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Da Redação da FNE

O presidente em exercício da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Carlos Bastos Abraham, discursou, nesta segunda-feira (4/12), à abertura do II Congresso de Engenharia e Tecnologia (II Comet) e da Semana de Engenharia, promovidos pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais.

A mesa inicial foi conduzida pela vice-reitora Edna Vilela de Resende Von Pinho, pela presidente do II Comet, Gisele Borges de Moura, pelo chefe do Departamento das Engenharias, Carlos Abelto Silva Volpato, e pelo coordenador das comissões do Conselhor Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MG), Welhiton Adriano da Costa Silva, e teve como tema "União das engenharias em prol do desenvolvimento do Brasil" - um propósito que é também o da federação, conforme enfatizou Abraham.

Agradecendo o convite, o dirigente mencionou o trabalho desenvolvido pela federação, especialmente com as edições do projeto Cresce Brasil que, na última decada, vem debatendo os problemas e propondo soluções para o desenvolvimento. É um esforço que continua com o movimento Engenharia Unida - uma ferramenta, conforme ele explicou, para enfrentar a recessão e barrar a entrada de empresas e engenheiros de fora, a custa do desemprego no País.

Para Abraham, a engenharia brasileira está sendo atingida seriamente pela situação caótica gerada no Brasil e isso requer um Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) atuante. "O Conselho precisa participar mais da sociedade, e especialmente dos eventos promovidos pela engenharia", defendeu.

Analisando a conjuntura, Abraham criticou o governo pela imposição da lei da terceirização, agravada com a Lei 13.467/17, a da chamada "reforma trabalhista", que tem causado transtornos e insegurança aos trabalhadores. Por isso, ele destacou a importância da Frente Parlamentar Mista da Engenharia no Congresso Nacional, uma forma de atuar mais diretamente junto aos parlamentares. Também foi lembrada a atenção da FNE aos novos profissionais, com a formação e estímulo aos núcleos de jovens engenheiros, em que as novos gerações profissionais aprendem sobre seus direitos.

O II Comet prossegue até esta sexta-feira (8).


Comunicação SEESP*

No dia 17 de novembro último, a coordenadora do Núcleo Jovem da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Marcellie Dessimoni, apresentou palestra na I Semana da Engenharia Química da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife, abordando o tema "O papel da engenharia no desenvolvimento nacional". Estiveram presentes o coordenador do curso de Engenharia Química da instituição, José Edson Gomes, e o presidente do Diretório Acadêmico, Gabriel Aragão Lopes.

Dessimoni falou sobre as bandeiras da FNE, os desafios da categoria e o papel frente ao desenvolvimento nacional. Também orientou os futuros profissionais em relação às perspectivas do mercado de trabalho. Durante o evento, a coordenadora discorreu sobre o movimento "Engenharia Unida", lançado em 2016 pela federação, que tem sido fundamental à unidade da área tecnológica em prol da valorização profissional e da retomada do crescimento do País com sustentabilidade e justiça social.

 

Dessimoni, coordenadora do Núcleo Jovem da FNE, apresenta palestra em universidade pernambucana.

 

* Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP

 

Comunicação SEESP*

“Precisamos de engenheiros trabalhando em questões referentes ao desenvolvimento sustentável, pois são problemas sistêmicos que precisam de um novo desenho para serem superados”, disse o economista norte-americano Jeffrey Sachs, em palestra realizada no dia 17 de novembro, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A posição foi reforçada em entrevista especial ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (21/11), em que ele diz que “o futuro do mundo depende dos engenheiros”.

Para o professor, no caminho do desenvolvimento sustentável, o mundo também precisa de cinco grandes transformações e é só com o auxílio de universidades e de centros de pesquisa que elas poderão se tornar realidade. São elas, conforme Sachs: a descarbonização da energia; o uso sustentável do solo; o desenvolvimento de cidades sustentáveis; a instituição de serviços públicos de qualidade (saúde e educação); e a criação de institutos de pesquisa que auxiliem nessa transformação geral da sociedade. Ele vaticina: “Sem a ciência, não saberíamos o que está acontecendo conosco. Mas é preciso fazer uma distinção entre ciência básica e ciência aplicada. Por isso, precisamos de engenheiros. São eles que desenvolvem coisas, sejam tecnologias, ferramentas, softwares, hardwares, ideias ou máquinas. Parte do que precisamos agora são engenheiros que possam desenhar um novo sistema de baixo carbono, de energia, de água.”

Sachs está à frente de discussões sobre liderança em desenvolvimento sustentável há décadas, sendo considerado, inclusive, uma das forças motrizes por trás da criação dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, plano que antecedeu os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs). “Tínhamos cerca de 300 objetivos que concentramos em 17”, disse.

Para ele, dos três pilares que sustentam o desenvolvimento sustentável –econômico, social e ambiental – o ambiental é o mais difícil de ser resolvido. “Porque ele é irreversível e não temos como atingir os outros dois pilares sem ele”, disse.

Sachs, que está à frente dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015, composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030 –, defende que esses profissionais, além de serem contratados para desenvolver coisas que dão lucro, também o sejam para fazer coisas para o bem comum. Nessa perspectiva, ele ensina: “É por isso que precisamos olhar para o desafio do desenvolvimento sustentável não apenas como um problema de mercado, orientado pelo mercado, mas também como uma atividade orientada para o bem social e o interesse público, financiada por governos, filantropos, e impostos sobre empresas e pessoas mais ricas.”

Em entrevista recente ao Jornal do Engenheiro, do SEESP, a engenheira Karin Marins, professora do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), também observou que “todas as modalidades da engenharia estão, de certa forma, tocando o tema da sustentabilidade”.  Sobre os 17 ODSs da agenda da ONU, ela acredita que a engenharia, por sua ampla inserção econômica e social, permeia a resolução de importantes desafios para consecução dos referidos objetivos. “Entretanto, entendo que alguns desafios podem ter uma atuação mais decisória da engenharia, instrumentalizando ações de forma mais direta, como a educação abrangente e inclusiva, a construção de infraestruturas e cidades resilientes e inclusivas, e promoção de padrões de produção e consumo mais sustentáveis.”

>> Leia aqui a íntegra da entrevista “Futuro do mundo depende dos engenheiros, diz economista Jeffrey Sachs

A seguir vídeo da Agência Fapesp:

https://www.youtube.com/watch?v=KET9TVAxJhg

 

* Com informações da Agência Fapesp e do jornal Folha de S.Paulo
** Foto da home de Felipe Maeda/Agência Fapesp

 

Comunicação FNE

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), à qual o SEESP é filiado, assina manifesto conjunto com entidades da engenharia para defender o direito dos 50 mil profissionais brasileiros, hoje desempregados, ao mercado de trabalho. Confira o documento:


As entidades representativas da engenharia abaixo assinadas vêm a público protestar contra o intento do Governo Federal, anunciado pelo jornal Folha de São Paulo de 16 de outubro último, em enviar ao Congresso Nacional projeto de Lei que abre indiscriminadamente o mercado brasileiro a profissionais e empresas de engenharia estrangeiras.

A engenharia brasileira, ao longo das últimas décadas, credenciou-se como uma das mais qualificadas do mundo. Além de contribuir decisivamente para o nosso desenvolvimento, está presente hoje em mais de 40 países, o que, além de gerar empregos e divisas, alavanca a exportação de produtos industriais brasileiros.

Não tememos a competição. Não somos xenófobos. Não podemos, entretanto, permanecer silentes diante do sistemático processo de desmonte da nossa engenharia em curso. A pretexto do combate à corrupção de alguns, o que nos une a todos, destrói-se a capacidade gerencial e tecnológica acumulada nas últimas décadas, levando ao fechamento de empresas e à irreparável perda de empregos.

Hoje, há mais de 50.000 engenheiros e centenas de milhares de técnicos desempregados. Amanhã, caso se implemente a proposta do Governo Federal, será irreversível o desmonte da engenharia brasileira, com o que não podemos concordar.

Brasília, 21 de outubro de 2017


Academia Nacional de Engenharia

ABCE - Associação Brasileira de Consultores de Engenharia

AEERJ - Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro

AEPET - Associação de Engenheiros da Petrobrás

CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Clube de Engenharia

Clube de Engenharia de Alagoas

Clube de Engenharia de Pernambuco

CREA-GO

CREA-MG

CREA-PR

CREA-RJ

CREA-RS

CREA-SE

CREA-SP

FEBREAG - Federação Brasileira de Engenheiros Agrimensores

FISENGE - Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

FNE - Federação Nacional dos Engenheiros

Instituto de Engenharia

Instituto de Engenharia do Paraná

SENGE - Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro

SENGE-RS - Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul

SINDUSCON Rio - Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do

Rio de Janeiro

SINAENCO - Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia

Consultiva

Sociedade Mineira de Engenheiros

 

 

 

 

Soraya Misleh
Comunicação SEESP

“Proposta descabida.” Assim o presidente em exercício da FNE, Carlos Bastos Abraham, se posiciona contra eventual pretensão do governo Temer de aprovar no Congresso Nacional projeto de lei que altera regulamentação da profissão para facilitar a entrada de engenheiros estrangeiros no País. A informação consta de reportagem intitulada “Engenheiros estrangeiros devem ter entrada mais rápida no Brasil”, publicada pela Folha de S. Paulo neste dia 16, segundo a qual o PL deve ser enviado pelo Executivo nas próximas semanas, com o objetivo de “destravar o mercado de construção civil” a profissionais vindos de fora do Brasil. A esses, ainda conforme a matéria, órgãos competentes terão de emitir o registro para atuação no País em, no máximo, três meses. Hoje, o processo costuma levar um ano.


engenheiros importados

Para Abraham, o governo “precisa urgentemente ser convencido a recuar de tal propósito”. Ele explicita: “O quadro relatado na reportagem dá conta de um processo em que as empresas estrangeiras ocupem o lugar das nacionais e tragam seus profissionais para atuar aqui. Enquanto isso, milhares de engenheiros brasileiros estão desempregados. A medida não faz qualquer sentido, seja do ponto de vista da necessidade mais imediata de gerar empregos ou de um projeto de desenvolvimento estratégico.”

Somente entre janeiro de 2015 e igual período de 2017, o emprego formal teve queda de 5,7%, com redução de 2,84 milhões de postos. Desses, 811,4 mil foram na construção em geral (civil e pesada). Levantamento do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura (Sinicont), tal consta de matéria publicada no jornal Engenheiro, edição nº 179, da FNE. Ainda de acordo com a reportagem, em empregos, o setor regrediu a índices de dez anos atrás. Em investimentos, a perda foi de R$ 63 bilhões.

A alegação de que é preciso contratar estrangeiros para destravar o mercado, em especial diante do impedimento de grandes construtoras por conta da Operação Lava Jato, não convence. A FNE defende que sejam apuradas rigorosamente as denúncias de atos ilícitos, com a devida punição em caso de comprovação. Em caso de empresas, devem restituir os valores apropriados indevidamente, mas não encerrar suas atividades. “Para esse fim, firma um acordo de leniência com os órgãos governamentais competentes e se compromete de maneira clara a não fazer mais uso de práticas ilegais”, aponta Carlos Monte, coordenador técnico do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – iniciativa da FNE que apresenta uma série de proposições ao desenvolvimento nacional sustentável com inclusão social –, na reportagem do Engenheiro. Assim, seria possível retomar as 5 mil obras paradas no País, o que tem sido propugnado pela federação por intermédio do movimento “Engenharia Unida”, como uma das saídas à crise por que passa o Brasil e retomada do desenvolvimento. A outra é prover incentivos às pequenas e médias empresas do setor, que têm total capacidade e know how para atender o mercado, diferentemente do que consta da reportagem da Folha de S. Paulo. Nessa direção, Abraham é categórico: “A FNE se posiciona fortemente contrária a tal proposta e atuará para impedir que se concretize.”





Do jornal O Estado de São Paulo
29 de agosto de 2017

Um grupo de engenheiros formados pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) lançou uma carta que nada tem a ver com a construção de aeronaves. Intitulado “Manifesto pelo Brasil”, o texto expõe preocupação com os rumos do País, "nestes tempos de instabilidade política, corrupção, desemprego e violência", e se dispõe a pensar em novas saídas para a crise nacional. É a primeira vez que ex-estudantes da instituição se posicionam sobre assuntos dessa natureza.

"Os alunos do ITA nunca participaram do processo político como um grupo, mas a situação do País está muito complicada e estamos insatisfeitos. Quisemos nos manifestar para romper o silêncio. É nesse sentido que saiu o manifesto. É sobre princípios, sem tomar partidos", disse um dos organizadores do grupo, Pedro John Meinrath, de 80 anos, empresário formado no ITA em 1959.

Assinado por 211 engenheiros formados na instituição entre 1956 e 2007, o manifesto diz que o grupo pretende apresentar "algumas sugestões para encaminhamento de mudanças que, no nosso entender, iniciarão um ciclo virtuoso, propiciando recuperação econômica e mais qualidade de vida". Um dos signatários é Ozires Silva, que deixou o ITA em 1962 e fundou a Embraer sete anos depois.

Formado na instituição em 1963, Gilberto Dib foi o "pai" do movimento dos engenheiros aeronáuticos. "O documento mostra que estamos pensando um País diferente. Nossa prioridade é propor mudanças na administração do País", afirmou Dib, hoje com 76 anos.

Na avaliação do grupo, o primeiro ponto é que é necessário dar mais independência às administrações estaduais, descentralizando o poder do governo federal. "Tanto o Poder Executivo quanto os demais Poderes ficam excessivamente concentrados no nível federal, inflados e ineficientes, comandando enormes orçamentos e sujeitos a manobras suscetíveis à corrupção", diz o manifesto.

O texto representa apenas a opinião dos signatários. "Nós somos egressos do ITA, mas o manifesto nada tem a ver com o instituto. Ele nos forneceu um ensino singular, e nos tornamos engenheiros de qualidade e queremos contribuir", afirmou Meinrath.

A Associação de Estudantes do ITA não subscreve o manifesto, mas não vê o movimento com maus olhos. "Nós apoiamos, achamos positivo esse tipo de iniciativa. Única ressalva que fiz com Gilberto (Dib) foi para deixar claro que o manifesto não representa a opinião do ITA", disse o presidente da associação, Marcelo Dias Ferreira.

Um dos mais novos do grupo, da turma de 2007, Bernardo Ramos é um dos que subscrevem o manifesto. Nesse grupo, os mais velhos são os mais engajados. "Na nossa faculdade, a conduta e a educação são muito fortes, e acho que o grupo surgiu do entendimento de que é preciso se posicionar vendo a corrupção crescer e a educação piorar no País", disse o hoje professor de Matemática de 34 anos.

O grupo, que começou com apenas uma corrente de e-mail de 35 pessoas, quer tornar-se um "think tank" - grupo que discute grandes questões. Com reunião presencial marcada para setembro, eles pretendem formular diretrizes mais acertadas para os próximos passos. 

 

Redação da Federação Nacional dos Engenheiros

Na manhã desta terça-feira (22), representantes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) fizeram uma visita à Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, com o objetivo de conhecer a instituição de ensino, apresentar a federação aos seus alunos e professores e debater temas de interesse da área tecnológica.

No espírito do movimento “Engenharia Unida”, Carlos Bastos Abraham, presidente em exercício da federação, o diretor Antonio Florentino Filho e o coordenador do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", Fernando Palmezan Neto, foram recebidos pelo reitor José Roberto Soares Scolforo, juntamente com o pró-reitor de Graduação, Ronei Ximenes Martins, o chefe do Departamento de Engenharia, Carlos Eduardo Silva Volpato, e a professora Giselle Borges de Moura, coordenadora do II Congresso Mineiro de Engenharia e Tecnologia, previsto para 8 de dezembro próximo. O evento terá como tema central a união das engenharias em prol do desenvolvimento do País e contará com participação central da FNE, que será responsável pela palestra de abertura.


Foto: FNE
Diretores da FNE na universidade de Lavras.

Durante a visita, entraram em pauta os desafios impostos pela crise política e econômica e a necessidade de maior protagonismo dos profissionais do setor no debate nacional.

Para os dirigentes sindicais e acadêmicos, é fundamental que haja avanço tecnológico e industrial para que o Brasil deixe de depender do comércio de commodities e passe a oferecer produtos com maior valor agregado. Em destaque ainda a necessidade de ênfase à inovação e ao empreendedorismo na formação dos engenheiros.

Também entrou na pauta o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec). A ideia é estabelecer parceria entre a Ufla e a faculdade de Engenharia de Inovação mantida pelo SEESP, com apoio da FNE. Scolforo destacou o esforço que vem sendo feito para garantir o crescimento da universidade, apesar das restrições orçamentárias. Segundo ele, já consolidada nas engenharias agronômica e agrícola, a instituição visa expandir sua expertise para outros ramos da engenharia, já tendo iniciado novos cursos.

Ao final, os dirigentes da FNE visitaram as obras do futuro Parque Tecnológico da Ufla.

 

 

 

 

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados discute nesta quinta-feira (17/08), a partir das 9h30, a importância da Engenharia para o desenvolvimento nacional. O debate, sugerido pelo deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), ocorre, segundo o parlamentar, no momento em que o País precisa de "uma inteligência técnica que dê soluções adequadas a toda uma gama de problemas administrativos e estruturais". A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) é uma das entidades convidadas para participar da atividade, assim outras representações, como do Sistema Confea-Creas, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq); e do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro. O evento será em Brasília.

 

 

Comunicação SEESP
Com informações da Agência Câmara

 

 

 

 

A Associação Profissional dos Engenheiros Agrimensores no Estado de São Paulo (Apeaesp) disponibiliza a segunda edição da Revista Digital (RD), de julho e agosto, trazendo como destaque o artigo “A Petrobras hoje”, de autoria do ex-presidente da petrolífera brasileira, José Sérgio Gabrielli de Azevedo. Ainda como assuntos relevantes, a publicação traz na capa a entrevista do presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, e um artigo seu sobre as recentes mudanças trabalhistas, num chamado à resistência contra a "deformação do mundo do trabalho".

Entre outros temas, Murilo fala sobre o movimento “Engenharia Unida” como uma “ ampla coalizão que reúne os engenheiros e demais profissionais da área tecnológica, por meio dos sindicatos, associações representativas, conselhos profissionais, universidades, empresas e entidades patronais”. Tal aliança, descreve a liderança,  tem como proposta oferecer saídas às dificuldades enfrentadas pelo País na atualidade e contribuir com o permanente avanço no futuro. “A bandeira principal desse movimento é a retomada do desenvolvimento socioeconômico, contando com a imprescindível valorização da engenharia e dos seus profissionais.”

Em editorial, o presidente da Apeaesp, Francisco Sales, observa que “a engenharia nacional está sob forte ataque”, e que “a crise da Petrobras é só um pretexto para o desmonte da engenharia nacional”. Por isso, ele defende “o fortalecimento da engenharia é uma questão crucial para o desenvolvimento soberano do país, assim como a engenharia nacional não prospera sem um projeto nacional de desenvolvimento que gere crescimento e perspectivas de futuro e prosperidade”.

>> Confira toda a edição da RD e boa leitura: http://www.revistadaapeaesp.com.br/

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

O Encontro Nacional da Engenharia Civil (Enec), promovido pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), que acontece de 12 de julho até dia 14 próximo, na capital paulista, tem o mérito de reunir lideranças, dirigentes dos Conselhos Regional de Engenharia e Agronomia (Creas), conselheiros federais e profissionais de todo o País para discutir a importância da área para o desenvolvimento do País. Essa, inclusive, foi a tônica do discurso do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do SEESP, à abertura da atividade, que defendeu enfaticamente o protagonismo da engenharia brasileira para o crescimento sustentável do País. Nesse sentido, Murilo apontou como fundamental a retomada das mais de cinco mil obras paradas em todo o território nacional.


Fotos: Paula Bortolini
Murilo defende a retomada das obras paradas como uma das ações para aquecer o mercado de trabalho da engenharia.

Para fazer frente à difícil situação por que passa o Brasil, Murilo salientou, ainda, a importância do movimento Engenharia Unida como forma de reunir as diversas entidades ligadas à área no sentido de discutir e encaminhar propostas factíveis junto às representações institucionais, como governos e Legislativos.

Como observa o vice-presidente do SEESP, Celso Atienza, a engenharia civil é praticamente um “termômetro” da situação econômica de um país. “Por ser uma atividade preponderante ao desenvolvimento, ela é a primeira a sentir os reflexos de quando a economia não está bem. Mas, da mesma forma, ela reage rapidamente quando o cenário muda.” Por isso, Atienza endossa a defesa da retomada das obras paradas. E pontua: “A pior obra que existe é aquela que você não termina. Todos saem prejudicados, dos profissionais envolvidos diretamente com o serviço até a sociedade. A ação da FNE e dos nossos sindicatos é não apenas uma defesa corporativa de geração de empregos para o nosso profissional, também estamos vendo o lado da sociedade, que ganha com a obra totalmente realizada. Aí estamos falando de empreendimentos de infraestrutura, relacionados à mobilidade etc.”

Entre os temas em discussão no Enec estão a eficácia e eficiência na fiscalização do exercício profissional; o artigo 75 da Lei nº 5.194/66, da regulamentação da profissão; e a Resolução nº 1.091/2017, no tocante ao exercício da Engenharia Civil no Brasil – denúncias ético-disciplinares.

>> Confira toda a programação do evento aqui

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações de Paula Bortolini

 

 

 

 

 

Em entrevista concedida à Revista Digital de Engenharia, da Associação Profissional dos Engenheiros Agrimensores no Estado de São Paulo (Apeaesp), Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia, fala sobre como a crise econômica chega primeiro aos profissionais da área. “(...) desde a reeleição de Dilma Rousseff, o País rendeu-se à lógica neoliberal, que preconiza o abandono de investimentos públicos, em detrimento daqueles selecionados pelo 'mercado'. Passa-se, assim, a gerir as contas públicas com as regras da economia doméstica: gastar menos do que arrecada e destinar o saldo porventura existente ao pagamento de juros. É uma política de interesse exclusivo do capital financeiro, o que leva ao estrangulamento da economia e, em consequência, da engenharia.”

Ao mesmo tempo, como salienta Celestino, o Brasil, por ser um país em construção, não pode abrir mão da engenharia, do conhecimento e do desenvolvimento com valor agregado. Ele observa que são muitas as demandas que serão atendidas apenas em décadas, em diversas áreas, como habitação, saneamento, mobilidade urbana, transportes (rodoviário, ferroviário, fluvial, terminais portuários e aeroportos). Por outro lado, continua o dirigente, “as áreas de óleo e gás – o pré-sal, a maior descoberta de hidrocarbonetos no planeta nos últimos 30 anos –, aeronáutica e nuclear terão também papel de destaque crescente na nossa economia”.

Diante disso, ele classifica o desmonte da engenharia brasileira como uma atitude criminosa, “pois nos coloca à mercê de concorrentes estrangeiros”. E critica: “Nas últimas décadas, exportamos serviços de engenharia para mais de 40 países, agora regrediremos à condição colonial.”

Nesse sentido, Celestino defende a separação do combate, necessário, aos desmandos e à corrupção, mas sem que isso implique “destruição da capacidade técnica e gerencial acumulada nas últimas seis décadas”. Para ilustrar a posição, o presidente do Clube de Engenharia cita o caso recente da montadora alemã Volkswagen, que foi alvo de vultoso processo por fraudar consumidores quanto a índices de poluição atmosférica dos veículos por ela produzidos. “Seus diretores foram afastados, processados, a empresa foi condenada a pagar multas bilionárias, mas não deixou de produzir veículos, nem dispensou pessoal. Aqui, jogam fora a água, a bacia e a criança”, lamenta.

Petrobras
Celestino também falou sobre a Petrobras, sendo taxativo: “A crise da Petrobras é falsa.” E ensina: “[a empresa] endividou-se porque achou petróleo, e tem plenas condições de rolar sua dívida. O que está por trás da campanha de desgaste da Petrobras é afastá-la do pré-sal, para que as petroleiras estrangeiras o explorem.” Para ele, se tal desmonte não for revertido, a companhia brasileira, em quatro ou cinco anos, será uma mera “produtora de petróleo bruto de porte médio, e o nosso mercado será abastecido por petroleiras estrangeiras, com produtos importados. A engenharia, a cadeia de mais de 5 mil fornecedores, nacionais e estrangeiros, vão para o ralo”.

>> Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

O Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP marcou presença no Seminário de Avaliação do Curso de Graduação em Engenharia Cartográfica, na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente, no último dia 3 de julho.

O evento, que recebeu alunos e também engenheiros da Sabesp, foi organizado pelo coordenador do curso de Engenharia Cartográfica da Unesp Presidente Prudente, o professor-doutor Edmur Pugliesi, juntamente com outros dois docentes: João Carlos Chagas, vice-coordenador, e Amilton Amorim, chefe do Departamento de Cartografia. O vice-presidente da Delegacia Sindical do SEESP em Presidente Prudente, Dalton Thadeu de Mello, e o diretor José Carlos prestigiaram a iniciativa.

A coordenadora do núcleo, Marcellie Dessimoni, ministrou palestra sobre a importância dos futuros engenheiros na construção de uma sociedade digna, desenvolvida e com qualidade de vida. “No momento atual, a engenharia precisa ser protagonista, e as entidades representativas precisam valorizar e estar à frente das discussões que envolvem o crescimento do País”, disse. Ela destacou como exemplo o movimento “Engenharia Unida”, articulação da área tecnológica chamada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), à qual o SEESP é filiado, na busca de propostas factíveis ao enfrentamento da crise.

Os desafios do mercado de trabalho aos novos profissionais também foram salientados por Dessimoni: “É preciso ter foco e estar preparado, investindo em qualificações que ampliem habilidades e conhecimentos. Parabenizamos a realização deste seminário, que contribui para a formação de profissionais qualificados e com visão de mundo diferenciada.” 

 

Fotos: Núcleo Jovem Engenheiro
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À esquesda: Jéssica Trindade, do Núcleo Jovem Engenheiro, o professor Edmur Pugliesi, Amilton Amorim,
a coordenadora do Núcleo,
Marceli Dessimoni, Dalton Thadeu de Mello, do SEESP, e o professor João Carlos Chagas. 
 

 

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Dessimoni e os participantes do seminário.

 

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

 

 

 

O Brasil possui cerca de 5 mil obras públicas paradas em empreendimentos de grande, médio e pequeno porte do governo federal. Se retomadas, ajudarão na geração de emprego e melhoria da infraestrutura. A avaliação foi feita pelo presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, nesta quinta-feira (29/6), durante o lançamento da Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento na Câmara Legislativa do Distrito Federal.


Foto: Paula Bortolini
Mesa de criação da Frente na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

“A Frente Parlamentar da Engenharia é mais um passo na discussão da engenharia, em que profissionais da área tecnológica podem contribuir com ideias e propostas que ajudem o Parlamento e o Executivo a fazer do Brasil um país mais justo e com mais oportunidades”, disse ele. Murilo frisou: “Poderíamos começar dizendo que a coisa mais rápida a ser feita seria terminar as obras paradas. Para o engenheiro, essa é a obra mais cara.”

Engenharia
A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento foi criada em novembro último no Congresso Nacional. Desde então, a iniciativa vem sendo lançada em diversos estados brasileiros. O objetivo é reforçar a importância da engenharia no debate nacional sobre as condições para a melhoria da infraestrutura, retomada das obras paradas e do crescimento.

A mobilização nacional feita pela Frente Parlamentar também visa sensibilizar o governo a retroceder nas mudanças feitas na política de conteúdo nacional para os próximos leilões à exploração e produção de petróleo e reverter a decisão da Petrobras, que retomou as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) com licitações sem participação brasileira. “Foram convidadas 30 empresas estrangeiras e nenhuma nacional. Enquanto isso, o País continua perdendo empregos”, disse o presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL). Segundo ele, além do Distrito Federal, frentes estaduais já estão atuando no Acre, Alagoas e Bahia e essa mobilização chegará também a São Paulo e Paraná.

Lessa lembrou que a frente é o fórum adequado para a discussão sobre os temas de conteúdo nacional, sobre a importância de se ter uma carreira de Estado para o engenheiro e o combate ao exercício ilegal da profissão.

Distrito Federal
Na Capital Federal, a presidente da Frente Parlamentar é a deputada distrital Celina Leão (PPS). Ela disse que aproveitará a iniciativa para discutir projetos do Distrito Federal que tratam da lei de uso e ocupação do solo e do tombamento de Brasília. Observou ainda que a crise econômica afetou a construção civil e isso provocou o fechamento de 40 mil postos de trabalho na cidade, o que deve ser objeto de debates e propostas para reverter esse quadro.

 

De Luciana Otoni - Assessoria de Imprensa FNE
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Na última segunda-feira (19/06), o Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP esteve na Faculdade de Tecnologia São Francisco (Fatesf), em Jacareí, participando da semana da engenharia. Foi uma oportunidade para abordar assuntos relevantes para os acadêmicos de engenharia de automação e computação, informa a coordenadora do núcleo, Marcellie Dessimoni. Estiveram presentes o diretor-geral da instituição, Wilson Custódio Canesin da Silva, professores e o presidente da Delegacia Sindical do SEESP local, Roberto Juvele.

Dessimoni, na palestra, enfatizou a importância da valorização e união da categoria no momento em que o País enfrenta sérias dificuldades e problemas econômicos e que “é preciso contribuir para a retomada do desenvolvimento, exercendo o protagonismo da área tecnológica”.


Foto: Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

O desafio de retomar o desenvolvimento nacional, com saídas imediatas à crise brasileira, vai exigir do País um grande esforço de valorização da sua engenharia. As obras paradas, as políticas que reduzem a contratação de conteúdo local nas licitações do petróleo e a falta de investimento em infraestrutura vão na contramão das soluções debatidas pela Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, criada no ano passado. Pelo contrário, essas restrições aprofundam a crise e preocupam legisladores e profissionais. Estes serão assuntos discutidos em audiência pública convocada para esta quarta-feira (21/6), às 14h30, pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, atendendo solicitação do presidente da frente, Ronaldo Lessa (PDT-AL). 

O vice-presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Carlos Abraham, integrante da mesa, levará as preocupações e as contribuições dessa entidade que apontam para a importância estratégica da área para reversão do quadro de estagnação econômica. Desde 2006, a FNE tem mobilizado os profissionais para o diagnóstico e apresentação de propostas factíveis para problemas estruturais, por meio do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento". Neste ano, com o agravamento da situação política e econômica do País e seus impactos sobre os engenheiros, a federação vem liderando o movimento Engenharia Unida, com encontros e articulações pelo desenvolvimento nos vários estados brasileiros. Servem de subsídio para tanto esses debates, atividades legislativas e plataformas de ação da frente parlamentar. 

A audiência reunirá, além de deputados e senadores e de dirigentes da FNE, representantes da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Terá transmissão online a partir das 14h30 em e-Democracia.

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Reprodução de notícia da Redação FNE

 

 

 

 

 

 

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