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O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, foi o entrevistado do programa “Economia dia a dia”, produzido pelo Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo (Sindecon-SP). O dirigente falou também em nome das duas outras entidades que está à frente, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU).

Murilo ressaltou a temática do seminário de abertura das campanhas salariais, realizado anualmente pelo sindicato, abordando o cenário econômico e político nacional, antes de iniciar as negociações dos engenheiros. “É dever de cada cidadão estar por dentro dos números do País”, disse. Sobre a reforma da Previdência, a liderança destacou: “Estão propondo que o trabalhador morra antes de se aposentar.”

O movimento “Engenharia Unida” e o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, ambos da FNE, também estiveram na pauta. Segundo Murilo, para enfrentar a crise, “temos que brigar, sugerir e apresentar soluções factíveis”. A engenharia e a economia têm muito a acrescentar nesse sentido, conforme ele salientou durante o programa. “Precisamos discutir juntos uma saída a essa crise.”

Confira:

 

https://www.youtube.com/watch?v=6tSYIti73qA

 

 

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP

 

 

 

 

A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional realizou nesta quinta-feira (9/3) reunião na Câmara Federal, em Brasília, para discutir a situação das ferrovias brasileiras e riscos de perda desse patrimônio construído ao longo de 160 anos.

A iniciativa expôs a precarização da malha ferroviária, o abandono da mão de obra qualificada e especializada nesse modal e a necessidade de uma discussão profunda sobre a Medida Provisória 752, que trata da prorrogação e nova licitação de contratos de concessões à iniciativa privada nos segmentos ferroviário, rodoviário e aeroportuário.


Foto: Edgar Marra

Frente parlamentar 850 090317Diretora da FNE, Clarice Soraggi fala em reunião da Frente Parlamentar Mista de Engenharia.

 
A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) foi representada pela diretora Regional Sudeste, Clarice Soraggi, presidente da Federação das Associações dos Engenheiros Ferroviários (Faef). Ao fazer um diagnóstico do segmento ferroviário, ela chamou a atenção para a falta de investimentos, redução da malha operacional dos trilhos e abandono da mão de obra especializada. “Existe um corpo técnico muito forte de engenheiros, profissionais altamente qualificados. Com os desmandos dos governos em relação ao setor ferroviário, houve uma pulverização desse conhecimento. Daqui a pouco, todo esse conhecimento será perdido e leva-se tempo para formar uma nova geração de profissionais”, disse. Segundo ela, esses são os que executam a inventariança dos bens ferroviários. Se não forem valorizados e se não atuarem nesse segmento, as informações sobre o patrimônio ferroviário se perderão. 

Soraggi lembrou que desde os anos 90 até hoje foram perdidos aproximadamente 16 mil quilômetros de ferrovias. Atualmente, a malha ferroviária é formada por cerca de 20 mil quilômetros, dos quais apenas 15 mil estão em operação. Esse quadro, de acordo com a diretora da FNE, é consequência do abandono de trechos pelos concessionários, cuja recuperação deve necessariamente estar prevista na MP 752.

A representante da federação observou ainda a premência de que o Ministério do Trabalho recupere sua capacidade de planejamento e de gestão ferroviária e que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) seja fortalecida em seu papel de agente fiscalizador das empresas concessionárias.

Presente à reunião, o presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente), José Manoel Ferreira, criticou a MP 752. Em sua avaliação, tal é falha e não prevê uma série de indicadores necessários para resguardar a qualidade na prestação do serviço. Entre os quais, os relativos a via permanente, condição dos trilhos, drenagem e qualidade da sinalização. “Precisamos exigir respeito institucional para termos um transporte ferroviário que não jogue a engenharia no lixo.”

Investimento público x Estado mínimo – Representante da ANTT, Jean Mafra dos Reis lembrou que os contratos em vigor entre o governo federal e os concessionários retratam a época em que foram firmados (década de 1990) e que, com a MP 752, serão reformulados. “O que se pretende é ampliar a oferta de transporte ferroviário”. afirmou. Ele reconheceu que o setor precisa de planejamento de longo prazo e que, no contexto atual, está clara a carência de infraestrutura e de mecanismos para fomentá-lo.

Ao abordar a reformulação dos contratos de concessão e a necessidade de investimentos, o deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) disse ser contra o Estado mínimo, argumentando que há investimentos de longo prazo, como os do segmento ferroviário, que a iniciativa privada não faz. “Nessa visão de menos Estado, esse menos é para o povo. Defendo o Estado forte, que é o que atende o País como um todo.”

Conteúdo local – Ao final do debate sobre a situação das ferrovias, o presidente da Frente Parlamentar, deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), informou que será realizada no próximo dia 30 de março uma ampla reunião no Congresso para debater o tema do conteúdo nacional. Ele comunicou que representantes de várias frentes parlamentares estarão presentes, a fim de colocar em evidência a importância de se ter uma política que favoreça as indústrias brasileiras e ajude na geração de empregos. “Nós queremos que o governo reveja a sua posição em relação ao conteúdo local. Esse é o nosso objetivo”, disse Lessa.

 

 

Comunicação FNE

 

 

Na última semana, as diretorias executiva do SEESP e regionais das delegacias sindicais em Lins, Presidente Prudente e Araçatuba se reuniram. A tônica dos pronunciamentos nos encontros foi pela unidade da categoria em defesa dos seus direitos específicos, como o cumprimento do piso salarial (Lei 4.950-A/66), mas também pela retomada do crescimento e desenvolvimento do País.

No dia 2, antes da reunião em Lins, o presidente Murilo Pinheiro foi entrevistado por rádios locais – Alvorada e Regência FM. Na oportunidade, a liderança mostrou a preocupação do sindicato com relação a temas nacionais, como as reformas da Previdência Social, trabalhista e sindical; o desemprego que já atinge mais de 14 milhões de brasileiros, a necessidade de reindustrialização do País, a defesa do conteúdo nacional em licitações públicas e da Petrobras. Falou, ainda, do movimento Engenharia Unida lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em 2016, que vem se expandido, desde então, por todo o Brasil.

Fotos: Marcellie Dessimoni
Reunião em Lins foi prestigiada pelo prefeito da cidade, Edgar de Souza (de camisa branca), ao lado do presidente Murilo Pinheiro.

 

O prefeito de Lins, Edgar de Souza, e sua secretária municipal de Obras e também diretora da regional, Valentina M. Prado de Lorenzo, participaram do encontro. Murilo informou que os engenheiros estão participando ativamente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, cujo presidente é o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), com a apresentação de proposta para diversas questões. Segundo ele, o ano é difícil, mas a engenharia, em seu papel protagonista ao desenvolvimento, tem o dever de trabalhar a partir de uma agenda proativa. Nesse sentido, prosseguiu, é importante manter contato permanente com associações e demais entidades representativas da área tecnológica para empreender ações conjuntas. “Temos de criticar com propostas”, disse.


850 PresidentePrudenteEncontro em Presidente Prudente contou com boa presença de profissionais.

O presidente do SEESP destacou as diversas iniciativas dessa entidade e da FNE. A criação e o funcionamento do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), faculdade mantida pelo sindicato, o Núcleo Jovem Engenheiro e o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” foram algumas das ações elencadas pelo dirigente. “Precisamos ter ação, não podemos ficar na retórica”, salientou. E acrescentou: “O sindicato montou uma agenda positiva em meio a um ano de crise, participamos de conselhos e de todas as discussões estaduais.”


Em Araçatuba, reunião teve a participação da Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste.

Presença
Em Lins, participaram da reunião o presidente Juliano Munhoz Beltani e os diretores regionais Edson de Almeida, Flávio Valadão de Freitas e José Eduardo Horta Celso. No encontro em Presidente Prudente, além do presidente Manuel Carlos de Moraes Guerra, compareceram os diretores da delegacia Dalton Thadeu de Mello, Itamar Rodrigues, João Deguchi, Baltazar de Matos Rodrigues, Carlos Mitsuo Kasai, Hilton Iwao Ubukata e Luiz Carlos Batista. Por fim, na atividade em Araçatuba, estiveram presentes o presidente José Maria Morandini Paoliello e os diretores da regional José Luiz Fares, Claudomiro M. da Rocha Filho, Luiz Otavio Manfré e José de Assis Tavares; além da presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste (Aean), Gisele Sartori, e seu vice Constantino Alexandre Vourlis. Acompanharam as atividades o vice-presidente do SEESP João Carlos Gonçalves Bibbo e a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro, Marcellie Dessimoni.

Abrangência
A regional de Lins abrange as cidades de Promissão, Guaimbê, Uru, Cafelândia, Getulina, Guaiçara, Sabino, Guarantã e Pongaí; já a de Presidente Prudente: Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Anhumas, Caiabu, Estrela do Norte, Iepê, Indiana, Marabá Paulista, Martinópolis, Mirante do Paranapanema, Narandiba, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Venceslau, Piquerobi, Pirapozinho, Rancharia, Regente Feijó, Sandovalina, Santo Anastácio, Santo Expedito, Taciba, Tarabai e Teodoro Sampaio. E a de Araçatuba: Alto Alegre, Andradina, Araçatuba, Auriflama, Avanhandava, Barbosa, Bilac, Birigui, Braúna, Buritama, Castilho, Clementina, Coroados, Gabriel Monteiro, Gastão Vidigal, General Salgado, Glicério, Guaraçaí, Guararapes, Lourdes, Luiziânia, Mirandópolis, Penápolis, Pereira Barreto, Piacatu, Rubiácea, Santópolis do Aguapeí, Turiúba, Valparaíso.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações de Marcellie Dessimoni

 

 

 

Murilo Pinheiro*

Interrompendo o debate que vinha acontecendo com representantes da engenharia e do setor produtivo, o governo definiu em 22 de fevereiro último as regras para conteúdo local mínimo exigido para as empresas que participarem dos próximos leilões para exploração de gás e petróleo. Estabelecendo uma redução média de 50% nos diversos itens, na prática, o comitê interministerial responsável pela medida pode ter excluído a indústria nacional dos futuros empreendimentos. Isso principalmente porque, ao fixar padrão global de 25% para meios flutuantes (plataformas e navios de apoio), permite às petroleiras cumprirem a norma sem comprar qualquer máquina ou equipamento nacional, lançando mão apenas de serviços com baixo valor agregado e sem tecnologia.

Tal decisão prejudica o País no curto prazo, pois deve provocar dezenas de milhares de demissões no setor industrial, que se verá sem a importante demanda da área de petróleo. Nossa estimativa é que nessa dizimação da área técnica, percam-se cerca de 5 mil engenheiros dos mais qualificados. Ou seja, agrava-se o desemprego num momento em que esse já atinge 13 milhões de trabalhadores no Brasil.

Porém, ainda pior é o potencial que essa determinação, tomada sem levar em conta os alertas feitos pela engenharia brasileira, tem de prejudicar os nossos anseios de desenvolvimento nacional. Afortunado por possuir reservas importantes de petróleo, o Brasil teve a competência também de desenvolver tecnologia de ponta para explorar essa riqueza. Mas não podemos ser simplesmente exportadores de óleo bruto para que outros países usufruam a riqueza que o setor pode gerar. Devemos aproveitar essa oportunidade para o nosso desenvolvimento tecnológico e industrial, para gerar empregos de qualidade e boas condições de vida a nossa população.

Ou seja, mais que lamentar tal encaminhamento por parte do governo brasileiro, precisamos nos mobilizar para reverter essa decisão. A Engenharia Unida, mobilização dos profissionais da área tecnológica e das inúmeras entidades que os representam, nasceu como alternativa para contribuir na busca de saídas à crise que assola o Brasil. No momento, um foco dessa ação é certamente a defesa da indústria nacional e do papel que pode ter no importantíssimo setor de petróleo e gás.

Ainda, é preciso preservar a Petrobras como fundamental empresa brasileira com capacidade de fazer e induzir investimentos de relevância para criar movimentos positivos na economia. E, por fim, é necessário que as grandes empresas nacionais voltem a atuar e a empregar. É preciso que a punição por crimes cometidos recaia sobre os responsáveis, não sobre o conjunto da sociedade brasileira.

 


Murilo Pinheiro é presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do SEESP

 

 

 

 

 

Os primeiros meses de 2017 estão, indubitavelmente, marcados por dificuldades econômicas, com destaque para o desemprego, e ameaças a direitos, como as propostas de reforma da Previdência Social e da legislação trabalhista.

Também na mira dessa metralhadora giratória está a engenharia nacional, que pode se ver sucateada se não houver medidas que propiciem a sua participação qualificada em empreendimentos e projetos de monta. Para o SEESP, este cenário indica claramente a necessidade de seguir trabalhando. Sem espaço para o desânimo, nossa participação deve ser ainda mais qualificada e intensa para que possamos dar contribuição decisiva à reversão do quadro negativo.

Tal perspectiva guia a atuação de nossa entidade de forma integral em todo o Estado de São Paulo. Em visitas realizadas às nossas delegacias sindicais, iniciadas em meados de janeiro e que devem prosseguir até a primeira semana deste mês, essa disposição de buscar resultados em benefício da categoria, do conjunto dos trabalhadores e da população brasileira ficou bastante clara. Nossos dirigentes, distribuídos pelas 25 cidades em que o SEESP mantém subsedes, além da Capital, estão prontos a enfrentar o desafio de superar a grave crise que aflige o Brasil e se faz sentir em todas as localidades.

Um ponto central na estratégia de ação do SEESP é lutar pela valorização dos engenheiros. Isso significa defender remuneração justa, condições de trabalho adequadas, acesso a atualização profissional e reconhecimento de seu saber técnico. Porém, também implica afirmar nosso protagonismo nas questões nacionais que dizem respeito à engenharia. E um plano nacional de desenvolvimento é tema de nosso interesse com prioridade. Por isso mesmo, o nosso sindicato, juntamente com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), vem se fazendo presente nos debates fundamentais para se definir que modelo de País teremos: soberano e próspero ou subalterno e pobre. Uma dessas questões é a discussão quanto à exigência de conteúdo local na definição das regras para as próximas licitações para exploração de petróleo e gás no Brasil. Diante da proposta do governo de reduzir os índices de contratação nacional, a FNE, juntamente com outras entidades de engenharia e representantes da indústria, vem se mobilizando e reivindicando que essa posição seja revista (leia matéria na página 5). Precisamos evitar esse prejuízo e garantir que a riqueza do petróleo seja também traduzida em desenvolvimento econômico, social e tecnológico.

8 de março – A busca por igualdade de gênero e emancipação feminina, de forma a garantir às mulheres plenos direitos e cidadania, é certamente uma agenda permanente. Contudo, o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é momento propício para nos lembrarmos de quão essencial é essa pauta para construirmos uma sociedade sem discriminação, exclusão e violência. Viva a luta das mulheres, da qual fazem parte todos que acreditam em justiça social.


90 Murilo
Eng. Murilo Pinheiro
Presidente

 

 

* Editorial publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, Edição 501, de março de 2017

 

 

 

 

 

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) chega ao seu 53º aniversário, neste sábado (25 de fevereiro), com um desafio que diz respeito não apenas às  bases sindicais da engenharia, mas ao futuro do País. Um “Perfil ocupacional dos profissionais da engenharia no Brasil”, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido da FNE, em 2015, já comprovava a indiscutível relação entre o aquecimento da atividade econômica e as oportunidades para os engenheiros.

Esse trabalho observava os reflexos de uma década de investimentos públicos e privados, após 25 anos de estagnação, na contratação da engenharia, permitindo constatar que a busca da valorização profissional exigiu  lutar também pelo incremento da infraestrutura nacional, da oferta de crédito e de políticas de distribuição de renda, para o País prosperar.

Para a FNE, a década foi marcada pelos desdobramentos do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006, também em um ano difícil, e que foi sendo atualizado ano a ano, com uma plataforma de propostas e desafios para um desenvolvimento nacional sustentável.  Outra importante iniciativa nos últimos anos foi a construção e atualização permanente do programa Brasil Inteligente, da CNTU, que propõe a mobilização da sociedade para enfrentar e superar os gargalos do desenvolvimento nacional para a efetiva independência do Brasil, a ser celebrada em seu bicentenário, em 2022. Também é preciso enfatizar a consolidação do Núcleo Jovem Engenheiro, que aproxima estudantes e recém-formados da vida sindical e desafios profissionais.

O ano de 2017 teve início com a mobilização da “Engenharia Unida”  diante de um quadro de grande retração da economia e dos investimentos públicos, cortes nas políticas sociais e da perda de direitos dos trabalhadores, através da reforma da previdência e outros retrocessos que têm marcado a pauta de votações no Congresso Nacional.  Diante desse quadro, a engenharia se mobiliza para reafirmar seu protagonismo nos processos nacionais de saídas para a crise, fazendo ver aos governantes, parlamentares e líderes empresariais que a solução está no desenvolvimento, na produção e no apoio à inovação e à produtividade, e não na retirada de direitos.

Lançado em março do ano passado pela FNE e constante do programa de trabalho da gestão 2016-2019, o movimento "Engenharia Unida" já tem mobilizado as bases sindicais e também conselhos profissionais, entes e órgãos públicos, associações, centros de pesquisa e ensino, empresas, além dos profissionais em todos os segmentos de atuação para que os engenheiros se façam presentes e sejam ouvidos no debate público e nas questões prioritárias da sociedade brasileira.

Uma grande mobilização tem se dado na defesa das empresas nacionais nos processos de contratação na área do petróleo, ao lado das demais lutas travadas no Congresso Nacional em conjunto com a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional.

O saldo mais importante dos 53 anos de construção da FNE é a possibilidade de celebrar, em 2017, a efetiva mobilização da "Engenharia Unida" pela defesa dos direitos e oportunidades profissionais, mas também o papel que a categoria vem assumindo em defesa dos interesses do Brasil. Para o presidente da FNE, Murilo Pinheiro, é preciso participar, com o conhecimento e a inteligência dos profissionais das áreas de tecnologia para as soluções e superação deste delicado momento de crises política e econômica enfrentadas no País.

 

Comunicação SEESP
Reprodução de texto de Rita Freire – Portal FNE

 

 

 

 

Dirigentes da Delegacia Sindical do Alto Tietê, do SEESP, se reuniram com os prefeitos de Mogi das Cruzes e Suzano, Marcus Melo e Rodrigo Ashiuchi, nos dias 1º e 15 de fevereiro, respectivamente. Na pauta, o desenvolvimento local dos municípios e a participação dos engenheiros nas administrações, visando debater problemas e soluções para um bom desempenho dos mandatos.

Foto: Divulgação/Delegacia Sindical no Alto Tietê

Dirigentes da regional no Alto Tietê em reunião com o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, em 15 de fevereiro último.


A delegacia, que já recebeu diretores do SEESP, que vêm realizando encontros nas subsedes do sindicato, também esteve na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, quando foi relatada a importância da delegacia sindical e seu papel protagonista no desenvolvimento da região.

“Distribuímos o Jornal do Engenheiro quando visitamos as prefeituras e a Câmara. Uma das notícias que causou grande impacto, tendo enorme interesse na participação, foi a do convênio assinado entre Isitec e Associação Paulista de Municípios, a APM, para o curso de Gestores Municipais em Iluminação Pública”, contou Mário Gallego, presidente da regional de Alto Tietê.

 

Deborah Moreira
Comunicação SEESP
Com informações da Delegacia Sindical Alto Tietê




O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, que também está à frente do SEESP, foi o entrevistado do programa “Agenda Econômica”, da TV Senado, gravado em 8 de fevereiro e exibido domingo último (19/2). A liderança falou sobre a atuação da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, onde a federação tem atuação ativa nas discussões.

Uma das lutas da Frente é pela retomada das obras públicas paralisadas que, conforme contou Murilo, “é um caminho extremamente importante para a promoção de empregos” no País. Tal situação não acontece apenas no setor da construção civil, o presidente salientou a importante batalha contra a restrição de empresas brasileiras nas recentes licitações da Petrobras, que significa “redução da empregabilidade e oportunidade aos trabalhadores”, afirmou.

Murilo frisou também como importantes caminhos para o desenvolvimento nacional as iniciativas dos engenheiros no movimento “Engenharia Unida” e o projeto “Cresce Brasil +Engenharia +Desenvolvimento”.

Assista:

Bloco 1

 

Bloco 2

 

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações da TV Senado

 

O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, e diretores da entidade, cumpriram agenda, no dia 20 de fevereiro, em Brasília, onde a palavra de ordem foi a unidade dos profissionais em prol da valorização da categoria e da retomada do crescimento do País.

Na reunião do Colégio de Entidades Nacionais (CDEN) no VI Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua, Murilo parabenizou o novo coordenador eleito, Angelo Petto, da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), e ressaltou a importância dessa união para discutir e propor soluções possíveis para os grandes desafios da área tecnológica em um ano complicado. A liderança colocou a FNE à disposição de todos para debater e dar continuidade aos projetos de retomada do crescimento e desenvolvimento do País. O vice-presidente da federação, Carlos Bastos Abraham, que está acompanhando toda a programação do CDEN, informou que a FNE será a entidade coordenadora do Comitê de Desenvolvimento Nacional do CDEN, reforçando as discussões da Engenharia Unida.


Fotos: Paula Bortolini
850 Murilo BrasíliaMurilo no VI Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua.

Murilo participou, na sequência, da abertura da reunião da diretoria da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas (ABEE) Nacional. Na oportunidade, o presidente da FNE deu ênfase ao papel da Engenharia Unida nesse delicado momento de crises política e econômica no País. Para ele, é preciso participar ativamente, com o conhecimento e inteligência dos profissionais da área tecnológica, para discutir e contribuir com propostas para o País. Também apresentou os projetos Cresce Brasil (goo.gl/qXVYgv) e Brasil Inteligente (goo.gl/ceZYad).


850 Murilo ABEEPresidente da FNE fala à diretoria da ABEE sobre Engenharia Unida.

 

Comunicação SEESP
Com informações da assessora da Presidência - Paula Bortolini

 

 

 

 

A Delegacia Sindical do SEESP em Marília recebeu a diretoria executiva do sindicato no dia 15 de fevereiro último. O presidente Murilo Pinheiro fez um relato das atividades sindicais e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em 2016, salientando que, apesar das muitas dificuldades com as crises política e econômica, os engenheiros apresentaram uma agenda positiva de discussão e debate à sociedade, aos governos e as diversas entidades representativas.


Foto: Paula Bortolini
Dirigentes dos engenheiros reforçam necessidade de mobilização e unidade da categoria.

Para 2017, prosseguiu Murilo, a previsão das reformas que estão em discussão no Congresso Nacional – trabalhista, previdenciária e sindical – criam uma situação ainda mais preocupante, além dos problemas enfrentando por grandes empresas brasileiras, como a Petrobras, a Eletrobrás e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Precisaremos arregaçar as mangas e trabalharmos além do que já estamos fazendo”, disse. E completou: “A Engenharia Unida deve ser uma saída para esses problemas, trazendo propostas à retomada do crescimento e desenvolvimento, com melhores oportunidades para todos.”

A liderança destacou aos presentes que é importante trazer as associações da região, ampliar o debate, fazer com que os engenheiros participem ativamente das discussões dos temas de interesse da sociedade e garantir cada vez mais o jovem na ação sindical dos engenheiros. Nesse sentido, os diretores da regional informaram que estão prevendo realizar eventos junto às universidades e associações, contemplando a linha do movimento Engenharia Unida.

Participaram da reunião o 3º secretário e a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP, Edilson Reis e Marcellie Dessimoni; e também o presidente da regional Luiz Fernando Napoleone e os diretores Carlos Shiniti Saito (1º vice-presidente), Edson Navarro (2º vice-presidente), Rosemary Miguel (1º secretário), Claudia Aparecida Ferreira Sornas Campos (1ª tesoureira) e José Carlos Beto (diretor adjunto). A delegacia de Marília abrange as cidades de Alvinlândia, Bastos, Garça, Herculândia, Lupércio, Oriente, Oscar Bressane, Palmital, Pompéia, Tupã, Assis,Cândido do Mota, Echaporã, Parapuã, Pedrinhas Paulista, Quatá, Rinópolis, Paraguaçu Paulista, Gália, Júlio Mesquita, Maracai, Vera Cruz e Platina.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessora da Presidência - Paula Bortolini

 

 

 

 

Na série de reuniões que a diretoria executiva do SEESP tem feito nas delegacias sindicais do interior paulista, as regionais visitadas no dia 14 de fevereiro último foram as de Bauru, Botucatu e Sorocaba. Em todos os encontros, o presidente Murilo Pinheiro fez um relato de como foi o ano de 2016 para os engenheiros e o País e as perspectivas para o ano novo. “Temos empreendido um movimento proativo apesar dos tempos difíceis que estamos vivendo. Estamos conseguindo superar mostrando trabalho sério e apresentando propostas numa agenda positiva”, destacou a liderança, um desses esforços é o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), criado pelo sindicato com o objetivo de ser referência na qualidade do ensino da engenharia. Em todas as reuniões, o sindicalista tem feito um forte chamamento à expansão da ação sindical das delegacias nas regiões onde estão inseridas, agregando outras entidades representativas dos profissionais e principalmente os jovens. 


Fotos: Paula Bortolini
800 Sorocaba 14FEV2017
Presidente da regional de Sorocaba destaca trabalho realizado junto às universidades da região.

Os itens que exigem atenção da categoria, destacou Murilo, são as reformas pretendidas pelo governo federal que vão atingir diretamente, e para pior, as relações de trabalho, o sistema previdenciário e a organização sindical. Ainda no horizonte de atenção, o sindicalista insere privatizações, o enfraquecimento das empresas brasileiras, a defesa da Petrobras, a redução dos investimentos por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a ameaça de demissão na Eletrobrás. Com tantos temas que repercutem na engenharia, Murilo realçou a importância dos trabalhos da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, que já realizou duas reuniões no Congresso Nacional, sendo a última no dia 9 último. ”Acredito que as coisas estão muito difíceis, mas precisamos ter otimismo e irmos à luta com mais força”, ponderou. 

800 Botucatu 14FEV2017Botucatu tem bom entrosamento com profissionais de grandes empresas da região.

Para ele, o Brasil precisa ouvir os engenheiros nas questões da área tecnológica, valorizando a área. Nesse sentido, Murilo destacou o movimento Engenharia Unida, “que está cada vez mais amplo e forte em todo o País”.  “Nosso intuito é trazer pessoas que estejam realmente empenhadas no trabalho e em discutir o Brasil de forma consciente e inteligente.” Tudo isso está diretamente ligado, assevera o presidente do SEESP, com as lutas sindicais, por exemplo, como a em defesa do salário mínimo profissional (Lei 4.950-A/66), exemplificando com os casos das prefeituras como São Paulo, Marília e Santo André. 

800 Bauru 14FEV2017Bauru elaborou propostas específicas para a cidade, e mantém contato as administrações de outros municípios abrandigos pela regional.


A presidente da delegacia de Sorocaba, Fátima Aparecida Blockwitz, informou que a regional vem realizando ações junto às universidades locais para atrair os estudantes. Da mesma forma, prosseguiu a dirigente, com as associações, colocando as questões da Engenharia Unida, o posicionamento do sindicato e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), somando esforços em defesa da engenharia, como na questão da lei das licitações (8666). “Precisamos ocupar o espaço dos engenheiros, retomar o crescimento”, afirmou. Sorocaba abrange as cidades de Alambari, Alumínio, Angatuba, Apiaí, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Boituva, Brigadeiro Tobias, Buri, Capão Bonito, Capela do Alto, Cerquilho, Ibiúna, Itapetininga, Itapeva, Itu, Mairinque, Piedade, Porto Feliz, Ribeira, Riversul, Salto, São Miguel Arcanjo, Sorocaba, Tatuí, Tietê, Votorantim. Estiverem presentes ao encontro os diretores regionais Francisco de S. Vieira de Carvalho, Ronie Lefloch Barbosa, Maurício Michel Maluf, Carlos Azevedo Marcassa e Sérgio Granato. 

Já o presidente da regional de Botucatu, Nivaldo José Cruz, afirmou que a delegacia tem uma tradição forte de entrosamento e parcerias na cidade e região, com lideranças que atuam em importantes empresas, em diversas áreas, como em segurança do trabalho, ambiental, prefeituras, entre outras. “Fazemos há alguns anos ações com engenheiros da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que vem rendendo bons resultados.” A regional abrange as cidades de Bofete, Pardinho, Itatinga, São Manuel, Avaré, Pratânia, Anhembi, Areiópolis e Conchas. Participaram do encontro os diretores regionais Lourenço Juliani, Pedro Sansão, Osvaldo Ribeiro Junior, Jorge Montiel Hernandez e Gilberto Gonçalves.

Na reunião de Bauru, o presidente da delegacia Luiz Roberto Pagani ressaltou a importância da presença do presidente do SEESP nas delegacias como um fator motivador e para tratar assuntos de interesses locais. Pagani relembrou que a regional entregou um documento com propostas específicas para Bauru durante a última campanha eleitoral a todos os candidatos. No planejamento interno da delegacia, o dirigente disse estão previstas visitas a empresas, universidades e prefeituras das 17 cidades que compõem a regional - Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bariri, Barra Bonita, Bocaina, Boracéia, Cabrália Paulista, Dois Córregos, Duartina, Iacanga, Itapuí, Jaú, Lençóis Paulista, Lucianópolis, Macatuba, Mineiros do Tietê, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Presidente Alves, Reginópolis e Ubirajara. Participaram da reunião os diretores regionais Carlos Augusto Ramos Kirchner, João Carlos Herrera, Luiz Antonio Battaglini, Delmar Batista Santos, Afonso Celso Pereira Fabio, Aberto Pereira Luz e Francisco A. Ramos de Oliveira. 

O presidente Murilo, nas três reuniões, estava acompanhado do 3º secretário e da coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP, Edilson Reis e Marcellie Dessimoni. 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessora da Presidência - Paula Bortolini

 

 

 

 

 

Tomou posse a nova diretoria da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp) na noite de segunda-feira (13/2), no auditório do SEESP, na capital paulista. Estiveram presentes membros da diretoria do sindicato e profissionais da categoria.

posse diretoria aeamesp

Durante a cerimônia, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, saudou a gestão que se encerra e parabenizou o novo presidente Pedro Armante Carneiro Machado. “Quero saudar e cumprimentar Emiliano (Stanislau Affonso) pela brilhante gestão, empenho e dedicação. Parabenizo Pedro, o presidente eleito, desejando sorte e muito trabalho em sua gestão”, disse Murilo.

Ao falar aos presentes, o presidente do sindicato lembrou da Engenharia Unida, bandeira encampada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a qual o SEESP é filiado: “A Engenharia Unida conclama a todos a permanecerem juntos, assumindo a responsabilidade das discussões das questões da engenharia e da sociedade. A Engenharia unida pode fazer a diferença por uma sociedade melhor, com mais oportunidades e qualidade de vida. Vamos juntos com alegria e determinação”.


Comunicação SEESP
Foto e informações da assessora da Presidência - Paula Bortolini




“O que nos une é um projeto de Brasil.” Assim o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL) resume a ampla e variada representação durante a segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, à qual coordena. Realizado nesta quinta-feira (9/02) em Brasília, com a presença de diversos parlamentares e lideranças da área produtiva e tecnológica, entre as ações prioritárias, o encontro apontou a necessidade de barrar iniciativa que coloque em risco a garantia de conteúdo local no próximo leilão da Petrobras.

Nessa linha, entre três requerimentos aprovados, um deles é para realização de audiência pública com o propósito de debater sobre empresas convidadas pela empresa para construção da unidade de processamento de gás natural do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os outros dois permitem instalar audiências para debater sobre obras inacabadas e a malha ferroviária brasileira, esta última programada para começo de março e com o subsídio de um documento entregue a Lessa pela diretora da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) Clarice Soraggi. Já o Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) passou às mãos do parlamentar documento sobre a Lei de Licitações (8.666/1990), cujas mudanças encontram-se em discussão no Congresso Nacional. 


Fotos: Rita Casaro
Reunião da Frente teve participação em peso de parlamentares, representantes sindicais e empresariais.

Já à abertura, Murilo Pinheiro, presidente dessa entidade e do SEESP, expressou a preocupação central durante o ensejo, ao ler o Manifesto à Nação brasileira. No documento, a posição clara da engenharia: “Representamos aqui o conjunto de empresas instaladas no País, sem distinção entre o capital nacional e o estrangeiro. Não temos medo da competição. Não podemos, todavia, concordar com a exclusão sistemática das nossas empresas de processos licitatórios, como pode ocorrer na reativação das obras do Comperj, para a qual a Petrobras convidou apenas empresas estrangeiras, a menos que venham elas a operar no Brasil, gerar empregos e contratar máquinas e equipamentos fabricados aqui.” 

A busca por deixar de fora as companhias brasileiras soma-se a outros projetos considerados deletérios ao desenvolvimento nacional (confira reportagem em https://goo.gl/CEuTWx). “Acompanhamos o anúncio de uma série de medidas que parecem colocar em jogo o modelo pelo qual o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) funciona e financia o desenvolvimento nacional. Por exemplo, no comitê relativo ao conteúdo local, o representante dessa instituição e o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) perderam o direito a voto”, afirmou o diretor da Associação dos Funcionários do BNDES Arthur Koblitz.

Os participantes pretendem fazer gestões para impedir que decisões sejam tomadas a toque de caixa, por esse comitê do governo federal, o qual faz parte do Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor). 

À audiência, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, salientou que o movimento em defesa do conteúdo local e da engenharia nacional conseguiu adiar a próxima reunião do comitê para dia 16. “Temos que mobilizar o que for possível para um novo adiamento. A Noruega é rica em petróleo, exige conteúdo local na exploração da riqueza do Mar do Norte e hoje tem um dos mais elevados Índices de Desenvolvimento Humano. A Nigéria, com sua riqueza extraída pelos grandes fornecedores de petróleo dos Estados Unidos, sem um projeto de desenvolvimento, tem 70% da população abaixo da linha da pobreza. O que estamos discutindo é se teremos o modelo Noruega ou Nigéria”, enfatizou. Presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, lembrou que a China não permite o estabelecimento em seu território de nenhum conglomerado estrangeiro se não for mediante parceria para transferência de tecnologia. “Os Estados Unidos e o Canadá fazem isso. Não podemos deixar que nossa capacidade instalada seja desmontada, fazendo o saneamento financeiro da Petrobras e os acordos de leniência às empresas aqui instaladas necessários.” Na mesma linha, Arthur De Almeida Jr., da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), colocou que o que está em debate é se “a Petrobras faz parte do projeto nacional ou não”. Leonardo Urpia, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), destacou que propostas na contramão da defesa do conteúdo local, com desinvestimento e ingresso indiscriminado de empresas internacionais, vão retirar empregos e prejudicar o desenvolvimento. 

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) foi enfática: “Não podemos conviver com uma situação em que a engenharia esteja posta em risco, como está agora. Temos centenas de profissionais qualificados e empresas que precisam passar para o País as tecnologias desenvolvidas por nossas inteligências. Também queremos valorizar as mulheres que integram a engenharia nacional e reconhecer sua participação na área de ciência e tecnologia. Coloco-me à disposição nessa batalha. Na disputa pela exploração do petróleo no mundo, não podemos permitir que as empresas brasileiras sejam afastadas.” 

Excelente. Assim Murilo classificou a reunião, destacando: “Mostra o acerto da criação da frente e do apoio irrestrito da FNE a essa iniciativa. Continuamos o trabalho agora tendo como prioridade a discussão sobre o conteúdo local para os próximos leilões da Petrobras.” A próxima reunião em Brasília está prevista para meados de março.

A preocupação de todos que participaram da reunião da Frente foi com a retomada do crescimento do País,
para tanto necessário se faz investir na engenharia e no conteúdo local.

Presenças
Participaram ainda da reunião da Frente os deputados Leônidas Cristino (PDT-CE), José Carlos Aleluia Costa (DEM-BA), Assis Melo (PCdoB-RS), Chico Alencar (Psol-RJ), Luiz Sérgio (PT-RJ), Valdir Colatto (PMDB-SC), Edmilson Rodrigeus (PSOL-BA), Mauro Pereira (PMDB-RS), Carlos Zarattini (PT-SP), Rafael Motta (PSB-RN), Davidson Magalhães (PCdoB-BA), também da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras; o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), José Tadeu da Silva; os senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e Hélio José (PMDB-DF); e o ex-presidente do Clube de Engenharia, Raimundo de Oliveira.

 

Soraya Misleh
Comunicação SEESP
Com informaçoes de Rita Casaro

 

 

 

 

 

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À abertura da reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, que acontece na manhã desta quinta-feira (9/02), no Congresso Nacional, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Pinheiro, leu o manifesto "À Nação Brasileira", que reproduzimos abaixo:

"Entidades representativas da Engenharia deste signatárias e a direção da Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional manifestam sua preocupação com a contínua deterioração da nossa economia, o que acarreta dificuldades crescentes para empresas e trabalhadores, e propõem-se a uma atuação pública e conjunta no sentido de oferecer ao País alternativas que possibilitem superar a crise e retomar o desenvolvimento.

As compras governamentais – sejam de custeio, sejam de investimentos – passam por um processo deliberado de drástica contenção, asfixiando a demanda para a produção nacional. Por outro lado, a sobrevalorização do real desorganiza cadeias produtivas e dificulta a inserção internacional das empresas aqui instaladas. Na contramão das demais economias industrializadas, que dispõem de agências de investimento destinadas a alavancar a exportação de bens e serviços, aqui amesquinha-se o papel do BNDES como promotor do nosso desenvolvimento econômico e social.

Nesse quadro, é dramática a situação da nossa Engenharia. A Petrobras, âncora ao longo da sua história do nosso desenvolvimento industrial, responsável por cadeia de mais de 5.000 fornecedores nacionais e estrangeiros, está sendo dilapidada de ativos valiosos, vendidos sem transparência na “bacia das almas”, e passa a fazer coro com as petroleiras estrangeiras para combater políticas de conteúdo local indispensáveis à sobrevivência de empresas e de empregos, e também para prorrogar por mais 20 anos a maior renúncia fiscal da nossa história, o Repetro, quando se sabe quão difícil é a situação financeira da União e dos Estados, diante da queda contínua da arrecadação de impostos. O Brasil, ainda uma das dez maiores economias do mundo, não pode ser reduzido à condição de mero exportador de grãos, de carnes e recursos minerais. Abrir mão da sua base industrial nos remete novamente à condição de colônia.

Não somos xenófobos. Representamos aqui o conjunto de empresas instaladas no país, sem distinção entre o capital nacional e o estrangeiro. Não temos medo da competição. Não podemos, todavia, concordar com a exclusão sistemática das nossas empresas de processos licitatórios, como pode ocorrer na reativação das obras do COMPERJ, para a qual a Petrobras convidou apenas empresas estrangeiras, a menos que venham elas a operar no Brasil, gerar empregos e contratar máquinas e equipamentos fabricados aqui.

Urge a reorientação da política econômica, no sentido da redução mais rápida da taxa de juros, da racionalização da carga tributária e da retomada dos investimentos públicos, que possibilitem a recuperação da produção industrial e a recomposição do poder de compra das famílias, sob pena de crescer a insatisfação social e de levar à liquidação forçada do nosso parque industrial.

Conclamamos, assim, a sociedade a se engajar no combate ao desmonte da nossa economia, para permitir a retomada do nosso desenvolvimento econômico e social. O maior patrimônio de um povo é seu mercado que gera demanda, e mercado é população com emprego. Não queremos que o Brasil seja reconhecido como um simples exportador de commodities.

São Paulo, 23 de janeiro de 2017"

 

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

Em mais uma reunião realizada no interior paulista, desta vez da Delegacia Sindical de Barretos, em 7 de fevereiro último, foi apresentada à diretoria executiva do SEESP um relato sobre as atividades da regional. O presidente da delegacia e secretário municipal de turismo e desenvolvimento econômico de Olímpia, o vereador Luiz Antônio Moreira Salata, observou que a engenharia é um agente de mudanças e que a cidade não seria a mesma sem a aplicação desse saber. Salata destacou a liderança de Murilo Pinheiro, presidente do sindicato e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), no estado de São Paulo e no País. E informou que a delegacia está envolvida no debate sobre energias renováveis e que pretende realizar um evento sobre o tema, especificamente sobre a solar, em março próximo. 

Os profissionais da região, que prestigiaram o encontro em grande número, falaram sobre a importância dos técnicos ocuparem os espaços devidos nas prefeituras e em demais órgãos de governo, solicitando que o sindicato atue ainda mais nesse sentido. 

Foto: Paula Bortolini

Profissionais comparecem em peso à reunião da Delegacia Sindical de Barretos.


Murilo agradeceu a oportunidade de poder conversar diretamente com os profissionais, realçando a importância da atuação de Salata como representante dos engenheiros na Câmara Municipal e à frente da secretaria. Em sua exposição, o presidente do SEESP abordou a conjuntura nacional, a crise econômica, o desemprego crescente, as reformas previstas (trabalhista, previdenciária e sindical), a abertura do País ao capital estrangeiro, as privatizações. Para ele, a posição do sindicato apartidária permite discutir de forma tranquila todas as questões de maneira muito forte. “Precisamos discutir empregabilidade, e não desemprego. Reindustrialização e crescimento, e não recessão.” 

Nesse caminho está o movimento Engenharia Unida, destacou Murilo, que tem uma agenda positiva e baseada em discussões técnicas voltadas ao desenvolvimento do País com sustentabilidade e justiça e à valorização dos engenheiros, com geração de emprego e respeito aos direitos da categoria, como o piso salarial (Lei 4.950-A/66). Entre outras ações positivas, a liderança relacionou o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) que, neste ano, está na sua quarta turma do curso de graduação Engenharia de Inovação; a edição atual do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” que aborda as cidades brasileiras; e a atuação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) que reúne, além da categoria, os odontologistas, economistas, farmacêuticos e nutricionistas. 

A necessidade de trazer os jovens à vida sindical também foi ressaltada pelo presidente do sindicato. “Que eles participem da política da engenharia, que eles entrem nas questões nacionais. Somente no conjunto é possível resolvermos os problemas”, observou. Nesse sentido, a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP, Marcellie Dessimoni, falou sobre o trabalho do setor e convidou todos os presentes a participarem dos projetos e ações, também com olhar social da engenharia. 

A delegacia de Barretos abrange as cidades de Altair, Bebedouros, Cajobi, Colombia, Embaúba, Guaira, Guaraci, Jaborandi, Monte Azul Paulista, Olímpia, Pirangi, Severina, Taiaçu, Taiuva, Terra Roxa, Viradouro, Vista Alegre do Alto. Participaram também da reunião do dia 7 de fevereiro os diretores da regional Marcos Costa, Maria Aparecida Moreira Kamla, Jodemir Batista Garcia, Hassem Mustafe Haj Hammoud e Ricardo Moraes Soares. O vice-presidente do SEESP, João Carlos Gonçalves Bibbo, também esteve presente.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessora da Presidência - Paula Bortolini

 

 

 

 

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