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O debate sobre iluminação pública volta a ser pauta do JE na TV desta semana. Em entrevista ao jornalista e apresentador Fabio Pereira, o consultor da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e especialista no assunto, Carlos Augusto Kirchner, também diretor do SEESP, que abordou pontos como marco legal da iluminação pública, novas tecnologias que precisam ser incorporadas e a responsablidade dos municípios.

Sobre isso, a FNE defende que para assegurar em todos os municípios uma iluminação pública de qualidade, e com baixo custo, é preciso que haja a construção de um marco legal ao setor, ao qual deve se vincular modelo à prestação do serviço e modernização do parque nacional. Para a entidade, a parceria público-privada – amplamente defendida na atualidade e apresentada como parte de programas de governo nas últimas eleições municipais, por exemplo na cidade de São Paulo – não é a melhor alternativa nesse caso.

Entre as opções, caberia mais uma “concessão comum”. Essa ideia foi apresentada ao secretário de coordenação de projetos da Secretaria-Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Tarcísio Gomes de Freitas, em 27 de setembro último, em Brasília, por representantes da federação, entre eles o engenheiro Kirchner. O assunto se encontra em análise no órgão.

Na Reportagem da Semana, o assunto é feminicídio, crime tipificado pela lei 13.104/15. O Brasil é o quinto país em registro de casos de mortes de mulheres simplesmente por serem mulheres. São 13 mulheres assassinadas por dia.

Neste mês, o Instituto Patrícia Galvão lançou uma plataforma digital sobre feminicídio com conteúdos organizados de forma a garantir a autonomia de quem o acessa, seja para consultas específicas ou para saber mais sobre o tema de um modo geral. Com o objetivo de permitir reproduções, reusos e ampla disseminação, todo o conteúdo do Dossiê Feminicídio está sob uma licença Creative Commons que permite a livre reprodução, desde que citada a fonte. Acesse pelo link www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/ .

Na coluna semanal No Ponto, Murilo Pinheiro, presidente do sindicato, fala sobre o encontro da Engenharia Unida, em Barra Bonita, no Interior de São Paulo, organizado pela FNE, entre 24 e 26 de novembro.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

Asssista a íntegra da edição desta semana:







Comunicação SEESP



Não é por coincidência que todos os fatos por mim resenhados nesta coluna não tenham merecido atenção da mídia grande. Ela faz parte da confusão reinante e, violando suas responsabilidades e atribuições, não está atenta àquilo que pode representar soluções na crise em que vivemos.

Contra a agressão fascista ao Congresso Nacional apenas houve a voz unitária e firme das centrais sindicais. Elas também foram protagonistas das manifestações do dia 25 que tiveram como eixos a resistência à quebra de direitos e a exigência da retomada do crescimento econômico e o enfrentamento da recessão. Em vários Estados e de diferentes maneiras os trabalhadores – por meio de suas direções sindicais – manifestaram-se unitariamente.


Foto: Beatriz Arruda/FNE
BarraBonita JoãoGuilherme 600 
Vargas Netto na mesa de abertura do evento de Barra Bonita, no dia 24 de novembro.
 

Para citar dois exemplos: em São Paulo houve paralisações nos setores metalúrgicos e da construção civil e concentrações na sede do BNDES e no viaduto Santa Ifigênia. No Paraná houve protestos dos trabalhadores das empresas automobilísticas da grande Curitiba e assembleias prolongadas nas empresas de transporte coletivo na capital.

Como expressão também da vontade unitária e esclarecida, metalúrgicos e comerciários difundiram em massa o jornal sobre a renovação da frota como medida pontual para enfrentar a recessão.

Mas quero destacar aquela que, a meu juízo, foi a mais forte e unitária manifestação nacional: os engenheiros brasileiros, atendendo à convocação do sindicato de São Paulo e de sua federação nacional, agruparam-se durante três dias em Barra Bonita, com suas representações sindicais, associativas, educacionais, da juventude, empresariais e do sistema profissional Confea-Creas e aprovaram por aclamação no fim dos trabalhos a Carta de Barra Bonita, com o chamamento à Engenharia Unida.

Na Carta há duas constatações fundamentais: é preciso enfrentar a recessão para sair da crise contrariando os rentistas e o campo da engenharia unida tem um papel estratégico nestas tarefas.

A Engenharia Unida, com a liderança reconhecida de Murilo Pinheiro, é o movimento capaz de “unir-se a todos os brasileiros na construção do Brasil necessário e possível, pujante, includente e verdadeiramente democrático”.

Tudo o que descrevi e muito mais que pode ser resenhado aponta para superação da crise com participação republicana e democracia.

 

* João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

 

 

 

 

 

 

 

 

"A proposta desse governo é de privatizar o que for possível na bacia das almas, jogando fora o esforço de pelo menos 60 anos de construção nacional. A Petrobras é um orgulho do povo brasileiro, símbolo da capacidade realizadora do nosso povo. Ela está sendo esquartejadas." A declaração é de Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, que no início de novembro promoveu uma série de palestras para denunciar o desmonte da maior empresa estatal do país, sob comando do presidente Michel Temer (PMDB).


Imagem: Reproduçãoreproducao TVT petroleiros


Engenheiros e especialistas reunidos concluíram que os ataques promovidos contra a Petrobras, por conta de denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava Jato, atende à estratégia de enfraquecimento com vistas à privatização, satisfazendo interesses estrangeiros.

"Estamos na luta. Quem descobriu o pré-sal foi a Petrobras. Foram brasileiros descobrindo, no Brasil, grandes reservas de petróleo", diz o geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor da estatal, que teve papel fundamental na descoberta das novas reservas.

Em entrevista à repórter Marina Vianna, para o "Seu Jornal", da TVT, ele também aponta responsabilidade de setores da mídia tradicional na campanha de enfraquecimento da Petrobras e chama a atenção para uma contradição. "A imprensa constrói uma imagem negativa junto ao público. Agora, desde o momento que há o golpe e o pessoal apoiado por essa imprensa assume, a Petrobras passa a ser lucrativa, como se fosse uma ação deles", afirma.

"Ninguém pode ser contra o combate à corrupção. O que nós somos contra é, a pretexto de se combater a corrupção, destruir não só a Petrobras, como as empresas privadas de engenharia, porque as empresas privadas e a própria Petrobras são responsáveis por centenas de milhares de emprego", ressalta o presidente do Clube de Engenharia.


Fonte: Site da CUT





A partir desta quinta-feira (24/11) até o próximo sábado, profissionais de todo o Brasil estarão reunidos no grande encontro do Movimento Engenharia Unida, em Barra Bonita (SP), em pauta a coesão da categoria para fazer frente ao alto índice de desemprego e ameaças de retrocessos em conquistas históricas, bem como discutir e definir ações em defesa da retomada do crescimento brasileiro.

Diante da grave crise enfrentada hoje pelo País, torna-se imprescindível a unidade dos profissionais, como vem destacando a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) que, em março último, lançou o Engenharia Unida. A partir do fortalecimento de sua representatividade, a pretensão é unir as instituições vinculadas à área no Brasil inteiro – conselhos profissionais, entes e órgãos públicos, sindicatos, associações, centros de pesquisa e ensino, empresas, além dos profissionais em todos os setores da engenharia.

Importante lembrar que, no ano de 2006, também em meio a uma conjuntura difícil, a federação apresentou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Atualizado ano a ano, traz plataforma que se combina com esse objetivo e demanda, na batalha pelo desenvolvimento nacional sustentável. O êxito dessa iniciativa demonstra o acerto e a urgência de se assegurar a união da categoria para se fazer frente ao complexo quadro atual.

Em Barra Bonita, será reforçado esse chamado e jogar luz sobre a conjuntura e o protagonismo dos engenheiros rumo à retomada do desenvolvimento e os caminhos e desafios para tanto, incluindo a garantia de preservação de direitos e valorização do trabalho. Uma contribuição crucial.

Programação

24 de novembro

18h30 – Sessão de abertura

25 de novembro

9h – Engenharia e desenvolvimento nacional: o protagonismo no enfrentamento da crise

Murilo Pinheiro – Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)
Ronaldo Lessa – Deputado federal (PDT-AL) e presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Social
João Guilherme Vargas Netto – Consultor sindical

14h – Colocar a economia no rumo do crescimento

Palestrante
Antonio Corrêa de Lacerda – Professor-doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Comentadores
Angelo Petto Neto – Presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab)

Fernando Jardim Mentone – Vice-presidente de Relações Trabalhistas e Assuntos Intersindicais do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco)

José Edgard Camolese – Vice-presidente de Relações Institucionais do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusconSP)

16h – Preservar direitos e valorizar o trabalho

Palestrante
Antonio Augusto de Queiroz – Diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)

Comentadoras
Margarida Lopes de Araújo – Vice-presidente de Assuntos Jurídicos da Associação Paulista dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Apafisp)

Ivani Contini Bramante – Desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT – 2ª Região)

26 de novembro

9h – Plenária da Engenharia Unida
Discussão e aprovação da Carta de Barra Bonita

 

Comunicação SEESP







Na manhã desta terça-feira (22/11), o Congresso Nacional lançou a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento com a participação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), do presidente do Conselho Nacional de Engenharia e Agronomia (Confea), José Tadeu da Silva, e de diversos conselhos regionais (Creas), parlamentares, como o deputado Odorico Monteiro (PROS/CE), e o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra. Como destacou o presidente e autor da iniciativa, deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), a proposta é buscar uma linha de ação conjunta entre os profissionais da área tecnológica e o Poder Legislativo com o propósito de “acelerar a adoção de medidas que possam garantir o novo ciclo econômico do País”.
 

Fotos: Paulo Negreiros
Lessa Frente 600
Lessa: A unidade entre Poder Legislativo e engenharia brasileira pode
ajudar a acelerar o novo ciclo econômico do País.
 

Segundo Lessa, o conhecimento desses profissionais estará à disposição dos “parlamentares tanto para análise como para preparação de projetos de lei que visam o bem comum da sociedade”. E asseverou: “No momento em que o País precisa tanto de uma inteligência técnica adequada a toda uma gama de problemas administrativos e estruturais, a engenharia e os demais profissionais regulamentados do Sistema Confea-Crea podem nos ajudar a fazer com que o País caminhe por estradas mais seguras.”

O caminho anunciado por Lessa foi avalizado pelo ministro que defendeu maior valorização da engenharia brasileira, “porque é ela que constrói tudo”, afirmou. Ele reconheceu que muitas vezes a área é relegada a terceiro plano e que tal cenário precisa ser mudado. Por isso, prosseguiu, a carreira do engenheiro, seja no setor público ou privado, precisa ser devidamente reconhecida de sua importância. “A Frente pode ser um baluarte dessa mudança”, disse o ministro.
 

Tadeu Confea 600
Presidente do Confea, José Tadeu da Silva, apresenta o seu
apoio à Frente, colocando-se à disposição para os trabalhos.

O presidente do Confea observou que a Frente, além dos engenheiros representados pelas entidades sindicais, como a FNE, também engloba os profissionais de entidades patronais, como a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Sinduscon. "Precisamos sempre lembrar que a nossa profissão, como está no primeiro artigo da lei da sua regulamentação, se caracteriza pela realização de obras e serviços de interesse social e humano." Para ele, o instrumento ora criado pelo Legislativo significa o "chamamento do conhecimento tecnológico para ajudar o País na reconstrução da Nação".

Um dos vice-presidentes da Frente, o deputado Zé Silva (SD/MG) fez questão de salientar que grande parte das obras paradas no País está relacionada a falhas nos projetos executivos e aos licenciamentos ambientais, que podem ser cuidadas e solucionadas pelas profissões da área técnica. “Acredito que uma das metas da Frente é exatamente discutir as causas que estão travando o desenvolvimento nacional, principalmente nas áreas de saúde, educação e logística.” E isso, apontou o parlamentar, pode ser resolvido pela boa engenharia. “O que não estiver ao alcance desses profissionais, como os problemas de desvio de recursos, deve ser tratado pelos órgãos competentes, como o judiciário e o Ministério Público”, observou. Lessa informou que a Frente fará uma consulta à comissão da Casa sobre obras paradas e tratará o tema como prioridade.

Para o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), também vice-presidente da Frente, a legitimidade de qualquer profissional se dá quando ele pensa no coletivo, e não, como acontece no mundo hoje, apenas no individual. “Num país que tem a pior distribuição de renda do planeta, se tem algo que pode dar sentido é quando conseguimos usar o nosso conhecimento e dedicação para melhorar a vida das pessoas.” Por isso, ele acredita que o novo instrumento legislativo poderá ajudar o debate necessário da reconstrução do País e completou: “Não conheço nenhum país que tenha se desenvolvido sem investir em infraestrutura.”

O apelo pelos esforços à retomada do desenvolvimento do País foi reforçado pela deputada Luciana Santos (PCdoB/PE), integrante da Frente, para quem “não há como se pensar em retomada do crescimento sem tecnologia e inovação, por isso fico muito honrada de criarmos essa Frente”. Ao lembrar que o seu pai foi engenheiro eletricista atuante do Crea pernambucano, a parlamentar destacou o papel protagonista das entidades que representam os profissionais no debate dos rumos do País.
 

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Para deputada Luciana Santos, Brasil precisa ir além da produção de
commodities e estar nas discussões da tecnologia do futuro.


Ela discorreu, ainda, sobre o cenário atual, ressaltando que o País vivencia uma “instabilidade política gigantesca e uma gravidade da crise econômica que não é só brasileira”. Para Santos, apesar de o Brasil ser autossuficiente em produção de alimentos, que proporciona segurança e soberania nacional, e deter muitas riquezas minerais, no subsolo e um conjunto de mananciais, isso não basta. E conclamou: “Devemos ir além, precisamos ser um país da indústria 4.0, da nanotecnologia, das tecnologias portadoras do futuro. Um país que discute sua presença na tecnologia espacial, na biotecnologia. Ser um país dos valores chamados manufaturados.”

A parlamentar acredita que o Brasil não conseguirá “dar um passo adiante se permanecer num estado de terror que paira hoje principalmente no setor da construção civil. Não se pode confundir o combate total à corrupção com a destruição da economia nacional. Não podemos assistir à desnacionalização da nossa economia, da inteligência nacional”. E completou: “Se hoje temos o pré-sal não foi uma petrolífera estrangeira que o descobriu, foi a Petrobras, a inteligência dos nossos técnicos, dos nossos engenheiros e engenheiras.”

Engenharia Unida na Frente
A fala do presidente da FNE, Murilo Pinheiro, destacou que o Congresso Nacional tem um papel de extrema importância para a democracia, reunindo os representantes do povo, escolhidos pelo voto de cada cidadão. Por isso, realçou: “É uma honra ver hoje o lançamento dessa Frente, demonstrando a preocupação e o compromisso de Vossas Excelências com a mobilização para a retomada do crescimento, propondo e aprovando medidas para saída da crise e não que aprofundem a recessão e retirem direitos adquiridos com tanto esforço.”



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Um dos incentivadores da ideia da Frente, o presidente Pinheiro aponta que a unidade de todos
é necessária para acabar com a corrupção, trazer oportunidades de emprego e distribuição de
renda e garantir os direitos dos trabalhadores.


Como presidente da Federação, que representa mais de quinhentos mil profissionais em cada canto desse país, “não tenho dúvida que os profissionais da área tecnológica são protagonistas para o crescimento e desenvolvimento, e é preciso que as empreiteiras, as grandes empresas, a indústria, retomem seus lugares de destaque para gerar empregos, melhorias na qualidade de vida e oportunidades para o povo brasileiro”.

A criação dessa Frente, discorreu Pinheiro, vem também ao encontro do Movimento Engenharia Unida, proposto pela entidade, e que tem sido integrado também pelos Conselhos Nacional e Regionais de Engenharia e Agronomia, Associações, Escolas, Profissionais, enfim, “todos aqueles que estão empenhados em retomar o crescimento do Brasil, garantindo direitos, defendendo a valorização profissional e trabalhando arduamente para que não nos afundemos ainda mais na recessão atual”.

Pinheiro salientou o caráter suprapartidário da iniciativa que permite a união de todos e alcançar, com sucesso, “aquilo a que nos propusemos: acabar com a corrupção, trazer oportunidades de emprego e distribuição de renda, garantir os direitos dos trabalhadores conquistados com tantas dificuldades, propor soluções em conjunto entre governo e sociedade”.

Composição da Frente Parlamentar Mista
Presidente – Ronaldo Lessa (PDT/AL)
Vice-presidentes – Deputado José Carlos Aleluia (DEM/BA); senadora Lídice da Mata (PSB/BA); deputado Miro Teixeira (Rede/RJ); deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP); deputado Evair de Melo (PV/ES); senador Pedro Chaves (PSC/MS); deputado Zé Silva (SD/MG); e deputada Luciana Santos (PCdoB/PE)
Secretários – Deputados Leônidas Cristino (PDT/CE); Leandre dal Ponte (PV/PR) e Rafael Motta (PSB/RN).


Frente Todos 600

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações de Rita Casaro

 

 

 

 

 

 

A Frente Parlamentar Mista da Engenharia e Desenvolvimento será lançada nesta terça-feira (22/11), às 10h30, pelo Congresso Nacional. O evento, que ocorre no Plenário 2 do prédio que abriga as Comissões Temáticas da Câmara dos Deputados, reúne parlamentares, profissionais da área e entidades que representam o setor. O objetivo é aglutinar esforços que ajudem na retomada do crescimento e aumento dos investimentos produtivos no País.


Foto: Arquivo/Comunicação SEESP
murilo barba dentro 
 Pinheiro: "A Frente pode ser nossa voz no Legislativo, incentivando esse debate."
 

A criação da Frente, que vem sendo articulada pelo engenheiro e deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), desde meados de 2016, já conta com mais de 200 adesões no Legislativo. Entre as entidades que apoiam a iniciativa, destaque para a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). A Agência Sindical conversou, nesta segunda, com o presidente da entidade, Murilo Pinheiro.

“É um passo importante na luta pela retomada do desenvolvimento. Quando se fala em crescimento, tudo está relacionado com a engenharia. Com a frente, teremos voz também dentro do parlamento, onde poderemos debater as propostas visando destravar a economia de forma mais ampla e efetiva”, avalia a liderança.

Pinheiro diz que a frente parlamentar também pode potencializar as atividades do movimento “Engenharia Unida”, lançado pela FNE e que engloba diversas organizações ligadas ao setor – desde entidades sindicais, empresariais a faculdades de engenharia. “Lançamos essa iniciativa para unir os profissionais e as entidades que os representam, as empresas e escolas em torno dessa bandeira. A Frente pode ser nossa voz no Legislativo, incentivando esse debate”, diz.

Segundo o sindicalista, a Frente atuará com a finalidade de buscar soluções práticas, levando em conta as atribuições do Parlamento, para os gargalos que o País enfrenta. “Queremos encontrar formas de acelerar a adoção de medidas que possam garantir a retomada de um ciclo de expansão econômica que viabilize empregos, renda e melhoria da infraestrutura. E nisso a frente parlamentar pode nos ajudar muito”, observa.

“Quando se fala em engenharia, a questão que se coloca é o progresso. Por isso, queremos discutir a retomada do crescimento, do desenvolvimento”, destaca. Pinheiro comenta ainda que o envolvimento de empreiteiras em escândalos de corrupção afetou fortemente o mercado de trabalho no setor. “Achamos que as pessoas que fizeram alguma coisa devem pagar, mas empresas que desenvolveram um grande know-how precisam ser preservadas."

 

 

Comunicação SEESP
Notícia reproduzida da Agência Sindical

 

 

 

 

 

 

 

Será lançada no Congresso Nacional no próximo dia 22 de novembro, às 10h30, na Câmara Federal Anexo 2 – plenário 2, a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional destinada a buscar uma pauta positiva rumo à retomada do crescimento do País. A iniciativa é do deputado federal Ronaldo Lessa (PDT/AL), também engenheiro, e conta com o apoio e a participação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do SEESP.

O ato ocorre em meio a uma conjuntura marcada por dois anos de recessão, desemprego elevado, paralisação de obras e indefinição nos investimentos públicos.  A mobilização de uma bancada suprapartidária no Legislativo federal em torno de matérias relacionadas à engenharia e à infraestrutura visa colocar em evidência os desafios que o Brasil enfrenta para voltar a crescer.

O apoio da FNE foi assegurado com a disposição de participar na elaboração de propostas de interesse da categoria e do País. Nesse sentido, o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela federação, será importante contribuição, assim como o movimento “Engenharia Unida”, chamado também pela fedeeração e que já engloba diversas organizações, será outro ponto de apoio às ações da Frente. “Saudamos a iniciativa e vamos atuar ao seu lado para que tenha bons resultados. É um passo importante para avançarmos em nossa luta pela valorização da categoria, a defesa de seus direitos e o desenvolvimento nacional”, frisou Murilo Pinheiro, presidente da FNE.

Segundo Pinheiro, as dificuldades atuais “exigem uma coesão poderosa de forças da área tecnológica para ajudar a empurrar o País na direção correta e inserir as nossas profissões devidamente no debate público”. E continua: “Trata-se, portanto, de unir os profissionais e as entidades que os representam, as empresas e escolas de engenharia em torno dessa bandeira. A Frente fortalece esse movimento. Juntos, tenho certeza que superaremos os desafios do momento. Podemos e devemos dar essa contribuição à sociedade brasileira.”

Com o apoio do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), está sendo feito levantamento dos projetos de lei em tramitação no Legislativo, que devem ser objeto dessa Frente. Entre eles, necessariamente estará o que institui a carreira de Estado para engenheiros, arquitetos e agrônomos que ocupam cargo efetivo nos serviços públicos federal, estadual e municipal. “Na medida em que você sedimenta, discute e propõe, facilita o debate e dá força para levar a Plenário. Mas é preciso um arcabouço de apoio político externo para fazer as coisas andarem. A Frente pode ser o amálgama disso, a argamassa desse processo”, enfatiza Lessa.

Amplo leque
Lessa salienta outras demandas que poderiam ser alavancadas a partir dessa coalizão. Por exemplo, a questão da explosão das cidades sem planejamento adequado e financiamento. Outra necessidade apontada pelo parlamentar que deve ser objeto da Frente é de ampliação e construção de ferrovias e portos, que terão como consequência a geração de empregos para engenheiros, além da valorização profissional. “Todo o conjunto da área técnica pode ser melhor aplicado. Não há uma cultura para que a gente possa investir mais nessa área. Queremos contribuir inclusive com as escolas, com as universidades, mostrando o papel da engenharia ao desenvolvimento, com visão não tecnicista, fria. Queremos apresentá-la também no sentido ético, da valorização do ser humano, como sendo sua essência transformar o meio ambiente sem danificá-lo.”

O leque é amplo, como aponta o diretor de documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho. Para além das pautas já citadas, na sua visão, todas as questões atinentes à ciência e tecnologia, bem como a conteúdo nacional e debates relativos a investimento público cabem nesse espaço.

Soluções
O lançamento da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento tem, sobretudo, a finalidade de buscar soluções práticas, considerando as atribuições do Parlamento, para os gargalos que o país enfrenta, de forma a acelerar a adoção de medidas que possam garantir a retomada de um ciclo de expansão econômica que viabilize empregos, renda e melhoria da infraestrutura.


 

Comunicação SEESP






A Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC enfrentou muitos problemas também por conta da crise econômica por que passa o País, com reflexos diretos no emprego nas grandes montadoras instaladas na região, principalmente. O destaque é do presidente interino da regional Sérgio Scuotto. Os desafios, todavia, como aponta nessa entrevista, não desanimaram a ação sindical, mas redobraram o debate de como atrair o profissional para estar no sindicato e se engajar nas lutas em defesa do emprego, da valorização profissional e da retomada do desenvolvimento brasileiro.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Scuotto 2 
Scuotto: "Além das montadoras, seus fornecedores, que já foram chamados de indústrias satélites,
também foram afetados pela crise e demitiram muitos trabalhadores, incluindo os nossos profissionais."
 

Como foi o ano de 2016 para a Delegacia Sindical do Grande ABC?
Sérgio Scuotto – Tivemos uma séria questão com a General Motors. A empresa está prejudicando os engenheiros nas negociações sobre atualização de direitos e salários. A montadora entendia que os nossos profissionais eram representados pelo sindicato dos metalúrgicos da região. Mas o SEESP conseguiu, com a participação importante do nosso Jurídico, fazer com que a categoria passasse a ser representada por nós.

Ainda neste ano reativamos a nossa participação no Conselho Sindical, da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Santo André e participamos de manifestações contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 e o PL (Projeto de Lei) 257, ambas matérias deste ano. Também foi importante a realização de palestras pelo Núcleo Jovem sobre legislação aos alunos da Fundação Santo André.

A Delegacia participou ativamente da VI Conferência Municipal de Santo André e lideramos, como fazemos todo ano, a homenagem ao Engenheiro do Ano, eleito conjuntamente por todas as associações de engenheiros e pelo SEESP. Tal evento ocorre por força de lei municipal em Santo André e a homenagem é feita na Câmara Municipal daquela cidade, em sessão solene.

Assim, o balanço feito é que a Delegacia procurou participar de todas as questões relevantes da região, mas a ação sindical ainda tem um longo caminho a percorrer, para estimular o interesse dos profissionais nas lutas da categoria. Esse é o grande desafio do sindicato na região.

O ano também não foi bom para os profissionais?
Scuotto – Foi péssimo. A região tem cinco grandes montadoras de automóveis. A diminuição do consumo de um bem (que no caso é o automóvel) reduziu muito por causa da crise econômica. Daí, essas grandes empresas iniciaram cortes de empregos em grande escala e os engenheiros também foram afetados. Além das montadoras, seus fornecedores, que já foram chamados de indústrias satélites, também foram afetados pela crise e demitiram muitos trabalhadores, incluindo os nossos profissionais.

Com reflexos tão intensos na região, qual a perspectiva para 2017?
Scuotto – A Delegacia sofre com o descaso que a base tem pelo sindicalismo. Há anos estamos procurando renovar nossos quadros. Essa diretoria, por exemplo, já perdeu em seus poucos anos de vida três diretores por falecimento e quatro por mudança de cidade de outras regiões. Esses últimos foram em busca de melhores oportunidades. Assim, para o ano de 2017 estamos focados em ampliar nosso quadro de diretores em primeiro lugar.
Há outro ponto importante: nossa regional, desde que nasceu, procurou e procura uma união cada vez maior com as associações de engenheiros da região. Aliás, a nossa Delegacia teve sua fundação feita numa reunião que ocorreu numa associação de engenheiros de Santo André. Esses esforços pela unidade visam o fortalecimento da categoria na região. Já estamos obtendo alguns frutos, como a recente elevação substancial dos salários dos engenheiros da Prefeitura de Santo André. Por último, vamos promover uma ação sindical mais agressiva para o próximo ano, visto que o parque industrial da região é enorme: são sete cidades com grande ênfase econômica nas indústrias metal mecânica e química.

A inovação e a tecnologia são intensas no ABC paulista.
Scuotto – Tecnologia para o profissional de engenharia é matéria de banco de escola desde o primeiro ano da faculdade. Falar em tecnologia para nós é como falar em fisiologia para um médico. Portanto, o domínio da tecnologia moderna é fundamental para nossa categoria, qualquer que seja a modalidade. Evidentemente, a modernidade da tecnologia está intimamente ligada ao conceito de inovação, que também é "respirado" pelo engenheiro desde que se emprega pela primeira vez. O que se espera do recém-formado é justamente que ele modifique a "velocidade" da empresa em que foi trabalhar, tornando-a mais competitiva no mercado. E esse profissional somente conseguirá atender às expectativas se inovar, inovar, inovar e inovar. Não há, hoje, outro verbo que se possa usar para atingir esses objetivos.

Quantos profissionais e cidades a Delegacia Sindical abrange?
Scuotto – A região tem cerca de 20 mil profissionais e abrange as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Quando foi fundada a Delegacia Sindical.
Scuotto – Em 12 de novembro de 1991.

Como o senhor vê o movimento Engenharia Unida da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)?
Scuotto – Nossa delegacia busca isso na prática há muito tempo. A maior parte das associações de engenheiros da região tem algum vínculo de trabalho, de cursos, de congressos ou de palestras com nossa Delegacia.

 


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 

Há dois anos os profissionais abrangidos pela Delegacia Sindical de Franca, segundo o presidente da regional Marcos Marcelino de Andrade Cason, enfrentam uma situação econômica adversa que se refletiu “num ligeiro aumento nas rescisões trabalhistas, mas ainda assim dentro da média de anos anteriores”. Para incrementar a economia local, o dirigente defende que “os novos ocupantes nas prefeituras da região retomem obras que foram paralisadas e que o setor da construção civil tenha uma reação”.


Foto: Divulgação
Cason Franca.jpg editada 
Cason: "O conhecimento na nossa profissão é constante para não perder espaço no mercado de trabalho." 


Quais as principais atividades realizadas pela Delegacia neste ano?

Marcos Marcelino de Andrade Cason – As atividades estão em andamento, mas em ritmo menor do que gostaríamos. Isso se deve à economia nacional, que necessita da retomada de investimentos em áreas estratégicas e geradoras de empregos. Tal cenário se reflete inclusive em conseguir novos associados, mas acreditamos que no ano de 2017, com a reação da economia, mesmo que tímida, possamos intensificar as atividades, com palestras e cursos e campanhas nas universidades. Um destaque positivo deste ano foi quando, em maio, a ONG “Amigos do Rio Canoas” assumiu uma creche em Franca, que cuida de 170 crianças de zero a seis anos de idade. Esta ONG é composta por cinco engenheiros que compõem a diretoria da Delegacia.

Como essa situação atingiu os profissionais?
Cason – Como no ano passado, este também foi um ano difícil para os profissionais da engenharia. Tivemos um ligeiro aumento nas rescisões trabalhistas, mas dentro da média de anos anteriores. Esperamos que com os novos ocupantes nas prefeituras da região, obras que foram paralisadas possam ser retomadas, e também que a construção civil dê uma reagida.

Diante desse quadro o que esperar em 2017?
Cason – Vamos trabalhar para que a Delegacia possa conquistar novos associados, com campanhas nas universidades, realização de palestras e cursos rápidos para estudantes, engenheiros e demais profissionais da área tecnológica.

O foco na educação ajuda a categoria.
Cason – As novas tecnologias exigem uma reciclagem e aperfeiçoamento constantes do engenheiro. O conhecimento na nossa profissão é constante para não perder espaço no mercado de trabalho. Por isso, é importante destacar o nosso Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).

Quantos profissionais e cidades a Delegacia Sindical abrange?
Cason – Abrangemos, além de Franca, os municípios de Patrocínio Paulista, Itirapuã, Pedregulho, Restinga, Cristais Paulista e Rifaina. Os associados são em sua grande maioria profissionais que atuam ou atuaram na Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Quando foi fundada a regional?
Cason – Em 2001 e seu primeiro presidente foi Rui Engrácia Garcia Caluz, que atualmente responde pela Gerência Distrital da Sabesp.

O senhor falou em retomada do crescimento para gerar empregos, é o que propõe o movimento Engenharia Unida da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).
Cason – A nossa federação mostra à sociedade e ao Poder Público que soluções existem e também há saídas para as dificuldades atuais e o movimento demonstra a sua contribuição para o futuro do País. Há condições para uma retomada da economia e do desenvolvimento com a valorização dos profissionais. Deve-se destacar que as empresas públicas e privadas devem ser cobradas para que paguem ao engenheiro o piso da categoria. Lembro-me da frase do deputado estadual Campos Machado na posse da FNE em março deste ano na Assembleia Legislativa: “Nas mãos dos engenheiros e engenheiras está o futuro deste País.”

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

 

A Delegacia Sindical do SEESP em Lins prepara-se, após um 2016 difícil, para um ano novo diferente, intensificando o contato com os profissionais abrangidos pela regional. A indicação é do presidente Juliano Munhoz Beltani, engenheiro eletricista e professor: “Este ano não foi fácil para os profissionais da área técnica por causa de tanta indecisão política e instabilidade financeira.” A ideia, diz Beltani, é intensificar as atividades junto aos profissionais, criando debates importantes sobre a profissão e a intervenção em assuntos das cidades. “Temos um histórico importante nesse sentido que nos credencia para esse debate.” 


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Juliano Munhoz Beltani 2 
 Beltani: "Como em todos os seguimentos, a engenharia sofreu com as indecisões
políticas e a instabilidade financeira do País."
 

Qual o balanço que o senhor faz das atividades e ações sindicais da Delegacia Sindical em 2016 na região?
Juliano Munhoz Beltani – Estamos sempre presentes em ações realizadas em nossa região, com destaque para as atividades que envolvem o Poder Público, como é o caso do Plano Diretor do Município de Lins, que passa por uma ampla renovação e atualização. 

O ano foi difícil?
Beltani – Realmente 2016 não foi fácil. Como em todos os seguimentos, a engenharia sofreu com as indecisões políticas e a instabilidade financeira do País. Mas acredito que os momentos de crise também servem para a busca de novas oportunidades, com os profissionais ainda mais empenhados na inovação, aperfeiçoamento, criatividade e empreendedorismo. Inclusive participamos de um projeto inovador que foi a implantação de uma usina solar de 554 kWp, instalada nas dependências do Centro Universitário de Lins (Unilins). Estivemos presentes, como em outros anos, no Concurso de Ideias de Negócios, denominado “Empreendedor do Futuro - 2016”.  

Já existem planos de trabalho para 2017?
Beltani – Ano novo! Vida que segue! Intensificaremos nossas atividades junto aos nossos profissionais, pois acredito que com mais capacitação, o engenheiro poderá ter mais oportunidades. Além, é claro, de nos colocarmos sempre à disposição para participar de projetos voltados ao Poder Público e à comunidade geral de Lins e região.  

Como o senhor vê o papel da inovação?
Beltani – Como professor universitário nas áreas de engenharia elétrica, logística e gestão da produção, além de empresário, vejo a inovação e a tecnologia como fontes de crescimento de um País. Hoje, as tecnologias estão sendo inovadas com uma velocidade muito rápida. Na área acadêmica, incentivo os estudantes a inovarem e a conhecerem as tecnologias, assim poderão ser grandes profissionais.  

Quantos profissionais e quais cidades a Delegacia Sindical abrange?
Beltani – Temos cerca de 600 profissionais na região. Além de Lins, a Delegacia abrange as cidades de Promissão, Guaimbê, Uru, Cafelândia, Getulina, Guaiçara, Sabino, Guarantã e Pongai.  

Quando foi fundada a Delegacia Sindical?
Beltani – Em 1994. No começo, ficamos no mesmo prédio da Sociedade dos Engenheiros, Arquiteto e Agrônomo da Região Administrativa de Lins (Senag), mas em razão de um projeto inovador do presidente Murilo Pinheiro conquistamos, em 2009, sede própria.  

Como o senhor vê o movimento Engenharia Unida da FNE?
Beltani – Estou muito feliz com o atual movimento, pois quando a classe está unida, todos são favorecidos. Espero que em 2017 os governos (municipais, estaduais e até o Federal) possam ouvir e atender as sugestões da nossa classe.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP






 

Diante da grave crise enfrentada hoje pelo País, com alto índice de desemprego e ameaças de retrocessos em conquistas históricas, a coesão da categoria é fundamental. Lançado em março último pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o movimento “Engenharia Unida” traz essa proposta. Para discutir essa ação de forma coordenada, a entidade realiza de 24 a 26 de novembro próximo, em Barra Bonita (SP), encontro nacional que pretende reunir todas as forças ligadas aos profissionais brasileiros.

O evento tem como intuito reforçar esse chamado e jogar luz sobre a conjuntura e o protagonismo dos engenheiros rumo à retomada do desenvolvimento e os caminhos e desafios para tanto, incluindo a garantia de preservação de direitos e valorização do trabalho. Uma contribuição crucial.

A partir do fortalecimento de sua representatividade, a pretensão é unir as instituições vinculadas à área no Brasil inteiro – conselhos profissionais, entes e órgãos públicos, sindicatos, associações, centros de pesquisa e ensino, empresas, além dos profissionais em todos os setores da engenharia. No ano de 2006, também em meio a uma conjuntura difícil, a federação apresentou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Atualizado ano a ano, traz plataforma que se combina com esse objetivo e demanda, na batalha pelo desenvolvimento nacional sustentável. O êxito dessa iniciativa demonstra o acerto e a urgência de se assegurar a união da categoria para se fazer frente ao complexo quadro atual.

Para mais informação e inscrição, entrar em contato pelos telefones (61) 3225-2288 e (11) 3113-2641 ou pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Confira a programação

24 de novembro

18h30 – Sessão de abertura

25 de novembro

9h – Engenharia e desenvolvimento nacional: o protagonismo no enfrentamento da crise
Murilo Pinheiro – Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)
Ronaldo Lessa – Deputado federal (PDT-AL)
João Guilherme Vargas Netto – Consultor sindical

14h – Colocar a economia no rumo do crescimento
Palestrante - Antonio Corrêa de Lacerda – Professor-doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Comentadores
Angelo Petto Neto – Presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab)
Fernando Jardim Mentone – Vice-presidente de Relações Trabalhistas e Assuntos Intersindicais do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco)
José Edgard Camolese – Vice-presidente de Relações Institucionais do Sindicato da Indústria da  Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusconSP)

16h – Preservar direitos e valorizar o trabalho
Palestrante - Antonio Augusto de Queiroz – Diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)

Comentadoras
Margarida Lopes de Araújo – Vice-presidente de Assuntos Jurídicos da Associação Paulista dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Apafisp)
Ivani Contini Bramante – Desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT – 2ª Região)

26 de novembro

9h – Plenária da Engenharia Unida

Discussão e aprovação da Carta de Barra Bonita

12h – Encerramento



Comunicação SEESP







A primeira Delegacia Sindical do SEESP foi criada, em 1980, em Campinas. Hoje, a cidade e região são consideradas um polo fundamental na área de tecnologia, reunindo cerca de 20 mil profissionais. “Somos conhecidos, inclusive, como o ´Vale do Silício´brasileiro”, comemora o presidente da regional, Francisco Alvarenga Campos, referindo-se à região dos Estados Unidos, na Califórnia, que concentra diversas empresas de tecnologia da informação, computação entre outras. No início do ano, inclusive, quatro parques tecnológicos instalados na cidade foram credenciados junto ao Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec). Alvarenga salienta, ainda, a excelência da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que “acaba atraindo mais conhecimento, possibilidades de pesquisas científicas”.


Foto: Jéssica Silva/SEESP
Alvarenga 3 
Alvarenga: "Estamos inseridos numa região onde tem muita pesquisa tecnológica."
 

Em balanço das atividades do ano, o dirigente, que é aposentado pela Telefônica Vivo onde atuou como engenheiro de telecomunicações, destaca, entre outras ações, a reforma da parte superior da sede adquirida há sete anos e da área de lazer, a realização de palestras, a atuação nas campanhas salariais. Para 2017, Alvarenga se mostra entusiasmado especialmente com o início do curso de especialização em Engenharia de Segurança no Trabalho na área rural, numa parceria com o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), faculdade mantida pelo SEESP. “Temos um grande número de profissionais de agronomia, porque Paulínia é um polo muito importante de indústria de defensivos agrícolas e ainda temos o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Ou seja, essa atividade tem tudo a ver com o perfil social e econômico da nossa região.”

Jovens e Engenharia Unida
Outro destaque merecido de 2016, prossegue Alvarenga, foi a criação do “Sindicato Jovem” na delegacia que vem reunindo, regularmente e de forma organizativa, estudantes da área, que discutem mercado de trabalho e diversos assuntos atinentes à profissão. “Eles criaram até uma startup”, comemora.

Alvarenga também está preocupado com a fase difícil por que passa o País com as mudanças políticas e econômicas, mas considera que o sindicato está no “caminho certo ao se dedicar de forma responsável às lutas sindicais e à disseminação da importância da inovação na engenharia”. Por isso, também parabeniza a iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em articular o movimento nacional Engenharia Unida. “É a contribuição efetiva da nossa categoria em prol do desenvolvimento nacional com sustentabilidade e justiça”, realça.

Cidades representadas
Além da cidade de Campinas, a Delegacia Sindical abrange Aguaí, Águas da Prata, Águas de Lindóia, Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bragança Paulista, Caconde, Casa Branca, Cosmópolis, Divinópolis, Engenheiro Coelho, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itobi, Jaguariúna, Lindoia, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Nazaré Paulista, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Pinhal, Pinhalzinho, Santa Bárbara D´Oeste, Santa Cruz das Palmeiras, Santo Antonio de Posse, Santo Antonio do Jardim, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Gama, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Tambaú, Valinhos e Vinhedo.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP








O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, foi recebido pelo Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em seu gabinete, em Brasília, nesta quinta-feira (6/10). A liderança dos engenheiros levou à autoridade convite para participar do encontro nacional do movimento Engenharia Unida, que acontece de 24 a 26 de novembro próximo, em Barra Bonita (SP).


Foto: Paula Bortolini
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Ministro do Trabalho (à esquerda) recebe presidente Murilo Pinheiro.
 

Na ocasião, Pinheiro salientou a disposição da categoria em participar e contribuir com o governo nas pautas relacionadas ao crescimento e desenvolvimento nacionais no que diz respeito à área tecnológica e da engenharia nacional. “Construir a mudança possível por um país melhor”, destacou.

Ainda na audiência, o presidente da FNE entregou ao ministro a edição atual do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” que trata das cidades brasileiras, seus problemas e propostas para solucioná-los; assim como discorreu sobre o trabalho da CNTU com o Brasil Inteligente, e a contribuição do sindicato dos engenheiros de São Paulo (Seesp) com a formação de profissionais ao criar o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que, em 2017, estará constituindo sua quarta turma. “São propostas das nossas entidades para o bem comum da sociedade”, destacou.


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Paula Bortolini - Assessora da Presidência da FNE







 

Criado em 21 de setembro de 1934, o SEESP é hoje uma grande entidade. Com uma base de representação de mais de 200 mil profissionais e com mais de 50 mil associados, está presente em todo o estado por meio de 25 delegacias sindicais, além da sede na capital. Representa coletivamente a categoria, oferece um amplo leque de serviços aos seus filiados e tem importante inserção nos debates das grandes questões nacionais.

Atualmente, sindicato participa do movimento Engenharia Unida, lançado em março último pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). O propósito da ação é formar uma ampla coalizão unindo os engenheiros e demais profissionais da área tecnológica, por meio dos sindicatos, associações representativas, conselhos profissionais, universidades, empresas e entidades patronais. A ideia é que essa aliança possa oferecer saídas às dificuldades enfrentadas pelo País na atualidade e contribuir com o permanente avanço no futuro. A bandeira principal desse movimento é a retomada do desenvolvimento socioeconômico, contando com a imprescindível valorização da engenharia e dos seus profissionais.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Murilo 600 SET2016 
"Continuaremos a escrever a nossa história com garra e dedicação", garante Pinheiro.
 

Nossa história
O caminho até esse protagonismo no movimento sindical brasileiro, começou a ser percorrido há 82 anos, quando 12 destacados nomes da engenharia paulista se reuniram numa sala da Rua Líbero Badaró. Lá, tomaram a decisão de criar uma entidade que representasse todos os profissionais paulistas e fundaram o SEESP. A partir do Movimento de Renovação, nos anos 1980, o sindicato engrossou, com outros setores, a luta pelo fim da ditadura. Mais recentemente, nos anos 2000, teve início uma nova etapa da nossa história, com o engajamento no debate e a busca de saídas à estagnação. O primeiro ponto a ser destacado nessa trajetória é o fortalecimento da atuação do sindicato na defesa dos direitos dos engenheiros e na luta por novas conquistas. 

Representando os profissionais nas negociações coletivas feitas com inúmeras empresas e organizações patronais, dos mais diversos ramos econômicos, nos setores público e privado, o SEESP vem, ano após ano, garantindo avanços em benefício da categoria. Tem sido ainda pauta constante de luta a defesa do piso da categoria previsto na Lei 4.950-A/66, estipulado em nove salários mínimos vigentes no País para jornada diária de oito horas, além de um plano de carreira que propicie a valorização permanente do profissional, condições de trabalho adequadas e acesso à qualificação constante. 

Cresce Brasil e Isitec
Para além dessas ações, o SEESP tem como agenda o debate acerca do desenvolvimento nacional e a busca de alternativas para o avanço do País. Vertente que se vê no engajamento no projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", lançado em 2006 pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). Na fase atual, a iniciativa está voltada à discussão dos problemas das cidades brasileiras, oferecendo propostas factíveis e sérias para solucioná-los com a boa técnica. 

O sindicato criou e mantém o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), credenciado pelo Ministério da Educação em 2013 para oferecer o primeiro curso de Engenharia de Inovação do Brasil. 

“Como se vê, são 82 anos muitíssimo bem vividos. Obviamente, cada uma dessas conquistas foi antecedida de desafios e obstáculos que precisaram ser vencidos. Continuaremos a escrever essa história com garra e dedicação”, salienta o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro.

 

 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Informações Soraya Misleh
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 

Recessão pesada e longa; retomada de crescimento demorada; colchão social dos trabalhadores esgarçado; manobras políticas. Diante desses elementos de fundo no quadro político-social, a única alternativa para o movimento sindical dos engenheiros é a Engenharia Unida. Esse é o diagnóstico dado pelo consultor sindical João Guilherme Vargas Netto, durante a reunião de diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), na terça-feira (14/9), na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás (Senge-GO).

De acordo com ele, a recessão por que passa o Brasil não tem data para terminar. Contrariando a ideia de ciclos breves de recessão econômica, a economia mundial vive uma desaceleração prolongada e a brasileira segue no mesmo ritmo. “As condições estruturais hoje são de tal maneira que as melhoras serão lentas não só em relação a nossa economia com o mundo, como no mercado interno”, explica.

Outras dificuldades apontadas por ele, para os profissionais, é o atual cenário em que empresas vinculadas à engenharia estão acossadas pela recessão, pela corrupção e pelo combate à corrupção. Vargas Netto enumera os diversos fatores causadores do prolongamento da crise: os indicadores dos setores produtivos (indústria, agricultura e serviços) demonstram grande capacidade ociosa, ausência de investimento e queda continuada da renda dos trabalhadores.

No ultimo semestre, 40% das negociações produziram reajustes salariais inferiores à inflação do período e a maioria das decisões nos tribunais  garantiram reposições parceladas. Ou seja, a massa salarial tem uma tendência a cair. “Isso reforça a tese de uma recessão que se prolonga, embora os jornais anunciem uma retomada iminente. Mas, é muito mais um jogo de política ou de confiança do que uma análise do fato material, real. A pergunta que temos feito é: ‘por que nesse quadro prolongado de decrescimento, de recessão, não há crise social?’”

Para o consultor sindical, a explicação é o acúmulo financeiro, dos últimos anos, com conjuntura favorável de ganhos reais com aumento do salário mínimo e do emprego. Com isso, o conjunto da sociedade acumulou uma reserva que ele chama de ‘colchão social de proteção’, que também inclui legislação trabalhista favorável, com diminuição da informalidade e garantia de seguro desemprego, por exemplo, além de aumento no volume das poupanças. “No último ano, com todos os elementos graves da recessão e da crise política, o colchão social foi usado para mitigar ou fazer desaparecer a crise social”, avaliou. No entanto, como há prazo de validade para essa reserva, já que o dinheiro vai sendo gasto, a tendência é que a situação se agrave.

Unidade do movimento sindical
Na avaliação de Vargas Netto, nos últimos oito meses, a unidade do movimento sindical brasileiro, que tinha atravessado uma década sendo construída, foi fortemente desafiada diante da crise politica. No entanto, observa ele, apesar de haver divergências entre as entidades sobre os rumos políticos que o País deveria seguir,  o primordial é garantir os direitos já conquistados pela classe trabalhadora. “Ao invés de estimular os elementos politicamente artificiais, de divisão, houve bom senso para, apesar das diferenças, unificar em torno de plataforma”, afirmou. Exemplos disso para ele são ações como a inédita reunião entre 18 representantes dos metalúrgicos, de todos os espectros do setor, que coincidiu com as declarações do ministro do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira, de cogitar o aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias. Do encontro da categoria saiu a decisão de paralisação na quinta-feira (29/9), para defender os direitos trabalhistas, previdenciários e contra o enxugamento do Estado.

Efeito manada
Por outro lado, vê-se o chamado efeito manada na Câmara, que mobilizou recentemente 450 votos favoráveis à cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), influenciados pela opinião pública, mas também articulados pelo atual presidente da Casa, Rodrigo Maia. “Não teremos facilidade na Câmara diante do rigor ideológico do presidente da Câmara”, avalia. E completa: “Se não enfrentarmos a opinião no sentido de construir uma visão favorável aos trabalhadores, se formos basicamente a luta, numa perspectiva de movimento sindical contra governo, independente de opinião, teremos uma derrota que só vamos entender quando a cortina do palco baixar."

Para reverter esse quadro, no qual ele inclui violações de direitos democráticos, como a livre manifestação do pensamento, Vargas Netto enfatiza que o movimento sindical precisa manter a unidade de ação na defesa intransigente das bandeiras e atenção em Brasília para eventuais manobras. Já em relação à categoria, ele faz um alerta: “O mundo das empresas de engenharia está acossado. Prestem atenção no que está por trás das 12 horas de jornada diária proposta. O ministro [do Trabalho] tem uma proposta arraigada que é o salário-hora. Pensem num conceito salário-hora e pensem para onde vai a profissão se isso for aprovado. E a lei do piso salarial profissional, como ficará?."

 

 

Deborah Moreira
Comunicação FNE

 

 

 

 

 

 

 

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