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Acontece nesta terça-feira (6/5) o seminário "Qualidade de Vida em Macapá", no Auditório da Universidade Estadual do Amapá (Ueap). Desde às 9h, especialistas do setor de transporte coletivo, habitação e coleta seletiva expõem o assunto e discutem soluções para a população local. O evento é promovido pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado do Amapá e pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).
 

Fotos: Paula Bortolini
seminario cresce brasil macapa abertura 4 murilo
Abertura do Seminário Qualidade de Vida em Macapá

Durante a abertura, o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou a importância do planejamento, da reflexão sobre as questões que mais afligem as grandes cidades e a unidade na busca de soluções: "O planejamento é fundamental para o desenvolvimento do país. Esperamos que o Amapá cada vez mais cresça e se desenvolva com mais qualidade de vida. Ficamos felizes em ver que os estudantes estão discutindo os problemas. É preciso refletir e pensa ações conjuntas, com unidade das entidades para propostas factíveis a serem encaminhadas ao governantes, levando-as ao diversos níveis da administração pública, a municipal, a estadual e a federal, principalmente neste ano de eleições".

Também participaram da mesa de abertura Lincolin Silva Américo, presidente do Senge-AP; Laércio Aires dos Santos, presidente do Crea-AP; Edson Kuwahara, representando o Sinduscon-AP; Fernando Ribeiro, vice-reitor da Ueap e Fernando Palmezan Neto, diretor do SEESP e coordenador do Cresce Brasil, que enfatizou a importância de se levar às universidades o debate sobre os temas referentes à qualidade de vida nas cidades.

Laércio Aires falou da importância do projeto Cresce Brasil que "leva a discussão para todas as regiões do país abordando a engenharia para o desenvolvimento." "Isso possibilita que cada estado debata seus problemas e trace diagnósticos e soluções, como agora no Amapá. É um momento ímpar para levar essa discussão aos governantes", disse.

O vice-reitor da Ueap enfatizou a importância da discussão sobre qualidade de vida. Já o presidente do Senge-AP, agradeceu aos presentes e a iniciativa da FNE de levar o debate ao estado mais uma vez.


seminario cresce brasil macapa primeira mesa charlesCharles Chelala durante Mesa sobre Habitação


Às 10h, ocorreu a mesa sobre Habitação, que contou com a exposição do professor de economia Charles Achcar Chelala, mestre em Desenvolvimento Regional. A partir das 15h, ocorreu a Mesa Política de Transporte Coletivo com Cristina Maria Baddini Lucas, presidente da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac); às 16h, a Mesa sobre Coleta e destino final do lixo domiciliar da área urbana, com Joselito Oliveira Alves, mestre em Regulação da Indústria de Energia.


Imprensa SEESP
Com informações de Paula Bortolini








 


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Marcha oitava Trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas de São Paulo para reafirmar
reivindicações. Confira aqui mais fotos da marcha


Em sua oitava edição, a Marcha da Classe Trabalhadora realizada neste dia 9 de abril, no centro de São Paulo, mandou um recado ao governo federal e ao Congresso Nacional: é preciso retomar a pauta de reivindicações dos trabalhadores , dar continuidade às políticas progressistas, como a de valorização do salário mínimo, e arquivar projetos de lei que retrocedem conquistas históricas, como o PL 4.330/04, que regulamenta a terceirização. Além disso, a tônica dos discursos de dirigentes foi pela igualdade de gênero. Segundo as centrais sindicais, que organizaram a atividade, cerca de 40 mil trabalhadores participaram da iniciativa. Entre eles, metalúrgicos, costureiras, professores, bancários, rodoviários e aposentados, filiados à Força Sindical, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST).

Organizações sociais também se somaram à manifestação, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e Central de Movimentos Populares (CMP) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que, algumas horas antes da manifestação, ocupou o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com cerca de 700 integrantes. “A grande importância da 8ª Marcha é garantir a unidade de ação do movimento sindical, através das centrais e levantar bem alto as bandeiras da pauta trabalhista como a redução da jornada sem redução de salário; a redução dos juros; investimentos em educação, saúde, o fim do fator previdenciário e, sobretudo, a valorização da política do salário mínimo”, declarou o consultor sindical do SEESP, João Guilherme Vargas Neto, presente na marcha.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, lembrou que também faz parte da pauta a ratificação, pelo Congresso Nacional, das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que, respectivamente, regulamenta e assegura o direito de negociação coletiva dos servidores públicos e proíbe demissões imotivadas dos trabalhadores. Outros pontos que fazem parte das reivindicações das centrais são: 10% do PIB para a educação; 10% do Orçamento da União à saúde; reforma agrária e agrícola;  valorização das aposentadorias; redução dos juros e do superávit primário; correção e progressividade da tabela do Imposto de Renda; transporte público de qualidade e o fim dos leilões do petróleo. Grande parte dos itens da pauta faz parte de uma luta histórica, consolidada durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat),  em 2010.


 

 

Deborah Moreira
Imprensa - SEESP

 

 

 

 

 

 

 

Questões que vêm sendo tratadas no projeto da FNE, consideradas fundamentais ao crescimento, agora focarão na reindustrialização e na necessidade de desenvolver uma cadeia produtiva que gere riqueza e oportunidades internamente. Lançado pela FNE em 2006 e objeto de atualização desde então, para 2014, o “Cresce Brasil” visa, assim, contribuir à superação dos desafios para se enfrentar entraves ao desenvolvimento. Sob essa concepção, os temas que deverão compor a atual etapa da iniciativa – que culminará no documento intitulado “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Novos desafios” – foram apresentados à diretoria da federação em reunião no dia 18 de março, na sede do Seesp, em São Paulo. A ser entregue aos candidatos nas eleições deste ano, o documento em elaboração trará propostas nesse sentido.

 

Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Cresce Brasil MAR2014Profissionais da engenharia e consultores da FNE debatem próximos passos do projeto Cresce Brasil 

 

Desenvolvimento das cadeias produtivas no setor aeronáutico foi o tópico apresentado por Eduardo Sanovics, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Segundo ele, em 2002, 30 milhões de pessoas realizaram viagens de avião; já em 2013, foram 100 milhões. Não obstante com isso o País se encontre na terceira posição global em número de voos, atrás apenas dos Estados Unidos (com 625 milhões) e da China (256 milhões), mantém a escala existente nos anos 1990 em termos de estrutura de atendimento. Como lembrou Sanovics, a engenharia é fundamental à superação desse quadro. Nesse processo de incrementar a competitividade em termos globais, conforme sua explanação, um dos desafios é enfrentar o alto preço dos combustíveis, com custos elevados gerados pela dificuldade com a infraestrutura. Entre as soluções tecnológicas para dar conta dessa demanda, está superar gargalos ao uso do bioquerosene – já desenvolvido em âmbito nacional. “Pode representar uma revolução. A aviação representa 2% da emissão de CO2 do planeta. Podemos construir um programa independente, de caráter nacional e que tenha impacto regional.” Ele concluiu: “Trouxemos a rodoviária para o aeroporto, e esse é um dos grandes orgulhos que temos. Agora, temos que promover as adequações para atender a esse estágio.” Consultor do “Cresce Brasil”, Artur Araujo complementou: “O desafio é aprofundar o desenvolvimento das cadeias produtivas e assegurar a reindustrialização. A terceira maior produtora de aeronaves do mundo é a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), e boa parte da manutenção desses equipamentos é feita fora. É preciso inovação.”

Para Marco Aurélio Cabral Pinto, também consultor do projeto, é necessário pensar em ações rumo à industrialização. Ele destacou em especial a importância de garantir o desenvolvimento das pequenas e médias empresas nacionais. “O Brasil atraiu muitos investimentos externos industriais nos últimos anos, mas muitos trazem junto seus fornecedores. Falta apoio público, acesso a financiamento para garantir competitividade às pequenas e médias empresas, ao que é preciso criar mecanismos legais. Se não resolvermos isso, o destino é a desnacionalização ou o fracasso.” Na sua concepção, entes regionais, como as prefeituras, são grandes fontes de financiamento. Cabral Pinto salientou ainda ser mister solucionar a questão cambial. “Não se trata de xenofobia, mas de assegurar oportunidades a companhias brasileiras, com capital nacional e controle de residentes.”

Outras contribuições
Entre os demais temas abordados, saneamento foi apresentado por João Sergio Cordeiro, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Com 200 milhões de habitantes e cerca de 85% de sua população em área urbana, no Brasil, os problemas nessa área vão desde a questão da disponibilidade hídrica à falta de coleta e tratamento de esgoto. “Dos 100% de água que temos, São Paulo conta com apenas 1,6%. O Sistema Cantareira está buscando água há 100km de distância.” Ele indicou ainda a necessidade de um projeto de coleta seletiva para assegurar que os municípios cumpram a Lei nº 12.305/2010, relativa à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a partir de agosto próximo. “Os desafios passam pela vertente política, por conhecimento, pela ação das empresas e principalmente pela gestão econômico-financeira e de recursos humanos.” Cordeiro alertou: “Mantendo o nível de investimentos atual, só resolveremos o problema em 2122.” No Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), entre 2014 e 2033, estão previstas inversões federais da ordem de R$ 300 bilhões.

Sobre transporte ferroviário, a diretora Regional Sudeste da FNE, Clarice Soraggi, explicou que o documento deve se debruçar em especial sobre a situação relativa a cargas. Uma das grandes preo­cupações que devem ser evidenciadas no “Cresce Brasil” é quanto à perda de competências em função do desmonte do setor sobretudo nos anos 1990 e a urgência de capacitar mão de obra para expandir e recuperar as ferrovias no País.

Também estão sendo elaboradas propostas ao setor essencial de energia. O coordenador técnico do “Cresce Brasil”, Carlos Monte, disse que a nota técnica a respeito deve incluir integração sul-americana, conservação energética e fontes alternativas, bem como as oportunidades com o pré-sal.

Já Antonio Octaviano, do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), falou sobre inovação e tecnologia. Ele enfatizou que a concepção de contribuir ao incremento da produtividade e, assim, ao desenvolvimento nacional sustentável norteou a criação dessa instituição de ensino. Mantido pelo Seesp, com o apoio da FNE, o Isitec, desse modo, oferecerá em caráter pioneiro o curso de graduação em engenharia de inovação. Também participaram da reunião Eduardo Berkovitz Ferreira, representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Fernando Araújo-Moreira, professor da UFSCar, que falou sobre segurança pública e defesa nacional. (Por Soraya Misleh)

 

 

Fonte: Jornal Engenheiro, da FNE, Edição 143/ABR/2014
Para ler a versão em PDF clique aqui 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na noite desta quinta-feira (20/3), o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro, recebeu também o título de Cidadão Teresinense por proposta da vereadora Teresa Britto, da Câmara Municipal de Teresina (PI). Na parte da manhã, Pinheiro já tinha sido agraciado com o título de cidadania piauiense, conferido pela Assembleia Legislativa. Ambos os prêmios tiveram como inspirador principal o trabalho desenvolvido com o Projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento naquele estado, onde foram realizados encontros e seminários que discutiram obras de relevância na área de engenharia. Por isso, Pinheiro estendeu os títulos a todos os profissionais do setor.

* Cresce Brasil faz presidente da FNE receber título de cidadania piauiense

A vereadora Britto, na solenidade de entrega da premiação, observou que, tão importante quanto os eventos que a FNE tem realizado em Teresina, é o destaque que é dado para a questão ambiental e o desenvolvimento sustentável. “Em nossa atuação pelo Partido Verde sempre buscamos reforçar essa preocupação de desenvolver sem prejudicar o meio ambiente, e isso eu faço questão de enaltecer que faz parte das suas prioridades. Nós teresinenses e piauienses agradecemos pela sua preocupação com o desenvolvimento da nossa população e queremos que essa relação se fortaleça ainda mais.”


Foto: Léo Tôrres
Murilo Teresina dentroNa foto, da esquerda para a direita: Antonio Florentino (Senge-PI), Murilo Pinheiro,
vereadora Teresa Britto (PV), engenheiro José Antonio e vereador Ricardo Bandeira (PSDC) 


Pinheiro também lembrou a realização dos vários eventos com temas de saneamento ambiental, mobilidade urbana, energia, recursos hídricos, entre tantos outros. “Discutimos com gestores propostas que fortalecessem a engenharia local e também medidas de desenvolvimento que pudessem beneficiar aos teresinenses e piauienses”, ressaltou. Para ele, os títulos “nos darão mais empenho para trazer novidades da engenharia”.

O presidente da FNE afirmou que o trabalho da engenharia é para garantir “um Piauí cada vez mais justo e presente na sociedade brasileira. “Para mim, é uma emoção muito grande receber esse título e por me tornar conterrâneo de vocês. Nesse título, represento todos os profissionais.”


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP








Temas que deverão compor a próxima etapa do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Novos desafios” foram apresentados à diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em reunião realizada na terça-feira (18), na sede do SEESP, na Capital paulista. Iniciativa lançada pela federação em 2006 e objeto de atualização desde então, para 2014, o “Cresce Brasil” deve se debruçar sobre os desafios para se enfrentar entraves ao desenvolvimento. Questões que vêm sendo tratadas no projeto consideradas fundamentais ao crescimento agora terão abordagem focada no desenvolvimento industrial (incluindo a agroindústria) e na necessidade de desenvolver uma cadeia produtiva que gere riqueza e oportunidades internamente. A ser entregue aos candidatos nas eleições deste ano, o documento a ser elaborado trará propostas nesse sentido. 

Contribuição para o desenvolvimento das cadeias produtivas no setor aeronáutico foi apresentada por Eduardo Sanovics, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Segundo ele, na última década, o segmento vivenciou um crescimento importante. Em 2002, 30 milhões de pessoas realizaram viagens de avião, já em 2013, foram 100 milhões. Não obstante com isso o País se encontre na terceira posição global em número de voos, atrás apenas dos Estados Unidos (com 625 milhões) e da China (256 milhões), mantém a escala existente nos anos 1990 em termos de estrutura de atendimento. “Isso nos traz desafios a cuja superação a engenharia é fundamental, seja na construção de infraestrutura, no planejamento, nos debates.” Nesse processo de incrementar a competitividade em termos globais, conforme sua explanação, um dos desafios é enfrentar o alto preço dos combustíveis, com custos elevados gerados pela dificuldade com a infraestrutura. Entre as soluções tecnológicas para dar conta dessa demanda, está superar gargalos ao uso do bioquerosene – já desenvolvido em âmbito nacional. “Pode representar uma revolução. A aviação representa 2% da emissão de CO2 do planeta. Podemos construir um programa independente, de caráter nacional e que tenha impacto regional.” Ele concluiu: “Trouxemos a rodoviária para o aeroporto, e esse é um dos grandes orgulhos que temos. Agora, temos que promover as adequações para atender a esse estágio.” Consultor do “Cresce Brasil”, Artur Araujo complementou: “O desafio é aprofundar o desenvolvimento das cadeias produtivas e assegurar a reindustrialização. A terceira maior produtora de aeronaves do mundo é a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), e boa parte da manutenção desses equipamentos é feita fora. É preciso inovação.” 

Para Marco Aurélio Cabral Pinto, também consultor do projeto, é necessário pensar em ações rumo à industrialização, para “transformar a nossa hierarquia internacional”. Ele destacou em especial a importância de garantir o desenvolvimento das pequenas e médias empresas nacionais. “O Brasil atraiu muitos investimentos externos industriais nos últimos anos, mas muitos trazem junto seus fornecedores. Falta apoio público, acesso a financiamento para garantir competitividade às pequenas e médias empresas, ao que é preciso criar mecanismos legais. Se não resolvermos isso, o destino é a desnacionalização ou o fracasso.” Na sua concepção, entes regionais, como as prefeituras, são grandes fontes de financiamento. Cabral Pinto salientou ainda ser mister solucionar a questão cambial. “Não se trata de xenofobia, mas de assegurar oportunidades a companhias brasileiras, com capital nacional e controle de residentes.”

 

Outras questões essenciais

Entre os demais temas abordados, saneamento e transporte ferroviário. O primeiro foi apresentado por João Sergio Cordeiro, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Com 200 milhões de habitantes e cerca de 85% de sua população em área urbana, na área de saneamento, os problemas no Brasil vão desde disponibilidade hídrica a falta de coleta e tratamento de esgoto. “Dos 100% de água que temos, São Paulo conta com apenas 1,6%. O Sistema Cantareira está buscando água há 100km de distância.” Ele indicou ainda a necessidade de um projeto de coleta seletiva para assegurar que os municípios cumprar a Lei 12.305/2010, relativa à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a partir de agosto próximo. “Os desafios passam pela vertente política, por conhecimento, pelas empresas e principalmente pela questão de gestão econômico-financeira e de recursos humanos.” Cordeiro alertou: “Mantendo o nível de investimentos atual, só resolveremos o problema em 2122.” 

Sobre transporte ferroviário, a diretora Regional Sudeste da FNE, Clarice Soraggi, explicou que o documento deve se debruçar em especial sobre a situação relativa a cargas. Uma das grandes preocupações que devem ser evidenciadas no “Cresce Brasil” é quanto à perda de competências em função do desmonte do setor sobretudo nos anos 1990 e a urgência de capacitar mão de obra para expandir e recuperar as ferrovias no País. 

Também estão sendo elaboradas propostas ao setor essencial de energia. O coordenador técnico do “Cresce Brasil”, Carlos Monte, disse que a nota técnica a respeito deve incluir integração sul-americana, conservação energética e fontes alternativas, bem como as oportunidades com o pré-sal. 

Já Antonio Octaviano, diretor-geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), falou sobre inovação e tecnologia. Ele enfatizou que a concepção de contribuir ao incremento da produtividade e, assim, ao desenvolvimento nacional sustentável norteou a criação dessa instituição de ensino. Mantido pelo Seesp, com o apoio da FNE, o Isitec, desse modo, oferecerá em caráter pioneiro o curso de graduação em engenharia de inovação. Também participaram da reunião Eduardo Berkovitz Ferreira, representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Fernando Araújo-Moreira, professor da UFSCar, que falou sobre segurança pública e defesa nacional.



Soraya Misleh
Imprensa - SEESP










 

 

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Acre (Senge-AC) e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) estão na campanha “Engenharia Solidária” para ajudar as famílias afetadas pela cheia do Rio Acre, nos últimos dias. A iniciativa está arrecadando alimentos não perecíveis (exceto sal) e material de limpeza, que podem ser entregues em vários pontos de captação de doação, como em secretarias estaduais e municipais, faculdades, a Universidade Federal do Acre (UFAC) e nas sedes do sindicato e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea).


Foto: Governo do Estado do Acre
Acre alagado Vítimas da cheia do rio são socorridas pela corporação militar do estado


Segundo informações do governo daquele estado, a Polícia Militar local faz o acompanhamento diário dos bairros atingidos pelas águas do Rio Acre.  O nível do rio vem baixando desde o dia 12 último, mas continua acima da cota de transbordamento de 14 metros.

Situação
Em 15 de março, mais de 4.500 pessoas estavam alojadas nos três abrigos públicos montados pela prefeitura de Rio Branco em parceria com o governo estadual. Em Rio Branco, 18 bairros foram atingidos pela alagação – Seis de Agosto, Santa Teresinha, Ayrton Senna, Adalberto Aragão, Aeroporto Velho, Terminal da Cadeia Velha, Baixada da Habitasa, Base, Conjunto Jardim Tropical (Rua 10 de Junho), Boa União, Glória, Cadeia Velha, Cidade Nova, Palheiral, Bahia Velha, Triângulo Novo, Taquari e Quinze.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP










Completando 50 anos nesta terça-feira (25), a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) tem muitos motivos para comemorar. Em sua história, a entidade se destaca por sua representatividade em âmbito nacional na defesa dos direitos dos engenheiros e de seu papel fundamental para o desenvolvimento do Brasil.

“Ao longo desse período, nossa federação amadureceu a sua atuação como entidade sindical e também como parte da sociedade civil organizada que pode e deve dar a sua contribuição para que o País trilhe os rumos do desenvolvimento sustentável, buscando inserção soberana no sistema internacional e qualidade de vida para a sua população”, destaca o presidente da entidade, Murilo Celso Pinheiro.

O projeto ‘Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento’, lançado pela entidade em 2006, contribuiu efetivamente à retomada da expansão econômica no País. A iniciativa cresceu, passando pela discussão sobre as cidades e as regiões metropolitanas, o enfrentamento da crise financeira, os gargalos que estancaram a retomada do crescimento, observada a partir de 2007, e a Copa 2014, atual ponto de pauta. Assim, a federação vem acompanhando os preparativos e debatendo problemas e soluções em seminários em várias partes do Brasil.

Dentre as conquistas, outra vitória importante da FNE é o crescimento e fortalecimento dos 18 sindicatos a ela filiados, que ganharam relevância e representatividade em suas respectivas bases, além de projeção nacional em diversos aspectos.  “Essa organização é hoje uma forte e coesa rede de entidades e lideranças guiadas pelo objetivo comum de defender o engenheiro e lutar pelo desenvolvimento”, ressalta Pinheiro.

Ele aponta ainda várias conquistas em relação à valorização profissional e à remuneração dos engenheiros em diversas cidades e estados brasileiros e também no setor privado.

Na agenda de ações da FNE, permanece a defesa do piso profissional da categoria previsto na Lei 4.950-A/66,  o fortalecimento dos sindicatos filiados, a ampliação de sua capacidade de mobilização em defesa dos direitos da categoria. Além de continuar o debate sobre questões cruciais à sociedade. Nesse sentido, a ideia é apresentar, neste ano eleitoral, propostas aos candidatos.

História
Fundada em 25 de fevereiro de 1964 por um grupo de engenheiros que se reuniu em assembleia no Rio Grande do Sul, a FNE teve sua Carta Sindical reconhecida e assinada pelas entidades dos engenheiros do estado gaúcho, além de São Paulo, Guanabara, Minas Gerais, Paraná, Volta Redonda, Bahia, Pernambuco e Santa Catarina em 29 de dezembro de 1965.

De organização voltada exclusivamente à atuação sindical, com a pretensão de levar a voz e os anseios da categoria ao governo, ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma entidade que passou a engajar-se também na luta pelo desenvolvimento nacional.



Imprensa - SEESP










 

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) manifesta seu repúdio à declaração do embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de la Cámara, sobre o papel dos profissionais da nação ibérica em nosso País. Conforme publicado pela agência de notícias EFE, em 17 de janeiro último, o diplomata afirmou que os engenheiros espanhóis “formam os brasileiros”. Importante lembrar que, como a própria matéria da agência espanhola aponta, a presença dos colegas estrangeiros no Brasil dá-se pela crise na Europa e a grave falta de oportunidades consequente dela e não por necessidade de importação de mão de obra. Além disso, a competência e a capacidade dos engenheiros brasileiros estão plenamente reconhecidas não só em território nacional, como no mundo todo.

 

Da Assessoria de Comunicação da FNE

 

 

 

 

 

Em audiência nesta terça-feira (19/11), em Brasília, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, discutiu com o ministro da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, a necessidade de avanços nas obras dos aeroportos brasileiros para a Copa Mundial de 2014. Como resultado, deve ser firmada parceria sobre o tema a exemplo do que já ocorre com o Ministério do Esporte, que assinou Termo de Cooperação Técnica com a entidade em março de 2012.

O encontro, proposto pelo ministro, também foi oportunidade para que ele reafirmasse seu reconhecimento à competência dos engenheiros brasileiros, afirmando ter sido mal interpretado em matéria divulgada pelo UOL, em 31 de novembro último.
 

Foto: Divulgação
MuriloMoreiradentroPinheiro (à esquerda) participa de audiência com o ministro Moreira Franco cujo tema
foram as obras de expansão e modernização dos aeroportos brasileiros 

 

Imprensa – SEESP





O Brasil está praticamente a um semestre da abertura da Copa do Mundo de Futebol da Fifa de 2014. E, em suas áreas mais sensíveis e importantes para a sociedade, o transporte aeroportuário e a mobilidade urbana, o panorama é no mínimo preocupante. Em seis dos 12 aeroportos das cidades-sede da Copa é real a ameaça de que as obras de ampliação de sua capacidade, ultrapassada há anos, não sejam concluídas no tempo exigido. Na área de mobilidade urbana, a situação não é diferente. A deficiência na gestão federal é a real causa e origem desses problemas, embora alguns insistam em tentar tapar o sol com a peneira, como fez recentemente o ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil do governo federal, Wellington Moreira Franco, ao atribuir os atrasos nas obras aeroportuárias aos engenheiros brasileiros, “que são ruins e fazem projetos malfeitos”. 

O Brasil foi escolhido para sediar a Copa 2014 em 30 de outubro de 2007 e a Olimpíada 2016 em 2009. Esses sete anos de antecedência para sediar os dois megaeventos esportivos mundiais seriam mais do que suficientes para os governos, em todos os níveis, planejar o que precisaria ser feito, desenvolver estudos, contratar bons projetos executivos e executar as obras necessárias, especialmente em mobilidade urbana e aeroportos – setores que permitiriam deixar um verdadeiro legado à sociedade, muito além dos equipamentos esportivos exigidos. Em 2010, foi instituída a chamada “Matriz de Responsabilidades” para os diversos níveis de governo para as obras da Copa. Porém, a ineficiência na gestão governamental é registrada pelo atraso nas obras dos aeroportos em metade das cidades-sede e na confissão, pelos ministros Miriam Belchior, do Planejamento, e Aguinaldo Ribeiro, das Cidades, de que o plano anunciado pela presidente Dilma Rousseff após as manifestações de junho último de investir R$ 50 bilhões em mobilidade urbana não teria condições de ser cumprido na íntegra “por falta de projetos na prateleira”.

O que fica evidente nos pronunciamentos desses importantes ministros do governo federal é a tentativa de buscar um “bode expiatório”. Sabemos que é difícil, quase impossível, para qualquer político ocupante de cargo público executivo admitir a incompetência, própria e do governo ao qual pertence. É muito mais simples tentar jogar a culpa pelo não cumprimento dos prazos em terceiros. Mas isto não ajuda minimamente a resolver as deficiências, assim como não adianta à avestruz enfiar a cabeça no buraco – o restante continua ostensivamente à vista. 

O setor de projetos de arquitetura e engenharia infelizmente não tem como corrigir as deficiências gerenciais do governo, mas pode sim alertar os administradores públicos sobre a necessidade de planejar bem e contratar bons projetos para os empreendimentos públicos. Não é uma tarefa fácil. Nós, do Sinaenco, sindicato que reúne mais de 23 mil empresas do setor de projetos, gerenciamento e supervisão de obras, dos mais diversos portes, vimos desde 2007alertando para a necessidade de planejamento. Aliás, lançamos, em junho de 2009, um relatório intitulado “Vitrine ou Vidraça – Desafios do Brasil para a Copa 2014”, resultado de uma série de 17 eventos que promovemos, entre 2008 e início de 2009, em cidades então candidatas a sediar uma chave do campeonato mundial de futebol. Nesses eventos, foram analisados os principais problemas de cada uma delas e do governo federal, para que evitássemos virar “vidraça” para o resto do mundo. 

A necessidade de planejar bem e contratar bons projetos executivos pela melhor solução técnica constituíram-se em “mantra” de nosso setor, apregoado em um sem-número de artigos, entrevistas e reportagens, além de palestras e em eventos promovidos por órgãos públicos e entidades. A contratação de bons projetos, porém, exige planejar bem, incluindo o prazo necessário para o seu desenvolvimento. Em países como Alemanha e Japão esse prazo exige entre 40% e 50% do tempo a ser despendido com a execução da obra; no Brasil, essa relação chega a ser inferior a 10%! Os países desenvolvidos respeitam a arquitetura e a engenharia. Sabem que os projetos contratados pela melhor solução técnica garantem qualidade e execução nos custos e nos prazos previstos. No Brasil, soma-se o desrespeito à engenharia à ignorância generalizada sobre o papel essencial e insubstituível do projeto no resultado final de uma obra pública – seja na qualidade, nos custos e nos prazos. Para isso, é preciso contratar projetos pela melhor solução técnico-econômica e não pelo menor preço. E reservar o prazo adequado à elaboração de um “serviço técnico especializado de natureza predominantemente intelectual”. Aos nossos governantes, é preciso lembrar, ou informar, em alguns casos, que a arquitetura e a engenharia são instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento e engenheiros e arquitetos são os operadores desse desenvolvimento. E, mais ainda, que o Brasil dispõe de profissionais altamente qualificados nesses setores: o “técnico” e a “cartolagem”, porém, não estão sabendo tirar proveito da competência que têm à sua disposição. 

Assim, contratar projeto por pregão ou por menor preço, prática que infelizmente tem sido comum em nosso país, seria, por analogia, como se nossas autoridades estivessem com uma dor de dente insuportável e escolhessem para o tratamento o dentista que ofereceu o menor preço. Ou que uma renomada montadora de automóveis contratasse o projetista que propôs o valor mais baixo – e não a expertise e a melhor solução - para desenvolver o projeto de seu carro top de linha.

Planejar bem, contratar projetos pela melhor solução técnico-econômica, pelo valor adequado – e nunca pelo menor preço ou por pregão -, com o prazo necessário ao seu desenvolvimento é uma receita eficaz para a conquista de qualidade, com controle rigoroso de seus custos e do prazo de execução. O bom projeto executivo é também, por isso, o que denominamos de uma “vacina anticorrupção”. 

Para resolver a ineficiência da administração pública brasileira não adianta importar administradores cubanos, por exemplo. A solução está no Brasil e na busca real por administradores capazes, planejadores eficientes, que pensem nas próximas duas décadas, no mínimo, e não apenas na próxima eleição, que ocorre a cada dois anos. Senão, nossos governantes podem virar a “vidraça” da vez, nas manifestações e na insatisfação generalizada da sociedade.
 

Por: José Roberto Bernasconi, presidente Sinaenco/SP 




Não há o risco de um “apagão” generalizado de mão de obra de Engenharia no Brasil, ainda que se reconheçam alguns sinais de pressões de curto prazo no mercado de trabalho. Esta é a conclusão de um dos artigos que subsidiaram o debate sobre escassez de engenheiros no Brasil, promovido nesta terça-feira, dia 5, em Brasília, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

O texto, de autoria dos pesquisadores da USP Mario Sergio Salerno, Leonardo Melo Lins, Bruno Cesar Pino Oliveira de Araujo, Leonardo Augusto Vasconcelos Gomes, Demétrio Toledo e Paulo Meyer Nascimento, do Ipea, indica que, em termos quantitativos, estas pressões tendem a ser resolvidas com a ampliação da oferta de novos engenheiros, uma vez que os cursos da área voltaram a atrair os alunos.

O artigo aponta quatro dimensões que podem explicar a percepção de alguns agentes econômicos sobre escassez de mão-de-obra em Engenharia: a qualidade dos engenheiros formados, uma vez que a evolução na quantidade não foi acompanhada pela mesma evolução na qualidade; o hiato geracional, o que dificulta a contratação de profissionais experientes para liderar projetos e obras; os déficits em competências específicas; e, os déficits em regiões localizadas.

Por outro lado, os autores alertam para o fato de que a inexistência de gargalos não significa a falta da necessidade de ampliação dos investimentos no ensino de Engenharia, particularmente nas universidades públicas. Para eles, a Engenharia está profundamente ligada ao desenvolvimento econômico e à inovação. E neste aspecto o Brasil apresenta baixo índice de engenheiros por habitante ou por formados no ensino superior.

Demanda

A demanda por engenheiros e profissionais afins no mercado de trabalho formal foi o tema levantado pelos técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea Aguinaldo Nogueira Maciente e Paulo A. Meyer M. Nascimento. O artigo faz uma projeção da demanda por engenheiros, trazendo estimativas para diferentes cenários de crescimento da atividade econômica e para diferentes setores de atividade.

A expectativa é de que, até 2020, o número de engenheiros requeridos pelo mercado de trabalho formal, a depender do cenário de crescimento da economia, atinja entre 600 mil e 1,15 milhão de profissionais. Isto demonstraria a importância do crescimento econômico sustentado sobre a configuração de longo prazo do mercado de trabalho.

O texto traz ainda a evolução do salário médio dos engenheiros em relação aos dos demais profissionais com educação de nível superior. “Os engenheiros e profissionais afins recebem salários sistematicamente acima dos demais empregados com escolaridade superior”. Entre 2000 e 2009, os setores que mais apresentaram elevação do salário pago a engenheiros foram os de cimento, álcool, artefatos de couro e calçados, serviços imobiliários e aluguel e Construção.

No que diz respeito à evolução da formação de engenheiros e profissionais técnico-científicos no Brasil, os pesquisadores do Instituto Divonzir Gusso e Paulo Meyer Nascimento revelam que as áreas de Engenharia, Produção e Construção e de Ciências, Matemática e Computação apresentaram expansão tanto no volume total de matrículas como no de conclusões de curso, além de passar por grande diversificação de habilitações e por um considerável aumento da participação do setor privado. Por outro lado, ‘é necessário mobilizar o sistema de educação superior de que o país já dispõe para que sejam satisfeitas as demandas emergentes, que se expressam no debate cotidiano sob termos como “escassez”, “apagão” e semelhantes’.

Leia o texto 'Evolução da formação de engenheiros e profissionais técnico-científicos no Brasil entre 2000 e 2012' (preliminar)

Acesse o texto 'Uma proposta de sistematização do debate sobre a falta de engenheiros no Brasil' (preliminar)

Leia o texto 'A demanda por engenheiros e profissionais afins no mercado de trabalho formal' (preliminar)

 

Fonte: Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada 




Logo após a divulgação de nota oficial da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), contestando veementemente as declarações do ministro da Secretaria da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, sobre a competência dos engenheiros brasileiros, o titular da SAC publicou, no domingo (3/11), esclarecimentos sobre o ocorrido: “Em respeito ao engenheiro brasileiro, gostaria de esclarecer a opinião prestada como palestrante convidado no Encontro Nacional de Editores da Coluna Esplanada, promovido na quinta-feira, 31/10, pelo jornalista Leandro Mazzini.”

* Leia aqui a nota oficial da FNE para o ministro Moreira Franco

Na nota enviada diretamente à assessoria de imprensa da FNE, o ministro diz que, ao responder uma das indagações sobre atraso de obras da Infraero, “eu disse que o país ficou quase três décadas sem investimentos em infraestrutura”. Argumenta que “esta tragédia, além de tornar o Brasil altamente deficiente na garantia de uma logística moderna e econômica, desorganizou a engenharia nacional, na década de 70 uma das mais dinâmicas do mundo. Grandes empresas de projetos fecharam as portas por falta de trabalho, empreiteiras buscaram outras atividades em diversos setores e toda uma geração de jovens engenheiros, por falta de empregos, buscou o mercado financeiro para se realizarem profissionalmente”.

Para Moreira Franco, conforme seus esclarecimentos, tal situação provocou um gap geracional, interrompendo o processo natural de qualificação profissional pela transferência de conhecimento via estágio e convivência com os mais experientes. “Hoje, com o retorno dos investimentos em obras públicas, estamos em fase de recuperação do tempo perdido”, escreve.

E prossegue: “Sou e sempre fui, em todos os cargos executivos que exerci em minha atividade pública, admirador e defensor da qualidade e criatividade do engenheiro brasileiro. Tenho certeza que rapidamente teremos empresas de projetos e execução de obras com a mesma qualidade que tivemos no passado.” Por fim, diz que a Secretaria de Aviação Civil “trabalha arduamente para trazer o modal aéreo brasileiro para o século 21 e conta com a engenharia nacional nesta missão nobre e urgente para o nosso país”.

O caso
No evento no dia 31 último, o ministro culpou os engenheiros brasileiros, que para ele são “ruins”, pelo atraso nas obras em seis dos 12 aeroportos nacionais em capitais que receberão a Copa do Mundo. Disse Moreira Franco que os "projetos que pegamos para executar são muito ruins, e temos que refazer todos eles. Temos uma geração inteira de engenheiros nos anos 1970 e 1980 que saíram da faculdade direto para o mercado financeiro, então há uma carência de profissionais experientes e qualificados nessa área. Os jovens não saem bem formados da faculdade e os projetos são muito ruins.”

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP





A diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e presidente do Sindicato dos Engenheiros do Ceará (Senge-CE), Thereza Neumann, participou da reunião pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no dia 11 último, que aprovou a prestação de serviços acessórios pelas empresas de energia. “A federação lamenta muito a decisão da agência. Na nossa visão, nenhum dos serviços de engenharia deveria ser feito diretamente por concessionárias de energia aos consumidores, por todas as vantagens que elas têm, tornando impossível a concorrência”, explica.

Todavia, Neumann avalia que a categoria conseguiu uma vitória parcial ao conseguir que a Aneel adiasse para 2014 a decisão sobre regulamentar ou não alguns desses serviços acessórios: elaboração de projeto, construção, expansão, operação, manutenção ou reforma de subestações de energia elétrica, instalações elétricas internas de unidades consumidoras, bancos de capacitores e geradores, incluindo-se unidades de microgeração e minigeração distribuída.

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"Essa ressalva nos dá tempo para mobilizar a sociedade, contando com o apoio dos parlamentares, para imediatamente denunciarmos essa situação e buscarmos todos os meios possíveis para revertê-la", acrescenta a dirigente, citando as audiências já solicitadas pelo deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE) até a apresentação de ações judiciais contra a aprovação da Aneel à prestação de serviços acessórios. "Essa luta é em favor da sociedade de uma forma geral, pela preservação da concorrência."

Para o parlamentar, membro da Comissão de Defesa do Consumidor e da Comissão do Trabalho, da Câmara Federal, a medida trará prejuízos ao consumidor, por impedir a livre concorrência no mercado de serviços de engenharia, por isso precisa ser revista com urgência. Lopes apresentou pedidos de audiência em três comissões – de Trabalho, de Minas e Energia e de Defesa do Consumidor – da Câmara Federal para discutir o assunto. A prestação dos chamados "serviços acessórios", como obras de engenharia em estabelecimentos residenciais e comerciais e consertos em residências, já havia sido objeto de polêmica no Ceará entre 2004 e 2009, quando serviços desse tipo foram oferecidos pela Companhia Energética do Ceará, pelo programa Coelce Plus.

O programa despertou reação de parlamentares e de representantes dos engenheiros e acabou sendo suspenso por falta de regulamentação dos serviços, por parte da própria Aneel. Agora, a prestação de serviços acessórios por parte de empresas de energia elétrica, em todo o Brasil, foi aprovada pela agência reguladora.

"Com essa aprovação pela Aneel, a tendência é que as empresas de energia passem a dominar o mercado desses serviços de engenharia, cobrando seus serviços nas contas de luz todo mês, o que é outra vantagem que nenhuma outra empresa tem. Isso gera um desequilíbrio no mercado, que é muito grave", avalia o deputado. E continua: "Uma única empresa pode passar a ditar o preço dos serviços, prejudicando tanto os outros profissionais quanto o consumidor. Mais uma vez, a agência age contra o consumidor e a favor dos lucros das empresas de energia em todo o País." (Com informação do site Diário Vermelho)


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A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Acre (Senge-AC) promovem dias 24 e 25 de setembro o Seminário Engenharia Urbana: Cidade e Mobilidade - Engenharia e Arquitetura Pública.

Destinado a profissionais e universitários das áreas de Engenharia, Arquitetura, Geografia, Geologia, Pública e Privada, o evento está com inscrições abertas. Os temas em discussão são a regularização de vazão do Rio Acre, apresentação de estudos de viabilidade envolvendo barragem, eclusas ou lagoas de regulação; a regularização fundiária e a mobilidade urbana, com foco no transporte público e na circulação.

O seminário se insere no ambiente de debates e reivindicações que estão na ordem do dia. "A democracia invadiu as ruas", aponta o convite, para enfatizar como objetivo da atividade o interesse da engenharia em discutir soluções técnicas para o dia a dia dos moradores das cidades. O importante é a técnica não se fechar em gabinetes e a população não afrontar as normas técnicas, por que o final deve ser um só: a melhoria de vida do cidadão brasileiro.

Confira, neste link, mais informação sobre o evento, ficha de inscrição e a programação.

 

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Fonte: FNE e Senge-AC




As grandes obras para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 serão tema da palestra do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso Pinheiro, nesta quarta-feira (21/08), no VIII Congresso Brasileiro de Regulação em Fortaleza. Em pauta, os preparativos para os mundiais, seus desafios e o avanço na infraestrutura das cidades-sede.

Em março de 2012, a FNE e o Ministério do Esporte assinaram um Termo de Cooperação Técnica, que oficializa a interação entre a entidade e o Governo Federal para o acompanhamento das obras de engenharia da Copa de 2014 no Brasil.
 

Fotos: Glauber Queiroz/Portal da Copa
Copavistoria19AGO2013 
No dia 19 de agosto, FNE integra comitiva que vistoriou construção da arena do
Corinthians, na zona leste de São Paulo


A partir dessa parceria, a federação tem proposto uma agenda positiva que tem três pontos-chave. O primeiro é indicação da necessidade de se buscar informações precisas sobre cada uma das ações, públicas ou privadas, que devem ser executadas até junho de 2014. “Urge a construção de um quadro realista sobre as condições presentes e futuras das múltiplas realizações envolvidas na preparação do País para a Copa”, destaca Pinheiro. O segundo ponto é a ênfase na busca de soluções, sem abrir mão da identificação de gargalos ou de questionamento de opções ou decisões. Por fim, a FNE defende maior foco no legado que a Copa pode e deve deixar para o País, particularmente nas suas 12 cidades-sede, entendendo-a como uma oportunidade ao desenvolvimento.

Para saber mais sobre o evento clique aqui.

 

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