melhoria do ambiente de aprendizado que estamos nos propondo no Isitec. É relevante também destacar a importância das parcerias, em especial com a JHE. Com isso podemos trazer para o mundo acadêmico um pouco da visão do mercado”, ele afirma.


>>> Saiba mais sobre o programa de monitoria clicando aqui.

 

 

 

 

Comunicação SEESP

A cidade de São Paulo é a maior consumidora de energia elétrica do País, gasta o equivalente a ¼ da energia produzida na Usina Hidrelétrica de Itaipu. Para tratar do tema, será realizado o seminário “Energia solar – desafios e diretrizes para uma política municipal”, no dia 19 de março próximo, das 9h às 13h, na Câmara Municipal (Viaduto Jacareí, 100, 8º andar). O evento contará com a parceria, entre outras entidades, do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), instituição de ensino mantida pelo SEESP.

O Isitec fará uma palestra no seminário que abordará, entre outros temas, a importância da energia solar para o clima e a sustentabilidade; pesquisas atuais e formação profissional na área; cadeia produtiva, empresas e geração de empregos verdes; marcos regulatórios e casos de sucesso em outras cidades.

A atividade pretende reunir associações do setor, órgãos de governo, organizações da sociedade envolvidas com gestão municipal e sustentabilidade, agências de financiamento e entidades acadêmicas e de pesquisa. O objetivo é identificar desafios e propor ações para ampliar o uso de energia solar na capital paulista, iniciando, assim, a construção de uma política municipal paulista dessa energia limpa.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.eliseugabriel.com.br ou pelo telefone (11) 3396-4403.


Hélio da Fonseca Cardoso*

O sonho de comprar um veículo mais novo e confortável está na cabeça de todo o brasileiro. Fazemos um grande esforço para adquirir aquele veículo que sempre quisemos e finalmente conseguimos.

Quando o sonho se torna realidade pensamos em usufruir da melhor forma possível, mas geralmente nos esquecemos de que por ser uma máquina, o nosso veículo requer manutenção, corretiva e preventiva.

A manutenção corretiva é requerida quando o problema já foi constatado e tem que ser reparado para que possamos continuar utilizando nosso veículo. Além do custo da reparação, neste caso, corremos o risco de que o problema ocorra durante uma viagem, numa estrada, à noite em lugares não recomendáveis, ou seja, o custo não é somente aquele da reparação, demanda a presença de um mecânico ou eletricista no local e, pior ainda, a utilização de um guincho para remover o veículo para uma oficina.

Vejamos, então, que a manutenção corretiva tem custos envolvidos que não computamos, mas existem.

Portanto, a manutenção corretiva é inevitável em alguns casos, uma vez que não é possível determinar a vida útil de todos os componentes de um veículo, porém, o caminho correto é o da manutenção preventiva.

No caminho oposto da manutenção corretiva está a preventiva. O nome já diz tudo, prevenir que ocorra um problema. E qual a vantagem desse tipo de trabalho?

Podemos considerar preventiva até a troca de óleo lubrificante e filtros do motor, o que evita problemas técnicos e aumenta a vida útil do motor.  

Se observarmos o manual do proprietário do nosso veículo verificaremos que muitos itens deveriam passar por manutenção preventiva, o que geralmente não ocorre. Quem realiza a troca o fluido de freio na época determinada? E o líquido refrigerante do radiador? A correia dentada do motor? As pastilhas de freio? Todos e outros tantos itens de manutenção preventiva que são relegados ao segundo plano e que provocam falhas durante o uso do veículo.

Até mesmo itens que só lembramos quando ocorre uma pane deveriam ser substituídos preventivamente, lembro-me, neste momento, da bateria. Normalmente este componente nos deixa na mão em momentos em que mais precisamos e fatalmente perderemos tempo para solucionar a falha. Se efetivássemos a troca preventivamente, isso não ocorreria.  

Mas neste caso como realizar a manutenção preventiva? A grande maioria das baterias à venda não possibilita a manutenção, pois são seladas, mas podemos verificar periodicamente seu estado, assim como se o alternador está carregando conforme requerido.

Outros itens devem ser verificados preventivamente, tais como alinhamento e balanceamento para evitar que os pneus se deteriorem precocemente, em alguns casos a vida útil pode ser duplicada realizando estes serviços.

Quantas pessoas efetuam periodicamente a verificação dos faróis, não me refiro à troca de lâmpadas, mas à regulagem dos faróis para melhorar a visualização e evitar o ofuscamento dos veículos que vêm em sentido contrário.

Obviamente, a maioria das manutenções preventivas deve ser realizada por pessoal habilitado com equipamentos e ferramentas corretas.  

Algumas delas, porém, podem ser realizadas pelo proprietário do veículo. Elementar, porém, poucos o fazem é a calibração dos pneus conforme determina o fabricante, ou ainda a troca das palhetas do limpador de para-brisa.

O consumidor no Brasil tem demonstrado nos últimos anos grande afinidade por veículos, mas deixa de lado o fator principal para que possa lhe dar segurança e conforto: a manutenção.

E nesse sentido, a principal é a manutenção preventiva que se for realizada de forma correta reduzirá nossos custos com o veículo e preservará nosso prazer de dirigir, segurança e conforto.

Pense nisso e aproveite melhor seu veículo.

* Engenheiro mecânico; professor do curso de Inovação nos processos de inspeção e manutenção veicular do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec); membro da Comissão Técnica de Segurança Veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA); diretor do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de São Paulo (Ibape), nas gestões 2010/2011 e 2012-2013

 

 

Comunicação SEESP*

Os professores Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes, eleitos reitor e vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), para o quadriênio 2018-2022, tomaram posse nesta segunda-feira (29/01), em sessão solene, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, prestigiou a solenidade. O Jornal Engenheiro, do sindicato, do mês de fevereiro, traz uma entrevista especial com o novo reitor da USP concedida à jornalista Jéssica Silva.

Foto: Paula Bortolini
Murilo parabeniza novo reitor da USP.

Com 1.092 votos, a chapa composta por Vahan e Hernandes foi a mais votada na eleição, realizada em outubro último, encabeçando a lista tríplice enviada ao Governo do Estado de São Paulo, nomeada em 13 de novembro.

Agopyan é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica (Poli/USP), mestre em Engenharia Urbana e de Construções Civis pela mesma instituição, e doutor pelo King’s College London (Reino Unido). Também foi pró-reitor de pós-graduação e vice-reitor da instituição. Em 2008, Agopyan recebeu o prêmio Personalidade da Tecnologia, em Valorização Profissional, concedido pelo SEESP.

Hernandes é professor titular do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) desde 2008. Graduou-se em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e desenvolveu o doutorado em Física Aplicada pela USP, com estágio na Universidade de Gênova, na Itália. Entre 2010 e 2014, foi Diretor do IFSC/USP e, hoje, é Pró-Reitor de Graduação da Universidade.

Foto: Alexandre Carvalho/A2img
Vahan Agopyan faz seu discurso em posse no Palácio dos Bandeirantes.

 

* Com informações do site do Governo do Estado de São Paulo
* Foto da home de Alexandre Carvalho/A2img

 

Deborah Moreira
Comunicação SEESP

Dos exemplos práticos que demonstram a importância da matemática no nosso cotidiano estão os números primos. São eles que vêm garantindo a privacidade na internet a partir do uso da criptografia, que protege as senhas, como as da conta bancária. Isso porque a criptografia é gerada a partir da multiplicação de números primos. Quanto maiores os números primos mais eficiente será a criptografia e, consequentemente, a proteção dos dados. Graças a um engenheiro eletricista de 51 anos, de Gematown, no estado de Maryland, no sudeste dos Estados Unidos, o mundo agora possui um número formado por 23 milhões de dígitos (23.249.425 dígitos para ser mais preciso) que, como todo número primo, só pode ser dividido por ele mesmo e por 1.


Imagem: Visual Hunt
criptografia visual hunt home

 

Jonathan Pace, voluntário durante 14 anos do projeto Great Internet Mersenne Prime Search (Gimps) - A grande busca da internet pelo Primo de Mersenne -, alcançou esse feito em 26 de dezembro último. Sua descoberta ficou conhecida como o 50º número primo de Mersenne, o qual pode ser escrito como 277.232.917- 1 [obedecendo à forma 2n -1]. Para efeito de comparação, o 49º número primo de Mersenne tem 910.807 dígitos.

Pace, que é funcionário da FedEx, cedeu seu computador como parte dessa busca e receberá US$ 3.000 pela descoberta. O software usado por ele está disponível em www.mersenne.org/download/. Convidado pelo SEESP a opinar sobre o tema, o professor de Matemática Anderson Borba, do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), passou pela experiência de tentar baixar o software. “Cheguei a fazer o download e coloquei para rodar. O programa ficou rodando por mais de uma hora e não havia completado nem 1% do total de tempo para finalizar o mesmo, segundo informações do programa, mostrando assim a dificuldade do problema”, comentou surpreso Borba.

No setor de Comunicação do SEESP foi feito o download do número, que devido ao tamanho acabou travando o computador por um longo tempo. Ao concluir a operação, constatou-se que o documento do World, onde foi colado o número, possuía 13.677 páginas.

"Quanto maior é o primo escolhido mais segura será a criptografia",
explica professor Anderson Borba, do Isitec.


“Sem sombra de dúvida a aplicação mais importante [dos números primos] na atualidade é a criptografia, a qual é usada em qualquer tipo de comunicação eletrônica, desde as transferências bancárias, aplicativos de trocas de mensagens e envio de correios eletrônicos, até a comunicação com fins militares a qual tem grande importância”, ressalto o matemático.

Ele explica que na criptografia o algoritmo RSA – que deve o seu nome a três professores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT): Ronald Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman - é largamente usado e muito importante porque se baseia no fato de encontrar números primos grandes. “Quanto maior é o primo escolhido mais segura será a criptografia. De uma maneira básica podemos entender a importância dessa descoberta ao calcular n= p x q [multiplicação], sendo p e q números primos muito grandes, como os últimos primos de Marsenne encontrados com o algoritmo acima, geramos um número [não primo] com uma grande quantidade de algarismos, necessitando de uma quantidade de operações considerável para tentar fatorar [quebrar] o número n, tornando a tarefa muito custosa computacionalmente, o que inviabiliza o processo de decodificação”, conta Borba.

Curiosidades: músicas e cigarras
Outros usos dos números primos são bastante curiosos, como na música. O compositor francês Olivier Messiaen (1908-1992), para trabalhar em suas músicas a sensação de tempo indeterminado, usou os números primos 17 e 29. Isso fazia com que enquanto parte da orquestra mantinha uma sequência rítmica de 17 notas, outra parte fazia uma sequência de acordes tocada em cima da sequência rítmica com 29 acordes. Com essa técnica o músico passava a sensação de tempo interminável, pois a sequência rítmica e de acordes se repetirão somente na nota 17x29.

Outro aspecto interessante é a explicação para o clico de vida de algumas cigarras, que têm nos números primos 7, 13 e 17, dependendo da espécie, a duração do seu ciclo. A escolha, segundo pesquisadores, se baseia na teoria de que o inseto tem um parasita com um ciclo de vida igualmente longo que ela tenta evitar para sobreviver, sendo o mesmo prejudicial a sua vida somente quando a mesma está fora do período de hibernação, portanto no seu último ano de vida. Assim, se o ciclo de vida da cigarra fosse de 6 anos e o de seu predador 2 anos ele se encontrariam a cada 6 anos, se o ciclo da cigarra agora for de 7 anos, a presa e o predador se encontrariam somente a cada 14 anos, se por acaso o ciclo das cigarras fossem de 17 anos, a cigarra e o parasita se encontrariam a cada 34 anos. “Podemos estimar que a cigarra tenha evoluído seu ciclo de vida para um número primo tentando fugir do ciclo de vida de seu predador. Desta maneira a cigarra garante a manutenção da espécie”, detalha o matemático.

Em algumas florestas da América do Norte existe uma espécie que passa 17 anos vivendo sob a terra sugando as raízes das árvores. Depois disso, milhões de exemplares submergem e cantam sem parar até encontrarem um parceiro para acasalamento. O canto chega a ser insuportável, fazendo com que pessoas se afastem dessas regiões.

Outro fato curioso, ainda sobre essas cigarras, é que Bob Dylan se inspirou nesse canto voraz das cigarras para escrever uma de suas canções: Day of the Locusts.




Comunicação SEESP*
Notícia atualizada em 6 de dezembro, às 11h23

A assessoria de comunicação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) informa que o prazo para a inscrição do vestibular do curso Engenharia de Inovação foi prorrogado para o dia 15 de dezembro próximo. A instituição de ensino, mantida pelo SEESP, está oferecendo 40 novas vagas para mais uma turma de graduação (bachalerado), com início no primeiro semestre de 2018.

O processo seletivo acontece em três etapas: a primeira, até dia 8, com inscrições e teste online de Análise de Aptidão Lógica; a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entra como segunda parte e, a terceira, é uma prova presencial de Análise e Interpretação de Linguagens, incluindo Linguagem Matemática e Produção Textual, realizada na sede do Isitec. Os 20 primeiros colocados do processo seletivo ganham bolsa de 100%.

O curso tem a duração de cinco anos, em período integral. A matriz curricular tem como objetivo o desenvolvimento amplo e eficaz de conhecimentos técnicos, científicos e empresariais, além das atitudes profissionais do futuro engenheiro.

>>> Saiba mais sobre o vestibular e faça sua inscrição aqui

Projetos em destaque
O Isitec, faculdade pioneira no curso no Brasil, já se destaca quando o assunto é desenvolvimento de projetos para o mundo real, em apenas quatro anos de atuação. Os mais recentes foram cinco soluções propostas pelos estudantes e incubadas pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e Elektro Distribuidora de Energia, durante a primeira edição da Maratona de Inovação do Isitec.

Em fase de implantação, o aplicativo Apprimore também é um relevante projeto desenvolvido pelos alunos do sexto semestre de Engenharia de Inovação com o Núcleo de Inovação Tecnológica Mantiqueira (NIT Mantiqueira). Trata-se de uma cartilha digital sobre propriedade intelectual direcionado aos jovens [link].

Este trabalho diferencial e produtivo do Isitec foi citado como exemplo de formação adequado em estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 2015, através da iniciativa Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). No estudo, foram analisadas as graduações de engenharia de todo o País em comparação as necessidades do mercado de trabalho.

Em entrevista ao jornal da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o coordenador da MEI Paulo Mól, avalia o plano pedagógico do Isitec como formador do profissional que a indústria precisa [link]. “O instituto tem um modelo de desenvolvimento de graduação com parcerias, com problemáticas reais, isso é trabalhar inovação, a inovação é quando o conhecimento gera valor de mercado”, ele externa.

Para o diretor de graduação do Isitec, José Marques Póvoa, esses resultados são também mérito dos professores e alunos. “Os estudantes conversam sobre projetos em automação e controle, robótica, tecnologia de construções civis, ciências ambientais integradas, engenharia eletroquímica etc. Estou tendo o privilégio de ver esses jovens se esforçando para se tornarem engenheiros e contribuírem com o desenvolvimento do País”, declara Póvoa.

 

 

*Com informações do Isitec

 

 

 

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