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O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro, participou, na manhã desta sexta-feira (3/06), da abertura da 3ª Reunião Ordinária do Fórum de Presidentes dos Creas do Nordeste, que acontece em Teresina (PI). Em sua fala, Pinheiro destacou o momento delicado e difícil por que passa o País, o que exige a discussão de propostas factíveis. “E a engenharia é fundamental nesse processo”, conclamou.


Foto: Paula Bortolini
Murilo Teresina 03JUN2016 3 editada 
Pinheiro fala à abertura de evento que reúne os presidentes dos Creas da região Nordeste do País 


Pinheiro também destacou a importância do voto eletrônico no Sistema Confea/Creas como forma de tornar os processos eleitorais ainda mais democráticos, ampliando a participação dos profissionais. Ao mesmo tempo, a liderança da FNE salientou que a categoria deve “participar efetivamente das questões da sociedade brasileira com reuniões como essa”.


Edição Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Com informações de Paula Bortolini 








 

Sindicatos filiados à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) se reuniram, na manhã desta quinta-feira (28/04), na sede do SEESP, em São Paulo, para dar sequência aos trabalhos da fase atual do projeto “Cresce Brasil”, que, neste ano, discute as cidades.  Para o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro, a hora é de participar do processo eleitoral do País, de outubro próximo, de forma propositiva e com coerência e tranquilidade. “Enquanto todo mundo discute a crise, nós trabalhamos em cima de uma agenda forte e positiva em prol do Brasil”, ressaltou à abertura.


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
Cresce Cidades 28ABR2016 2 
Presidente da FNE (em pé) conclamou engenheiros a participarem de forma propositiva
nas discussões das eleições municipais de outubro próximo 


O coordenador técnico do projeto, Carlos Monte, informou que a elaboração das notas técnicas dos consultores da FNE está em andamento satisfatório. As notas versarão sobre temas como finanças municipais, iluminação e internet públicas, habitação e uso e ocupação do solo, saneamento ambiental e transporte e mobilidade. Ainda dentro dos trabalhos, Monte avisou que, no dia 19 de maio próximo, será realizada reunião com o Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, para tratar da engenharia pública.

O diretor do SEESP e representante da federação junto ao Conselho Nacional das Cidades (ConCidades), órgão ligado ao Ministério das Cidades, Alberto Pereira Luz, salientou a importância dos profissionais da área participarem das fases municipal e estadual (confira os prazos aqui) da 6ª Conferência Nacional das Cidades. “A nossa área tem muito que contribuir no planejamento e elaboração de projetos com a preocupação urbana”, destacou. É com a experiência acumulada, dos últimos anos, no ConCidades que Pereira Luz apresentará sua nota técnica sobre habitação e gestão do solo urbano.

Já Edilson Reis, também diretor do sindicato paulista, junto com o engenheiro Jurandir Fernandes, prepara a nota técnica sobre transporte e mobilidade urbana. “Iniciamos os nossos apontamentos falando do crescimento acelerado das cidades brasileiras sem o devido acompanhamento de obras de infraestrutura necessária e adequada”, alertou. Para que o trabalho seja o mais fidedigno à realidade, Reis informou que está sendo feita uma pesquisa apurada do arcabouço legal sobre o tema. A ideia, continuou o dirigente, é apresentar propostas no sentido de integração operacional e institucional do transporte, do trânsito e da habitação. Ele realçou que a proposta leva em conta que quase 60% da população brasileira se concentram em pouco mais de 300 municípios, com mais de 100 mil habitantes.

Outros aspectos estão sendo levados em conta, prosseguiu Reis, como o dado de que 1/3 das viagens são feitas a pé. “Por isso, é fundamental melhorar as calçadas.” Além disso, deve-se pensar na prática do não transporte. Ou seja, explicou, aproximar o emprego à moradia. Todo o levantamento realizado, disse o diretor do SEESP, mostra a necessidade da implantação de um plano diretor de transporte e mobilidade urbana nas cidades.

Finanças públicas
A parte da disponibilidade de recursos financeiros das administrações municipais foi elaborada pelo consultor Marco Aurélio Pinto Cabral. Segundo ele, essa questão deve envolver não apenas as administrações municipais, mas os outros entes da Federação, como a União e os governos estaduais. “Deve haver um esforço articulado entre as partes para que sejam realizados bons projetos e, com isso, as verbas sejam liberadas”, observou. Para ele, bons projetos sempre vão encontrar financiamentos, para isso, prosseguiu, há a necessidade de ser ter boa gestão desses projetos o que exige ter quadros técnicos próprios valorizados nas prefeituras. Cabral Pinto disse que a Secretaria do Tesouro Nacional não libera recursos por causa do “vício de origem”, ou seja, a falta de projeto bom.



Cresce Cidades 28ABR2016 3Carlos Monte informou que o andamento dos trabalhos está tranquilo e que o
"Cresce Brasil - Cidades" será um documento importante nas eleições municipais
 

Ainda dentro do incremento das finanças municipais, Cabral Pinto defende a modernização das administrações para ajudar a lidar corretamente com os seus gastos correntes, que pode gerar recursos adicionais. Para ele, o administrador municipal e o seu secretariado precisam ter conhecimento total sobre o seu território urbano, o que envolve recadastramento dos habitantes, regularização fundiária, entender melhor a saúde e a educação da população local etc.. “É preciso conhecer para quem trabalhamos.” Todo esse entendimento da vida municipal, conforme defende Cabral Pinto, tem como premissa básica o planejamento público.

Para o consultor da FNE, Artur Araújo, a crise urbana atual é uma síntese do que acontece no País. “Esse alerta foi dado já nas manifestações de 2013. Foi quase um recado de que está muito ruim viver nas cidades”, observou. Por isso, defende que os profissionais da engenharia sejam agentes de intervenção nas discussões das próximas eleições municipais, apresentando suas propostas reunidas no “Cresce Brasil – Cidades”. Para ele, a área deve oferecer a curto e médio prazo soluções aos vários problemas enfrentados nos espaços urbanos. “Devemos defender a existência da engenharia de cidades”, conclamou.

O cenário político atual do País foi abordado pelo consultor sindical João Guilherme Vargas Netto como um dos maiores desafios conjunturais já enfrentado nos dez anos de existência do projeto “Cresce Brasil”. “Além das dificuldades de caráter técnico e prático, acrescentamos, hoje, o político”, explanou. E continuou: “É preciso ter ânimo para compreender o ´ciclo dos horrores´ que serão as próximas eleições e perceber o quanto será importante a postura e ação da engenheira unida.”

Vargas Netto tem claro que o importante não é a engenharia eleger este ou aquele candidato, mas ajudar no processo de discussão de qual cidade os brasileiros necessitam.

Ao final da atividade, o presidente da FNE apresentou um cronograma dos trabalhos atuais que prevê a publicação do “Cresce Brasil – Cidades” no final de junho próximo.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP







Uma das principais bandeiras de luta da gestão atual da Federação Nacional dos Engenheiros,. A FNE, que tomou posse no último dia 28 de março, na Assembleia Legislativa de São Paulo, é a engenharia unida. Em meio a uma crise econômica e política do País, engenheiros e dirigentes sindicais avaliam sua importância. Confira a edição do Podcast Jornal do Engenheiro sobre o tema.

Ao Podcast Jornal do Engenheiro, Marcellie Dessimoni, que está a frente do Núcleo Jovem Engenheiro, do SEESP, frisou que a engenharia unida não fique somente na teoria.

Carlos Augusto Kirchner, segundo vice-presidente da Delegacia Sindical de Bauru do SEESP, falou da importância em aproveitar este momento para reforçar o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, proposto pela Federação.

Já o coordenador técnico do projeto Cresce Brasil, Carlos Monte, lembra que para superar a crise nas instituições a engenharia precisa estar junta para contribuir na mudança da atual dinâmica nos serviços públicos.

Para Maria de Fátima Ribeiro Có, que integra a nova diretoria da FNE, é fundamental unir forças para alcançar um resultado mais rápido pela retomada do crescimento.

Jurandir Fernandes, ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo e vice-presidente honorário para América Latina da União Internacional de Transporte Público, faz coro com Fátima Có e diz que é preciso sair da crise com fôlego.

Como solução, o professor titular da Escola Politécnica da USP, José Roberto Cardoso, aponta investimentos em tecnologia.
 

 

Imprensa SEESP
Edição Deborah Moreira




O JE na TV, programa televisivo produzido pela Imprensa do SEESP. traz uma entrevista com o consultor sindical João Guilherme Vargas Netto sobre a crise política brasileira e os rumos do movimento sindical brasileiro. Na série de reportagens especiais sobre a nova edição do Projeto ‪#‎CresceBrasil‬ + Engenharia + Desenvolvimento, que falará sobre os problemas das cidades, o tema é mobilidade.

Em sua coluna semanal No Ponto, Murilo Pinheiro fala da cerimônia de posse da Federação Nacional dos Engenheiros, a qual o SEESP é filiado, que ocorreu na seguda-feira (28/3).

Tudo isso e muito mais você confere no JE na TV, programa do SEESP, que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

Confira o programa na íntegra:

 

 

Imprensa SEESP





 

Em seu discurso de posse na Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro comentou a crise política e a importância da categoria na continuidade das políticas que visam o crescimento nacional: “Diante do cenário social, político e econômico que o Brasil atravessa e considerando os reflexos da crise internacional, é obrigatório que tenhamos em mente a necessidade de resgatar o País de uma paralisia que o sufoca, ameaça seriamente as possibilidades de avanço e agrava as condições de vida da população brasileira, que hoje já vem sofrendo, principalmente com o desemprego. Temos como grande desafio manter a categoria dos engenheiros unida, forte, qualificada e empenhada em trabalhar para superar tais crises. E a FNE vem cumprindo seu papel de debater e elaborar propostas para colaborar com a retomada do desenvolvimento.”

"Queremos continuar defendendo o Brasil e seus cidadãos, apoiando a investigação, o devido processo legal e a punição daqueles que agem contrariamente aos propósitos nacionais. Porém, é preciso muito cuidado para que as grandes instituições e empresas que há décadas impulsionam o crescimento e desenvolvimento não sejam desmanteladas, causando prejuízos aos trabalhadores e à sociedade”, completou.

Entre outras iniciativas, PInheiro convocou a todos a adotarem o lema da gestão que assume até 2019: o da Engenharia Unida. Confira alguns trechos do discurso que o Podcast Jornal do Engenheiro separou.

 

 

 



Imprensa SEESP
Edição Deborah Moreira






A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que representa cerca de 500 mil profissionais, promove a posse da diretoria para o triênio 2016-2019 no próximo dia 28, às 18h, em solenidade na Assembleia Legislativa de São Paulo. Eleita em outubro do ano passado, durante o Congresso Nacional dos Engenheiros, a equipe será comandada por Murilo Celso de Campos Pinheiro, reconduzido ao cargo de presidente da entidade. 

A solenidade contará com a presença confirmada do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, do ministro da Defesa, Aldo Rebelo e da vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão.


Foto: Marcelo Kanasiro
FNE Diretoria 2016 editada 
Nova diretoria da FNE, que toma posse nesta segunda-feira (28/03), é eleita em Campo Grande (MS),
em outubro de 2015, ao final da nona 
edição do Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse)
 

Sob uma crise política grave e uma recessão econômica que confundem os caminhos a serem trilhados, as lideranças dos engenheiros convocam a categoria, as entidades e a engenharia unida para debater como superar essas dificuldades agudas e regressivas. A diretoria ressalta três pilares: a democracia, o desenvolvimento e a participação.

Manter a mobilização nacional em prol do desenvolvimento sustentável – que culminou no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” lançado em 2006 – integra o plano de ação da diretoria que será empossada. O entendimento é de que é urgente apresentar saídas para que se retome o crescimento. Como parte disso, a FNE já trabalha em uma nova edição do projeto, que foi atualizado periodicamente ao longo dos últimos dez anos. A nova versão do documento terá como foco o desenvolvimento das cidades e trará propostas para áreas de mobilidade, habitação, saneamento, iluminação pública e internet pública.

Confira a composição da Diretoria da FNE 2016-2019 no link http://goo.gl/c1Ujzx.

 

 

Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 

Fazer um diagnóstico dos principais problemas nas médias e grandes cidades barsileiras, apresentando as soluções da engenharia para essas questões que afligem a população brasileira. Esse é o objetivo principal da nova edição do projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, que neste ano terá suas discussões focadas nas questões relacionadas aos médios e grandes centros urbanos, como habitação, saneamento e mobilidade. Esse foi o tema tratado na última coluna semanal, do JE na TV, de Murilo Celso de Campos Pinheiro, apresentada na semana anterior. Confira a íntegra abaixo.

 







Imprensa SEESP
Edição Pedro Henrique Souza Santana





A diretoria que comandará a FNE no período 2016-2019 tem início formal nesta quarta-feira, 16 de março. No próximo dia 28, às 18h, ocorrerá na Assembleia Legislativa de São Paulo a solenidade de posse da equipe que tem à frente Murilo Celso de Campos Pinheiro, reconduzido ao cargo de presidente da entidade. 


Foto: Marcelo Kanasiro
FNE Diretoria 2016 editada 
Diretoria FNE eleita durante o IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse)
 

A chapa única por ele encabeçada foi eleita por ampla maioria no dia 7 de outubro, ao final do IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), em Campo Grande (MS). No total, foram 217 votos, ante seis nulos e sete brancos. Participaramdo pleito representantes dos 18 sindicatos de engenheiros do País (Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins) que compõem a federação.

Manter a mobilização nacional em prol do desenvolvimento sustentável – que culminou no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” em 2006 – integra o plano de ação da diretoria que será empossada. O entendimento é de que é urgente apresentar saídas para que se retome o crescimento, diante das crises política e econômica por que passa o País neste momento. Como parte disso, a FNE lança o projeto “Engenharia unida”, convocando a ação coesa da categoria no enfrentamento dos desafios atuais. Esse será o chamado durante a posse.

Leia também
Informações sobre a solenidade de posse
Entrevista com Murilo Pinheiro, presidente reeleito
Carta de Campo Grande – “É hora da Engenharia Unida”

Na certeza de que a federação tem trilhado caminho acertado ao unir a demanda nacional à luta sindical, a gestão 2016-2019 já inicia seus trabalhos inaugurando os debates relativos à etapa atual do projeto “Cresce Brasil”, que trará o tema “Cidades”. O resultado será apresentado em julho próximo para discussão com a sociedade e os candidatos nas eleições municipais em todo o território nacional.

Na defesa dos representados pela FNE, em iniciativas integradas com os sindicatos a ela filiados, a nova diretoria seguirá a batalha pelo cumprimento da Lei 4.950-A/66, que estabelece o piso profissional da categoria. Além disso, fortalecerá a luta pela implementação da carreira de Estado para engenheiros e arquitetos nos três níveis de governo, com aprovação de projeto de lei no Congresso Nacional. Pauta essencial não só pelo reconhecimento e valorização profissional, essa visa também dotar as administrações públicas de corpo técnico qualificado para garantir desenvolvimento e qualidade de vida à população. A educação continuada é outra bandeira que anova gestão levará adiante, o que inclui o apoio ao Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) como importante iniciativa.

Colocar esses planos em prática e atuar pela engenharia unida, como afirmou Pinheiro quando de sua reeleição, são “a senha para construirmos o País que queremos e precisamos”.

 

 

Soraya Mileh
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

Cerca de 20 técnicos e especialistas em hidrografia integram uma das maiores viagens que o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Acre (Senge-Acre) organizou nos últimos tempos, a Expedição Rio Acre. A iniciativa é em parceria com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o governo do Estado do Acre, além de empresas privadas e entidades da região. A equipe embarcou no início deste mês, em duas embarcações, para a realização de um estudo aprofundado sobre as cheias e as secas do Rio Acre, um dos afluentes do Rio Purus, cuja nascente está localizada a 300 metros de altitude no Peru.


Foto: Divulgação Senge-Acreexpedicao rio acreEquipe da expedição reunida


Desde meados da década de 1990, o Rio Acre vem intensificando eventos extremos de secas (em dezembro, principalmente) e inundações (entre janeiro e maio), colocando em risco a população residente nos bairros situados nas planícies de inundação.  “Vamos tentar buscar soluções para minimizar os impactos. Mas para isso, é preciso fazer um reconhecimento de campo e percorrer todo o leito do rio desde Porto Acre a Assis Brasil”, conta Sebastião Fonseca, presidente do Senge-Acre, que participará dos 10 primeiros dias da viagem, estimada em pelo menos 20 dias.

As cidades que receberão a expedição, além de Porto Acre e Rio Branco, são: Capixaba, Xapuri, Brasiléia, Eptaciolandia, Assis Brasil e Perú, onde está localizada sua nascente. O Rio Acre percorre cerca de 1.190 km de extensão desde a nascente até a foz, desaguando no Purus, na cidade de Boca do Acre (AM). De Rio Branco até a foz, o Rio Acre é considerado a continuação da hidrovia do Purus, apresentando um trecho navegável de 311 km, com profundidade mínima de 0,80 m em grande parte do ano.

A embarcação saiu de Porto Acre no último sábado (5/3), e parou em Rio Branco na manhã de terça-feira (8), para a realização de um ato oficial de saída dos profissionais. Além de representantes do sindicato, também há técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC). O projeto também tem a colaboração de hidrólogos, geólogos, engenheiros e pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Também integram a equipe representantes de três empresas privadas que aceitaram o convite dos engenheiros de participarem desta fase de elaboração de projeto.

O coordenador do projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, Fernando Palmezan, destaca que para a iniciativa ser eficaz, precisará envolver a sociedade, o governo do Acre, o governo federal, via Ministério das Cidades, “que é quem provavelmente vai ter condições de suportar um estudo de maiores dimensões”. “Estamos iniciando o estudo com uma expedição. Mas, seguramente, a solução ainda vai passar por um processo maior de estudos mais específicos e complexos, além de licitação também. Outras empresas podem sugerir outras soluções, podem surgir outras ideiais, outras informações”, adianta Palmezan.

Origem
Fernando Palmezan explica que a ideia da expedição surgiu a partir das discussões do projeto na região: “Foi uma ideia que começou a partir das conversas iniciadas com o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento regional. Isso porque todos os anos a população passa por dois problemas por causa do rio: quando chove muito tem uma super enchente e quando há escassez, há problema de abastecimento já que a água é retirada deste mesmo rio”.

Ao falar do estudo sobre o rio, Palmezan lembra que foi em setembro de 2012 que as discussões se concretizaram dando lugar a um convênio assinado entre FNE e governo do Estado do Acre. “Nesse convênio está definido a atuação da Federação na tentativa de regularizar a vazão do rio. Foi o início de um longo projeto que ainda se estenderá por muitos anos. Aliás, a expedição é apenas um primeiro passo para que outras empresas e iniciativas surjam”, conta o coordenador do Cresce Brasil.

Ainda de acordo com o engenheiro e coordenador do Cresce Brasil, esse primeiro passo é fundamental “para saber exatamente onde é possível construir soluções”. “Se a solução for a construção de uma represa, uma barragem ou se quiser ter aproveitamento hidrelétrico, precisa ver de perto se há condições físicas”, completa.

Depois do convênio assinado, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Acre divulgou uma nota técnica com um estudo oficial sobre as condições do rio como períodos dos ano que há maior seca e os que têm maiores cheias. Depois disso, houve ainda um evento grande do Cresce Brasil sobre as condições da região Acre, em setembro de 2013. Vale lembrar, ainda, que neste ano o Cresce Brasil prepara uma nova edição, que terá como foco os problemas que afetam as cidades.

O Rio Acre

O Rio Acre foi descoberto por um cearense em 1860, e cinco anos depois, a Real Sociedade Geográfica de Londres enviou uma comissão a cargo do geógrafo William Chandless que explorou todo o seu curso. Atraídos pela grande quantidade de borracha existente nas suas matas ciliares, os cearenses iniciaram sua exploração em 1879 e vinte anos mais tarde o Ministro Plenipotenciário da Bolívia funda Puerto Alonso, para tomar posse da região, mas esta já se encontrava povoada por mais de 30.000 brasileiros, em sua maioria cearenses.

A bacia do Rio Acre situa-se na Amazônia Sul-ocidental, compartilhada pelo departamento peruano de Madre de Dios, os estados brasileiros do Acre e Amazonas e o departamento boliviano de Pando, com aproximadamente 35 mil quilômetros quadrados até sua confluência com o Rio Purus.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP




Neste mês de março, o engenheiro Murilo Celso de Campos Pinheiro dá início a um novo mandato à frente da FNE. A gestão 2016-2019 começa oficialmente em 16 de março; a posse solene ocorre dia 28, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Reeleito presidente da federação durante o IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), realizado em outubro último, ele vislumbra desafios significativos para a entidade neste ano de crise econômica, baixo investimento e empregos ameaçados. Enfrentar essa situação de modo a defender os interesses da categoria e a volta do desenvolvimento estarão, portanto, na agenda da federação de forma prioritária. Para que se vire o jogo e o País volte a crescer, o dirigente defende uma articulação da engenharia unida.  Nesta entrevista, Pinheiro fala também sobre trabalho da FNE, o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).

Murilo 030316 editadaNeste mês de março, tem início uma nova gestão da FNE. Quais os planos para essa nova etapa à frente da entidade?
Murilo Pinheiro –
O plano é dar continuidade ao projeto que vem sendo desenvolvido pela nossa federação, dando conta dos novos desafios que se apresentam, especialmente diante da crise econômica que vivemos. Há cerca de uma década, a FNE vem atuando de forma a consolidar uma rede de representação, mobilização e debate nacional entre os seus 18 sindicatos filiados, aos quais estão ligados cerca de 500 mil profissionais. Isso fortaleceu a nossa entidade nacionalmente e também ampliou a capacidade de ação dos sindicatos nos estados. Têm sido travadas lutas fundamentais em defesa dos engenheiros e outros profissionais representados pelas entidades e vitórias importantes estão sendo conquistadas. Na pauta, continua o trabalho para que o salário mínimo da categoria, conforme a Lei 4.950-A/66, seja respeitado. Também seguimos na mobilização para a aprovação da carreira pública de Estado para os engenheiros, o que significará valorização profissional, mas também um salto na capacidade de as administrações públicas darem conta de  suas demandas em termos de planejamento, elaboração de projetos, execução de obras e fiscalização.

O “Cresce Brasil”, lançado em 2006, continua na pauta da entidade?
Pinheiro –
Sem dúvida alguma. O projeto “Cresce Brasil” (www.crescebrasil.org.br), além de ser nossa senha para o debate sobre desenvolvimento e nosso instrumento de mobilização nesse campo, também é um propulsor da nossa ação em defesa dos engenheiros. Lançado há dez anos, ele vem sendo constantemente atualizado e tem focado os temas que a FNE considera prementes em cada momento. Neste ano, faremos uma edição “Cidades”, que nos ajudará a travar a discussão sobre as condições de vida da população nos municípios e o desenvolvimento local. Como sempre, nossa proposta é partir de um diagnóstico dos problemas e apresentar sugestões de soluções factíveis. Entre os temas em pauta, estão habitação, transporte e mobilidade, saneamento ambiental, internet e iluminação públicas.

Qual a importância do Isitec nessa luta pelo desenvolvimento?
Pinheiro
– O Isitec é um dos mais valiosos resultados dos debates do projeto “Cresce Brasil”, que sempre teve entre seus temas a necessidade de formar engenheiros de qualidade. Essa discussão que existia no âmbito da FNE foi abraçada pelo Seesp, que decidiu criar uma instituição de ensino superior que fosse referência no País. A graduação em Engenharia de Inovação teve início no ano passado e, em fevereiro último, aconteceu a aula inaugural da segunda turma. O projeto tem sido um sucesso e estamos convictos de que, em alguns anos, chegarão ao mercado profissionais não só aptos a ter carreiras de sucesso, mas a contribuir verdadeiramente para o nosso desenvolvimento e para a melhoria da vida da população. Os meninos e meninas que estudam no Isitec, num curso de cinco anos em período integral, estão recebendo uma sólida formação, que vai além das matérias técnicas e inclui linguagens e empreendedorismo, entre outros conteú­dos essenciais. Serão multiespecialistas capazes de atuar em qualquer segmento de forma inovadora.

O momento, do ponto de vista da economia nacional e do mercado de trabalho da categoria, é mais preocupante que quando do início do mandato anterior, em 2013. Que desafios que se colocam?
Pinheiro –
O desafio do momento é não permitir que o Brasil retroceda à situação que vivemos nos anos 1980 e 1990, quando se notabilizou o engenheiro que virou suco. Após um longo período de estagnação, o Brasil voltou a ter expansão econômica e a vida do povo melhorou, especialmente a partir de 2007.  Nessa fase, a engenharia voltou a ter protagonismo graças aos investimentos públicos e privados que foram feitos. O mote principal do nosso projeto “Cresce Brasil” era a necessidade de haver crescimento econômico para que os engenheiros tivessem vez. Isso se demonstrou totalmente verdadeiro. Entre 2003 e 2013, houve incremento de 87,4% no emprego formal do engenheiro em todo o País. Com a crise econômica que vem se instalando no Brasil, esse cenário já é outro e desde 2014 há saldo negativo no balanço admissões/demissões na engenharia. O grande desafio é mudar esse rumo. Deve haver investimentos, e o governo é o grande responsável por isso. Uma política de corte de gastos e aumento de juros não nos trará bom resultado.  Portanto, é essa a luta que a FNE tem diante de si.

Nesse contexto entra a ideia da Engenharia Unida?
Pinheiro –
Sim! A FNE está totalmente comprometida com a luta pela valorização da categoria, a defesa de seus direitos e o desenvolvimento nacional. Mas sabemos que as dificuldades de monta da atualidade exigem uma coesão poderosa de forças da área tecnológica para ajudar a empurrar o País na direção correta e inserir as nossas profissões devidamente no debate público. Trata-se, portanto, de unir os profissionais e as entidades que os representam, as empresas e escolas de engenharia em torno dessa bandeira.  Juntos, tenho certeza que superaremos as dificuldades do momento. Podemos e devemos dar essa contribuição à sociedade brasileira.


 

Rita Casaro
Entrevista publicada, originalmente, no jornal Engenheiro, da FNE, edição 166, de março de 2016








Atendendo à solicitação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), após amplo estudo de sua assessoria legislativa, apresentou, em 17 de dezembro de 2015, o Projeto de Lei nº 795 que trata de importantes questões relacionadas à iluminação pública, visando os interesses da população, dos municípios e da indústria nacional. A matéria, desde o dia 17 de fevereiro último, está na Comissão de Serviços de Infraestrutura, aguardando relatório da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para depois ser apreciada e votada.

O PL determina o compartilhamento de postes pelas prestadoras de serviço público com os municípios, define os circuitos de iluminação pública como parte integrante de sistemas de distribuição e institui diretrizes para o serviço de iluminação pública; e altera a Lei nº 10.295, de 17 de outubro de 2001, para instituir diretrizes para o uso racional de energia elétrica pelo serviço de iluminação pública.

Segundo o presidente da federação, Murilo Celso de Campos Pinheiros, para que o projeto seja aprovado é fundamental que as entidades representativas dos municípios reconheçam o alcance da proposta e se mobilizem bem como as entidades representativas da indústria atuem junto ao Congresso Nacional.

Na justificativa, a parlamentar observa que tal mudança se faz necessário já que o “serviço de iluminação pública no Brasil passa por um momento de turbulência, decorrente da transferência, pelas distribuidoras de energia elétrica, dos ativos de iluminação pública para os municípios”. E acrescenta que esse cenário “permite o surgimento de oportunidades para que esse importante serviço seja aperfeiçoado, de forma a reduzir o ônus à população com o seu custeio e a gerar emprego e renda em nosso País”.


* Confira o PL 795/15, na íntegra, aqui.




Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








 

Semanas antes de morrer, o engenheiro eletricista Luiz Fernando Gomes Soares, professor e pesquisador da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), e idealizador do Ginga, middleware que uniu tecnologia japonesa para TV digital com interatividade genuinamente brasileira, expressou sua preocupação com o lobby dos fabricantes dos conversores para TV digital, que há algum tempo vêm pressionando pelo barateamento do equipamento.


Foto: Agência Brasil
Brasil 4D foto Agencia Brasil 600 alrgDemonstração pública do Brasil 4D e Ginga, no início de 2014


“As empresas pensam somente em ganhar dinheiro e fazem pressão para isso. Cabe ao governo ceder às pressões ou não. Para o fabricante do conversor, incluir o Ginga representa um custo. Assim, para garantir o mínimo de investimento, vão pressionar por um perfil mais simples”, declarou Gomes Soares em entrevista concedida, por Skype, ao Jornal Engenheiro, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), em 27 de julho.

Já naquela ocasião, havia rumores de que a promessa de distribuir os conversores, digitais com o sistema Ginga integrado, às 14 milhões de famílias beneficiadas pelo programa social Bolsa Família, no desligamento da TV analógica (também conhecido como switch-off), estava ameaçada.

O Ginga é resultado de investimento público da ordem de R$ 60 milhões, envolvendo 1500 pesquisadores de todo o País, em diversas instituições de pesquisa, universidades e indústria. Atualmente, é adotado por 17 países da América Latina e da África. É ele que proporciona ao sistema de TV Digital brasileiro uma dinâmica de participação inédita, a partir da produção de vídeos e aplicações interativas, que são enviadas ao televisor do telespectador, com conteúdos não-lineares, possibilitando que o mesmo interaja com os conteúdos, a partir de uma conexão com a internet. É o que se chama de TV integrada broadcast/broadband (IBB-TV), onde a convergência da TV com a Internet se faz presente.

O único aplicativo desenvolvido até agora que prevê interação é o Brasil 4D, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que oferece serviços de governo eletrônico como marcação de consultas no Sistema Único de Saúde (SUS), acesso a benefícios do INSS e até serviços de busca de emprego. No entanto sem o Ginga, e sem conexão com a internet, apesar da interação remota garantida, haverá comprometimento desse projeto e de qualquer outro que vise interatividade.

O impasse sobre a fabricação dos conversores digitais acabou gerando atraso no cronograma de desligamento da TV analógica, que vinha sendo anunciado para ter início em novembro de 2015. Na quarta-feira (20/1), o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), que coordena a transição da TV digital, decidiu, por consenso, adiar o cronograma de desligamento da TV analógica de 2018 para 2023. Até 2018, somente grandes cidades onde há mercado de TV digital e de banda larga haverá o desligamento – isso inclui todo o estado de São Paulo e todo o Rio de Janeiro, além de uma parte dos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná. De acordo com sites especializados do setor, ficou decidido que nessas cidades haverá mais distribuição do conversor de TV digital, com capacidade para receber os aplicativos do governo.

Cidades menos povoadas também serão desligadas até 2018, mas a lista completa só será decidida após análise da expansão efetiva da TV digital. Porém, a maior parte dos 5, 600 mil municípios do País só terão sinal digital exclusivo em 2023. Também ficou acertado que neste ano somente Brasília terá sua TV analógica desligada. A nova proposta, implicará no engajamento de todo o governo, pois demandará novo decreto presidencial e novas portarias ministeriais.

No entanto, o ponto mais discordante, a mudança do Ginga, ficou para ser decidido em outra reunião ainda sem data anunciada. Já estava definido, entretanto, que os conversores não teriam moden integrado para acessar a internet. Ou seja, a população terá que adquirir no mercado.

Carta da sociedade civil
Um grupo de entidades ligadas à democratização das comunicações enviou, recentemente, uma carta à presidente Dilma Rousseff, em de para que seja revertida a decisão, anunciada pelo Gired, de distribuir conversores de TV digital sem a interatividade plena. Na carta, as organizações alertam que a decisão do grupo em oferecer um conversor apenas com zapper, com capacidade de recepção do sinal digital, “significa que mais da metade da população brasileira que não têm acesso à banda larga fixa nem móvel permanecerá excluída, sem acesso às tecnologias de comunicação e informação.”
De acordo com o documento, a distribuição de conversores diferentes para  a população de baixa renda levará o País a um retrocesso e ampliação de divisões sociais: “Serão dois Brasis? Um que usufrui dos benefícios da inclusão digital e o outro, interiorano, pobre, desconectado, carente de acesso às políticas e serviços públicos?”. A carta é assinada por Nação Hip Hop Brasil, APG-UNB – Associação de pós graduandos da UNB, OLAICD – Escritório Sul (Observatório Latino-americano da Indústria de Conteúdos Digitais), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Nova proposta
O superintendente executivo de relacionamento institucional da EBC, André Barbosa, apresentou alternativa intermediária de modelo de conversor para TV Digital com objetivo de tentar salvar a interatividade do sistema Ginga. A proposta foi apresentada em reunião do Gired, na quarta, sendo uma opção mais econômica para os fabricantes, que têm pressionado o governo a reduzir as especificidades do conversor.

Ele conversou com fabricantes e reconheceu que as especificações da caixinha aprovada pelo Gired - distribuída pelos beneficiários do Bolsa Família em Rio Verde, cidade escolhida para realizar o primeiro desligamento do sinal analógico em todo Brasil - ficou muito cara após a disparada do dólar, mas argumenta que o equipamento sem interatividade não atende aos objetivos do governo de levar seus programas e serviços por meio de aplicativos, que seriam acessados por meio da interatividade. A interatividade é especialmente demandada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que supervisiona as políticas públicas voltadas à população de baixa renda, registrada no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

O superintendente da EBC explica que, com a alta do dólar, a ‘caixinha’ com o Ginga aprovada chegou ao preço de R$ 160, o que dificulta fechar as contas para os recursos destinados para a compra, em torno de R$ 1 bilhão dos R$ 3,6 bilhões pagos pelas teles, que compraram a frequência de 700 MHz, para a limpeza da faixa. O novo modelo proposto pela EBC, que vem com o que chama de "Ginga light", ficaria em torno de R$ 100.

Barbosa alerta sobre uma a em análise no Gired, que prevê a distribuição da caixinha interativa aos integrantes do Bolsa Família somente para cidades com mais de 100 mil habitantes. Nas demais cidades, seria distribuído o conversor simples, com capacidade somente de receber áudio e vídeo.Ou seja, somente cerca de cinco milhões de unidades teriam interatividade, o que prejudicaria enormemente a maioria das famílias de baixa renda, que perderia a oportunidade de acesso à internet por meio desses aparelhos.

“Se não houver pressão dos produtores de conteúdo lançando aplicações interativas que demandem um ginga ágil e completo, e sem por outro lado, também não houver incentivo do Estado, vamos continuar com um interatividade pobre, como as apresentadas atualmente”, previu Luiz Fernando Soares, que morreu vítima de um infarto, no dia 8 de setembro de 2015, no Rio, onde morava - leia entrevista completa na página 7, do jornal da FNE aqui; saiba mais na página 4 da edição 478 do Jornal do Engenheiro aqui.


Deborah Moreira
Com informações do Portal Tele.Síntese




O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto, está orientando as prefeituras do Estado a criarem lei obrigando as concessionárias de distribuição de energia elétrica a seguir as normas técnicas para a ocupação do espaço público e retirar os fios inutilizados dos postes. A proposta é que a lei também seja aplicada às demais empresas que utilizam os postes, mas não retiram os fios após executarem seu trabalho.

Micheletto está sugerindo a aprovação da lei em respeito às normas federais que regulamentam o tema e seguindo orientação do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro, que enviou à AMP cópia de proposta de projeto a ser elaborado pelos Executivos Municipais.

Segundo o presidente da associação, o modelo proposto aperfeiçoa a legislação vigente sobre o tema e não agride a esfera de competência dos serviços federais de energia elétrica e de telefonia. Várias cidades (todas do Rio Grande do Sul, onde o processo está mais avançado) já aprovaram leis semelhantes, como Porto Alegre, Bento Gonçalves, Novo Hamburgo e Canela.

Riscos à população
O presidente da AMP explica que a lei é importante porque evita o risco de que os fios não retirados dos postes pelas operadoras de energia elétrica, telefonia, TV a cabo, internet e outras causem graves danos, caso tenham contato com pessoas. "Estes fios podem ser altamente prejudiciais à sociedade porque são ótimos condutores de energia elétrica e podem, facilmente, eletrocutar um transeunte, levando-o inclusive à morte”, explica. "A medida contribui ainda para amenizar a poluição visual comum às cidades”, diz o prefeito. 

Ele lembra também, conforme informação da FNE, que o projeto proposto está de acordo com a legislação e regulamentação federal vigente. No parágrafo único do artigo 73 da Lei nº 9.472/1997, consta que cabe ao órgão regulador (Aneel) definir as condições para adequado atendimento ao que se encontra disposto e onde se destaca o artigo 9º da Resolução ANEEL nº 581/2002. Nele, cabe à distribuidora (detentora da infraestrutura) estabelecer em seus contratos de compartilhamento cláusulas que definam responsabilidades por eventuais danos e que assegurem a prerrogativa de fiscalizar obras do Ocupante, tanto na implantação quanto na manutenção.





Edição Rosângela Ribeiro Gil
Informação do jornal Ilustrado, de Umuarama










A ação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) contra o emaranhado de fios nos postes das cidades alcançou um avanço no município paulista de Olímpia (a 390km da Capital paulista). Lá está valendo a Lei nº 4.039, do Executivo local, que determina a obrigatoriedade da empresa concessionária de serviço público de distribuição de energia elétrica atender às normas técnicas aplicáveis à ocupação do espaço público. Nesse sentido, define a matéria, a empresa deve “promover a retirada dos fios inutilizados nos postes, notificar as demais empresas que utilizam os postes como suporte de seus cabeamentos”.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Fios postes editada 
Foto ilustrativa do emaranhado de fios nos postes das cidades

 

A legislação, com nove artigos, foi assinada pelo prefeito Eugênio José Zuliani em 12 de novembro último a partir de ofício encaminhado pelo SEESP sobre o assunto, com o reforço do presidente da Câmara Municipal local e da Delegacia Sindical de Barretos, vereador Luiz Antônio Salata.

Pela nova regra, o compartilhamento de postes não deve comprometer a segurança de pessoas e instalações e que a distribuidora deve notificar as empresas ocupantes dos postes e denunciar ao órgão regulador caso as devidas providências nos prazos estabelecidos não sejam realizadas. A prefeitura também estabelece prazo de 150 dias para regularizar a situação de seus cabos e/ou equipamentos existentes. Todavia, estabelece que “toda e qualquer situação emergencial ou que envolva risco de acidente deve ser priorizada e regularizada imediatamente”.

A empresa de energia elétrica também ficará obrigada a enviar ao Poder Executivo, no máximo até o dia 10 de cada mês, relatório constando todas as notificações realizadas junto às empresas ocupantes e denúncias junto ao órgão regulador das ocupantes, bem como a comprovação de protocolo dos documentos. O não cumprimento do disposto nesta Lei nos prazos fixados sujeitará o infrator ao pagamento de multa. Leia a lei na íntegra aqui.

Jundiaí também discute problema dos fios
A partir de uma indicação enviada pelo vereador Rafael Purgato (PCdoB) à Prefeitura de Jundiaí, a Diretoria de Iluminação Pública, da Secretaria de Serviços Públicos, começou estudos sobre um projeto de lei para regulamentar a manutenção de fios e cabos nos postes da cidade. Purgato apresentou a indicação devido as muitas reclamações recebidas sobre o abandono de cabos e fios soltos em postes, após as empresas de energia, telefonia, TV a cabo, dentre outras realizarem reparos, trocas e substituições. Em reunião com o parlamentar, o diretor de Iluminação Pública, Marcelo Cardoso apresentou os estudos realizados. “A partir da indicação fomos pesquisar junto ao Sindicato dos Engenheiros sobre legislações existentes no País, é um grande problema para a Prefeitura essa questão pois não temos legislação vigente para cobrar as empresas, mas, ao mesmo tempo, temos preocupação com a segurança dos moradores”, relata.




 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









Dilma 18DEZ2015 3Como resultado direto e imediato do movimento “Compromisso pelo Desenvolvimento”, do qual a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e o SEESP são integrantes, a presidente Dilma Rousseff assinou, na tarde desta sexta-feira (18/12), em solenidade no Palácio do Planalto, a Medida Provisória (MP) do Acordo de Leniência. Tal ação é uma das sete diretrizes apresentadas à mandatária do País, em audiência na última terça-feira (15/12), pelas entidades sindicais e associações empresariais – encontro que contou também com a participação dos engenheiros. “O propósito maior é diminuir a incerteza e preservar empregos”, disse Dilma.

A MP permite a participação do Ministério Público em acordos de leniência firmados com empresas privadas acusadas de corrupção e dá a essas empresas o direito de continuar participando de contratos com a administração pública caso cumpram penalidades e demais condições legais. O diretor Edilson Reis, que participou da solenidade pelo SEESP, ressaltou a importância de se punir quem cometeu irregularidades e crimes, mas sem penalizar as atividades econômicas das empresas.

O vice-presidente da FNE, Carlos Bastos Abraham, que também esteve no Palácio do Planalto, disse que o objetivo da MP é destravar a economia, atendendo tanto aos trabalhadores como aos empresários. Segundo ele, Dilma destacou dois pontos da medida: reparação integral dos danos causados até agora à sociedade e adoção de um programa de integridade. “A presidente deixou claro que a preservação do emprego é tarefa fundamental para evitar que o País entre num processo recessivo.” E acrescentou: “Agora a pressão e o nosso trabalho se voltam ao Congresso Nacional para que a MP seja aprovada o quanto antes.”

A proposta, que será enviada para apreciação do Congresso Nacional, já passa a vigorar com força de lei.



Rosângela Ribeiro Gil
Com informações de Renata Dias (InPress) e da Agência Brasil
Foto desta página: Carlos Bastos Abraham
Foto da home: Wilson Dias/Agência Brasil 











 

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