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O V Simpósio Internacional de Excelência em Produção: A Produção Inteligente, que acontece no próximo dia 20 de maio, em São Paulo, no Club Transatlântico, apresentará os principais tópicos atuais de produção e as inovações na faceta da Indústria 4.0. Com objetivo de produzir mais e com qualidade, as empresas precisam estar conectadas às tendências para, assim, desfrutarem dessas tecnologias e não serem ‘engolidas’ por elas.

Pensando nisso, a VDI-Brasil (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha), que tem como objetivo promover a cooperação técnica e tecnológica entre o Brasil e a Alemanha, adianta-se mais uma vez, com assuntos que são tendência, apresentando no seu já tradicional Simpósio Internacional de Produção temas únicos com a presença de palestrantes nacionais e internacionais com grande expertise no assunto. Dessa forma, a VDI-Brasil reafirma com suas atividades, que não só se preocupa com os avanços na tecnologia, mas também em encontrar soluções sobre como produzir mais, de forma eficiente e com o menor custo possível; garantindo a qualidade e, ainda, preservando o meio ambiente.

O evento é uma maratona tecnológica e ocorrerá em diferentes locais, sendo São Paulo no dia 20 (5ª edição), Joinville no dia 21 (2ª Edição) e Curitiba no dia 25 (primeira edição). Mais informações aqui.



Fonte: Assessoria de Comunicação da VDI-Brasil







MauroLourenco editadoQuem é do ramo sabe que, nos últimos anos, o Brasil vem importando cada vez mais produtos manufaturados, o que tem contribuído para o processo de desindustrialização, que significa o sucateamento ou destruição do parque industriall. Afinal, se a indústria local não fabrica produtos a preços competitivos ou fecha as portas, o mercado é obrigado a buscar lá fora o que precisa.

Obviamente, essa perda de competitividade do manufaturado nacional é reflexo dos elevados custos que cercam as operações de comércio exterior – mais de 30% dos custos das exportações são provocados por uma infraestrutura rodoferroviária deficiente e uma incipiente infraestrutura hidroviária.

Por exemplo, se uma indústria próxima à faixa litorânea está muito distante do porto de embarque, uma alternativa seria recorrer à cabotagem, mas neste modal os problemas não são menores. E o mesmo se dá se o importador precisa levar o seu produto de um hub portnacional para um porto mais próximo de seu galpão. Basta ver que no combustível dos navios de longo curso não incide Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), mas no bunker das embarcações que se limitam às águas brasileiras incide toda a carga de impostos, inclusive ICMS. E esse preço tem de ser adicionado ao custo final da operação.

Infelizmente, a situação tende a piorar, pois não se vê um plano amplo destinado a inserir o País no mercado internacional, além de iniciativas isoladas de promoção da marca Brasil em algumas feiras e exposições que quase sempre são empreendidas por associações de exportadores de determinado segmento, ainda que com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Diz-se isto porque, até agora, não se sabe de nenhuma obra para a construção de plataformas offshore capazes de receber navios com capacidade para 22 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

No entanto, os grandes armadores, em busca de melhores índices de competitividade, vêm construindo navios cada vez maiores, além de formar joint ventures internacionais que permitem o transporte de cargas de um número cada vez maior de armadores. E o Brasil não dispõe de portos preparados para receber esses navios, o que significa que pode ser excluído de muitas rotas.

Apesar de todos os problemas causados pelo uso excessivo do modal rodoviário – mais de 93% das cargas no Estado de São Paulo viajam em cima de caminhões –, o Porto de Santos ainda é o que oferece as melhores condições de escoamento. Acontece que o seu canal de navegação só suporta cargueiros de até 10 mil TEUs, em época de maré alta. Aprofundar seu calado de 15 para 17 metros é um risco a ser ainda avaliado porque pode comprometer estruturas antigas construídas à beira do canal do estuário e até causar desastres ecológicos. E, ainda assim, será só para receber cargueiros de até 14 mil TEUs. Continuar a negar a saída offshore é seguir na contramão do mundo.

 

 

* Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

 

 

 

 

 

 

 

A apresentação do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” foi o principal tema da audiência entre o governador Marcelo Miranda, de Tocantins, e representantes nacionais e estaduais, do ramo da engenharia, no último dia 25, no Palácio Araguaia, em Palmas, em audiência solicitada pelos presidentes do Crea-TO, Marcelo Costa Maia, e do Sindicato dos Engenheiros, Arquitetos e Geólogos do Tocantins (Seageto), Antônio Ciro Bovo. Lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), em 2006, o projeto nasceu como uma contribuição da categoria para o desenvolvimento sustentável com inclusão social.


Foto: Lia Mara/Secom
Tocantins governador 2 
Governador Marcelo Miranda recebe entidades representativas dos engenheiros
 

Durante o encontro, o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, entregou ao governador uma publicação que registra a história dos 50 anos da entidade. Agradecido, o governador ressaltou a importância e a missão da federação, do sindicato e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea–TO). “São entidades muito importantes para o desenvolvimento ordenado do Estado, especialmente pelo papel de seus profissionais, de orientar e fiscalizar o exercício da profissão” destacou. 


 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Com informações da Secretaria de Comunicação do Governo de Estado de Tocantins









Na tarde de ontem (12), teve início na sede do SEESP, em São Paulo, o seminário “Água e energia – Enfrentar a crise e buscar o desenvolvimento”. Realizada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a atividade inaugurou a série de eventos que nortearão a próxima etapa do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Lançado pela entidade nacional em 2006 e atualizado desde então, esse propugna por uma plataforma de desenvolvimento sustentável ao País. Neste ano, o mote é “Não à recessão”. A iniciativa reuniu, entre outros, profissionais da categoria, dirigentes da FNE e de Sindicatos dos Engenheiros de diversos estados a ela filiados.

 

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
seminario energia bia arruda 
Pinheiro, presidente da FNE, abre os trabalhos do seminário sobre água e energia    
 
À abertura do seminário, que segue até o fim da tarde desta sexta-feira (13), o presidente da FNE – que também está à frente do SEESP –, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou que premissa decisiva do projeto dos engenheiros é que “o Brasil precisa, pode e deve crescer a taxas anuais significativas e que todas as eventuais dificuldades de um processo de crescimento acelerado não podem servir de suporte para concepções negativas, entre as quais as teses de um pequeno PIB potencial, de um inevitável risco inflacionário intrínseco e de uma incapacidade estrutural de nosso setor produtivo”. Assim, frisou que a busca tem sido por soluções factíveis, às quais os engenheiros podem contribuir substancialmente. Nesse contexto, enfatizou a necessidade de se combater a recessão, mantendo a meta do desenvolvimento, “com geração de emprego e renda”. Pois, na visão da FNE, “o único caminho viável para a superação das desigualdades sociais em nosso país e para a melhoria significativa do padrão de vida dos brasileiros é o da expansão econômica”.  
 
Sobre água e energia, o presidente da federação concluiu: “A melhor contribuição que os engenheiros podem dar para o correto tratamento desses temas é a do primado da ciência, da técnica e do interesse nacional.” (confira o discurso na íntegra). A abertura contou com a participação do vereador por São Paulo José Police Neto (PSD), dos engenheiros Marcos Peres (especialista em energia elétrica), João Antonio Del Nero (do Conselho Tecnológico do SEESP), João Carlos Gonçalves Bibbo (vice-presidente desse sindicato), João Sérgio Cordeiro (do Conselho de Administração do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia – Isitec) e Fernando Palmezan Neto (coordenador do projeto “Cresce Brasil”), além do economista Antonio Correa de Lacerda, a quem coube a palestra inaugural, intitulada “Evitar a recessão no Brasil”.  
 
Diagnóstico e proposições
Ele iniciou sua preleção com um alerta: “A despeito das dificuldades de curto prazo, não podemos perder a visão estratégica do desenvolvimento a longo prazo.” Ele apresentou o diagnóstico da realidade brasileira atual, a partir de análise da conjuntura internacional – um cenário de crise que, como mostrou, hoje impacta mais fortemente o País. Isso porque, diante desse cenário, “o montante de capitais especulativos segue mudando de mão” – e o que contém os efeitos negativos do rentismo é o volume de reservas, no Brasil próximo de US$ 380 bilhões. Na China, como destacou Lacerda, são quase US$ 4 trilhões e, mesmo assim, tem havido desaceleração no crescimento no curto prazo. “A contração da demanda global derrubou os preços das principais commodities, como petróleo e minério de ferro.” E o País, cuja estrutura ampliou sua dependência de tais insumos, sofre maior impacto da crise do que antes, quando adotou políticas cíclicas, segundo constatou o economista. Assim, conforme sua palestra, tem havido crescimento econômico abaixo do seu potencial nos últimos quatro anos, elevação de déficit das contas públicas, desindustrialização precoce, dada a ampliação da entrada de importados, e, sob a alegação do fantasma da inflação, incremento da taxa de juros (a real em torno de 5%) – “a maior do mundo”.  
 
“O grande desafio”, como concluiu ele, “é separar os aspectos conjunturais e estruturais”. Nesse sentido, foi categórico: “O risco é cortar onde não se deve, como está ocorrendo. O ajuste não pode se dar pela via recessiva. O crescimento é condição necessária para viabilizar o desenvolvimento. Para Lacerda, evitar a recessão passa por financiar o investimento produtivo, fortalecer o papel do Estado, garantir taxas de juros mais equilibradas, elevar a massa salarial e a renda, bem como estabelecer estrutura institucional que estimule o setor privado ao investimento da produção e da infraestrutura. Ao final, ressaltou a importância de se preservar as liberdades democráticas, caminho para que se consiga progredir.  
 
Hoje, estarão em pauta “Os desafios da crise hídrica” e “Energia para o desenvolvimento”. Transmissão ao vivo online no link http://goo.gl/y7Zis4



Soraya Misleh Imprensa SEESP                  
 


A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) promove, nos dias 12 e 13 de março, na sede do SEESP, na Capital paulista, o seminário “Água e energia - Enfrentar a crise e buscar o desenvolvimento”. Diante das já anunciadas dificuldades relativas aos setores hídrico e elétrico, a entidade considera essencial, neste cenário, a necessidade de se combater a recessão econômica, mantendo a meta do desenvolvimento, com geração de emprego e renda.

Como vem defendendo a FNE, por meio de seu projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", é fundamental dotar o País da infraestrutura produtiva adequada ao crescimento, assim como desenvolver programas efetivos de eficiência energética e economia de água. No entanto, refrear a produção e as chances de o País avançar não pode ser considerada uma alternativa. Tal questão será objeto do debate proposto, que é aberto ao público.

O evento terá transmissão ao vivo online nesse link http://goo.gl/y7Zis4. Confira, a seguir, a programação dos dois dias:

Programação

12 de março

16h Abertura

16h30 Pronunciamento: “Os engenheiros e a luta pelo desenvolvimento”

Murilo Celso de Campos Pinheiro – Presidente da FNE

17h Conferência: “Evitar a recessão no Brasil”

Antonio Correa de Lacerda – professor-doutor da

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

18h Coquetel

 

13 de março

9h Os desafios da crise hídrica

Newton Lima de Azevedo – Governador pelo Brasil no Conselho Mundial da Água

João Alberto Viol – Vice-presidente de Gestão e Assuntos Institucionais do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco)

João Sérgio Cordeiro – coordenador e docente em Saneamento e Gestão Ambiental na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e no Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec)

12h Intervalo para almoço

14h Energia para o desenvolvimento

Paulo Pedrosa – Presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace)

Amilcar Guerreiro – Diretor de Economia da Energia e Meio Ambiente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

José Aníbal – Ex-secretário de Energia do Estado de São Paulo e suplente de senador (PSDB/SP)

17h Encerramento



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








 

Com a entrada em funcionamento do novo Canal do Panamá em 2016, depois da conclusão de suas obras de alargamento e aprofundamento, os portos do Norte do Brasil passarão a ter mais competitividade do que os portos do Sul e Sudeste. Muitos já passam por reformas para se adaptarem à demanda – na maioria, por empenho da iniciativa privada –, enquanto o governo federal leva adiante o asfaltamento do trecho final da BR-163 entre o Mato Grosso e o Pará, cuja conclusão está prometida para 2015, depois de décadas de espera.

Obviamente, quando esta obra estiver concluída, não haverá mais sentido em se trazer as cargas do agronegócio do Centro-Oeste para os portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande, que em época de supersafra provocam o tráfego de mais de sete mil caminhões por dia nas estradas.  Mas só asfaltamento não basta. O Brasil deveria seguir o exemplo de seus principais concorrentes nos segmentos de soja e milho.

Em outras palavras: os Estados Unidos têm infraestrutura para armazenar quase o dobro da safra que produzem, enquanto a capacidade da Argentina chega a 120%. Já o Brasil armazena apenas 30%, despachando o restante por caminhões que fazem as vezes de silos. Como não há silos suficientes nas fazendas e nos locais intermediários entre a área agrícola e o litoral, os portos acabam funcionando como centro de estocagem, o que gera um sério problema de logística, prejudicando outros segmentos que se utilizam dos serviços portuários.

Como nunca se sentiu capaz de equacionar esse problema, o governo federal se opôs à ideia da Prefeitura e da Câmara de Santos de transferir a operação de granéis do bairro da Ponta da Praia para a área continental do município, provavelmente porque entende que o País ainda escoará a sua produção de grãos e açúcar pelo porto santista por mais alguns anos. E que não seria vantajoso investir em novos terminais que logo estariam condenados à desativação.

Valendo-se do esvaziamento da gestão local do porto, ditado pela nova Lei dos Portos (nº 12.815/13), o governo federal questionou o direito do município de legislar sobre o tema, ou seja, de defender os seus moradores dos efeitos da poluição e do uso excessivo de sua infraestrutura urbana. Mas juridicamente essa ideia é pouco defensável.  O resultado disso é que o Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou editais de licitação de renovação ou novos arrendamentos desses terminais graneleiros, à espera de melhor entendimento na matéria.

De fato, os dois lados – União e município – têm boas razões. Mas o caso só chegou a esse ponto por causa da excessiva morosidade do governo federal em dotar o País de uma boa infraestrutura viária em direção ao Norte. Se a BR-163 já estivesse completamente asfaltada – e bem asfaltada porque apresenta trechos antigos em que a camada de asfalto é muito fina para suportar o peso de carretas com 50 toneladas de grãos –, o escoamento da safra do Centro-Oeste pelos portos do Sul e Sudeste já seria uma alternativa perdida no passado.



* por Milton Lourenço, presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC)










Desde 31 de julho deste ano, quando foi lançada a nova versão do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” com o subtema “Novos Desafios”, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) entregou a publicação especial a dezenas de candidatos que concorrem nestas eleições. O objetivo é contribuir com suas plataformas políticas para alavancar o desenvolvimento  nacional. Confira fotos da entrega aqui. Entre os que receberam o documento, estão as candidatas à Presidência da República com mais chances de disputar o segundo turno da eleição Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB).


Fotos: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
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As candidatas à Presidência da República receberam as propostas do "Cresce Brasil" "Novos Desafios"

 

O "Cresce Brasil" tornou-se importante instrumento de mobilização dos engenheiros por um país mais justo e democrático e vem sendo constantemente atualizado e aprimorado desde sua primeira edição, em 2006. “É uma responsabilidade muito grande levar à frente o Cresce Brasil, que se mostra dinâmico na continuidade em contribuir com a sociedade”, declarou Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da FNE, durante o lançamento da nova fase do projeto, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), na Capital.

Murilo Pinheiro enfatizou que o projeto inspirou e deu origem a importantes iniciativas governamentais, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo federal em 2007 e que já está na segunda fase.  A publicação especial reúne as propostas dessa nova etapa do projeto, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

Gilberto Maringoni, que disputa o governo de São Paulo pela Frente de Esquerda PSOL-PSTU, ao receber as propostas , em 8/8, frisou que o Cresce Brasil recoloca “no centro da política nacional a questão do desenvolvimento, após quase 20 anos de baixíssimo investimento”. Outro ponto destacado por ele é que a iniciativa pauta a discussão sobre o papel do Estado para assegurar investimentos estruturais. Para ele, esse é um tema que virá à tona muito em breve.

Maringoni e outros candidatos, como ao Senado Federal por São Paulo (Eduardo Suplicy, PT; Gilberto Kassab, PSD; José Serra, PSDB; e Marlene Machado, PTB), participaram do ciclo de debates "A Engenharia, o Estado e o País", promovido pelo SEESP, nos meses que antecederam a eleição 2014 com o objetivo de abrir um espaço para que os mesmos apresentassem suas ideias e propostas aos engenheiros e demais categorias.

Todos os debates foram gravados em vídeo e podem ser conferidos na página do evento.

Novos desafios
A edição reitera a necessidade de prosseguir com os investimentos e projetos em infraestrutura ao desenvolvimento sustentável do País. Para tanto, é necessário conter, com urgência, o processo brasileiro de desindustrialização precoce no País, e investir no fortalecimento da indústria nacional, com inovação e ganhos de produtividade.

Um dos grandes desafios elencados no “Cresce Brasil” é recuperar setores estratégicos. Na visão do economista Marcos Dantas, consultor do projeto, é o de comunicação. Atualmente, a indústria eletroeletrônica deixou de existir e o Brasil apenas monta equipamentos. “A iniciativa da FNE é muito importante ao recolocar a engenharia brasileira no centro da formulação de uma política industrial e tecnológica que recupere essa nossa capacidade”, afirmou.

O coordenador da consultoria técnica do "Cresce Brasil", Carlos Monte, destacou, durante o lançamento da nova fase, as propostas na área de energia, que incluem a geração a partir do lixo, da madeira, da cana-de-açúcar, o carro elétrico e a garantia de eficiência. “Com a busca incessante por inovação e eficiência, vamos superar o conflito de se ampliar a taxa de juros para combater a inflação, o que na verdade garante ganhos aos banqueiros”, disse.

O projeto reflete a busca dos profissionais da engenharia pelo desenvolvimento do País. Como salientou o coordenador da iniciativa, Fernando Palmezan, seu lançamento e continuidade é motivo de orgulho para toda a categoria.

Saiba como foi o lançamento em 31 de julho deste ano aqui.


Imprensa SEESP






O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe o trabalho de crianças com menos de 16 anos, salvo na condição de menor aprendiz, a partir dos 14 anos e com o devido acompanhamento. Apesar disso, pesquisas indicam que ainda há muitas crianças servindo de mão de obra, nas mais diversas funções. Estudo da ONG inglesa Plan International apontou, por exemplo, que 14% das meninas de 6 a 14 anos, no país, trabalham ou já trabalharam.

A garantia do direito à educação e ao lazer e a erradicação do trabalho infantil são os objetivos de projetos que tramitam no Senado, como o PLS 241/2014, da senadora Ana Rita (PT-ES), que reserva a metade das vagas destinadas a jovens aprendizes para indivíduos em situação de vulnerabilidade ou cumprindo medidas socioeducativas.

O projeto busca reinserir no mercado de trabalho, de maneira regular, crianças "em risco de envolvimento com as piores formas de trabalho infantil". A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) regulamenta a contratação de jovens a partir de 14 anos, estabelecendo garantias como tempo adequado para dedicação ao estudo, mas não estabelece cotas para grupos específicos. “Nem sempre os jovens aprendizes contratados pertencem às camadas mais pobres e vulneráveis da população”, explica a senadora na justificativa do projeto.

A matéria tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde aguarda relatório da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO).

Expropriação de imóveis
Aguarda votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 52/2005, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que determina a expropriação de glebas rurais em caso de exploração de trabalho escravo e infantil.

O projeto ainda determina que os bens de valores econômicos apreendidos revertam para o aparelhamento da fiscalização, além de beneficiar instituições de tratamento e recuperação de dependentes químicos, bem como para a educação pública e em programas de esporte e lazer; e para o assentamento dos colonos escravizados que já trabalhavam na terra.


 

Fonte: Agência Senado








Na manhã desta quarta-feira (13/8), o candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) abriu a reunião de diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), em Teresina (PI).

Em uma saudação rápida aos dirigentes, comprometeu-se a investir em ciência e tecnologia (C&T), visando crescimento econômico. Outro ponto destacado pelo candidato foi a necessidade de ampliar os acordos bilaterais firmados pelo Brasil. “O governo atual não tem condições de viabilizar e executar um projeto de um país", criticou.

 

Foto: Rita Casaro
Murilo Aécio 2 Candidato do PSDB, em reunião da FNE, comprometeu-se em investir em C&T

 

Na ocasião, afirmou que irá fazer "as reformas que esse governo preferiu adiar". Defendeu, ainda, a melhoria dos serviços públicos, dizendo que “em Minas, 100% dos servidores são avaliados por desempenho".

Em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), a FNE convidou todos os candidatos a presidente para apresentar suas propostas aos profissionais e ouvir sugestões desses.

 

 

Imprensa SEESP










Com estimativa de R$ 508,4 bilhões em investimentos no setor entre 2013 e 2033, o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) prevê, segundo informação oficial, metas “nacionais e regionalizadas de curto, médio e longo prazos para a universalização do saneamento básico”.

Para acessar esses recursos, que virão em sua maior parte de agentes federais (59%), mas também de outros – como os governos estaduais e municipais, os prestadores de serviços privados e públicos e os organismos internacionais –, as prefeituras devem apresentar até dezembro de 2015 seus próprios planos para o setor. Ao que enfrentam desafios, como falta de estrutura e capacitação técnica, segundo apontado pelo engenheiro José Homero Finamor, da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).

Solucionar essa questão e avançar nesse planejamento é urgente, diante do cenário preocupante que se verifica em todo o Brasil. “A distribuição de água potável no País atinge 82,4%, e a coleta de esgotos sanitários tem alcance de apenas 48,1%. Mais grave ainda, são tratados apenas 37,5%” desse último percentual. Baseada em levantamentos do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SNIS), de responsabilidade do Ministério das Cidades, a informação consta do documento “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Novos desafios” – versão atual da iniciativa da FNE, cujo lançamento estava previsto para 31 de julho em São Paulo. Ações e planejamento à universalização do serviço são tema desse projeto da federação desde seu início, em 2006. Na nova etapa, as propostas incluem “fazer cumprir o Plansab, efetivando o investimento previsto até 2033 para alcançar as metas de 99% de cobertura no abastecimento de água potável e de 92% no esgotamento sanitário, além da universalização da coleta na área urbana e a ausência de lixões ou vazadouros a céu aberto em todo o País”. O “Cresce Brasil – Novos desafios” aponta ainda a necessidade de se assegurarem os recursos previstos, ao que “é essencial dotar os entes públicos da possibilidade de utilizá-los, o que requer capacitação técnica, ou seja, mão de obra especializada”. Problema central no caso dos municípios, como afirmado por Finamor.

Aprovado por portaria interministerial em 5 de dezembro último, o Plansab é aposta para impulsionar a elaboração de diretrizes locais. Consiste, segundo fonte oficial, no planejamento integrado do segmento, “incluindo os quatro componentes: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais urbanas”.

Além de “tratar das ações da União relativas ao saneamento nas áreas indígenas, nas reservas extrativistas e nas comunidades quilombolas”, conforme a Agência Brasil. Sua elaboração estava prevista já na Lei de Saneamento (no 11.445/2007), que estabelece as diretrizes a uma política para o setor em âmbito nacional. Após seis anos, o plano – que deve ser avaliado anualmente e revisado a cada quadriênio – finalmente foi aprovado.

Atrasos e dificuldades
Apesar de saudar a iniciativa, Finamor aponta a preocupação de já ter havido “dois adiamentos nos prazos limite de elaboração dos planos municipais de saneamento e de os estados, que deveriam estar puxando as cidades, estarem muito atrasados” nesse processo. Ele lembra que o primeiro prazo era dezembro de 2010. Com menos de 10% do total de municípios do Brasil tendo cumprido o cronograma, esse foi estendido em três anos. Entretanto, no final de 2013, como ressalta Finamor, o avanço foi pequeno, com cerca de 20% dos municípios com planos municipais de saneamento. “É muito grave que fiquem sem, pois perdem toda a fonte de recursos. A maioria não tem planos – situação que se repete quanto às bacias hidrográficas –, e sem isso não consegue renovar as concessões com as empresas estaduais, responsáveis por 70% da prestação do serviço no País. A expectativa é que agora atendam esse novo prazo (dezembro de 2015).”

Ele observa que em alguns locais, como Santa Catarina e Paraná, praticamente não houve renovação de concessões. Em outros estados, como Rio Grande do Sul, a situação é melhor.

“Na Corsan, 320 dos 260 municípios atendidos renovaram seus contratos. Todos estão com planos de saneamento, e o estado está licitando o seu. A empresa tem ajudado as prefeituras na sua elaboração.” Para Finamor, o apoio das companhias estaduais é muito importante. “A maioria dos municípios não tem a menor estrutura, alguns não têm sequer água tratada. E tem que ter planejamento.” A dificuldade atual tem a ver com sua ausência ao longo dos anos.

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Planasa), inaugurado na década de 1970, foi extinto em 1985, o que se seguiu à ampliação das privatizações no setor, como observou Antonio Florentino Filho, presidente do Senge-PI e diretor da FNE, em entrevista publicada no site do sindicato em junho de 2013. O Planasa, explicou ele, estabeleceu a criação e fortalecimento das empresas estaduais de saneamento. Com seu abandono, minguaram os investimentos, e as companhias passaram a “ter muitas dificuldades”. “A falta de recursos levou muitas empresas e engenheiros da área a procurarem outros ramos de trabalho. As empresas que faziam projetos e executavam obras de saneamento partiram para outros setores, e isso desarticulou a formatação de projetos.” Na busca pela recomposição do setor a partir da Lei 11.445, é preciso o suporte sobretudo às prefeituras. O Ministério das Cidades foi procurado quanto ao auxílio aos municípios na elaboração dos planos, imprescindíveis para garantir investimento e a prestação do serviço, mas até o fechamento desta edição não havia se posicionado. (Por Soraya Misleh)

 

Fonte: Matéria publicada no Jornal Engenheiro, da FNE, Edição 147/JUL/2014










Nesta edição do Jornal do Engenheiro na TV, veiculada em diversos canais da TV a cabo, a entrevista é com a engenheira agrônoma Marly Terezinha Pereira, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), sobre o tema agricultura familiar. Na seção no Ponto, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, fala sobre o projeto ‘Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento’ com um novo desafio que desponta no cenário nacional: o da desindustrialização. 


Imagem: reprodução
JE na TV entrevista com engenheira marly
Engenheira agrônoma Marly Terezinha aborda os problemas do campo,
como uso excessivo de agrotóxico



De acordo com a engenheira, o Pronaf foi a primeira política pública criada nos anos 1990 e ainda é o carro-chefe da agricultura familiar. Com relação às técnicas adotadas na lavoura, a especialista ressalta que, independente da escolha do produto, seja a agroecologia, seja a agricultura que faz uso de defensivos agrícolas, é fudamental a supervisão de um técnico responsável e preparado. Ela também lembrou que o agrotóxico além de interferir na segurança alimentar, incide diretamente sobre os trabalhadores que atuam diretamente com essas substâncias. "Gostaria de lembrar tambpém o numero de mortes e problemas que temos com o pessoal que manuseia esse tipo de produto", lembra.


Reportagem da semana
A reportagem aborda a atuação do Ministério do Trabalho no combate ao trabalho escravo. No ranking mundial, o País está na posição 94 e contabiliza cerca de 200 mil pessoas vítimas do trabalho forçado.

Confira o JE na TV que é exibido às segundas-feiras, às 19h30, na Capital paulista, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet  no mesmo dia e horário. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Assista ao programa completo:






Deborah Moreira
Imprensa SEESP

 

 





O desenvolvimento nacional tem sido bandeira histórica dos engenheiros brasileiros, que defendem a implementação de um projeto sustentável que leve à inserção soberana do Brasil na globalização e ao bem-estar de toda a sua população. Assim, em 2006, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos filiados lançaram o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, sua contribuição para que tal meta seja alcançada.

O debate percorreu as cinco regiões do Brasil, em 14 seminários sobre os temas considerados cruciais ao desenvolvimento (energia, saneamento, recursos hídricos e meio ambiente, transportes, comunicações, ciência e tecnologia e agricultura), recebendo colaborações de milhares de profissionais. Por ocasião do VI Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), foi lançado o manifesto com o conjunto das propostas da categoria.

A partir dessa largada, o Cresce Brasil tornou-se importante instrumento de mobilização dos engenheiros em prol do desenvolvimento nacional e vem sendo constantemente atualizado e aprimorado.

2014 – Novos Desafios
Após debater a necessidade de investimentos em infraestrutura, o Cresce Brasil, neste ano, aponta a urgência em se avançar na industrialização do País, com inovação e ganhos de produtividade. Mais que isso, evitar que esse setor, essencial à expansão econômica, passe por um processo precoce de encolhimento. Os “Novos Desafios” identificados pela FNE exigem medidas corretas na área econômica. É preciso estabelecer uma política de Estado estrategicamente voltada a tal objetivo, por exemplo, adensando cadeias produtivas promissoras.


 

Rita Casaro
Imprensa SEESP







A necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura é uma das grandes demandas do setor produtivo brasileiro. Hoje os gargalos em portos, ferrovias e rodovias significam um entrave para o desenvolvimento do País. Em Santa Catarina, a questão é crucial para o agronegócio, que enfrenta dificuldades de escoar a produção do Oeste até o Litoral.

Para discutir esse assunto o projeto Cresce Brasil, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), realiza, nesta terça-feira (3/6), a partir das 14h, um debate sobre o tema. Como palestrante, o consultor econômico e PhD em economia pela Universidade de Yale (EUA), Raul Velloso, vai traçar um panorama da questão no país. Debatedores: José Carlos Rauen (Senge-SC), Mário Cézar de Aguiar (Fiesc), Pedro José de Oliveira Lopes (Fetrancesc) e Moacir Pereira (mediador). Esta atividade terá transmissão ao vivo online por este link.

O debate é um projeto para o desenvolvimento de Santa Catarina realizado pelo Sindicado dos Engenheiros de Santa Catarina (Senge/SC) e Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

Estruturado em quatro eixos – economia, turismo, infraestrura e energia – o Cresce SC realizará debates com nomes de referência em cada um dos temas para discutir quais os caminhos para o crescimento do Estado. O evento será na sede da Fiesc, na Rodovia Admar Gonzaga, 2.765, Florianópolis.


 


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Fonte: Senge-SC












 

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) comemorou na noite de terça-feira (13/5), em Brasília, os seus 50 anos, completados em 25 de fevereiro último.  A celebração contou com jantar comemorativo prestigiado por cerca de 300 convidados de todo o País. Entre os participantes, profissionais, parlamentares, representantes do Sistema Confea/Creas, lideranças sindicais de várias categorias, membros da academia, de órgãos públicos e da iniciativa privada, além de empregados e colaboradores da entidade.

Durante a cerimônia, o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou a atuação da entidade em defesa dos engenheiros, mas também em prol do desenvolvimento nacional. “É um grande orgulho fazer parte desta federação que está nas grandes discussões do País”, afirmou. Ele chamou a atenção ainda para a importância do exercício da cidadania. “Precisamos escolher bem os nossos governantes e parlamentares, buscando um Brasil mais justo”, afirmou. “Os engenheiros se sentem honrados pela entidade que têm”, declarou Wellington Silva de Miranda, que esteve à frente da entidade entre 1993 e 1995, representando os ex-presidentes.  

Confira as fotos do evento

Falando em nome dos congressistas presentes, o senador Casildo Maldaner (PMDB/SC) também enfatizou o papel da FNE na luta pelo desenvolvimento. “Comemoramos hoje meio século de uma entidade que ajuda o Brasil, apresentando saídas aos problemas da sociedade.” Fez coro a tal reconhecimento o deputado estadual do Piauí Antônio Uchôa (PDT). “São 50 anos em que esta federação muito tem contribuído.” O representante da Assembleia Legislativa do Acre, Ney Amorim (PT) apontou a importância da categoria para o crescimento. “Quando se quer deixar um país melhor e mais belo, é na engenharia que se pensa.” O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, reforçou as palavras do conterrâneo, lembrando a importância das obras de integração do Estado por meio da BR 364.

Participaram ainda do evento os deputados federais Eliene Lima (PSD/MT), Nelson Marquezelli (PTB/SP), Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP), Perpétua Almeida (PcdoB/AC), Chico Lopes (PCdoB/CE), Edinho Bez (PMDB/SC) e o distrital, Rôney Nemer (PMDB); o vereador Edson Shimabukuro (PTB), de Campo Grande, também presidente do Sindicato dos Engenheiros do Mato Grosso do Sul e o ex-vereador de Maceió, Chico Holanda (PP); e José Tadeu da Silva, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

História
Durante a comemoração do aniversário da federação foi lançado o livro “FNE, 50 anos – A luta dos engenheiros brasileiros”, que conta a história da entidade ao longo dessas cinco décadas.  A obra traça a trajetória desde a criação da FNE, o que se deu às vésperas do golpe civil-militar de 1964, o que a fez enfrentar o desafio de atuar sob regime autoritário; relata ainda o momento de renovação da federação nos anos 1980; descreve as dificuldades durante o período neoliberal da década seguinte; e traz um panorama do novo momento de virada, a partir dos anos 2000, com a retomada da expansão econômica e a decisão da entidade de interferir no debate nacional sobre o tema a partir do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.

 

 

Rita Casaro
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Há 50 anos, completados no dia 25 de fevereiro último, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) defende a categoria e o desenvolvimento do Brasil. O aniversário será comemorado, nesta terça-feira (13/5), com jantar, às 19h, no Espaço da Corte, em Brasília (DF). Criada às vésperas do golpe de 1964, a entidade enfrentou o desafio da organização sindical sob o regime autoritário. Hoje, com grande representatividade, a federação tem papel fundamental nas lutas democráticas do país.

Ao longo dos anos, participou do desafio da construção de um projeto nacional de desenvolvimento, abordando a necessidade de investimentos na produção e em infraestrutura. Lançado em 2006, o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento reuniu milhares de profissionais em diversas partes do País para elaborar as bases de um projeto de expansão econômica, com preservação ambiental e distribuição de renda. Essa é a história contada pelo livro FNE, 50 Anos: A luta dos engenheiros brasileiros, que será lançado durante o evento. Confira,  neste link, a versão em PDF do livro.


Foto: Rosângela Ribeiro Gil
FNE 50 anos dentro Entidade lança livro sobre os 50 anos de existência


Sobre a Federação Nacional dos Engenheiros
Fundada em 25 de fevereiro de 1964, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) tem sede em Brasília e, hoje, é composta por 18 sindicatos estaduais, aos quais estão ligados cerca de 500 mil profissionais. A entidade foi constituída com o objetivo de representar nacionalmente a categoria, atuando na coordenação, na defesa e na representação dos profissionais, por intermédio de seus sindicatos.

Atua intensamente na congregação de seus representados e luta pelos direitos dos profissionais, por melhores condições de vida e trabalho e pelo fortalecimento da democracia e suas instituições. Bandeira fundamental da entidade é também a luta pelo desenvolvimento do País com inclusão social. Tal objetivo está presente no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em setembro de 2006, em São Paulo, durante o VI Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), e atualizado por ocasião do VII Conse, em 2009.  


 

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