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seminário mobilidade

 

Os projetos brasileiros premiados e finalistas da América Latina em 2017 pela União Internacional de Transportes Públicos (UITP) foram apresentados em São Paulo nesta terça-feira (13), durante seminário promovido pela organização, com o apoio do SEESP e do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), mantido pela entidade paulista. Intitulada “Mobilidade urbana e tendência mundial”, a atividade ocorreu no auditório do sindicato. Por suas iniciativas em transporte público e mobilidade, os melhores da região foram agraciados durante o UITP Global Public Transport Summit, entre 15 de 17 de maio, em Montreal, no Canadá. Tal evento ocorre a cada dois anos para discutir o futuro da mobilidade urbana. Nesta edição, reuniu 2.700 delegados de 84 países no seminário sob o tema “Liderando a transição” e mais de 10 mil visitantes na feira com 330 expositores. No ensejo, foi possível observar a grande quantidade de inovação no setor, desde o gerenciamento de dados (big data) até os pioneiros veículos autônomos.

Ao trazer esses resultados ao público brasileiro, a UITP jogou luz sobre as tendências mundiais à mobilidade urbana. Abrindo o evento, o coordenador do Conselho Assessor de Mobilidade do Conselho Tecnológico do sindicato e presidente da união internacional, Jurandir Fernandes, destacou a iniciativa como “uma primeira janela de debates para se extraírem temas subsequentes e se aprofundar”. O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, apontou: “Temos que pensar a mobilidade na Grande São Paulo como um todo, integrada.” Já o tenente-coronel Marcelo Vianna, comandante de trânsito da Polícia Militar de São Paulo, afirmou: “Não há nenhuma solução que não a comunhão de esforços e entendimento do poder público e iniciativa privada.” Ao encontro dessa visão, o presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, salientou: “Essa discussão de saídas para a retomada do crescimento e desenvolvimento nacional, é parte da ‘Engenharia Unida’.” O movimento em questão é um chamado da FNE à articulação dos diversos setores e organizações da área tecnológica na busca por soluções factíveis à crise atual.

Nessa direção, no primeiro painel, Jurandir Fernandes apresentou as tendências mundiais à mobilidade urbana. “É preciso enxergá-las para não continuarmos a fazer mais do mesmo. É necessário, contudo, também evitar o vício da imitação barata. É importante olhar para o que está acontecendo, ver os erros e acertos.” Ao traçar histórico sobre a evolução e tendências na área desde final do século XIX, ele lembrou que o que antes era considerado ficção científica hoje é realidade. Por exemplo, na digitalização, com dados abertos e coleta automática de dados online, colocando a mobilidade integrada com outras atividades, como um serviço. Um exemplo é a possibilidade de orientação no trânsito via aplicativos, como um relógio de pulso com leitor de voz. “Há forte inovação de produtos, negócios, materiais, tecnologia embarcada. E o transporte público é porta de entrada.” Entre essas, apresentadas em Montreal, Fernandes citou a possibilidade de viagens compartilhadas sob demanda, com roteamento online e algoritmos calculando rotas mínimas, e os veículos autônomos, com automação e mesmo sem condutor. “Muitos países os têm adotado, com itinerários e horários fixos. Cingapura já está fazendo a implantação. Há utilitários de limpeza urbana totalmente automáticos.” O presidente da UITP assinalou ainda a última tendência: eletrificação. “Diversos países assinaram tratados sobre questões ambientais. Em 2015, houve um salto na frota de veículos elétricos, que alcançou um milhão, sendo 340 mil exclusivamente a bateria, quase 99% na China, com perda de espaço aos híbridos e aos trólebus. Hoje são 2 milhões de veículos elétricos no total e a projeção da International Energy Agency (IEA) é que cheguem a 9 a 20 milhões em 2020 e 40 a 70 em 2025, conforme as perspectivas mais ou menos otimistas.” Ele citou as cidades de Shenzhen, na China, com projeto de eletrificação total ainda neste ano, além de Montreal em 2022 e Paris, capital da França, em 2025. 

Projetos apresentados
Em seção coordenada por Valeska Peres Pinto, coordenadora do Programa UITP, foram apresentadas as melhores práticas em promoção e comunicação do transporte público que foram destaque em Montreal e no financiamento e modelo de negócios, com a Addax/Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) recebendo o prêmio mundial por projeto de concessão no formato parceria público-privada. Flavio Chevis, CEO da Addax, abordou este último tema como tendência mundial e falou sobre a ação agraciada, relativa a sistema integrado na Região Metropolitana da Baixada Santista.

Já em relação à promoção e comunicação, foram três campanhas: a premiada relativa à marca de 6 milhões de usuários do cartão BOM, pela Autopass, com apresentação do diretor de Marketing da empresa, Roberto Sganzerla; a também agraciada referente ao “projeto lotação próximo trem”, que apresenta informação ao usuário da Linha 4 do metrô, segundo informou o vice-presidente da UITP e presidente da ViaQuatro, Harald Zwetkoff, sobre quando o trem vai chegar e qual o carro mais vazio, “uma inovação tecnológica”; e a contra o abuso sexual no metrô de São Paulo, apresentada por Cecilia Guedes, chefe do Departamento de Relacionamento com o Usuário da companhia. Na categoria APPs coletivos (aplicativos), o projeto finalista pela colaboração e análises de dados de mobilidade da startup Scipopulis foi colocado em pauta pelos seus diretores Julian Monteiro e Marcio Cabral. Também participou dos painéis Eleonora Pazos, diretora da UITP América Latina.

Ao final, debate moderado por Fernandes teve a participação de Zwetkoff, Joaquim Lopes, presidente da EMTU/SP, Murilo Pinheiro e Saulo Krichanã Rodrigues, diretor-geral do Isitec. Este último apresentou o que motivou a criação desse instituto, mantido pelo SEESP: diagnóstico e demanda apontados no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da FNE, de que o conhecimento é mola propulsora do desenvolvimento nos países e é necessário formar mais e melhores engenheiros no País. Nesse contexto, desenvolveu-se no Isitec a pioneira graduação em Engenharia de Inovação, cujo processo seletivo para a quinta turma está com inscrições abertas até a próxima terça-feira (20). Ainda de acordo com Krichanã, entre os cursos de extensão universitária, um dos focos é mobilidade. Mais informações no site www.isitec.org.br.

 

 

Soraya Misleh
Comunicação SEESP

 

 

Murilo Pinheiro * 

A volta da economia a uma trajetória de crescimento passa pelo fortalecimento da presença do Estado como indutor do investimento em infraestrutura. Sem essa retomada pelo governo federal do seu papel de dinamizador das obras de caráter estrutural e estruturante, o país corre o risco de repetir uma expansão episódica, marcada por altos e baixos.

A importância do investimento na melhoria da vida da população brasileira é o tema central da publicação Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Cidades, um projeto que vem sendo conduzido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) desde 2006.

Em sua versão mais recente, o Cresce Brasil apresenta um diagnóstico dos principais problemas das cidades e as soluções a serem adotadas para aumentar a qualidade de vida da população. No documento, aponta-se, por exemplo, que serão necessários R$ 273 bilhões até 2033 para reposição e expansão de sistemas de fornecimento de água e de esgoto sanitário.

Em outro tema relevante, o Cresce Brasil aborda os avanços disponíveis para aprimoramento da iluminação pública por meio da tecnologia LED. O uso em larga escala desses sistemas pode gerar redução de até 50% na despesa com energia elétrica das prefeituras brasileiras.

No segmento da moradia, o documento lembra que há uma carência de mais de 5,8 milhões de domicílios no país, um número que considera tanto as famílias que não possuem moradias como aquelas que moram em edificações inadequadas. O conteúdo desse documento pode ser acessado no endereço virtual www.crescebrasil.org.br.

Ao apontar a necessidade de investimento em segmentos distintos, o Cresce Brasil lista alternativas de gestão das contas públicas de forma a se criar as condições para os gastos de capital. Nesse sentido, o documento recomenda gestão financeira voltada para a ampliação da base de arrecadação.

No atual cenário, em que é notória a necessidade de expansão do investimento, os engenheiros chamam a atenção para o risco da paralisação de milhares de obras públicas espalhadas pelo país. Os cerca de 5 mil canteiros abandonados Brasil afora são o retrato de um duplo prejuízo: primeiro, pela perda de verbas públicas; segundo, pela falta que tais obras concluídas representam para a população.

Com o país arcando com os custos de uma pesada recessão, a retomada das obras públicas ajudaria a formar novas frentes de trabalho, gerando emprego, renda. A medida também contribuiria para dinamizar a microeconomia em diversas localidades, transmitindo uma mensagem positiva de recuperação da infraestrutura nas mais diferentes áreas.

Ao defender o resgate dessas obras, a Federação Nacional dos Engenheiros reafirma a postura e o trabalho do Movimento Engenharia Unida em prol do desenvolvimento e do aumento da qualidade de vida dos brasileiros. Esse alerta e o apelo para que esses empreendimentos sejam reiniciados são contribuições que a engenharia e os engenheiros têm a dar nesse momento de recuperação da economia.

 


Murilo Pinheiro, presidente do SEESP, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais (CNTU). Artigo publicado, originalmente, no site Congresso em Foco, em 13/06/2017

 

 

 

 

 

Ricardo Noblat*

A formação de um engenheiro constitui-se numa árdua tarefa, que se inicia por um processo de sedução pela profissão, dirigido aos jovens do ensino médio. Por isso, vejo com alguma preocupação o processo de crescimento dos nossos cursos, em que muitas das estruturas curriculares estão bem distantes daquilo que se espera para um profissional qualificado e com as ferramentas necessárias ao enfrentamento dos desafios trazidos pelos continuos avanços da tecnologia. Uma das causas dessas dificuldades vem da qualidade insuficiente do ensino médio.

Também é preciso ter em mente que, nos tempos atuais, o intervalo de tempo decorrido entre uma descoberta nas bancadas dos laboratórios, ou uma inovação, e a sua inevitável obsolescência está sendo cada vez menor.

A educação do engenheiro moderno compreende a geração das culturas da educação continuada, da inovação e do empreendedorismo. As estruturas curriculares devem assegurar inúmeras habilidades, como a argumentação e síntese associada à expressão em língua portuguesa, a assimilação e aplicação de novos conhecimentos, o raciocínio espacial lógico e matemático, o raciocínio crítico, observação, interpretação e análise de dados e informações, a leitura e interpretação de textos técnicos. Todas elas são decisivas para o exercício profissional na sociedade do conhecimento.

Como a inovação depende do ambiente social, das tecnologias em uso num dado momento e do conhecimento cientifico disponível, esta formação necessita ser abrangente e multidisciplinar, garantindo uma sólida preparação nas disciplinas que irão se constituir na base do exercício profissional, como matemática, física e química, e habilitando os novos profissionais a ocupações nas suas áreas, ou mesmo em outras áreas, já que as profissões se transformam e, em alguns casos, desaparecem.

É importante também fazer com que a formação do engenheiro brasileiro se realize por meio de uma forte articulação da universidade com a empresa inovadora, seja pelo estímulo à criação de incubadoras e parques tecnológicos, seja pela realização de projetos conjuntos. Estágios supervisionados são indispensáveis do processo de formação.

Além disso, é igualmente importante atrair talentos de outros países e reconhecidos pela sua capacidade inovadora.

Temos hoje cerca de 600 mil estudantes matriculados em nossos 3 mil cursos de graduação de engenharia, com baixíssimo percentual de conclusão, pois andamos por volta dos 50 mil diplomados anualmente (a Rússia forma mais de 400 mil e o México 115 mil).

O número de matriculados corresponde a menos de 10% do total de estudantes no ensino superior. Outro dado ruim é que apenas 42% trabalham em sua área de formação e desses, só 50% estão na indústria.

A recuperação da economia exige muitas medidas simultâneas aos ajustes econômicos e financeiros, entre elas a formação de quadros técnicos, a capacitação daqueles que já estão no mercado e o aumento da oferta de novos postos de trabalho. Por isso, priorizar os conteúdos locais (proporção dos investimentos nacionais aplicados em bens ou serviços e que representam a parcela de participação da indústria nacional na sua produção) e apoiar efetivamente às micro e pequenas empresas, que certamente permitirão o aumento da demanda por engenheiros e técnicos, reformular os currículos, e incrementar as relações universidade-empresa, são algumas das ações necessárias.

A crise atual, que todos os brasileiros esperam estar sendo superada, não pode e não deve servir de justificativa para o descumprimento dessas tarefas.

 


Ricardo Noblat, jornalista. Texto publicado, originalmente, no seu blog no jornal "O Globo", de 13/06/2017

 

 

 

 

No dia 19 de junho próximo, às 18h30, será realizado o seminário “Petróleo, Petrobras, engenharia nacional e a retomada do crescimento”, na sede do SEESP, na capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista). A atividade é uma realização conjunta da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), além do sindicato.

Arte: Eliel Almeida


As entidades realizadoras destacam que a indústria do petróleo se sobressai mundo afora como um dos principais vetores ao crescimento socioeconômico e como fundamental no desenvolvimento de diversas áreas da engenharia. No Brasil, mesmo depois da quebra do monopólio e dos leilões de concessão na década de 1990, a Petrobras sempre desempenhou com maestria esse papel.

Nos últimos meses, contudo, essa realidade mudou. Os investimentos minguam e/ou “migram” para outras nações. Licitações bilionárias (em dólares) se dão sem a participação de empresas brasileiras. Em consequência, o desmantelamento da engenharia nacional, com cortes em pesquisa, gestão deficiente, desvios e desemprego em toda a cadeia produtiva.

É hora de aglutinarmos forças, discutir esses temas, conscientizar a população a respeito dos equívocos e inverdades propagados e contribuir com soluções factíveis para que a indústria do petróleo traga reais benefícios à sociedade, com a restauração da cadeia produtiva e a retomada do crescimento da economia em bases mais seguras. É a proposta do seminário “Petróleo, Petrobras, engenharia nacional e a retomada do desenvolvimento”.

Programação

Abertura

Palestras

Desinvestimento e desestruturação da Petrobras
* Fernando Siqueira, vice-presidente da Aepet

A degeneração da política de conteúdo nacional
* Francisco Gonçalves, delegado da Aepet para a Grande São Paulo

Situação financeira da Petrobras x capacidade de investimento
* Ildo Sauer, professor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor da Petrobras

 

Comunicação SEESP

 

 

Foi criada no dia 1º de junho último a Frente Parlamentar Acreana de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento. A iniciativa do deputado estadual Lourival Marques (PT) mobilizou engenheiros, autoridades e representantes da categoria para uma agenda que começou às 10h, na Assembleia Legislativa do Acre. Murilo Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do SEESP, participou da mesa de abertura ao lado do presidente da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional do Congresso Nacional, deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), que foi homenageado em moção assinada pelo presidente da Casa, Ney Amorim. Junto com eles, os presidentes do Senge-AC, Sebastião Fonseca, do Crea-AC, Carminda Pinheiro, e o prefeito de Rio Branco, Marcos Alexandre, debateram os desafios da iniciativa para o estado. Nas palavras de Amorim, o lançamento da frente foi um dia importante do Poder Legislativo do Acre. Presitigiaram a iniciada secretários de Estado e integrantes da diretoria da FNE.


Fotos: Paula Bortolini
850 Acre Murilo
Murilo destaca em discurso do lançamento da frente, no Acre, o protagonismo da engenharia para a retomada do desenvolvimento do País.

Murilo enfatizou a importância da Frente acriana como mais um espaço para onde convergem as preocupações da engenharia, as questões do crescimento e desenvolvimento do País. Ele prevê que a iniciativa vai se repetir em outros estados que ainda não formaram sua frente parlamentar e seguir a mesma tendência do movimento Engenharia Unida, que tem ampliado seu alcance, discutindo propostas de incremento econômico, geração de empregos e busca de melhorias para a sociedade brasileira. Esse protagonismo, na visão de Murilo, vai ajudar a mostrar que o Brasil é maior do que a crise. Já o deputado Marques salientou que a criação da frente é um ato de reconhecimento que a engenharia é indispensável à sociedade.

A engenharia em casa no Acre

Estar no Acre é particularmente significativo para a luta dos engenheiros por valorização profissional. Trata-se do único estado a aplicar, com a Lei Cartaxo, o salário mínimo profissional dos engenheiros em todo o estado, além da carreira de Estado, que ainda não é uma conquista no País. Marques falou da engenharia no cotidiano de Rio Branco, na Cidade do Povo, as 3.340 habitações, creches e equipamentos para os moradores. Afirmou que é preciso "acompanhar as obras, como parlamentares e fiscais do povo, fazer parte das discussões da engenharia no estado".

Para o presidente do Senge-AC, a responsabilidade da engenharia no momento difícil pelo qual passa o País é deAssembleia Legislativa do AcreAssembleia Legislativa do Acre atuar pela retomada do crescimento, geração de empregos e melhores condições de vida. São desafios que dependem de grande articulação e mobilização - papéis da frente e do movimento Engenharia Unida. O sindicalista cumprimentou o presidente da FNE, também por ser um "conterrâneo riobranquense que sempre apoiou a engenharia acriana". Sob seu incentivo, "a Engenharia Unida tornou-se um movimento concreto", acrescentou Carminda Pinheiro.

Proteger a engenharia e o emprego

O homenageado do dia, Ronaldo Lessa, também agradeceu o apoio da FNE à Frente Parlamentar do Congresso Nacional e disse que o Acre tem dado exemplo de organização e trabalho e que alguns estados já instalaram a frente em suas assembleias. Além da luta pelo reconhecimento da influência da engenharia na vida das pessoas e de sua valorização profissional - como a conquista da carreira de Estado do Acre e a luta pela aprovação no Congresso Nacional -, Lessa elencou vários desafios da sociedade que também são da frente nacional: resistência à imposição dos banqueiros e das privatizações; necessidade do fortalecimento da soberania nacional; defesa do conteúdo local; retomada das obras paralisadas, entre outros. Ele defendeu o combate à corrupção, com punição dos culpados, mas sem confundir os problemas com a engenharia, os empregos e a indústria nacional. Os jovens que se formam na área tecnológica, segundo ele, devem trazer um novo olhar para o mundo.

O prefeito de Rio Branco reconheceu que a Engenharia Unida tomou o País e se colocou no centro do debate nacional da retomada do crescimento e desenvolvimento. Ele testemunhou o quanto a engenharia foi desafiada com as terríveis enchentes dos rios Acre e Madeira nos últimos anos, precisando encontrar soluções de recuperação das cidades, com projetos desenvolvidos que possibilitaram a busca de recursos e a implementação bem-sucedida. Para ele, o movimento e as frentes parlamentares precisarão apontar agora os caminhos do planejamento nacional do setor.

Reunião com o governador

Debate na TV Acre/SBTDebate na TV Rio Branco/SBT.O lançamento da Frente da Engenharia do Acre incluiu audiência da delegação com o governador Tião Viana, em que Murilo lembrou que o movimento Engenharia Unida nasceu e tem se fortalecido no estado. A visita foi ocasião para um breve balanço do governador sobre avanços e iniciativas no estado e na capital que envolveram esforços da engenharia: o projeto Cidade do Povo e o Complexo de Piscicultura foram dois exemplos. Outro tema do seu interesse foi a educação - o Estado prepara o anúncio do fim do analfabetismo até fevereiro de 2018 - e a formação profissional, para que os jovens possam adaptar a engenharia às constantes mudanças do mundo, que impactam o futuro das profissões.

Além dos compromissos político-institucionais e de um encontro com o Senge Jovem, a agenda do presidente da FNE incluiu a participação em um programa da TV Rio Branco/SBT no qual o lançamento da frente local foi tema de debate.

 

 

Redação FNE
Com informações de Paula Bortolini

 

 

 

 

O programa de televisão Jornal do Engenheiro, que foi ao ar nesta semana a partir do dia 22 último, traz entrevista especial com o secretário municipal de Inovação e Tecnologia da cidade de São Paulo, Daniel Annenberg. A pasta foi criada, no início deste ano, na atual administração municipal. Segundo o titular, o objetivo é mostrar como é fundamental pensar, discutir e elaborar soluções a partir das novas tecnologias. Para tanto, informou o secretário, já estão sendo delineados projetos que visam ajudar o cidadão em diversos setores. Um desses, avisou, é o projeto “Empresa fácil", que visa facilitar a abertura de empresa, que, de acordo com Annenberg, hoje leva mais de 100 dias. 

O JE na TV apresenta uma importante e didática reportagem sobre os processos seletivos a distância, usando o mundo digital para isso. A nossa produção conversou com especialistas na área que ensinam dicas de como tirar o melhor proveito dessas ferramentas online

Já o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, no seu quadro semanal “No Ponto”, aborda a importância do movimento Engenharia Unida em apresentar propostas factíveis à saída da crise econômica, à retomada do desenvolvimento e, principalmente, à valorização dos profissionais da área. Nesse sentido, como destacou em sua participação, é importante o trabalho da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento, presidida pelo deputado federal Ronaldo Lessa (PSB-AL), que, entre outros temas, se debruça em agilizar a tramitação do Projeto de Lei 13/2013 no Congresso Nacional. A matéria cria a carreira pública de Estado para engenheiros, agrônomos e arquitetos. 

Confira essas notícias importantes para o mundo da engenharia e do desenvolvimento assistindo ao JE na TV toda semana. O programa é exibido às segundas-feiras, na capital paulista, pela TV Aberta SP, às 19h30, nos canais 9 (NET), 8 (Fibra 8) e 186 (Vivo TV). Ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE é transmitido também para 50 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos. Confira a grade aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

O secretário Nacional de Relações do Trabalho, Carlos Cavalcante de Lacerda, participou, na manhã desta terça-feira (16/5), em Brasília, de encontro com dirigentes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU). Na ocasião, ele destacou a relevante contribuição dessas entidades ao debate sobre a retomada do crescimento econômico. “Sobre as obras inacabadas, o governo deveria ouvir engenheiros”, exemplificou. Nesse sentido, o secretário enfatizou também a necessidade de um projeto de desenvolvimento e geração de emprego no País, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.


Fotos: Edgar Marra
Encontro foi prestigiado por dirigentes da FNE e da CNTU de todo o País.

Lacerda, que tem origem no movimento sindical dos metalúrgicos do Amazonas, aproveitou a oportunidade para afirmar a disposição de atuar de forma ampla na Secretaria. “Atendemos todo mundo, independentemente de central. Lá, eu não abri as portas, eu tirei as portas”, garantiu. Ele também manifestou preocupação com o aprimoramento da estrutura do Ministério do Trabalho e Previdência Social, que, ao longo das últimas décadas, vem perdendo relevância no conjunto do governo.

Para o secretário, é essencial ainda o fortalecimento do movimento sindical e a manutenção de fontes de custeio para as entidades que representam os trabalhadores, daí ser fundamental ampliar o debate sobre esses temas, hoje em discussão no Congresso.

Ao final, o presidente da FNE e da CNTU, Murilo Pinheiro, saudou o trabalho que vem sendo desenvolvido na Secretaria por Lacerda: “É um trabalho sério e é importante que continue.” Também participou do encontro o coordenador-geral de Registro Sindical da Secretaria, Leonardo Cabral Dias.

 

Rita Casaro
Comunicação FNE

 

 

 

Por iniciativa do deputado Inácio Loiola (PSB), a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas lançou, na manhã desta sexta-feira (5/05), em sessão solene, a Frente Parlamentar de Engenharia Alagoana. A iniciativa foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares, porque é uma antiga reivindicação dos profissionais do sistema que envolve o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Confea/Crea). O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, participou do evento e na sua fala destacou a importância da Frente em relação ao crescimento e desenvolvimento do País, assim como a da união dos profissionais como imprescindível à valorização da categoria. “As frentes parlamentares estaduais de engenharia trazem para nós a possibilidade de termos um palco a mais de discussão sobre o desenvolvimento do País”, afirmou.


Foto: Vinícius Firmino/Crea-AL
Murilo Pinheiro, à esquerda, discursa no lançamento de frente da engenharia em Alagoas. Mais um esforço pela valorização da área.

Já o autor da proposição salientou que o Poder Legislativo dá um passo importante em direção à promoção do crescimento de Alagoas e da melhor utilidade e direcionamento dos recursos públicos voltados à edificação de obras estruturantes. “A Frente Parlamentar de Engenharia Alagoana nasce em um momento conjuntural bastante desafiador pelo qual passa o Brasil com alta recessão, elevado índice de desemprego e paralisação de obras. Neste sentido nada mais justo do que essa união entra o parlamento estadual e estes profissionais que podem contribuir para a elaboração e a execução de projetos que proporcionem benefícios e segurança à sociedade”, afirmou Loiola.

O lançamento foi prestigiado pelo deputado federal Ronaldo Lessa (PSB), que preside a Frente Parlamentar Mista de Infraestrutura, Engenharia e Desenvolvimento Nacional no Congresso Nacional. Ele parabenizou a iniciativa da Casa, por entender que é importante se criar frentes estaduais em apoio ao trabalho da mesma iniciativa no Legislativo federal. Para ele, os profissionais da área precisam ser valorizados em todos os níveis de governo, defendendo, para isso, o projeto que tramita em Brasília que institui a carreira de estado para engenheiros e arquitetos nos Executivos. “Somos os profissionais presentes em todos os momentos de uma sociedade. Se você mora, precisa do engenheiro. Se você se desloca, precisa do engenheiro”, defendeu. E acrescentou: “A engenharia tem a missão de transformar os bens naturais em produtos ou serviços que ajudam a melhorar a qualidade de vida do ser humano.”

Lessa disse ainda que o País não pode ir em frente sem esses profissionais, que garantem segurança, conforto, alimento e desenvolvimento à sociedade. “Até na medicina estamos presentes de forma decisiva”, ressalvou. O parlamentar criticou a falta de um projeto de Nação que daria um norte ao País. “Esse projeto vai vir quando a engenharia tiver o seu papel de destaque junto aos governos, e seus profissionais valorizados.”

 

Engenharia Unida
O presidente do Crea alagoano, Fernando Dacal, em discurso firme, lamentou que governos ainda tenham a coragem de pagar um salário de R$ 2 mil a um engenheiro. Por isso, ele defendeu enfaticamente o movimento Engenharia Unida, lançado pela FNE em março de 2016. “Juntamente com a frente lançada hoje, o que estamos vendo é a constituição de uma marcha pela valorização dos nossos profissionais.”

Para Dacal, no momento em que o País está praticamente de cabeça para baixo, com graves problemas éticos e morais, se faz necessária, mais do que nunca, a unidade da categoria. E reivindicou que engenheiro deve ser fiscalizado por engenheiro. “Não dá para discutir técnica com quem não é técnico”, criticou. Ao mesmo tempo, lamentou a abertura do País ao capital estrangeiro, o que significa, alertou ele, “tirar o nosso emprego”.

O deputado Leo Loureiro (PPL) destacou o papel fiscalizador que poderá ser exercido pela Frente local, principalmente em obras que deem às pessoas idosas e com deficiência uma vida plena e mais saudável. “Não se pode mais gastar de forma errada. A população precisa de respostas nas obras bem feitas e mais baratas e essas frentes estaduais nascem para que possamos melhorar, desburocratizar e diminuir o custo da construção civil. Tudo é feito pela engenharia, principalmente na questão da acessibilidade, daí a importância do profissional de engenharia para uma obra bem projetada”, disse.

Ao final da sessão, Dacal informou que a 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) será realizada, em 2018, em Maceió. A solenidade contou também com as presenças do deputado Bruno Toledo (Pros), engenheiros, agrônomos, além de representantes do Confea e dos Creas dos estados de Pernambuco e Sergipe; além do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Por ampla maioria, a chapa única “Trabalho-Integração-Compromisso”, encabeçada por Murilo Pinheiro, foi eleita pelos engenheiros associados ao SEESP para o próximo quadriênio (2018-2021). Foram 14.012 votos a seu favor, ante 410 em branco e 78 nulos. Ou seja, 96,6% de aprovação. O pleito ocorreu pela Internet entre 6 e 10 de abril. No último dia, foram disponibilizadas mesas receptoras na sede do SEESP, na Capital, e em suas delegacias no Interior. 

 “O voto online proporciona facilidade e maior participação. Esse número é positivo e muito significativo”, comemorou o presidente da Comissão Eleitoral do SEESP, Francisco Carlos Castro Rodrigues Netto. Ele considerou o pleito um sucesso, superior inclusive ao último, em 2013, que contou com 11.271 eleitores. Na sua opinião, isso amplia a responsabilidade da gestão que vem pela frente, “o que é bom, a diretoria quer”.

 Para o engenheiro civil da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) Francisco da Silva Santos, o resultado quase unânime é resposta ao “bom trabalho que vem sendo feito”. Já que muitas vezes não consegue estar pessoalmente na entidade, conforme contou, Santos resolveu votar na sede do SEESP, aproveitando assim para dar uma “passada” e ver como estão as coisas. “Sempre acompanho pelo Jornal do Engenheiro e gosto muito do que vejo. Mesmo não sendo tão presente, pensei em contribuir para o sindicato continuar com a atuação que tem hoje”, disse.

 A mesa receptora no processo eleitoral do SEESP é uma tradição simbólica, já que o voto pela Internet é adotado pela instituição desde 2001. Os associados aptos a participar receberam em casa uma correspondência com um passo a passo de como votar e a senha randômica para acesso único. Segundo o diretor adjunto do SEESP Henrique di Santoro Junior, esse sistema “dá visão de um processo individual e transparente na busca de uma eleição clara e reta”.

 Nas delegacias sindicais, poucas pessoas optaram por comparecer. “A comunicação da matriz foi rápida e eficiente na orientação (de como votar). Tudo ocorreu na mais perfeita ordem”, salientou a secretária da subsede no Grande ABC, Ivete Ghirelli. “Como estamos conectados o tempo todo, os profissionais preferiram votar de onde estavam, devido à facilidade”, elogiou Jesse Moises dos Santos, assistente administrativo da delegacia em Guaratinguetá.

 O engenheiro metalurgista Carlos Eduardo Gaspar dos Santos ressalta a importância de escolher seu representante sindical pelo voto. “Toda eleição é sinal de democracia”, afirma. O diretor do SEESP Balmes Vega Garcia atestou: “Nesse processo sempre vence a vontade dos associados.”

 

 Trabalho, integração e compromisso

 Reeleito para seu quinto mandato como presidente, Murilo Pinheiro comemorou o resultado como um voto de confiança dos associados. “Recebemos um aval para seguir com os projetos de fortalecimento e crescimento da nossa entidade, com a luta em defesa dos engenheiros e o trabalho em benefício dos filiados”, afirmou. Com 82 anos de trabalho, o sindicato tem atualmente mais de 60 mil associados e representa aproximadamente 200 mil profissionais em todo o Estado.

 Composta por lideranças que vão atuar nas 25 delegacias sindicais do SEESP, a diretoria eleita será empossada em janeiro de 2018. Murilo enfatiza que os desafios estão colocados desde já, diante de medidas governamentais que representam ataque a direitos históricos dos trabalhadores e ao movimento sindical. Assim, frisou que os engenheiros, por meio do SEESP, estão “firmemente engajados na luta contra tais propostas, como a reforma da Previdência Social, que restringe o direito à aposentadoria, a terceirização irrestrita, que precariza o trabalho, e a mudança da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que elimina conquistas históricas”. Ele ressaltou que é papel da entidade organizar e mobilizar a categoria na resistência a essas medidas, pois “é função principal (do SEESP) defender seus interesses coletivamente”.

 Dentre as propostas da chapa está a luta pelo desenvolvimento do Estado e do País, o que, na visão do presidente reeleito, “é essencial para que os engenheiros tenham oportunidade de trabalho e protagonismo social”. Também prioridade da diretoria é o intenso trabalho de aproximação à vida sindical dos estudantes e recém-formados, através do Núcleo Jovem Engenheiro.

 O Conselho Tecnológico do SEESP se mantém no debate e propostas de soluções e políticas públicas para as questões que são pertinentes à engenharia no próximo quadriênio, afirmou ainda Murilo, tendo como norte os projetos “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e o movimento “Engenharia Unida”, ambos elaborados pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), à qual o sindicato é filiado.

 

Por Jéssica Silva

O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, defendeu nesta terça-feira (25/4), durante reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional na Câmara dos Deputados a realização de uma rigorosa discussão sobre a situação das obras paradas no País.

Na avaliação de Murilo, esses empreendimentos, estimados em 5 mil em todo o Brasil, são investimentos que foram iniciados e cuja interrupção provoca prejuízos à sociedade. “Acho fundamental que seja realizada uma discussão com bastante rigor para acompanharmos as obras paradas. Até porque, enquanto engenheiros, gostamos de resultados e gostaríamos de acompanhar esses projetos”, afirmou o presidente da FNE.


Foto: Edgar Marra
Flávio de Souza (Crea-DF), Daniel Salati (Confea), Lessa e Murilo.

A FNE é uma entidade que representa 500 mil engenheiros atuantes em todas as modalidades de engenharia e que tem entre pontos principais de sua agenda a retomada do desenvolvimento econômico e o aprimoramento da infraestrutura nacional. Nesse sentido, avalia ser fundamental concluir os projetos em andamento, o que beneficiaria a população de vários municípios e abriria frentes de trabalho atenuando o elevado nível de desemprego.

Reunião em maio
A partir da sugestão feita pelo dirigente da FNE, o presidente da Frente Parlamentar, deputado Ronaldo Lessa (PDT/AL), proporá reunião conjunta com a Comissão de Obras Paradas para tratar do tema a ser realizada em maio.

Segundo o deputado, a ideia é convidar órgãos e ministérios que possuam dados sobre a quantidade e as características desses empreendimentos. “Vamos buscar, nessas reuniões, os resultados mais produtivos possíveis, ou seja, a retomada dessas obras”, disse o deputado.

Informações preliminares de órgãos públicos indicam a existência de milhares de canteiros de obras de creches, postos de saúde, obras de saneamento e de fornecimento de água, e obras de infraestrutura de transporte.

Carreira de Estado e representação
Duas outras questões essenciais aos engenheiros também entraram na pauta da reunião da Frente Parlamentar desta terça. A primeira foi o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 13/2013 que cria a carreira de Estado para engenheiros, arquitetos e agrônomos em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal). A matéria está parada no Senado, aguardando votação de requerimento que possibilita sua aprovação em plenário. A outra é a proposta de alteração da Lei nº 5.194/1966 para instituir a composição federativa do plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), assegurando a representação permanente de todos os estados e do Distrito Federal.  

 

Luciana Otoni
Assessoria de Imprensa FNE

 

 

 

 

 

A reunião da diretoria do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Goiás (Senge-GO), na segunda-feira (24/4), em Goiânia, contou com a presença do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro.  

O presidente da entidade goiana, Gerson Tertuliano, aproveitou a oportunidade para destacar a importância da participação do Senge nas lutas nacionais encampadas pela FNE. Tal  engajamento, reforçou  Murilo, é fundamental para a federação e deve ser mantido e ampliado para que sejam vitoriosas as batalhas pela retomada do crescimento e geração de empregos e pelo protagonismo da engenharia nacional.

Nesse sentido, Murilo lembrou a relevância do movimento “Engenharia Unida”, que sintetiza tais objetivos, agregando o conjunto dos profissionais no País, e da Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional. Ainda na pauta, a necessidade premente de impedir a aprovação das reformas da Previdência e trabalhista, que prejudicarão os trabalhadores de um modo geral, inclusive os engenheiros.  

Aprimorar a fiscalização
Recursos tecnológicos para a fiscalização em pauta. Foto: Paula BortoliniEntrou em debate a necessidade de avanços no Sistema Confea/Creas de forma a garantir que os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia possam cumprir suas tarefas a contento, assegurando fiscalização eficaz do exercício profissional, da educação na engenharia e das atribuições. Para Murilo, é essencial ainda que sejam garantidas as condições para que os profissionais da área tecnológicas exerçam suas atividades de forma séria e independente.

Também participaram da discussão o coordenador do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", Fernando Palmezan Neto, e os diretores do Senge Goiás, Wanderlino Teixeira de Carvalho, Cláudio Azevedo, Ana Maria de Deus, José Martins de Oliveira, João Batista Tibiriçá, Caio de Gusmão, e o representante do Núcleo Jovem Engenheiro do sindicato, Áquila Levindo.                      

Os projetos de melhorias na atuação do Sistema Confea/Creas continuaram em pauta na visita feita ao presidente do Crea Goiás, Francisco de Almeida. Ele aproveitou a oportunidade para apresentar a Murilo e aos dirigentes do Senge Goiás que o acompanharam projeto inovador para aprimorar a fiscalização, garantindo maior agilidade e segurança aos processos. 

Na sequência, Murilo participou ainda da abertura da plenária do Crea-G0 e voltou a destacar a importância dos profissionais do Estado para o sucesso do movimento Engenharia Unida.

 

Comunicação FNE

 

 

 

 

A crise que não sai nos jornais foi tema de debate realizado na sexta-feira (31/3), na sede do Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, em São Paulo. Participando do evento, o senador Roberto Requião (PMDB/PR) apontou esforço dos meios de comunicação para mostrarem um quadro mais positivo que o real. Para ele, contudo, o esforço é em vão: "A realidade entra pelas portas e janelas de nossas casas."

Segundo o parlamentar, o programa do governo de Michel Temer baseia-se na regressão e caminha para atirar o País de volta à economia agroindustrial, de produção de commodities. "A ponte para o futuro é uma agenda de funcionários de bancos que se dizem economistas. Acaba com a soberania nacional e o Estado social", criticou. "A história mostra que não dá para enfrentar recessão só com a cartilha dos bancos e do rentismo", criticou.


Foto: Beatriz Arruda
Murilo Pinheiro e senador Roberto Requião alertam sobre perigos da desvalorização da indústria brasileira.

Golpe na indústria nacional
O desmonte da indústria nacional foi abordado no debate pelo presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, que apontou as dificuldades do setor. "Para cada empresa grande, há cerca de 50 a 100 empresas menores que são afetadas pela crise", enumera. Murilo calcula na casa dos 50 mil o número de desempregados na área desde 2015. "Depois da Lava Jato, da discussão da Petrobras, as empresas de engenharia que exportavam tecnologia, trabalhavam em muitos países, praticamente acabaram. A corrupção tem que ser punida, não as empresas”, salientou, em tom crítico ao modus operandi da Operação Lava Jato.

Murilo afirmou ainda que a redução em 50% da exigência de contratação de conteúdo local pelas empresas participantes dos leilões de petróleo e gás trará mais desemprego e deve eliminar cinco mil postos de engenheiros entre os mais qualificados. Na prática, ressaltou a liderança, a alteração implementada pelo governo, exclui a indústria nacional dos negócios que serão gerados pelas petroleiras, já que é possível obedecer os novos requisitos apenas com o setor de serviços, sem que se compre um parafuso fabricado no Brasil. 

Representante da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Mario Bernardini, fez coro à crítica. "Dois setores saíram extremamente empoderados a partir do impeachment: o Judiciário e os banqueiros". Para ele, essa 'turma' vem causando sérios estragos. A forma como a Lava Jato investiga e pune as empreiteiras, por exemplo, já reduziu cerca de 300 mil empregos, salientou Bernardini.

Assim como Requião, que classificou a reforma previdenciária como a entrega da Seguridade Social à banca privatista nacional e internacional, Murilo também alertou para os danos que o ataque à aposentadoria e a reforma trabalhista devem causar. "Terceirização e as reformas trabalhista e da Previdência devem agravar ainda mais a crise não só para os engenheiros, mas para todas as categorias de trabalhadores."

Terrorismo midiático, um velho expediente
Professora da Universidade de São Paulo (USP) e ex-secretária municipal de Planejamento de São Paulo, Leda Paulani criticou o método do terrorismo econômico empregado pela mídia para atingir seus objetivos. De acordo com ela, desde a primeira eleição de Lula, em 2002, os meios de comunicação passaram a atuar como ferramenta de pressão. "No caso de Lula vencer, o ambiente criado ajudaria a forçar o presidente a adotar uma agenda conservadora, da política macroeconômica. Foi o que aconteceu", pontuou.

Em 2014, explicou Paulani, a economia nacional sofreu abalos do impacto da crise mundial e o modelo adotado pelos governos Lula e Dilma começou a se esgotar "Um crescimento puxado apenas pelo consumo, e esse assentado no crédito, tem pouca autonomia", frisou a economista. Com esse cenário, os setores conservadores 'deram de barato' que venceriam as eleições, mas perderam novamente. "A partir daí, o terrorismo econômico da mídia se intensifica", afirmou. 

 

Comunicação FNE
A partir de texto de Felipe Bianchi - Barão de Itararé

 

 

 

A destruição da indústria naval brasileira, que começou com a operação Lava Jato em 2014, abriu seu segundo capítulo em fevereiro, quando o governo anunciou mudanças na exigência de conteúdo local para contratações de equipamentos pela indústria de petróleo. Os novos métodos, que reduzem de 65% para 25% o percentual de conteúdo local das plataformas, por exemplo, e em cerca de 50%, em média, o conteúdo de outras instalações provocaram reação no Congresso Nacional, com desdobramentos esta semana.

Depois de comissão geral para debater o tema, realizada na Câmara dos Deputados na quinta-feira (30/03), parlamentares prometem a criação de mais uma frente parlamentar em defesa da indústria naval do país esta semana. Na quarta-feira (5/04), devem realizar audiência com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para discutir o assunto. As novas regras de conteúdo local estão previstas para vigorar em setembro, na 14ª rodada de licitações de blocos para exploração de petróleo e gás natural, e novembro, em nova rodada de leilões de blocos no pré-sal.

Parlamentares e membros de frentes parlamentares que têm afinidade com o tema conteúdo local e entidades como Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval) tentam unir interesses comuns para deter a derrocada da indústria brasileira.

“A direção da Petrobras está fazendo um desserviço ao país e à própria Petrobras. Quer a revisão das exigências de conteúdo local até para a produção na área de Libra, o que é um absurdo. O ataque ao conteúdo local parte principalmente dos interesses das grandes petroleiras mundiais, que querem vir ao Brasil trazer sua cadeia de fornecedores junto e exportar o emprego brasileiro para eles”, protesta o deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA), organizador da comissão geral.

Segundo ele, o principal objetivo da mobilização é evitar que o País volte a ser mero exportador de commodities. “É isso que a cabeça estreita da direção da Petrobras e do governo querem. Nós já vivemos isso no ciclo do ouro e da cana de açúcar.”

Desemprego e tristeza
Em qualquer lugar do País onde a indústria naval ressurgiu na última década e meia, a promessa de desenvolvimento deu lugar ao desemprego e à tristeza. O polo naval de São José do Norte (RS), por exemplo, que já teve 20 mil trabalhadores, hoje tem apenas três mil.

O estaleiro do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano, que em março de 2014 chegou a ter quase oito mil trabalhadores e estava se tornando orgulho da indústria naval do Nordeste, hoje é um imenso canteiro de obras abandonado.

“Infelizmente, o governo Temer tem se especializado na lógica de exportar empregos. Seja na linha de gestão na atuação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), seja nas compras ou exigências feitas nos leilões para exploração de petróleo e nas compras da Petrobras, o conteúdo local tem sido abandonado. Estamos vivendo uma crise enorme na indústria naval”, diz Henrique Fontana. Ele lança nesta terça-feira (4) a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Naval Brasileira, às 17h30, na Câmara, “para unificar as diferentes frentes e defendermos a indústria nacional e o conteúdo local”.

Na semana passada, o presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, chamou de “burra” a decisão do governo de reduzir os percentuais de conteúdo local no setor de petróleo. “A decisão é burra em relação à indústria brasileira, mas atende perfeitamente aos interesses das grandes companhias mundiais de petróleo”, declarou à revista CartaCapital.

Presente à comissão geral na Câmara na semana passada, o representante da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Artur Araújo, falou da gravidade da eliminação do conteúdo local em curso.

“Esse sinal que foi dado pelo governo e pela Petrobras, o que é mais grave, terá um custo para o país de cinco mil engenheiros dos mais capacitados. Isso não significa só cinco mil pessoas ou famílias. O que se perde violentamente é a capacidade de pensar. Se dispersa conhecimento, se desmonta equipes, em nome de abrir, de forma irresponsável, o setor para o mercado externo”, disse Araújo, segundo a Agência Câmara.

 

Comunicação SEESP
Reprodução de matéria do portal Rede Brasil Atual

 

 

 

 

 

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) reforçou nesta quinta-feira (30/3), na Câmara dos Deputados, em Brasília, seu posicionamento contrário à política de conteúdo nacional definida pelo governo federal. Na oportunidade, a entidade voltou a defender que o governo reveja as regras a fim de auxiliar a retomada da produção industrial e geração de empregos.


Foto: Paulo Negreiros

Artur conteudo local
Artur Araújo reafirmou posição da FNE, no Congresso, em defesa do conteúdo nacional.

A resistência da FNE, que representa 500 mil engenheiros em todo o País, e de vários sindicatos, associações patronais e ligadas aos trabalhadores em relação à nova política foi expressa durante reunião da comissão geral realizada no plenário da Câmara Federal para debater as novas regras de conteúdo local para petróleo e gás

A federação foi representada pelo consultor Artur Araújo que expôs, na tribuna do plenário da Casa, a perda da oportunidade de novo ciclo de desenvolvimento e risco de demissão maciça de engenheiros e de trabalhadores. "Ou o governo modifica essa política e retoma os percentuais anteriores de conteúdo local ou o País abandonará uma rota de desenvolvimento do valor agregado" afirmou. 

Em fevereiro último, o governo federal definiu essa nova política, reduzindo os percentuais mínimos exigidos para contratação nacional em licitações. Foi definido que para a área marítima (atividade que concentra a exploração e produção de petróleo no Brasil) o mínimo será de 25% à construção de poços e de 18% na atividade de exploração.

A FNE vem ressaltando que esses percentuais são baixos e que a mudança prejudicará o setor industrial nacional, impedindo os fabricantes brasileiros de se tornarem fornecedores nos segmentos de petróleo e gás e naval – decisão que é vista como retrocesso nas áreas da engenharia, tecnologia e inovação.

A federação destaca que essa definição vai na contramão de contexto que requer a retomada da atividade industrial e estímulos à geração de vagas após dois anos de grave recessão. "A estimativa da FNE é que essa política custará, em nossa categoria, 5 mil empregos. Estamos falando de 5 mil empregos dos mais qualificados, 5 mil fontes de conhecimento", enfatizou Araújo.

O alerta sobre o risco de demissão foi feito ainda por outras entidades representativas da classe trabalhadora, a exemplo dos petroleiros, metalúrgicos e trabalhadores da indústria naval. Representantes do setor produtivo também firmaram posição contrária à nova política de conteúdo local na reunião da comissão geral.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, disse que a recente medida do governo federal levará à dispensa de mais de 1 milhão de trabalhadores. "Demitiremos em vez de gerar trabalho, e poderíamos estar gerando mais de 1,5 milhão de empregos", disse. Ele informou que nos últimos anos o setor industrial fez investimentos de US$ 60 bilhões para se preparar para a ampliação do setor de indústria e gás. “Isso será perdido.”

Deputados de vários partidos subiram à tribuna do plenário durante a reunião para lamentar a decisão do governo de reduzir os níveis mínimos de conteúdo local. Esses novos níveis serão parâmetros para a 14ª rodada de licitação de campos de petróleo e gás prevista para setembro e para o leilão de blocos do pré-sal em novembro.

Audiência
Ao presidir a comissão geral, o deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA) disse que representantes de sete frentes parlamentares pedirão audiência aos presidentes da Câmara e do Senado para negociar um encontro com Michel Temer. “Vamos articular essa reunião conjunta para levar representantes do setor produtivo e dos trabalhadores a uma reunião com o Presidente da República a fim de tentarmos mudar as regras.” Os deputados Henrique Fontana (PT-RS), Luiz Sérgio (PT-RJ) e Soraya Santos (PMDB-RJ) também criticaram a nova política de conteúdo nacional.

A comissão geral que debateu as regras de conteúdo nacional para os segmentos de petróleo e gás reuniu parlamentares das sete frentes parlamentares citadas por Magalhães, entre as quais a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento, criada com o apoio da FNE.

 

Luciana Otoni - Assessoria de Imprensa da FNE

 

 

 

 

 

 

 

Daqui a pouco, às 15h, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e também do SEESP, Murilo Pinheiro, participa do programa "Tecnologia no dia a dia" na rádio O Povo, em Fortaleza (CE). O bate-papo será transmitido pela internet no endereço http://radios.opovo.com.br/opovocbn/ e você pode participar com perguntas.

É mais um espaço para que a engenharia brasileira apresente suas propostas ao desenvolvimento do País e defenda bandeiras históricas, como a valorização do profissionais na iniciativa privada e em todos os níveis de governo.

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

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