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Fábio

Fábio

28/05/2014

Canteiro

Valorizar a categoria

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) participou, em 21 de maio, da audiência pública promovida pela Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado sobre problemas na capacitação técnica no País. Representando a entidade na discussão, o diretor Antonio Florentino de Souza Filho lembrou a necessidade de se garantir remuneração adequada aos profissionais, com o cumprimento da Lei 4.950-A/66, que estabelece o piso de nove salários mínimos para jornada diária de oito horas à categoria. “Falta valorização profissional e pagam-se salários pífios. No Nordeste, paga-se R$ 1.500,00 a um engenheiro no serviço público”, denunciou.

Florentino lembrou que após o período de mais de duas décadas de estagnação econômica e falta de investimentos em infraestrutura, houve certo desmonte da engenharia no País e muitos profissionais migraram para outras áreas, como a financeira. Além disso, os estudantes do ensino médio perderam o interesse na carreira devido à falta de perspectivas futuras. “Quando aconteceu a retomada do processo de desenvolvimento, deparamo-nos com essa dificuldade.” Na opinião do dirigente, para superá-la, agora é preciso dar condições de a mão de obra disponível no Brasil atuar. Nesse sentido, além do salário, são necessárias qualificação e boas condições de trabalho.

O diretor da federação apresentou à comissão, como proposta para garantir quadros técnicos ao País, a implementação da carreira pública de Estado para engenheiros, por meio da aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 13/2013. A proposição hoje se encontra à espera de votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, já tendo parecer favorável do senador Romero Jucá (PMDB/RR). Outra medida importante apontada por ele foi a implementação efetiva da Lei  11.888/2008, que garante assistência técnica gratuita à população de baixa renda.

Participaram ainda da audiência o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, o diretor executivo do órgão, Tarcísio Gomes de Freitas, e o ex-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) Wilson Lang.


Cresce Brasil e Isitec

Durante a audiência, Florentino apresentou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” , lançado pela FNE em 2006 e que desde então coloca como condição essencial à expansão econômica a garantia de mão de obra especializada no País. O estudo defende que o Brasil forme 60 mil engenheiros por ano. Outra iniciativa da entidade é o apoio à criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), em São Paulo, que oferecerá, em 2015, o primeiro curso de graduação em Engenharia de Inovação do País.


Engenheiros da CPTM conquistam aumento real

A categoria aprovou em assembleia no dia 19 de maio proposta para assinatura de acordo. Entre os itens contemplados, destacam-se reajuste salarial de 7,5%, incluindo aumento real de 3,4%, extensível aos benefícios; e Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2014, vinculado ao cumprimento de metas e resultados, com pagamento em 31 de março de 2015. Não obstante, na ocasião, os engenheiros decidiram manter estado de greve até o cumprimento, pela companhia, do salário mínimo profissional (Lei 4.950-A/66)


Projeto Empreendedor do Futuro de Lins fomenta espírito inovador

Iniciativa da Faculdade de Tecnologia (Fatec), da Escola Técnica Estadual (Etec) de Lins, dos Centros Universitários Unilins e Salesiano e da Agência de Desenvolvimento Tecnológico e Econômico de Lins (Adetec), o projeto Empreendedor do Futuro conta com o apoio da Delegacia Sindical do SEESP em Lins. Uma de suas principais ações é a realização do Concurso de Modelo de Negócios, cujo objetivo é fomentar o espírito inovador e empreendedor entre estudantes de cursos de graduação, técnicos e profissionalizantes e, consequentemente, despertar vocações e negócios para a região. Os projetos mais bem classificados têm a oportunidade de passar pelo processo de
pré-incubação na Incubadora de Empresas da cidade.


SEESP entrega reivindicações a prefeito de Santos

Diretores regionais do SEESP na Baixada Santista, ao lado dos estaduais João Carlos Gonçalves Bibbo, Fernando Palmezan e Flávio Brízida, foram recebidos em audiência pelo prefeito de Santos, Paulo Alexandre, em 20 de maio, em seu gabinete. Os dirigentes entregaram ao chefe do Executivo uma carta com algumas reivindicações da categoria, já em posse do seu secretário de Gestão, Fábio Alexandre Fernandes Ferraz, desde abril último. Entre elas, o pagamento do piso salarial dos profissionais, estabelecido pela Lei 4.950-A/66 em nove salários mínimos para jornada de oito horas diárias, e a discussão de um Plano de Cargos e Salários (PCS).

Os diretores expuseram ao prefeito que o sindicato tem buscado a valorização da categoria, fundamental ao desenvolvimento do País. Assim, ressaltaram que no âmbito local, movimento com esse objetivo vem sendo feito há mais de 20 anos. Paulo Alexandre comprometeu-se a dar encaminhamentos nessa direção.

Foi com enorme alegria e orgulho que a diretoria do SEESP para o mandato 2014-2017 foi empossada solenemente em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, em 17 de março último. Prestigiado por parlamentares, representantes do poder Executivo do Município e do Estado, sindicalistas, membros do Judiciário, da imprensa e de inúmeras organizações da sociedade e, especialmente, pelos profissionais que representamos, o evento reuniu cerca de 1.700 pessoas que a ele compareceram para testemunhar o nosso compromisso com a categoria e o País

Ao dar início a mais uma gestão que traz como mote “Trabalho, integração e compromisso”, temos plena consciência da grandeza da tarefa a que nos dispomos e também da imperativa necessidade de corresponder à confiança recebida dos engenheiros paulistas que nos elegeram para dirigir o SEESP. Por isso mesmo, é com ânimo e disposição renovados que nos colocamos a postos para abraçar o desafio de dar continuidade ao processo de crescimento e fortalecimento que vem caracterizando o nosso sindicato. Isso se dará em consonância com as três frentes de ação da entidade: a ação sindical, a prestação de serviços e atendimento ao associado e o debate sobre o desenvolvimento nacional e a busca de soluções para problemas brasileiros.

Em primeiro lugar, nossa função precípua de representar os interesses dos engenheiros frente aos empregadores, seja no setor público ou privado, continuará a merecer toda a nossa atenção e esforços. Em 2012 e 2013, as campanhas salariais da categoria foram altamente exitosas, registrando ganhos reais históricos.   Já iniciamos o trabalho visando resultado de mesma monta em 2014, tendo dado a largada com o seminário de abertura das negociações, realizado no dia 26 de março. Conquistar melhores salários e condições de trabalho junto às empresas nunca é tarefa fácil, mas é nosso papel defender o interesse do profissional e, para tanto, é preciso mobilizar todos os meios possíveis.

Nesse campo, independentemente da negociação por ocasião da data-base de cada empresa, entra na pauta a luta pelo cumprimento do salário mínimo profissional estabelecido em legislação federal, mas lamentavelmente nem sempre observado, em especial pelas administrações municipais que se eximem de pagar a remuneração justa, alegando não estarem sujeitas à Lei 4.950-A/66. É nosso firme propósito promover o diálogo com esses gestores e lhes demonstrar a urgência em corrigir a injustiça cometida por meio de pagamentos aviltantes a técnicos que são essenciais ao desenvolvimento local e ao bem-estar da população.

A agenda de trabalho inclui também o aprimoramento do programa de benefícios aos filiados, que hoje já inclui serviços importantes como o Plano de Saúde do Engenheiro e o SEESPPrev, o nosso fundo de pensão, e da estrutura de atendimento na Capital e no interior, onde já temos 14 sedes próprias entre as 25 delegacias sindicais existentes.

Por fim, o SEESP manterá sua linha de ação em prol da sociedade, com a proposição de soluções aos problemas da cidade, do Estado e do País, o que vem sendo feito por meio de seminários, debates e palestras sobre as questões de real importância para todos. Continua, portanto, nosso engajamento ao projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) que se tornou grande instrumento de mobilização por um projeto de País que atenda aos anseios do seu povo. 


Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro

Presidente 

João Guilherme Vargas Netto

Depois de certa idade, a vida de um indivíduo e a de uma instituição se distinguem porque, para o primeiro, começa a decadência biológica inexorável e para a segunda, se ela é relevante, o tempo que passa a fortalece ainda mais.

O SEESP, com seus 80 anos que se completam, é um exemplo de jovialidade potente demonstrada na posse de sua diretoria. Ao longo de sua história, participou de inúmeras campanhas que se confundem com o desenrolar da vida nacional: Constituinte de 1934 (foi criado para isso), afirmação do papel dos engenheiros na industrialização de São Paulo, luta pela democratização, campanha pelas eleições diretas, participação na Constituinte e influência na elaboração da Carta Magna de 1988, lutas contra o desemprego dos engenheiros, enfrentamento das privatizações e muito mais.

Atualmente, com o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o sindicato tem tido voz ativa em todos os assuntos relacionados ao desenvolvimento econômico e, filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), engrossa o coro dos profissionais universitários.


São quatro os pilares da pujança do SEESP:

1 – O próprio projeto “Cresce Brasil”, que dá a todas as ações sindicais um norte de orientação progressista e eficiente;

2 – As negociações coletivas com as empresas, com resultados palpáveis para os engenheiros. Em 2013, a média dos ganhos reais nos acordos e convenções foi a maior da história do sindicato, que realiza há quase duas décadas o famoso seminário anual de negociação com as empresas (confira cobertura da 14ª edição na página 6);

3 – As instalações e os serviços prestados à categoria. O SEESP tem, além de sua sede onde se acolhem as mais diversas manifestações da sociedade paulistana, uma imponente rede de delegacias regionais, com sedes próprias e capacidade de ação local;

4 – O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), destinado a ter grande papel na formação de engenheiros e quadros para o desenvolvimento.

A diretoria do sindicato, experimentada e experiente nesses processos, mantém sua unidade e confia na direção do engenheiro Murilo Pinheiro, provado condutor dessa forte instituição.


João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical do SEESP

Soraya Misleh

A trajetória do sindicato ao longo de sua existência, em prol da categoria, do Estado e do País, bem como a importância da atual diretoria para avanços e conquistas foram centrais nas falas das autoridades e personalidades durante a posse festiva da atual gestão e a homenagem aos 80 anos do SEESP – a se completarem em 21 de setembro próximo.

A solenidade realizou-se em 17 de março, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Como reflexo da representatividade e importância do sindicato junto aos engenheiros e à sociedade como um todo, cerca de 1.700 pessoas prestigiaram a cerimônia, lotando o Plenário Juscelino Kubitschek. Diversas autoridades, como vereadores de vários municípios paulistas, deputados estaduais e federais e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), além de profissionais da categoria prestigiaram o evento, que foi presidido pelo deputado estadual Jooji Hato (PMDB). Entre as personalidades, estiveram presentes Rilma Aparecida Hemetério, desembargadora vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho – 2ª Região (TRT-SP); o ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP), Antonio Hélio Guerra Vieira, e o atual vice-reitor, Vahan Agopyan, além dos presidentes dos conselhos Federal e Regional de Engenharia e Agro­nomia de São Paulo (Confea e Crea-SP), José Tadeu da Silva e Francisco Kurimori. Compareceram ainda sindicalistas de todo o País, incluindo dirigentes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Regulamentados Universitários (CNTU), bem como representantes de outras categorias e de centrais.

Eleita em abril de 2013 e tendo assumido oficialmente o mandato em 1º de janeiro último, a diretoria do SEESP tem como bandeiras prioritárias a valorização profissional, o fortalecimento de sua representatividade e a continuidade da luta pelo desenvolvimento nacional sustentável com inclusão social – como propugna o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, iniciativa da FNE que conta com a adesão desse sindicato.

Reeleito para estar à frente da gestão 2014-2017, em seu discurso de posse, Murilo Celso de Campos Pinheiro destacou a importância de toda a diretoria no trabalho desenvolvido nos últimos anos. Entre as conquistas, citou a aquisição de novas sedes próprias de delegacias regionais no interior – totalizando 14 das 25 existentes – e a presença cada vez maior nas discussões de interesse da sociedade, de modo a influenciar nas políticas públicas em prol dos brasileiros. Pinheiro lembrou que o sindicato precisa continuar presente nos debates acerca dos acontecimentos marcantes no Brasil, como a realização da Copa 2014 e das Olímpiadas 2016, as eleições nacionais deste ano e os grandes movimentos de rua que tiveram início em junho de 2013. “Não podemos nos calar, temos que participar e exercer nossa cidadania. Nossa responsabilidade é cada vez maior no sentido de discutirmos um país mais justo e igualitário, ao mesmo tempo em que lutamos pela valorização dos nossos profissionais”, concluiu. Nesse sentido, como mencionou ele, está inserida a batalha pelo cumprimento do piso profissional, estipulado pela Lei 4.950-A/66 em nove salários mínimos vigentes no Brasil para jornada de oito horas diárias.

Proponente da solenidade, o deputado estadual Campos Machado (PTB) afirmou o respeito a uma categoria fundamental, responsável pelo “progresso nacional”: “Onde são construídas casas, túnel de metrô tem a presença desse profissional. Qualquer obra neste país tem sua assinatura.” “Sem engenheiro não tem desenvolvimento”, vaticinou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Para ele, a engenharia e a indústria caminham juntas. O deputado estadual Itamar Borges (PMDB) também ressaltou a importância da categoria, frisando que os 80 anos do SEESP se confundem com a própria história de São Paulo. “Celebramos um trabalho profícuo, com muitas realizações em prol do fortalecimento da engenharia no Brasil e do desenvolvimento”, acrescentou José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco). O vereador paulistano Eliseu Gabriel (PSB) também enalteceu essa trajetória.

A criação do SEESP se deu num pe­ríodo de muitos fatos marcantes do País, como observou o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP). Entre eles, a transição de uma economia baseada no café para a industrialização, a luta pela democracia durante a Segunda Guerra Mundial e até a campanha “O Petróleo é nosso”. “O sindicato sempre teve posição de vanguarda no sentido de abrir e apontar novos caminhos.” Jardim aproveitou a ocasião para criticar qualquer ideia que passe pela importação de projetos ou de profissionais. “Devemos, sim, valorizar os nossos engenheiros, principalmente nos órgãos públicos que ainda não pagam o salário mínimo da categoria.” E completou: “O acervo técnico das nossas estatais não pode ser descartado.”

Ao mesmo tempo em que destacou o progresso tecnológico extraordinário em todos os campos da engenharia ao longo dos últimos 80 anos, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) observou que “o sindicato tem se caracterizado pela sua atuação em defesa das instituições democráticas do País”.  Em homenagem, ele entoou a canção Blowin’In the Wind, de Bob Dylan.

Outro que exaltou essa trajetória como a de uma instituição que luta não apenas pelos direitos e interesses específicos da categoria, mas está na linha de frente do desenvolvimento nacional foi o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). “Essa é uma homenagem àqueles que dedicaram e dedicam parte do seu tempo e vida para construir um futuro melhor para todos.”


Cresce Brasil e Isitec

Já o secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, representando o governador Geraldo Alckmin, ressaltou o acerto da direção do sindicato na condução da entidade. Ele elogiou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, como um “importante olhar para o futuro”. O secretário municipal de Serviços de São Paulo, Simão Pedro, observou na oportunidade que o “Cresce Brasil” foi precursor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – cuja primeira fase foi apresentada pelo governo federal em 2007 –, “apontando caminhos para o Brasil solucionar seus problemas de infraestrutura em várias áreas”.

A criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), cuja entidade mantenedora é o SEESP, foi ainda destacada, tanto por Simão Pedro quanto por Jurandir Fernandes. Este último afirmou ser essa uma importante demonstração de que o sindicato “está preparado para os próximos 80 anos”. De acordo com o ex-diretor da Escola Politécnica da USP e coordenador do Conselho Tecnológico Estadual do SEESP, José Roberto Cardoso, tal projeto aponta que o papel do sindicato aumentou, sobretudo para preparar o futuro profissional em um mundo globalizado.

Representando o prefeito da Capital, Fernando Haddad, sua vice, Nádia Campeão, manifestou aos engenheiros a gratidão e homenagem da cidade de São Paulo, cujos desafios “são compartilhados com nossa categoria”. Formada em agronomia pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da USP, ela revelou que acompanha as atividades do sindicato há 35 anos. “É uma entidade atuante, comprometida, engajada, democrática, plural, e o reflexo disso é a presença de tanta gente (na cerimônia).”

Para Luiz Flavio Borges D´Urso, que representou no ensejo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), Marcos da Costa, a recondução de Pinheiro ao comando da entidade enquadra-se no “típico caso da repetência por competência”.

Confira aqui a série de programas sobre a posse.


Colaboraram Rosângela Ribeiro Gil e Deborah Moreira

Soraya Misleh

A conjuntura atual é favorável para que neste ano se alcancem resultados positivos à categoria nas negociações coletivas de trabalho, a exemplo do que tem ocorrido – em 2013, na maioria das empresas, os aumentos reais superaram o índice de 2,5%. O cenário propício foi apresentado por especialistas durante o 14º Seminário de Abertura das Campanhas Salariais, realizado pelo SEESP em sua sede, na Capital, no dia 26 de março. O evento já tradicional inaugura oficialmente o processo rumo a novas conquistas aos engenheiros – hoje, são 100 mil contemplados com os ganhos obtidos, metade do total de profissionais do Estado. Com o objetivo de pavimentar o caminho do diálogo entre capital e trabalho, como é de praxe, a atividade contou com a presença de representantes do patronato e de seus interlocutores no sindicato. Entre os que compuseram a plateia, dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) e das categorias por ela representadas – além dos engenheiros, farmacêuticos, odontologistas, médicos, nutricionistas e economistas.

À abertura, o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou essa trajetória e apontou: “Esse é um evento da maior importância para todos nós, profissionais. Ajuda-nos e nos dá o norte para trabalharmos de forma séria e sensata.” Ele lembrou ainda que o ano de 2014 será curto e difícil, diante da realização da Copa do Mundo no Brasil e das eleições nacionais, mas com “muito a realizar”.  Também frisando a importância do seminário, como única experiência do gênero, realizado “em todos os anos deste século XXI”, o consultor sindical da entidade, João Guilherme Vargas Netto, enfatizou: “É o momento em que o SEESP ouve as representações das empresas, bem como emite ideias que orientam sua capacidade de negociação. O cruzamento das duas coisas cria o espaço para tanto.”

Na sua análise, constituído esse ambiente, o esforço do SEESP e do movimento sindical deve ser por manter a pauta de reivindicações em um ano cuja tensão pré-eleitoral já é visível. O que requer, como considerou Vargas Netto, capacidade de não se desviar do rumo sindical unitário e independente. Ele citou como ação nesse sentido a 8ª Marcha dos Trabalhadores, a ocorrer em 9 de abril, na Capital, que trará as bandeiras da classe. E foi categórico: “Dependendo das ações deste ano, estaremos pavimentando o caminho futuro, com propostas para 2014 e 2015, como a continuidade da valorização do salário mínimo e da luta por desenvolvimento com distribuição de renda.” Nesse sentido, indicou como exemplo espetacular o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) que conta com a adesão do SEESP.


Conjuntura favorável e empenho

Airton Santos, coordenador de atendimento técnico-sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentou a conjuntura econômica frente às campanhas salariais que se iniciam. Na sua concepção, a situação é melhor do que pinta a mídia convencional, basea­da no que dizem analistas do mercado – o que permite aos engenheiros lutarem por ganhos reais nessas negociações. Entre os dados que citou para avalizar tal afirmação, estão a geração de mais de 220 mil empregos com carteira assinada em fevereiro, o crescimento do salário real médio do trabalhador, se comparado com o mesmo período de 2013, e a elevação da produtividade em 2,5%. Diante desse quadro, Santos complementou: “O desafio do movimento sindical é cerrar fileiras à manutenção do crescimento com distribuição de renda.” Na mesma linha, Antonio Augusto de Queiroz, o Toninho, diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), acredita que “não há maiores ameaças ao emprego e renda, aos direitos dos trabalhadores e à democracia”.

Entre o patronato, a afirmação de empenho por bons resultados diante da conjuntura apresentada. “Vamos fazer todo o esforço para que haja a melhor solução negocial”, atestou Dubravka Sidonija Suto, gerente do Departamento de Recursos Humanos da  Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Ela ressaltou estudo que está sendo realizado em parceria com o SEESP e a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) sobre segurança no trabalho. “O foco é a saúde dos empregados.” Segundo Cláudia Cantieri Fernandes, gerente assistente de recursos humanos da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), algo determinante nas negociações deste ano será a revisão tarifária da empresa. Não obstante, asseverou: “Estamos abertos a aliar os interesses” do capital e trabalho. Também afirmaram a disposição para o diálogo Ana Cristina Russo Nascimento, analista de gestão da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp); Raphael Lima, do Departamento de Recursos Humanos da AES Eletropaulo; José Roberto Rodrigues, gerente de recursos humanos da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa); e Carlos de Freitas Nieuwenhoff, assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva de São Paulo (Sinaenco-SP). Demonstração nesse sentido foi ainda a presença de Josenil Rodrigues Araújo, advogado da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), no seminário. O evento também contou com a participação de Luiz Carlos Lumbreras, auditor-fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego.

01/04/2014

Benefícios

Novidades
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Turismo

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01/04/2014

Canteiro

Propostas ao novo “Cresce Brasil”

Temas que deverão compor a próxima etapa do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Novos desafios” foram apresentados à diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em reunião realizada no dia 18 de março, na sede do SEESP, na Capital. Iniciativa lançada pela federação em 2006 e objeto de atualização desde então, para 2014, o “Cresce Brasil” deve focar na industrialização e na necessidade de desenvolver uma cadeia produtiva que gere riqueza e oportunidades internamente. A ser entregue aos candidatos nas eleições deste ano, o documento a ser elaborado trará propostas nesse sentido.

Contribuição para o desenvolvimento das cadeias produtivas no setor aeronáutico foi feita por Eduardo Sanovics, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Segundo ele, em 2002, 30 milhões de pessoas realizaram viagens de avião; já em 2013, foram 100 milhões. Ele concluiu: “Trouxemos a rodoviária para o aeroporto, e esse é um dos grandes orgulhos que temos. Agora, temos que promover as adequações para atender a esse estágio.” Consultor do “Cresce Brasil”, Artur Araujo complementou: “O desafio é aprofundar o desenvolvimento das cadeias produtivas e assegurar a reindustrialização. A terceira maior produtora de aeronaves do mundo é a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), e boa parte da manutenção desses equipamentos é feita fora. É preciso inovação.”

Marco Aurélio Cabral Pinto, também consultor do projeto, destacou: “O Brasil atraiu muitos investimentos externos industriais nos últimos anos, mas muitos trazem junto seus fornecedores. Falta apoio público, acesso a financiamento para garantir competitividade às pequenas e médias empresas, ao que é preciso criar mecanismos legais.”

Já Antonio Octaviano, diretor-geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), enfatizou que a concepção de contribuir ao incremento da produtividade e, assim, ao desenvolvimento nacional sustentável norteou a criação dessa instituição de ensino. Mantido pelo SEESP, o Isitec, sob essa ótica, oferecerá em caráter pioneiro o curso de graduação em engenharia de inovação.

Também foram apresentados temas essenciais ao desenvolvimento como saneamento, transporte ferroviário e energia, respectivamente por João Sergio Cordeiro, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Clarice Soraggi, diretora Regional Sudeste da FNE; e Carlos Monte, coordenador técnico do “Cresce Brasil”. Além de segurança pública e defesa nacional, por Fernando Araújo-Moreira. Participou ainda da reunião Eduar­do Berkovitz Ferreira, representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


CNTU debate valorização do Ministério do Trabalho

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) promove, em 14 de abril, na sede do SEESP, na Capital, a partir das 9h, seminário para discutir a necessidade de valorização do Ministério do Trabalho. A atividade terá à abertura a presença do titular dessa pasta, Manoel Dias, e contará ainda com a participação de ex-ministros. Além deles, Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), João Franzin, da Agência Sindical, e um representante do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) são presença confirmada. Mais informações pelo telefone (61) 3225-2288 e e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


Copa 2014: perspectivas para a realização do mundial de futebol no Brasil

Esse é o tema de evento a se realizar no dia 11 de abril, às 15h, na sede do SEESP, na Capital. Organizado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), contará com a presença do presidente dessa entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro, dos ministros Aldo Rebelo (Esporte) e Wellington Moreira Franco (Aviação Civil), além dos consultores do Ministério do Esporte, Richard Dubois, e do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, Artur Araujo. Informações e inscrições pelos telefones (11) 3113-2640 e (61) 3225-2288 e e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


Engenheiros da Prefeitura realizam ato

Cerca de 200 servidores municipais, entre engenheiros e arquitetos, realizaram manifestação em 18 de março, no centro da Capital. Encerrando o ato em frente à Câmara dos Vereadores, eles foram recebidos por parlamentares em uma reunião do Colégio de Líderes. No ensejo, apresentaram suas reivindicações e relataram o difícil processo de negociação com a Prefeitura. Os trabalhadores estão em campanha e pleiteiam alteração da Lei Salarial (13.303/03), que impede reposição anual da inflação – em discordância com o artigo 92 da Lei Orgânica do Município.

Desde 2003, os servidores do município, incluindo os engenheiros, acumulam perdas salariais por conta da inflação do período.  Além da reposição, a categoria reivindica, entre outros itens, o pagamento do piso conforme a Lei 4.950-A/66 e fixação de data-base em 1º de maio. Atualmente, o salário inicial da categoria na Capital é de R$ 2.481,93.

O dia 31 de março deste ano marca os 50 anos do golpe civil-militar que instaurou a ditadura que só se encerraria completamente 25 anos depois, com a volta das eleições diretas para presidente.  Ao refletir sobre esse período difícil da nossa história, é fundamental que tenhamos em mente a importância de defender a democracia e aprimorá-la.

Herdeiros de uma cultura patrimonialista, caracterizada pelo privilégio de poucos, pelo mando e pelo favor, temos ainda muito o que avançar para construir uma sociedade igualitária, na qual cada cidadão tenha o mesmo valor e os direitos sejam universais. É urgente, por exemplo, dotar o nosso sistema eleitoral de critérios razoáveis e desmontar a indústria que torna a disputa uma gincana milionária mais útil aos profissionais envolvidos na sua produção que à população.  Nesse contexto, é necessário rever as atuais regras de financiamento de candidatos, também de efeito pouco salutar, e garantir fiscalização efetiva desse processo.

Para além do comparecimento às urnas, devemos desenvolver meios efetivos de participação popular nos destinos das nossas cidades, dos estados e do País. Parlamentares e governantes eleitos não só devem satisfação e respostas aos cidadãos, como têm que atuar de maneira conectada com os anseios do povo. A nação é daqueles que nela vivem e partilham um destino comum; cabe a todos construí-la.

Uma tarefa essencial nesse sentido é fortalecer os movimentos populares, inclusive o sindical, e as diversas organizações. Esses não devem ser nem hostilizados, nem cooptados por governos, mas valorizados como representação legítima da sociedade, que precisa ter expressão. O Brasil, que certamente teve seus problemas econômicos e sociais agravados pela ditadura, tem muito ainda o que construir para se tornar uma nação que dê condições dignas de vida à sua população.  Esses desafios devem ser enfrentados, tendo a democracia como um princípio do qual não se abre mão. Em relação a isso, não é possível transigir. Nada justifica, por exemplo, eventuais soluções autoritárias e cerceadoras de garantias constitucionais para evitar conflitos.

Fundamental é sempre lembrar que esse caminho tem destino nada alvissareiro, como mostra a nossa história, que hoje é passada a limpo graças ao valoroso trabalho da Comissão Nacional da Verdade. Entre os resultados obtidos até agora, está a apuração de como se deu a prisão, a tortura e a morte do deputado Rubens Paiva, engenheiro que dá nome a um dos auditórios do SEESP.

O principal resultado desse esforço deve ser não só o resgate da memória nacional, mas,  sobretudo,  uma profunda conscientização do valor da justiça e da liberdade. Saudemos a democracia e lutemos por ela todos os dias.


Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente

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