GRCS

Jornal da USP*

 

Desde 2016, professores da USP, em São Carlos, já levaram três turmas para conhecer a cidade de Mariana, em Minas Gerais, onde ocorreu o mais grave desastre ambiental da história provocado por vazamento de minério. A proposta é que os estudantes, que estão no primeiro ano do curso de Engenharia Ambiental, observem de perto os efeitos da tragédia.

 

“Estudamos os impactos ambientais em suas múltiplas dimensões: sociais, econômicas, de saúde pública, sobre os ecossistemas aquáticos e terrestres etc. Essa visita traz discussões sob o ponto de vista histórico e socioeconômico da mineração no Brasil”, explica o professor Carlos Roberto Monteiro de Andrade, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP. Junto ao professor Marcel Fantin, ele ministra a disciplina para estudantes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

 

Durante a viagem didática, como é chamada a atividade em campo, os alunos têm a oportunidade interagir com os diversos atores sociais envolvidos no desastre – famílias, agentes públicos, jornalistas, pessoas de ONGs, entre outros – e ter uma dimensão da complexidade de problemas envolvidos em sua futura atuação profissional.

 

 

Foto: arquivo pessoal dos docentes
Estudantes USP Mariana
Conversa com os alunos em atividade em Mariana.

 

 

Embora na área de engenharia as questões técnicas costumem ser o foco, estudantes de Engenharia Ambiental precisam desenvolver um olhar crítico sobre tópicos de natureza social. “Uma reflexão que sempre colocamos aos alunos é que a qualidade e responsabilidade do trabalho deles já começam na graduação. Quanto menos rigor, quanto menos legislação ambiental, mais danos à população e ao ambiente e menos emprego para o engenheiro ambiental”, afirma o professor Marcel, que tem formação em Direito e em Política e Administração de Recursos Minerais.

 

O rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana ocorreu em novembro de 2015, provocando 19 mortes e atingindo o Rio Doce com milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro.

 

“Por dispor de recursos minerais fartos e diversos, o Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro, que é vendido praticamente sem qualquer beneficiamento. Esse processo mostra uma dependência estrutural do Brasil em relação a esse produto, mas, sobretudo, o poder da empresa de mineração em definir todos os critérios de implantação de suas plantas industriais, também definindo quais serão as normas que regerão ela própria”, critica o professor Carlos Andrade, formado em Ciências Sociais e em Arquitetura. “Assim como Brumadinho, essa é uma cidade completamente controlada pela Vale”, lamenta.

 

Sob o ponto de vista do princípio da prevenção, Marcel destaca que, após a privatização da Vale, questões econômicas passaram a prevalecer sobre a segurança. “A lógica do economista passou na frente da lógica do engenheiro de minas e do geólogo. Uma empresa negociada em bolsa passa a maximizar os lucros, o que está ligado a uma série de fatores, que vão desde a otimização da produção até, por exemplo, a redução nos investimentos em segurança de barragens.”

 

 

 

*Adaptado de Tatiana Zanon / Assessoria de Comunicação do IAU. Publicado no jornal da USP em 7/2/2019.

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

 

A Escola Superior de Gestão e Contas Públicas Conselheiro Eurípedes Sales (Escola de Contas TCM-SP) está com três palestras agendadas em fevereiro focadas nos engenheiros que buscam conhecimento nos temas de dispute boards, segurança de barragens e sistemas de esgoto. As atividades são gratuitas, com inscrições por meio do site da Escola de Contas, e acontecem no auditório da escola (Av. Prof. Ascendino Reis, 1.130 – Portaria B – Vila Clementino).

 

Confira:

 

19/2 – das 9h às 12h
Compreendendo os Dispute Boards (Comitês de Solução de Disputas)

Objetivo: A intenção do curso é aclarar aos agentes públicos, órgãos de controle e demais operadores sobre a natureza, idoneidade e modo de funcionamento dos Dispute Boards (Comitê de Prevenção e Solução de Disputas). Isso porque os agentes, invariavelmente, passarão cada vez mais a se deparar com essa nova ferramenta de solução de controvérsias, sobretudo nas obras da cidade de São Paulo, uma vez que foi reconhecida pela Lei 16.873/2018 do município.

Depois de elucidar questões relativas à natureza jurídica, cujo esclarecimento se faz necessário para conforto dos agentes e fiscais acerca da idoneidade do mecanismo, serão abordadas questões de ordem prática, como: distinção das modalidades de comitês (adjudicatório, recomendatório e híbrido), tipos de comitês (ad hoc ou perene), responsabilidade dos membros dos comitês, formas de atuação e prática.

 

Palestrante: Ricardo Medina Salla
Sócio de Toledo Marchetti Oliveira Vatari e Medina Advogados
Diretor e Fundador do Instituto Brasileiro de Direito da Construção (Ibdic)
Autor da Lei 16.873/2018 da cidade de São Paulo e do PL do Senado nº 206/2018, que reconhecem o uso dos Dispute Boards.
Membro da Dispute Resolution Board Foundation
Bacharel e mestre em Direito pela Universidade de São Paulo

 

Público-alvo: Agentes de fiscalização, assessores e servidores do TCM, servidores do Legislativo e do Executivo municipais e demais interessados pelo tema.

 

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21/2 – das 14h às 17h
Segurança de barragens

Objetivos: Esclarecer a população em geral e os agentes públicos em particular sobre as questões de projeto, construção e segurança de barragens, os acidentes que podem ocorrer e suas causas. Será apresentado um vídeo sobre a evolução da inundação provocada pela ruptura de barragens. Dois grandes especialistas mostrarão os tipos de barragens, seu projeto e construção e as circunstâncias que geraram os desastres recentes. A legislação de segurança de barragens será abordada de forma crítica, indicando suas fragilidades, na tentativa de vislumbrar soluções para evitar novos desastres.

 

Público-alvo: Agentes de fiscalização, assessores e servidores do TCM, servidores do Legislativo e do Executivo municipais e demais interessados pelo tema.

 

Palestrantes: 

  • Prof. Dr. Paulo Teixeira da Cruz
    Mestre em Engenharia Civil pelo Massachusetts Institute Of Technology (1960), doutor em Engenharia Civil pela USP (1964), pós-doutor pela Universidade da Califórnia – Berkley (1972), Imperial College (1972) e Universidade Nacional do México e professor visitante do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (1991)
    Professor de diversas disciplinas na área de Geotecnia na Escola Politécnica e no Instituto de Geociências da USP
    Consultor na área de Geotecnia em Estruturas e Barragens em Solos e Rochas em mais de 100 projetos no Brasil e no exterior
    Participação em painéis de consultores para mais de 30 barragens
    Consultoria e acompanhamento da construção de barragens do Projeto de Transposição do Rio São Francisco e de controle da qualidade da construção e segurança dos diques e barragens das Centrais Elétricas de Belo Monte
  • Eng. Msc Regina Moretti
    Mestre em Engenharia Geotécnica pela Escola Politécnica da USP
    Professora de diversas disciplinas de graduação, especialização e pós-graduação nas áreas de mecânica dos solos, barragens e segurança de barragens
    Revisão periódica das barragens do Sistema Cantareira, análise da segurança das usinas do sistema Tietê e avaliação da segurança de várias barragens convencionais e de rejeitos
    Consultorias e apoio à construção de mais de 80 barragens convencionais
    Projeto e consultoria de barragens de rejeito, contenção de sedimentos e pilhas de estoque

Moderadora: Eng. Gisela Coelho Nascimento
Mestre em Engenharia Civil – Hidráulica pela Escola Politécnica da USP.
Trabalhou na antiga Eletropaulo na Superintendência de Geração, como consultora ambiental na Hydrosphera Engenharia Ambiental, no Ministério da Integração Nacional, em que ajudou a construir o Plano Nacional de Recuperação de Barragens da União (Planerb) e atualmente é auditora de controle externo no TCM

 

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28/2 – das 9h às 12h
Conformação do Sistema de Esgotos da Região Metropolitana de São Paulo

Objetivo: Apresentar a realidade da poluição dos rios metropolitanos, suas causas e efeitos sanitários e ambientais para a população que habita a Região Metropolitana de São Paulo. Na ocasião será abordado o sistema de esgotos sanitários responsável pela coleta e tratamento dos dejetos oriundos da contribuição dos esgotos domésticos e não domésticos.

 

Palestrante: Eng. José Eduardo W. de A. Cavalcanti
Graduado em Engenharia Química pela Escola de Engenharia Mauá (1968) e  em Administração de Empresas pela Escola de Engenharia Mackenzie (1972)
MBA – Marketing e Finanças pela Faculdade de Economia e Administração (2000)
Membro e conselheiro atuante de diversas entidades do segmento da engenharia, entre elas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP), Instituto de Engenharia, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), além de Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Conselho Regional de Química (CRQ-SP)

Diretor técnico da Ambiental do Brasil Tratamento de Resíduos
Desenvolve, desde 1969, projetos na área de engenharia ambiental para indústrias e órgãos públicos, destacando-se a Companhia Vale do Rio Doce, Petrobras, Shell, Sabesp, Cedae, dentre outras.
Além dos livros “Manual de Tratamento de Águas Residuárias Industriais”, publicado pela Cetesb, e “Manual de Tratamento de Efluentes Industriais”, é também autor de artigos técnicos, palestrante, conferencista em assuntos ligados ao saneamento e meio ambiente
Agraciado com o título “Personalidade do Ano de 2002” pelo Rotary Club de São Paulo por sua atuação em prol da preservação do meio ambiente
Ainda em 2002 uma de suas empresas (Ambiental Laboratórios) recebeu a láurea “Petrobras de Meio Ambiente”

 

Público-alvo: Engenheiros, ambientalistas, servidores municipais, estaduais, dos Legislativos (municipais e estadual), do TCM-SP, do TCE-SP, bem como demais interessados pelo tema.

 

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*Com informações da Escola de Contas TCM-SP

 

 

 

 

Diferentemente do Brasil, o uso de trólebus em sistemas de transporte coletivo do primeiro mundo ganha espaço e comprova sua importância para a sustentabilidade ambiental das áreas urbanas.

 

Antonio Ferro*

 

Engana-se quem pensa que o trólebus, ônibus elétrico conectado à uma rede externa, está com seus dias contados. Muito pelo contrário. Alguns dos principais nomes da indústria europeia do ônibus consideram esse modelo como uma opção paralela ao desenvolvimento dos veículos elétricos 100% a baterias. É fato que a versão equipada com catenárias tem um longo e positivo histórico na mobilidade urbana, com um reconhecimento atestado por várias cidades que as utiliza.

 

Prova disso é o município francês de Limoges, com uma população próxima a 210 mil habitantes (área metropolitana), conhecido pela produção de porcelana, esmaltes e pelos barris de carvalho utilizados para a acomodação de conhaque. Há 50 anos a cidade possui trólebus em operação no seu sistema de transporte público. Hoje, são 30 unidades que contribuem com um ar mais limpo. E reforçando seu compromisso ambiental, Limoges encomendou à Iveco Bus dois novos trólebus articulados do modelo Crealis, equipados com o sistema In Motion Charging, recurso eletrônico que permite a recarga elétrica de um banco auxiliar de baterias quando o veículo está conectado à rede aérea externa, proporcionando uma operação em locais onde não há essa rede. A cidade já operava 27 trólebus da marca, com 12 metros de comprimento, da geração anterior denominada Cristalis.

 

Tecnologia atual

O novo veículo feito pela montadora italiana tem uma concepção bem inovadora, com um design de vanguarda, onde as linhas externas se sobressaem pelo dinamismo e harmonia. Internamente, o salão de passageiros permite um ambiente claro por meio da generosa área envidraçada, confortável e totalmente acessível.

 

Com um foco especial em desempenho e rentabilidade, a Iveco ressalta alguns princípios fundamentais em seu veículo equipado com o recurso extra de recarga elétrica, como a mobilidade sem nenhuma emissão poluente local, a flexibilidade que não compromete a operação e uma configuração tecnológica que não possibilita perda em sua viabilidade operacional.

 

A Iveco ainda enfatiza que seu modelo Crealis apresenta uma significativa credencial ambiental, bem como a versatilidade e a performance para sistemas urbanos que se identificam pela rapidez nos serviços, por meio de corredores de BRT (Trânsito Rápido de Ônibus).

 

Opções disponíveis

Há seis anos no mercado, os ônibus urbanos híbridos da fabricante podem ser considerados de certa forma, “elétricos”, pois são tracionados por motor elétrico, informou ela. Somando as marcas Iveco Bus e Heuliez Bus, já foram vendidas mais de 1.000 unidades na Europa. Outros modelos de ônibus elétricos, com recarga noturna ou recarga em pontos estratégicos, estão disponíveis sob a marca Heuliez Bus, sendo que mais de 100 unidades foram vendidas desde a introdução no mercado, no ano passado. Na versão trólebus convencionais, sem a utilização de baterias, mais de 800 unidades foram vendidas nos últimos 15 anos.

 

Características

  • A potência do motor de tração (refrigerado a ar) é de 250 kW nominal, 420 kW de pico, com um torque de 3.300 Nm.
  • As baterias são de LTO. (Lithium-titanate).
  • A autonomia, fora da rede aérea, depende do perfil da operação, da velocidade, onde a seção sem as linhas aéreas é colocada, os desempenhos termais exigidos, o número de ciclos, etc. segundo a Iveco, uma análise energética da rota de ônibus é necessária para fazer uma estimativa mais precisa, no entanto, a porcentagem de operação, fora das linhas, operando somente por baterias, pode ser de 15% à 40% de toda a rota de ônibus. Esse aspecto é importante quando o veículo quer atravessar alguma região da cidade, como um centro histórico, sem impactar com as linhas na arquitetura, ou quando existe a expansão da rota do ônibus elétrico, mas sem o ônus de implementar mais linhas aéreas.
  • A capacidade de transporte é para 150 passageiros, dependendo da configuração e limitação de carga por eixo de acordo com regulação local e do peso agregados dos opcionais.

 

 

 

*jornalista especializado na área de transportes há 15 anos, editor da revista eletrônica AutoBus. Texto originalmente publicado no site AutoCam, em 7/12/2018.     

 

 

 

 

 

 

Excelência profissional

Empreendedorismo

VDI Brasil 

No próximo dia 24 de abril, das 10h às 18h45, a Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI Brasil) realiza a 8ª edição do Simpósio Internacional de Excelência em Produção: Big Data Brasil – Digitalizando competitividade.

Especialistas do assunto irão abordar a aplicação de big data nas indústrias químicas, de alimentos, metalomecânica, como também sobre a economia digital, inovação e tecnologia. Na programação, nomes como Mauricio Mazza, diretor de TI da Mercedes-Benz do Brasil, Ana Paola Braga, Pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Jorge Arbache, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento do Brasil entre outros.

O evento acontece durante a Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (Feimec), no São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo/SP). Os associados ao SEESP têm 15% de desconto no valor da inscrição.

>>> Confira a programação

 

 

 

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP

Nesta terça-feira, dia 10 de abril, é comemorado o Dia do Engenheiro Metalurgista. São 4.942 profissionais atuantes no País, conforme registro do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), que representam para João Paulo Leme Rocha “a base para todas as engenharias”. Rocha, 39, que está na profissão há 16 anos e é associado ao SEESP há nove, encantou-se com a modalidade ainda estudante ao perceber sua importância. “Para construir um carro utiliza-se a engenharia metalúrgica (...) Uma roda também passa por ela (...) Numa moeda você encontra engenharia metalúrgica”, ele exemplifica.

Em entrevista à Comunicação do SEESP, ele contou que entrou no mercado de trabalho como estagiário em uma grande produtora nacional de cobre primário e hoje tem a própria empresa de consultoria, além de atuar como representante comercial de outras companhias. Feliz na carreira que escolheu, Rocha acredita, contudo, que o engenheiro metalurgista deveria ser mais valorizado.


Como tem sido a sua experiência profissional como engenheiro metalurgista?

Concluí minha graduação em 2002, pelo Centro Universitário FEI (Fundação Educacional Inaciana). Especializei-me em metais não ferrosos, que são o cobre, o alumínio, o chumbo, o níquel, o estanho, tudo que não tem ferro na composição da liga. Estagiei numa empresa que fabricava rodas de liga leve. De lá, fui para uma que montava peças para moto, estagiando por três anos. Depois entrei num programa de trainee da Paranapanema, que durou de 2000 a 2002. Fui efetivado para a engenharia de aplicação do produto, onde acompanhava assistência técnica, desenvolvimento de produto, de processo, qualidade de material e prestava serviço para clientes. Em 2008 fui convidado pela concorrente da Paranapanema a trabalhar como gerente de fábrica, onde fiquei por um ano, mas, em seguida, por mudanças estruturais, a Paranapanema me chamou de volta para assumir a gerencia geral da parte técnica da empresa. Foi o ápice da minha carreira, de 2009 a 2014. Resolvi então respirar em outros seguimentos, como o de limpeza industrial. Trouxe, na época, uma franquia americana para Jundiaí, que funcionou bem por dois anos, mas, com a crise, tive que vendê-la. E aí que comecei a receber convites do mercado do cobre novamente, devido à minha experiência na Paranapanema. Comecei a prestar algumas consultorias, comprar e vender material, e, a partir daí, resolvi montar uma empresa. Desde julho de 2016 estou atuando na JR Metals, a minha empresa. E também represento comercialmente três outras empresas, uma em que vendo fio de cobre, outra vergalhão e na terceira catodo de cobre.

João Paulo Rocha eng metalurgista siteO que o levou à engenharia metalúrgica?

Foi em um teste vocacional que fiz, aos 16 anos. Eu não sabia o que queria fazer, tinha muitas dúvidas, e meus pais me levaram numa psicóloga que me aplicou o teste, dando como resultado a engenharia em primeiro lugar. Quando ingressei na faculdade, logo na primeira semana de aula, tivemos várias palestras para ver qual área da engenharia mais nos interessava, e a engenharia metalúrgica foi a que me encantou, pois vi que era a base de todas as engenharias. Nos carros têm metalurgia envolvida, nos plásticos têm metalurgia envolvida, na vida, em tudo hoje tem um fundo de engenharia metalúrgica. Então foi por isso que a escolhi, por ser a base de todas as engenharias.

Na sua visão, qual é a importância da engenharia metalúrgica para o desenvolvimento?

Para mim, a importância está ligada ao fato dela ser a base. Para se construir um carro, a carcaça do carro, por exemplo, utiliza-se a engenharia metalúrgica, pois se produz um metal que passa por um desenvolvimento. Uma roda também passa pela engenharia metalúrgica, é preciso desenvolver a liga de alumínio para fazer a roda, para ela não quebrar em campo. Até numa moeda encontramos a engenharia metalúrgica por trás, tudo. Eu sou membro do Procobre (Instituto Brasileiro do Cobre), e lá junto com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) muitos estudos estão em andamento com a atuação do engenheiro metalurgista. Estudam superfícies bactericidas com a presença do cobre; ações para que se substitua o aço inox nos hospitais por liga de cobre, para matar bactérias, entre outros. Por isso a engenharia metalúrgica é importante no Brasil, no mundo; ela é a base de todas as engenharias e ainda é uma área que pode ser muito desenvolvida, até porque tem muito poucos profissionais.

O País tem hoje em torno de 5 mil engenheiros metalurgistas. Haveria oportunidades no mercado para um contingente maior de profissionais?

Na minha época na FEI, formavam-se de cinco a dez engenheiros metalurgistas por semestre. Tem empresas nos Estados Unidos que contratam de 15 a 20 por ano. Então vejo que no exterior se tem mais oportunidades aos engenheiros, metalurgistas principalmente, que aqui no Brasil. É uma pena que aqui apenas em usinas você consegue emprego nessa área. Acho que o engenheiro metalurgista pode ser mais valorizado. Para mim o engenheiro sempre será protagonista no mercado de trabalho, um profissional de destaque.

Para você, o que é ser um engenheiro metalurgista?

Eu sou muito feliz em ter me formado em engenheiro metalurgista numa excelente faculdade em que aprendi tudo na prática, todos os conceitos de engenharia, as matérias periféricas como engenharia econômica, sociologia, biologia etc., muita coisa em que me especializei lá dentro. E o engenheiro metalurgista, para mim, é o profissional que está por trás de todas as engenharias. Você não pode fazer uma projeção de uma viga para construir uma ponte se o engenheiro metalurgista não der o material adequado para isso. Você não consegue projetar uma instalação elétrica se o engenheiro metalurgista não falar se aquele tipo de material está bem instalado ou não. Tenho orgulho da minha profissão. Graças a Deus eu escolhi a profissão certa e sou feliz até hoje por isso.

 

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

Família que estuda junto permanece unida. Foi mais ou menos com essa intenção que pai e filha começaram a estudar juntos em 2012, numa escola pública de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Mais especificamente na comunidade indígena dos Tapeba, no bairro de Capua. O faxineiro João Monte Rodrigues, 52 anos, e a filha Ester Ferreira Rodrigues, 17, concluíram o Ensino Médio juntos e foram aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para estudarem na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ela em Engenharia Ambiental e ele, que diz que nem pensava chegar tão longe, ingressou em Engenharia de Petróleo.


Foto: Arquivo pessoal
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Ester e João Rodrigues estudaram Ensino Médio juntos e entram na mesma faculdade, no Ceará.


Fora da sala desde 1979, João Monte precisou deixar a escola para trabalhar na roça e confessou que faculdade era um "desejo, mas quase impossível". Voltou à sala de aula para obter a qualificação para procurar emprego "porque é o que as empresas pedem”.


A coordenadora pedagógica da Escola de Ensino Médio José Alexandre, Eunice dos Santos, onde João Monte estudou, acompanhou a dedicação dele aos estudos. “Normalmente, os alunos dessa faixa etária trabalham o dia todo e o aprendizado se torna mais complicado. Mas não foi o caso de João, que tinha interesse e assiduidade até maior que a de jovens”, conta.

Após a aprovação no Sistema de Selação Unificada (Sisu), a matrícula foi feita no começo de fevereiro, mas ainda não sabe se poderá cursar. Tudo depende se conseguir a assistência estudantil e obtiver a Bolsa Permanência (auxílio financeiro para indígenas e quilombolas). O curso de Engenharia de Petróleo tem grade curricular integral, com aulas durante o dia, onde cumpre expediente numa repartição pública. Felizmente, João integra uma parcela da população que tem direito a ações afirmativas para a população indígena e estudantes de escolas públicas. Agora, é torcer para que essa história termine bem. Ou melhor, continue com João engenheiro.


Com informações do jornal O Povo




Instituto de Energia e Ambiente da USP

Nos dias 19 e 20 de março o Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) coloca em debate o estado da arte do armazenamento de energia e da inserção de fontes renováveis.     

O objetivo do seminário é discutir a área em questão no cenário mundial, com a participação de pesquisadores, reguladores e empreendedores do América Latina, EUA e Europa, bem como explorar o potencial de contribuição e benefícios do armazenamento para o Sistema Interligado Nacionais (SIN).

Estão em pauta os termos tecnológicos, as estratégias de armazenamento que serão foco do seminário serão principalmente eletroquímica e com base em hidrogênio. A atividade será no auditório do IEE/USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 1.289 - Cidade Universitária, SP) e as inscrições devem ser realizadas através do e-mail: comunicaçãEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com dados de nome/ cargo/ instituição do profissional interessado.

 

>>> Confira a programação clicando aqui. 

 

 

 

 

Comunicação Instituto Mauá de Tecnologia

Com o objetivo de levar aos alunos e também à comunidade o contato direto com tecnologia e a cultura maker, o Instituto Mauá de Tecnologia inaugurará, entre março e abril próximo, no campus de São Caetano do Sul, o laboratório Fab Lab Mauá, o primeiro na região do Grande ABC.

Pensar em inovação e atuar com a mão na massa na solução de problemas são características da cultura maker, propiciada no ambiente do Fab Lab Mauá, que integra recursos das áreas de engenharia, administração e design.

“Com o apoio de profissionais e monitores, para difundir o alcance do FabLab, teremos já em 2018 projetos envolvendo a comunidade em diversos públicos e segmentos, tornando acessível essa tecnologia e disseminando o movimento maker”, comenta a coordenadora de Design do Instituto, professora Claudia Facca.

O ambiente terá 900m2, com laboratórios anexos de Computação Avançada, Criação Digital, Modelagem em Clay e diversos materiais, formando a base do Fab Lab. Impressoras 3D, cortadora a laser entre outros equipamentos estarão disponíveis para a fabricação de objetos, sistemas, dispositivos e protótipos de projetos e experimentos.

“(...) Projetamos um espaço altamente tecnológico que fará a sinergia das áreas existentes e que estimulará os alunos a incorporarem a filosofia do ambiente para o melhor crescimento profissional”, diz o engenheiro responsável pelo Fab Lab Mauá, Rodrigo Nicola.

 

 

Imagem: Divulgação Instituto Mauá
FabLab Mauá
Ilustração de um dos ambientes no Fab Lab Mauá.

 

 

 

 

 

 

 

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