GRCS

Murilo Pinheiro*

A volta da economia a uma trajetória de crescimento passa pelo fortalecimento da presença do Estado como indutor do investimento em infraestrutura. Sem essa retomada pelo governo federal do seu papel de dinamizador das obras de caráter estrutural e estruturante, o País corre o risco de repetir uma expansão episódica, marcada por altos e baixos.

A importância do investimento na melhoria da vida da população brasileira é o tema central da publicação Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento - Cidades, projeto que vem sendo conduzido pela FNE(Federação Nacional dos Engenheiros) desde 2006.

Em sua versão mais recente, apresenta diagnóstico dos principais problemas das cidades e as soluções a serem adotadas para aumentar a qualidade de vida da população. No documento, aponta-se, por exemplo, que serão necessários R$ 273 bilhões até 2033 para reposição e expansão de sistemas de fornecimento de água e de esgoto sanitário.

Em outro tema relevante, o Cresce Brasil aborda os avanços disponíveis para aprimoramento da iluminação pública por meio da tecnologia LED. O uso em larga escala desses sistemas pode gerar redução de até 50% na despesa com energia elétrica das prefeituras brasileiras.

No segmento da moradia, o documento lembra que há uma carência de mais de 5,8 milhões de domicílios no País, um número que considera tanto as famílias que não possuem moradias quanto aquelas que moram em edificações inadequadas.

Ao apontar a necessidade de investimento em segmentos distintos, o Cresce Brasil lista alternativas de gestão das contas públicas de forma a se criar as condições para os gastos de capital. Nesse sentido, o documento recomenda gestão financeira voltada para a ampliação da base de arrecadação.

No atual cenário, em que é notória a necessidade de expansão do investimento, os engenheiros chamam a atenção para o risco da paralisação de milhares de obras públicas espalhadas pelo País. Os cerca de 5.000 canteiros abandonados Brasil afora são o retrato de um duplo prejuízo: primeiro, pela perda de verbas públicas; segundo, pela falta que tais obras concluídas representam para a população.

Com o País arcando com os custos de uma recessão, a retomada das obras públicas ajudaria a formar novas frentes de trabalho, gerando emprego e renda. Esse alerta para que esses empreendimentos sejam reiniciados são contribuições que a engenharia e os engenheiros têm a dar nesse momento de recuperação da economia nacional.

 


Murilo Pinheiro
 é presidente da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais. Artigo publicado no jornal Diário do Grande ABC

 

 

 

 

 

 

 

 

A relação do homem com o meio ambiente foi abordada em duas conferências realizadas na manhã de quarta-feira última (19/07), na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A professora do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e vice-presidente da SBPC, Vanderlan Bolzani, afirmou na conferência Bioprospecção da flora brasileira, conservação e uso sustentável da biodiversidade que os ambientes tropicais são pouco estudados.

Com grande biodiversidade de espécies, o País vem perdendo oportunidades de produzir medicamentos e produtos éticos, do ponto de vista científico e ecológico. Ela frisou ainda que a exploração desse potencial pode ser feita de modo a não prejudicar a natureza.

Com relação à Amazônia, a preocupação é manter um desenvolvimento sustentável que equilibre o progresso e a proteção à natureza, destacou o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Luiz Renato de França, na conferência A Amazônia e a sociedade brasileira.

 

Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Comunicação SEESP

 

 

 

 

seminário mobilidade

 

Os projetos brasileiros premiados e finalistas da América Latina em 2017 pela União Internacional de Transportes Públicos (UITP) foram apresentados em São Paulo nesta terça-feira (13), durante seminário promovido pela organização, com o apoio do SEESP e do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), mantido pela entidade paulista. Intitulada “Mobilidade urbana e tendência mundial”, a atividade ocorreu no auditório do sindicato. Por suas iniciativas em transporte público e mobilidade, os melhores da região foram agraciados durante o UITP Global Public Transport Summit, entre 15 de 17 de maio, em Montreal, no Canadá. Tal evento ocorre a cada dois anos para discutir o futuro da mobilidade urbana. Nesta edição, reuniu 2.700 delegados de 84 países no seminário sob o tema “Liderando a transição” e mais de 10 mil visitantes na feira com 330 expositores. No ensejo, foi possível observar a grande quantidade de inovação no setor, desde o gerenciamento de dados (big data) até os pioneiros veículos autônomos.

Ao trazer esses resultados ao público brasileiro, a UITP jogou luz sobre as tendências mundiais à mobilidade urbana. Abrindo o evento, o coordenador do Conselho Assessor de Mobilidade do Conselho Tecnológico do sindicato e presidente da união internacional, Jurandir Fernandes, destacou a iniciativa como “uma primeira janela de debates para se extraírem temas subsequentes e se aprofundar”. O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, apontou: “Temos que pensar a mobilidade na Grande São Paulo como um todo, integrada.” Já o tenente-coronel Marcelo Vianna, comandante de trânsito da Polícia Militar de São Paulo, afirmou: “Não há nenhuma solução que não a comunhão de esforços e entendimento do poder público e iniciativa privada.” Ao encontro dessa visão, o presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, salientou: “Essa discussão de saídas para a retomada do crescimento e desenvolvimento nacional, é parte da ‘Engenharia Unida’.” O movimento em questão é um chamado da FNE à articulação dos diversos setores e organizações da área tecnológica na busca por soluções factíveis à crise atual.

Nessa direção, no primeiro painel, Jurandir Fernandes apresentou as tendências mundiais à mobilidade urbana. “É preciso enxergá-las para não continuarmos a fazer mais do mesmo. É necessário, contudo, também evitar o vício da imitação barata. É importante olhar para o que está acontecendo, ver os erros e acertos.” Ao traçar histórico sobre a evolução e tendências na área desde final do século XIX, ele lembrou que o que antes era considerado ficção científica hoje é realidade. Por exemplo, na digitalização, com dados abertos e coleta automática de dados online, colocando a mobilidade integrada com outras atividades, como um serviço. Um exemplo é a possibilidade de orientação no trânsito via aplicativos, como um relógio de pulso com leitor de voz. “Há forte inovação de produtos, negócios, materiais, tecnologia embarcada. E o transporte público é porta de entrada.” Entre essas, apresentadas em Montreal, Fernandes citou a possibilidade de viagens compartilhadas sob demanda, com roteamento online e algoritmos calculando rotas mínimas, e os veículos autônomos, com automação e mesmo sem condutor. “Muitos países os têm adotado, com itinerários e horários fixos. Cingapura já está fazendo a implantação. Há utilitários de limpeza urbana totalmente automáticos.” O presidente da UITP assinalou ainda a última tendência: eletrificação. “Diversos países assinaram tratados sobre questões ambientais. Em 2015, houve um salto na frota de veículos elétricos, que alcançou um milhão, sendo 340 mil exclusivamente a bateria, quase 99% na China, com perda de espaço aos híbridos e aos trólebus. Hoje são 2 milhões de veículos elétricos no total e a projeção da International Energy Agency (IEA) é que cheguem a 9 a 20 milhões em 2020 e 40 a 70 em 2025, conforme as perspectivas mais ou menos otimistas.” Ele citou as cidades de Shenzhen, na China, com projeto de eletrificação total ainda neste ano, além de Montreal em 2022 e Paris, capital da França, em 2025. 

Projetos apresentados
Em seção coordenada por Valeska Peres Pinto, coordenadora do Programa UITP, foram apresentadas as melhores práticas em promoção e comunicação do transporte público que foram destaque em Montreal e no financiamento e modelo de negócios, com a Addax/Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) recebendo o prêmio mundial por projeto de concessão no formato parceria público-privada. Flavio Chevis, CEO da Addax, abordou este último tema como tendência mundial e falou sobre a ação agraciada, relativa a sistema integrado na Região Metropolitana da Baixada Santista.

Já em relação à promoção e comunicação, foram três campanhas: a premiada relativa à marca de 6 milhões de usuários do cartão BOM, pela Autopass, com apresentação do diretor de Marketing da empresa, Roberto Sganzerla; a também agraciada referente ao “projeto lotação próximo trem”, que apresenta informação ao usuário da Linha 4 do metrô, segundo informou o vice-presidente da UITP e presidente da ViaQuatro, Harald Zwetkoff, sobre quando o trem vai chegar e qual o carro mais vazio, “uma inovação tecnológica”; e a contra o abuso sexual no metrô de São Paulo, apresentada por Cecilia Guedes, chefe do Departamento de Relacionamento com o Usuário da companhia. Na categoria APPs coletivos (aplicativos), o projeto finalista pela colaboração e análises de dados de mobilidade da startup Scipopulis foi colocado em pauta pelos seus diretores Julian Monteiro e Marcio Cabral. Também participou dos painéis Eleonora Pazos, diretora da UITP América Latina.

Ao final, debate moderado por Fernandes teve a participação de Zwetkoff, Joaquim Lopes, presidente da EMTU/SP, Murilo Pinheiro e Saulo Krichanã Rodrigues, diretor-geral do Isitec. Este último apresentou o que motivou a criação desse instituto, mantido pelo SEESP: diagnóstico e demanda apontados no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da FNE, de que o conhecimento é mola propulsora do desenvolvimento nos países e é necessário formar mais e melhores engenheiros no País. Nesse contexto, desenvolveu-se no Isitec a pioneira graduação em Engenharia de Inovação, cujo processo seletivo para a quinta turma está com inscrições abertas até a próxima terça-feira (20). Ainda de acordo com Krichanã, entre os cursos de extensão universitária, um dos focos é mobilidade. Mais informações no site www.isitec.org.br.

 

 

Soraya Misleh
Comunicação SEESP

 

 

Murilo Pinheiro * 

A volta da economia a uma trajetória de crescimento passa pelo fortalecimento da presença do Estado como indutor do investimento em infraestrutura. Sem essa retomada pelo governo federal do seu papel de dinamizador das obras de caráter estrutural e estruturante, o país corre o risco de repetir uma expansão episódica, marcada por altos e baixos.

A importância do investimento na melhoria da vida da população brasileira é o tema central da publicação Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Cidades, um projeto que vem sendo conduzido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) desde 2006.

Em sua versão mais recente, o Cresce Brasil apresenta um diagnóstico dos principais problemas das cidades e as soluções a serem adotadas para aumentar a qualidade de vida da população. No documento, aponta-se, por exemplo, que serão necessários R$ 273 bilhões até 2033 para reposição e expansão de sistemas de fornecimento de água e de esgoto sanitário.

Em outro tema relevante, o Cresce Brasil aborda os avanços disponíveis para aprimoramento da iluminação pública por meio da tecnologia LED. O uso em larga escala desses sistemas pode gerar redução de até 50% na despesa com energia elétrica das prefeituras brasileiras.

No segmento da moradia, o documento lembra que há uma carência de mais de 5,8 milhões de domicílios no país, um número que considera tanto as famílias que não possuem moradias como aquelas que moram em edificações inadequadas. O conteúdo desse documento pode ser acessado no endereço virtual www.crescebrasil.org.br.

Ao apontar a necessidade de investimento em segmentos distintos, o Cresce Brasil lista alternativas de gestão das contas públicas de forma a se criar as condições para os gastos de capital. Nesse sentido, o documento recomenda gestão financeira voltada para a ampliação da base de arrecadação.

No atual cenário, em que é notória a necessidade de expansão do investimento, os engenheiros chamam a atenção para o risco da paralisação de milhares de obras públicas espalhadas pelo país. Os cerca de 5 mil canteiros abandonados Brasil afora são o retrato de um duplo prejuízo: primeiro, pela perda de verbas públicas; segundo, pela falta que tais obras concluídas representam para a população.

Com o país arcando com os custos de uma pesada recessão, a retomada das obras públicas ajudaria a formar novas frentes de trabalho, gerando emprego, renda. A medida também contribuiria para dinamizar a microeconomia em diversas localidades, transmitindo uma mensagem positiva de recuperação da infraestrutura nas mais diferentes áreas.

Ao defender o resgate dessas obras, a Federação Nacional dos Engenheiros reafirma a postura e o trabalho do Movimento Engenharia Unida em prol do desenvolvimento e do aumento da qualidade de vida dos brasileiros. Esse alerta e o apelo para que esses empreendimentos sejam reiniciados são contribuições que a engenharia e os engenheiros têm a dar nesse momento de recuperação da economia.

 


Murilo Pinheiro, presidente do SEESP, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais (CNTU). Artigo publicado, originalmente, no site Congresso em Foco, em 13/06/2017

 

 

 

 

 

O secretário Nacional de Relações do Trabalho, Carlos Cavalcante de Lacerda, participou, na manhã desta terça-feira (16/5), em Brasília, de encontro com dirigentes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU). Na ocasião, ele destacou a relevante contribuição dessas entidades ao debate sobre a retomada do crescimento econômico. “Sobre as obras inacabadas, o governo deveria ouvir engenheiros”, exemplificou. Nesse sentido, o secretário enfatizou também a necessidade de um projeto de desenvolvimento e geração de emprego no País, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.


Fotos: Edgar Marra
Encontro foi prestigiado por dirigentes da FNE e da CNTU de todo o País.

Lacerda, que tem origem no movimento sindical dos metalúrgicos do Amazonas, aproveitou a oportunidade para afirmar a disposição de atuar de forma ampla na Secretaria. “Atendemos todo mundo, independentemente de central. Lá, eu não abri as portas, eu tirei as portas”, garantiu. Ele também manifestou preocupação com o aprimoramento da estrutura do Ministério do Trabalho e Previdência Social, que, ao longo das últimas décadas, vem perdendo relevância no conjunto do governo.

Para o secretário, é essencial ainda o fortalecimento do movimento sindical e a manutenção de fontes de custeio para as entidades que representam os trabalhadores, daí ser fundamental ampliar o debate sobre esses temas, hoje em discussão no Congresso.

Ao final, o presidente da FNE e da CNTU, Murilo Pinheiro, saudou o trabalho que vem sendo desenvolvido na Secretaria por Lacerda: “É um trabalho sério e é importante que continue.” Também participou do encontro o coordenador-geral de Registro Sindical da Secretaria, Leonardo Cabral Dias.

 

Rita Casaro
Comunicação FNE

 

 

 

Na seção Plenária 4 do EcoSP, dedicada ao projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, o foco foi a regulamentação da mineração e o Sistema Aquífero da Grande Amazônia (Saga). A atividade ocorreu na manhã de sexta-feira (28/4), no auditório do SEESP.

Foto: Beatriz Arruda/SEESP
mesa 4 ecoSP foto biaNa mesa, da esquerda para a direita: Ricardo Deguti, o diretor do SEESP Edilson Reis (que também integrou a mesa), Carlos Alberto Garcêz e Francisco de Assis Matos de Abreu.


Durante a abertura, o vice-presidente do SEESP, idealizador e coordenador do evento, Carlos Alberto Guimarães Garcez, lembrou e agradeceu a participação, em outras edições do EcoSP, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), representado pelo engenheiro de mineração Ricardo Deguti de Barros Silva, que falou sobre a atividade no segmento, que requer experiência e especialização, do ponto de vista da engenharia, lembrando que é uma atividade necessária no cenário atual das grandes cidades já que gera riqueza.

Um dos pontos destacados em sua apresentação é o impacto ambiental gerado por sua atividade. “O acidente em Mariana quebrou-se um paradigma da atividade de mineração, uma vez que antes eram considerados os impactos locais e, agora, precisamos pensar esses impactos em nível regional”, observou.

Ao final, Deguti lembrou que áreas que serviram durante algum tempo para a extração estão sendo reaproveitadas como uma antiga pedreira em Curitiba que virou um parque. Alguns locais em São Paulo estão sendo estudados para a construção de escolas e áreas de lazer.

Amazônia e seu aquífero
O professor Francisco de Assis Matos de Abreu, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi o segundo palestrante do período da manhã. Ele expôs o estudo sobre o Saga, resultado de um trabalho interdisciplinar realizado por um grupo de pesquisadores da UFPA em conjunto com pesquisadores de outras instituições.

Ele lembrou que mais de 18,4% das águas do mundo estão localizadas na região amazônica e mais de 80% do volume contido no ciclo das águas da Amazônia está submerso, representando um montante de 162 mil quilômetros cúbicos de água o que equivale a mais de 150 quatrilhões de litros de água. Antes, o maior aquífero já descoberto era o Guarani, com 39 mil quilômetros cúbicos. “Esses 162 milhões de quilômetros cúbicos estão localizado em uma profundidade máxima de 350 a 400 metros, não mais do que isso”, detalhou.

Francisco de Assis de Abreu explicou que o sistema Aquífero da Grande Amazônia é um conjunto de camadas geológicas que vem se formando desde o período cretáceo superior, terciário, que tem uma quantidade expressiva subterrânea. Essas camadas vem desde os Andes até chegar na Foz do amazonas, na altura de Macapá e Belém, estando dividida em várias bacias, como a do Acre, do Solimões, do Amazonas.

Durante sua exposição, o pesquisador elencou o que chamou de os sete pecados capitais na Amazônia: fogo (queimadas e desmatamento), pastagem (expansão da agropecuária), garimpo, criação de estradas (oficiais e muitas clandestinas), burocracia, corrupção e saneamento básico.

"A Grande Belém possui 2,5 milhões de habitantes, mas somente 7% da cidade tem rede de esgoto. Ananindeu, localizada na Grande Belém, possui zero de esgotamento sanitário. Esse é um problema muito série que compromete as águas superficiais da Amazônia”, relatou Abreu.

Outra situação observada pelos pesquisadores é a quantidade de navios para o escoamento da safra de soja: “Eles [os navios] descarregam água de lastro e com ela chegam faunas exóticas. Tem um caramujo exótico que não tem nenhum tipo de predador e está se alastrando pela Amazônia, se tornando uma verdadeira praga”.

Ao final, os participantes puderam fazer perguntas aos palestrantes no microfone, promovendo um debate sobre problemas e soluções para questões locais na região Norte e em demais regiões do País. 


Deborah Moreira
Comunicação SEESP





O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, foi o entrevistado do programa “Economia dia a dia”, produzido pelo Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo (Sindecon-SP). O dirigente falou também em nome das duas outras entidades que está à frente, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU).

Murilo ressaltou a temática do seminário de abertura das campanhas salariais, realizado anualmente pelo sindicato, abordando o cenário econômico e político nacional, antes de iniciar as negociações dos engenheiros. “É dever de cada cidadão estar por dentro dos números do País”, disse. Sobre a reforma da Previdência, a liderança destacou: “Estão propondo que o trabalhador morra antes de se aposentar.”

O movimento “Engenharia Unida” e o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, ambos da FNE, também estiveram na pauta. Segundo Murilo, para enfrentar a crise, “temos que brigar, sugerir e apresentar soluções factíveis”. A engenharia e a economia têm muito a acrescentar nesse sentido, conforme ele salientou durante o programa. “Precisamos discutir juntos uma saída a essa crise.”

Confira:

 

https://www.youtube.com/watch?v=6tSYIti73qA

 

 

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP

 

 

 

 

Com o objetivo de discutir as ações prioritárias para 2017, o SEESP realizará uma série de encontros no interior paulista. Como parte dessa agenda, ocorreu nesta segunda-feira (16) reunião na sede da Delegacia Sindical em Jacareí. No ensejo, o presidente estadual da entidade, Murilo Pinheiro, fez um breve balanço da atuação do SEESP em 2016 e um chamado ao trabalho em 2017, com ênfase no esforço regional.


Foto: Rita Casaro/SEESP
Jacareí 16JAN2017 
Reunião na Delegacia Sindical em Jacareí, no dia 16 de janeiro, discute ações para 2017.
 

Salientando o momento difícil no País, com “uma metralhadora giratória colocada contra os trabalhadores, como as reformas trabalhista e da Previdência”, ele observou: “Tudo isso diz respeito à categoria, que precisa participar do debate.” Murilo lembrou as ameaças à engenharia nacional como o anúncio de contratação de empresas estrangeiras pela Petrobras. Referência à licitação para retomada das obras à construção da unidade de processamento de gás natural do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) – em que as empresas nacionais foram impedidas de participar. O presidente da entidade enfatizou, assim, que é necessário combater a corrupção sem desmantelar as companhias brasileiras. 


Como destacou, no ano passado, apesar da situação política, o SEESP realizou uma agenda positiva. “Trabalhamos na direção de buscar alternativas para o crescimento e desenvolvimento nacional. Fizemos inúmeras discussões. Criamos a Frente Parlamentar Mista da Engenharia juntamente com o deputado Ronaldo Lessa.” Para 2017, foi categórico: “Precisaremos arregaçar as mangas e manter o esforço. Temos essa responsabilidade. O Brasil espera que entidades como a nossa apresentem propostas. É o que temos feito por meio do projeto ‘Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento’ e do movimento ‘Engenharia Unida’. Uma grande contribuição é o Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia).”

 

Nessa direção, Murilo ressaltou que o trabalho nas delegacias sindicais deve também se intensificar. “É necessário ampliar a representatividade e a inserção no debate das questões locais e regionais, bem como atrair jovens para essa ação." Em Jacareí, o planejamento para 2017 deve contemplar cursos de qualificação profissional. A ideia, ainda, é aproximar cada vez mais a entidade dos engenheiros, com representantes sindicais em Igaratá, Guararema e Santa Isabel, cidades abrangidas pela delegacia.
 

Da diretoria estadual, participaram dessa primeira reunião os vice-presidentes João Carlos Gonçalves Bibbo e Carlos Alberto Guimarães Garcez, além do 3º secretário, Edilson Reis. Da regional, o presidente Roberto Benedito Requena Juvelle, os vices Joaquim Marcílio de Carvalho e Alexandre Mariano da Silva, além dos diretores Ricardo de Souza Esper, Januário Garcia, Norberto Luiz Vieira Lima e Maurílio Alves de Carvalho. Também esteve presente o 1º vice-presidente da Delegacia Sindical no Alto Tietê, Gley Rosa.

 

 

 

Comunicação SEESP

O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, foi entrevistado pela publicação “Conselho em Revista”, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea-RS), edição 117, de novembro e dezembro de 2016. Entre outros temas, a liderança dos engenheiros discorreu sobre diversos temas importantes para os profissionais e para o Brasil, como as prioridades da entidade para o ano de 2017, o projeto Cresce Brasil, os gargalos na infraestrutura nacional.

Sobre como manter a engenharia forte e unida diante do cenário social, político e econômico do Brasil, Murilo observou que é “exatamente por vivermos um momento de crise faz-se ainda mais necessária uma engenharia forte e unida (...) é extremamente importante para a categoria e para o País que a engenharia dê a sua contribuição qualificada para encontrarmos saídas às dificuldades enfrentadas”.

Para ele, depois de um período de crescimento fantástico do mercado de trabalho (entre 2003 e 2013 o emprego formal na área cresceu 87%), desde 2014 as demissões vêm superando as admissões. “Portanto, não faltam profissionais. Hoje, estão faltando oportunidades. Com relação à qualificação, os engenheiros brasileiros estão entre melhores do mundo, não há dúvida com relação a isso”, salientou.

Leia a entrevista completa aqui.


Revista CreaRS

 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

O coordenador técnico do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da FNE, engenheiro Carlos Monte, representa a entidade no evento EletroMet, uma iniciativa conjunta dos professores e alunos do Departamento de Meteorologia do Instituto de Geociências (Igeo), do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A atividade, que começou quinta-feira (13/10) e termina sexta-feira (14), está sendo realizada em auditório do Centro e conta com o apoio das associações Brasileira de Engenheiros Eletricistas (ABEE) e dos Técnicos Industriais do Estado do Rio de Janeiro.


Foto: Divulgação
Carlos Monte home nomes 

Da esquerda para a direita: Caio Atila Sena – presidente do Centro Acadêmico; Luiz Oswaldo Aranha,
representante de Furnas Centrais Elétricas; professor Luiz Francisco Maia, chefe do Departamento
de Meteorologia; Rômulo da Silveira Paz, presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia;
Elizabeth Faria Souza, presidente da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da
Eletricidade (Abracopel); Carlos Monte, representante da FNE; e Ricardo Nascimento, diretor da ABEE.

 

O representante da FNE, no período da tarde do primeiro dia do evento, falou sobre o projeto “Cresce Brasil”, as atividades da federação e dos seus sindicatos filiados, do movimento Engenharia Unida e da criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec). Monte observa que um dos assuntos que mais interessaram aos presentes são as aplicações da meteorologia no setor elétrico, em especial na implantação de usinas renováveis eólicas e solares.

A FNE se fez presente também, ainda conforme Monte, na exposição paralela ao evento, atendendo ao público presente - cerca de 100 participantes - e distribuindo material atinente aos temas abordados na palestra.

História
Em 1967, os Departamentos de Meteorologia, Geografia e Geologia da UFRJ se juntaram para fundar o Instituto de Geociências (IGEO). Em 2009, o Departamento de Meteorologia iniciou as atividades de seu Programa de Pós-graduação em Meteorologia (PPGM-IGEO-UFRJ) oferecendo o curso de Mestrado em Meteorologia, stricto senso, aprovado pela Capes-MEC. Nesta sexta-feira, 14 de outubro, comemora-se o Dia do Meteorologista.

* Confira a programação da EletroMet

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 







 

O Núcleo Jovem do SEESP realiza reunião no próximo sábado (17/09), na sede do sindicato, na Capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista), das 9h às 12h. A atividade é aberta também aos que ainda não estão engajados no Núcleo e queiram participar. Na ocasião, será dada continuidade ao trabalho sobre o bairro Itaim Paulista, que sofre há muito tempo com enchentes por causa das chuvas.

O Núcleo, inclusive, já iniciou a elaboração de uma cartilha e a organização de uma feira no local. Os dois eventos têm o propósito de melhor elucidar a população da comunidade sobre como lidar com o meio ambiente, conhecendo seus deveres e obrigações e os benefícios que isso traz para toda a população não só do bairro.

Conheça mais sobre o projeto: Cresce Brasil - “Cresce Brasil – Itaim Paulista” é lançado

 

Comunicação SEESP







Dirigentes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) estiveram reunidos, nesta quarta-feira (24/08), em Brasília, com os presidentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e dos Correios, órgãos ligados ao Governo Federal, respectivamente, Francisco Marcelo Rodrigues Bezerra e Guilherme Campos Júnior. O teor principal dos encontros, segundo o diretor José Luiz Bortoli Azambuja, foi a solicitação do ingresso da FNE nas negociações dos acordos salariais como legítima representante dos profissionais das duas empresas. 


Foto: Paula Bortolini/Assessora da Presidência
Murilo Brasília 24AGO2016 2 
Dirigentes da FNE com o presidente da Conab (ao centro), em Brasília, reivindicam
representar engenheiros na mesa de negociação do acordo coletivo

 

Na ocasião, explica Azambuja, foi entregue documento argumentando, juridicamente, a legalidade da representatividade da federação junto a esses profissionais, e destacando-se que a FNE, por delegação de seus 18 sindicatos filiados, tem abrangência nacional e competência para negociar nesse âmbito. “Além disso, enfatizamos que os próprios engenheiros estão procurando os nossos sindicatos solicitando a nossa inclusão nas negociações salariais”, salienta. 

Na Conab existem 250 engenheiros lotados nas diversas unidades da empresa distribuídos em vários Estados, sendo que a unidade com maior lotação é a do Distrito Federal, na sede da companhia, em Brasília, e a data-base é 1º de setembro. Já os profissionais dos Correios somam em torno de 700 em todo o Brasil e a data-base é 1º de agosto, ou seja, as negociações já estão em andamento. 

Cresce Brasil
O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, enfatizou a disposição da FNE em contribuir para o fortalecimento das empresas destacando que os engenheiros são estratégicos para que isso aconteça e apresentou, ainda, o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e sua edição atual sobre Cidades e o Movimento Engenharia Unida. 

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

 

O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, participou, nesta terça-feira (23/08), da abertura da 2ª Semana da Engenharia e da Agronomia do Piauí (Seapi), em Teresina. Na sua fala, Pinheiro destacou a importância do movimento Engenharia Unida, cujo objetivo é apresentar propostas para o crescimento e desenvolvimento do País, assim como também o projeto “Cresce Brasil”, da entidade. O dirigente também parabenizou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia local (Crea-PI) pela realização do evento, “unindo estudantes e profissionais de forma a discutir temas relevantes”.



Piauí 230816 2Pinheiro, no pulpito, fala sobre o movimento Engenharia Unida
e defende propostas para o desenvolvimento do País
 

A 2ª Seapi termina no próximo dia 27 e está sendo realizada no Centro de Convenções Atlantic City, com o tema "Saneamento: Saúde e Desenvolvimento". O evento tem a parceria das maiores Instituições de Ensino Técnico e Superior do Piauí para o desenvolvimento metodológico do evento e das entidades de diversas categorias profissionais da engenharia. A programação aqui.



Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Paula Bortolini - Assessoria da Presidência







 

O JE na TV desta semana traz na Reportagem as novas publicações do Cresce Brasil. Na entrevista, o arquiteto Ruy Ohtake. Na seção No Ponto, Murilo Pinheiro fala da Orientação Profissional oferecida pelo sindicato.

Imagem: Reprodução

ruy otakeRuy Ohtake é o entrevistado desta semana, pelo apresentador Fabio Pereira, no JE na TV



"Nossa luta permanente no SEESP é pelo desenvolvicmento e para que haja oportunidade para todos. Porem, todos sabemos que em tempo de crise surgem as dificuldades. Se você deseja orientações sobre seu rumo profissional, entre em contato conosco e aproveite esse serviço oferecido pelo sindicato", diz Pinheiro.

O JE na TV é uma produção da Imprensa do SEESPConfira na programação ao vivo, hoje às 19h30, da TV Aberta em http://tvaberta.tv.br/aovivo

Confira abaixo o programa na íntegra:






Imprensa SEESP








O salão da Paróquia São José Operário, na Vila Itaim, zona leste da capital paulista, estava cheio na manhã de sábado (6/8). Os moradores locais estavam curiosos para saber quem eram aquelas pessoas que se apresentavam a elas com um projeto para o bairro. O  lugar foi escolhido para o lançamento da publicação do Projeto Cresce Brasil Itaim Paulista justamente para aproximar população e integrantes do Núcleo Jovem Engenheiro, idealizador do projeto. Com tiragem de mil exemplares, a publicação foi distribuída aos presentes e membros de associações de bairro local para formalizar a participação e início da atuação do Núcleo Jovem Engenheiro no local.

 

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
murilo pinheiro itaim paulistaSalão da Paróquia São José Operário durante lançamento do Cresce Brasil Itaim Paulista

 
A dona de casa Marcia de Fátima Pereira, moradora do Jardim Romano há 25 anos, era uma dessas pessoas. Ela contou que está no movimento por moradia há mais de 20 anos e integra o Conselho Participativo e o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Várzea do Tietê.  Além disso, juntamente com vizinhos, ajudou a criar a Associação dos Moradores do Jardim Romano (Ajamar). Marcia Pereira sofreu na pele o problema das enchentes que assolam a região, principalmente nos anos de 1988, 1996 e 1997, quando teve sua casa inundada. “Em 1988, quando comprei o terreno para construir, foi um dos momentos mais difíceis, quando descobrimos que o lugar inundava e vimos nossa casa com um metro de água. Ali foi uma situação que a gente chorou”, recordou.

Atualmente, ela o marido e o filho conseguiram elevar o nível da casa e, com a construção de um dique no bairro, não sofrem mais com as enchentes. “Hoje temos agua , esgoto, asfalto, energia elétrica, tudo regularizado”, contou. Mas, para ela, a luta só termina quando todos estiverem a salvo. “A principal reivindicação do Jardim Romano é a regularização fundiária. Já saíram 1.119 encaminhamentos para legalização fundiária e tem sete na espera. Outra conquista foi manter mais famílias no bairro. Existia um plano do governo de retirar 850 famílias do Jardim Romano. No entanto, após pressão nossa, o número reduziu para 350”, contou Marcia Pereira, logo após a cerimônia de lançamento do projeto, enfatizando a importância dessa nova força que vem se somar à luta pela melhoria da qualidade de vida no extremo leste da cidade.

Ela reconheceu que não sabia o que seria dito naquela manhã, mas que, ao tomar conhecimento, gostou do que viu. “O bairro tem muitas organizações de moradores. Viemos para entender melhor e ficamos surpresos com a disponibilidade desses jovens. Afinal, uma andorinha só não faz verão, mas juntos, com mais gente se somando,  somos mais fortes. Os jovens são o nosso futuro”, exclamou.

A comunicação e a confiança foram aspectos enfatizados pelo professor Marcelo Barroso, do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que compôs a mesa do evento. “É importante que a gente possa estabelecer cada vez mais essa confiança. A população precisa construir junto essas soluções e para isso é preciso que as partes confiem umas nas outras. Projetos e soluções técnicas têm muitos, mas é preciso estabelecer e manter essa relação de confiança para viabilizar e implantar as propostas. Por isso, é importante ampliar a comunicação entre os envolvidos”, destacou.

Quem também fez parte da mesa foi o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, que ficou impressionado com o engajamento dos jovens e o nível de interesse da população na iniciativa. Para ele, são ações como essa que contribuem para a construção de uma nova cultura na política.

“Estamos depositando nossa esperança e confiança nesses jovens. Acreditamos que é possível envolver os jovens na politica brasileira na busca de um conjunto de soluções para questões sociais. É preciso criar uma nova cultura na política, mais inclusiva, com projetos como esse, empregando nossa inteligência”, afirmou Pinheiro, lembrando que as soluções encontradas não requerem muitos recursos financeiros. “As propostas de resoluções nem são tão caras assim, como pensávamos. Na verdade, ela é cara no sentido da realização, no sentido de estar disponível para as questões da coletividade”, completou.

Pinheiro lembrou, ainda, que o lançamento desse projeto é um marco para o Núcleo Jovem de atuação conjunta também em outras regiões: “Mas, primeiramente, temos que construir tijolo por tijolo. Temos que obter um resultado positivo no Itaim, contribuindo efetivamente para o bairro”.  Outro ponto destacado pelo presidente do SEESP foi a importância de saber qual o papel das organizações da sociedade e do poder público. “Nós não somos parte de um órgão da prefeitura, ou do estado, que vem discutir questões de responsabilidade do poder publico. Estamos como órgão voluntário. Viemos para nos aproximar de vocês, através do Núcleo Jovem, para discutir saídas técnicas sobre as questões das enchentes", frisou.

Pinheiro também deixou claro que não há intenção política partidária. “Não há participação nossa em qualquer governo, não existe intenção partidária dentro do nosso sindicato, que discute questões da comunidade, da engenharia , da tecnologia, contribuindo para uma cidade melhor. Por isso conte com nossa cidade para um Brasil melhor, uma cidade melhor, um bairro melhor”, concluiu.

Já a coordenadora do Núcleo Jovem, Marcellie Dessimoni, contou as soluções apontadas para o local, após as diversas etapas que passaram os voluntários. "Primeiro estivemos aqui conversando com vocês. Depois, estudamos o bairro sob a perspectiva da engenharia. Identificamos os projetos de engenharia que estão sendo realizados por órgãos públicos – do Estado e da Prefeitura. Então percebemos que a necessidade dos moradores não era a realização de um projeto de engenharia. que já existe. Mas, diante do tempo que o projeto levará, cerca de 10 anos, pensamos: e até lá, a população vai continuar sofrendo?", indagou Dessimoni aos presentes.

Em seguida, anunciou algumas das propostas como a criação de um aplicativo para melhorar a comunicação dos moradores com os órgãos públicos e entre si. "Sentimos a necessidade de vocês estarem conectados quando as ruas começam a inundar. Daí chegamos a proposta de desenvolver uma aplicativo para o celular que vocês possam acionar diretamente a defesa civil, subprefeitura, com avisos sobre chuvas e possíveis enchentes.  Não é uma solução, mas vai minimizar o sofrimento. Além da comunicação, sentimos falta de uma atuação educacional para conscientizar crianças e jovens a partir de cartilhas educativas e feiras com a vinda de especialistas, debatendo a destinação correta dos resíduos, por exemplo", disse a coordenadora, que é engenheira ambiental.

A criação de mais ecopontos na região também consta no conjunto de propostas. De acordo com levantamento realizado pelos jovens, existe somente um ecoponto na região que, segundo com dados da Subprefeitura  do distrito de Itaim Paulista – extraídos do Censo 2000 do IBGE - , a compreende uma área de 21,7 quilômetros quadrados, com uma população 359 mil e 215 habitantes – incluindo o distrito de Vila Curuçá.

Também estiveram presentes na mesa os diretores do SEESP Celso Renato de Souza - também integrante do Núcleo - e Edilson Reis; e Santiago Gonçalves, estudante de Engenharia Civil, integrante do Núcleo.

"O Projeto Cresce Brasil é uma iniciativa da Federação nacional dos Engenheiros, a FNE, e sempre com foco em propostas estruturantes para o país, na área da engenharia. A iniciativa dos jovens é a primeira vez que leva o Cresce Brasil para um bairro específico. Será uma grande experiência", comentou Edilson Reis.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP



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