GRCS

A FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) vem desenvolvendo desde 2006 o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento com uma equipe de consultores e a participação de especialistas, profissionais, acadêmicos, executivos das indústrias e empresas. O Cresce Brasil é realizado por meio de seminários em todo o País, cujo material produzido até o presente momento está disponibilizado no site www.fne.org.br.

No dia 18 de julho próximo, a partir das 8h30, será realizado um seminário em Santa Catarina, na sede da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), na Rodovia Admar Gonzaga, 2765, Itacorubi, em Florianópolis, sobre energia e saneamento. O objetivo é realizar um grande debate com o tema “Cresce Brasil SC – saneamento em xeque e energia em choque”.

Na área de energia haverá uma programação com abordagem da qualidade do suprimento, a visão do legislativo e a instabilidade regulativa. Na área de saneamento serão debatidos as diretrizes da Lei Federal 11.445, a qualidade de gestão, os planos de saneamento e a regulação no setor.

As inscrições são online neste link. Como o evento é gratuito as vagas são limitadas e serão selecionadas por ordem de inscrição.

 

Fonte: Senge-SC




Durante participação no Seminário Gestão em Saneamento, promovido pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), no último dia 14, em Teresina (PI), o prefeito da cidade, Firmino Filho, garantiu que o planejamento da Prefeitura de Teresina é buscar uma solução para o esgotamento sanitário e distribuição de água com a participação da Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí S.A.). Entretanto, o gestor garantiu que caso não haja uma reação da companhia de saneamento será necessário buscar outro caminho para resolver o problema.

"É inadmissível uma cidade como Teresina ter menos de 20% de cobertura de esgotamento sanitário e ter problemas constantes na distribuição de água. Estamos buscando fortalecer a Arsete (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina) para cumprir o seu papel de reguladora e fiscalizadora do serviço público de saneamento", assegurou o prefeito.

O presidente da Agespisa, Antonio Filho, informou que na atual situação da empresa não há como cumprir o contrato de programa firmado em 2011 com a prefeitura para atingir 82% da cobertura de esgotamento sanitário em 2021. Por outro lado, ele garantiu que está somando esforços para encontrar um modelo que resolva a solução. Segundo ele, os principais problemas são de falta de projetos técnicos, captação de recursos e capacidade operacional. 

O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Piauí, Antonio Florentino Filho, afirmou que o seminário conta com a participação de engenheiros de 18 estados para discutir qual a melhor alternativa para desentravar os entraves do setor de saneamento básico. "Vamos sair daqui com uma proposta que será discutida em todo o País para levarmos às gestões de saneamento para ajudar a desenvolver o setor".
 

Fonte: Portal GP1




A nova diretoria do Sindicato dos Engenheiros, Arquitetos e Geólogos no Estado do Tocantins (Seageto) tomou posse, no dia 10 de junho último, na sede da entidade. No período da noite, a diretoria, convidados e representantes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) participaram da cerimônia festiva do ato, em Palmas.

Na ocasião, o ex-presidente do Seageto, João Alberto Rodrigues Aragão, que deixa o cargo, após três mandatos consecutivos, admitiu não ter sido fácil ficar à frente do sindicato todo esse período, cerca de nove anos, justificando que foi necessário, em função do trabalho que era preciso ser realizado, principalmente as questões relacionadas à valorização profissional. "Participamos de discussões com o Governo do Estado, com a iniciativa privada para implantação de cargos e carreiras, em busca do cumprimento da Lei 4.950-A/66 e todos esses anos trabalhamos para deixar o sindicato melhor que o meu antecessor, que também trabalhou para deixar o Seageto melhor e assim será sucessivamente. Desejo ao colega Ciro, sucesso e que ele faça um bom trabalho", manifestou.

Aragão também agradeceu aos colegas da diretoria e todos os profissionais que colaboraram com a sua gestão, expressando sua gratidão pelo presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, que tanto contribuiu para o desenvolvimento das atividades do Seageto. "Nosso muito obrigado Murilo pelo apoio, que nos proporcionou grandes conquistas. Sem a colaboração da FNE seria mais difícil, espero que esse apoio tão importante permaneça na gestão do Ciro", cobrou.

O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, parabenizou o ex-presidente pelo trabalho e disse que a nova diretoria pode continuar contando com o apoio da Federação. Ele destacou que o Brasil está crescendo e tem muito ainda a desenvolver, lembrando que o papel das entidades que representam os profissionais da engenharia é importante nesse processo. "Temos muitas batalhas pela frente. Por isso, presidente Ciro, vamos unir nossas forças para enfrentarmos os obstáculos que podem surgir. A FNE está à disposição do sindicato, sucesso presidente", apoiou.

Ao final, o presidente Antônio Ciro Bovo, agradeceu as manifestações de apoio e disse que uma das suas prioridades é agregar o maior número de profissionais, tanto da engenharia como da arquitetura, ao sindicato. Ele admitiu que as gestões que o antecederam trabalharam muito, mas enfatizou ser preciso criar estratégia para atrair mais profissionais. "Eles precisam entender que juntos somos mais fortes para atuar na defesa dos interesses da categoria. Não podemos ficar alheios às condições de trabalho que são submetidos os profissionais, com a oferta de salário de até R$ 2.000,00, um descumprimento à Lei 4.950-A/66, que regulamenta o piso salarial, não podemos admitir essa situação", defendeu.

Outro compromisso do novo presidente é expandir a atuação do sindicato na área social, desenvolvendo atividades de interesse da categoria, a exemplo da realização de eventos de aperfeiçoamento técnico e cultural para os profissionais da engenharia.

Perfil
Antônio Ciro Bovo é engenheiro de operação, de segurança do trabalho e advogado trabalhista. Já fazia parte da diretoria executiva do sindicato. Foi presidente do Instituto Araguaia Tocantins de Estudos dos Cerrados (IATEC). Também foi presidente executivo da Cooperativa dos Engenheiros.

 

Com informações do jornal “Conexão Tocantins”.




Representados pelo engenheiro agrônomo José Luiz Azambuja, o Senge-RS e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) estiveram em Brasília no dia 23 último para uma reunião com o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM/RS). Na pauta, o Projeto de Lei 2824/2008 em tramitação na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal, que propõe alterações na Lei 5.550/68 que regulamenta o exercício profissional dos zootecnistas.

Ao lado das principais entidades representativas dos engenheiros agrônomos e médicos veterinários do País, Azambuja apresentou ao parlamentar relator do PL na referida comissão, posição contrária à aprovação do projeto, por entender inoportuna alteração do artigo 2º da Lei 5.550/68. Este dispositivo permite o exercício da zootecnia aos agrônomos e veterinários e sua retirada do instrumento legal acarretará enormes prejuízos à atividade agropecuária brasileira. Entre as consequências desta supressão pode-se desde já incluir problemas de certificação às exportações brasileiras de carnes e seus derivados, já que os mercados internacionais exigem que isso seja feito sob responsabilidade técnica dos profissionais hoje ameaçados.

Por outro lado, a ideia conciliatória exposta por Onyx Lorenzoni de sugerir um substitutivo ao PL que permita o exercício profissional para quem já esteja formado e estabeleça prazo de 10 anos para que os novos agrônomos ou veterinários se “qualifiquem” para a zootecnia, foi da mesma forma rechaçada por unanimidade pelas entidades presentes. Segundo José Luiz Azambuja, os atuais currículos das faculdades de Agronomia e Medicina Veterinária já contemplam as disciplinas necessárias ao exercício da zootecnia, sendo assim absolutamente dispensável qualquer outra necessidade de qualificação que não a atual. Azambuja vai além ao afirmar que a proposta de alteração na legislação “tem como única finalidade a criação de reserva de mercado aos zootecnistas, na contramão das necessidades de desenvolvimento da pecuária brasileira”. Azambuja destaca também que a regulamentação dos zootecnistas, feita em 1968, sabiamente preservou as atribuições dos engenheiros agrônomos e veterinários e, de lá para cá, estes profissionais trabalharam em harmonia, contribuindo decisivamente para a elevação dos índices de produtividade e melhoria da qualidade da produção pecuária nacional.

Vale lembrar que a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural rejeitou nesta quarta-feira (24/04) o Projeto de Lei 3423/2012, que autoriza biólogos a exercerem a responsabilidade técnica pela produção, beneficiamento, reembalagem ou análise de sementes em todas as suas fases, atividade que hoje é de responsabilidade exclusiva dos engenheiros agrônomos e florestais, em suas respectivas áreas de habilitação profissional, conforme previsto na lei que instituiu o Sistema Nacional de Sementes e Mudas em 2003.

Em seu voto, o relator justificou que a produção de sementes é um processo que envolve diversas fases que ultrapassam o conhecimento sobre o processo biológico e para as quais somente o profissional do campo de ciências agrárias está habilitado, como produção, certificação e manutenção de colheita; métodos de beneficiamento, armazenamento e análise de sementes; entomologia; fitologia e construções rurais. Neste sentido, é necessário um responsável técnico que possa oferecer todas as orientações, inclusive assinando os receituários agronômicos que se fizerem necessários. A matéria seguira, agora, à Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP).
 

Fonte: Senge-RS




Em entrevista à BBC Brasil, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro, também à frente do SEESP, questiona a afirmação de que há falta de engenheiros brasileiros para atender à demanda do País para grandes obras de infraestrutura ou para as indústrias de extração de petróleo e construção civil. "A demanda por profissionais nessas áreas realmente aumentou, mas não está faltando. Se for preciso trazer um engenheiro de uma matéria que não existe aqui, [a importação] é de fato interessante, mas não entendo a necessidade de trazer amplamente engenheiros civis”, observa.

O presidente da Federação Nacional dos Arquitetos, Jeferson Salazar, reforça o posicionamento de Pinheiro e diz que, apesar da demanda, o setor público não absorve a quantidade de profissionais que chegam ao mercado a cada ano - cerca de sete mil. "Nos últimos 25 anos, o número de escolas no Brasil cresceu seis vezes. A quantidade de jovens arquitetos com subemprego ou desempregados no País é imensa e o governo não tem nenhum plano para utilizar esse exército de mão de obra", reclama.

À afirmação de um “apagão” na área de saúde, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira Filho, ressalta que o número atual de profissionais no Brasil - cerca de 1,9 médico para cada mil pessoas - é capaz de atender o mercado nacional, desde que sejam criadas melhores estratégias de distribuição de profissionais e planos de carreira no setor público.

"A presidente [Dilma] está fazendo o planejamento estratégico de elevar o número para 2,4 médicos para mil habitantes. Realmente, para atingir isso hoje, faltam médicos. Mas se o planejamento é para atingir essa meta em 2020, nossa avaliação é diferente da do governo, que trabalha com a ideia de que teríamos que importar médicos", explica Ferreira, também em entrevista à BBC Brasil.

Outro lado
Mas para o governo federal o Brasil necessita de seis milhões de estrangeiros para trabalhar em várias áreas. Por isso, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) elabora plano para "atração de cérebros" de outros países, que não inclui imigrantes de baixa qualificação, mas apenas profissionais altamente qualificados.

"Ainda não é uma proposta fechada do governo, mas é a nossa meta atual", disse o ministro-chefe interino da SAE Marcelo Neri à agência inglesa de notícias. Ele afirma que a estimativa de seis milhões foi feita depois de levantamentos de uma comissão de especialistas e de pesquisas com as empresas e o público em geral. Segundo Neri, o Brasil é um dos países com a menor proporção de imigrantes na população, o que reflete "um fechamento do País ao fluxo de pessoas". Os estrangeiros representam hoje 0,2% da população. Com a adição de seis milhões nos próximos anos, este percentual subiria para cerca de 3%.

O assunto, no entanto, é controverso e já causa debate entre os sindicatos de trabalhadores, que temem que a estratégia governista prejudique a força de trabalho local - que, de acordo com eles, é suficiente em termos numéricos, mas precisa de valorização e melhor qualificação.

 

Imprensa – SEESP
Com informação do portal Terra e da BBC Brasil




Em reunião no dia 16 de abril, na sede do SEESP, na Capital, teve início a discussão da continuidade do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Lançada pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 2006 e atualizado três anos depois, a iniciativa conta com a adesão desse e dos demais sindicatos a ela filiados. Propõe uma plataforma nacional de desenvolvimento sustentável com inclusão social. Na fase atual, a ideia é apontar a conjuntura de hoje e buscar soluções para enfrentar os entraves ao crescimento socioeconômico. A tônica foi indicada pelo presidente do SEESP e da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, no encontro que inaugurou essa etapa. “Estamos iniciando as discussões. O ‘Cresce Brasil” teve resultado extremamente importante. O próprio ex-ministro Luiz Dulci afirmou que os motivou a montar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Desta vez, estamos reunidos para inaugurar um novo estágio do projeto, levando em conta os entraves ao crescimento.” A proposta é refletir sobre porque o Brasil expandiu-se menos do que “qualquer país na América do Sul” e como transformar essa situação. Pinheiro concluiu: “É mais um grande desafio. A ideia é debatermos o tema em dois grandes eventos, um na região Norte e outro na Sul e fecharmos o documento em maio de 2014, num seminário em São Paulo, para termos em meados do próximo ano um caderno a encaminhar aos candidatos a presidente, governadores nas eleições.” Coordenador técnico do “Cresce Brasil”, Fernando Palmezan complementou: “É mais uma etapa com a visão de ajudar o País a destravar o que está travado.”

* Veja aqui mais fotos da reunião da FNE

O consultor Carlos Monte, também coordenador da iniciativa, salientou um dos pontos que acredita ser importante para nortear o trabalho: a necessidade da integração sul-americana, sobretudo quando se direciona o olhar para a questão energética. “A maioria dos projetos hídricos identificados, sem grandes impactos ambientais, encontra fontes nos países vizinhos.” Para João Guilherme Vargas Netto, a tarefa é “botar de pé a nova etapa do ‘Cresce Brasil’”, fazendo frente à tentativa dos rentistas de evitarem que se conclua a transição do modelo de financeirização da riqueza para outro, baseado no desenvolvimento produtivo. Para nortear as discussões, estiveram presentes os consultores Marcos Dantas, Darc Antonio da Luz Costa, Marco Aurélio Cabral Pinto, Antonio Correa de Lacerda, Marcio Pochmann, Paulo Estevão Cruvinel, além de Bernardo Figueiredo, presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Este último traçou panorama do transporte e logística no País e indicou a necessidade de ampliar os investimentos, com a participação da iniciativa privada. No geral, mais do que discussões setoriais, dominaram as preleções análises de conjuntura, a urgência do planejamento e possíveis saídas. Para Vargas Netto, os eixos centrais do novo “Cresce Brasil” devem ser democracia; salários, emprego e distribuição de renda; qualificação; e projetos e engenharia. No encontro, além do SEESP e de dirigentes da FNE, estiveram representantes dos Senges Acre, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Piauí, Mato Grosso e Santa Catarina.
 

Soraya Misleh
Imprensa – SEESP




PosseFNEdentroNo dia 20 de março, às 19 horas, será realizada, em Brasília, a solenidade de posse da diretoria da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) para a gestão 2013-2016. Continua à frente da entidade o engenheiro Murilo Celso Pinheiro. A gestão dará sequência ao projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", com propostas da categoria para a aceleração do crescimento e superação dos principais gargalos de infraestrutura do País. O manifesto conta com a análise técnica de especialistas sobre temas ligados ao novo cenário brasileiro.

Áreas estratégicas como energia, tecnologia, mobilidade urbana e saneamento são contempladas nas proposições da categoria. “A FNE tem o desenvolvimento nacional como uma de suas lutas prioritárias e o Cresce Brasil alerta, entre outros ponto centrais,  para a necessidade de garantir profissionais qualificados dos ramos da engenharia”, explica o presidente reeleito. Tal prioridade leva em conta a proposta da entidade de que o país persiga a meta de elevação do Produto Interno Bruto (PIB) em 6% ao ano. “Embora ousada, acreditamos que o Brasil não pode abrir mão de um projeto de crescimento arrojado. Devemos superar os gargalos que representam obstáculos a isso”, reforça Pinheiro.  

Falta de profissionais 
Segundo dados do Censo de Educação Superior (Inep/MEC), o Brasil formou apenas 38 mil engenheiros em 2010.  Para atender o crescimento da economia, as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os grandes eventos esportivos, como Copa das Confederações, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas, o País precisa anualmente de 60 mil novos especialistas. Ou seja, a realidade está 63% abaixo da necessidade. “Esse problema tem explicações que vão desde a velocidade do crescimento econômico até a evasão nas faculdades”, comenta o presidente.  Pensando no risco da falta de mão de obra qualificada, a FNE apoiou o SEESP na criação do Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), que deve abrir a primeira turma de Engenharia de Inovação no segundo semestre deste ano.

A proposta do futuro curso inédito é graduar profissionais com sólida formação básica, educados numa cultura de inovação, aptos a buscar soluções aos desafios do setor produtivo e atuar nos mais diversos segmentos da economia. “Precisamos investir em ações coordenadas entre governo, empresas e entidades de classe para requalificar profissionais e reinseri-los no mercado de trabalho, além de garantir a formação de jovens engenheiros”, completa Murilo.

 

Após a cerimônia de posse, será servido jantar de confraternização. Mais informações pelo telefone (61) 3225-2288 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. 

 

Gestão 2013-2016

Presidente - Murilo Celso de Campos Pinheiro

Vice-presidente - Carlos Bastos Abraham

Diretor Financeiro - Antonio Florentino de Souza Filho

Diretor Financeiro adjunto - Luiz Benedito de Lima Neto

Diretor Administrativo - Manuel José Menezes Vieira

Diretor Administrativo adjunto - Disneys Pinto da Silva

Diretor de Planejamento Relações Internas - Maria de Fátima Ribeiro Có

Diretora de Relações Interinstitucionais - Thereza Neumann Santos de Freitas

Diretor Operacional - Flávio José A. de Oliveira Brízida

Diretora Regional Norte - Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro

Diretor Regional Nordeste - Modesto Ferreira dos Santos Filho

Diretor Regional Centro-Oeste - Gerson Tertuliano

Diretora Regional Sudeste - Clarice Maria de Aquino Soraggi

Diretor Regional Sul – José Luiz Bortoli Azambuja

Diretor titular representante na Confederação Sindical - Sebastião Aguiar da Fonseca Dias

Diretor suplente Representante na Confederação Sindical - Wissler Botelho Barroso

Conselheiros Fiscais efetivos - Edson Kiyoshi Shimabukuro; José Carlos Ferreira Rauen; Lincolin Silva Américo

Conselheiros Fiscais suplentes - João Alberto Rodrigues Aragão; Marcos Luciano Camoeiras; Gracindo Marques

 

Imprensa - SEESP

 

 

 

 

Em reunião realizada no auditório do SEESP, na Capital paulista, neste dia 15 de março, foi aprovado o Regimento e eleita a Comissão Preparatória da 5ª Conferência Estadual das Cidades. Essa será composta por 13 representantes titulares dos movimentos sociais e populares, cinco de entidades sindicais e dos trabalhadores, dois de ONGs (organizações não governamentais), seis do Executivo e Legislativo, cinco do empresariado e quatro de entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisa – com igual número de cadeiras para suplentes em cada segmento. Como primeira grande tarefa, essa comissão auxiliará na realização de seminário chamado pelo Ministério das Cidades que está marcado para dia 5 de abril, no Centro de São Paulo. “Será mais um reforço para chamar os municípios a participarem desse processo”, afirmou Marcos Campagnone, chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Metropolitano de São Paulo.

 

Segundo ele, como parte desse esforço, o Executivo paulista elaborou cartilha orientativa às cidades e deflagrou processo de divulgação da conferência – devidamente convocada pelo Decreto 58.916, de 27 de fevereiro. Também reiterou a convocação em encontro no dia 14 de março entre o Governador e 611 prefeitos paulistas. “Tivemos a oportunidade de conversar diretamente com 320 deles sobre a importância de se organizarem para constituir seus conselhos locais das cidades, os quais se articulariam em rede junto ao Conselho Estadual a ser criado.” Esse evento ocorreu no Memorial da América Latina, onde será sediada a quinta edição da conferência. Prevista para acontecer entre 26 e 28 de setembro, terá como tema “Reforma urbana já!”. Para Laerte Conceição Mathias de Oliveira, diretor do SEESP e representante da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) no Conselho Nacional das Cidades, que integra a Comissão de Validação desse processo em âmbito federal,  o fundamental é que o saldo seja a instituição de um sistema nacional de desenvolvimento urbano.

 

 

Imprensa - SEESP

 

 

 

 

 

 

  

Para prevenir tragédias como desabamentos e incêndios, a exemplo do que ocorreu na casa noturna de Santa Maria (RS), onde 241 pessoas morreram, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) apresentou na Câmara projeto de lei para reforçar a segurança das edificações. Segundo Jardim, que é engenheiro civil, o incêndio na boate gaúcha sensibilizou a categoria e o presidente do SEESP e da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, que apresentou a ele uma proposta de reformulação do Estatuto da Cidade. "A sugestão foi fundamental para a elaboração do projeto de lei que, na prática, acrescenta uma seção ao Capítulo II do Estatuto da Cidade para tratar da segurança das edificações", explicou Jardim.

O artigo 4ª da nova seção do Estatuto prevê vistorias a cada três anos em edificações públicas ou privadas, residenciais ou comerciais, com dois pavimentos ou com área construída superior a 1 mil quadrados. As vistorias, de acordo com o projeto, terão de ser feitas por profissional ou empresa habilitada ao CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) do respectivo estado. "O objetivo do projeto é garantir a integridade física das pessoas em ambientes de grande aglomeração com a introdução de um sistema normativo de vistorias, estudos e laudos técnicos por órgãos competentes do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros", justificou Jardim.

O artigo 6º da proposta condiciona o funcionamento de cinemas, teatros, casa de espetáculos, casas noturnas à expedição de alvará de funcionamento com prévia autorização de órgão competente. O parlamentar propõe ainda que o alvará de funcionamento seja divulgado na internet com o nome "fantasia" da empresa ou instituição. O projeto altera também o artigo 37 do Estatuto da Cidade para que seja incluída no Estudo de Impacto de Vizinhança a proteção contra incêndios.


Link para esta matéria: http://ucho.info/?p=66798



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A 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais a Brasília, realizada em 6 de março, foi um importante marco na dura queda de braços entre os interesses das forças populares e o do grande capital. Numa manifestação que reuniu 50 mil trabalhadores e militantes com grande entusiasmo, mas na mais perfeita tranquilidade, foi possível deixar claro que essa parcela da sociedade tem voz e o que dizer aos poderes. Esse grande evento marcou também o primeiro encontro do movimento sindical com a presidente Dilma Rousseff, que recebeu os representantes do conjunto das centrais, abrindo finalmente o diálogo direto com a classe trabalhadora, o que vinha sendo reivindicado desde o início de seu governo.

 

À Chefe do Executivo foi entregue a “Agenda da classe trabalhadora”, que reflete as reivindicações da conferência realizada em 2010, no estádio do Pacaem­bu, em São Paulo. Organizada em seis eixos estratégicos, propõe: crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno; valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social; Estado como promotor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental; democracia com efetiva participação popular; soberania e integração internacional; e direitos sindicais e negociação coletiva.

 

A presidente recebeu ainda a “carta das centrais”, contendo as reivindicações levadas a Brasília. Entre essas, estão a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário, a ratificação da Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que proíbe a demissão imotivada, e a regulamentação da 151, que assegura a organização sindical do servidor público. De caráter mais amplo, bandeiras como a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) à educação e de 10% do orçamento da União à saúde, a correção da tabela do imposto de renda, ampliação do investimento público, igualdade de oportunidades a homens e mulheres e reforma agrária.

 

Essa pauta de grande relevância não só para os trabalhadores, mas para o conjunto da sociedade brasileira que tem compromisso com o nosso avanço socioeconômico foi ainda apresentada aos chefes dos demais poderes. Também se reuniram com os sindicalistas os presidentes do Senado, Renan Calheiros, da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, e do STF (Superior Tribunal Federal), Joaquim Barbosa.

Após essa vitoriosa mobilização, a organização dos trabalhadores deve manter o esforço e a luta para que tais reivindicações tornem-se realidade. Isso trará benefícios à grande maioria da população e, ao mesmo tempo, contribuirá com a dinâmica positiva de crescimento econômico nos patamares que o País precisa alcançar para dar o salto de qualidade necessário e tão esperado. O SEESP, juntamente com a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e a CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), não só soma-se a essa batalha, como dará continuidade ao debate de propostas que considera fundamentais à construção de uma verdadeira nação. Tais ideias concentram-se principalmente no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e na campanha “Brasil Inteligente”.

 

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro

Presidente

 

 

Imprensa - SEESP

 

 

 

 

ConselhodasCidadesdentroO Conselho das Cidades publicou, no dia 7 de fevereiro último, a Resolução Normativa nº 16 que aprova a seleção de entidades que farão parte do órgão – ligado ao Ministério das Cidades, para fins de composição do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS). A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) está entre elas.

As 12 entidades selecionadas terão mandato de dois anos e vão atuar na definição das políticas públicas habitacionais de interesse social. A seleção ocorreu por meio de cinco segmentos, incluindo entidades dos movimentos populares e organizações não governamentais.

A próxima reunião do Conselho das Cidades ocorre entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março deste ano e terá como tema “As Parcerias Público Privadas (PPP) na política de desenvolvimento urbano, com palestrantes da Casa Civil, Ministérios do Planejamento e da Fazenda.

Veja no quadro abaixo as entidades que agora fazem parte do conselho.

Entidades selecionadas

ENTIDADE

S E G M E N TO

União

Nacional por Moradia Popular UNMP

Entidades

dos Movimentos Populares

Movimento

Nacional de Luta pela Moradia – MNLM

Entidades dos Movimentos Populares

Central

de Movimentos Populares – CNP

Entidades dos Movimentos Populares

Confederação Nacional de Associação de Moradores -CONAM

Entidades dos Movimentos Populares

Confederação

Nacional da Indústria – CNI

Entidades

Empresariais

Confederação

Nacional do Comercio – CNC

Entidades Empresariais

Confederação Nacional das Instituições Financeiras -CNF

Entidades Empresariais

Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas – FNA

Entidades de Trabalhadores

Federação

Nacional dos Engenheiros – FNE

Entidades de Trabalhadores

Central

Única de Trabalhadores – CUT

Entidades de Trabalhadores

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional – ANPUR

Entidades Profissionais, Acadêmicas

e de Pesquisa

Habitat para a Humanidade - PE

Organizações

Não Governamentais

 

Imprensa - SEESP
Notícia Ministério das Cidades

 

 

 

 

MuriloMEsportedentroO ministro do Esporte, Aldo Rebelo, recebeu nesta quarta-feira (6/02) o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso de Campos Pinheiro. Durante a reunião, o presidente reeleito convidou o ministro para a cerimônia de sua posse à frente da FNE. A entidade e o Ministério do Esporte têm firmado um termo de cooperação técnica para a Copa do Mundo 2014.

Assinado em março de 2012, o termo prevê uma ação conjunta para que os projetos, obras e serviços de engenharia relacionados à Copa do Mundo 2014 sejam desenvolvidos com transparência, eficiência, sustentabilidade e segurança. “A nossa federação participa ativamente, vendo e acompanhando as atividades do Ministério do Esporte na Copa 2014. Esta foi mais uma visita onde nós reafirmamos as nossas intenções”, disse Pinheiro.


Imprensa - SEESP
Notícia do Ministério do Esporte




 

Edson-ShimabukurodentroTerminamos 2012 com muitas festividades e comemorações pelos objetivos alcançados e outros que, certamente, conseguiremos atingir em 2013. Nos mais diversos setores, 2012 foi um ano de grandes e importantes concretizações.

Para nós, técnicos e lideranças da engenharia, é fato notório a aliança entre participação política e questões técnicas inerentes à profissão. Temos visto constantemente a nossa categoria ser apontada como essencial ao processo de desenvolvimento vivido pelo Brasil. A presidente Dilma Rousseff, durante o seminário empresarial “Desafios e oportunidades de uma parceria estratégica”, ocorrido no dia 12 de dezembro último em Paris, mais uma vez ressaltou a necessidade de engenheiros no setor produtivo do País.

Considerando esses aspectos, a CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), juntamente com a FNE e as demais entidades a ela integradas, tem promovido discussões e planejado ações essenciais à continuidade da educação. Essa, juntamente com a inovação tecnológica e a ciência, é o que de mais precioso conseguimos concretizar no sentido de atender às necessidades inerentes à realidade brasileira.

Ao longo de 2012, incansavelmente, buscamos a representatividade da área tecnológica junto às esferas públicas municipais, estaduais e federais. No ano que se inicia, vamos, cada vez mais, trabalhar por parcerias e inserção social. Pensando em todas essas questões e levantando tais bandeiras, conquistamos uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande (MS), onde é certo que poderemos contribuir para ampliar a representatividade da engenharia, contando com o apoio dos colegas nas lutas que travaremos em prol da nossa classe e da sociedade. Seremos o portador e o baluarte do projeto que visa à valorização dos profissionais e a conquista de um Brasil inteligente, conforme defende campanha da CNTU.

Com muita experiência, ética e incansável dedicação, estaremos juntos. Estamos conscientes dos problemas que envolvem as cidades, entre eles trânsito, mobilidade urbana e acessibilidade, impermeabilização do solo e enchentes, saúde, segurança, meio ambiente e, principalmente, educação. Para enfrentá-los, promoveremos discussões, audiências públicas e também cursos, visando soluções viáveis a essas demandas.

Os trabalhos dos quais participamos junto ao Senge-MS, à FNE, ao Sistema Confea/Creas, à CNTU e, claro, a caminhada como engenheiro civil capacitaram-nos a reunir conhecimentos suficientes para solucionar os principais entraves do desenvolvimento como representante da sociedade.

Um fraterno abraço e desejos sinceros de que 2013 seja um ano de união e importantes realizações.

* por Edson Shimabukuro – Presidente do Senge-MS e vereador pelo PTB na cidade de Campo Grande


Imprensa - SEESP
Artigo publicado no jornal "Engenheiro", da FNE, Edição 128/Janeiro/2013



 

Realizado na segunda-feira (26/11), na sede do SEESP, em São Paulo, o seminário “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento: Energia” apontou que alcançar a meta de reduzir tarifas do setor elétrico, o que se considera premente, exige rever os equívocos do atual modelo. Promovido pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) com apoio da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), o evento reuniu especialistas, técnicos e autoridades do segmento. Os debates centraram-se nos resultados esperados com a Medida Provisória 579, de 11 de setembro de 2012,que dispõe sobre “as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, a redução dos encargos setoriais, a modicidade tarifária, e dá outras providências”. Com esse foco, trouxeram à tona os erros da modelagem vigente e a premência em indicá-las nas discussões no Congresso Nacional sobre a MP, cujo prazo para as empresas se pronunciarem se aceitam ou não seus termos é 4 de dezembro. Essa foi a conclusão do professor do IEE/USP (Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo) Ildo Luís Sauer. Na sua ótica, o momento tem que ser aproveitado nesse sentido. Criticando duramente a apresentação da Medida Provisória como uma saída para reduzir as tarifas exorbitantes de energia elétrica, ele ressaltou o problema de fundo: “Não nos livramos do estigma de que no setor o preço é ditado pelo mercado. Em 2004 (quando da reestruturação), não fizemos a reforma necessária para resolver isso.” 

* Veja aqui as fotos do evento "Cresce Brasil - Energia"

A MP, além de não sanar esse quadro, coloca as empresas estatais em situação difícil, como asseverou Roberto D´Araújo, diretor do Ilumina (Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético). Às companhias públicas, de acordo com os especialistas, são debitados todos os riscos e faturas. Carlos Augusto Ramos Kirchner, diretor do SEESP, explica que são elas que têm contratos de concessão a vencer nos próximos anos, portanto, abrangidas pela norma que dispõe sobre os mecanismos para a prorrogação. Aquelas que foram privatizadas nos anos 90 não se enquadram nessa situação e ficam de fora. “A MP engloba apenas 18% do parque gerador”, estima. Presidente da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), Mauro Arce complementa: “O processo que está ocorrendo agora não atinge só a geração. Na distribuição é menos, mas na transmissão é profundo.” Ele enfatizou que se a concessão da companhia que comanda não tivesse sido renovada agora, sobraria apenas 33% do seu patrimônio. O problema é que suas usinas, como Jupiá e Ilha Solteira, não vão passar ilesas. O contrato encerra-se em 7 de julho de 2015. 

Durante a discussão, também foi apontado que a MP não mexe nas bases do modelo. Esse manteve um mercado privilegiado, especulativo, chamado livre, ao qual só tem acesso quem tem poder econômico e que tem garantido lucros gigantescos a empresas (hoje seriam 742). “Em algumas, houve ganhos da ordem de 400%. Agora essas indústrias são transformadas em vítimas e as estatais, em vilãs”, destacou D´Araújo. Ainda conforme sua preleção, o modelo vigente no País culminou em 70% de aumento real das tarifas residenciais entre 1995 e 2011. E o impacto com a medida nas contas de luz seria insignificante, de apenas 4,2%. Kirchner destacou: “Matam-se as empresas estatais para uma diminuição de R$ 3 na conta do consumidor.”

Para Flávia Lefevre, consultora da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), se a preocupação é reduzir tarifa, um caminho é fazer as compensações aos cidadãos dos R$ 7 bilhões em perdas resultantes de erros na metodologia para reajustes tarifários durante sete anos. “Esse seria o mecanismo correto e o governo não atua para garantir o direito dos consumidores.” 

Autoritarismo
Outra crítica recorrente no seminário foi quanto à imposição pelo governo federal da MP 579. Secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal foi um dos que condenaram a forma como foi apresentada a medida: “Não fomos chamados a conversar sobre isso. Esse processo foi muito autocrático, a massa crítica foi desconsiderada.” César de Barros Pinto, diretor executivo da Abrate (Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica) fez coro, e questionou: “Onde fica a inteligência do setor elétrico? Até um tempo atrás, participava dos processos de gestão no País, direta ou indiretamente.” Para o coordenador técnico do “Cresce Brasil”, a imposição “não é boa, porque impede a construção mediante consenso”. 

Não obstante, ele salientou: “Todos estão de acordo quanto à necessidade e conveniência da redução das tarifas. Esse deve ser o objetivo central a ser perseguido.” A defesa da iniciativa do governo federal ficou a cargo do deputado estadual por São Paulo Carlos Zarattini (PT), para quem a urgência em apresentar a MP, “num momento em que setores industriais estão colocando dificuldades em continuar produzindo no Brasil”, impediu maior discussão sobre a proposta. Perante a crise internacional, era necessária uma medida rápida como essa para redução das tarifas de energia, acredita. Participou ainda do debate Hermes Chipp, diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que ressaltou a demanda por planejamento adequado do setor. Também esteve entre os presentes José Roberto Cardoso, diretor da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), além de representantes de sindicatos de engenheiros de diversos estados. Ao final, José Antonio Latrônico, diretor do Senge-SC, resumiu os resultados do seminário, que deverão constar em documento a ser elaborado pela FNE. Conforme Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente dessa entidade, a ideia é que seja apresentado à sociedade em até dez dias e subsidie os debates junto ao poder público sobre o tema.

 

Veja, a seguir, as apresentações feitas no seminário:
* Carlos Kirchner
* Cesar de Barros Pinto
* Hermes Chipp
* Roberto Pereira D´Araújo 


 

Soraya Misleh
Imprensa – SEESP



Na próxima segunda-feira (26), a partir das 9h, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) realiza evento no auditório do SEESP, na Capital paulista (Rua Genebra, 25, 1º andar, Bela Vista, São Paulo/SP), que colocará em debate temas cruciais ao setor elétrico brasileiro. Seu adequado funcionamento é condição essencial à atividade produtiva no País e ao bem-estar da população. Com essa visão, a questão energética é considerada como ponto central do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE em 2006 com a adesão dos sindicatos a ela filiados, incluindo o SEESP.

O objetivo da iniciativa, que contará com a participação de especialistas, autoridades governamentais, representantes da indústria, das empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras e também das entidades de defesa do consumidor, é fazer um diagnóstico da situação atual e aprovar propostas de medidas a serem tomadas em defesa do interesse público.

Estarão entre os palestrantes o diretor do IEE/USP (Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo), Ildo Luis Sauer; o deputado Federal Carlos Zaratini (PT/SP); o secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal;  o diretor executivo da Abrate (Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica), César de Barros Pinto; o diretor da Escola Politécnica da USP e coordenador do Conselho Tecnológico Estadual do SEESP, José Roberto Cardoso; e o presidente do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp. O evento será transmitido online pelo link:

http://www.interrogacaostream.net/fne/crescebrasilenergia.

Mais informações pelos telefones: (11) 3113-2641, (61) 3225-2288 ou e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Confira abaixo a programação:

9h às 13h

Painel I Tarifas, concessões e Medida Provisória 579

Painel II
Manutenção, qualidade e investimento

 

15h às 17h

Painel III Impactos: segurança do sistema e do trabalhador, emprego, qualidade do serviço e atendimento à população

 

 

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