GRCS

As rodovias receberão investimentos que poderão chegar a R$ 16 bilhões até junho de 2013. A informação é do diretor geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestruturas de Transporte), órgão ligado ao Ministério dos Transportes, Jorge Fraxe. A maior parte do recurso, ainda de acordo com o diretor, será utilizada em obras de construção, restauração e seguranças nas estradas federais.

Segundo Fraxe, a meta do Dnit é ter todos os 58 mil quilômetros de extensão da malha federal cobertos por contratos de manutenção estruturada, até dezembro deste ano, “é bom lembrar que esse tipo de manutenção é bem mais que o simples tapa-buraco”. Os serviços previstos são mais abrangentes, incluindo recuperação funcional e estrutural do pavimento, aumentando o conforto para os usuários.

Em cifras, a previsão é de que até o final deste ano, incluindo as concorrências lançadas desde agosto/12, mais R$ 13 bilhões de obras sejam licitadas. Entre elas, 1.869 quilômetros de duplicação e pavimentação e mais 5.339 quilômetros de obras de restauração. Até junho de 2013 está prevista a licitação de mais R$ 3,5 bilhões para obras de duplicação e construção de mais 630 quilômetros.

Entre as grandes obras que serão licitadas este ano foi citada a duplicação da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares e da BR-116 no Rio Grande do Sul. Ele destacou o BR-Legal, o novo projeto de sinalização de rodovias que também será licitado em breve. “Serão investidos aproximadamente R$ 4 bilhões em 5 anos, para garantir boa sinalização e segurança nas rodovias federais”, informa Fraxe. O BR-Legal investirá também na instalação de placas com orientação turística (já prevendo os grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014), e na instalação de defensas metálicas em trechos sinuosos.

O diretor observa que a execução das obras está ganhando muita agilidade, graças ao RDC (Regime Diferenciado de Contratação). Com o RDC, o prazo de uma licitação é de apenas um mês. Em processos normais, uma concorrência chega a durar até 200 dias, segundo ele.

 

Imprensa – SEESP
Com informações do Dnit e da Brazil Road Expo 2013



"Desafios da Região Metropolitana de São Luís" foi o tema de seminário promovido pelo Senge-MA, com o apoio da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), nesta terça-feira (23/10), na capital maranhense.

Administrar os problemas urbanos comuns de cinco municípios, mantendo a autonomia de cada um, mas com benefícios para o conjunto das populações. Essa é a principal proposta da chamada gestão metropolitana, prática administrativa que o Senge-MA vem articulando desde 2008, para implantação efetiva nas cidades que integram a RMGSL (Região Metropolitana da Grande São Luís).

De acordo com o presidente do Senge, o engenheiro elétrico Berilo Macedo da Silva, o seminário aproveitou a passagem do quarto centenário de fundação da capital para discutir os desafios da capital e dos demais municípios da RMGSL (Alcântara, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar). Ele esclareceu que a efetivação de uma gestão metropolitana envolve as administrações das cidades, assim como do próprio Estado do Maranhão, os quais passam a planejar e executar ações para solucionar conjuntamente os problemas comuns com que deparam os moradores desse território, em decorrência do processo de metropolização.

Esse processo resulta da própria dinâmica urbana, sendo observado quando as atividades socioeconômicas e a ocupação do solo vão além dos limites de um município, em razão do fluxo cada vez maior de pessoas e bens entre cidades vizinhas. Com a metropolização, são necessárias políticas regionais que atendam funções públicas impossíveis de serem solucionadas pela gestão de um único ente governamental dos municípios, como é o caso do uso do solo, que compreende o parcelamento do território ocupado, o saneamento básico, envolvendo o tratamento e distribuição da água potável, bem como a coleta e destinação final dos esgotos sanitários, e a habitação, com a oferta de moradia para atender ao interesse social.

Mobilidade urbana
Além dessas funções públicas, a mobilidade urbana abrange a instalação de um sistema viário de ligação entre os municípios e a oferta de linhas de transporte intermunicipal. Diariamente, os habitantes dos municípios da RMGSL se deslocam entre um município e outro, sendo muito comum a experiência de pessoas que residem em uma cidade e todos os dias seguem para o trabalho e estudo em outro município. Além das linhas de ônibus, as vans são muito usadas por uma parcela da população que enfrenta esse deslocamento cotidiano, bem como a rede de transporte marítimo usada na ligação entre São Luís e Alcântara.

O evento faz parte de uma das programações do Fórum Metropolitano da Grande São Luís, criado em outubro de 2008, que visa à implantação de gestão democrática e compartilhada, justamente, tema que compõe o projeto "Cresce Brasil + Engenharia+ Desenvolvimento”.


Imprensa – SEESP
Com informação do jornal “O Imparcial”



Nesta terça-feira (23/10), acontece o seminário “Cresce Brasil – Os desafios da Região Metropolitana nos 400 anos de São Luís”, na capital maranhense, numa realização conjunta FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados). O presidente do Senge-MA (Sindicato dos Engenheiros no Estado do Maranhão), Berilo Macedo da Silva, informa que o evento integra a programação do Fórum Metropolitano da Grande São Luís, criado em 1º de outubro de 2008, visando à implantação de gestão democrática e compartilhada, tema que compõe o projeto “Cresce Brasil+Engenharia+Desenvolvimento”.

“O objetivo é debater, com a sociedade e o poder público, propostas dos profissionais da área tecnológica em prol da construção de um projeto nacional de desenvolvimento sustentável com inclusão social”, observa Silva.

Com o fenômeno da metropolização, algumas funções públicas, a exemplo da mobilidade urbana, saneamento básico, habitação, uso do solo, entre outras, se tornam comuns a municípios limítrofes, segundo o presidente Berilo. “A instituição das regiões metropolitanas tem como objetivo a integração da organização, do planejamento e da execução dessas funções pelos municípios e estado”, destaca o presidente do Senge-MA, para quem é necessária, ainda, a efetivação da gestão dessas regiões de fato, não bastando apenas estarem criadas.

O dirigente destaca que a realização do seminário é a reafirmação do compromisso da entidade ao debate para a efetivação da gestão metropolitana, objetivo da criação do Fórum Metropolitano da Grande São Luís. “É muito importante a sociedade se engajar nessa luta porque isso gera uma consciência sobre o tema”. Acredita que, somente com a gestão metropolitana democrática e compartilhada, entre os poderes públicos do estado e dos municípios integrantes, com a participação da sociedade, é possível enfrentar os desafios decorrentes da metropolização, que é um fenômeno da urbanização em que as relações socioeconômicas ultrapassam as fronteiras territoriais dos municípios limítrofes, sendo polarizados por um deles, a metrópole.

O seminário, que acontece no auditório do jornal “O Imparcial” (Rua Assis Chateaubriand, nº 01, Renascença II), discutirá experiências de gestão metropolitana em outras cidades brasileiras. Mais informação pode ser obtida pelos telefones (98) 3232-1208 e 3231-8022 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Veja, a seguir, a programação:

08:30  Abertura
Autoridades, prefeitos eleitos e candidatos ao 2º turno dos municípios da RMGSL

09:30  Palestra: Experiências de gestão metropolitana no Brasil
Palestrante: Lívia Miranda, pesquisadora do Observatório das Metrópoles

10:10  Palestra: Estudo de caso de mobilidade urbana em gestão metropolitana
Palestrante: Lucas Lins Franco, vice-diretor geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte

10:50  Coffee break

11:10  Palestra: O Fórum Metropolitano: retrospectiva e avanços para a gestão metropolitana     
Palestrante: Berilo Macedo da Silva (Presidente do Senge-MA)

11:30  Debate        

12:10  Lançamento da revista do Senge-MA: “Retrospectiva e agenda do Fórum Metropolitano da Grande São Luís”
Murilo Celso de Campos Pinheiro (presidente da FNE)

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP
Com informação do Senge-MA



Sob esse norte, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) realizou entre 24 e 26 de setembro último, na Capital paulista, seu principal evento, o Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros). Em sua oitava edição, as palestras tiveram lugar no Novotel Jaraguá e a abertura, na Sala São Paulo, espaço cultural da cidade que antes abrigava a Estação de Trem Júlio Prestes, da Estrada de Ferro Sorocabana. A construção, inaugurada em1938, foi inteiramente reformada para se tornar há 13 anos uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País. Um marco da pujança da engenharia nacional, portanto, como lembrou na oportunidade o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, uma feliz escolha para a inauguração do Conse. Ele foi além: “Todas as profissões contribuem para o desenvolvimento do nosso país, mas eu diria que no centro vemos a presença do engenheiro.” Também prestigiando a abertura, o prefeito do município, Gilberto Kassab, expressou sua gratidão para com a profissão, responsável pelos grandes projetos nacionais.

Já o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, lembrou os convênios de cooperação técnica firmados, no início deste ano, com a FNE para monitoramento das obras de infraestrutura da Copa de 2014, a se realizar no Brasil. Para ele, o País recupera no seu imaginário o papel fundamental da engenharia. Rebelo defendeu que o conceito contemporâneo de democracia inclui o direito ao desenvolvimento, sem exclusão social.

Além deles, entre as autoridades presentes, estiveram os presidentes da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), deputado Barros Munhoz (PSDB), e da Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto (PSD); o desembargador Willian Roberto de Campos, representando o presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Ivan Sartori; o presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), José Tadeu da Silva; os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS), Carlos Zarattini e Paulo Teixeira (ambos do PT); os vereadores paulistanos Eliseu Gabriel (PSB) e Jamil Murad (PCdoB); os secretários municipais de São Paulo Marcos Cintra (Desenvolvimento Econômico e Trabalho), Miguel Bucalem (Desenvolvimento Urbano), e os adjuntos da Habitação do Estado, Marcos Penido, e da Cultura, Sérgio Tiezzi, bem como o secretário de Infraestrutura de Goiás, Danilo de Freitas. A cerimônia se encerrou com apresentação cultural.

Ao saudar os participantes, o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou que o VIII Conse marcava uma história árdua da entidade, cujos três últimos anos foram de muitas lutas e grandes vitórias, graças ao “esforço coletivo”. A posição favorável do Brasil foi lembrada por Pinheiro, que exaltou a necessidade de o País alcançar, agora, o desenvolvimento humano, com melhor distribuição de renda, saúde, cultura e lazer para todos. Nesse contexto, ressaltou o papel da federação de influir nas políticas públicas, para além de sua representação sindical. Assim, tem apresentado propostas factíveis, várias delas reunidas no manifesto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela entidade em 2006 e desde então atualizado.

Avaliação do projeto
Perspectivas e balanço dessa iniciativa inauguraram as palestras do VIII Conse. Abrindo as falas, Carlos Monte, coordenador técnico do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, resgatou histórico do projeto, que teve como grande colaborador o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), homenageado na oportunidade. Monte lembrou que a ideia teve como norte o fato de a engenharia ser a profissão do crescimento por excelência, “sem o que não há melhores empregos e salários, distribuição de renda e inclusão social”.

O movimento, ousado à época, apontava a necessidade de o País elevar seu PIB (Produto Interno Bruto) em 6% ao ano, diminuir o serviço da dívida pública e a taxa de juros. Nesse contexto, o “Cresce Brasil” traçou uma série de propostas, elencadas por Monte. Entre elas, demanda por expansão na oferta de energia acima desse patamar, de 7,8% ao ano, o que deveria se dar mediante, além de outros pontos, a adoção de todas as fontes disponíveis, aumento da eficiência e estímulo à integração sul-americana. O “Cresce Brasil” identificava que esse incremento era o recomendado para dar conta do crescimento econômico almejado.

Segundo o coordenador, a crise internacional iniciada nos Estados Unidos em 2008 reduziu essas estimativas, sobretudo com expansão industrial menor do que em períodos anteriores. “Entre 2006 e 2010, o PIB ficou em média em 4,4% e a oferta de energia, 3,46%.” Não obstante, grandes projetos indicados no “Cresce Brasil” foram iniciados, como a construção das usinas nuclear de Angra III, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Rio Xingu, no Norte do País. A geração eólica também começa a ampliar-se. Monte revelou a perspectiva de prolongamento da crise, mas enfatizou que o Brasil tem disponibilidade orçamentária para dar sequência aos investimentos. Entre os previstos no “Cresce Brasil”, grande parte incorporada ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2007, a obtenção da autossuficiência na produção de petróleo e gás – alcançada após o desenvolvimento e descoberta de novas reservas, em especial na camada do pré-sal –, ampliação sobretudo das malhas ferroviária e hidroviária, alterando a matriz logística de transportes, inversões em habitação, portos e aeroportos, bem como de R$ 200 bilhões em saneamento nos próximos 20 anos, e melhoria da gestão metropolitana.

O projeto dos engenheiros destacava já em 2006, ainda, a urgência de se aumentar o volume de recursos para ciência e tecnologia, com salto em pesquisa de 1,2% para 3% do PIB. Além de maior integração entre universidade e empresa. O tema ficou de fora do PAC, como lembrou Monte, mas, posteriormente, as propostas dos engenheiros foram incorporadas pelo governo, em conversas com o ministro da C&T, Sergio Rezende.

Além disso e dos projetos iniciados no segmento energético, o movimento lançado pela FNE verificou outros resultados que vão ao encontro do “Cresce Brasil”. Seu coordenador salientou, por exemplo, a construção de metrôs em diversas capitais, como Fortaleza, Curitiba e Recife, bem como de VLTs (veículos leves sobre trilhos) e corredores de ônibus; a criação da Empresa de Planejamento e Logística; a aprovação da lei que instituiu o Plano Nacional de Saneamento e o aumento de recursos a essa área (de R$ 4 bilhões/ano em 2004 para R$ 14 bilhões em 2010); o lançamento pelo governo federal do “Minha casa, minha vida” em 2009, agora em sua segunda fase, com a promessa de construção de 2 milhões de moradias; a instituição do Plano Nacional de Banda Larga, com perspectiva de universalização até 2014; a manutenção e concessão de bolsas de estudo para 80 mil estudantes (entre doutorandos e mestrandos); a redução do desmatamento na floresta amazônica e o aumento da produtividade na agricultura. Para Monte, o caminho agora é “continuar a luta”. Ele concluiu: “O ‘Cresce Brasil’ mudou o paradigma de atuação da engenharia nacional, cuja missão é pensar o País a partir do seu crescimento.”

Protagonismo
João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical da FNE, destacou o protagonismo do movimento sindical dos engenheiros, capitaneado pela federação, em particular, e brasileiro como um todo. O que é demonstrado, na sua visão, quando se observa que há 3.380 representantes dos trabalhadores com assento nos 350 conselhos da República com poder real de investimento. “Decidem sobre R$ 400 bilhões.” Tal papel tem, na opinião de Vargas Netto, garantido conquistas e levado a lutas como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição de salários. “Temos hoje uma conjuntura baseada no emprego e ganho real, que impede a instalação da crise no Brasil. Mesmo com o crescimento do PIB relativamente fraco, não há demissão no País como carta de primeira mão.”

De acordo com o consultor, essa situação “nos orgulha e coloca responsabilidades”. Ele identificou dois eixos estratégicos ao movimento sindical: a necessidade de luta contra a desigualdade social e, para tanto, de democracia, desenvolvimento e Estado com capacidade de ação para garantir esses preceitos. Rumo a essas conquistas, Vargas Netto foi categórico: “O VIII Conse pode marcar momento de virada desse protagonismo.”

Realizar o sonho dos brasileiros
Concordando com o movimento vitorioso, Carlos Lessa, todavia, ponderou que ainda há muito o que caminhar para se alcançar um País justo. Criticando fortemente o projeto de instalação de multinacionais automobilísticas cujo início data de 1950, em detrimento do desenvolvimento nacional e cristalizando no imaginário popular que ter um carro seria a realização de um sonho, ele enfatizou: “É urgente mudar a matriz logística nacional, como está dito no ‘Cresce Brasil’.” Ele revelou o dado alarmante do crescimento anual de 9% dessa frota nas cidades brasileiras (que concentram 80% da população), há mais de uma década e meia. “O tempo médio de deslocamento casa-trabalho-casa, que uma estimativa aponta como de duas horas, vem crescendo.” Ainda segundo Lessa, o número de acidentes de trânsito é “apavorante”: “No último ano, foram 56 mil mortos. Perdemos um Vietnã no trânsito urbano e nas ligações interurbanas brasileiras (referindo-se à quantidade de soldados estadunidenses mortos naquela guerra).”

Lessa vaticinou: “Não é viável o País enfrentar a crise mundial mantendo-se puxado por esse padrão de desenvolvimento social. Ou não somos capazes de administrar nada ou a soberania está nas mãos das multinacionais que se instalaram aqui.” E questionou: “É esse padrão industrial que o Brasil quer?” Na sua avaliação, esse modelo “Casas Bahia” tem levado a população a um endividamento recorde, com patrimônio zero, mantendo as potencialidades do País intactas. “A afirmação de que há uma nova classe média é uma fraude.” O economista ressaltou: “O movimento dos engenheiros vem dando substância às notas iniciais de um projeto nacional. Agora é preciso discutir soberania, sem o que não há desenvolvimento de fato. Vocês terão que domesticar esse negócio chamado indústria automobilística. A chave para substituir o sonho do carro é investir no da casa própria. Esse é mobilizador, dinamizador, integrador e gera qualificação fantástica.” Nessa direção, o secretário de Obras do Acre, Wolvenar Camargo, apresentou projeto habitacional e urbanístico que vem sendo desenvolvido em Rio Branco, capital daquele estado, intitulado “Cidade do Povo”.

Ao encerramento, além da homenagem a Carlos Lessa, foi lançado o livro “A FNE e o desenvolvimento nacional”. A publicação reúne, em 204 páginas, a história da federação, do movimento “Cresce Brasil” e suas conquistas. O primeiro dia fechou com apresentação musical.


Soraya Misleh, com a colaboração de Rosângela Ribeiro Gil
Matéria publicada no jornal “Engenheiro”, da FNE



O programa de TV do SEESP, desta semana, em reportagem especial, mostra como foi o VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros) que reuniu centenas de profissionais de todo o Brasil de 24 a 26 de setembro último, em São Paulo.  A luta pelo desenvolvimento nacional foi mais uma vez pauta do evento, trazendo nomes do governo federal, da iniciativa privada e especialistas.

* Veja aqui as apresentações e fotos do evento

Na parte da entrevista, o coordenador técnico do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, Carlos Monte, apresenta um balanço do programa elaborado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 2006. Na segunda parte do bloco, o entrevistado é o consultor João Guilherme Vargas Netto que dará sua impressão sobre o Conse, e de como ele se tornou um marco para o movimento sindical dos engenheiros no país.

Outro tema importante abordado no JE (Jornal do Engenheiro) será o pleito do próximo dia 7, quando brasileiros e brasileiras escolherão prefeitos e vereadores. O recado é do presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, no quatro “No Ponto”.

O JE na TV vai ao ar nesta segunda-feira (1º/10), às 23h30, pela TV Aberta São Paulo, pelos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital). Ou, no mesmo dia e horário, pela internet neste link. O programa também pode ser visto em quase 48 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos, confira-os aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP



Avaliação do projeto lançado pela FNE em 2006 e atualizado em 2009 foi o tema de abertura das palestras do VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), na tarde do dia 24 de setembro. O evento realiza-se no Novotel Jaraguá, na Capital paulista, até esta quarta-feira (26). Abrindo as falas, Carlos Monte, coordenador do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, resgatou histórico da iniciativa, que teve como padrinho e grande incentivador o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), homenageado na oportunidade. Monte lembrou que a ideia teve como norte o fato de a engenharia ser a profissão do crescimento por excelência, “sem o que não há melhores empregos e salários, distribuição de renda e inclusão social”.

O movimento, ousado à época, apontava a necessidade de o País elevar seu PIB (Produto Interno Bruto) em 6% ao ano, diminuir o serviço da dívida pública e a taxa de juros. Nesse contexto, o “Cresce Brasil” traçou uma série de propostas, elencadas por Monte. Entre elas, demanda por expansão na oferta de energia acima desse patamar, de 7,8% ao ano, o que deveria se dar mediante, além de outros pontos, a adoção de todas as fontes disponíveis, aumento da eficiência e estímulo à integração sul-americana. O “Cresce Brasil” identificava que esse aumento era o recomendado para dar conta do crescimento econômico almejado.

Segundo o coordenador, a crise internacional iniciada nos Estados Unidos em 2008 reduziu essas estimativas, sobretudo com expansão industrial menor do que em períodos anteriores. “Entre 2006 e 2010, o PIB ficou em média em 4,4% e a oferta de energia, 3,46%.” Não obstante, grandes projetos indicados no “Cresce Brasil” foram iniciados, como a construção das usinas nuclear de Angra III, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Rio Xingu, no Norte do País. A geração eólica também começa a ampliar-se. Monte revelou a perspectiva de prolongamento da crise, mas enfatizou que o Brasil tem disponibilidade orçamentária para dar sequência aos investimentos.  Entre os previstos no “Cresce Brasil”, grande parte incorporada no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2007, a obtenção da autossuficiência na produção de petróleo e gás – alcançada após o desenvolvimento e descoberta de novas reservas, em especial na camada do pré-sal -, ampliação sobretudo das malhas ferroviária e hidroviária, alterando a matriz logística de transportes, inversões em habitação, portos e aeroportos, bem como de R$ 200 bilhões em saneamento nos próximos 20 anos, universalização da banda larga e melhoria da gestão metropolitana.

O projeto dos engenheiros destacava já em 2006, ainda, a urgência de se aumentar o volume de recursos para ciência e tecnologia, com salto em pesquisa de 1,2% para 3% do PIB. Além de maior integração universidade e empresa. O tema ficou de fora do PAC, como lembrou Monte, mas, posteriormente, as propostas dos engenheiros foram incorporadas pelo governo, em conversas com o ministro da C&T, Sergio Rezende.


Outros resultados

Além de emplacar o PAC do setor e dos projetos iniciados no segmento energético, o movimento lançado pela FNE verificou outros resultados que vão ao encontro do “Cresce Brasil”. O coordenador do projeto salientou, por exemplo, a construção de metrôs em diversas capitais, como Fortaleza, Curitiba e Recife, bem como de VLTs (veículos leves sobre trilhos) e corredores de ônibus; a criação da Empresa de Planejamento e Logística; a aprovação da lei que instituiu o Plano Nacional de Saneamento e o aumento de recursos a essa área (de R$ 4 bilhões/ ano em 2004 para R$ 14 bilhões em 2010); o lançamento pelo Governo Federal do “Minha casa, minha vida” em 2009, agora em sua segunda fase, com a promessa de construção de 2 milhões de moradias; a instituição do Plano Nacional de Banda Larga, com perspectiva de universalização até 2014; a manutenção e concessão de bolsas de estudo para 80 mil estudantes (entre doutorandos e mestrandos); a redução do desmatamento na floresta amazônica e o aumento da produtividade na agricultura. Para Monte, o caminho agora é “continuar a luta”. Ele concluiu: “O ‘Cresce Brasil’ mudou o paradigma de atuação da engenharia nacional, cuja missão é pensar o País a partir do seu crescimento.”


Protagonismo

João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical da FNE, destacou o protagonismo do movimento sindical dos engenheiros, capitaneado pela federação, em particular, e o brasileiro como um todo. Ele observou que há 3.380 representantes dos trabalhadores com assento nos 350 conselhos da República com poder real de investimento. “Decidem sobre R$ 400 bilhões, o que demonstra seu protagonismo.”

Tal papel tem, ainda na opinião de Vargas Netto, garantido conquistas e levado a lutas como a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem diminuição de salários. “Temos hoje uma conjuntura baseada no emprego e ganho real, que impedem a instalação da crise no Brasil. Mesmo com o crescimento do PIB relativamente fraco, não há demissão no País como carta de primeira mão.”

De acordo com o consultor, essa situação “nos orgulha e coloca responsabilidades”. Ele identificou dois eixos estratégicos ao movimento sindical: a necessidade de luta contra a desigualdade social e, para tanto, de democracia, desenvolvimento e estado com capacidade de ação para garantir esses preceitos. Rumo a essas conquistas, Vargas Netto foi categórico: “O VIII Conse pode marcar momento de virada desse protagonismo.”


Realizar o sonho dos brasileiros

Concordando com o movimento vitorioso, Carlos Lessa, todavia, ponderou que ainda há muito o que caminhar para se alcançar um País justo. Criticando fortemente o projeto de instalação de multinacionais automobilísticas cujo início data de 1950, em detrimento do desenvolvimento nacional e cristalizando no imaginário popular que ter um carro seria a realização de um sonho, ele enfatizou: “É urgente mudar a matriz logística nacional, como está dito no ‘Cresce Brasil’.” Ele revelou o dado alarmante do crescimento anual de 9% dessa frota nas cidades brasileiras (que concentram 80% da população), há mais de uma década e meia. “O tempo médio de deslocamento casa-trabalho-casa, que uma estimativa aponta como de duas horas em média, vem crescendo.” Ainda segundo Lessa, o número de acidentes de trânsito é “apavorante”: “No último ano, foram 56 mil mortos. Perdemos um Vietnã no trânsito urbano e nas ligações interurbanas brasileiras (referindo-se à quantidade de soldados estadunidenses mortos naquela guerra).”

Lessa vaticinou: “Não é viável o País enfrentar a crise mundial mantendo-se puxado por esse padrão de desenvolvimento social. Ou não somos capazes de administrar nada ou a soberania está nas mãos das multinacionais que se instalaram aqui.” E questionou: “É esse padrão industrial que o Brasil quer?” Na sua avaliação, esse modelo “Casas Bahia” tem levado a população a um endividamento recorde, com patrimônio zero, mantendo as potencialidades do País intactas. “A afirmação de que há uma nova classe média é uma fraude.” O economista ressaltou: “O movimento dos engenheiros vem dando substância às notas iniciais de um projeto nacional. Agora é preciso discutir soberania, sem o que não há desenvolvimento de fato. Vocês terão que domesticar esse negócio chamado indústria automobilística. A chave para substituir o sonho do carro é investir no da casa própria. Esse é mobilizador, dinamizador, integrador e gera qualificação fantástica.” Nessa direção, o secretário de Obras do Acre, Wolvenar Camargo, apresentou projeto habitacional e urbanístico que vem sendo desenvolvido em Rio Branco, capital daquele estado, intitulado “Cidade do Povo”.

 Ao encerramento, além da homenagem a Carlos Lessa, foi lançado o livro “A FNE e o desenvolvimento nacional”. A publicação reúne, em 204 páginas, a história da federação, do movimento “Cresce Brasil” e suas conquistas. O primeiro dia fechou com apresentação de Monarco da Portela e banda, com participação especial de Juliana Diniz e Marquinhos Diniz, seguido de coquetel de confraternização.

 

Soraya Misleh

Imprensa - SEESP

Dentro da programação do VIII Conse, no dia 24/9, foi lançado o livro “A FNE e o desenvolvimento nacional”. A publicação, feita a partir de pesquisa e entrevistas com dirigentes e colaboradores da entidade, conta brevemente a história da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e destaca sua contribuição à discussão acerca do crescimento econômico por meio do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.  Em 200 páginas, relata as diversas etapas da iniciativa, que passou pela elaboração de um projeto próprio dos engenheiros a ser apresentado à sociedade e aos governantes, pela discussão sobre o desenvolvimento metropolitano, pela a crise financeira internacional desencadeada em 2008 e, atualmente, foca a Copa 2014 e os legados que essa deve deixar ao País em termos de infraestrutura.

* Fotos do lançamento do livro

Sobre a exposição
A exposição fotográfica “Cresce Brasil – o desenvolvimento como decisão nacional” pode ser vista durante a realização do congresso, que termina nesta quarta-feira (26/09) e que acontece no Novotel Jaraguá, na Capital paulista. Posteriormente, será levada aos demais estados do Brasil. Em 18 painéis, apresenta as prioridades elencadas pela FNE na luta pela retomada e manutenção do crescimento econômico com preservação ambiental e distribuição de renda. Retrata ainda as atividades do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” desde 2006, quando foi lançado.

* Fotos da exposição

 

Imprensa - SEESP



O Brasil precisa repensar sua logística. E os grandes desafios do país na área da engenharia são mobilidade urbana, saneamento básico e energia, na opinião do economista e ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Carlos Lessa. 

Estes serão alguns dos temas discutidos pelo professor e outros especialistas, durante o VIII Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), no período de 24 a 26 de setembro, em São Paulo. 

Segundo Lessa, reduzir o tempo gasto no deslocamento de casa para o trabalho é fator crucial para os próximos anos. “Hoje 80% da população brasileira é urbana e a logística é péssima. O tempo gasto no trânsito das cidades de médio e grande porte é uma tortura diária para os trabalhadores”, ressalta. 

O especialista também defende que o governo deve dar prioridade aos investimentos em saneamento básico, como instrumento de inclusão social, assim como a universalização da energia elétrica. “O Brasil está em vantagem com relação ao restante do mundo por não precisar de uma nova forma de geração de energia. No entanto, o país precisa repensar o modelo praticado hoje.” 

Congresso
Realizado a cada três anos, o Conse, a exemplo das edições de 2006 e 2009, colocará em pauta o debate sobre desenvolvimento, sob o tema “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – País + Inteligente”.

Em 2009, o projeto foi atualizado e ampliado, sob o título “O Cresce Brasil e a superação da crise”. Atualmente, coloca o seu foco na Copa 2014, seus desafios e a oportunidade que representa em termos de avanço na infraestrutura das cidades-sedes dos jogos no País. Juntamente com o balanço do projeto e o debate sobre suas perspectivas, a FNE lança publicação com a memória da iniciativa, que também merecerá uma exposição focando sua contribuição ao desenvolvimento.

 

Imprensa – SEESP
Informação do site da FNE



Centenas de profissionais de todo o Brasil estarão reunidos na capital paulista entre os dias 24 e 26 de setembro para participar do VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros). Realizado a cada três anos, o encontro, promovido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), colocará em pauta o debate sobre desenvolvimento, sob o tema “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – País + Inteligente”. “Com isso, reafirmamos a convicção da necessidade de manter e aprimorar políticas que estimulem a atividade econômica e beneficiem a produção e o emprego e agregamos à nossa histórica bandeira de luta elementos que consideramos fundamentais à construção de uma nação que ofereça condições de vida dignas a toda a sua população”, observa o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro.

A sessão de abertura, que será realizada na Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16), na manhã do dia 24, contará com apresentação da Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo (USP) e a participação de autoridades, entre elas, o governador do Estado, Geraldo Alckmin. À tarde, a partir das 14h30, as atividades terão início no Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71, Centro), pelo balanço do projeto “Cresce Brasil”, lançado há seis anos pela FNE e que foi transformado em ferramenta valiosa para a mobilização da categoria em torno do desenvolvimento nacional. Participarão dessa mesa inicial o coordenador técnico do projeto, Carlos Monte; o presidente do BNDES entre 2003 e 2004, Carlos Lessa; e o consultor sindical João Guilherme Vargas Netto.

No segundo dia do congresso, a partir das 9h, os engenheiros debatem os desafios, preparativos e legado da Copa 2014 para o Brasil com o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes; o assessor especial para Aeroportos do Grupo EcoRodovias, Dario Rais Lopes; o secretário Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Júlio Eduardo dos Santos; e os diretores executivos Ricardo Trade e Rogério Caboclo, respectivamente de Operações e de Relações Institucionais do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo). Na parte da tarde, a partir das 14h30, o tema será os compromissos e conquistas da Rio+20 para o país, com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; o professor titular do Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental da USP (Universidade de São Paulo), Wagner Costa Ribeiro; e o diretor do Programa Sênior de Política da Conservação Internacional do Brasil, Valmir Gabriel Ortega.

No dia 26, último dia do congresso, a partir das 9h, em pauta “Brasil Inteligente: um país desenvolvido, justo e soberano”, com o embaixador Samuel P. Guimarães; a pesquisadora da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Ceci Juruá; o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, Jorge Messias; e o professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e consultor do projeto “Cresce Brasil”, Marco Aurélio Cabral Pinto.

* Veja aqui a programação completa do VIII Conse

Serviço

O que: VIII Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse)
Quando: 24, 25 e 26 de setembro de 2012

Onde:
- Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16), no dia 24, das 9h às 12h;

- Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71), no dia 24 a partir das 14h30; e nos dias 25 e 26, a partir das 9h

Informações para a imprensa:
Departamento de Imprensa do SEESP
Rita Casaro
(11) 3113-2651
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No seu VIII Congresso Nacional, que acontece de 24 a 26 próximo, em São Paulo, os engenheiros avaliam os seis anos do projeto Cresce Brasil, lançado em setembro de 2006, durante o VI Conse, e que tinha como perspectiva de desenvolvimento econômico do país o forte investimento em energia hidrelétrica e outras fontes renováveis. Veio o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), as obras de infraestrutura e a ampliação da capacidade de geração energética brasileira está em pleno curso. A Usina Santo Antônio deverá entrar em operação ainda em 2012, Jirau em 2013 e Belo Monte a partir de 2015, segundo previsão do governo federal. Além disso, a partir de 2018 devem entrar em operação as usinas estruturantes do Baixo Tapajós: Juruena e Teles Pires. A expansão do sistema elétrico brasileiro ainda terá, pelos próximos dez anos, 50% da energia garantidos pelos empreendimentos hidrelétricos.

O temor da sociedade em relação aos impactos ambientais de usinas de grande porte, que cerca os projetos em implantação no Brasil, produziu forte mobilização e resistência em particular às obras de Belo Monte, com redobrada vigilância sobre as condicionantes sociais e ambientais, que por várias vezes foram motivo de interrupção das obras. Para reduzir as tensões e cumprir exigências contratuais, foram realizadas 38 reuniões com nativos de 24 terras indígenas, além de quatro audiências públicas nas cidades paraenses de Belém, Altamira, Brasil Novo e Vitória do Xingu. Mesmo assim, cerca de 350 índios de nove etnias chegaram a ocupar por mais de dois meses, em 2012, o sítio Pimental, o maior dos três canteiros de obras da usina.

O grupo reivindicava a criação do Comitê Gestor Indígena para monitoramento da vazão do rio, estudos complementares do Rio Bacajá, que é uma fluente do Rio Xingu, e plano de proteção das terras das tribos. A ocupação só terminou após negociação com a Norte Energia, empresa responsável pela obra.

Ainda que a construtora assegure que "o empreendimento não afetará sequer um metro quadrado de terra indígena”, sua direção admite que o embarramento da usina causará impactos negativos para a mobilidade dos índios no Rio Xingu e que isso exigirá resolver problemas da transposição de embarcações, já que a vazão do rio será diminuída. A exigência agora é que a empresa construa um sistema de elevação de pequenos e médios barcos, de até 30 passageiros, como as embarcações que utilizam o Rio Xingu, que não é um rio 100% navegável.

O cumprimento de todas as condicionantes e redução do impacto é também o que orienta a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) por meio do “Cresce Brasil” nas suas posições em relação a Belo Monte, empreendimento que virá assegurar suprimento energético só superável pela maior unidade em operação no país e uma das duas maiores do mundo, a Usina de Itaipu. A unidade vai acrescentar ao SIN (Sistema Interligado Nacional) cerca de 11 mil megawatts enquanto Itaipu tem uma geração de 14 mil MW. Quando estiverem operando juntas e a plena carga, as usinas Jirau, Santo Antônio e Belo Monte agregarão cerca de 17.500MW de energia elétrica – 3.500MW a mais do que Itaipu hoje. As do Complexo do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) juntas somarão 6.450MW. A primeira, operando a plena carga, vai gerar 3.450MW,enquanto Santo Antônio agregará 3.150MW. Ambas estão sendo construídas no estado de Rondônia.

Diversificar é preservar
O Brasil assumiu em 2009 o compromisso voluntário de diminuir suas emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9%, até 2020. Para isso, é preciso otimizar o uso de fontes renováveis alternativas. O Balanço Energético Nacional 2012 feito pela organização WWF-Brasil revela que o Brasil tem capacidade para aumentar em, pelo menos, 40% a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis alternativas - sobretudo se investir na geração de energia eólica, de biomassa e nas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), defendidas pelo Cresce Brasil complementares ao aproveitamento do potencial hídrico assegurado pelas grandes usinas. Atualmente, a energia hídrica representa mais de 81% da matriz elétrica brasileira.

No caso da energia eólica, seria possível uma produção de 300 milhões de kW por ano, sendo que hoje são 114 milhões de kW. Um dado curioso é que, se fosse possível cobrir totalmente o lago de Itaipu com painéis fotovoltaicos, a produção anual de energia solar poderia chegar a 183 milhões kW, o dobro do que produziu a usina de Itaipu em 2011.

O estudo encomendado pelo WWF Brasil aponta que as fontes renováveis poderiam substituir as termelétricas na função complementar às usinas hidrelétricas, responsáveis por mais de três quartos da eletricidade gerada no país. "O período da seca, quando as hidrelétricas produzem menos, coincide justamente com a safra de cana-de-açúcar e com o período de maior Incidência de ventos."

Dos 2,4 mil empreendimentos de geração de energia elétrica em operação no país, 777 (32,4%) usam fontes renováveis alternativas. São 398 pequenas centrais hidrelétricas, 51 centrais eólicas e 328 centrais de biomassa que utilizam bagaço de cana-de-açúcar, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Juntas, essas unidades seriam capazes de produzir cerca de 12,3 milhões de quilowatts de potência, o equivalente a 9% da produção nacional. Novas usinas eólicas, movidas a biomassa (principalmente a cana-de-açúcar) e as movidas a gás natural, que estão sendo implantadas em 2012, devem começar a produzir em 2018.

A FNE, com o Cresce Brasil, defende que, além da geração, o Brasil desenvolva capacidade de poupar a energia que gera, administrando o excedente. Outro tema que marcou os debates do Cresce Brasil nos últimos anos foi o das descobertas do pré-sal, seu peso nas políticas energéticas e a melhor destinação dos royalties obtidos com a sua exploração e comercialização. Enquanto a FNE prepara seu VIII Conse, o Congresso Nacional debate a proposta de destinar esses recursos para assegurar a vinculação de 10% do PIB aos gastos brasileiros com educação, índice defendido pela sociedade e que consta no texto do PNE (Plano Nacional de Educação) que tramita em Brasília.

* Veja a programação do VIII Conse aqui

Imprensa – SEESP
Texto da jornalista Rita Freire – da FNE



O JE (Jornal do Engenheiro), na TV, desta semana, entrevista o gerente de engenharia da Robert Bosch, Ederson Conti, a respeito das dúvidas em relação ao motor flex, que permite o uso de dois ou mais combustíveis. Na reportagem especial, será apresentado como foi o 1º Fórum Nacional de Trabalho em Altura – NR35, realizado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e pelo Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), no dia 15 de agosto último.

O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, no quadro “No Ponto”, fala sobre o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE, em 2006.

Isso e muito mais você vê no programa de televisão do SEESP. Em São Paulo, o JE é transmitido sempre às segundas-feiras, às 23h30, pelos canais 9 (Net), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital). Ou, no mesmo dia e horário, pela internet neste link. Já em outras cidades paulistas ou estados, os dias e horários são diferentes, veja aqui a grade da transmissão.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



A luta pelo desenvolvimento nacional é mais uma vez pauta do Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), que em setembro próximo chega a sua oitava edição, sob o tema “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – País + Inteligente”.  Com isso, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) reafirma sua convicção da necessidade de manter e aprimorar políticas que estimulem a atividade econômica e beneficiem a produção e o emprego e agrega à sua histórica bandeira de luta elementos que considera fundamentais à construção de uma nação que ofereça condições de vida dignas a toda a sua população.

* Veja toda a programação do VIII Conse aqui 

Durante o congresso, teremos a presença de engenheiros e convidados de todo o Brasil, além de especialistas de renome e autoridades nos diversos temas colocados em debate. 

* por Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da FNE

 

Imprensa – SEESP
* Informação da FNE



A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, denominada Rio+20, e as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), ambas ocorridas no Brasil, colocaram foco no nosso país e lhe deram visibilidade mundial.

Esse fato nos obriga a trabalhar e desdobrar os temas debatidos na Rio+20, em especial, retomarmos a discussão quanto ao crescimento socioeconômico com sustentabilidade, conforme propostas  propugnadas no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), com total engajamento do SEESP.

Expandir a economia entre 3% e 5% ao ano tem um impacto importante sobre o ambiente. São recursos naturais sendo demandados cada vez mais intensamente: mais terra, água, madeira, combustíveis etc. Precisamos mudar nossa ótica de consumo com vistas a uma nova cultura de cooperação social e respeito à sustentabilidade ambiental, evitando desperdícios. Um ponto fundamental nessa meta é implementar processos de logística reversa com tecnologia bem desenvolvida e dirigida a esse fim, o que é papel da engenharia e está entre as políticas públicas defendidas pelo SEESP.

Distribuir renda e riqueza para que todos possam consumir, o que é questão de justiça social e reversão do poder econômico e político, acarretará o aumento exponencial de exploração dos recursos naturais, muitas vezes de forma devastadora, com estragos estruturais e irreparáveis ao ecossistema. Hipóteses e dados de pesquisadores e estudiosos indicam que apenas 20% da população mundial consome 80% dos recursos naturais disponíveis e explorados na Terra. Com a inclusão dessa maioria hoje alijada, a questão que se coloca é como ficará o planeta se já está cada dia mais difícil para a natureza se reproduzir.

Em 2011, chegou-se ao sétimo bilhão de habitante. Essa multiplicação geométrica foi possível com os avanços da ciência, da tecnologia, da medicina e da educação. Apesar da curva de natalidade ser decrescente, temos como contrapartida o incremento da longevidade das pessoas, mantendo-se assim o potencial de consumo e produção de resíduos, que vem aumentando assustadoramente. Pesquisas indicam que cada ser humano gera, em média, 1kg de lixo por dia.

É, portanto, inevitável o desenvolvimento de uma cultura de reciclagem, não só pela escassez dos recursos naturais não renováveis, mas principalmente pela falta de espaço para acondicionar tanto material descartado.  Para que isso se efetive, é importante reavaliar o conceito de lixo, deixando de enxergá-lo como algo sujo e inútil em sua totalidade. Grande parte dele pode e deve ser inserida de volta no ciclo produtivo.

Nesse sentido, a sociedade civil organizada deve apoiar os programas de coleta seletiva, o trabalho dos catadores, dos aparistas e dos recicladores, pelo relevante papel que desempenham na prática da logística reversa. Isso traz economia de recursos naturais e é sustentabilidade.

* por Edilson Reis é consultor em transporte e mobilidade urbana, diretor do SEESP, coordenador do Grupo de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana da entidade e membro do Conselho Tecnológico do sindicato


Imprensa - SEESP
Artigo publicado no jornal JE, Edição 414/AGO/2012



 

Um termo de cooperação técnica visando ação conjunta para que os preparativos ao campeonato que o Brasil sediará em 2014 sejam desenvolvidos com “transparência, eficiência, sustentabilidade e segurança” foi firmado entre o Ministério do Esporte e a FNE. A cerimônia aconteceu em 30 de março, na cidade de Manaus, durante a abertura do seminário “O mundial e o desenvolvimento”, integrante do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.

 

 

Imprensa – SEESP
* Informação do site da FNE



“Hoje a referência não é mais aquela de lazer e praia apenas, somos a cidade do porto.” A observação é da professora Thais Helena Percavali, coordenadora dos cursos sobre portos da Unimonte (Universidade Monte Serrat), de Santos. Entusiamada com a nova fase, ela afirma: “O Porto de Santos está crescendo muito com investimentos importantes do capital nacional e internacional.”

Ela cita, especificamente, a instalação, em 2013, do BTP (Brasil Terminais Portuários), uma associação das duas maiores armadoras do mundo, a italiana MSC e a dinamarquesa Maersk, e da Embraport (Empresa Brasileira de Terminais Portuários), empreendimento conjunto das brasileiras Odebrecht e Coimex com a DP World, dos Emirados Árabes.  Serão dois grandes terminais multiuso que aumentarão significativamente a movimentação de contêineres e cargas no porto santista.

Entre 1996 e 2007, foram feitos investimentos de R$ 4 bilhões no porto e a movimentação de cargas saltou de menos de 30 milhões de toneladas, em 1993, para quase 100 milhões de toneladas em 2011. “É um novo ciclo de crescimento e desenvolvimento que se reflete diretamente em Santos, que vê a recuperação do emprego e da renda”, observa o professor e engenheiro civil Alcindo Gonçalves, da área de pós-graduação da UniSantos (Universidade Católica).

Para a prefeitura local, o grande desafio é garantir que a população de Santos e da região esteja preparada para aproveitar as oportunidades que se apresentam. Nesse sentido, informa a administração municipal, vem atuando em várias frentes. Na expansão do porto estão sendo aplicados R$ 2,705 bilhões (públicos) e R$ 17,437 milhões (privados) em obras que envolvem dragagem, acesso e ampliação de terminais. Outro importante empreendimento será o Porto Valongo Santos, que compreende a implantação de complexo turístico, empresarial, cultural e náutico em área de cais (faixa ocupada pelos armazéns de 1 a 8) numa região há anos degradada. O empreendimento prevê recursos privados da ordem de R$ 554 milhões, além de investimentos do governo federal e da Prefeitura.

Formação
A modernização do Porto, que antes tinha na figura do carregador de café o seu símbolo maior, até porque a sua existência inicial se dá para a exportação da commodity (veja quadro), exige outro tipo de trabalhador portuário. “Os novos equipamentos, a automatização, a logística complexa geram novas demandas e desafios para a mão de obra, que precisa ser muito mais qualificada”, explica Gonçalves. Para ele, exige-se agora força de trabalho com “maior valor agregado”.

Percavali relaciona as especialidades que também serão exigidas no porto e para a exploração do pré-sal na bacia de Santos: engenharia mecânica e naval e TI (Tecnologia da Informação). Para ela, nesse processo de desenvolvimento, um risco que se corre é a falta de mão de obra para estaleiros que se instalarão na Região Metropolitana da Baixada Santista.

No ano passado, a Poli/USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) instalou o curso de Engenharia de Petróleo em Santos, ainda com apenas dez vagas, mas com intenção de aumentar para 50, em 2013. Porém, existem outros projetos mais ligados diretamente às atividades portuárias, adianta o diretor da instituição, José Roberto Cardoso: “Está em concepção a área de Oceânica para a instalação de cursos de engenharia mecânica, naval e TI. Estamos aguardando apenas a cessão de espaços prometidos pela Prefeitura. A ideia é ter um campus Santos, no espaço de 20 a 30 anos, tão forte quanto as unidades da USP em São Carlos e Ribeirão Preto.”

Dos sacos de café ao cais moderno
“Trabalho há 25 anos na área. Quando comecei, as pessoas não entendiam bem e já me imaginavam com um saco de café nas costas”, lembra Thais Helena Percavali, coordenadora dos cursos de portos da Unimonte (Universidade Monte Serrat), de Santos.

Apesar da visão caricatural, o professor e engenheiro civil Alcindo Gonçalves, da área de pós-graduação da UniSantos (Universidade Católica), destaca  a relação íntima entre o município e o porto. “Antes éramos uma pequena cidade, assolada por graves doenças, como a febre amarela, varíola, peste bubônica, com índice altíssimo de mortalidade. Com o porto moderno, na virada do século XIX para o XX, tendo de cumprir sua função econômica, exigiu-se uma cidade salubre, urbanizada. É aí que temos o grande plano de saneamento do engenheiro Saturnino de Brito”, relata. Na mesma época, completa, nasce a classe média local, ligada às atividades comerciais e aos negócios do café.

Segundo ele, novo avanço foi propiciado pela Lei de Modernização dos Portos (8.630/1993), que transformou radicalmente o ambiente, o funcionamento e o investimento do cais santista. “São três momentos: de 1890 a 1980, o monopólio privado da CDS (Companhia Docas de Santos); de 1980 a 1993, o monopólio público representado pela Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo); e hoje um sistema híbrido com a autoridade portuária pública e a operação privada, um modelo concorrencial”, afirma o professor da UniSantos.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP
* Matéria publicada no JE, Edição 413/Julho/2012



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