GRCS

Da Agência Sindical*

Até poucos anos atrás, não faltava emprego para engenheiros. Isso mudou. A crise política e a recessão paralisaram o País, reduziram drasticamente as oportunidades de trabalho e rebaixaram a situação salarial dos profissionais.

Esse foi um dos eixos do encontro nacional de jovens engenheiros, que reuniu núcleos de 13 Estados, dia 9 de agosto último, em Belém, no Pará. O evento fez parte de programação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

A Agência Sindical entrevistou Marcellie Dessimoni, engenheira ambiental e sanitarista, que atua no núcleo de jovens engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) e ocupa a coordenação nacional na federação.


Foto: Lucas Queiroz/FNE
Marcellie Dessimoni em encontro naa capital paraense.

Coordenações
Começamos em 2015 com dois Estados, já temos coordenadorias em 13, podendo chegar a 18. Reunimos jovens recém-formados e também estudantes.

Trabalho
A grande preocupação hoje é com emprego. A crise leva o jovem engenheiro a disputar mercado com profissional com 20 anos ou mais de experiência. O problema é que esse profissional mais experiente se vê obrigado a rebaixar seu nível salarial.

Direitos
Além das prerrogativas pela lei que regula nossa profissão, temos as conquistas das convenções coletivas. Isso hoje está ameaçado pelas reformas já aprovadas, como a trabalhista. O jovem engenheiro também se mobiliza para garantir esses direitos e conquistas.

Sindicalização
Por orientação da FNE e em conjunto com os sindicatos filiados, tem crescido a sindicalização dos jovens. Mas não se trata apenas de ficar sócio da entidade. O jovem engenheiro quer participar, influir e atuar concretamente, inclusive no âmbito do projeto Cresce Brasil, entendido como um espaço para o debate e encaminhamento de propostas.

Inovação
A inovação tecnológica é inerente à nossa atividade. Entendemos que ela também pode ser levada para o âmbito da ação sindical, somando-se à experiência das atuais direções.

Deformas
O encontro de Belém também ajudou a mostrar os impactos negativos das reformas para o País, os trabalhadores em geral, incluindo os engenheiros. Daí, o crescente entendimento que é preciso haver participação e mobilização.

Contatos
Segundo Marcellie, a comunicação entre as coordenações nos Estados é permanente, por meio de um grupo específico no WhatsApp. “Buscamos um ambiente de diálogo e debates, mas sem disputa”, ela observa. Para contatos gerais, utiliza-se o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

* Essas e outras notícias estão no site da Agência Sindical

 

 

 

 

 

Na reunião do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Creas, realizada em Belém/PA, na manhã desta terça-feira (11/4), o presidente da FNE, Murilo Pinheiro, destacou a importância e parabenizou o trabalho de cada um dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas), que têm função fundamental na fiscalização das atividades do setor em benefício da sociedade e dos profissionais.


Foto: Paula Bortolini
Murilo reuniao confea em belem home

Na oportunidade, Murilo abordou ainda o movimento "Engenharia Unida" e reafirmou a necessidade de que a área tecnológica tenha protagonismo no desenvolvimento nacional. Nesse sentido, ele ressaltou a importância de que o exercício profissional seja desempenhado com independência, de acordo com as competências e habilitações técnicas.

Encerrando sua participação, o dirigente salientou a firme disposição da FNE de trabalhar conjuntamente com as demais entidades em defesa dos profissionais e pela retomada do crescimento econômico.

74ª Soea
Também em Belém, aconteceu na segunda-feira (10/4), o lançamento da 74ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (Soea), contando com diversas lideranças que compõem o sistema Confea/Creas, entre elas Murilo, dirigentes da FNE e dos sindicatos filiados. O evento será realizado na capital paraense, entre 8 e 11 de agosto próximo.

A atividade, promovida pelo Conselho Federal de Engenharia e Agonomia (Confea) em parceria com o Crea-PA, terá como tema central "A responsabilidade da engenharia e agronomia para o desenvolvimento do País". Os eixos temáticos serão: cenário socioeconômico e ambiental; recursos hídricos - abordagens sustentáveis; e ética e medidas anticorrupção. Saiba mais aqui.

Confira aqui imagens do Lançamento da Soea.

Fonte: FNE
(publicado por Deborah Moreira)




Como aponta o analista político e consultor sindical João Guilherme Vargas Netto, o total de sindicalizados no País ultrapassa 18 milhões, contra 5 milhões de leitores regulares de jornal impresso e 12 milhões de filiados a partidos políticos. Ou seja, é uma força considerável. Vito Giannotti, outro estudioso e militante do movimento operário brasileiro, em vários dos seus trabalhos, sempre salientou que a maior redação do País era a dos sindicatos.

Tais dados são importantes no momento político por que passa o País para mostrar que os assalariados brasileiros precisam ser respeitados no que tange aos seus direitos históricos, consagrados por lei e pela Constituição Federal de 1988, a “Constituição cidadã”, como costumava definir o ex-presidente do PMDB e do Congresso constituinte (1987-1988), Ulysses Guimarães. Por isso, esta quarta-feira, 15 de março, é um marco na luta sindical. Por todo o Brasil ocorrem manifestações nas ruas e paralisações para mostrar a total insatisfação com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, encaminhada pelo governo Temer ao Congresso Nacional em dezembro de 2016, que muda drasticamente o regime previdenciário nacional com claros prejuízos aos trabalhadores.

Nessa grande demonstração democrática estão inseridas diversas categorias profissionais, como a dos engenheiros, capitaneados pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus 18 sindicatos filiados, incluindo o SEESP. Em São Paulo, os profissionais se juntarão ao ato que acontecerá às 16h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Também estão comprometidos com a luta os profissionais que compõem a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU).

Em vídeo gravado, o presidente do SEESP e da FNE, Murilo Pinheiro, salienta que a proposta de reforma da Previdência é inadmissível, porque, entre outros pontos, impõe a idade mínima de 65 anos de idade para homens e mulheres e ao menos 49 anos de contribuição para se ter acesso à aposentadoria integral. E conclama: “Não a essa injustiça. Nenhum direito a menos.”

O que está em jogo nessa PEC não é pouca coisa: é a aposentadoria de todos os brasileiros e brasileiras (leia aqui os sete pontos que mostram como a proposta do governo é inaceitável). O futuro do País está nas mãos do Congresso Nacional, que não pode se mostrar arredio ou de costas aos reclamos democráticos da sociedade brasileira.

Faixa da FNE

Faixa da CNTU

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Milhares de trabalhadores já estão a postos para a grande mobilização marcada para quarta-feira (15), convocada pelas centrais e frentes formadas por diversas entidades sindicais e sociais, em todo o País, contra as reformas trabalhista, previdenciária e do ensino médio. Uma lista inicial com as capitais e seus respectivos locais de concentração foi divulgada. Além dos atos de protesto, muitos cruzarão os braços.

Foto: Beatriz Arruda/Comunicação SEESP
centrais foto bia home

Sob o mote “Nenhum direito a menos”, categorias inteiras como metalúrgicos e portuários paralisarão suas atividades por um período de 24 horas. Outras, como professores, deflagrarão uma greve geral, por tempo indeterminado. Na pauta de reivindicações dos docentes estão a manutenção da aposentadoria especial, a não equiparação da idade mínima entre homens e mulheres – já que mais de 80% do professorado é formado por mulheres –, e repúdio à reforma do ensino médio imposta por meio de medida provisória, sem debater com trabalhadores e estudantes.

Os motoristas e cobradores de ônibus de algumas cidades farão paralisações ao longo do dia. Em São Paulo, não haverá circulação desse tipo de transporte da 0h às 8h. Os metroviários da capital paulista decidiram uma greve de 24 horas. Outras categorias que prestam serviços públicos devem parar, como eletricitários, servidores da Sabesp, dos Correios e do Judiciário, que também realizaram assembleia no 8 de março e decidiram aderir à paralisação de 24 horas.

Organização

Representantes de centenas de organizações sociais, sindicais, estudantis e partidárias vêm realizando uma série de encontros para organizar as manifestações e reiterar a convocatória para toda a classe trabalhadora brasileira a se engajar na luta.

Em nota de convocação, as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, as quais reúnem organizações que participarão das atividades do dia 15, falam da importância de resistir e conscientizar a população em seus locais de trabalho, escolas, universidades, no campo e na cidade, sobre os ataques aos direitos que vêm ganhando força no Congresso Nacional, sem nenhum debate público, sem qualquer compromisso com a população. "É preciso fazer a luta nas ruas! Por isso no dia 15 de março estaremos juntos com os trabalhadores/as da educação em greve e com o conjunto da classe trabalhadora paralisada, para realizar grandes manifestações que mostrem que não aceitamos o fim da aposentadoria e nem um governo que seja instrumento para caçar direitos e piorar a vida dos brasileiros/as", diz um trecho da nota.

"No dia 15 de março vamos todos às ruas para dizer não à essa injustiça. Não à reforma da Previdência. Nenhum direito a menos", afirma Murilo Pinheiro, presidente do SEESP. Confira seu chamado em vídeo abaixo.



 

Locais de mobilização:

Maceió (AL) – 10h Praça dos Martírios

Salvador (BA) – 15h Campo Grande

Fortaleza (CE) – 8h Praça da Bandeira

Vitória (ES) – 7h Pracinha das Goiabeiras

Cuiabá (MT) – 16h Praça do Ipiranga

Belo Horizonte (MG) – 10h Praça da Estação

Belém (PA) – 9h Praça da República

João Pessoa (PB) – 16h Ministério da Previdência

Curitiba (PR) – 9h Praça Tiradentes

Recife (PE) – 9h Praça Oswaldo Cruz

Rio de Janeiro (RJ) – 16h Candelária

Natal (RN) – 14h Praça Gentil Ferreira

Porto Alegre (RS) – 18h Esquina Democrática

Porto Velho (RO) – 9h Praça Estrada de Ferro Madeira Mamoré

Florianópolis (SC) – 16h Praça Miramar

São Paulo (SP) – 16h Masp

Piracicaba (SP) - 9h Poupatempo

São José do Rio Preto (SP) -  15h Terminal Central

Ribeirão Preto (SP) - 17h Terminal Dom Pedro II

Sorocaba (SP) -  7h Praça Coronel Fernando Prestes

Americana (SP) - 16h Praça Comendador Muller

Aracaju (SE) – 14h Praça General Vadalão

Palmas (TO) – 8h30 Colégio São Francisco


Comunicação SEESP

(Matéria atualizada em 14/3/2017, às 10h49)





Lugar de mulher é onde ela quiser. Inclusive na engenharia. É com esse mote que a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), entidade na qual o SEESP é filiado, realiza nesta semana uma campanha de postagens no Facebook em homenagem às mulheres pelo dia 8 de março.

Nas postagens, é ressaltada a crescente participação feminina na área, porém ainda minoritária. Conforme texto publicado pelo jornalista Carlos Orsi (Revista Ensino Superior, Unicamp, 2012), citado na campanha, as mulheres “(...) ainda representam apenas 30% dos formandos (em engenharia), embora já sejam mais da metade da população e detentoras da maior parte (63%) dos títulos acadêmicos no País”. 


Reprodução – post realizado em 6/3

Post FNE para matéria 1 

 

Post realizado em 7/3

Post FNE para matéria 2

  

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a FNE reafirma a importante luta pela igualdade de gênero. As postagens especiais seguem até sexta-feira (10/3) e podem ser acompanhadas na Fanpage da Federação.  


Reprodução – post realizado em 8/3

Post FNE para matéria 3

 

 

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações da Federação Nacional dos Engenheiros – FNE

 

 

 

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) chega ao seu 53º aniversário, neste sábado (25 de fevereiro), com um desafio que diz respeito não apenas às  bases sindicais da engenharia, mas ao futuro do País. Um “Perfil ocupacional dos profissionais da engenharia no Brasil”, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido da FNE, em 2015, já comprovava a indiscutível relação entre o aquecimento da atividade econômica e as oportunidades para os engenheiros.

Esse trabalho observava os reflexos de uma década de investimentos públicos e privados, após 25 anos de estagnação, na contratação da engenharia, permitindo constatar que a busca da valorização profissional exigiu  lutar também pelo incremento da infraestrutura nacional, da oferta de crédito e de políticas de distribuição de renda, para o País prosperar.

Para a FNE, a década foi marcada pelos desdobramentos do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006, também em um ano difícil, e que foi sendo atualizado ano a ano, com uma plataforma de propostas e desafios para um desenvolvimento nacional sustentável.  Outra importante iniciativa nos últimos anos foi a construção e atualização permanente do programa Brasil Inteligente, da CNTU, que propõe a mobilização da sociedade para enfrentar e superar os gargalos do desenvolvimento nacional para a efetiva independência do Brasil, a ser celebrada em seu bicentenário, em 2022. Também é preciso enfatizar a consolidação do Núcleo Jovem Engenheiro, que aproxima estudantes e recém-formados da vida sindical e desafios profissionais.

O ano de 2017 teve início com a mobilização da “Engenharia Unida”  diante de um quadro de grande retração da economia e dos investimentos públicos, cortes nas políticas sociais e da perda de direitos dos trabalhadores, através da reforma da previdência e outros retrocessos que têm marcado a pauta de votações no Congresso Nacional.  Diante desse quadro, a engenharia se mobiliza para reafirmar seu protagonismo nos processos nacionais de saídas para a crise, fazendo ver aos governantes, parlamentares e líderes empresariais que a solução está no desenvolvimento, na produção e no apoio à inovação e à produtividade, e não na retirada de direitos.

Lançado em março do ano passado pela FNE e constante do programa de trabalho da gestão 2016-2019, o movimento "Engenharia Unida" já tem mobilizado as bases sindicais e também conselhos profissionais, entes e órgãos públicos, associações, centros de pesquisa e ensino, empresas, além dos profissionais em todos os segmentos de atuação para que os engenheiros se façam presentes e sejam ouvidos no debate público e nas questões prioritárias da sociedade brasileira.

Uma grande mobilização tem se dado na defesa das empresas nacionais nos processos de contratação na área do petróleo, ao lado das demais lutas travadas no Congresso Nacional em conjunto com a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional.

O saldo mais importante dos 53 anos de construção da FNE é a possibilidade de celebrar, em 2017, a efetiva mobilização da "Engenharia Unida" pela defesa dos direitos e oportunidades profissionais, mas também o papel que a categoria vem assumindo em defesa dos interesses do Brasil. Para o presidente da FNE, Murilo Pinheiro, é preciso participar, com o conhecimento e a inteligência dos profissionais das áreas de tecnologia para as soluções e superação deste delicado momento de crises política e econômica enfrentadas no País.

 

Comunicação SEESP
Reprodução de texto de Rita Freire – Portal FNE

 

 

 

 

O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), instituição pioneira a oferecer a graduação em Engenharia de Inovação, preparou um programa de pós lato sensu para 2017 que tem o objetivo de atender demandas do mercado e oferecer formação qualificada. No total, serão 15 cursos oferecidos ao longo do ano, na capital paulista, no interior do Estado e também no Rio de Janeiro e em Fortaleza. As atividades atendem profissionais de diversas áreas para capacitação em setores estratégicos ao desenvolvimento do País. A marca da inovação está em todos eles.

“Pretendemos formar para inovar e empreender, em benefício da sociedade. Queremos transferir para a pós-graduação o que acumulamos na graduação. Ou seja, oferecer cursos com características diferenciadas, adicionando um ingrediente a mais, uma disciplina ou atividade, que acrescente uma nova visão, gerando novos conteúdos”, explica Antonio Octaviano, diretor de Extensão e Serviços de Consultoria do Isitec.

Foto: Beatriz Arruda
Isitec FNE FEV2017
Equipe do Isitec e parceiros, da esq. para a dir.: Antonio Octaviano, diretor; João Gaspar, da TI Lab; Rosângela Castanheira,
da Triade Engenharia de Custos e professora do curso de BIM; Angélica Perez, da comunicação;
Denésio Carvalho, Meire Garcia e Regina Ruschel, coordenadores.

 

Um exemplo desse objetivo é o curso “European Energy Manager: Gestão de Energia”, voltado à eficiência energética, que possui dupla certificação. Isso porque o aluno que passa por ele também tem direito a fazer parte de uma rede global de engenheiros especialistas em eficiência energética, por meio da qual pode trocar informações e conhecimento tecnológico.

De origem alemã, a formação chegou ao País em parceria com o Intelligent Energy Europe Programme (IEE), da União Europeia. Com duração de 18 meses (380 horas), está na quinta turma. Duas novas iniciam-se em 17 e 24 de março, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente. As aulas serão quinzenais, sempre às sextas, das 19h às 23h, e aos sábados, das 8h às 17h.  Denésio de Andrade Carvalho, consultor de pós-graduação do Isitec, lembra que, nesse curso, profissional e empresa saem ganhando. “Ao final, o aluno produz um projeto no ramo que ele escolher, geralmente para seu local de trabalho. Ou seja, a empresa que investir nessa formação receberá um projeto de eficiência energética, obtendo redução de custos com novas tecnologias. Além disso, retém esse funcionário, oferecendo formação qualificada.”

A partir de março, cinco cidades paulistas oferecerão o curso “Engenharia de Segurança do Trabalho”, com duração de dois anos (680 horas). A formação tem um módulo extra de 40 horas, voltado à necessidade específica de cada localidade ou região. Assim, em São Paulo, Itapetininga, Bauru e São José do Rio Preto, o foco será na agricultura. Em Campinas, o tema a ser acrescido na grade, provavelmente ligado à indústria, será decidido pelos alunos que formarem a turma.

Para o coordenador pedagógico do curso, o professor Celso Atienza, diretor da FNE, é urgente atender as diversas especificidades da Engenharia de Segurança: “A agricultura demanda conhecimentos tanto no plantio, quanto na parte industrial. Os riscos desse setor são diferentes, como por exemplo o uso correto de produtos agrícolas, a mecanização do campo, além de práticas inovadoras de agroecologia.”

Parcerias
As parcerias têm sido fundamentais para a formatação dos currículos. “Temos um corpo docente que se dedica à graduação. Por isso, toda a pós-graduação é feita a partir de parcerias com instituições e profissionais qualificados e renomados no mercado. E essa fórmula tem se mostrado exitosa”, observa Octaviano.

Algumas delas renderam novidades, como o curso “Modelagem da informação da construção”, para atualizar profissionais no uso da ferramenta Building Information Modeling, conhecida pela sigla BIM, que tem coordenação pedagógica da professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Regina Coeli Ruschel.

A arquiteta Meire Garcia, coordenadora administrativa desse e de outros cursos da pós-graduação do Isitec, lembra que essa será a ferramenta mais utilizada nos escritórios em um prazo de dez anos. “Os projetos saíram da prancheta e foram para o AutoCad e assim permanecem na grande maioria dos escritórios. Porém, uma evolução está ocorrendo, que é a mudança para o BIM,  uma plataforma digital em 3D para planejar e unificar todos os projetos que envolvem uma obra, como de construção, elétrica e arquitetura”, explica.

Outras duas propostas do Isitec foram pensadas para atender recém-formados que pretendem atuar em escritórios ou montar o seu próprio: “Gestão eficaz de escritórios de engenharia e arquitetura”, coordenado e ministrado pelo professor Ênio Padilha, que atua no mercado há 20 anos; e “Engenharia da lucratividade”, coordenado e ministrado pelo professor Mozart Bezerra da Silva. “Montada exclusivamente para o Isitec, a formação pretende dar aporte aos profissionais que saem das faculdades sem essa noção de empreendedorismo”, conta Garcia.

Outra opção é “Gestão ambiental sustentável”, coordenado pelo professor João Sergio Cordeiro, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com início previsto em abril (em São Paulo) e setembro (em Marília). Um diferencial nessa proposta é o módulo sobre “Valoração do dano ambiental”. “Vimos o desastre que ocorreu em Mariana. Quais os critérios, as ferramentas, como você mensura o que foi perdido em uma tragédia como essa?”, indaga Octaviano.

Também atual é o curso de “Gestão de TI com ênfase em inovação”, em que seu coordenador, Ricardo Gedra, que tem 20 anos de experiência profissional e há dez coordena cursos de pós-graduação, inclui o aspecto social na implementação ou aperfeiçoamento de um sistema de gestão de TI, visando a integração dinâmica dos diversos departamentos de uma empresa.

Serão oferecidas no segundo semestre, ainda sem data definida, especializações em “Energia solar fotovoltaica” e “Excelência operacional”.

Interessados podem obter mais informações e se inscrever nos cursos no Site, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou telefone (11) 3254-6850.

 

Deborah Moreira
Matéria publicada no jornal Engenheiro, Edição 177, de fevereiro de 2017

 

 

 

 

Nesta semana, o JE na TV traz uma reportagem especial sobre o encontro em Barra Bonita, no interior do estado, que reuniu engenheiros de todo o País. Com o tema "Engenharia Unida – Mobilização pela retomada do crescimento e valorização profissional", o evento, ocorrido entre 24 e 26 de novembro, abordou questões fundamentais para a retomada do desenvolvimento do País, que atravessa uma crise política e econômica. O chamado à Engenharia Unida, feito pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), entidade a qual o SEESP é filiado e que organizou a atividade, foi constantemente lembrado. 

A reportagem aborda desde a abertura, que contou com cerca de mil participantes, entre dirigentes dos 18 Sindicatos dos Engenheiros filiados à FNE, representantes de câmaras e entidades municipais, do Sistema Confea/Creas, da academia, do patronato e de associações de classe, bem como estudantes, até os paineis que debateram estratégias para o enfrentamento da crise e pautas que tramitam no Congresso que ameaçam direitos já assegurados aos trabalhadores, como a Reforma da Previdência.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Confira a edição completa, abaixo:




Comunicação SEESP









O debate sobre iluminação pública volta a ser pauta do JE na TV desta semana. Em entrevista ao jornalista e apresentador Fabio Pereira, o consultor da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e especialista no assunto, Carlos Augusto Kirchner, também diretor do SEESP, que abordou pontos como marco legal da iluminação pública, novas tecnologias que precisam ser incorporadas e a responsablidade dos municípios.

Sobre isso, a FNE defende que para assegurar em todos os municípios uma iluminação pública de qualidade, e com baixo custo, é preciso que haja a construção de um marco legal ao setor, ao qual deve se vincular modelo à prestação do serviço e modernização do parque nacional. Para a entidade, a parceria público-privada – amplamente defendida na atualidade e apresentada como parte de programas de governo nas últimas eleições municipais, por exemplo na cidade de São Paulo – não é a melhor alternativa nesse caso.

Entre as opções, caberia mais uma “concessão comum”. Essa ideia foi apresentada ao secretário de coordenação de projetos da Secretaria-Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Tarcísio Gomes de Freitas, em 27 de setembro último, em Brasília, por representantes da federação, entre eles o engenheiro Kirchner. O assunto se encontra em análise no órgão.

Na Reportagem da Semana, o assunto é feminicídio, crime tipificado pela lei 13.104/15. O Brasil é o quinto país em registro de casos de mortes de mulheres simplesmente por serem mulheres. São 13 mulheres assassinadas por dia.

Neste mês, o Instituto Patrícia Galvão lançou uma plataforma digital sobre feminicídio com conteúdos organizados de forma a garantir a autonomia de quem o acessa, seja para consultas específicas ou para saber mais sobre o tema de um modo geral. Com o objetivo de permitir reproduções, reusos e ampla disseminação, todo o conteúdo do Dossiê Feminicídio está sob uma licença Creative Commons que permite a livre reprodução, desde que citada a fonte. Acesse pelo link www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/ .

Na coluna semanal No Ponto, Murilo Pinheiro, presidente do sindicato, fala sobre o encontro da Engenharia Unida, em Barra Bonita, no Interior de São Paulo, organizado pela FNE, entre 24 e 26 de novembro.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

Asssista a íntegra da edição desta semana:







Comunicação SEESP



“Engenharia Unida.” O chamado a esse movimento, feito pela FNE, tem ecoado em todo o Brasil. Profissionais de norte a sul do País estão presentes em Barra Bonita (SP) e demonstram o acerto da iniciativa, lançada pela federação em março último. Na noita de quinta-feira (24/11), cerca de mil abrilhantaram a abertura do evento que discutirá “Engenharia Unida – Mobilização pela retomada do crescimento e valorização profissional”, no auditório do Hotel Estância Barra Bonita, e segue até sábado (26).


Foto: Beatriz Arruda/FNE
Abertura p site 2Mesa de abertura do evento, na noite desta quinta-feira (24/11), em Barra Bonita.

 
Entre eles, além dos dirigentes dos 18 Sindicatos dos Engenheiros (Senges) filiados à FNE, representantes de câmaras e entidades municipais, do Sistema Confea/Creas, da academia, do patronato e de associações de classe, bem como estudantes. O secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, compareceu em nome do governador Geraldo Alckmin. Também prestigiou a atividade o secretário nacional da Aviação Civil, Dario Rais Lopes, e o prefeito eleito de Barra Bonita, Zequinha Rici. Todos os três engenheiros.

“Proximidade, motivação e boas intenções. Esse é o espírito desse encontro.” Com essas palavras, Murilo Pinheiro, presidente da FNE, saudou os participantes. Na preleção inaugural, ele destacou: “É uma honra ver que a Engenharia Unida conseguiu mobilizar tantas importantes autoridades e lideranças. O objetivo primordial de nosso encontro é de forma democrática, séria, responsável, debatermos os temas e apontarmos soluções possíveis para saída de uma das piores crises que já vimos em nosso país, que trouxe 12 milhões de desempregados.

” Pinheiro citou os ataques que têm sido recorrentes a empresas nacionais e ao Estado, com desqualificação não só de políticos, mas também de profissionais, e frisou: “Não podemos nos calar. Temos que nos unir para lutar fielmente na defesa dos nossos recursos, como o pré-sal,as reservas hídricas, a Amazônia. Precisamos posicionar as entidades e os trabalhadores na proteção e incentivo ao sistema produtivo, não podendo nos render ao setor financeiro. A agronomia de ponta desenvolvida por nossos técnicos tem sustentado nosso Brasil em momentos complicados e nos apresentado ao mundo por nossa inteligência e inovação tecnológica. Sabemos que os engenheiros e profissionais da área tecnológica têm um papel fundamental, juntamente com os governantes, empresários, instituições de ensino, jovens estudantes: ser os agentes transformadores para as mudanças necessáriasàvolta do crescimento e desenvolvimento.”

Em defesa da profissão e para fazer frente aos ataques, como os representados pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, - que congela as chamadas despesas primárias, como investimentos e gastos sociais por 20 anos -, e as reformas trabalhista, sindical e previdenciária, o presidente da FNE informou que a categoria tem agora um espaço para amplificar sua voz junto ao Congresso Nacional: a Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, lançada na última quarta-feira (23), em Brasília (DF).

“Tivemos a oportunidade de estar presentes. Iniciativa do deputado federal Ronaldo Lessa, engenheiro, em parceria com a FNE e o Sistema Confea/Creas, e reunindo diversas entidades, a vontade política demonstrada nas falas dos parlamentares na ocasião nos faz acreditar que haverá importantes avanços para a área tecnológica, o que certamente resultará em conquistas para toda a sociedade brasileira, em busca de saídas da brutal recessão que nos assola.” E conclamou a todos a um pacto nacional. “A Engenharia Unida com certeza vai ao encontro dessa proposta.”

Entre as realizações da FNE e seus sindicatos filiados que revelam o caminho trilhado em busca não somente da defesa dos profissionais, mas do desenvolvimento sustentável nacional, Pinheiro citou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, as negociações coletivas em todo o País, as lutas para assegurar o salário mínimo profissional e ampliá-lo aos funcionários públicos, a defesa da carreira de Estado do engenheiro, o acompanhamento de projetos de lei de interesse da categoria, a participação em conselhos e audiências públicas.

Enfatizou ainda a criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), “um sonho de contribuir para a educação de qualidade, com o primeiro curso de Engenharia de Inovação do Brasil e a primeira instituição de ensino criada e mantida integralmente por uma entidade sindical”. E completou: “O Isitec representa a garra e a força da FNE e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, em não desistir diante dos maiores desafios que podem se apresentar.” Assim, concluiu: “Ao trazer os especialistas que nos brindarão com suas palestras e os comentadores que apresentarão os pontos de vista a partir das entidades que representam, acreditamos que teremos um debate muito rico, finalizando com a Carta de Barra Bonita, que apontará os rumos que a engenharia nacional enxerga para a retomada, em tempo mais breve possível, do crescimento do Brasil. Estamos juntos por um País melhor.”

João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical e político da FNE, homenageou o engenheiro Roberto Simonsen, idealizador da Rede de Representações de Engenheiros na primeira metade do século XX, como referência ao que propugna a Engenharia Unida. Lembrou, assim, frases célebres dele, ditas respectivamente em 1939 e em 1942, que permanecem atuais: “Insistimos, dizia ele, a atividade da grande engenharia está visceralmente condicionada ao ambiente econômico e a função primordial dos engenheiros é propiciar maior conforto ao meio social. (...).” E ainda: “Jamais foi o engenheiro tão necessário ao País e jamais teve tanta oportunidade de contribuir tão eficazmente ao seu engrandecimento. Pudesse eu ser ouvido por todas as classes sociais, faria tudo ao meu alcance para que se consolidasse a verdadeira compreensão deste momento. Essa consciência é necessária ao sadio espírito de cooperação para que se afastem as lutas externas e os objetivos secundários. (...).”

José Tadeu da Silva, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), salientou que a abertura do encontro “mostra a inserção profissional da engenharia também na política. Quando fazemos a leitura principalmente das grandes nações, vemos que saíram inclusive de guerras e se reergueram, hoje ocupando liderança, através da engenharia. São esses os profissionais que fazem com que qualquer país se desenvolva. No Brasil, que nunca na história passou por uma recessão tão forte, vamos virar o jogo.”

Dario Rais apontou desafios que estão colocados nesse sentido: seguir garantindo prazo nas obras, sem perda de qualidade; resgatar o conceito da engenharia como formuladora de soluções de problemas; e formar profissionais que, além de técnicos, sejam empreendedores.

Já Arnaldo Jardim resumiu sua percepção da abertura do encontro, à qual apresentará ao governador de São Paulo: “Aqui está nossa Engenharia Unida, não como intenção, mas como ação concreta, em um momento estratégico ao País, que pelas circunstâncias e fatos, nos coloca a tarefa de reconstruir a economia, as instituições, as referências e valores, bem como de reescrever parte do pacto social.” Ele finalizou: “A Engenharia Unida é o fermento auxiliar, impulsionador de um acordo mínimo para a construção de um projeto nacional rumo à retomada do crescimento e garantia do amadurecimento de nossa sociedade, sob a liderança de Murilo Pinheiro. Esse me representa.”

Também saudaram o evento e manifestaram a intenção de colaborar e formar a coalizão proposta pela FNE o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP), Vinícius Marchese Marinelli; Paulo Guimarães, presidente da Mútua Nacional – Caixa de Assistência dos Profissionais; Modesto Ferreira dos Santos Filho, coordenador do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Creas; Fernando Jardim Mentone, vice-presidente de relações trabalhistas do Sindicato das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco-SP); Jorge Luiz Alcalde, diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Antonio Bestana Neto, secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Barra Bonita, representando o prefeito Glauber Guilherme; os vereadores Eliseu Gabriel (São Paulo), Elias Chediek (presidente da Câmara Municipal de Araraquara), Edson Shimabukuro (Campo Grande), Luiz Antonio Moreira Salata (presidente da Câmara Municipal de Olímpia); José Roberto Cardoso, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP); Saulo Krichanã Rodrigues, diretor do Isitec; Antonio Octaviano, ex-presidente da FNE; e Marcellie Dessimoni, coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro da federação.


Soraya Misleh
Comunicação SEESP




A 18° edição do Congresso Nacional de Segurança no Trabalho (18° Conest), cuja abertura foi na noite do dia 12 de outubro último, contou com a participação do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (Crea-RO), Nélio Alencar; do bispo Joás Cavalcante; do representante da FNE, Sebastião Aguiar da Fonseca Dias (Senge-AC); do engenheiro civil e de segurança do trabalho Eudes Souza Froes; do Coronel Silvio Rodrigues, Comandante do Corpo de Bombeiros de Rondônia; do engenheiro mecânico e de segurança do trabalho Francisco Machado; do vice-presidente da Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, Sebastião Aguiar e do engenheiro civil e de segurança do trabalho, o vice-presidente do Seesp, Celso Atienza. A abertura solene aconteceu no auditório da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).


Fotos: Crea-RO
Rondônia Seminário 
Mesa de abertura do evento contou com a participação de representante da FNE e do Seesp.
 

Na quinta-feira (13), Atienza proferiu a palestra “A engenharia de segurança na política pública”. O evento termina nesta sexta-feira. Na manhã do dia 14, o presidente do Crea-RO destacou a importância de se investir em Segurança do Trabalho. “Através de projetos de segurança do trabalho é possível realizar um trabalho mais organizado. Isso pode não somente evitar acidentes, mas também levar ao aumento da produção, pois proporcionará um ambiente de trabalho mais agradável para que os funcionários trabalhem mais e com mais qualidade de vida”, disse.


Rondônia Seminário 2Presidente do Crea-RO, Nélio Alencar, e os engenheiros Eudes Souza Froes  e Celso Atienza.

Dados
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 2,34 milhões de pessoas morrem a cada ano em acidentes de trabalho e doenças. Desse total, cerca de 2 milhões seriam causadas por doenças relacionadas ao trabalho. Informações do Anuário Brasileiro de Proteção 2015, que utiliza os dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, mostram que no ano de 2013, no Brasil, foram 717.911 acidentes no total, 2.814 óbitos e 16.121 incapacidades permanentes.

Segundo a OIT cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, 2,8 trilhões de dólares, são perdidos por ano em custos diretos e indiretos devido a acidentes de trabalho e doenças relacionados ao trabalho. Só no Brasil, de acordo com dados da Previdência, entre 2008 e 2013 foram gastos 50.094 bilhões de reais. A distribuição dos acidentes do trabalho pelos setores econômicos demonstra que alguns segmentos podem ser considerados como de alto risco, a exemplo da Indústria Extrativa, Fabricação de Produtos Minerais não metálicos, Transporte, Construção Civil e Outros.

 


Edição Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações do Crea-RO








O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, foi recebido pelo Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em seu gabinete, em Brasília, nesta quinta-feira (6/10). A liderança dos engenheiros levou à autoridade convite para participar do encontro nacional do movimento Engenharia Unida, que acontece de 24 a 26 de novembro próximo, em Barra Bonita (SP).


Foto: Paula Bortolini
Murilo 06OUT2016 Braslia 2 
Ministro do Trabalho (à esquerda) recebe presidente Murilo Pinheiro.
 

Na ocasião, Pinheiro salientou a disposição da categoria em participar e contribuir com o governo nas pautas relacionadas ao crescimento e desenvolvimento nacionais no que diz respeito à área tecnológica e da engenharia nacional. “Construir a mudança possível por um país melhor”, destacou.

Ainda na audiência, o presidente da FNE entregou ao ministro a edição atual do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” que trata das cidades brasileiras, seus problemas e propostas para solucioná-los; assim como discorreu sobre o trabalho da CNTU com o Brasil Inteligente, e a contribuição do sindicato dos engenheiros de São Paulo (Seesp) com a formação de profissionais ao criar o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que, em 2017, estará constituindo sua quarta turma. “São propostas das nossas entidades para o bem comum da sociedade”, destacou.


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Paula Bortolini - Assessora da Presidência da FNE







 

Na 73ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), cuja tônica é o esforço dos profissionais para ajudar o País a voltar ao caminho do desenvolvimento sustentável, o presidente da FNE, Murilo Pinheiro, na manhã desta quinta-feira (1º/09), proferiu a palestra magna “Engenharia Unida”. A mesa foi coordenada pelo presidente do Conselho Regional do Estado de Goiás (Crea-GO), Francisco Antônio Silva de Almeida.


Foto: Rita Casaro
Murilo Soea palestra editada 
Murilo Pinheiro, em palestra magna na 73ª Soea, ressalta a unidade aos profissionais  em prol do País.
 

Na sua apresentação, Pinheiro falou sobre a importância da unidade da categoria para contribuir com o País, mencionando o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – que na edição deste ano trata das cidades brasileiras – e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), como exemplos de contribuição da entidade à população brasileira.

O dirigente salientou a necessidade da coalizão de forças para a apresentação de propostas para a retomada do crescimento. Para ele, o momento é de unidade para enfrentar as ameaças que estão na pauta, como as reformas trabalhista, sindical e da Previdência Social. "Se não estivermos unidos, o trator passará por cima”, alertou.

O evento, cujo tema é “A engenharia a favor do Brasil: mudanças e oportunidades”, está sendo realizado em Foz do Iguaçu (PR), em conjunto com a terceira edição do Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc). Na sequência, será realizado o 9º Congresso Nacional de Profissionais (CNP), nos dias 2 e 3 de setembro.

Confira mais fotos do evento aqui.

 


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Rita Casaro








A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) participou, nesta quarta-feira (20/07), do “I Simpósio de Engenharia Civil – Sobre a cidade de Macapá”, no auditório da Faculdade de Macapá (Fama), na Capital do Amapá. O presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro, à mesa de abertura, destacou o trabalho sério e comprometido do Senge-AP em defesa do desenvolvimento tecnológico e da valorização profissional, cujo presidente licenciado é Lincolin Silva Américo, e o movimento Engenharia Unida. “Precisamos discutir a política brasileira sem partidarismo em busca de soluções aos problemas por que passa o País”, salientou o dirigente.


Fotos: Paula Bortolini
Amapa 4 
Pinheiro destaca participação da engenharia no desenvolvimento do País
 

Para tal tarefa, Pinheiro convocou os jovens estudantes e profissionais a engrossarem esse debate. Ao mesmo tempo, destacando que o ano é de eleições municipais, disse que “é necessária a reflexão da responsabilidade de cada um de nós na hora da escolha dos nossos representantes, do voto consciente, pensar na mudança que queremos”. E acrescentou: “Está na hora de colocar pessoas novas que estão prontas para contribuir com essa mudança.”

A nova edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que trata das cidades, foi realçada pelo presidente da FNE como a contribuição da categoria ao bom debate nas campanhas eleitorais.


Amapa 1Presidente licenciado do Senge-AP destaca ações do sindicato
em defesa da valorização profissional
 

Na programação, o engenheiro e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marco Aurélio Cabral Pinto ministrou a palestra “Financiamento em infraestrutura urbana”. A palestra sobre Infraestrutura das Cidades foi comandada pelo engenheiro Maurício Melo Ribeiro.

O simpósio teria ainda uma mesa-redonda com especialistas que discutiram os temas “Verticalização da cidade de Macapá”, com Eduardo Correa; “Mobilidade das Cidades”, com Jurandir Fernandes; “Engenharia elétrica e meio ambiente”, com Marcos Gomes; “Mapeamento Geológico-geotécnico para o desenvolvimento urbano”, com Fábio Araújo; e “Proposta de interseção viária e redução de conflitos”, com a engenheira Gabriele Curcino.



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Com informações de Paula Bortolini – Assessoria da Presidência







Se mais de 84% da população brasileira vive nos centros urbanos, discutir as cidades é colocar em pauta o País. Com esse fio condutor, proposto pelo consultor da FNE, Artur Araújo, aconteceu o seminário que marcou o lançamento de mais uma etapa do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, cujo foco é a qualidade de vida nos municípios e o desenvolvimento local. Promovido pela federação em parceria com o Clube de Engenharia, o evento foi realizado na sede desse último, no Rio de Janeiro, em 29 de junho.


Foto: Gutah/Mix Mídia
Murilo CresceBrasil Clube
Pinheiro na apresentação da nova edição "Cidades" do projeto Cresce Brasil
 

O debate em torno das cidades está sistematizado em uma publicação, elaborada a partir de notas técnicas sobre os temas: habitação, saneamento, mobilidade, iluminação pública e internet pública. Integram ainda o trabalho diagnóstico e propostas para o financiamento dos municípios. A questão foi outro ponto essencial destacado por Araújo. Como solucionar a brutal falta de recursos sem aumentar a carga tributária ou reduzir a oferta de serviços? “Isso coloca um desafio que é da engenharia: o aumento da produtividade”, defendeu ele.

Autor da nota técnica que se propõe a responder à complexa questão, o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marco Aurélio Cabral Pinto defendeu repensar a forma como as prefeituras têm acesso às verbas disponíveis, usualmente por meio de emendas parlamentares. “O dinheiro existe, só está sendo mal equacionado pela nossa tradição política”, disse. Conforme ele, os estados deveriam dar suporte técnico aos municípios para a formulação de projetos qualificados e os bancos públicos avaliarem os projetos e decidirem quanto à melhor combinação entre recursos reembolsáveis ou não, levando em conta o perfil da localidade.

Diversidade
A correta avaliação das características das cidades é essencial para se definir também as intervenções a serem feitas, ponderou Jurandir Fernandes, ex-secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. Ele lembrou que apenas 300 localidades no País têm mais de 100 mil habitantes e somente nessas a mobilidade é um fator problemático, que demanda soluções mais caras.

Independentemente do porte das cidades, Fernandes destacou como essencial o planejamento do uso e ocupação de solo – que não pode ficar à mercê da especulação imobiliária – para que não se gerem deslocamentos desnecessários. Medida útil também é a desburocratização, com integração da gestão e informatização, sugeriu.

O secretário de Planejamento, Habitação e Urbanismo de Duque de Caxias, Luiz Edmundo Costa Leite, também frisou as dificuldades da gestão municipal diante de regras comuns para realidades díspares. “A diversidade é brutal; existem São Paulo, com 12 milhões de habitantes, e Borá, com 800. E estamos sempre sujeitos às políticas que vêm de Brasília.”

Para Vicente Loureiro, diretor executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro, é urgente alterar a maneira “doentia” como são reproduzidas cidades. Conforme ele, um exemplo dessa realidade é o fato de no Rio de Janeiro terem sido construídas, nos últimos seis anos, 150 mil unidades habitacionais pelo “Minha casa, minha vida”, com investimento de R$ 12 milhões, e mesmo assim não se ter conseguido frear  o “crescimento informal, sem controle urbanístico ou infraestrutura”.  Até por isso, enfatizou, a iniciativa do “Cresce Brasil – Cidades” é oportuna, porque pode ajudar a transformar essa realidade.

Engenharia Unida
O objetivo do esforço empreendido pela FNE, pontuou o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro, desde que o projeto foi inaugurado em 2006, é precisamente contribuir para mudar o País para melhor. O “Cresce Brasil – Cidades”, informou, será entregue aos candidatos a prefeito, nos diversos municípios, nas eleições 2016. Para ele, esse é um dever que se impõe aos profissionais da área tecnológica.  “Temos a obrigação de discutir as questões da sociedade, apresentando propostas factíveis. Temos que unir as nossas entidades, pois somente com a ‘Engenharia Unida’ podemos ter um Brasil melhor. Temos mais de 1,5 milhão de profissionais, precisamos juntar forças”, afirmou.

O papel central da engenharia no desenvolvimento nacional e na boa gestão das cidades foi corroborado pelas demais lideranças e autoridades que prestigiaram a atividade, como Pedro Celestino Pereira, presidente do Clube de Engenharia; o coordenador técnico do “Cresce Brasil”, Carlos Monte; os presidentes dos conselhos Federal (Confea) e Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ),  José Tadeu da Silva e Reynaldo Barros; o secretário municipal de Desenvolvimento e Gestão de Rio Branco, Ricardo Araújo; e o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), autor da proposta de formação da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional.

Carreira e gestão
Completou a programação o painel que abordou a necessidade se resgatar a engenharia na gestão pública, que teve a participação de Renato da Silva Almeida e Marcio Queiroz Ribeiro, ambos conselheiros do Clube de Engenharia; Nilo Ovídio Lima Passos, presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj); Antonio Octaviano, diretor do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec); e Carlos Bastos Abraham, vice-presidente da FNE.

A discussão lembrou a necessidade de haver critérios técnicos e não meramente políticos na administração das cidades, assim como capacitação dos profissionais que atuam no serviço público, que precisam de condições de trabalho adequadas e remuneração justa. Nesse sentido, é urgente que se assegure piso salarial compatível com a Lei 4.950-A/66 (de seis salários mínimos para jornada de seis horas e de nove para jornada de oito). Imprescindível ainda a criação da carreira pública de Estado para engenheiros e arquitetos, conforme previsto no PLC 13/2013, cuja tramitação no Senado continua estacionada.

 

* Confira fotos do evento aqui

 

Por Rita Casaro
Matéria publicada, originalmente, no jornal Engenheiro, Edição 170, de julho de 2016, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)

 

 

 

 

 

 

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