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Murilo Pinheiro*

Interrompendo o debate que vinha acontecendo com representantes da engenharia e do setor produtivo, o governo definiu em 22 de fevereiro último as regras para conteúdo local mínimo exigido para as empresas que participarem dos próximos leilões para exploração de gás e petróleo. Estabelecendo uma redução média de 50% nos diversos itens, na prática, o comitê interministerial responsável pela medida pode ter excluído a indústria nacional dos futuros empreendimentos. Isso principalmente porque, ao fixar padrão global de 25% para meios flutuantes (plataformas e navios de apoio), permite às petroleiras cumprirem a norma sem comprar qualquer máquina ou equipamento nacional, lançando mão apenas de serviços com baixo valor agregado e sem tecnologia.

Tal decisão prejudica o País no curto prazo, pois deve provocar dezenas de milhares de demissões no setor industrial, que se verá sem a importante demanda da área de petróleo. Nossa estimativa é que nessa dizimação da área técnica, percam-se cerca de 5 mil engenheiros dos mais qualificados. Ou seja, agrava-se o desemprego num momento em que esse já atinge 13 milhões de trabalhadores no Brasil.

Porém, ainda pior é o potencial que essa determinação, tomada sem levar em conta os alertas feitos pela engenharia brasileira, tem de prejudicar os nossos anseios de desenvolvimento nacional. Afortunado por possuir reservas importantes de petróleo, o Brasil teve a competência também de desenvolver tecnologia de ponta para explorar essa riqueza. Mas não podemos ser simplesmente exportadores de óleo bruto para que outros países usufruam a riqueza que o setor pode gerar. Devemos aproveitar essa oportunidade para o nosso desenvolvimento tecnológico e industrial, para gerar empregos de qualidade e boas condições de vida a nossa população.

Ou seja, mais que lamentar tal encaminhamento por parte do governo brasileiro, precisamos nos mobilizar para reverter essa decisão. A Engenharia Unida, mobilização dos profissionais da área tecnológica e das inúmeras entidades que os representam, nasceu como alternativa para contribuir na busca de saídas à crise que assola o Brasil. No momento, um foco dessa ação é certamente a defesa da indústria nacional e do papel que pode ter no importantíssimo setor de petróleo e gás.

Ainda, é preciso preservar a Petrobras como fundamental empresa brasileira com capacidade de fazer e induzir investimentos de relevância para criar movimentos positivos na economia. E, por fim, é necessário que as grandes empresas nacionais voltem a atuar e a empregar. É preciso que a punição por crimes cometidos recaia sobre os responsáveis, não sobre o conjunto da sociedade brasileira.

 


Murilo Pinheiro é presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do SEESP

 

 

 

 

 

Os primeiros meses de 2017 estão, indubitavelmente, marcados por dificuldades econômicas, com destaque para o desemprego, e ameaças a direitos, como as propostas de reforma da Previdência Social e da legislação trabalhista.

Também na mira dessa metralhadora giratória está a engenharia nacional, que pode se ver sucateada se não houver medidas que propiciem a sua participação qualificada em empreendimentos e projetos de monta. Para o SEESP, este cenário indica claramente a necessidade de seguir trabalhando. Sem espaço para o desânimo, nossa participação deve ser ainda mais qualificada e intensa para que possamos dar contribuição decisiva à reversão do quadro negativo.

Tal perspectiva guia a atuação de nossa entidade de forma integral em todo o Estado de São Paulo. Em visitas realizadas às nossas delegacias sindicais, iniciadas em meados de janeiro e que devem prosseguir até a primeira semana deste mês, essa disposição de buscar resultados em benefício da categoria, do conjunto dos trabalhadores e da população brasileira ficou bastante clara. Nossos dirigentes, distribuídos pelas 25 cidades em que o SEESP mantém subsedes, além da Capital, estão prontos a enfrentar o desafio de superar a grave crise que aflige o Brasil e se faz sentir em todas as localidades.

Um ponto central na estratégia de ação do SEESP é lutar pela valorização dos engenheiros. Isso significa defender remuneração justa, condições de trabalho adequadas, acesso a atualização profissional e reconhecimento de seu saber técnico. Porém, também implica afirmar nosso protagonismo nas questões nacionais que dizem respeito à engenharia. E um plano nacional de desenvolvimento é tema de nosso interesse com prioridade. Por isso mesmo, o nosso sindicato, juntamente com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), vem se fazendo presente nos debates fundamentais para se definir que modelo de País teremos: soberano e próspero ou subalterno e pobre. Uma dessas questões é a discussão quanto à exigência de conteúdo local na definição das regras para as próximas licitações para exploração de petróleo e gás no Brasil. Diante da proposta do governo de reduzir os índices de contratação nacional, a FNE, juntamente com outras entidades de engenharia e representantes da indústria, vem se mobilizando e reivindicando que essa posição seja revista (leia matéria na página 5). Precisamos evitar esse prejuízo e garantir que a riqueza do petróleo seja também traduzida em desenvolvimento econômico, social e tecnológico.

8 de março – A busca por igualdade de gênero e emancipação feminina, de forma a garantir às mulheres plenos direitos e cidadania, é certamente uma agenda permanente. Contudo, o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é momento propício para nos lembrarmos de quão essencial é essa pauta para construirmos uma sociedade sem discriminação, exclusão e violência. Viva a luta das mulheres, da qual fazem parte todos que acreditam em justiça social.


90 Murilo
Eng. Murilo Pinheiro
Presidente

 

 

* Editorial publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, Edição 501, de março de 2017

 

 

 

 

 

“O que nos une é um projeto de Brasil.” Assim o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL) resume a ampla e variada representação durante a segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, à qual coordena. Realizado nesta quinta-feira (9/02) em Brasília, com a presença de diversos parlamentares e lideranças da área produtiva e tecnológica, entre as ações prioritárias, o encontro apontou a necessidade de barrar iniciativa que coloque em risco a garantia de conteúdo local no próximo leilão da Petrobras.

Nessa linha, entre três requerimentos aprovados, um deles é para realização de audiência pública com o propósito de debater sobre empresas convidadas pela empresa para construção da unidade de processamento de gás natural do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os outros dois permitem instalar audiências para debater sobre obras inacabadas e a malha ferroviária brasileira, esta última programada para começo de março e com o subsídio de um documento entregue a Lessa pela diretora da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) Clarice Soraggi. Já o Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) passou às mãos do parlamentar documento sobre a Lei de Licitações (8.666/1990), cujas mudanças encontram-se em discussão no Congresso Nacional. 


Fotos: Rita Casaro
Reunião da Frente teve participação em peso de parlamentares, representantes sindicais e empresariais.

Já à abertura, Murilo Pinheiro, presidente dessa entidade e do SEESP, expressou a preocupação central durante o ensejo, ao ler o Manifesto à Nação brasileira. No documento, a posição clara da engenharia: “Representamos aqui o conjunto de empresas instaladas no País, sem distinção entre o capital nacional e o estrangeiro. Não temos medo da competição. Não podemos, todavia, concordar com a exclusão sistemática das nossas empresas de processos licitatórios, como pode ocorrer na reativação das obras do Comperj, para a qual a Petrobras convidou apenas empresas estrangeiras, a menos que venham elas a operar no Brasil, gerar empregos e contratar máquinas e equipamentos fabricados aqui.” 

A busca por deixar de fora as companhias brasileiras soma-se a outros projetos considerados deletérios ao desenvolvimento nacional (confira reportagem em https://goo.gl/CEuTWx). “Acompanhamos o anúncio de uma série de medidas que parecem colocar em jogo o modelo pelo qual o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) funciona e financia o desenvolvimento nacional. Por exemplo, no comitê relativo ao conteúdo local, o representante dessa instituição e o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) perderam o direito a voto”, afirmou o diretor da Associação dos Funcionários do BNDES Arthur Koblitz.

Os participantes pretendem fazer gestões para impedir que decisões sejam tomadas a toque de caixa, por esse comitê do governo federal, o qual faz parte do Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor). 

À audiência, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, salientou que o movimento em defesa do conteúdo local e da engenharia nacional conseguiu adiar a próxima reunião do comitê para dia 16. “Temos que mobilizar o que for possível para um novo adiamento. A Noruega é rica em petróleo, exige conteúdo local na exploração da riqueza do Mar do Norte e hoje tem um dos mais elevados Índices de Desenvolvimento Humano. A Nigéria, com sua riqueza extraída pelos grandes fornecedores de petróleo dos Estados Unidos, sem um projeto de desenvolvimento, tem 70% da população abaixo da linha da pobreza. O que estamos discutindo é se teremos o modelo Noruega ou Nigéria”, enfatizou. Presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, lembrou que a China não permite o estabelecimento em seu território de nenhum conglomerado estrangeiro se não for mediante parceria para transferência de tecnologia. “Os Estados Unidos e o Canadá fazem isso. Não podemos deixar que nossa capacidade instalada seja desmontada, fazendo o saneamento financeiro da Petrobras e os acordos de leniência às empresas aqui instaladas necessários.” Na mesma linha, Arthur De Almeida Jr., da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), colocou que o que está em debate é se “a Petrobras faz parte do projeto nacional ou não”. Leonardo Urpia, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), destacou que propostas na contramão da defesa do conteúdo local, com desinvestimento e ingresso indiscriminado de empresas internacionais, vão retirar empregos e prejudicar o desenvolvimento. 

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) foi enfática: “Não podemos conviver com uma situação em que a engenharia esteja posta em risco, como está agora. Temos centenas de profissionais qualificados e empresas que precisam passar para o País as tecnologias desenvolvidas por nossas inteligências. Também queremos valorizar as mulheres que integram a engenharia nacional e reconhecer sua participação na área de ciência e tecnologia. Coloco-me à disposição nessa batalha. Na disputa pela exploração do petróleo no mundo, não podemos permitir que as empresas brasileiras sejam afastadas.” 

Excelente. Assim Murilo classificou a reunião, destacando: “Mostra o acerto da criação da frente e do apoio irrestrito da FNE a essa iniciativa. Continuamos o trabalho agora tendo como prioridade a discussão sobre o conteúdo local para os próximos leilões da Petrobras.” A próxima reunião em Brasília está prevista para meados de março.

A preocupação de todos que participaram da reunião da Frente foi com a retomada do crescimento do País,
para tanto necessário se faz investir na engenharia e no conteúdo local.

Presenças
Participaram ainda da reunião da Frente os deputados Leônidas Cristino (PDT-CE), José Carlos Aleluia Costa (DEM-BA), Assis Melo (PCdoB-RS), Chico Alencar (Psol-RJ), Luiz Sérgio (PT-RJ), Valdir Colatto (PMDB-SC), Edmilson Rodrigeus (PSOL-BA), Mauro Pereira (PMDB-RS), Carlos Zarattini (PT-SP), Rafael Motta (PSB-RN), Davidson Magalhães (PCdoB-BA), também da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras; o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), José Tadeu da Silva; os senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e Hélio José (PMDB-DF); e o ex-presidente do Clube de Engenharia, Raimundo de Oliveira.

 

Soraya Misleh
Comunicação SEESP
Com informaçoes de Rita Casaro

 

 

 

 

 

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Garantir a engenharia onde estão os problemas. Essa foi a tônica destacada na reunião na Delegacia Sindical do SEESP em São José do Rio Preto, em 7 de fevereiro último, com a diretoria executiva do sindicato. O presidente da regional, Amaury Hernandes, observou que várias questões enfrentadas hoje em obras se devem à falta de projetos bem estruturados e executados. Para ele, é necessária uma formação profissional qualificada e rigorosa da área tecnológica. 

O presidente Murilo Pinheiro fez uma explanação sobre os problemas atuais do Brasil, que padece de políticas econômicas focadas no desenvolvimento nacional, e as ameaças com as reformas trabalhista, previdenciária e sindical pretendidas pelo governo federal. “Vamos ter que trabalhar ainda mais contra as maldades que estão sendo colocadas para a classe trabalhadora”, avisou. Para ele, 2017 trará ainda mais preocupações e problemas do que o ano passado. “Temos que nos esforçar para continuar com a agenda propositiva e o otimismo que temos tido em nossas entidades.” 

Murilo defende a engenharia nacional como protagonista nas discussões de propostas e soluções à crise por que passa o País. Ele citou, como exemplo, o caso da cidade de Mariana, em Minas Gerais, que há um ano sofreu com o rompimento de barragem da Samarco. Com esse objetivo, o movimento Engenharia Unida, lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros, em março de 2016, vem se ampliando com a inclusão de mais entidades em prol da categoria e dos profissionais da área tecnológica. Nesse sentido, o presidente do SEESP destacou a importância de envolver entidades da região de São José do Rio Preto e os jovens estudantes da área nessa frente de debate e ação. 

Abrangência
A regional de São José do Rio Preto, que tem sede própria, abrange as cidades de Bady Bassitt, Fernandópolis, Guapiaçú, Ibirá, Icém, José Bonifácio, Mirassol, Monte Aprazível, Nova Aliança, Nova Granada, Nova Guanabara, Orindiúva, Paulo de Faria, Poloni, Potirendaba, Tanabi, Uchoa e Votuporanga. 

Presença
Participaram ainda da reunião os diretores da delegacia George Oda, Oswaldo Gomes da Silva Junior e Antonio Osmar Fontana; e o vice-presidente do SEESP João Carlos Gonçalves Bibbo e a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro, Marcellie Dessimoni.


Foto: Paula Bortolini
Qualificação profissional e projetos executivos de grandes obras são destaque de reunião na regional de São José do Rio Preto.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessora da Presidência – Paula Bortolini

 

 

 

 

À abertura da reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, que acontece na manhã desta quinta-feira (9/02), no Congresso Nacional, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Pinheiro, leu o manifesto "À Nação Brasileira", que reproduzimos abaixo:

"Entidades representativas da Engenharia deste signatárias e a direção da Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional manifestam sua preocupação com a contínua deterioração da nossa economia, o que acarreta dificuldades crescentes para empresas e trabalhadores, e propõem-se a uma atuação pública e conjunta no sentido de oferecer ao País alternativas que possibilitem superar a crise e retomar o desenvolvimento.

As compras governamentais – sejam de custeio, sejam de investimentos – passam por um processo deliberado de drástica contenção, asfixiando a demanda para a produção nacional. Por outro lado, a sobrevalorização do real desorganiza cadeias produtivas e dificulta a inserção internacional das empresas aqui instaladas. Na contramão das demais economias industrializadas, que dispõem de agências de investimento destinadas a alavancar a exportação de bens e serviços, aqui amesquinha-se o papel do BNDES como promotor do nosso desenvolvimento econômico e social.

Nesse quadro, é dramática a situação da nossa Engenharia. A Petrobras, âncora ao longo da sua história do nosso desenvolvimento industrial, responsável por cadeia de mais de 5.000 fornecedores nacionais e estrangeiros, está sendo dilapidada de ativos valiosos, vendidos sem transparência na “bacia das almas”, e passa a fazer coro com as petroleiras estrangeiras para combater políticas de conteúdo local indispensáveis à sobrevivência de empresas e de empregos, e também para prorrogar por mais 20 anos a maior renúncia fiscal da nossa história, o Repetro, quando se sabe quão difícil é a situação financeira da União e dos Estados, diante da queda contínua da arrecadação de impostos. O Brasil, ainda uma das dez maiores economias do mundo, não pode ser reduzido à condição de mero exportador de grãos, de carnes e recursos minerais. Abrir mão da sua base industrial nos remete novamente à condição de colônia.

Não somos xenófobos. Representamos aqui o conjunto de empresas instaladas no país, sem distinção entre o capital nacional e o estrangeiro. Não temos medo da competição. Não podemos, todavia, concordar com a exclusão sistemática das nossas empresas de processos licitatórios, como pode ocorrer na reativação das obras do COMPERJ, para a qual a Petrobras convidou apenas empresas estrangeiras, a menos que venham elas a operar no Brasil, gerar empregos e contratar máquinas e equipamentos fabricados aqui.

Urge a reorientação da política econômica, no sentido da redução mais rápida da taxa de juros, da racionalização da carga tributária e da retomada dos investimentos públicos, que possibilitem a recuperação da produção industrial e a recomposição do poder de compra das famílias, sob pena de crescer a insatisfação social e de levar à liquidação forçada do nosso parque industrial.

Conclamamos, assim, a sociedade a se engajar no combate ao desmonte da nossa economia, para permitir a retomada do nosso desenvolvimento econômico e social. O maior patrimônio de um povo é seu mercado que gera demanda, e mercado é população com emprego. Não queremos que o Brasil seja reconhecido como um simples exportador de commodities.

São Paulo, 23 de janeiro de 2017"

 

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, e diversos dirigentes da entidade participam nesta quinta-feira (9/2) da segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional. O encontro foi convocado pelo deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), que encabeça a iniciativa. Serão tratados, no encontro, a situação da infraestrutura nacional após dois anos de recessão e a retração nos investimentos públicos e privados. Deve entrar na discussão também a definição de conteúdo local para a próxima rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural, prevista para este ano.  

A Frente foi lançada em 22 novembro de 2016 para discutir a situação da infraestrutura nacional e para propor solução aos  gargalos que impedem avanços nas obra e projetos de caráter público e privado. Entre os temas que serviram como base para a constituição da iniciativa constam retomada de obras públicas paralisadas, projetos relacionados à infraestrutura e recuperação de vários segmentos da economia brasileira, a exemplo da indústria de gás e petróleo.

A reunião será às 9h30, na Câmara Federal Anexo 2 – plenário 11.

Foto: Arquivo FNE

Primeira da reunião da Frente ocorreu no dia 14 de dezembro de 2016.

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

O trabalho de organização dos engenheiros paulistas prosseguiu nesta segunda-feira (6/02) em reuniões realizadas nas delegacias sindicais do SEESP em Alta Mogiana-Ribeirão Preto e em Franca. A diretoria executiva, desde o dia 13 de janeiro último, vem se reunindo com as lideranças regionais da categoria no sentido de definir um planejamento de atividades e ações em 2017 em prol dos profissionais e do desenvolvimento do País, com ênfase na criação de oportunidades de emprego no Estado de São Paulo. 

Murilo Pinheiro, presidente do SEESP, acompanhado do vice-presidente João Carlos Gonçalves Bibbo e da coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro, Marcellie Dessimoni, nos dois encontros, fez uma retrospectiva de como foi o ano de 2016 para a categoria, destacando alguns feitos importantes tanto do sindicato como da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que congrega 18 sindicatos de engenheiros do País. As ações, esclareceu a liderança, tiveram o objetivo de se contrapor ao clima de pessimismo vivido pelo País. Salientou Murilo que as duas entidades apresentaram uma agenda positiva cujo foco foi o desenvolvimento nacional para gerar emprego e renda para os engenheiros e demais trabalhadores. 

Nesse sentido, o movimento Engenharia Unida teve papel fundamental no chamamento às entidades representativas dos engenheiros, desde sindicatos, associações ao Sistema Confea/Creas em torno de uma pauta comum, cujo carro-chefe é o fortalecimento da indústria nacional, da ciência, da tecnologia, da inovação. A Engenharia Unida, informou Murilo, também está engajada na ação que reúne entidades representativas do setor produtivo nacional em defesa da Petrobras e da participação das empresas brasileiras em licitações públicas e de adoção de políticas de conteúdo local em compras do governo. 

Murilo mostrou que o sindicato vem trabalhando no sentido oposto à desmotivação, por isso ressaltou o pioneirismo na criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que, desde 2015, vem oferecendo a graduação em Engenharia de Inovação e cursos de pós e especialização em diversas áreas ligadas à área tecnológica. 

Mobilização contra maldades
Da mesma forma que a engenharia precisa estar atenta à macropolítica econômica do País, Murilo destacou que os profissionais da área também precisam estar presentes nas lutas que ocorrerão em 2017 contra as reformas trabalhista, previdenciária e sindical pretendidas pelo Governo Temer. “Não temos dúvida que devemos cerrar fileiras contra os ataques aos direitos constantes na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e ao atual regime previdenciário e de assistência social. Os jovens dificilmente conseguirão se aposentar com as alterações pretendidas”, observou. 

As direções das regionais também fizeram um relato das atividades locais e concordaram que a ação sindical deve ser ainda mais reforçada neste ano, assim como incentivar a participação dos jovens estudantes e profissionais da área no sindicato. Especificamente na delegacia de Franca, onde é grande o número de engenheiros lotados na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), foram levantadas questões específicas sobre a área. O vice-presidente Bibbo destacou a conquista do piso salarial e de todas as ações que vêm sendo feitas em prol da valorização do profissional. 

Presente à reunião de Franca, o presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Engenheiros Agrônomos (Aerf), Ercel Ribeiro Spinelli, realçou a importância do movimento Engenharia Unida, como sendo algo que a categoria da região sempre quis ouvir, com questões concretas voltadas a políticas de crescimento. “Estamos juntos nessa linha e ficamos à disposição”, disse.

Presença
Na reunião de Alta Mogiana-Ribeirão Preto participaram o presidente local Nelson Martins da Costa e os diretores Luiz Gonzaga de Freitas Filho, Carlos Henrique Silva, Abadia Donizete Rezende, Fábio Dias Baptista e Antonio Sérgio Ignacio. Em Franca, o presidente local Marcos Marcelino de Andrade Cason e os diretores José Chozem Kochi e Antonio Carlos Gianotti e os engenheiros da Sabesp Alex Henrique Veronez, Marcos Aurélio Garcia, Maria de Fátima Brito Ferreira e José Marcius Marson Guidi e José Luis Rodrigues Alves, da Enge-Tetos.

Abrangência
Confira as cidades abrangidas pelas delegacias sindicais. Alta Mogiana: Altinópolis, Barrinha, Brodowski, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Cravinhos, Dumont, Guariba, Guatapará, Jaboticabal, Jardinópolis, Luiz Antonio, Monte Alto, Pitangueiras, Pontal, Pradopolis, Ribeirao Preto, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa do Viterbo, Santo Antonio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho, Taquaral. Franca: Patrocínio Paulista, Itirapuã, Pedregulho, Restinga, Cristais Paulista e Rifaina.

Fotos: Paula Bortolini
Em Alta Mogiana, diretores discutem a intensificação da luta em defesa do engenheiro.

Participação em peso dos engenheiros da Sabesp na reunião de Franca.
 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informação da assessora da Presidência, Paula Bortolini

 

 

 

 

João Guilherme Vargas Netto *

Há hoje dois pontos de vista que perturbam os dirigentes sindicais e fazem que eles se desorientem sobre o que deve ser feito e como fazê-lo.

O primeiro deles é ver – sem olhar crítico – tudo aquilo que “querem” que seja visto, na forma e nas colorações que “querem” dar à visão.

O outro é não ver – com o olhar indignado – o que se passa em volta, na vida diária e sofrida dos que nos são próximos ou pertencem à base da nossa representação.

Ver somente o que “querem” que se veja ou não ver aquilo que nos rodeia compõem o duplo cego. Um é cego de antolhos, o outro é cego mesmo.

Tomemos o caso do desemprego e dos desempregados.

Querem que vejamos a tragédia com olhos de estatísticos preocupados com a fraudulenta exatidão dos números e aceitemos a fatalidade do quadro.

Ao mesmo tempo não vemos a situação dramática dos desempregados, nossos semelhantes, nossos irmãos.

Não nos emocionamos e não nos indignamos com a tragédia social que nos enluta mais que mil deslizamentos de terra, mil quedas de avião, mil degolamentos em presídios e mil mortes de teoris.

Embora, com justa razão, o movimento sindical tenha como um dos eixos de sua ação a luta contra a recessão, pelo abaixamento de juros e pela retomada do desenvolvimento, o terror estatístico dos números do desemprego não pode nos levar a pasteurizar a luta para diminuir as agruras e sofrimentos dos desempregados.

A Frente Contra o Desemprego das entidades sindicais paulistanas que, de maneira articulada, unitária, paciente e persistente, pretende lutar contra o desemprego em São Paulo, precisa urgentemente concentrar-se naquela ação que pode, no curto prazo, representar isto: a efetivação do passe livre para o desempregado, que já é lei e precisa apenas ser regulamentada.

Esta ajuda concreta aos milhões de homens e mulheres desesperados pode ser o início de uma verdadeira e consequente plataforma paulistana de combate à catástrofe social do desemprego.

Eu me emocionei quando vi no Jornal Nacional o choro da jovem mãe desempregada e em busca de emprego que, tendo gasto dois reais em um cartório, não tinha dinheiro para voltar de ônibus para casa.

 

João boneco 80
* João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

 

 

 

 

 

 

A historinha é muito conhecida e vou resumi-la de uma maneira publicável.
Alguém pisou forte no pé de alguém, que então disse:
- Dou meia hora para você tirar seu pé de cima do meu!

Alguns comportamentos de dirigentes sindicais na luta de resistência às reformas pretendidas pelo governo estão sendo muito semelhantes ao comportamento do dono do pé pisado na historinha.

Mas, a hora agora é a de organizar a resistência em massa, mobilizando a base CONTRA as reformas. Somente depois de demonstrado, à sociedade e ao governo, o nosso poder de mobilização e o nosso veto, é que se pode e se deve pensar a respeito das negociações a serem feitas no Congresso Nacional, com as lideranças partidárias e no corpo a corpo com os deputados e senadores.

Discutir hoje as mil e uma peripécias e peculiaridades da negociação futura (se ela houver, quando e como houver) corresponde a “dar a meia hora” para se contrapor à agressão.

Até mesmo porque, dos quatro eixos de ação sindical, o eixo da resistência contra as reformas é o que exige mais presteza, mais concentração de esforços, mais unidade, mais clareza e maior determinação de objetivos. É o eixo capaz de, no curto prazo, atrair, mobilizar e organizar massas de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, dando força ao movimento sindical.

A base sindical organizada quer ouvir, para acreditar e retransmitir, o retumbante grito de “nenhum direito a menos”, que garantiu a unidade de ação das centrais sindicais, das confederações e dos dirigentes e marca o estágio atual da resistência. Não quer ouvir dos dirigentes os leguleios e as contemporizações; bastam os do governo e do Jornal Nacional.

Está na Bíblia: seja o seu sim, sim; seja o seu não, não. Todo o resto vem do Maligno.

 

* João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical



Para reforçar a organização e ação sindical dos engenheiros em 2017, a diretoria executiva do SEESP, desde 13 de janeiro, vem realizando reuniões com os dirigentes das delegacias sindicais, no interior paulista, que somam 25. No dia 30 último, no período da tarde, o presidente Murilo Pinheiro conversou com o pessoal das regionais de São Carlos e Araraquara. Nas duas ocasiões, ele destacou os eventos e ações realizados em 2016, como o encontro da Engenharia Unida, em Barra Bonita (SP), um esforço dos profissionais da área, juntamente com suas diversas representações, para propor saídas à crise por que passa o País. Por isso, Murilo conclamou os participantes das duas reuniões a atuarem fortemente na região, agregando entidades e profissionais, fortalecendo a delegacia e realizando atividades que demonstrem o papel do SEESP.

No ano que se inicia, prosseguiu a liderança, a agenda dos engenheiros já está agitada com a realização de reuniões com parlamentares, representantes do governo federal e do estado paulista. O foco, ressalva Murilo, é a retomada do crescimento econômico para a geração de emprego para os engenheiros e outras categorias. Nesse sentido, o presidente da regional de São Carlos, Miguel Guzzardi Filho destacou a iniciativa certeira da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em criar o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, em 2006. “Um trabalho que levanta há anos importantes pontos da engenharia nacional, com projeções de crescimento e desenvolvimento, participando ativamente da sociedade”, disse Guzzardi Filho.

Já Mario Luiz Donato, à frente da delegacia de Araraquara, levantou duas vertentes que causam muita preocupação para a categoria, são eles: a ferrovia e o setor de energia elétrica, sob as quais, informou, a delegacia foi estruturada, não existem mais. “Por isso, precisamos ter novas entradas de atuação junto aos nossos profissionais e às universidades, numa aproximação importante com os jovens”, defendeu Donato.

Murilo observou que o sindicato é o instrumento legítimo para defender as reivindicações em defesa dos profissionais e da engenharia nacional. Para o dirigente, existe a necessidade de a categoria participar ativamente do planejamento e projetos nacionais, levar as ideias para que os governantes possam voltar a ver o papel protagonista da profissão. “O sistema e as entidades precisam estar presentes, atuarem realmente nas questões da área tecnológica.”

Contribuição ao Brasil
Murilo salientou a contribuição que o SEESP está dando ao País com o primeiro curso de Engenharia de Inovação oferecido pelo Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec). “Somos a primeira entidade sindical a ter uma faculdade e ajudando na formação de mão de obra altamente qualificada.” Ainda sobre qualificação e educação, Murilo lembrou que a cidade de São Carlos era o berço da tecnologia, de expertise em inovação e desenvolvimento tecnológico, um potencial, explicou, que deve ser usado pela delegacia da região.

Participaram das reuniões, pela executiva, os vice-presidentes João Carlos Gonçalves Bibbo e Carlos Alberto Guimarães Garcez e o 3º secretário Edilson Reis; e a coordenadora do Núcleo Jovem SEESP, Marcellie Dessimoni. E os diretores regionais de Araraquara José Luiz Dourado, Walter Marques Malavolta e Tiago Santiago de Moura Filho. Já em São Carlos, participaram os diretores regionais Marcos Antonio Pierri (1º vice-presidente), João Sergio Cordeiro (2º vice-presidente), José Antonio Zerbetto e Fábio de Santi; e o presidente e diretores da Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (Aeasc), respectivamente, Douglas Barreto e Everton Gianlorenço e Ademir Zanota. Ainda compareceram o secretário municipal de Planejamento e Gestão de São Carlos, Roberto Paulo Valeriani Ignatios, e seu chefe de gabinete Carlos Augusto Colussi.

Abrangência
A delegacia sindical de Araraquara, que tem sede própria, abrange as cidades de Boa esperança do sul, Gavião Peixoto, Nova Europa, Rincão, Américo Brasiliense, Santa Lúcia, Tabatinga, Matão, Monte Alto e Taquaritinga. Já a de São Carlos, Ibaté, Ribeirão Bonito, Descalvado, Brotas, Pirassununga, Porto Ferreira.

Em São Carlos, reunião ampliada conta com dirigentes de associação e da prefeitura local.

 

Araraquara discutir formas para atrair mais profissionais e jovens à ação sindical.
 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Paula Bortolini - assessora da Presidência

 

 

 

 

 

 

No quadro enlouquecedor das demissões o que sobra, depois da liquidação de milhares de empregos, são as grandes empresas, onde o facão cortou, mas não as destruiu como faz com as outras, as pequenas e médias.

Assim acontece na indústria, no comércio e nos serviços, mas não acontece na construção civil e nas grandes obras públicas.

Nestes setores o facão, ao cortar os empregos, faz desaparecer também os grandes canteiros e os grandes empreendimentos. É bomba arrasa-quarteirão.

Exatamente por conta disso os índices de desemprego saltam por degraus bem altos na construção civil, afetando poderosamente os indicadores gerais.

Se a construção civil e a construção pesada são, nas vacas gordas, umas das maiores portas de entrada para o mundo do trabalho formalizado, com investimentos públicos e privados e crédito direcionado, o inverso acontece nas vacas magras, sem obras públicas, sem investimentos privados e com escassez de crédito e de recursos estatais. O desemprego campeia, as grandes empresas baqueiam e os canteiros são fechados.

Portanto, as direções sindicais da construção civil e da construção pesada têm uma responsabilidade acrescida na luta contra o desemprego e contra as demissões nos quatros eixos da ação sindical: de resistência, produtivista, das campanhas salariais e do atendimento às dificuldades dos trabalhadores.

O movimento sindical na construção pode e deve, como contribuição maior à luta geral, organizar com enorme repercussão positiva a ocupação simbólica, um abraço ou um rolê nas grandes obras paradas, demonstrando para a sociedade a irracionalidade da situação e a necessidade urgente da retomada dessas obras, estancando o desperdício que a sua paralisação acarreta. Um mapa das grandes obras paradas, nas cidades ou no interior, pode ser um guia para organizar essas lutas de imensa visibilidade.

Estas foram uma ideia forte e uma tática de luta propostas pelas direções sindicais dos trabalhadores da construção – municipais, estaduais, nacionais e internacionais – no recente seminário de planejamento de lutas em 2017, organizado pela Feticom-SP (federação estadual dos trabalhadores em construção e mobiliário), em Mongaguá.

 

* João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

Em 24 de janeiro último, foi realizada a sétima reunião da diretoria executiva do SEESP com os integrantes das delegacias sindicais do interior paulista, que compreendem 25 ao todo. Desta vez foi com a regional do Alto Tietê, que abrange as cidades de Mogi das Cruzes, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Suzano, Poá, Guararema, Salesópolis, Biritiba Mirim e Santa Isabel. Entre os assuntos abordados, conjuntura nacional, organização sindical dos engenheiros e a defesa dos interesses do País e da Petrobras.

O presidente do SEESP Murilo Pinheiro, à abertura do encontro, fez uma digressão sobre o ano passado em termos de ações do sindicato e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), todas em prol da valorização profissional e da retomada do crescimento do País e das dificuldades enfrentadas. “Foi um ano difícil, mas conseguimos apresentar uma agenda positiva à sociedade, participando de mais de 400 eventos e atividades, dentro do sindicato e fora também”, ressalvou. Todavia, prosseguiu a liderança, não temos um horizonte diferente em 2017, fato que “nos exigirá ainda mais trabalho e organização”. 

Dentro desse esforço Murilo destacou a importância das delegacias sindicais atuando ainda mais para mobilizar e organizar os profissionais, assim como estabelecer canais de diálogo com as prefeituras locais no sentido de mostrar que a engenharia tem um acúmulo importante de discussões e propostas aos diversos problemas existentes nas cidades. “2017 exigirá de nós mais coragem, foco e realização. Precisamos de tudo isso para crescer”, apontou. Presidente da delegacia, Mário Edison Picchi Gallego informou que a regional já está em contato com os dez novos prefeitos dos municípios que compõem a regional para levar o projeto “Cresce Brasil – Cidades” – a última atualização do projeto da FNE, lançada no ano passado – e mostrar que o sindicato está à disposição das administrações municipais.

Petrobras e reformas
Outro ponto destacado por Murilo foi o movimento que está sendo organizado e engrossado por uma gama enorme e representativa da indústria nacional e das entidades ligadas aos engenheiros em todo o Brasil, como o Sistema Confea-Creas, que teve o “pontapé” inicial em reunião realizada na sede da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na capital paulista, em 23 de janeiro último. “A FNE também está à frente dessa movimentação porque entende que a engenharia e as empresas não podem ser punidas no caso da Petrobras”, observou, referindo-se a recente licitação lançada pela petrolífera brasileira convidando apenas empresas estrangeiras. “Não podemos ficar calados frente a esse ataque aos interesses nacionais. Estamos falando dos empregos dos nossos profissionais, principalmente.”

As reformas trabalhista, previdenciária e sindical pretendidas pelo Governo Federal também devem ser motivo de grande preocupação e apreensão para o sindicato, advertiu Murilo. “Temos uma metralhadora giratória voltada para nós. A sociedade espera que nós, com a nossa reserva moral e técnica, estejamos também nessa frente de batalha. Temos propostas para a retomada do crescimento e saída da crise.” Foi com esse propósito, inclusive, que 2016 também viu a organização do Engenharia Unida, cujo ápice foi a realização do encontro nacional de Barra Bonita (SP), em novembro último, com a participação de diversas lideranças sindicais, empresariais e políticas. “É só com muita organização que poderemos enfrentar as dificuldades institucionais, políticas e econômicas do País.” 

Murilo também lembrou a vitória da categoria com a constituição da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, no final de 2016, cujo mentor é o deputado federal, e também engenheiro, Ronaldo Lessa (PDT-AL). “É mais um espaço que temos para apresentarmos nossas propostas e ajudar no debate das principais questões do Brasil.”

Presentes
A reunião contou, ainda, com a participação dos vice-presidentes da regional Gley Rosa e Eduardo Camargo Afonso, do 2º secretário José Uilson Rodrigues e dos 1º e 2º tesoureiros Luiz Fernando Ussier e Milton Ribeiro Campos Filho; do 3º secretário do SEESP Edmilson Reis; e dos profissionais Cássia Afonso e Luis Carlos Barbosa.


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações de Rita Casaro

Dentro do esforço do movimento Engenharia Unida em defesa da retomada do crescimento do País com a geração de emprego e renda, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e diversas entidades, como o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o Clube de Engenharia, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e os sindicatos nacionais da indústria da Construção Pesada (Sinicon) e de empresas de consultoria (Sinaenco) e a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se reúnem no próximo dia 23 de janeiro, às 10h, na capital paulista. Em pauta: a retomada do desenvolvimento, com ênfase na indústria, e o caso da licitação aberta pela Petrobras apenas para empresas estrangeiras para a construção de unidade do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), alijando do processo as empresas nacionais.

 

 Ilustração MaringoniMaringoni Petrobrás

O encontro contará também com a participação do presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), que já se posicionou contrário ao certame da petrolífera: "Uma empresa brasileira tem que ficar de joelhos para uma firma internacional para poder entrar e trabalhar no seu próprio país, esse é um precedente perigoso politicamente e uma política antinacionalista.”

A reunião será na sede da Abimaq, que fica Avenida Jabaquara, 2925, Mirandópolis.

Proibido para brasileiros
A licitação da Petrobras diz respeito à retomada das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no Comperj, em Itaboraí. Em nota publicada em seu site, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) lamenta que “o otimismo e a expectativa em torno da UPGN, que seria a única obra prevista para o Plano de Investimentos 2015-2019, parecem submergir depois das incertezas do ano passado”. E continua: “E há uma razão forte para isso: a Petrobras acaba de enviar convites para 30 empresas estrangeiras participarem da licitação. Ao mesmo tempo em que se comemora a possível retomada, há também a decepção por nenhuma empresa brasileira ter sido convidada para participar do processo. Se elas participarem deste empreendimento, terão que se associar às empresas internacionais.”

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, foi entrevistado pela publicação “Conselho em Revista”, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea-RS), edição 117, de novembro e dezembro de 2016. Entre outros temas, a liderança dos engenheiros discorreu sobre diversos temas importantes para os profissionais e para o Brasil, como as prioridades da entidade para o ano de 2017, o projeto Cresce Brasil, os gargalos na infraestrutura nacional.

Sobre como manter a engenharia forte e unida diante do cenário social, político e econômico do Brasil, Murilo observou que é “exatamente por vivermos um momento de crise faz-se ainda mais necessária uma engenharia forte e unida (...) é extremamente importante para a categoria e para o País que a engenharia dê a sua contribuição qualificada para encontrarmos saídas às dificuldades enfrentadas”.

Para ele, depois de um período de crescimento fantástico do mercado de trabalho (entre 2003 e 2013 o emprego formal na área cresceu 87%), desde 2014 as demissões vêm superando as admissões. “Portanto, não faltam profissionais. Hoje, estão faltando oportunidades. Com relação à qualificação, os engenheiros brasileiros estão entre melhores do mundo, não há dúvida com relação a isso”, salientou.

Leia a entrevista completa aqui.


Revista CreaRS

 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional apresentará à Comissão Externa da Câmara Federal que acompanha a situação das obras paradas no País propostas nas áreas de legislação e de projetos a fim de contribuir nas ações para a retomada desses empreendimentos. A iniciativa foi definida na primeira reunião da Frente, realizada nesta quarta-feira (14/12).

 

Foto: Paula Bortolini/Assessora da Presidência
Frente Engenharia 141216 600 
Murilo (à esq.) integra mesa dos trabalhos da primeira reunião da Frente.
 

A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional foi lançada em 22 de novembro com o objetivo de debater e propor soluções, no âmbito do Congresso, aos gargalos que o Brasil enfrenta, de forma a acelerar medidas que ajudem na recuperação da economia e da infraestrutura.

Durante a discussão, o presidente da frente, deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), chamou a atenção para o prejuízo provocado pelas obras inacabadas espalhadas pelo território nacional. “As obras paradas têm custo elevado e quem paga é a sociedade brasileira”, afirmou.

Presente à reunião, o presidente da Comissão Externa da Câmara que trata desse tema, deputado Zé Silva (SD-MG), informou que os órgãos do governo federal não sabem ao certo a quantidade dos empreendimentos públicos ou públicos em parceria com a iniciativa privada que estão paralisados. Segundo ele, há uma estimativa de que as obras paradas sejam cerca de 5 mil. A partir dessa avaliação preliminar, ele está propondo a criação de um sistema de controle de obras paradas.Silva chamou a atenção para o fato de várias empresas da construção estarem falindo ou reduzindo as atividades diante da paralisação das obras por parte do governo federal.

Integrando a mesa dos debates, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, ressaltou que “a obra mais cara é a obra parada”, enfatizando ser necessário que haja um cronograma e planejamento de retomadas desses projetos. Sobre as atividades da Frente Parlamentar, Murilo disse ser esse um fórum para o debate dos problemas que o País enfrenta e para a apresentação de soluções. “A crítica que tem que ser acompanhada de sugestões e de propostas para a saída dessa crise. E falar sobre a volta do crescimento e do desenvolvimento é falar através da área tecnológica.

A próxima reunião da Frente ficou agendada para 9 de fevereiro de 2017.

 

 

Luciana Otoni
Assessoria de Imprensa FNE

 

 

 

 

 

 

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