GRCS

Ao encontro de resolução aprovada no IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), realizado entre 5 e 7 de outubro último, em Campo Grande (MS), os sindicatos filiados à FNE estão empenhados na criação dos Senges Jovens. “Ter pessoas que possam continuar nosso trabalho é um passo muito importante”, afirmou Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da federação. Nesse sentido, Goiás, São Paulo e Amazonas já montaram estruturas específicas para abrigar esse público. O Núcleo Jovem Engenheiro do Seesp realizou, em 7 de novembro, o seminário “Desafios profissionais e o protagonismo do jovem engenheiro”, na capital paulista. Marcellie Dessimoni, coordenadora do núcleo, classificou a atividade como um “pontapé” inicial desse trabalho: “Estamos num momento de construção, por isso precisamos da participação ativa do estudante e do recém-formado. Queremos e precisamos fazer a diferença.”


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Nucleo seminario 07NOV2015 
Estudantes de engenharia de São Paulo aprovam seminário realizado no dia 7 de novembro, no SEESP,
onde protagonimo do jovem e desafios profissionais foram abordados 

 

Segundo Robinson Luiz Quirino Muniz, estudante do terceiro ano de Engenharia Ambiental na Associação de Ensino e Cultura de Mato Grosso do Sul (Aems), que se deslocou do seu estado com a aluna do mesmo curso Paloma Pereira da Silva para participar do seminário em São Paulo, a experiência foi positiva. “Tivemos uma verdadeira explosão em nossa mente, tantas foram as informações que nos passaram sobre a organização sindical e os nossos direitos.” O presidente do Senge-MS, Edson Shimabukuro, convergente com esse entusiasmo, diz que o sindicato estudará formas de trazer os novos engenheiros e estudantes para atuarem junto à entidade. E conclamou: “Precisamos dessa oxigenação para a continuidade e crescimento do nosso movimento.”

Luca José Gontijo é o presidente do recém-criado Senge Jovem Goiás, que conta com um vice-presidente e três diretorias – relações institucionais, públicas e acadêmicas –, com mandato de um ano. Cursando o sétimo ano de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Gontijo informa que são realizadas duas reuniões mensais para discussão das demandas dos estudantes da área. “Acredito que essa abordagem desde já possibilita a formação de pessoas mais ativas para lutarem pelas causas da engenharia”, opina. Claudio Henrique Bezerra, primeiro secretário do sindicato goiano, também aposta na criação de novas lideranças. “Apesar da existência recente, o movimento já alcançou alguns primeiros resultados animadores, como a participação cada vez maior de estudantes em atividades do sindicato, como reuniões e eventos corporativos”, reforça Bezerra. Uma dessas iniciativas aconteceu em 19 de novembro último, no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO): a palestra “Carreira e exercício profissional: responsabilidade e produtividade em primeira mão”, ocasião em que foi apresentado o Senge Jovem.
 


Foto: Caroline Santana/SengeGO
Senge Jovem GO Caroline Santana editada 
Luca José Gontijo, ao microfone, na apresentação do Senge Jovem de Goiás, em 19 de novembro
 

Em setembro deste ano, foi criado o Senge Jovem Amazonas, que já conta com 370 associados, entre recém-formados e acadêmicos, com 22 a 25 anos de idade. “A associação é de graça. É uma ferramenta de fortalecimento do sindicato de base”, define Saulo Pereira de Souza, formado há um ano em Engenharia Civil e coordenador do novo espaço. Segundo ele, a estrutura promove cursos de formação política e sindical e palestras sobre outros temas pertinentes à representação da categoria e à profissão. Além disso, prossegue Souza, foi criado o banco de talentos com o currículo desses jovens para ser devidamente disponibilizado ao mercado de trabalho. Também estava prevista a realização, de 7 a 11 de dezembro, da “Semana de Engenharia – Protagonismo do jovem engenheiro”.

Disciplina eletiva

No Maranhão, a experiência com o público jovem começou em 2006 com um projeto de visitação regular às universidades de todo o estado. “Isso criou um vínculo muito consistente entre o sindicato e os jovens, resultando, inclusive, na criação, em 2008, pela universidade federal local (UFMA), da disciplina eletiva “Engenharia, sociedade e segurança do trabalho”, que está sob a nossa responsabilidade”, informa Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro, diretora do Senge-MA. Um próximo passo, acrescenta a dirigente, é a formação do Senge Jovem.

A mesma preocupação fez com que o Senge-RS, atendendo aos objetivos definidos em seu planejamento estratégico, mapeasse todas as escolas de engenharia existentes no Rio Grande do Sul. A partir disso, vem realizando uma série de visitas e palestras aos professores e alunos desde o semestre inicial até as turmas de formandos. “Trata-se de um trabalho permanente, com perspectivas de ampliação. Provavelmente para o próximo ano venhamos a ter o Senge Jovem, dando maior visibilidade a nossa atuação e perspectivas de acolhimento desse público”, avisa a diretora Nanci Begnini Giugno. Nos encontros com os estudantes, são apresentados os diversos benefícios oferecidos pelo sindicato, esclarecidos os direitos que os profissionais têm, bem como a política da entidade em termos de ação sindical, qualificação profissional e inserção na sociedade. Tal tarefa, de acordo com Giugno, já se faz sentir no “crescimento de sócios de faixa etária mais jovem”.
 


Foto: Senge-RS
Senge RS 
Presidente do sindicato gaúcho, Alexandre Wollmann, fala sobre valorização profissional
e mercado de trabalho aos estudantes de engenharia

 

O presidente do Senge-PI, Antonio Florentino de Souza Filho, participou do seminário em São Paulo e observou que a ação da FNE é acertada porque o movimento sindical precisa ser renovado com essa geração para buscar novos rumos à engenharia. O sindicato piauiense também realiza atividades com os alunos dos cursos de engenharia e está estudando a criação de uma estrutura específica para abrigar essa demanda. Por Rosângela Ribeiro Gil.

 

 

* Matéria publicada no jornal Engenheiro, da FNE, Edição 163 de dezembro de 2015. Para ler o jornal na íntegra clique aqui.

 

 

 

 

 

 

 

Em solenidade no dia 19 de novembro último, em Florianópolis, tomou posse a nova diretoria do Sindicato dos Engenheiros de Santa Catarina (Senge-SC), eleita em agosto para o triênio 2015/2018. O novo presidente, Fábio Ritzmann, assume com o compromisso de seguir sem trégua na luta pela valorização da engenharia e pela implantação do Salário Mínimo Profissional, principal bandeira da categoria em todo o País, batalhando para que seja garantido o todo o funcionalismo, e não apenas aos empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


Fotos: Paula Bortolini
POsse Senge Sc 4 editada
Pinheiro destacou o importante trabalho da diretoria que deixa o sindicato e parabenizou
o novo presidente Fábio Ritzmann da entidade, na posse do dia 19 de novembro
 

Presente ao evento, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro, parabenizou José Carlos Ferreira Rauen e toda a diretoria pelo trabalho que realizaram à frente da entidade até o momento e saudou os novos dirigentes, desejando sucesso no trabalho e na gestão, no melhor caminho para conduzir o sindicato que vem crescendo a cada dia e que tem uma força muito grande e presente dentro da nossa federação. “Os engenheiros têm obrigação, principalmente em um ano com crise e um próximo que também não será fácil, de fazer propostas factíveis, discutir as questões da sociedade e defender o crescimento e desenvolvimento do País.” E acrescentou que a “engenharia unida” estava representada na mesa de posse do Senge-SC. “Buscamos um Brasil melhor, com mais dignidade, alegria e igualdade, com qualidade de vida para seus cidadãos”, defendeu Pinheiro.



POsse Senge Sc 7 editadaNovo presidente do Senge-SC, Fábio Ritzmann, em discurso de posse

 

Juntamente com Ritzmann, integra a diretoria Carlos Bastos Abraham, vice-presidente; José Carlos Ferreira Rauen, diretor financeiro; Carlos Eduardo Marcussi Gomes, diretor financeiro adjunto; Aloísio Pereira da Silva, diretor administrativo; José Antônio Latrônico Filho, diretor de formação sindical; e Alexandre Back Trevisan, diretor de comunicação.

 

 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Com informações do site do Senge-SC








Os profissionais da base da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) saíram de uma jornada vitoriosa realizada em Campo Grande/MS, nos dias 5, 6 e 7 de outubro: o IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), promovido pela entidade. O evento colocou em pauta questões essenciais ao desenvolvimento nacional, os rumos da nossa economia e a necessidade de superar a crise e evitar o agravamento da recessão. Discutiu ainda temas inescapáveis relativos à infraestrutura nacional, como água, energia e mobilidade urbana. E colocou na agenda o debate sobre a valorização da engenharia nacional e de seus profissionais. 


Foto: Marcelo Kanasiro
Murilo no conse corta o watanabe editada 
Engenheiros estão comprometidos com o desenvolvimento e a justiça social
 

Ao longo dessas discussões que culminaram com a assembleia que reuniu delegados de todos os 18 sindicatos filiados, além da eleição da diretoria para a gestão 2016-2019, a FNE traçou um rumo de renovação de seu compromisso com a luta sindical dos engenheiros brasileiros. Têm destaque aqui as justas reivindicações pelo cumprimento da lei do salário mínimo profissional, assim como sua extensão ao setor público, e a implantação de uma carreira de Estado para a categoria nos municípios, nos estados, no Distrito Federal e na União. Importante também a necessidade de estar alerta à garantia de reconhecimento dos profissionais por meio do correto registro pelas empresas e órgãos públicos no cargo de engenheiro.

Ganhou ênfase a disposição da entidade em seguir contribuindo para um projeto de desenvolvimento sustentável. Portanto, continua vivo e atual o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006 e transformado em instrumento de mobilização pela expansão econômica.

Além de reiterar suas bandeiras de luta, os dirigentes reunidos por ocasião do IX Conse deram um passo adiante em sua atuação em defesa da categoria e por um Brasil melhor: a afirmação de que é hora da engenharia unida. Conforme proclamado na “Carta de Campo Grande”, amplamente discutida pela assembleia, é tempo de os engenheiros e demais profissionais da área tecnológica assumirem a tarefa de, por meio dos sindicatos, associações representativas, conselhos profissionais, universidades e empresas, oferecerem saídas às dificuldades enfrentadas pelo País. 

Essa iniciativa obviamente precisará do engajamento das demais entidades da engenharia e estamos certos de que essa aliança valiosa será construída de forma a conseguirmos dar o salto de qualidade que há tanto ansiamos para o Brasil. Pois, ainda conforme a “Carta de Campo Grande”, esse é o esforço coletivo que precisamos empreender para construir um país à altura das necessidades da nossa população. É o momento de nos fixarmos na nossa bandeira de luta pela superação das insuficiências e mazelas que historicamente nos afligem e, contando com esse conjunto fabuloso de forças, contribuir para que sejam tomadas as medidas corretas.

Sabemos que o momento é de dificuldades e incertezas. Mas temos a clareza do caminho a seguir e a convicção de que é possível trilhá-lo. Com confiança e coragem renovadas, seguimos na luta.

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente


* Leia aqui a Carta de Campo Grande


Imprensa SEESP
Editorial publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, Edição 484, de 16 a 31 de outubro de 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em momentos como o que vive o Brasil, em que vaca estranha bezerro, é muito importante que alguém mantenha a razão lúcida e a confiança em suas próprias ideias e propostas, em sua experiência.

Fui testemunha participante de dois eventos sindicais fortes onde isso se efetivou.

O primeiro deles foi o IX Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse), da Federação Nacional dos Engenheiros, em Campo Grande – MS, nos dias 5,6 e 7 e o segundo foi a Assembleia Nacional dos Telefônicos, da Federação Nacional dos Telefônicos, em Atibaia – SP, nos dias 6,7 e 8. Em ambos os eventos, estatutários, foram eleitas as respectivas direções nacionais, da FNE e da Fenattel.

Além dessas similitudes e coincidências temporais os dois eventos tiveram outras características comuns.

Foram reuniões nacionais maciças e representativas (com três ou quatro centenas de participantes cada) em que se abordaram temas de interesse das categorias, da sociedade e do Brasil inteiro, com a participação de convidados especiais e a realização de painéis e discussões aprofundadas.

Em ambas houve um real interesse em discutir o trabalho sindical entre os jovens. No IX Conse, pela primeira vez, foi realizada uma reunião específica dos jovens participantes com diretrizes para o trabalho entre eles e na Fenattel uma jornada inteira foi dedicada ao encontro nacional dos teleoperadores (onde se concentram a juventude e a diversidade de gêneros da categoria), que determinou a estratégia para as negociações do ano vindouro.

E, por fim, cada uma das grandes reuniões primou pela unidade de ação. No IX Conse foi aprovada, após uma discussão meticulosa, a carta de Campo Grande – É hora da engenharia unida – e na Fenattel inúmeras resoluções (como a citada acima). Houve, é claro, as eleições de chapas únicas renovadas, unitárias e representativas.

Transmito aqui os parabéns a Murilo Pinheiro, presidente da FNE, e a Almir Munhoz, presidente da Fenattel, e a todos os que contribuíram para a força dessas entidades nos dois eventos sindicais fortes.

 

 

* João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical








Foi eleita, por maioria absoluta de votos, a nova diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) para o triênio 2016-2019, em votação realizada na manhã desta quarta-feira (7/10), em Campo Grande (MS), com a recondução de Murilo Celso de Campos Pinheiro ao cargo de presidente. Ao pleito concorreu chapa única que obteve 217 votos, num total de 230 votantes, com 6 nulos e 7 em branco. A nova gestão inicia o mandato em março de 2016.

 

diretoria eleita larg 600Diretoria eleita durante IX Conse, em Campo Grande (MS)


Votaram representantes dos 18 sindicatos de engenheiros do País que compõem a federação: dos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins. 

O processo eleitoral se deu ao final da nona edição do Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse) realizado de 5 a 7 de outubro, na capital sul-mato-grossense. O congresso teve como tema “Desenvolvimento e valorização profissional”, reunindo especialistas, técnicos e profissionais que discutiram os desafios e as oportunidades do agronegócio e da indústria nacionais, a gestão da água e da energia, mobilidade urbana, valorização profissional e engenharia nacional.

Diretoria eleita:

Presidente
Murilo Celso de Campos Pinheiro

Vice-presidente
Carlos Bastos Abraham

Diretor Administrativo
Manuel José Menezes Vieira

Diretor Administrativo Adjunto
Disneys Pinto da Silva

Diretor Financeiro
Antonio Florentino de Souza Filho

Diretor Financeiro Adjunto
Luiz Benedito de Lima Neto

Diretor de Relações Internas
José Luiz Bortoli de Azambuja

Diretor Operacional
Flávio José Albergaria de Oliveira Brízida

Diretor de Relações Institucionais
Thereza Neumann Santos de Freitas

Diretor Regional Norte
Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro

Diretor Regional Nordeste
Modesto Ferreira dos Santos Filho

Diretor Regional Sudeste
Clarice Maria de Aquino Soraggi

Diretor Regional Centro-Oeste
Gerson Tertuliano

Diretor Regional Sul
Edson Kiyoshi Shimabukuro

Diretor Representante na Confederação – titular
Sebastião Aguiar da Fonseca Dias

Diretor Representante na Confederação – suplente
Wissler Botelho Barroso

Diretor Departamento de Relações Internacionais
Francisco Wolney Costa da Silva

Diretor Departamento Relações Acadêmicas
José Ailton Ferreira Pacheco

Diretor Depart. Negociações Coletivas Nacionais
Tadeu Ubirajara Moreira Rodriguez

Diretor Depart. de Assuntos do Exercício Profissional
Maria de Fátima Ribeiro Có

Conselheiro Fiscal – efetivo
Antônio Ciro Bovo

Conselheiro Fiscal – efetivo
José Carlos Ferreira Rauen

Conselheiro Fiscal – efetivo
Lincolin Silva Américo

Conselheiro Fiscal – suplente
Celso Atienza

Conselheiro Fiscal – suplente
Cláudio Henrique Bezerra Azevedo


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP







No quarto e último painel do IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), nesta quarta-feira (6/10), em Campo Grande (MS), discutiu-se a valorização profissional e a engenharia brasileira com o Gerente Regional do Centro-Oeste do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Jary de Carvalho e Castro, o professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marco Aurélio Cabral Pinto, e o coordenador de Relações Sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre Prado de Oliveira.

Castro, na sua apresentação, mostrou as ações do conselho em prol do exercício profissional de mais de um milhão de engenheiros em todo o Brasil, das mais variadas áreas, como agronomia (187 mil), agrimensura (23 mil), civil (340 mil), elétrica (453 mil), mecânica e metalurgia ((257 mil), entre outras. Entre elas está a atuação junto ao Congresso Nacional acompanhando projetos de interesse da categoria, como o que cria a carreira de estado em todos os níveis de governo (PLC 13/2013) para os engenheiros e agrônomos.


Foto: Marcelo Kanashiro
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Último painel do IX Conse discutiu valorização profissional e educação
 

Segundo ele, o sistema também está preocupado com a situação de instabilidade política e a crise econômica, no País, que tem prejudicado sensivelmente a área de engenharia, causando desemprego de muitos profissionais. Da mesma forma, a atualidade do Confea também se reflete no debate de temas emergentes como o da inovação e as perspectivas para os setores elétrico e hídrico. Castro informou, ainda, a campanha nacional “Projeto completo garante uma boa obra! Contrate um engenheiro” que o conselho vem desenvolvendo junto as mais de cinco mil prefeituras brasileiras, evidenciando as atribuições e a importância da contratação dos engenheiros.

O dirigente mostrou, também, as ações que o conselho vêm promovendo com entidades internacionais do setor, criando uma integração profissional com países da América Latina (União Panamericana de Associações de Engenheiros – Upadi) e de Portugal.

Educação libertadora
O professor da UFF destacou a importância de o País pensar a educação que quer oferecer aos brasileiros que, para ele, deve ter o objetivo de criar cidadãos conscientes e independentes na observação e análise da realidade. “Devemos trabalhar uma educação a partir do conceito de independência intelectual sem o foco na perspectiva de mercado e sem trazer modelos educacionais de outros países. Precisamos formar o nosso modelo a partir do próprio povo brasileiro.”

Essa educação, explica Cabral Pinto, tem duas bases fundamentais, são elas: desenvolver a capacidade de aprender a aprender, relacionando conhecimentos sobre a realidade; e de extrair aprendizado com os contraditórios. “É pensar na conscientização desse indivíduo sobre a história, aprendendo a ler a realidade e a se mover, com confiança, nessa mesma realidade.”

Perfil profissional
Na sequência, o técnico do Dieese apresentou a pesquisa que traçou o perfil dos profissionais de engenharia no Brasil a partir do ano de 2003 até 2013, onde foram tratados, exclusivamente, os profissionais com vínculo empregatício (Consolidação das Leis do Trabalho ou estatutários). O estudo foi encomendado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e mostra uma expansão de 87,4% nos empregos formais no setor, saindo de 127,1 mil para 273,7 mil postos com carteira assinada no País. O crescimento foi superior ao crescimento do emprego geral no Brasil nesta década, que foi de 65,7%.

Todavia, dados de movimentação do emprego formal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) já apontavam relativo desaquecimento do mercado de trabalho formal para os profissionais. Em 2013, foram gerados 2,8 mil postos de trabalho, 4,6 mil a menos do que em 2012, quando haviam sido criados 7,4 mil. Já em 2014, o saldo entre admitidos e desligados foi negativo, com perda de mais de 3 mil empregos. E dados de janeiro a agosto deste ano, mostram uma perda ainda maior na ordem de menos 12.230 postos de trabalho, com 28.053 admissões contra mais de 40 mil demissões.

A década observada, explica Silvestre, é o período de maiores investimentos públicos e privados e de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), com estímulo à produção, ao incremento da infraestrutura nacional, da oferta de crédito e de políticas de distribuição de renda, o País pôde prosperar e isso se refletiu diretamente no emprego da categoria.

A pesquisa mostra que a distribuição regional do emprego – tanto dos engenheiros quanto do total de empregados formalmente vinculados – não apresentou alterações significativas no decorrer da década 2003-2013: em ambos os momentos, a maior parte dos vínculos concentra-se na região Sudeste. No caso dos engenheiros, quase dois terços dos 273,7 mil postos de trabalho em 2013 – 61,5% – estão localizados no Sudeste; 14,4% na região Sul; e 13,3% na Nordeste. Nas regiões Norte e Centro-Oeste estão 10,7% dos empregos desses profissionais.

Considerando-se as diversas modalidades, os engenheiros civis foram os que mais contribuíram para o crescimento do emprego formal no período. Dos cerca de 127 mil postos gerados entre 2003 e 2013, quase 38 mil o foram nessa especialidade. O segundo grupo mais relevante foi o dos engenheiros industriais, de produção e de segurança, com mais de 25,5 mil ocupações criadas, seguidos dos engenheiros mecânicos, com 16,6 mil. Os postos de trabalho criados nessas três famílias ocupacionais responderam por quase 80 mil empregos a mais, ou seja, 62,6% do crescimento do emprego formal da engenharia entre 2003 e 2013.

Apesar de ser uma categoria majoritariamente masculina – em 2013, os homens representavam 79,2% do total dos profissionais da engenharia empregados no Brasil –, as mulheres engenheiras vêm aumentando sua participação ao longo do período analisado. Em 2003, representavam 16,8% do total de profissionais; em 2009, já eram 18,7%; e em 2013, chegam a 20,8%.

Rede da tecnologia e inovação
Sérgio Gonçalves Dutra, da MZO Interativa, empresa de São Carlos (SP), falou sobre a criação da Rede da tecnologia da FNE cujo intuito é conectar mais de um milhão de profissionais da tecnologia para terem acesso a uma série de conteúdo e informação organizada e ágil num ambiente seguro. Os benefícios, como explica Dutra, do sistema são diversos, como permitir ao profissional interagir mais e se aproximar das suas entidades representativas, assim como ampliar oportunidades de emprego e acesso à educação. Ele resumiu a nova ferramenta digital dos engenheiros: “Vamos usar a tecnologia a serviço da comunidade com grande criatividade.”

Fechando o painel, o diretor geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), Saulo Krichanã, apresentou a palestra “Inovação e educação”, mostrando como está estruturada a faculdade mantida pelo SEESP, que iniciou seu primeiro ano letivo em fevereiro último. Ele falou sobre conceitos de inovação lembrando a genialidade de Leonardo da Vinci, “que tinha um conhecimento sobre tantas coisas em pouco tempo e que levou ao extremo a história de perguntar e questionar”. E relacionou: “É nesse DNA que vem esse negócio de inovação, que combina a invenção, a ideia e a descoberta.”

Segundo ele, inovação é tudo aquilo que chega ao mercado, que é feita de forma planejada, ainda que gerada casualmente, e que implica em impactos tangíveis e, sobretudo, em impactos inatingíveis sobre a ordem das coisas até então prevalecente.

Krichanã explicou que a inovação exige observação, conhecimento, projeto, avaliação e negócio. “A nossa matéria-prima no Isitec é o estudante inquieto e inconformado. Da mesma forma, quem ensina precisa ser provocador e emulador, professor e facilitador e integrado e antenado.”

Na matriz curricular da instituição de ensino dos engenheiros constam formações básica, técnico científica, em engenharias, empresarial e aprofundamento profissional. A carga total é de 4.620 horas em cinco anos. Atualmente o Isitec está com 33 alunos e já se prepara para abrir as inscrições para a segunda turma do curso de Engenharia de Inovação.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









 

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) acaba de lançar o mais recente estudo com o perfil da profissão durante o Congresso Nacional dos Engenheiros, em Campo Grande. A publicação foi apresentada pelo presidente da FNE, Murilo Pinheiro, instantes antes do início das atividades da tarde, nesta segunda-feira (5/10). Amanhã (6), José Silvestre de Oliveira, coordenador do Dieese, apresentará os dados durante a mesa "Valorização profissional e da engenharia nacional", às 16h15, que também terá a participação de José Tadeu da Silva, presidente do Confea, entre outros nomes.

 

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A análise, elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), demonstra uma expansão de 87,4% nos empregos formais em Engenharia, no período de 2003-2013. Ou seja, o salto foi de 127,1 mil para 273,7 mil postos com carteira assinada no País. O crescimento foi superior ao crescimento do emprego geral no Brasil nesta década, que foi de 65,7%.

Apesar dessa evolução favorável, dados de movimentação do emprego formal do Caged já apontavam relativo desaquecimento do mercado de trabalho formal para os profissionais da engenharia. Em 2013, foram gerados 2,8 mil postos de trabalho, 4,6 mil a menos do que em 2012, quando haviam sido criados 7,4 mil. Já em 2014, o saldo entre admitidos e desligados foi negativo, com perda de mais de 3 mil empregos.

Para a FNE, a década observada é exatamente o período de maiores investimentos públicos e privados e de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), conforme propunha o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Ou seja, a partir do estímulo à produção, ao incremento da infraestrutura nacional, da oferta de crédito e de políticas de distribuição de renda, o País pôde prosperar e isso se refletiu diretamente no emprego da categoria.

De acordo com Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do FNE, as informações devem ser interpretadas de duas formas: “Uma é que chama atenção a posição conquistada pela engenharia ao longo de uma década, após amargar cerca de 25 anos de ostracismo. A segunda é que devemos lutar para evitar que a profissão perca o protagonismo alcançado. É responsabilidade da engenharia unida oferecer saídas à crise econômica enfrentada pelo País e fazer ver aos nossos governantes, parlamentares e líderes empresariais que a solução está no desenvolvimento, na produção e no apoio à inovação e à produtividade”, declarou.

Recortes
A pesquisa completa mostra ainda que a distribuição regional do emprego – tanto dos engenheiros quanto do total de empregados formalmente vinculados – não apresentou alterações significativas no decorrer da década 2003-2013: em ambos os momentos, a maior parte dos vínculos concentra-se na região Sudeste. No caso dos engenheiros, quase dois terços dos 273,7 mil postos de trabalho em 2013 – 61,5% – estão localizados no Sudeste; 14,4% na região Sul; e 13,3% na Nordeste. Nas regiões Norte e Centro-Oeste estão 10,7% dos empregos desses profissionais.

Considerando-se as diversas modalidades, os engenheiros civis foram os que mais contribuíram para o crescimento do emprego formal no período. Dos cerca de 127 mil postos gerados entre 2003 e 2013, quase 38 mil o foram nessa especialidade. O segundo grupo mais relevante foi o dos engenheiros industriais, de produção e de segurança, com mais de 25,5 mil ocupações criadas, seguidos dos engenheiros mecânicos, com 16,6 mil. Os postos de trabalho criados nessas três famílias ocupacionais responderam por quase 80 mil empregos a mais, ou seja, 62,6% do crescimento do emprego formal da engenharia entre 2003 e 2013.

Apesar de ser uma categoria majoritariamente masculina – em 2013, os homens representavam 79,2% do total dos profissionais da engenharia empregados no Brasil –, as mulheres engenheiras vêm aumentando sua participação ao longo do período analisado. Em 2003, representavam 16,8% do total de profissionais; em 2009, já eram 18,7%; e em 2013, chegam a 20,8%.

Imprensa FNE




É inegável que o Brasil atravessa uma crise. Alguns comentaristas, com exagero analítico, chegam a apontar uma lista de crises que se entrelaçam. Grande parte deles atribui essa situação ao esgotamento de um modelo, seja econômico, social ou político. Mas a realidade, que é forte, nos faz pensar que, muito menos devido a um esgotamento e muito mais a uma incompletude, o Brasil sofre sua crise.

Por que não crescemos a taxas razoáveis com estabilidade monetária e distribuição de renda? Por que não avançamos mais nas conquistas sociais que configurariam um “estado de bem-estar” persistente? Por que convivemos com uma carência de legitimidade política corroída incessantemente pela corrupção e por ímpetos revanchistas?

As respostas a essas perguntas nos fazem ver que a superação da crise pressupõe avançar ainda mais, enfrentando o rentismo, as desigualdades e os preconceitos, evitando assim o desmanche econômico, social e político.

Várias instituições e entidades de peso têm oferecido à sociedade propostas capazes de criar alternativas de curto, médio e longo prazos. Podemos citar, sem o cuidado da exaustão, desde a nota pública da FNE em defesa da engenharia brasileira e de seus profissionais (de 17 de junho) até os eventos mais recentes como a Agenda Brasil, do Senado Federal, o manifesto Fiesp/Firjan (setor industrial dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro), o chamado sindical paulista ao diálogo, a conclamação da CBIC/Sinduscon (envolvendo a área da construção civil), a manifestação dos metalúrgicos e da Abimaq (empresas de máquinas e equipamentos), o manifesto da Ordem dos Advogados do Brasil e das confederações patronais e o documento das entidades no Clube de Engenharia, do Rio de Janeiro.

Porém, levando-se em conta o peso e o papel da engenharia no contexto econômico e social, está por ser feito um movimento forte (e não apenas um manifesto) que expresse não só as angústias e necessidades desse campo, como também as alternativas que ele oferece a si e à sociedade.

Costuma-se dizer que crise é risco e oportunidade. Agora é a hora dos engenheiros e da engenharia na grande batalha pela produtividade e por um projeto para o Brasil.

Defendo que esse papel no campo da engenharia – ou seja, o papel de propor e de articular o movimento dos engenheiros e da engenharia, sem hegemonismo, mas criadora e unitariamente – cabe à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

Cabe a ela devido à sua experiência recente e exitosa do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, de cuja continuidade um projeto “Engenharia Unida” deve ser a natural consequência, com o enfrentamento e superação da recessão e da crise.

Afastando-se do risco egoísta corporativo, que nos leva, às vezes, a vestir carapuças que não são para nossas cabeças, e afirmando a vontade dos profissionais, das entidades, das escolas e das empresas, a própria constituição do projeto “Engenharia Unida”, qualquer que seja a forma que ele adquira e quaisquer que sejam as peripécias em sua efetivação, deve oferecer desde já uma alternativa viável e factível à crise nacional e apontar os rumos do desenvolvimento econômico, do avanço social e da normalidade política.

 

* João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical do SEESP

 

 

 

 

 

 

Entre 5 e 7 de outubro, será realizado o IX Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), em Campo Grande. Promovido pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), o evento que acontece a cada três anos, nesta edição é coorganizado pelo Senge-MS (Sindicato dos Engenheiros de Mato Grosso do Sul). Reunindo profissionais da área, autoridades políticas e especialistas, o congresso trará debates sobre temas fundamentais para a retomada do crescimento econômico brasileiro e a superação da atual crise.

Dentre os destaques da programação, no dia 6 de outubro, às 9h, acontece o painel "Água e Energia", que reunirá especialistas para debater aspectos estruturais das atividades de produção e distribuição de energia, escassez e poluição dos recursos hídricos e a situação do petróleo.

Para o ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras e professor da USP (Universidade de São Paulo), Ildo Luís Sauer, o setor energético brasileiro enfrenta uma crise muito séria com graves erros de gestão e planejamento. Com explosão tarifária, deterioração da confiança na qualidade dos serviços e um passivo de mais de R$ 100 bilhões, que está sendo repassado para a sociedade, é urgente refletir sobre o cenário atual para corrigir rapidamente os rumos que se desenham.

Em sua exposição no painel, Sauer pretende abordar um dos aspectos mais graves do setor: o as reservas de petróleo na camada do pré-sal. "É uma oportunidade que foi construída no âmbito da Petrobras e que, se for estruturado adequada e estrategicamente poderá trazer benefícios e resgatar assim a confiança e a credibilidade brasileira no cenário geopolítico internacional", avaliou. Mas para isso, defende, "é necessário conhecer bem as nossas reservas, definir um ritmo de produção e, principalmente, não 'entregar' o pré-sal para especuladores internacionais".

Na opinião de Sauer, a atual estratégia da diretoria da Petrobras é equivocada. "É pensada por gente que não compreende a geopolítica do petróleo e da energia, e não conhece a dimensão dos desafios tecnológicos que se apresentam para voltarmos ao curso da esperança. Cabe também aos engenheiros contribuir com o tema e corrigir rapidamente este rumo", declarou.

Outras contribuições
Trazendo a visão regional para o painel, Ricardo José Senna, secretário adjunto de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul, parte do pressuposto de que os recursos naturais são imprescindíveis para a produção de riqueza. No entanto, é preciso que a sociedade trave o debate sobre que modelo adotar. "O preocupante é que a falta de clareza na definição desse modelo no Brasil tem pressionado o meio ambiente, vide o aumento do desmatamento e a concentração de energia em uma matriz fóssil. Debates como esse são fundamentais para que a sociedade veja com maior clareza as alternativas que pode escolher para seu futuro", adiantou Senna.

O painel contará ainda com o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho. Recentemente, Ventura fez uma projeção polêmica: "o suprimento de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (Geração) está assegurado no triênio 2015/2017, não sendo estatisticamente visualizados déficits ou racionamentos neste período".

Geraldo José dos Santos, vice-presidente da Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais (Sbef) completa a relação dos palestrantes do painel que promete aquecer as discussões do IX Conse.



Imprensa SEESP









 

Engenheiros de todo o Brasil se reúnem, a partir do dia 5 de outubro próximo, em Campo Grande, na nova edição do Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse), em Campo Grande, realizado a cada três anos pela federação nacional da categoria (FNE). Os profissionais estão imbuídos em discutir, com a definição de propostas e sugestões, temas fundamentais ao País, como a reindustrialização e o setor agropecuário; desafios para se garantir mobilidade urbana nas médias e grandes cidades; a grave escassez de recursos hídricos observada em várias partes do País, inclusive na região Sudeste e ainda problemas no setor elétrico e a situação da Petrobras. Toda essa pauta terá como carro-chefe a valorização da engenharia nacional e dos seus profissionais.


Ilustração Maringoni
Brasil desenvolvimento

Para o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, as dificuldades políticas e econômicas vividas na atualidade tornam ainda maior a necessidade de união dos profissionais: “É nossa convicção que a engenharia unida tem papel central nessa batalha. O nosso congresso será um espaço privilegiado para esse debate.”

Segundo o presidente do Sindicato dos Engenheiros de Mato Grosso do Sul (Senge-MS), Edson Shimabukuro, Campo Grande será amplamente beneficiada pela realização do evento: “Além de estratégias para o crescimento do País, serão debatidas formas para o desenvolvimento da cidade de Campo Grande, que segue a caminho de uma metrópole”, observa. Shimabukuro avalia que, ao sediar o congresso, o próprio Estado de Mato Grosso do Sul poderá colaborar com importantes debates, especialmente em relação aos setores de agronegócio – carro-chefe da economia sul-mato-grossense – e de recursos naturais, já que o Estado abrange a bacia do Pantanal e o maior aquífero da América Latina.

O congresso, que se estende até dia 7, é o mais importante evento da federação. Nesta edição, tem como co-organizador o Senge-MS. Confira a programação do IX Conse em http://goo.gl/27SfDh.


 

Imprensa SEESP









Na próxima sexta-feira, dia 18, às 9 horas, Murilo Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), e Saulo Krichanã, diretor do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), proferem uma palestra sobre "Inovação". A conferência faz parte da programação da 72ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), que começou nesta terça-feira (15), em Fortaleza (CE). O evento – que neste ano tem como temática “Sustentabilidade: água, energia e inovação tecnológica” – reúne os profissionais da tecnologia brasileira e é o maior realizado pelo Sistema Confea/Crea e Mútua.

Segundo Krichanã, no debate, será abordado o significado da inovação, cujo conceito nem sempre é tangível, e a capacidade que as novidades possuem de modificar comportamentos. “Fala-se muito do aspecto físico da inovação – um novo produto, um novo processo. Isso tudo é relevante, mas podemos falar da inovação sobre outro ponto de vista que, acredito, ser o mais importante: a mudança de comportamento que ela provoca. A inovação, se não modifica comportamentos, é estéril”, ressalta o palestrante.

Durante a palestra, também será revelada a forma como as dimensões tangível e intangível da inovação foram incorporadas ao processo de criação do curso de Engenharia de Inovação do Isitec – o primeiro e único curso de graduação na área existente no Brasil. A estrutura curricular do curso demonstra a preocupação em incentivar o raciocínio e a observação dos fenômenos pelos estudantes. “Preparamos pessoas que, nas mais diversas atividades econômicas – na agricultura, agronegócio, comunicações, engenharia ou na área financeira – sejam capazes de assumir esse comportamento observacional e gerar mudanças. A inovação tem natureza multidisciplinar e é isso o que buscamos: partir da figura do engenheiro especialista para a de engenheiro com uma visão holística dos processos”, explica Krichanã.

A Soea 2015 deve reunir quatro mil congressistas. O evento promove debates sobre demandas sociais gerais – aquelas que se referem às políticas setoriais de governo (políticas de transporte, energia, meio ambiente, desenvolvimento urbano, recursos hídricos etc.), e sobre demandas sociais relacionadas ao exercício das atividades propriamente ditas dos profissionais de Engenharia (serviços prestados, obras executadas e produtos oferecidos à sociedade). Por meio das discussões e do profundo conhecimento tecnológico dos palestrantes convidados, buscam-se soluções para os problemas levantados.


 

Imprensa SEESP
Com informação da InPress Oficina







Representada por seu presidente, Murilo Celso de Campos Pinheiro, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) esteve presente na abertura da 72ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), que ocorreu no Centro de Eventos do Ceará, na capital daquele estado, na noite de terça-feira (15/9). De acordo com os organizadores cerca de 3,5 mil pessoas estiveram presentes.

 

Foto: Rita Casaro/Imprensa SEESP

semana engenharia e agronomia 3 nova

 

Para Murilo Pinheiro, a engenharia tem uma oportunidade para debater, no evento, soluções para o País que vive um período de dificuldade. "O País vive um momento bastante difícil e a engenharia unida tem que cumprir o seu papel de contribuir na busca de soluções. E este é sem dúvida um fórum privilegiado para este debate."

O presidente do Confea, José Tadeu da Silva enfatizou, sob aplausos, que o Brasil precisa inspirar-se na Engenharia para voltar a atingir o caminho do crescimento. “Temos que colocar nosso conhecimento à disposição de todos, para voltar a colocar em funcionamento a máquina do desenvolvimento. O País precisa de comandos úteis para voltar a se desenvolver, colocando engenheiros no plano decisório”, declarou Silva, lembrando que atualmente muitas das decisões de obras estão concentradas nas mãos de juristas, o que pode acarretar em ausência de detalhamento de projetos e contribui para a ocorrência de erros.  

O presidente do Crea-CE, Victor Frota Pinto, apontou que a 72ª Soea está acontecendo em um momento trágico para o Brasil. “Principalmente para nosso Estado, que passa pela quarta seca seguida e está sendo castigado severamente por essa situação”. O anfitrião do evento ressaltou, ainda, que esta é a quarta vez que a Semana é realizada no Ceará.

Durante a solenidade, houve a assinatura do Sistema Confea/Crea e Mútua.

Também integra o calendário do evento o Congresso Técnico  Científico da Engenharia e da Agronomia 2015 (Contecc) – com cerca de 550 trabalhos expostos, selecionados entre os mais de 800 inscritos – que vai até sexta-feira (18), com uma programação que tem como tema central “Sustentabilidade: água, energia e inovação tecnológica”.


Imprensa SEESP
Com informações da organização do evento







O SEESP e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) realizaram, na manhã de quarta-feira (9/9), na Capital paulista, um debate inicial sobre a situação atual do País com relação às denúncias de corrupção, a paralisação de grandes obras de infraestrutura e o exercício profissional dos engenheiros. Para o presidente das duas entidades, Murilo Celso de Campos Pinheiro, a categoria tem a obrigação de tratar os temas de forma democrática e ampla. “Temos a responsabilidade, inclusive, de apresentar propostas concretas numa contribuição apartidária, mas política”, destacou o dirigente, informando, ao final da reunião, que novos encontros serão realizados com o mesmo propósito, mas com o compromisso de apresentação de sugestões para a elaboração de um projeto da engenharia para as boas práticas no setor.


Fotos: Beatriz Arruda
Murilo 09SET2015 editada 
Murilo, presidente do SEESP e da FNE, convoca categoria para discutir
propostas em defesa da engenharia e do desenvolvimento do País 


O encontro contou com as análises do engenheiro Frederico Bussinger, ex-presidente do Conselho Nacional de Engenharia e Agronomia (Confea) e hoje prestando consultoria na área de infraestrutura, do professor de Engenharia de Projetos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcelo Zuffo, e do consultor sindical João Guilherme Vargas Netto. Para Bussinger, as dimensões legal, econômica, política e mesmo moral da corrupção "têm sido objeto de intenso debate que, certamente, balizarão a governabilidade, a democracia e a própria nação no futuro próximo".

Bussinger 09SET2015 editadaEle [foto ao lado] observa que em análises e informações ainda incipientes, sem o rigor da pesquisa científica, mas importantes para passar “o Brasil a limpo”, devem ser esquadrinhas questões relativas ao exercício profissional em instituições públicas e privadas. “É de se imaginar que a própria engenharia tenha sido vitimizada em todo esse processo.” E prossegue: “Prioridades devem ter sido alteradas, necessidades forjadas, hierarquias desrespeitadas, cargos preenchidos não por competência profissional.” Para ele, a “boa técnica” e as “boas práticas” da área devem ser defendidas mesmo que esbarrem nas “regras do jogo”.

Já para o consultor sindical é importante definir bem por quais crises o Brasil passa. Para ele, vivemos a instabilidade política e econômica, mas não a social ainda. Sob a perspectiva da engenharia, Netto defende que a “grande pista” para tratar a questão é discutir os elementos da ineficiência no setor e como superá-los. “Corrupção é uma coisa, ineficiência é outra”, esclarece. Nessa perspectiva, ele observa que “o que destruiu o País foi a mentalidade de que não se pode projetar, não se pode ter empresa pública e que apenas a empresa privada deve organizar, porque ela é submissa à anarquia do mercado”. E questiona: “Por que a nossa engenharia de projetos foi desqualificada?”

Novo ordenamento moral
Zuffo 09SET2015 editadaPara o professor da USP [foto ao lado], é difícil aceitar o nível de corrupção que enfrentamos hoje. “Sabe-se que em grandes obras de engenharia isso é clássico. Os grandes dirigentes nazistas se enriqueceram com a corrupção, assim como as grandes corporações norte-americanas, na década de 1930, e outras nos anos 1970 também.” Ele avalia que, com a forte aceleração econômica por que passou o País nos últimos anos, as corporações nacionais de engenharia começaram a trabalhar com grandes cifras. “Eu acredito que o Brasil deve enfrentar essa discussão o mais urgente possível. Não podemos pensar no futuro da engenharia sem levar em conta um novo ordenamento moral para gerações de profissionais que vão vir. Falo como professor, que nunca precisou aprender ética na escola de engenharia.”

Segundo ele, a empresa estadunidense Boeing (de desenvolvimento aeroespacial e de defesa) tem em seu código de ética, como primeira cláusula, a orientação de que “não aceitarás e não propiciarás nenhuma forma de propina”. Ele explica que isso só foi possível porque a empresa incorreu em falhas éticas graves e teve de se autodenunciar para garantir sua sobrevivência. “Empresas de outros países fizeram o seu próprio ajuste para não falir.”

Ao final, todos os palestrantes enalteceram a iniciativa do SEESP e da FNE de abrir o debate, classificado por Zuffo como corajoso. Para ele, “não podemos ficar apenas na retórica, temos uma categoria que precisa ser reforçada em todos os seus valores profissionais e éticos”.



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP










 

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) participou do Fórum Permanente de Qualificação do Trabalhador Portuário e Aquaviário (FPQTP), em Brasília (DF). Durante o encontro, a técnica Cláudia Maria Silva, da Subseção da Federação Nacional dos Portuários (FNP-CUT), apresentou o Perfil do Trabalhador Portuário. A exposição foi realizada em 28 de julho, na sede da Previdência Social.

O encontro também contou com a participação de representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Pública (MPOG), Secretaria de Portos (SEP), Secretaria Geral da Presidência da República, Marinha do Brasil, da FNP, da Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuárias (Fenccovib), da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop).

O trabalho atualizou dados sobre o perfil do trabalhador portuários brasileiro com base nos dados de 2013 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do MTE. O levantamento incluiu informações sobre a administração portuária pública e operacional e de trabalhadores avulsos e vinculados. O perfil foi elaborado com o objetivo de subsidiar a atuação sindical da FNP.


Fonte: Boletim Dieese




“Promover a eficiência energética dos equipamentos de iluminação pública e propiciar condições favoráveis a que os municípios possam desenvolver um serviço público de qualidade e de baixo custo.” Esses são os objetivos de uma política nacional de iluminação pública, conforme proposta apresentada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).


Foto: Rodrigo Paiva/Folhapress
Iluminação Paulista 600 
 FNE quer promover a eficiência energética dos equipamentos de iluminação pública
e propiciar condições favoráveis a que os municípios possam desenvolver um
erviço público de qualidade e de baixo custo


Segundo o representante dessa entidade na Frente de Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e diretor do SEESP, Carlos Augusto Ramos Kirchner, a demanda foi verificada há tempos e agora é animada pela aprovação na Câmara dos Deputados, em 28 de abril último, do Projeto de Decreto Legislativo 85/2015. Esse “susta os artigos 13 da Resolução Normativa nº 479, de 3 de abril de 2012, os artigos 21 e 218 da Resolução Normativa nº 414, de 9 de setembro de 2010, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que repassa aos municípios a responsabilidade pelos serviços de elaboração de projeto, implantação, expansão, operação e manutenção das instalações de iluminação pública e a transferência de tais ativos”. De autoria do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP), aguarda agora designação de relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Posteriormente, seguirá para duas outras comissões – de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Só depois, deverá ser votado em Plenário daquela Casa.

Se aprovado, contudo, o Decreto Legislativo suspenderá a transferência de ativos da iluminação pública às Prefeituras, que deveria ter sido concluída em 1º de janeiro último, conforme determinação da Aneel – por entender que essa exorbitou de suas funções enquanto agência reguladora –, mas não colocará nada no lugar. Kirchner explica o problema: “Para muitos municípios, não houve transferência até aquela data, mas abandono compulsório das distribuidoras. O setor ficou bastante desarranjado. Houve municípios que conseguiram bloquear na Justiça a transferência e outros que fazem o trabalho de forma muito precária, sem cumprir normas de segurança, utilizando materiais inadequados.”

Diante desse quadro, continua ele: “Devemos aproveitar este momento para realinhar essas questões. Assim, a FNE propõe a criação de uma política nacional de iluminação pública.” Marco Aurélio Cabral Pinto, engenheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e consultor do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – lançado pela federação em 2006 e atualizado desde então –, destaca: “A instância mais adequada na conjuntura histórica para mediação nas relações entre os entes municipais e os fornecedores de energia parece ser o Congresso Nacional.” Para ele, aprovar uma política nacional ao setor “permitirá que se estabeleça pacto político favorável ao aproveitamento de oportunidades tecnológicas e econômicas pelo capital privado, atendendo-se contudo ao objetivo público de implementação de bons projetos de iluminação nas cidades brasileiras”. 

Menos custos e mais tecnologia
Sua importância reside ainda no fato de que o segmento representa 3% do consumo de energia no País. “Melhorando o serviço, tem-se economia e melhora-se o padrão de vida das pessoas”, complementa Kirchner.

Uma das preocupações expressas na proposta da federação é de garantir sobretudo aos pequenos municípios condições para oferecer iluminação pública com qualidade. “No Brasil, dos 5.561 existentes, 90% têm menos de 80 mil habitantes. Pelo projeto da FNE, até esse patamar, o prefeito teria a opção de utilizar-se da distribuidora. Acima de 80 mil, é preciso haver um acordo entre ambos.”

Além disso, a preocupação é assegurar eficiência energética e telegestão, levando-se em conta a evolução tecnológica. Sob essa ótica, a proposta da FNE é que a política nacional de iluminação pública estabeleça critérios mínimos aos equipamentos e possibilite a implementação de programas federais de apoio aos municípios. Desse modo, mesmo as pequenas cidades poderiam usufruir de tecnologia LED. “São várias as suas vantagens, como economia de energia, melhor reprodução de cores em relação às lâmpadas de vapor de sódio, maior vida útil, o que significa ter menos serviço de manutenção e, portanto, redução de custo.” Cabral Pinto informa que o BNDES já conta com linhas de financiamento para apoio a investimentos em modernização dos parques de iluminação pública, além de “política específica para nacionalização progressiva de luminárias com tecnologia LED”.

Quanto à telegestão, Kirchner explica que conecta cada ponto luminoso a uma central de controle. “Até se uma lâmpada está queimada, é possível ter conhecimento sem ter que ir ao local”, aponta. A proposta da federação traz benefícios também, conforme ele, em termos de desenvolvimento da indústria nacional, privilegiando quem fabrica de acordo com as normas técnicas. “Assegurar a qualidade do produto é defender o mercado regulado. Para isso, é necessário defender o conteúdo nacional, com parâmetros de qualidade ao conjunto ótico que compõe a iluminação pública (luminárias, refratores, refletores, lâmpadas etc.). Isso tudo faz parte de uma política nacional, que trará benefícios para a população, inclusive com geração de empregos no mercado nacional.”



Soraya Misleh
Imprensa SEESP
Matéria publicada, originalmente, no Jornal do Engenheiro, nº 479, de 1º a 15 de agosto de 2015









 

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