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Approach Comunicação

 

A série “Ciência para Todos” estreia no Canal Futura no dia 19/8, às 20h30, mostrando a importância das pesquisas científicas e seu impacto no dia a dia da sociedade. Realizada em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a série de documentários exibirá pesquisas financiadas pela FAPESP em diferentes áreas, acompanhando o trabalho dos pesquisadores e as pessoas diretamente impactadas pelos projetos.

 

Com o apoio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, FAPESP e Fundação Roberto Marinho/Futura vão celebrar a estreia da série em um evento reunindo estudantes, professores e gestores da rede pública estadual de São Paulo, pesquisadores da FAPESP, convidados ligados à área de educação e autoridades locais. No evento haverá o lançamento do concurso cultural “Ciência para Todos”.

 

O evento de lançamento acontecerá na próxima quarta-feira, 14, na Escola Culto à Ciência, em Campinas (SP), e contará com um talk show com a participação do youtuber Iberê Thenório, apresentador do canal “Manual do Mundo”; da estudante Maria Pennachin, aluna do Ensino Médio da escola e criadora do biocanudo – um canudo biodegradável e comestível à base de inhame, que já foi premiado no Brasil e apresentado em feiras internacionais – ; e da estudante gaúcha Juliana Stradioto, vencedora do 29º Prêmio Jovem Cientista na categoria Ensino Médio, com a criação de um filme plástico biodegradável feito da casca de maracujá. Entre outros prêmios internacionais, Juliana ganhou também a oportunidade de dar nome a um asteroide.

 

Neste dia também será lançado um concurso cultural para estudantes do Ensino e Médio da rede pública estadual de São Paulo, que deverão documentar, em vídeo de até sete minutos, um problema da localidade onde vivem e o passo-a-passo do estudo ou intervenção para buscar soluções.

 

As cinco melhores produções vão ser exibidas no Canal Futura e os ganhadores vão visitar Centros de Pesquisa indicados pela FAPESP, onde vão apresentar seus trabalhos para cientistas e pesquisadores.

 

“O programa visa a fazer com que os estudantes vejam a ciência como parte da vida diária de todos os cidadãos, e não algo que interessa apenas aos cientistas. A melhor maneira de alcançar este objetivo é despertar a curiosidade e a criatividade dos estudantes em temas de natureza científica ou tecnológica”, diz Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP.

 

Episódio de estreia vai mostrar tecnologia em telescópio

Em seu episódio de estreia, a série “Ciência para Todos” mostrará como o espectrógrafo do telescópio Subaru será um importante instrumento para novas descobertas no universo – afinal, mais de 90% do que compõe o universo ainda é desconhecido da ciência. Ao longo da temporada, serão tratados temas como depressão em idosos; o efeito das drogas anti-inflamatórias contra o Mal de Parkinson; o enfrentamento às desigualdades sociais; medicina de precisão com base em exames genéticos; o combate à dengue; e as novas tecnologias óticas, entre outros.

 

Os episódios da série também ficarão disponíveis em futuraplay.org.

 

 

Ciência para Todos

Série documental que visa a comunicar ao grande público como importantes pesquisas financiadas pela Fapesp impactam diretamente a sociedade.

Estreia: 19/8, segunda-feira, às 20h30

Horário: segunda-feira, 20h30

Também no futuraPlay.org

 

 

 

 

 

 

Agência Fapesp

Em 1880, o matemático alemão Karl Hermann Amandus Schwarz (1843-1921) idealizou estruturas com geometrias complexas, em que as superfícies são mínimas e periódicas (com padrões que se repetem) e com curvatura negativa, como as de uma sela de cavalo. Mais de 100 anos depois, em 1991, o físico mexicano Humberto Terrones e o químico inglês Alan Mckay propuseram que a inclusão de anéis de carbono com mais de seis átomos em uma malha hexagonal de grafite poderia dar origem a estruturas periódicas com curvatura negativa, como as que Schwarz imaginou, e semelhante à dos zeólitos – minerais com estrutura porosa e tridimensional.


Imagem: Agência Fapesp
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Essas estruturas cristalinas esponjosas, denominadas schwarzitas por Terrones e Mckay, em homenagem ao matemático alemão, poderiam ter centenas de átomos e células porosas e dar origem a materiais rígidos semelhantes à espuma, com características e propriedades mecânicas e eletromagnéticas incomuns. Essas estruturas, contudo, só existiam em teoria.

Agora, um grupo de pesquisadores do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (IFGW-Unicamp), vinculado ao Centro de Engenharia e Ciências Computacionais (CECC) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) –, conseguiu, em colaboração com colegas da Rice University, dos Estados Unidos, encontrar uma maneira prática de gerar esses materiais em escala real.

A técnica para construção e os resultados de experimentos de avaliação da resistência dos materiais à compressão e ao impacto foram descritos na revista Advanced Materials. “Conseguimos gerar em escala macroscópica materiais que só existiam em escala atômica”, disse Douglas Galvão, professor do IFGW-Unicamp e um dos autores do estudo.

Para obter o material, os pesquisadores projetaram inicialmente, por meio de algoritmos computacionais, modelos em escala atômica de estruturas porosas de duas famílias diferentes de schwarzitas, a primitiva e a giromana.

Os modelos moleculares da família primitiva continham 48 e 192 átomos por unidade de célula, respectivamente, enquanto os modelos da família giromana tinham 96 e 384 átomos. As estruturas possuíam superfícies mínimas periódicas, conforme as que foram concebidas originalmente por Schwarz.

Os dados das quatro estruturas moleculares foram compilados por um software de modelagem computacional, em modelos tridimensionais. Os modelos foram impressos em polímero, na forma de cubos e na escala de centímetros de comprimento, por impressoras 3D.

“A ideia foi desenvolver um material com propriedades exóticas, como a schwarzita, em escala atômica, construir um modelo em macroescala a partir dele e imprimir essa estrutura em escala real, por meio de uma impressora 3D, para verificar se ele mantém essas propriedades, como a de altíssima resistência”, explicou Galvão.

Testes de resistência

Os pesquisadores avaliaram a resistência à compressão e ao impacto mecânico tanto das estruturas em nível atômico – por simulação –, como dos modelos impressos em 3D.

Os resultados indicaram que as estruturas apresentam alta resistência ao impacto e à compressão mecânica em nível atômico e em macroescala, devido a um mecanismo de deformação em camadas.

Ao aplicar força em um lado do material, ele se deforma lentamente e de forma não homogênea. Isso porque os poros das camadas mais altas, que sofrem mais diretamente a pressão, se fecham primeiro e, na sequência, fecham os abaixo deles.

“Esse mecanismo de deformação do material é muito semelhante ao das conchas marinhas, que tem uma matriz mineral, composta por calcita, e uma camada de proteínas que absorve pressões extremas, sem fraturar, ao transferir o estresse em todas as suas estruturas”, disse Galvão.

“O que é interessante no caso das estruturas de schwarzitas que geramos é que elas são compostas de apenas um material – o polímero PLA, usado em impressoras 3D –, e não dois, como as conchas, que têm a matriz mineral e a parte orgânica juntas”, ressaltou.

Os resultados dos ensaios também mostraram que as estruturas de schwarzitas apresentam uma resiliência notável sob compressão mecânica. Elas podem ser reduzidas à metade do seu tamanho original antes de apresentar falha estrutural (fratura).

Os testes indicaram que a carga aplicada foi transferida para toda a geometria das estruturas, independentemente de qual lado foi comprimido, tanto nas simulações das estruturas em nível atômico como nos modelos impressos.

“Nos surpreendeu que algumas características das estruturas em escala atômica foram preservadas nas estruturas impressas em 3D”, disse Galvão, que estuda nanoestruturas por meio de simulações computacionais de dinâmica molecular.

A característica do material que mais surpreendeu os pesquisadores, entretanto, foi a resistência mecânica. Ao soltar quase 10 quilogramas do material a uma altura de 1 metro ele não quebrou.

“Estamos analisando agora outra família de schwarzita, com estrutura muito parecida com a do diamante. Os resultados são ainda mais impressionantes. Não foi possível quebrar o material com as máquinas para testes de resistência disponíveis no CNPEM [Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais]. Essa alta resistência do material é proporcionada por sua topologia”, disse Galvão.

Resistente e complexo

Algumas das possíveis aplicações das estruturas de schwarzitas geradas pelos pesquisadores são em proteção balística – em coletes à prova de bala – e em componentes resistentes a impactos e altas cargas para edifícios, carros e aeronaves.

“Como é um polímero, não sabemos se, ao ser usado em um colete à prova de bala, o calor de uma bala poderia fundi-lo localmente. Pretendemos realizar ensaios para verificar isso”, disse Galvão.

Os pesquisadores pretendem agora refinar as superfícies das estruturas com impressoras 3D de maior resolução e reduzir a quantidade de polímero para tornar os blocos ainda mais leves. Outra ideia é utilizar materiais cerâmicos e metálicos em maior escala, e não somente na forma de blocos, para construir estruturas ultraduras.

“Temos uma receita, agora, para buscar na literatura estruturas interessantes, em escala atômica, e que nunca foram sintetizadas por sua complexidade, e criar modelos delas em macroescala”, avaliou Galvão.

O vídeo sobre o processo de construção das estruturas de schwarzitas pode ser visto abaixo:

 

www.youtube.com/watch?v=VBFMYwys3k8&feature=youtu.be

 

 

Da Revista Pesquisa Fapesp
Maria Guimarães

Em 13º lugar entre os países que mais produzem artigos científicos no mundo, o Brasil tem a maior porcentagem disponível gratuitamente e sem entraves via internet – o chamado acesso aberto.

Os dados estão em relatório publicado pela Science-Metrix, empresa norte-americana dedicada a avaliar atividades ligadas a ciência e tecnologia.

Dos artigos publicados em periódicos brasileiros, 74% têm acesso aberto. O fenômeno se deve em grande parte ao Scientific Electronic Library Online (SciELO), que reúne 283 periódicos brasileiros e por volta de mil de outros países. O SciELO é um programa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O acesso aberto parece ser uma estratégia relevante para difusão da ciência produzida em cada país, dado que artigos facilmente disponíveis têm mostrado um índice de citação maior. O engajamento brasileiro nessa tendência foi detalhado na edição de setembro de 2017 de Pesquisa Fapesp.

Nos Estados Unidos, o país com maior produção científica no mundo, dois terços dos artigos publicados têm acesso aberto gratuito. Esse tipo de publicação não é homogêneo em todas as áreas do conhecimento, tendo preponderância em ciências da saúde e ciências naturais, mas traz benefícios em todas as áreas.

Um achado curioso é que a chamada via verde de acesso aberto, em que os artigos são postos à disposição pelos próprios autores, rende mais citações do que a via dourada, em que a ação é do periódico. Entender essas tendências requer estudo de longo prazo, já que são necessários alguns anos para se avaliar o quanto um artigo é citado.

>> Leia também notícia sobre estudo que colocou São Paulo entre as 20 cidades do mundo com maior produção científica: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/01/16/a-metropole-e-a-ciencia.

 

Da Agência Fapesp

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Grupo São Martinho anunciam o lançamento de uma chamada de propostas para a criação de um novo Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE), voltado ao desenvolvimento de pesquisa internacionalmente competitiva em medidas sustentáveis para controle de pragas e doenças da cana de açúcar. 

O escopo do CPE abrange estudos de doenças e pragas da cultura, sejam elas principais, secundárias ou emergentes. As linhas de pesquisa que deverão ser contempladas pelo centro são, de maneira geral: criação massal e automação na produção massal de parasitoides, predadores e patógenos utilizados no controle de pragas e doenças da cana-de-açúcar, com vistas à redução do custo de produção; processos de produção e formulação de patógenos; alternativas de Controle de pragas e doenças emergentes (ou já consolidadas), como Sphenophorus levise antracnose ou relacionadas à cultura como Stomoxys calcitrans (mosca-dos-estábulos); estudo de promotores de crescimento vegetal (fungos e micorrizas).

O financiamento das atividades do centro será por cinco anos com possibilidade de prorrogação até dez anos.

Os recursos alocados poderão ser utilizados com grande grau de autonomia. Em contrapartida, a Fapesp e o Grupo São Martinho observarão um acompanhamento permanente, com avaliações periódicas das atividades do CPE.

As dimensões, a estrutura e forma de operação do CPE deverão ser determinadas em função das atividades de pesquisa, difusão e transferência de conhecimento a serem executadas. Em particular, o Centro deverá ser operado por uma instituição sede. A associação com outras instituições do Estado de São Paulo será considerada como fator de valorização da proposta e, em alguns casos, poderá ser essencial para fazer a proposta mais robusta.

Propostas para o novo Centro de Pesquisa em Engenharia serão recebidas até 4 de dezembro de 2017. A chamada de propostas está publicada em: www.fapesp.br/11188.


Da Fapesp*

 

Foi assinado, em 4 de setembro último, decreto que regulamenta a Lei federal 10.973 – a Lei de Inovação Tecnológica – e a Lei Complementar 1.049 (Lei Paulista de Inovação), além de outras medidas da política estadual de ciência, tecnologia e inovação. O decreto será publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo nos próximos dias. A nova norma também regulamenta as parcerias entre instituições de pesquisa do Estado de São Paulo com empresas para realização de pesquisa voltada à inovação e tem como um dos objetivos proporcionar maior segurança jurídica aos pesquisadores de instituições de pesquisa do Estado ao estabelecer parcerias de P&D com o setor privado.

As novas propostas foram elaboradas ao longo dos últimos sete meses por um grupo de trabalho formado por 14 especialistas e representantes das Instituições Científicas e Tecnológicas do Estado (ICTESPs), e apresentadas durante reunião do Conselho das Instituições de Pesquisa do Estado de São Paulo (Consip). Integrou o grupo de trabalho um representante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o diretor administrativo Fernando Menezes, que participou na condição de membro designado.

O decreto permite que pesquisadores tenham participação nos ganhos econômicos dos licenciamentos de tecnologias e que tenham a possibilidade de se licenciar para constituir empresas ou prestar consultoria técnico-científica, por exemplo.

No novo sistema, está prevista a dispensa de licitação para compra de insumos para projetos de pesquisa científica e tecnológica e a possibilidade de as universidades e instituições de pesquisa compartilharem o uso de laboratórios, equipamentos e demais instalações com empresas para a realização de pesquisa, de acordo com Yolanda Silvestre, secretária executiva do Consip durante o evento.

Leis de inovação
Aprovada em 2 de dezembro de 2004 e regulamentada em 11 de outubro de 2005, a Lei de Inovação Tecnológica (Lei federal nº 10.973) foi estabelecida com o objetivo de criar medidas de estímulo à inovação e à pesquisa e desenvolvimento no setor produtivo, com o intuito de estimular a autonomia tecnológica e o desenvolvimento industrial do país.

A fim de atingir esse objetivo, a lei está organizada em três eixos: a constituição de ambiente propício a parcerias estratégicas entre universidades, institutos tecnológicos e empresas; o estimulo à participação de institutos de ciência e tecnologia no processo de inovação e o estímulo à inovação na empresa.

A lei faculta às instituições de ciência e tecnologia (ICTs) celebrar contratos de transferência de tecnologia e de licenciamento de patentes de sua propriedade, prestar serviços de consultoria especializada em atividades desenvolvidas no âmbito do setor produtivo e determina que cada ICT constitua um Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) próprio ou em parceria com outras ICTs, para gerir a política de inovação e, em especial, a política de propriedade intelectual e a transferência de tecnologia.

 

* Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

 

 

 

O Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo (Poli-USP), oferece uma oportunidade de pós-doutorado em Tratamento de Resíduos Sólidos, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Prazo de inscrição até dia 4 de agosto. A bolsa está vinculada ao projeto temático “Estudo de novas tecnologias e rotas de processamento para o tratamento e reciclagem de resíduos sólidos”. O objetivo geral é caracterizar e estudar processos e alternativas tecnológicas para tratar e reciclar resíduos sólidos de acordo com o que foi estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, além de estudar as implicações e regulamentações previstas na lei brasileira sobre o assunto. 

O bolsista selecionado irá desenvolver o tema “Recuperação de cobre a partir do liquor obtido na biolixiviação de placas de circuito impresso através de eletro-obtenção”. O candidato deve comprovar experiência científica no tema proposto. É desejável que tenha experiência em resíduos sólidos, técnicas eletroquímicas e analíticas (FAAS, ICP, EDX, CI).

As inscrições serão recebidas exclusivamente por e-mail, com documentação anexa em formato pdf, e enviadas ao professor responsável Jorge Alberto Soares Tenório (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), pesquisador principal do projeto.

Os documentos necessários para a inscrição são: Curriculum Lattes atualizado, certificado de conclusão do doutorado e carta de apresentação indicando a razão de interesse na bolsa, com um breve relato da experiência do candidato. A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. Mais informações sobre a bolsa estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

 

Da Agência Fapesp
Comunicação SEESP

 

 

 

 

Estão abertas, até 8 de julho próximo, inscrições para bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para pós-doutorado em Engenharia de Processos e de Alimentos.

A Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abriu uma vaga de pós-doutoramento em Engenharia de Processo para o projeto temático “Da fábrica celular à biorrefinaria integrada Biodiesel-Bioetanol: uma abordagem sistêmica aplicada a problemas complexos em micro e macroescalas”.

Os candidatos devem ter título de doutor obtido há no máximo sete anos, no Brasil ou no exterior, preferencialmente na área de Engenharia de Alimentos ou correlatas. Interessados devem enviar currículo (em PDF) até 8 de julho de 2017 para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O assunto do e-mail deve incluir o seguinte texto "PD – Process Engineering” e o nome completo do candidato. O candidato receberá um e-mail informando se ele foi indicado ou não para a bolsa. Mais informações sobre a vaga estão disponíveis em www.fapesp.br/oportunidades/1619.

Já o pós-doutorado em Engenharia de Alimentos está relacionado ao projeto temático “Equilíbrio e processos de produção de biocombustíveis e bioprodutos”, também com uma vaga na mesma faculdade. O tema é “Uso de etanol associado a líquidos iônicos no refino de óleos vegetais, e na produção e modificação das propriedades físicas de biodiesel”.

Os interessados devem enviar currículo (em PDF) até 8 de julho de 2017, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O assunto do e-mail deve incluir o seguinte texto "PD Fellowship - Food Engineering" e o nome completo do candidato. Após o pedido, o requerente receberá uma notificação. Mais informações sobre a vaga estão disponíveis em www.fapesp.br/oportunidades/1618.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Texto editado a partir de informações da Agência Fapesp

 

 

 

Nos dias 19 e 20 de junho último, foram apresentados e discutidos os resultados dos projetos do programa de pesquisa sobre mudanças climáticas globais, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Um desses é o projeto bilateral envolvendo a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a The Ohio State University (OSU).

O projeto bilateral tem como objetivo geral avaliar como as mudanças climáticas, sobretudo o aquecimento e acidificação oceânica costeira, afetarão os organismos costeiros, tendo como organismo modelo os caranguejos conhecidos como violinistas ou chama-maré. Esses crustáceos possuem ampla distribuição e densidade em áreas estuarinas, sobretudo nas regiões tropicais e subtropicais. Em sua fase adulta eles são estritamentes estuarinos, enquanto na fase larval se desenvolvem em oceano aberto, alcançando mais de 25km da Costa até retornar novamente para o estuário ao completar seu desenvolvimento. Devido a esses fatores, os caranguejos chama-maré se tornam bons modelos para o entendimento dos futuros e atuais efeitos das mudanças climáticas em animais costeiros e marinhos.

Mais especificamente serão avaliados os efeitos da redução do pH e aumento da temperatura nas duas primeiras fases larvais dos caranguejos chama-maré, Zoea I e II. Para isso, experimentos laboratoriais com diversas respostas morfólogicas, comportamentais e fisiólogicas a esses estressores estão sendo realizados. Um segundo objetivo será a avaliação dos parâmetros físico-químicos da área em que as larvas permanecem durante o seu desenvolvimento, ao qual vem sendo realizado por meio de cruzeiros marítimos para mensuração de temperatura, salinidade e pH, além da coleta de zooplâncton, em zonas próximas (1 km) e afastadas (> 25km) do Estuário de Santos (SP).

Por fim, objetivamos aumentar a qualidade das predições de pH e temperatura em nossa área de estudo. Para isso, utilizaremos simulações numéricas do clima futuro com modelos climáticos regionais e técnicas estatísticas downscaling para gerar predições locais baseadas nos modelos climáticos globais. Esses resultados serão posteriormente comparados com os dados obtidos em campo através dos cruzeiros.

Em suma, o projeto conta com observações de parâmetros físico-químicos, experimentos laboratoriais e redução de escala regional das previsões climáticas futuras para compreender e predizer como esses organismos corresponderão a essas mudanças ambientais.

 

 

Reprodução de notícia publicada pela Unesp Agência de Notícias (UnAN)
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

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