Celso Renato de Souza, Carlos Shiniti Saito e Marcondes de Oliveira Buarque
Está em discussão no Brasil e foi tema importante da campanha para eleição presidencial a necessidade de dotar o País da infraestrutura à universalização do acesso à internet de banda larga. Isso porque estar conectado à rede mundial de computadores é hoje essencial para que o cidadão possa acionar inúmeros serviços públicos ou privados, obter informação e entretenimento. Além disso, a conectividade é considerada fundamental à educação e aos negócios.
Em debate realizado no SEESP, em 9 de setembro último, a presidente Dilma Rousseff afirmou ser necessário fazer investimentos públicos e privados em fibra óptica para dar conta dessa demanda. A avaliação, a nosso ver, está correta, pois essa rede oferece capacidade de suportar serviços de comunicação de dados, voz e imagens nas velocidades de 1MBps até 10GBps, com alta qualidade, disponibilidade e proteção. Esses serviços podem ser ponto a ponto ou ponto-multiponto até o usuário final, ou seja a população mais distante do Brasil. As redes podem ser aéreas, utilizando-se as estruturas existentes das concessionárias de energia elétrica, ou subterrâneas. Esse meio físico, atualmente, é um dos mais eficientes, uma vez que as informações trafegam livres de influências eletromagnéticas, portanto, sem limitação em função da relação sinal e ruído. Outras possibilidades são cabos convencionais de metal ou coaxiais, rádios digitais e satélite, mas sem oferecer a mesma qualidade.
Outro ponto importante nessa questão é assegurar que o usuário receba o serviço com a qualidade que lhe foi prometida. Atualmente, as velocidades máximas de download e upload apenas são garantidas para o acesso às redes das operadoras. A regra exclui da responsabilidade dessas empresas a lentidão causada por fatores considerados externos, como a quantidade de pessoas conectadas ao mesmo tempo ao provedor de acesso, capacidade de processamento do computador, qualidade e extensão da fiação interna do ambiente do imóvel e distância da central com a infraestrutura mais próxima da operadora.
Para os aspectos nos quais é dever da operadora garantir o desempenho da internet, a Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel) determina, desde 1º de novembro, entrega mensal, em média, de 80% da velocidade contratada pelos usuários. Em outras palavras, na contratação de um plano de 10MBps, a média mensal de velocidade deve ser de, no mínimo, 8MBps. A velocidade instantânea – aquela aferida pontualmente em uma medição – deve ser de, no mínimo, 40%, ou seja, 4MBps. Com isso, caso a prestadora entregue apenas 40% da velocidade contratada por vários dias, terá de, no restante do mês, entregar uma velocidade alta ao usuário para atingir a meta mensal de 80%.
Confira aqui versão completa do artigo.
Celso Renato de Souza e Carlos Shiniti Saito são diretores do SEESP e
membros do Grupo de Trabalho em Telecomunicações do Conselho Tecnológico do sindicato.
Marcondes de Oliveira Buarque é vice-diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
Deborah Moreira
Especialistas e cidadãos comuns ouvidos pelo Jornal do Engenheiro são unânimes: é um mito afirmar que software livre é só para quem é entendido no assunto. Além de empresas, muitos usuários domésticos podem se valer de suas vantagens: redução de custos com pagamento de licenças, impedimento da pirataria, maior velocidade por serem mais leves e maior segurança, uma vez que os vírus em sua maioria são feitos para sistemas operacionais proprietários.
“Hoje, existem várias versões alternativas ao Windows. O Linux (sistema operacional de código aberto) é empacotado em vários ‘sabores’, o que a gente chama de distribuição. Duas delas são mais amigáveis: Ubuntu e Linux-Mint, mais fáceis de instalar e adaptar”, explica o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) Sérgio Amadeu. E continua: “As comunidades defendem o compartilhamento do conhecimento e, antes, acreditavam que todo o mundo tinha que aprender tudo, por isso não se preocupavam com a estética, em desenvolver interfaces mais amigáveis. Não é uma má ideia, mas torna inacessível.” Isso mudou no final dos anos 1990.
O software já nasceu livre. Sua lógica foi alterada há cerca de 40 anos, quando algumas empresas aproveitaram a natureza dualista do código fonte – uma linguagem mais perceptível para o usuário e outra que conversa com a máquina – e passaram a entregar aplicação executável. “A partir disso, criaram produtos e passaram a vender suas licenças. Isso animou uma grande indústria, que se consolidou com monopólios”, esclarece Sady Jacques, coordenador-geral da Associação de Software Livre.org. “Ou seja, o movimento do software livre vem para resgatar sua natureza”, enfatiza.
Adeptos
Essa filosofia encantou a aposentada Vera Cavalcante, 58 anos, no início dos anos 2000, quando teve a oportunidade de participar da migração dos sistemas e aplicações no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). “Era da área administrativa, mas sempre fui xereta. Começamos a usar o pacote de escritório OpenOffice em 2003, mas ainda com Windows”, recorda. OpenOffice é uma das versões de editores de texto e outras tarefas de escritório de software livre. Em 2009, quando a Oracle comprou a Sun, que fazia o programa, a comunidade decidiu iniciar outro projeto, o LibreOffice, que já está na versão 4.3 e disponível em mais de 30 idiomas. Cavalcante pegou gosto e passou a colaborar com a comunidade brasileira com revisões da documentação e divulgação do programa a partir da revista especializada LibreOffice Magazine, da qual é editora. A aposentada se tornou referência. Ela mantém dois sistemas operacionais no computador (dual boot): Ubuntu e Windows. E faz questão de mencionar: “Software livre não é sinônimo de gratuidade ou ilegalidade. A grande maioria dos seus aplicativos funciona também em Windows, além de Linux e Mac. Uso para revisar versões anteriores que rodam em Windows e para abrir um leitor de livros digitais específico.”
O Serpro atualmente tem 5.700 estações de trabalho com Linux. Outras 2 mil possuem Linux e Windows. “Algumas máquinas acabaram retornando ao Windows para rodar aplicações de terceiros, como pagamento de impostos a prefeituras. Na comunicação, tem uma máquina com Windows por conta do Corel. Mas usamos bastante Gimp e Blender (editores de imagem)”, lembra Deivi Kuhn, que ficou responsável pela migração no Serpro e atualmente é coordenador estratégico de comunicação social. Para ele, a mudança valeu a pena, já que “as máquinas com Linux são mais estáveis, mais seguras, dão menos problema, são menos propensas a vírus, além de mais econômicas”.
A engenheira civil Haydee Svab, 33 anos, também usa Ubuntu e LibreOffice, além do Debian, outro sistema operacional, desde 2009. “No LibreOffice é possível fazer macros, como em Excel. Quem mexe com planilhas de maneira avançada, se dá muito bem com esse programa”, conta ela, que ainda acessa Windows uma vez ao mês para usar o AutoCAD. Svab explica que existem outros programas do tipo CAD, como LibreCAD e OpenSCAD, mas ainda pouco difundidos comercialmente. “O grupo de que faço parte chegou a desenvolver uma biblioteca chamada LibreDWG, cujo objetivo é facilitar esse intercâmbio entre os arquivos de extensão dwg e os softwares de CAD livres. Mas os proprietários mantêm você preso, não permitem a abertura de outras extensões. O LibreOffice só deslanchou quando passou a ler e salvar em .doc, com muita engenharia reversa”, observa ela, que faz parte do PoliGNU, formado por estudantes dos cursos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Da teoria à prática
Hoje encontram-se diversas opções de softwares livres para baixar na internet, com tutoriais, explicações detalhadas, por escrito ou em vídeo-aula.
Para baixar:
www.vivaolinux.com.br/download-linux/
Quem preferir, pode consultar primeiro uma comunidade específica, um técnico especializado em Linux ou empresa. Cada comunidade possui um fórum em que é possível interagir com os integrantes, como do LibreOffice (http://ask.libreoffice.org/pt-br/questions) e do Ubuntu (http://ubuntuforum-br.org). Faça o teste e descubra qual programa é mais indicado para você: http://twixar.me/NHh.
Soraya Misleh
Passo importante à remuneração justa e valorização profissional dos engenheiros – bandeiras do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) – foi dado neste mês de novembro. No dia 5, foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 13/2013, que institui a carreira de Estado para engenheiros (inclusive agrônomos) e arquitetos que atuam como efetivos no serviço público federal, estadual e municipal. Para tanto, acrescenta parágrafo único ao artigo 1º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966.
Aprovada por oito votos a seis, a matéria, contudo, foi objeto de recurso por parte do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) na tarde do dia 14. Caso esse parlamentar não retire tal requerimento, o PL deverá ser apreciado pelo Plenário daquela Casa antes de seguir à sanção presidencial.
Relator na CCJ, o senador Romero Jucá (PMBD-RR) destaca: “O projeto não é inconstitucional, é uma sinalização política e técnica que não impinge em acréscimo de salário. Os servidores concursados dessas áreas já estão atuando, mas precisam ter o papel reforçado e valorizado, como ocorre com outras carreiras no serviço público.” Por seu empenho e compromisso para que se alcançasse essa vitória na CCJ, Jucá foi agraciado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) com o prêmio Personalidade Profissional em Engenharia 2013. Ele é categórico: “Os engenheiros e arquitetos são muito importantes para o País, que precisa de infraestrutura logística, de ampliar seu crescimento, e tem nessas carreiras técnicas uma base importante. Aprovamos e reconhecemos essas carreiras dentro do setor público, que serão consideradas típicas de Estado. Portanto, é um fortalecimento de seu papel no setor público, o que tem impacto imediato nas condições de trabalho.”
Visão que vai ao encontro da necessidade apontada no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE em 2006 e atualizado desde então, de se garantir mais e melhores engenheiros ao desenvolvimento nacional sustentável. Segundo afirmou Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP e da federação, a falta de valorização profissional dificulta a consolidação desse cenário e para reverter tal quadro, a aprovação do projeto é fundamental. A introdução da carreira de Estado para engenheiros é uma forma de dotar as administrações públicas dos profissionais necessários ao desempenho de suas atividades, seguindo exemplos como o da China, cuja expansão econômica vem sendo marcante, que mantém no setor público grande contingente desses profissionais.
Em reportagem publicada em 2013 no jornal Engenheiro, da FNE, o autor do projeto, deputado federal José Chaves (PTB-PE), que é engenheiro civil, observou que o projeto deveria atrair a atenção do gestor público para a necessidade de contratar mais profissionais e estruturar melhor as áreas técnicas. “Assim, teremos condições adequadas de fazer mais estudos e projetos, em quantidade e melhor qualidade”, afirmou. Passando ao status de carreiras típicas de Estado, explicou o parlamentar na reportagem, os profissionais, se forem servidores públicos estáveis, têm direito a garantias especiais contra a perda dos seus cargos. “Atualmente, diplomatas e servidores de carreiras jurídicas, de auditoria e de gestão governamental, entre outras, têm esse benefício.”
No mesmo texto, o presidente da Associação Nacional dos Servidores Públicos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Poder Executivo Federal (Anseaf), José Roberto Senno, destacou que o projeto não significará qualquer ônus aos governos. “Cria apenas um status para o profissional”, observou, informando que hoje existem 16 carreiras típicas de Estado, como a do advogado. Ele lembrou que a engenharia é uma atividade que está presente na administração pública desde a Independência do Brasil.
O vice-presidente da FNE, Carlos Abraham, acompanhou a votação na CCJ, juntamente com o diretor do SEESP, Celso Atienza. Destacando a importância do projeto inclusive ao controle de gastos em obras públicas, esse último frisou: “Estão sendo feitas gestões pela sua aprovação.”
Histórico
O PLC foi apresentado em 16 de abril de 2013. Objeto de audiências públicas na Câmara dos Deputados, em que a FNE esteve presente, havia sido aprovado em 7 de agosto do ano passado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, com relatoria da senadora Ana Amélia (PP-RS). Antes, em 15 de julho, os dirigentes da federação puderam destacar a relevância da matéria em reunião com essa parlamentar. O tema foi também objeto de correspondência enviada em 12 de agosto à presidente Dilma Rousseff, na qual a entidade salientava a importância de se valorizar os engenheiros brasileiros – o que foi reiterado pelo SEESP junto aos diversos candidatos a cargos majoritários nas últimas eleições gerais. “É preciso dar esse passo fundamental para a organização do Estado e da mão de obra imprescindível ao seu funcionamento”, disse Pinheiro à época.
Colaborou Rosângela Ribeiro Gil
Versão atualizada em relação à reportagem publicada
na edição impressa do Jornal do Engenheiro
A partir de 1º de janeiro de 2015, conforme resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os serviços de manutenção do sistema de iluminação pública deixarão de ser executados pelas concessionárias de distribuição de energia, excetuando-se os casos em que decisão judicial impeça a transferência dos ativos de iluminação pública para o município.
Com o objetivo de esclarecer diversos pontos que têm causado preocupação com relação a essa medida, o SEESP e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) realizam seminário sobre o tema no dia 26 de novembro, das 9h às 17h. Entre as questões, aspectos formais da transferência de ativos; condições dos equipamentos de iluminação pública a serem transferidos e o que fazer no caso de necessidade de adequações; e como alguns municípios têm se organizado para assumir o novo papel como responsáveis pelo serviço de iluminação pública. A atividade será no auditório do sindicato (Rua Genebra, 25, Bela Vista, São Paulo/SP). Mais informações e inscrições pelo telefone (11) 3113-2641 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Confira a programação completa.
Santos
Universidade Santa Cecília (Unisanta)
Site: www.unisanta.br
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Telefone: (13) 3202-7114
• Engenharia de Segurança no Trabalho. A pós-graduação pretende habilitar para o exercício profissional na área, de acordo com a Lei Federal nº 7.410, de 27 de novembro de 1985, o Decreto Federal nº 92.530, de 9 de abril de 1986, e a Resolução nº 359/91 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), e despertar o raciocínio lógico dedutivo, proporcionando aos egressos conhecimentos suficientes para desenvolvimento das suas atribuições. Com carga total de 688 horas (equivalente a 18 meses), o curso começará em março de 2015, com aulas às terças, quartas e quintas-feiras, das 19h às 23h. Preço: matrícula de R$ 650,00 mais 17 parcelas no mesmo valor.
São José do Rio Preto
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Site: www.unesp.br
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Telefone: (17) 3221-2444
• Mestrado em Ciência da Computação. Estão abertas até 28 de novembro as inscrições para o processo seletivo 2015 do Programa de Pós-graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da universidade (mestrado). São 48 vagas. Destina-se sobretudo a graduados em cursos da área de Computação ou afins (Engenharia Elétrica, Matemática etc.). O programa apresenta quatro linhas de pesquisa: Arquitetura de computadores e sistemas distribuídos; Engenharia de software e banco de dados; Processamento de imagens e visão computacional; e Matemática e inteligência computacional. Mais informações aqui. Taxa de inscrição: R$ 53,00.
São Paulo
Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP)
Site: www.ibape-sp.org.br
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Telefone: (11) 3105-4112
• Avaliação de terrenos urbanos pelo método involutivo vertical. O curso, com carga total de 24 horas, será realizado em 27, 28 e 29 de novembro, das 13h às 22h, nos dois primeiros dias, e das 8h30 às 17h30, no último. A atividade tem como objetivo apresentar ferramenta para avaliação de terrenos urbanos ou lotes, em casos de pequenas amostragens com dados coletados insuficientes e efetivamente utilizados. Nessa situação, sendo incompleta ou incabível a aplicação do método comparativo, quer por suas dimensões e áreas, quer pelo seu aproveitamento, utiliza-se o modelo conhecido como método involutivo vertical. Valores: R$ 924,00 para sócios do instituto e R$ 1.342,00 para os demais interessados.
Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA)
Site: www.aea.org.br
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Telefone: (11) 5908-4039
• Projeto de produto ambientalmente amigável. O curso objetiva introduzir a avaliação de ambiente de projeto e a tomada de decisões no que diz respeito ao impacto ambiental com foco na concepção de produto, escolha de materiais, processos e nas tendências de normativas e legislações de proteção ambiental. Com carga total de 16 horas, a atividade será realizada nos dias 27 e 28 de novembro, das 8h30 às 17h30, no anfiteatro da Universidade Paulista (Unip), na Rua Dr. Bacelar, 1.212, Vila Clementino, São Paulo/SP. Valores: R$ 320,00 (estudantes), R$ 1.035,00 (sócios da associação) e R$ 1.350,00 (não sócios).
Adeus a Fernando Menezes
O SEESP lamenta o falecimento, no dia 5 de novembro, do 1º vice-presidente de sua Delegacia Sindical em Barretos, Fernando Carlos Souza Menezes. Ele tinha 48 anos de idade e estava internado após acidente de moto. Engenheiro eletricista e de segurança do trabalho, Menezes foi gerente de operações do Shopping Barretos, do Plaza Shopping Itu e, atualmente, era assessor especial do presidente da Kia Motors do Brasil.
Vagas, orientação, treinamentos
Por intermédio de sua área de Oportunidades & Desenvolvimento Profissional, o SEESP oferece diversos serviços aos engenheiros. Entre eles, orientação profissional (vocacional) e para elaboração de currículo, coaching de carreira e emissão de carteira de trabalho via convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego, além de cadastramento de currículos e vagas. Para se candidatar, clique aqui. Mais informações pelo telefone (11) 3113-2670.
Murilo Pinheiro é reeleito presidente da CNTU
Em pleito realizado no dia 13 de novembro, Murilo Celso de Campos Pinheiro foi reconduzido ao cargo de presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU). A posse da diretoria se dará em janeiro próximo, para a gestão 2015-2018. Pinheiro está ainda à frente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).
Taubaté realiza palestras técnicas
A Delegacia Sindical do SEESP na cidade realiza duas palestras neste mês de novembro. No dia 20, a partir das 19h, o tema será “Resistência em degraus de polipropileno para ambientes agressivos”, com Norival Varanelli e Leonardo Varanelli. A última atividade, também às 19h, ocorrerá no dia 27 e abordará os “Sistemas de bombeamento por bombas verticais JTS e submersíveis XFP em sistemas fixos e flutuantes e elevatórias compactas de baixa vazão”, com o engenheiro mecânico José Donizete dos Santos. Mais informações pelo telefone (12) 3633-5411 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A sede da delegacia fica na Rua Venezuela, 271.
VII EcoSP acontecerá em abril de 2015
Em sua sétima edição, o Encontro Ambiental de São Paulo (EcoSP), promovido pelo SEESP e Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), ocorrerá em abril de 2015, no Novotel São Paulo Center Norte, na Capital. O evento consolida-se como importante fórum à discussão sobre o tema premente do desenvolvimento sustentável. Carlos Alberto Guimarães Garcez, vice-presidente do SEESP e um dos idealizadores do evento, observa que a engenharia é peça-chave nesse debate. Mais informações sobre o VII EcoSP no site www.ecosp.org.br.
Oportunidade de estágio
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) abriu processo de seleção para 112 vagas de estágio remunerado a estudantes de cursos de níveis superior e técnico de diversas áreas profissionais. As inscrições podem ser realizadas até dia 23 de novembro. Os estágios serão realizados na sede do IPT/SP (no campus da Cidade Universitária) e nas filiais das cidades de São José dos Campos e de Franca. No ato da contratação, os candidatos devem estar matriculados no ano especificado no aditivo.
O processo seletivo será realizado em duas etapas: conhecimentos específicos e entrevista técnica. O conteúdo programático das avaliações obedecerá ao estabelecido nas diretrizes curriculares determinadas pelo Ministério da Educação (MEC) para cada curso. Mais informações aqui.
Acordo com a Valec
O SEESP assinou em 20 de agosto o Acordo Coletivo de Trabalho 2014-2015 com a Valec. Além de reajuste salarial de 6,28%, vale destacar a manutenção de todos os direitos específicos dos engenheiros oriundos da ex-Fepasa. A data-base é 1º de maio.
Articulação internacional por democratização da mídia
Movimentos sociais discutiram, na sede do SEESP, na Capital, no dia 7 de novembro, os temas que devem ser levados para o Fórum Mundial de Mídia Livre na Tunísia, em março de 2015. O encontro ocorrerá em meio ao Fórum Social Mundial, entre 25 e 29 do mesmo mês.
Além de abordar a importância de a democratização dos meios de comunicação ser tratada como um tema global, a atividade visa aprovar a Carta Mundial de Mídia Livre. O documento a nortear os princípios e ações em prol de uma mídia livre já vem sendo discutido e elaborado. Até o final do ano, o texto atual será colocado em consulta pública. Coordenadora da Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada, Rita Freire defendeu essa articulação e apontou a premência de as diversas organizações da sociedade civil brasileira se apropriarem do tema estratégico.
Uma mobilização essencial aconteceu em 7 de outubro último em várias partes do mundo, inclusive na cidade de São Paulo. Foi a Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, convocada pela Confederação Sindical Internacional (CSI), atualmente presidida pelo brasileiro João Felício, e que dialoga com a campanha lançada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O manifesto divulgado na ocasião aponta corretamente o eixo central para uma pauta de avanço social: um modelo de desenvolvimento sustentável, com manutenção e ampliação de direitos e geração de emprego e renda, na linha exata do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, elaborado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). Também mereceu destaque a unidade entre as organizações que vêm, desde a Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat) realizada em 2010, mobilizando-se em torno de pontos comuns, assegurando assim vitórias importantes, como a política de valorização do salário mínimo.
Dessa forma, reforçaram-se os temas fortes dessa convergência: garantia de direitos trabalhistas, contra a terceirização que precariza; fim do fator previdenciário e fortalecimento da Previdência pública; reforma agrária; 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação; 10% do Orçamento para a saúde; e redução da jornada de trabalho sem redução salarial; igualdade entre homens e mulheres. Entraram ainda no rol de reivindicações dois assuntos essenciais: a democratização da comunicação e um chamado à paz e contra a guerra.
É de extrema importância que o movimento sindical mantenha-se coeso em torno dessas demandas, que são chaves para o nosso avanço civilizatório e ainda não foram atendidas. Em primeiro lugar, há a necessidade de uma política de valorização do trabalho, incluindo obviamente o conjunto dos profissionais brasileiros. Remuneração justa, direitos trabalhistas, condições adequadas para exercer as atividades, de forma segura e salubre, e acesso à educação continuada devem ser assegurados a todos. Urgente ainda é extinguir o fator previdenciário ou ao menos alterá-lo de forma a tornar menos perverso o dispositivo que reduz gravemente o valor das aposentadorias e afeta principalmente os que começaram a trabalhar mais cedo, ou seja, a população mais pobre.
Além disso, vencer a precariedade da saúde e da educação no Brasil é tarefa básica para que a cidadania seja universalizada. Não oferecer serviços públicos de qualidade nessas áreas compromete a vida e o futuro de milhões de brasileiros e, por consequência, as nossas possibilidades como nação. Impossível não incluir aqui a expansão do sistema de saneamento ambiental em todo o País e a implementação de soluções para a crise de mobilidade, passando especialmente por investimentos em transporte público de qualidade.
Essas que já são bandeiras históricas do movimento sindical precisam do engajamento de toda a sociedade, pois são do interesse do País. Aos representantes e governantes eleitos neste ano cabe compreender a importância dessa agenda e trabalhar a favor do Brasil e do seu povo.
Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente
Clemente Ganz Lúcio
“Lippy e Hardy” é uma série de desenho animado da década de 1960, produzida por Hanna-Barbera. Lippy era um leão otimista, que andava com o amigo Hardy, uma hiena pessimista. Diante das aventuras de Lippy, Hardy dizia: “Eu sabia que não ia dar certo... Oh, dia, oh, céus, oh, azar...”. Em períodos especiais da vida democrática, como os processos eleitorais, essas duas figuras adquirem vida, e Hardy ganha muita evidência, o que faz parte do jogo.
Ganham destaque, há algum tempo, dados e declarações que procuram demonstrar que há no Brasil grande crise e descontrole da economia: o País está em recessão (técnica!), a inflação, descontrolada, o desemprego chegou, o déficit comercial subiu etc..
A vida não anda fácil no mundo e no Brasil, é verdade. A partir de 2007/2008, as economias desenvolvidas provocaram a mais grave crise do capitalismo desde 1929. “A grande recessão”, segundo economistas, trouxe aos países desenvolvidos alto desemprego, arrocho salarial, perda de direitos e da proteção social como remédio para a crise.
A atividade econômica caiu nos países em desenvolvimento, e a China passou a mostrar seu poder econômico. Com políticas anticíclicas, o Brasil permaneceu em pé, garantindo empregos, preservando salários e políticas sociais, bem como protegendo e incentivando a atividade produtiva. É muito difícil enfrentar essa crise. Há acertos e erros que fazem parte do risco de quem governa e decide diante de tantas incertezas.
O Brasil enfrenta inúmeros desafios de curto prazo: a pressão dos preços internacionais de alimentos; a severa seca, a mais grave dos últimos 60 anos, que comprometeu a safra agrícola, elevando preços de insumos, alimentos e energia elétrica; a Copa do Mundo, que reduziu a quantidade de dias úteis, com impacto sobre a atividade econômica; a desvalorização do real (R$ 1,6 para R$ 2,3 por dólar), que ajuda a proteger a indústria, mas tem impactos sobre preços; a queda na receita fiscal do governo; a redução na venda de manufaturados para a Argentina; a China ganhando espaço comercial na América Latina e no nosso mercado interno; a enorme pressão dos rentistas pelo aumento dos juros, entre outros.
Apesar disso, os números da atual conjuntura evidenciam que ainda estamos em pé:
• No primeiro semestre de 2014, houve aumento salarial em 93% das convenções coletivas, com ganhos reais entre 1% e 3%.
• O preço da cesta básica caiu nas 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre julho e agosto (-7,69% a -0,48%).
• O Índice do Custo de Vida do Dieese, na cidade de São Paulo, variou 0,68% em julho e 0,02% em agosto, arrefecendo.
• O mercado de trabalho formal criou mais de 100 mil postos de trabalho em agosto.
• O comércio calcula que serão criadas mais de 135 mil vagas no final do ano.
• O BC estimou a variação positiva do PIB para julho em 1,5% e indicou trajetória de queda da inflação.
• A atividade produtiva da indústria cresceu 0,7% em julho.
A ciência dos números é insubstituível para dar qualidade ao debate público e apoiar um olhar criterioso sobre a dinâmica da realidade. O desafio é correlacionar as informações para produzir o conhecimento e compreender a realidade.
Clemente Ganz Lúcio é sociólogo, diretor técnico do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES)
Soraya Misleh
Nas eleições gerais deste ano ao Sistema Confea/Creas, a se realizarem em 19 de novembro próximo, o SEESP e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) já decidiram quais candidatos apoiarão. O tema foi colocado em pauta em reunião dessa última entidade realizada na sede do sindicato, na Capital, no dia 26 de setembro. Além de José Tadeu da Silva à Presidência do conselho federal (ver quadro), em São Paulo, o nome consensuado foi de Francisco Kurimori, que disputa a reeleição ao órgão regional.
O mandato é de três anos e se iniciará em 1º de janeiro de 2015. Na oportunidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP, destacou que os apoios vão ao encontro da defesa da profissão e do engenheiro. “Tenham certeza que queremos cerrar fileiras e estar juntos, tentando fazer o Brasil melhor, mais justo e mais presente”, salientou.
Saudando a adesão a sua campanha por essas entidades, Kurimori garantiu: “Estamos preocupados com a valorização da nossa classe.” Assim, afirmou: “Será um prazer trabalhar com o sindicato, como já fiz nos três anos desse mandato, com vários diretores atuando junto comigo, vários coordenadores de câmaras, de comissões.” Ele revelou uma de suas ações em prol da representatividade do SEESP junto ao
Crea-SP: devolver as vagas dos conselheiros “tiradas anteriormente”, o que reduziu o número de membros do sindicato no plenário de 30 para em torno de 17. “Tivemos a oportunidade de retomar uma negociação e as ampliamos para 31.”
Para a próxima gestão, apresentou como uma de suas propostas a modernização do Crea. “Será uma quebra de paradigma imensa, vamos transformar o órgão num prestador de serviços. Temos o privilégio de ter o cadastro dos 500 mil profissionais registrados, 60 mil empresas, centenas de universidades, cursos técnicos, para tecnólogos, entidades associativas e sindicais, só que esses entes não atuam em conjunto. Vamos fazer a integração entre eles.”
Plano de trabalho
A proposta é de implementação do “Market Place da Engenharia e da Agronomia”, como consta em seu plano de trabalho. Além disso, está entre suas metas a informatização da fiscalização do exercício profissional e da gestão administrativa, de modo a garantir transparência nesses processos.
O programa de gestão inclui, além de compromissos, prestação de contas da gestão 2012-2014. Nesse sentido, revela: “Modernizamos o sistema. Contratamos um Data Center que nos permite agora trabalhar com um software de gestão de documentos em uma velocidade de internet ampliada, de oito para 150Mb. Já concluímos a digitalização de mais de 2 milhões de documentos.” Quanto à transparência, sob o comando de Kurimori, receitas financeiras mensais, transferências para o Confea e a Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais, salários dos funcionários, ressarcimentos e processos licitatórios passaram a estar disponíveis no site do conselho regional.
Além disso, destaca o plano de trabalho, o Crea-SP organizou “comissões de funcionários, profissionais, empresas, conselheiros, inspetores, entidades e terceirizados para implantar o atendimento online e a fiscalização eletrônica”. Uma preocupação que vai ao encontro da gestão participativa do órgão que Kurimori promete dar continuidade.
Sobre valorização profissional, seu compromisso, conforme descrito no plano de trabalho, é de defesa da ética profissional, “combatendo os caneteiros e os falsos profissionais”; fortalecer os programas “Crea Jovem” e de “Equidade de Gênero”; continuar a investir na melhoria da fiscalização informatizada; e promover o aperfeiçoamento de profissionais e funcionários com a criação da Universidade Crea-SP.
Também está previsto seguir avançando na descentralização do órgão, com “construção, reformas, adequações e ampliações de novas unidades”. Entre 2012-2014, segundo a prestação de contas apresentada, deu-se início, “pela primeira vez”, à construção de unidades próprias em atendimento “aos mais modernos princípios de padronização visual, acessibilidade e sustentabilidade”. Além disso, “aumentamos o número de inspetores, de 700 para mais de 1.800, atingindo a quase 100% dos municípios”. Constam, entre outros, ainda a continuidade de parcerias com entidades de classe e o apoio às representações institucionais do Crea-SP. Para ler o plano de trabalho completo e saber mais sobre a experiência de Kurimori, acesse http://www.kurimoricrea2015.com.br.
Experiência e união para fortalecer o Confea
“Construir o Sistema que queremos é nosso compromisso.” É o que afirma em sua página no Facebook o candidato à reeleição a presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), José Tadeu da Silva. Destacando a importância da união para o fortalecimento da categoria, esse engenheiro civil promete dar continuidade à valorização profissional, defesa do piso, informatização e modernização do Sistema. Por essa razão, conta com o apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e de suas entidades filiadas, entre as quais o SEESP.