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O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, e diversos dirigentes da entidade participam nesta quinta-feira (9/2) da segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional. O encontro foi convocado pelo deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), que encabeça a iniciativa. Serão tratados, no encontro, a situação da infraestrutura nacional após dois anos de recessão e a retração nos investimentos públicos e privados. Deve entrar na discussão também a definição de conteúdo local para a próxima rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural, prevista para este ano.  

A Frente foi lançada em 22 novembro de 2016 para discutir a situação da infraestrutura nacional e para propor solução aos  gargalos que impedem avanços nas obra e projetos de caráter público e privado. Entre os temas que serviram como base para a constituição da iniciativa constam retomada de obras públicas paralisadas, projetos relacionados à infraestrutura e recuperação de vários segmentos da economia brasileira, a exemplo da indústria de gás e petróleo.

A reunião será às 9h30, na Câmara Federal Anexo 2 – plenário 11.

Foto: Arquivo FNE

Primeira da reunião da Frente ocorreu no dia 14 de dezembro de 2016.

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

O trabalho de organização dos engenheiros paulistas prosseguiu nesta segunda-feira (6/02) em reuniões realizadas nas delegacias sindicais do SEESP em Alta Mogiana-Ribeirão Preto e em Franca. A diretoria executiva, desde o dia 13 de janeiro último, vem se reunindo com as lideranças regionais da categoria no sentido de definir um planejamento de atividades e ações em 2017 em prol dos profissionais e do desenvolvimento do País, com ênfase na criação de oportunidades de emprego no Estado de São Paulo. 

Murilo Pinheiro, presidente do SEESP, acompanhado do vice-presidente João Carlos Gonçalves Bibbo e da coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro, Marcellie Dessimoni, nos dois encontros, fez uma retrospectiva de como foi o ano de 2016 para a categoria, destacando alguns feitos importantes tanto do sindicato como da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que congrega 18 sindicatos de engenheiros do País. As ações, esclareceu a liderança, tiveram o objetivo de se contrapor ao clima de pessimismo vivido pelo País. Salientou Murilo que as duas entidades apresentaram uma agenda positiva cujo foco foi o desenvolvimento nacional para gerar emprego e renda para os engenheiros e demais trabalhadores. 

Nesse sentido, o movimento Engenharia Unida teve papel fundamental no chamamento às entidades representativas dos engenheiros, desde sindicatos, associações ao Sistema Confea/Creas em torno de uma pauta comum, cujo carro-chefe é o fortalecimento da indústria nacional, da ciência, da tecnologia, da inovação. A Engenharia Unida, informou Murilo, também está engajada na ação que reúne entidades representativas do setor produtivo nacional em defesa da Petrobras e da participação das empresas brasileiras em licitações públicas e de adoção de políticas de conteúdo local em compras do governo. 

Murilo mostrou que o sindicato vem trabalhando no sentido oposto à desmotivação, por isso ressaltou o pioneirismo na criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que, desde 2015, vem oferecendo a graduação em Engenharia de Inovação e cursos de pós e especialização em diversas áreas ligadas à área tecnológica. 

Mobilização contra maldades
Da mesma forma que a engenharia precisa estar atenta à macropolítica econômica do País, Murilo destacou que os profissionais da área também precisam estar presentes nas lutas que ocorrerão em 2017 contra as reformas trabalhista, previdenciária e sindical pretendidas pelo Governo Temer. “Não temos dúvida que devemos cerrar fileiras contra os ataques aos direitos constantes na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e ao atual regime previdenciário e de assistência social. Os jovens dificilmente conseguirão se aposentar com as alterações pretendidas”, observou. 

As direções das regionais também fizeram um relato das atividades locais e concordaram que a ação sindical deve ser ainda mais reforçada neste ano, assim como incentivar a participação dos jovens estudantes e profissionais da área no sindicato. Especificamente na delegacia de Franca, onde é grande o número de engenheiros lotados na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), foram levantadas questões específicas sobre a área. O vice-presidente Bibbo destacou a conquista do piso salarial e de todas as ações que vêm sendo feitas em prol da valorização do profissional. 

Presente à reunião de Franca, o presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Engenheiros Agrônomos (Aerf), Ercel Ribeiro Spinelli, realçou a importância do movimento Engenharia Unida, como sendo algo que a categoria da região sempre quis ouvir, com questões concretas voltadas a políticas de crescimento. “Estamos juntos nessa linha e ficamos à disposição”, disse.

Presença
Na reunião de Alta Mogiana-Ribeirão Preto participaram o presidente local Nelson Martins da Costa e os diretores Luiz Gonzaga de Freitas Filho, Carlos Henrique Silva, Abadia Donizete Rezende, Fábio Dias Baptista e Antonio Sérgio Ignacio. Em Franca, o presidente local Marcos Marcelino de Andrade Cason e os diretores José Chozem Kochi e Antonio Carlos Gianotti e os engenheiros da Sabesp Alex Henrique Veronez, Marcos Aurélio Garcia, Maria de Fátima Brito Ferreira e José Marcius Marson Guidi e José Luis Rodrigues Alves, da Enge-Tetos.

Abrangência
Confira as cidades abrangidas pelas delegacias sindicais. Alta Mogiana: Altinópolis, Barrinha, Brodowski, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Cravinhos, Dumont, Guariba, Guatapará, Jaboticabal, Jardinópolis, Luiz Antonio, Monte Alto, Pitangueiras, Pontal, Pradopolis, Ribeirao Preto, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa do Viterbo, Santo Antonio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho, Taquaral. Franca: Patrocínio Paulista, Itirapuã, Pedregulho, Restinga, Cristais Paulista e Rifaina.

Fotos: Paula Bortolini
Em Alta Mogiana, diretores discutem a intensificação da luta em defesa do engenheiro.

Participação em peso dos engenheiros da Sabesp na reunião de Franca.
 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informação da assessora da Presidência, Paula Bortolini

 

 

 

 

Chegou a vez de Campinas, a delegacia sindical do SEESP mais antiga, receber a diretoria estadual do sindicato, que vem realizando, desde o dia 13 de janeiro, uma série de reuniões com suas 25 regionais espalhadas em todo o interior paulista. Durante o encontro, ocorrido na terça-feira última (31/1), que tem como objetivo priorizar as ações para este ano, ficou evidente o protagonismo da delegacia para atrair novos associados para as lutas da categoria, tendo em vista o desenvolvimento industrial da região.



para o siteReunião na Delegacia Sindical de Campinas, em 31 de janeiro último.


“Temos tido uma participação já ativa dos jovens na delegacia. Somado a isso, o papel importante dos dirigentes, com participação conjunta de toda a diretoria, buscando cada vez mais inserção na sociedade, além de trazer mais empresas, entidades, universidades, para juntos atuarem pela engenharia unida”, declarou o vice-presidente da Delegacia Sindical, Francisco Alvarenga Campos.

Murilo Pinheiro, presidente do SEESP, frisou a importância do engajamento da delegacia sindical pelo fortalecimento da engenharia. “Tem que haver um empenho ainda maior no sentido de trazer mais associados que participem ativamente. Trata-se de uma região com muitos profissionais e muitas entidades com potencial para efetuar novas parcerias fortes e firmes”, exclamou Murilo.
Os diretores, por sua vez, lembraram do significado de uma entidade sindical na sociedade, que se torna uma voz fundamental dos profissionais, seja participando de ações mais abrangentes, seja em projetos locais.

Engenharia Unida
O presidente do SEESP, e também da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), relembrou os tempos difíceis vividos por engenheiros destacando o crescente aumento de desempregados em todo o País – chegando a 12 milhões em janeiro último -, resultante de uma grave crise econômica e política.

“Mesmo diante desse cenário, o SEESP conseguiu se manter na ativa, com suas lutas pela categoria, e pela sociedade, sem deixar de enfrentar os grandes desafios. Para 2017, temo um pensamento ainda mais firme em unir forças com as entidades para encontrar propostas para a empregabilidade”, insistiu Murilo, reafirmando a bandeira de luta da Federação, que vem reunindo diversas instituições: Engenharia Unida.

Murilo citou ainda as importantes atividades já ocorridas no primeiro mês do ano, como a reunião na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na capital paulista, em 23 de janeiro último, que reuniu dirigentes sindicais, patronais e políticos pela retomada do crescimento e fortalecimento da indústria brasileira. “Entendemos que a engenharia e as empresas não podem ser punidas no caso da Petrobras. É um ataque aos interesses nacionais. Estamos falando dos empregos dos nossos profissionais, principalmente”, observou, referindo-se a recente licitação lançada pela petrolífera brasileira, que incluiu somente empresas estrangeiras.

Outra frente que os engenheiros devem atuar, lembro Murilo, é a mobilização contra as reformas, tão caras aos trabalhadores, “e que será necessário muito esforço para conseguir reverter projetos que atingem diretamente os trabalhadores, retirando direitos, prejudicando-os”. “A Engenharia Unida vai combater as propostas que não levam a melhorias”, completou, conclamando a todos os presentes para a luta.

Para tanto, lembrou da presença dos engenheiros nos conselhos, para exercer o controle social de obras e recursos públicos. “Temos que lutar para que a voz dos engenheiros seja cada vez mais ouvida, e que as entidades que os representam tenham cada vez mais espaço nos conselhos”,destacou.

O dirigente lembrou do início do início das atividades do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) no município, com a pós-graduação “Engenharia de Segurança do Trabalho”: “O Isitec, com apoio do SEESP, da FNE e parceiros, é um dos principais projetos do sindicato”.

Abrangência
A Delegacia Sindical de Campinas também atende os municípios de Aguaí, Águas da Prata, Águas de Lindoya, Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bragança Paulista, Caconde, Casa Branca, Cosmópolis, Divinolândia, Engenheiro Coelho, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itobi, Jaguariúna, Lindóia, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Nazaré Paulista, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Pinhal, Pinhalzinho, Santa Bárbara D'Oeste, Santa Cruz das Palmeiras, Santo Antonio de Posse, Santo Antônio do Jardim, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Tambaú, Valinhos e Vinhedo.

 

Deborah Moreira
Comunicação SEESP

Com informações e fotos de Paula Bortolini - assessora da Presidência

 

 

Na manhã desta segunda-feira (30/01), a diretoria executiva do SEESP visitou as delegacias sindicais de Piracicaba e Rio Claro, ambas com sede própria, em continuidade a série de encontros nas regionais do interior paulista. Nos dois encontros, o presidente Murilo Pinheiro convocou todos a se empenharem ainda mais para defender os direitos dos profissionais. “Será mais um ano difícil no País, a exemplo do que enfrentamos em 2016”, avisou. Por isso, fez um chamado aos presentes para se empenharem e se dedicarem fortemente para que as delegacias do sindicato sejam cada vez mais sólidas e atuantes. O dirigente ressaltou a importância de trazer mais profissionais para que participem da ação sindical, buscando incluir os jovens ligados à área nas atividades do sindicato.

A liderança dos engenheiros fez um breve relato sobre a conjuntura nacional em termos políticos e econômicos enfrentada no ano passado, quando a engenharia conseguiu apresentar à sociedade uma agenda positiva. “Temos reserva moral e propostas técnicas para o crescimento e desenvolvimento.” Entre as diversas frentes do SEESP, Murilo realçou a atual edição do projeto “Cresce Brasil” sobre as cidades brasileiras, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) e o encontro de Barra Bonita (SP), de novembro último, quando profissionais e entidades de todo o País engrossaram o movimento Engenharia Unida. Sobre o esforço do sindicato na área da educação com o curso de Engenharia de Inovação no Isitec, Murilo afirmou que “somos ainda a novidade no meio sindical”.

Em prosseguimento a tantas ações, o SEESP e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), observou Murilo, já iniciaram 2017 com toda força, engajando-se na importante discussão sobre o desenvolvimento e a defesa da Petrobras, referindo-se ao encontro na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), no dia 23 último, na capital paulista. A atenção também se volta, como ressaltou Murilo, às reformas trabalhista, previdenciária e sindical anunciadas pelo Governo Federal. “O ano, sem dúvida nenhuma, será de muita luta e exigirá de nós comprometimento em defesa dos direitos dos trabalhadores e da justiça social.”

Estado
Com a mesma força, o SEESP se insere na vida política do estado paulista, afirmou Murilo, assim como marca presença importante na Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, lançada, na Câmara dos Deputados, em novembro passado, tendo à frente o deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL). É mais um espaço, disse, para apresentar as questões da engenharia nos debates do Congresso Nacional.

O chamado foi apoiado e reforçado pelos presidentes das duas regionais. Walter Antonio Becari, de Piracicaba, observou: “Faremos um planejamento de trabalho para agregar mais entidades da região.” Francesco Rotolo, de Rio Claro, que assumiu a superintendência do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (DAAE) local, informou que a delegacia sindical é dinâmica e empenhada em atender às demandas dos profissionais, por isso mantém uma atuação boa junto às universidades e quer organizar um núcleo jovem local, também participa do conselho tecnológico da cidade.

Participaram da reunião de Piracicaba os diretores regionais Neusa Maria Galvão Cândido, Aristides Galvão, Fabiane Becari Ferraz, Eder Galvão Candido e José Augusto Darcie; e de Rio Claro, os dirigentes Mauro Lourenço do Prado e Ligia Marta Mackey. Os vice-presidentes João Carlos Gonçalves Bibbo e Carlos Alberto Guimarães Garcez e o 3º secretário Edilson Reis e a coordenadora do Núcleo Jovem do SEESP, Marcellie Dessimoni, estiveram nos dois encontros.

Piracicaba 30JAN2017Em Piracicaba, dirigentes discutem reforço à luta em defesa dos direitos dos engenheiros.

 

RioClaro 30JAN2017
Delegacia de Rio Claro mantém dinamismo junto à categoria e às universidades.

 

Cidades
A delegacia de Piracicaba abrange as cidades de Rio das Pedras, Charqueada, Capivari, São Pedro, Águas de São Pedro, Santa Maria da Serra, Mococa e Saltinho; ja á de Rio Claro, os municípios de Limeira, Cordeirópolis, Santa Gertrudes, Araras, Leme, Pirassununga, Conchal, Descalvado, Itirapina e Ipeúna.

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Paula Bortolini, assessora da Presidência

 

 

 

Para reforçar a organização e ação sindical dos engenheiros em 2017, a diretoria executiva do SEESP, desde 13 de janeiro, vem realizando reuniões com os dirigentes das delegacias sindicais, no interior paulista, que somam 25. No dia 30 último, no período da tarde, o presidente Murilo Pinheiro conversou com o pessoal das regionais de São Carlos e Araraquara. Nas duas ocasiões, ele destacou os eventos e ações realizados em 2016, como o encontro da Engenharia Unida, em Barra Bonita (SP), um esforço dos profissionais da área, juntamente com suas diversas representações, para propor saídas à crise por que passa o País. Por isso, Murilo conclamou os participantes das duas reuniões a atuarem fortemente na região, agregando entidades e profissionais, fortalecendo a delegacia e realizando atividades que demonstrem o papel do SEESP.

No ano que se inicia, prosseguiu a liderança, a agenda dos engenheiros já está agitada com a realização de reuniões com parlamentares, representantes do governo federal e do estado paulista. O foco, ressalva Murilo, é a retomada do crescimento econômico para a geração de emprego para os engenheiros e outras categorias. Nesse sentido, o presidente da regional de São Carlos, Miguel Guzzardi Filho destacou a iniciativa certeira da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em criar o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, em 2006. “Um trabalho que levanta há anos importantes pontos da engenharia nacional, com projeções de crescimento e desenvolvimento, participando ativamente da sociedade”, disse Guzzardi Filho.

Já Mario Luiz Donato, à frente da delegacia de Araraquara, levantou duas vertentes que causam muita preocupação para a categoria, são eles: a ferrovia e o setor de energia elétrica, sob as quais, informou, a delegacia foi estruturada, não existem mais. “Por isso, precisamos ter novas entradas de atuação junto aos nossos profissionais e às universidades, numa aproximação importante com os jovens”, defendeu Donato.

Murilo observou que o sindicato é o instrumento legítimo para defender as reivindicações em defesa dos profissionais e da engenharia nacional. Para o dirigente, existe a necessidade de a categoria participar ativamente do planejamento e projetos nacionais, levar as ideias para que os governantes possam voltar a ver o papel protagonista da profissão. “O sistema e as entidades precisam estar presentes, atuarem realmente nas questões da área tecnológica.”

Contribuição ao Brasil
Murilo salientou a contribuição que o SEESP está dando ao País com o primeiro curso de Engenharia de Inovação oferecido pelo Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec). “Somos a primeira entidade sindical a ter uma faculdade e ajudando na formação de mão de obra altamente qualificada.” Ainda sobre qualificação e educação, Murilo lembrou que a cidade de São Carlos era o berço da tecnologia, de expertise em inovação e desenvolvimento tecnológico, um potencial, explicou, que deve ser usado pela delegacia da região.

Participaram das reuniões, pela executiva, os vice-presidentes João Carlos Gonçalves Bibbo e Carlos Alberto Guimarães Garcez e o 3º secretário Edilson Reis; e a coordenadora do Núcleo Jovem SEESP, Marcellie Dessimoni. E os diretores regionais de Araraquara José Luiz Dourado, Walter Marques Malavolta e Tiago Santiago de Moura Filho. Já em São Carlos, participaram os diretores regionais Marcos Antonio Pierri (1º vice-presidente), João Sergio Cordeiro (2º vice-presidente), José Antonio Zerbetto e Fábio de Santi; e o presidente e diretores da Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (Aeasc), respectivamente, Douglas Barreto e Everton Gianlorenço e Ademir Zanota. Ainda compareceram o secretário municipal de Planejamento e Gestão de São Carlos, Roberto Paulo Valeriani Ignatios, e seu chefe de gabinete Carlos Augusto Colussi.

Abrangência
A delegacia sindical de Araraquara, que tem sede própria, abrange as cidades de Boa esperança do sul, Gavião Peixoto, Nova Europa, Rincão, Américo Brasiliense, Santa Lúcia, Tabatinga, Matão, Monte Alto e Taquaritinga. Já a de São Carlos, Ibaté, Ribeirão Bonito, Descalvado, Brotas, Pirassununga, Porto Ferreira.

Em São Carlos, reunião ampliada conta com dirigentes de associação e da prefeitura local.

 

Araraquara discutir formas para atrair mais profissionais e jovens à ação sindical.
 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Paula Bortolini - assessora da Presidência

 

 

 

 

 

 

 

Em três meses, algumas decisões do governo interino encaminham o País para uma situação de absoluto desastre, que o devolveria à condição de colônia. É como se o Brasil se suicidasse pela determinação de quem manda, diante da desinformação ou indiferença da opinião pública.

As medidas aceleram a liquidação da sua estrutura produtiva relevante, a consequente perda de autonomia no contexto mundial e o fortalecimento de um modelo centrado no rentismo, o nacional e o internacional.

No balcão de negócios da nova política econômica, a Petrobras, presidida pelo tucano Pedro Parente, vendeu no dia 28 o primeiro campo do pré-sal, o de Carcará, na baía de Santos, e ofereceu no mercado a BR Distribuidora, a maior do País, com peso decisivo na receita do grupo. Outros reservatórios daquela camada marítima deverão ser vendidos, ao lado de alguns bens que podem ser alienados sem danos à empresa e ao País.

Aprovado no Senado e prestes a ser votado na Câmara, o projeto do senador José Serra, o atual ministro das Relações Exteriores, de eliminar a obrigatoriedade de a companhia participar do pré-sal há de ser visto como o deflagrador do desmonte do que sobrou da privatização devastadora do período FHC, nos anos 1990.

Outros congressistas participam da grande liquidação com projetos para facilitar a venda de terras a estrangeiros e à ação das mineradoras globais, entre outros. A queima de ativos inclui ofertas feitas pelos estados, asfixiados com a queda contínua da arrecadação provocada pela recessão e a austeridade do governo, iniciada na gestão de Joaquim Levy na Fazenda, no segundo mandato de Dilma Rousseff.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer privatizar 60% do Metrô paulistano, mas ainda não informou como serão contabilizados os prejuízos de 800 milhões de reais, segundo a Promotoria, causados pelo sobrepreço pago a um cartel de empresas para reformar 98 trens, nem as perdas com as 46 composições novas estacionadas por tempo indefinido por causa do atraso na construção de três linhas.

Destituída de partes crescentes da sua base material, a economia gravita cada vez mais em torno do rentismo, o jogo lucrativo e sem risco para instituições financeiras, empresas e famílias aplicadoras de recursos em títulos da dívida pública e ativos correlatos. A rentabilidade acima do retorno dos investimentos produtivos e da inflação, a segurança e a liquidez são garantidas pelo governo.

O amplo interesse nesse parasitismo do Estado, com rendimentos da aplicação em títulos da dívida pública, contribuiu para reverter, em 2012, a redução recorde da taxa de juros para 7,25%. Ninguém quer ganhos na faixa de um dígito quando está habituado a abocanhar juros no patamar dos 14,25% atuais.

Os rentistas internacionais encontram no Brasil o último paraíso de juros extremamente elevados, quase sempre os mais altos do mundo, bancados há décadas por um Estado Nacional. Eles ganham com a diferença entre as taxas de juro internas e as externas, as oscilações das moedas e manobras no mercado cambial local, um dos mais voláteis do mundo.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica investiga há um ano a manipulação da taxa de câmbio do real por um cartel de 15 bancos estrangeiros, de 2007 até 2011, com perdas de 200 bilhões de reais para 800 grandes indústrias responsáveis por 90% das exportações.

O governo interino apresenta o seu programa de privatização como indispensável ao equilíbrio fiscal. “A verdade é outra. Foi uma oportunidade que apareceu para venderem ativos públicos que agradam ao mercado. Dizer que é por problema fiscal é uma fraude, um ilusionismo, pode chamar até de pedalada fiscal”, rebate a economista Laura Carvalho, professora da USP.

Quando vende uma empresa, o Estado deixa de arrecadar no futuro os respectivos dividendos e lucros e, se o comprador for estrangeiro, ainda é obrigado a remetê-los eternamente para o exterior. O próprio FMI classifica o expediente como manobra fiscal, diz a professora. Foi muito utilizado por vários países desde a crise de 2008, sob regras fiscais rígidas, “para criar a sensação de que a situação melhorou, à custa de uma piora futura”.

A queima de ativos públicos “foi a solução para o governo ilegítimo e com situação política difícil no Congresso reforçar sua posição no mercado sendo extremamente pró-business”, analisa o economista Ricardo Carneiro, professor da Unicamp e ex-representante do Brasil no Banco Interamericano de Desenvolvimento. Carneiro pediu demissão do cargo de diretor-executivo da instituição em maio, pouco depois da aprovação, pelo Senado, do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

A venda do reservatório de Carcará à empresa pública Statoil, espécie de Petrobras da Noruega, por 2,5 bilhões de dólares, é um escândalo. Ao contrário do alegado pela administração de Pedro Parente, não há urgência na venda. “Vergonhosa e criminosamente, estão vendendo 1 bilhão de barris por um preço de dois dólares o barril. Isto precisa ser contestado na Justiça”, clamou Ildo Sauer, ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras e professor da USP, em depoimento na quarta-feira 10, na Comissão de Energia da Câmara, convocada pelo deputado Carlos Zarattini para discutir o projeto de Serra.

“O que se quer fazer agora é abrir a porta de entrada para a entrega total. Aparentemente, não há uma compreensão da dimensão do problema a que está se submetendo o povo brasileiro, titular dos recursos do petróleo. Este projeto que aí está ignora isso completamente e envergonha a nação”, acrescentou Sauer.

“A Petrobras não pode ter o direito, na minha opinião, de negar-se a ser operadora única do pré-sal. A empresa tem compromisso com o desenvolvimento nacional em uma área extremamente sensível, o desenvolvimento tecnológico, e trabalha na faixa de limite do conhecimento científico. O pré-sal representa isso”, alertou Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção que integrou as equipes que fizeram as grandes descobertas no Iraque e no pré-sal, em 2007, no governo Lula.

“O pré-sal veio completar a base energética que o Brasil precisa para se desenvolver autonomamente. Nisso, a operação única da Petrobras é um fator preponderante”, disse o geólogo.

Em um trecho do seu depoimento, esclareceu a razão dos ataques de potências estrangeiras, grupos multinacionais e seus auxiliares locais: “O pré-sal brasileiro talvez seja a mais importante área no mundo que contém uma grande quantidade de reservas e dá um protagonismo na cena geopolítica global ao País, que o contrapõe aos grandes países hegemônicos, principalmente no Ocidente”.

A comemoração da compra pelo presidente da petroleira nórdica, Eldar Sætre, evidencia um negócio excepcional. “Com esta aquisição, estamos acessando um ativo de classe mundial e reforçamos a nossa posição no Brasil, uma das áreas estratégicas da Statoil... O Campo de Carcará vai melhorar significativamente os volumes de produção internacional nos anos 2020 e posteriores.

Estamos desenvolvendo um negócio sólido no Brasil, com um amplo portfólio, produção material, oportunidades de exploração de alto impacto e excelente potencial de criação de valor de longo prazo e fluxo de caixa”, disse o executivo.

Os objetivos da estatal nórdica, muito além do curto prazo, contrastam com o sepultamento da estratégia anterior da Petrobras, de se tornar uma das cinco maiores empresas de petróleo integradas do mundo até 2030, e a instauração de um esquema imediatista de negócios centrado na venda de ativos em um ambiente mundial de preços rebaixados.

“O ponto fundamental é como fica o futuro do País. Quando se fala em privatização, abertura comercial, desregulamentação, a grande pergunta que falta é: “Tudo isso para quê? Onde está o projeto? Qual é a estratégia por trás disso?”, questiona o economista Antônio Correa de Lacerda, professor da PUC de São Paulo.

O País saiu de uma grande lavoura de café para ser uma das maiores economias industriais na segunda metade do século XX, com uma estratégia. É possível questioná-la, mas havia uma linha muito clara.

A partir da crise dos anos 1980, o Brasil embarcou na onda neoliberal vinda do exterior. Lacerda chama atenção: “O período representado por Lula e Dilma significou uma tentativa de retomada de um projeto de nação, e agora, com o governo Temer, nós temos um retrocesso no sentido de um açodamento de medidas de cunho neoliberal sem um projeto por trás”.

A consequência, alerta o economista, é a perda de autonomia e de capacidade de articulação, sem outro objetivo além de agradar aos mercados, em um processo influenciado por uma interpretação da valorização do real e da elevação da bolsa como sinais de confiança, “mas você olha os indicadores reais da economia e constata que todos estão despencando. É um grande contrassenso”.

Vítima da queda mundial dos preços do petróleo, do saque perpetrado por uns poucos, da dilapidação da sua cadeia produtiva pela Lava Jato, da recessão e da crise política, a Petrobras talvez seja hoje a presa mais vulnerável na disputa geopolítica e militar entre Oriente e Ocidente, ignorada no Brasil. O acesso às fontes de energia está no centro do conflito entre blocos de superpotências e megaempresas petrolíferas.

Os Estados Unidos e as petroleiras americanas não gostaram do leilão do Campo de Libra, no pré-sal, sob o regime de partilha, em 2013, no governo de Dilma. Cinco telegramas do consulado americano no Rio de Janeiro enviados a Washington, o primeiro deles em 2 de dezembro de 2009, descobertos pelo site WikiLeaks, detalham como “a missão americana no Brasil acompanhou a elaboração das regras para a exploração do pré-sal e faz lobby pelos interesses das petroleiras”.

As mensagens evidenciam a insatisfação das petroleiras estadunidenses com a lei de exploração aprovada pelo Congresso e sua irritação, “em especial, com o fato de a Petrobras ser a única operadora”, e como aquelas companhias “atuaram fortemente no Senado para mudar a lei” da partilha do pré-sal. Segundo Patricia Padral, diretora da Chevron no Brasil, José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.

Ocupante do ministério das Relações Exteriores no governo interino, o tucano está em uma posição-chave para mexer peças nesse tabuleiro. Neste momento, tenta impedir que Nicolás Maduro ocupe a presidência do Mercosul, no sistema de rodízio adotado pelo organismo.

O veto ajudaria a realizar o sonho dos Estados Unidos de mudar o comando da Venezuela, dona da maior reserva petrolífera do mundo, uma das mais cobiçadas alternativas ao distante e conflagrado Oriente Médio e ao esgotamento, nos próximos anos, da exploração do xisto, ou shale.

O projeto de Serra para enterrar o protagonismo da Petrobras no pré-sal e o papel de Pedro Parente como corretor das reservas de petróleo são a melhor oportunidade para os tucanos realizarem um objetivo perseguido há duas décadas. O plano foi revelado em 1996 em um artigo da revista especializada Offshore sobre a quebra do monopólio estatal do petróleo no ano anterior, no primeiro mandato de FHC.

O governo manteve 51% das ações com direito a voto, um “choque para os homens de negócios do setor petrolífero”, para os quais o fim do monopólio significaria também a privatização da empresa pública: “Aqueles que acompanham a política petrolífera brasileira mais de perto estão cientes de que, apesar de neste estágio a privatização da Petrobras não ser contemplada, existe uma forte facção no governo, no Congresso e nos círculos de negócios que gostaria de introduzir uma legislação com esse efeito em uma data posterior”.

Naquele ano, a petroleira brasileira era a 17ª em produção, destacou o artigo. Em 2014, ocupou a 14ª posição, segundo o ranking da revista Forbes.

A aceleração, por Pedro Parente, da venda de ativos iniciada pelo antecessor Aldemir Bendine encaixa-se no figurino clássico das privatizações de grandes grupos, de primeiro desmembrar a empresa e depois se desfazer dos fragmentos. “As grandes petroleiras, os bancos e os escritórios de advocacia estão salivando”, revelou em junho Nick Butler, do Financial Times, com “aquilo que pode ser uma rodada muito substancial de privatizações, a começar pelo setor de petróleo.

Leia a reportagem completa aqui

 

Comunicação SEESP
Reprodução de notícia da revista CartaCapital

 

 

Em 24 de janeiro último, foi realizada a sétima reunião da diretoria executiva do SEESP com os integrantes das delegacias sindicais do interior paulista, que compreendem 25 ao todo. Desta vez foi com a regional do Alto Tietê, que abrange as cidades de Mogi das Cruzes, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Suzano, Poá, Guararema, Salesópolis, Biritiba Mirim e Santa Isabel. Entre os assuntos abordados, conjuntura nacional, organização sindical dos engenheiros e a defesa dos interesses do País e da Petrobras.

O presidente do SEESP Murilo Pinheiro, à abertura do encontro, fez uma digressão sobre o ano passado em termos de ações do sindicato e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), todas em prol da valorização profissional e da retomada do crescimento do País e das dificuldades enfrentadas. “Foi um ano difícil, mas conseguimos apresentar uma agenda positiva à sociedade, participando de mais de 400 eventos e atividades, dentro do sindicato e fora também”, ressalvou. Todavia, prosseguiu a liderança, não temos um horizonte diferente em 2017, fato que “nos exigirá ainda mais trabalho e organização”. 

Dentro desse esforço Murilo destacou a importância das delegacias sindicais atuando ainda mais para mobilizar e organizar os profissionais, assim como estabelecer canais de diálogo com as prefeituras locais no sentido de mostrar que a engenharia tem um acúmulo importante de discussões e propostas aos diversos problemas existentes nas cidades. “2017 exigirá de nós mais coragem, foco e realização. Precisamos de tudo isso para crescer”, apontou. Presidente da delegacia, Mário Edison Picchi Gallego informou que a regional já está em contato com os dez novos prefeitos dos municípios que compõem a regional para levar o projeto “Cresce Brasil – Cidades” – a última atualização do projeto da FNE, lançada no ano passado – e mostrar que o sindicato está à disposição das administrações municipais.

Petrobras e reformas
Outro ponto destacado por Murilo foi o movimento que está sendo organizado e engrossado por uma gama enorme e representativa da indústria nacional e das entidades ligadas aos engenheiros em todo o Brasil, como o Sistema Confea-Creas, que teve o “pontapé” inicial em reunião realizada na sede da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na capital paulista, em 23 de janeiro último. “A FNE também está à frente dessa movimentação porque entende que a engenharia e as empresas não podem ser punidas no caso da Petrobras”, observou, referindo-se a recente licitação lançada pela petrolífera brasileira convidando apenas empresas estrangeiras. “Não podemos ficar calados frente a esse ataque aos interesses nacionais. Estamos falando dos empregos dos nossos profissionais, principalmente.”

As reformas trabalhista, previdenciária e sindical pretendidas pelo Governo Federal também devem ser motivo de grande preocupação e apreensão para o sindicato, advertiu Murilo. “Temos uma metralhadora giratória voltada para nós. A sociedade espera que nós, com a nossa reserva moral e técnica, estejamos também nessa frente de batalha. Temos propostas para a retomada do crescimento e saída da crise.” Foi com esse propósito, inclusive, que 2016 também viu a organização do Engenharia Unida, cujo ápice foi a realização do encontro nacional de Barra Bonita (SP), em novembro último, com a participação de diversas lideranças sindicais, empresariais e políticas. “É só com muita organização que poderemos enfrentar as dificuldades institucionais, políticas e econômicas do País.” 

Murilo também lembrou a vitória da categoria com a constituição da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, no final de 2016, cujo mentor é o deputado federal, e também engenheiro, Ronaldo Lessa (PDT-AL). “É mais um espaço que temos para apresentarmos nossas propostas e ajudar no debate das principais questões do Brasil.”

Presentes
A reunião contou, ainda, com a participação dos vice-presidentes da regional Gley Rosa e Eduardo Camargo Afonso, do 2º secretário José Uilson Rodrigues e dos 1º e 2º tesoureiros Luiz Fernando Ussier e Milton Ribeiro Campos Filho; do 3º secretário do SEESP Edmilson Reis; e dos profissionais Cássia Afonso e Luis Carlos Barbosa.


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações de Rita Casaro

“Na direção do crescimento e desenvolvimento, estamos com o movimento ‘Engenharia Unida’, composto por entidades de trabalhadores e patronais, empresas, academias, conselhos profissionais. Temos uma responsabilidade enorme em alimentar com ideias e propostas a Frente Mista Parlamentar de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento. Vamos utilizar esse palanque para intervir e apresentar saídas. Temos que preservar nossas empresas.” Com essas palavras, Murilo Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) – que também está à frente do SEESP – conclamou as lideranças presentes a reunião nesta segunda-feira (23), na sede da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na Capital, à unidade em defesa da engenharia nacional, ameaçada pelas medidas anunciadas recentemente em relação a petróleo e gás.

Dentro do esforço do movimento Engenharia Unida em defesa da retomada do crescimento do País com a geração de emprego e renda, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e diversas entidades, como o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o Clube de Engenharia, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e os sindicatos nacionais da indústria da Construção Pesada (Sinicon) e de empresas de consultoria (Sinaenco) e a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se reúnem no próximo dia 23 de janeiro, às 10h, na capital paulista. Em pauta: a retomada do desenvolvimento, com ênfase na indústria, e o caso da licitação aberta pela Petrobras apenas para empresas estrangeiras para a construção de unidade do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), alijando do processo as empresas nacionais.

 

 Ilustração MaringoniMaringoni Petrobrás

O encontro contará também com a participação do presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), que já se posicionou contrário ao certame da petrolífera: "Uma empresa brasileira tem que ficar de joelhos para uma firma internacional para poder entrar e trabalhar no seu próprio país, esse é um precedente perigoso politicamente e uma política antinacionalista.”

A reunião será na sede da Abimaq, que fica Avenida Jabaquara, 2925, Mirandópolis.

Proibido para brasileiros
A licitação da Petrobras diz respeito à retomada das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no Comperj, em Itaboraí. Em nota publicada em seu site, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) lamenta que “o otimismo e a expectativa em torno da UPGN, que seria a única obra prevista para o Plano de Investimentos 2015-2019, parecem submergir depois das incertezas do ano passado”. E continua: “E há uma razão forte para isso: a Petrobras acaba de enviar convites para 30 empresas estrangeiras participarem da licitação. Ao mesmo tempo em que se comemora a possível retomada, há também a decepção por nenhuma empresa brasileira ter sido convidada para participar do processo. Se elas participarem deste empreendimento, terão que se associar às empresas internacionais.”

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

Com o objetivo de discutir as ações prioritárias para 2017, o SEESP realizará uma série de encontros no interior paulista. Como parte dessa agenda, ocorreu nesta segunda-feira (16) reunião na sede da Delegacia Sindical em Jacareí. No ensejo, o presidente estadual da entidade, Murilo Pinheiro, fez um breve balanço da atuação do SEESP em 2016 e um chamado ao trabalho em 2017, com ênfase no esforço regional.


Foto: Rita Casaro/SEESP
Jacareí 16JAN2017 
Reunião na Delegacia Sindical em Jacareí, no dia 16 de janeiro, discute ações para 2017.
 

Salientando o momento difícil no País, com “uma metralhadora giratória colocada contra os trabalhadores, como as reformas trabalhista e da Previdência”, ele observou: “Tudo isso diz respeito à categoria, que precisa participar do debate.” Murilo lembrou as ameaças à engenharia nacional como o anúncio de contratação de empresas estrangeiras pela Petrobras. Referência à licitação para retomada das obras à construção da unidade de processamento de gás natural do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) – em que as empresas nacionais foram impedidas de participar. O presidente da entidade enfatizou, assim, que é necessário combater a corrupção sem desmantelar as companhias brasileiras. 


Como destacou, no ano passado, apesar da situação política, o SEESP realizou uma agenda positiva. “Trabalhamos na direção de buscar alternativas para o crescimento e desenvolvimento nacional. Fizemos inúmeras discussões. Criamos a Frente Parlamentar Mista da Engenharia juntamente com o deputado Ronaldo Lessa.” Para 2017, foi categórico: “Precisaremos arregaçar as mangas e manter o esforço. Temos essa responsabilidade. O Brasil espera que entidades como a nossa apresentem propostas. É o que temos feito por meio do projeto ‘Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento’ e do movimento ‘Engenharia Unida’. Uma grande contribuição é o Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia).”

 

Nessa direção, Murilo ressaltou que o trabalho nas delegacias sindicais deve também se intensificar. “É necessário ampliar a representatividade e a inserção no debate das questões locais e regionais, bem como atrair jovens para essa ação." Em Jacareí, o planejamento para 2017 deve contemplar cursos de qualificação profissional. A ideia, ainda, é aproximar cada vez mais a entidade dos engenheiros, com representantes sindicais em Igaratá, Guararema e Santa Isabel, cidades abrangidas pela delegacia.
 

Da diretoria estadual, participaram dessa primeira reunião os vice-presidentes João Carlos Gonçalves Bibbo e Carlos Alberto Guimarães Garcez, além do 3º secretário, Edilson Reis. Da regional, o presidente Roberto Benedito Requena Juvelle, os vices Joaquim Marcílio de Carvalho e Alexandre Mariano da Silva, além dos diretores Ricardo de Souza Esper, Januário Garcia, Norberto Luiz Vieira Lima e Maurílio Alves de Carvalho. Também esteve presente o 1º vice-presidente da Delegacia Sindical no Alto Tietê, Gley Rosa.

 

 

 

Comunicação SEESP

O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, foi entrevistado pela publicação “Conselho em Revista”, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea-RS), edição 117, de novembro e dezembro de 2016. Entre outros temas, a liderança dos engenheiros discorreu sobre diversos temas importantes para os profissionais e para o Brasil, como as prioridades da entidade para o ano de 2017, o projeto Cresce Brasil, os gargalos na infraestrutura nacional.

Sobre como manter a engenharia forte e unida diante do cenário social, político e econômico do Brasil, Murilo observou que é “exatamente por vivermos um momento de crise faz-se ainda mais necessária uma engenharia forte e unida (...) é extremamente importante para a categoria e para o País que a engenharia dê a sua contribuição qualificada para encontrarmos saídas às dificuldades enfrentadas”.

Para ele, depois de um período de crescimento fantástico do mercado de trabalho (entre 2003 e 2013 o emprego formal na área cresceu 87%), desde 2014 as demissões vêm superando as admissões. “Portanto, não faltam profissionais. Hoje, estão faltando oportunidades. Com relação à qualificação, os engenheiros brasileiros estão entre melhores do mundo, não há dúvida com relação a isso”, salientou.

Leia a entrevista completa aqui.


Revista CreaRS

 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional apresentará à Comissão Externa da Câmara Federal que acompanha a situação das obras paradas no País propostas nas áreas de legislação e de projetos a fim de contribuir nas ações para a retomada desses empreendimentos. A iniciativa foi definida na primeira reunião da Frente, realizada nesta quarta-feira (14/12).

 

Foto: Paula Bortolini/Assessora da Presidência
Frente Engenharia 141216 600 
Murilo (à esq.) integra mesa dos trabalhos da primeira reunião da Frente.
 

A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional foi lançada em 22 de novembro com o objetivo de debater e propor soluções, no âmbito do Congresso, aos gargalos que o Brasil enfrenta, de forma a acelerar medidas que ajudem na recuperação da economia e da infraestrutura.

Durante a discussão, o presidente da frente, deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), chamou a atenção para o prejuízo provocado pelas obras inacabadas espalhadas pelo território nacional. “As obras paradas têm custo elevado e quem paga é a sociedade brasileira”, afirmou.

Presente à reunião, o presidente da Comissão Externa da Câmara que trata desse tema, deputado Zé Silva (SD-MG), informou que os órgãos do governo federal não sabem ao certo a quantidade dos empreendimentos públicos ou públicos em parceria com a iniciativa privada que estão paralisados. Segundo ele, há uma estimativa de que as obras paradas sejam cerca de 5 mil. A partir dessa avaliação preliminar, ele está propondo a criação de um sistema de controle de obras paradas.Silva chamou a atenção para o fato de várias empresas da construção estarem falindo ou reduzindo as atividades diante da paralisação das obras por parte do governo federal.

Integrando a mesa dos debates, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, ressaltou que “a obra mais cara é a obra parada”, enfatizando ser necessário que haja um cronograma e planejamento de retomadas desses projetos. Sobre as atividades da Frente Parlamentar, Murilo disse ser esse um fórum para o debate dos problemas que o País enfrenta e para a apresentação de soluções. “A crítica que tem que ser acompanhada de sugestões e de propostas para a saída dessa crise. E falar sobre a volta do crescimento e do desenvolvimento é falar através da área tecnológica.

A próxima reunião da Frente ficou agendada para 9 de fevereiro de 2017.

 

 

Luciana Otoni
Assessoria de Imprensa FNE

 

 

 

 

 

 

Nesta semana, o JE na TV traz uma reportagem especial sobre o encontro em Barra Bonita, no interior do estado, que reuniu engenheiros de todo o País. Com o tema "Engenharia Unida – Mobilização pela retomada do crescimento e valorização profissional", o evento, ocorrido entre 24 e 26 de novembro, abordou questões fundamentais para a retomada do desenvolvimento do País, que atravessa uma crise política e econômica. O chamado à Engenharia Unida, feito pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), entidade a qual o SEESP é filiado e que organizou a atividade, foi constantemente lembrado. 

A reportagem aborda desde a abertura, que contou com cerca de mil participantes, entre dirigentes dos 18 Sindicatos dos Engenheiros filiados à FNE, representantes de câmaras e entidades municipais, do Sistema Confea/Creas, da academia, do patronato e de associações de classe, bem como estudantes, até os paineis que debateram estratégias para o enfrentamento da crise e pautas que tramitam no Congresso que ameaçam direitos já assegurados aos trabalhadores, como a Reforma da Previdência.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Confira a edição completa, abaixo:




Comunicação SEESP









O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, que também está à frente da CNTU, fala sobre a mobilização da categoria que marca a comemoração do Dia do Engenheiro neste ano, celebrado oficialmente em 11 de dezembro.

Oficialmente celebrado em 11 de dezembro, o Dia do Engenheiro neste ano tem comemoração marcada pela luta desses profissionais por reconhecimento ao seu trabalho e retomada do crescimento econômico. Em entrevista, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, que também está à frente da CNTU, falou sobre as principais reivindicações da categoria, que incluem respeito ao piso salarial e a implantação de carreira pública de Estado nas três instâncias de governo. Ainda, o dirigente destacou a mobilização por medidas que impulsionem o desenvolvimento nacional traduzido no movimento "Engenharia Unida" e pelo projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento".


Foto: Beatriz Arruda
MuriloPinheiroEngenhariaUnida 
Murilo Pinheiro fala sobre atuação da FNE durante encontro "Engenharia Unida",
realizado em novembro, em Barra Bonita/SP. 
 

Quais são as principais bandeiras de luta da FNE em defesa dos engenheiros no Brasil?
A FNE luta por remuneração justa e planos de carreira compatíveis com as responsabilidades da categoria, condições de trabalho adequadas e oportunidade de atualização profissional. Essas são as condições básicas e essenciais para que os engenheiros possam desempenhar suas funções a contento e dignamente. Nesse contexto, atuamos pelo cumprimento da Lei 4.950-A/66, que estabelece o salário mínimo profissional definido em nove salários mínimos para jornada de oito horas e em seis para jornada de seis horas. Esta lei é válida para os engenheiros que atuam em regime de CLT, mas também pode e deve ser usada pelas administrações públicas como referência na remuneração dos profissionais estatutários. Nossa federação também vem trabalhando em favor da aprovação do PLC 13/2013, que prevê a carreira pública de Estado para engenheiros e arquitetos nas três instâncias da administração. A medida seria importante fator de valorização profissional, mas principalmente garantiria quadros técnicos qualificados para atuar nos municípios, nos estados e na União. Também muito importante para que o engenheiro tenha oportunidades é que haja crescimento econômico, daí a nossa preocupação em participar do debate público sobre o tema. Isso tem sido feito, desde 2006, por meio do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento". E mais recentemente com o movimento “Engenharia Unida”.

O que é o projeto “Cresce Brasil”?
É um projeto que foi lançado em 2006 pela FNE como contribuição a um plano nacional de desenvolvimento, cujas premissas são democracia, preservação ambiental e distribuição de renda. A primeira edição, elaborada num período de estagnação econômica, defendia a possibilidade de retomada do crescimento econômico aos patamares de 6% ao ano. Isso exigia ampliar investimentos públicos e privados para 25% do PIB e promover alterações na política econômica, baixando juros e incentivando a produção. O documento que trazia essas propostas, elaborado a partir do trabalho de consultores em cada um dos temas e de vários seminários em todas as regiões do País com a participação de milhares de profissionais, apontava os gargalos em infraestrutura e o que precisava ser feito. Os temas tratados foram energia, transporte e logística, transporte público e mobilidade, comunicação, saneamento, ciência e tecnologia e agricultura. Desde então, o projeto vem sendo atualizado constantemente e vem abordando aspectos que a FNE considera mais relevantes em cada momento. Entre as várias etapas, estão uma discussão sobre as regiões metropolitanas, a crise financeira de 2008 e como superá-la, os desafios da indústria brasileira e as possibilidades trazidas pela Copa 2014 em termos de aperfeiçoamento da infraestrutura. Neste ano, lançamos um novo documento que foca as cidades, abordando a qualidade de vida da população e o desenvolvimento local. O objetivo foi travar essa discussão por ocasião das eleições municipais e, depois disso, com os prefeitos eleitos. O documento aborda o financiamento dos municípios, habitação, saneamento, mobilidade urbana, iluminação pública e internet pública.

Desde 2006, quais foram as conquistas para a categoria por meio do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento"?
O “Cresce Brasil” foi uma importante contribuição da FNE à mobilização pela retomada do crescimento. Como resultado dessa mobilização, o governo federal lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que articulou uma série de obras e projetos de infraestrutura, o que trouxe oportunidade de trabalho e relevância social para a categoria que ficou no ostracismo durante os anos de estagnação. Entre 2003 e 2013, segundo estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido da FNE, o mercado formal para o engenheiro cresceu mais de 87%. E os melhores resultados foram nos anos de maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a partir de 2007. Ou seja, o “Cresce Brasil” trouxe conquistas essenciais à categoria. Lamentavelmente, esse ciclo virtuoso na economia sofreu um recuo. Daí, hoje propormos uma mobilização ainda mais forte unindo o conjunto das entidades da engenharia.

E qual o papel do movimento “Engenharia Unida”?
O movimento “Engenharia Unida” é uma ampla coalizão que reúne os engenheiros e demais profissionais da área tecnológica, por meio dos sindicatos, associações representativas, conselhos profissionais, universidades, empresas e entidades patronais. A proposta é que essa aliança possa oferecer saídas às dificuldades enfrentadas pelo País na atualidade e contribuir com o permanente avanço no futuro. A bandeira principal desse movimento é a retomada do desenvolvimento socioeconômico, contando com a imprescindível valorização da engenharia e dos seus profissionais. Durante o encontro "Engenharia Unida - Mobilização pela retomada do crescimento e valorização dos profissionais”, realizado na cidade de Barra Bonita (SP), nos dias 24, 25 e 26 de novembro, foram afirmados os objetivos do movimento, sintetizados na “Carta de Barra Bonita”.

O que propõe essa coalizão para enfrentar a crise?
Em linhas gerais, é preciso adotar medidas que estimulem a produção e garantam mais produtividade à nossa indústria e valor agregado aos nossos produtos. Isso exige inovação e é uma tarefa da engenharia. Como consequência, é preciso abandonar a lógica de favorecimento ao rentismo, ou seja, os juros altos que remuneram a especulação e desestimulam o investimento produtivo. Também é necessário que o Estado retome os investimentos em infraestrutura para que tenhamos condições melhores de produção e também para movimentar a economia. Um passo importante seria retomar as milhares de obras paradas existentes no País.

Qual a importância do movimento “Engenharia Unida” para as demandas atuais dos profissionais da engenharia?
O movimento “Engenharia Unida”, ao formar uma ampla coalizão de profissionais, tem o potencial de fortalecer a luta e o encaminhamento de reivindicações dos engenheiros e demais profissionais da área tecnológica. Certamente, esse conjunto de muitas vozes unidas será mais facilmente ouvido que cada profissional ou cada entidade atuando isoladamente. Com o mote da retomada do crescimento e valorização dos profissionais, a “Engenharia Unida” traz em sua pauta questões essenciais para a categoria, como o salário mínimo profissional e a carreira pública de Estado.

Na sua avaliação, como devem ser os profissionais de engenharia que vão para o mercado? A FNE atua nesse campo de formação?
Em primeiro lugar, é preciso uma sólida formação, com ensino de excelência. Também, o currículo deve compreender, além das matérias básicas e técnicas, competências que são necessárias para o exercício bem-sucedido da profissão nos dias de hoje. Isso inclui capacidade de trabalho em equipe, espírito empreendedor, capacidade de se comunicar bem. O aluno de engenharia deve aprender a aprender sempre e ser incentivado a criar, fazer, ousar. Também deve desenvolver um profundo senso de responsabilidade social e ambiental. É com essa mão-de-obra que contamos para construir um país avançado. A FNE atua nesse campo debatendo o tema por meio do “Cresce Brasil” e apoiando o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), criado e mantido pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), que atua dentro dessa perspectiva. Indo para a quarta turma de Engenharia de Inovação no próximo semestre, o projeto tem se mostrado um sucesso.


 

Rita Casaro
Comunicação FNE







Profissionais e lideranças da área tecnológica participaram na noite de quarta-feira (30/11) do II Seminário de Valorização Profissional, realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (Crea-SC), em Florianópolis. A programação incluiu palestras e debates sobre temas relevantes como: “Engenharia Unida”, pelo presidente da FNE, Murilo Pinheiro; e “A Interação das Engenharias e a Importância dos Profissionais no Mercado de Trabalho”, pelo presidente da Matec Engenharia SP, Luiz Augusto Milano. Os trabalhos foram iniciados com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da Chapecoense.


Foto: Paula Bortolini
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Pinheiro na apresentação da palestra "Engenharia Unida", no auditório do Crea-SC.
 

À abertura, o presidente do Crea catarinense, Carlos Alberto Kita Xavier, disse que o objetivo do seminário era “evidenciar e valorizar o papel dos profissionais do Sistema Confea/Crea como agentes transformadores da sociedade, promotores da segurança e da qualidade de vida da população”. E conclamou: “O Brasil necessita urgente de um projeto de desenvolvimento em longo prazo com a participação efetiva dos profissionais da área tecnológica, tendo como vanguarda o conhecimento técnico científico.”

Pinheiro, inicialmente, falou sobre o pesar e comoção do Brasil em relação à tragédia com o time da Chapecoense e jornalistas, solidarizando-se com o povo de Santa Catarina e de Chapecó. Na palestra, a liderança apontou as preocupações nacionais com as medidas governamentais, destacando as votações recentes da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 e do pacote anticorrupção. Além disso, salientou Pinheiro, as obras paradas também causam preocupação e criam um ambiente de insegurança ao desenvolvimento nacional, defendendo a retomada urgente desses empreendimentos. Sobre essa questão, o dirigente falou da importância da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento criada pelo deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), no dia 22 de novembro último, em Brasília.

O presidente da FNE, tomando como base a Carta de Barra Bonita, resultado do encontro da Engenharia Unida, realizado entre 24 e 26 de novembro último, defendeu a importância de um pacto nacional, a partir do qual se pense num grande planejamento para a retomada dos investimentos públicos e privados.  São atitudes urgentes para enfrentar a delicada situação pela qual passa o País, “com 12 milhões de desempregados”. Ele ressaltou o papel protagonista que engenheiros e demais profissionais da área técnica têm na formulação de propostas para saída da recessão e da contribuição da FNE com o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – criado em 2006 pela entidade e que reúne um conjunto de propostas técnicas para diversas áreas.

Nesse sentido, Pinheiro cobrou a inclusão dessas categorias no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado “Conselhão”, cujas atividades foram retomadas pelo governo Temer no dia 21 de novembro. O dirigente informou que tal pleito da Engenharia Unida já foi encaminho ao presidente da República.

Na mesma linha em defesa do desenvolvimento e da justiça social, Pinheiro observou que o País precisa evitar um quadro ainda maior de instabilidade o que será impossível caso sejam retirados direitos adquiridos dos trabalhadores constantes na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mostrando que tal luta também faz parte da valorização profissional dos engenheiros.

Apesar do cenário complicado do País, Pinheiro fez questão de dizer que está otimista quanto ao futuro e que acredita na força da Engenharia Unida para contribuir muito no processo de retomada do crescimento. “Os cidadãos esperam isso dos profissionais da área tecnológica”, vaticinou. Por fim, Pinheiro convidou os presentes a participarem efetivamente do movimento com sugestões, discussões e propostas.

Prestigiaram a abertura do evento os coordenadores adjunto da comissão de Valorização Profissional, Cesar Luiz Corbellini, do Colégio de Diretores Regionais do Crea-SC, Abelardo Pereira Filho; o presidente do Senge-SC, Fábio Ritzmann, e o diretor José Antônio Latrônico Filho; o diretor da Credcrea, José Wilson Alexandre e os diretores da FNE Carlos Bastos Abraham e José Carlos Rauen. O evento tem a coordenação do conselheiro do Senge no Crea-SC, Cesar Corbelini.


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessora da presidência Paula Bortolini e do Crea-SC







 

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