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Acontece nesta quinta-feira (18/07), a partir das 8h30, o seminário “Cresce Brasil SC – Saneamento em xeque e Energia em choque”, cuja promoção é da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina (Senge-SC). Atividade integra esforço de diagnóstico e proposição de ações para assegurar o desenvolvimento nacional e será realizado na sede da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), à Rodovia Admar Gonzaga, 2765, Itacorubi, Florianópolis.

A FNE vem desenvolvendo desde 2006 o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento com uma equipe de consultores e a participação de especialistas, profissionais, acadêmicos, executivos das indústrias e empresas. O Cresce Brasil é realizado por meio de seminários em todo o País, cujo material produzido até o presente momento está disponibilizado no site www.fne.org.br.

Na área de energia haverá uma programação com abordagem da qualidade do suprimento, a visão do legislativo e a instabilidade regulativa. Na área de saneamento serão debatidos as diretrizes da Lei Federal 11.445, a qualidade de gestão, os planos de saneamento e a regulação no setor.

* Confira aqui a programação do evento que será encerrado às 18h


Fonte: Senge-SC




O Sindicato dos Engenheiros, Arquitetos e Geólogos no Estado de Tocantins (Seageto) e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) promoveram nos dias 27 e 28 de maio, na cidade de Palmas, o IV Simpósio de Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável. Realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO), o evento integrou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e teve como públicos-alvo profissionais e estudantes da área.

Durante a abertura, o presidente da federação, Murilo Celso de Campos Pinheiro, apontou a importância da iniciativa que, em sua quarta edição, foi fundamental para que o uso das novas tecnologias nos setores da engenharia, arquitetura e geologia fossem apresentados aos estudantes universitários. Ele enfatizou a necessidade da conscientização dos futuros profissionais quanto à demanda por obras e projetos sustentáveis. João Alberto Rodrigues Aragão, então presidente do Seageto, que encerrou seu mandato em junho de 2013, reforçou esse papel desempenhado pelo simpósio realizado pela entidade. Segundo ele, o propósito é apresentar aos estudantes as novas tecnologias utilizadas no setor da construção.

Participaram ainda da cerimônia de abertura o secretário executivo de Infraestrutura da Secretaria Estadual de Infraestrutura, José Ribamar Maia, e o secretário de Agricultura do Município de Palmas, Roberto Jorge Sahium.

O trabalho de recuperação da estrutura do Estádio do Maracanã, palco da vitória brasileira na partida final da Copa das Confederações em 30 de junho último, já plenamente reformulado, foi o tema da primeira palestra do evento, ministrada pelo engenheiro e consultor Ênio Pazine. De acordo com ele, o trabalho começou em 2010, contando com o uso de fotografias, documentos e diálogos com os profissionais responsáveis pela manutenção do estádio. “O Brasil precisa da cultura de manutenção das obras de infraestrutura, por isso a necessidade da avaliação e da realocação de recursos públicos antes que incidentes aconteçam”, afirmou.

Organização
A programação do simpósio teve continuidade no dia 28 com a palestra “Sistema Confea/Creas”, proferida por Gustavo Fayad, vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Tocantins (Crea-TO) e diretor financeiro do Seageto. A proposta foi levar aos estudantes que participaram do evento informações sobre a legislação profissional. Para o dirigente, é fundamental o conhecimento de tal arcabouço legal, especialmente no que diz respeito às atribuições de quem exerce o ofício.

Fayad abordou ainda as atribuições do sindicato, cuja função precípua é representar coletivamente as categorias que abrange frente às empresas e entidades patronais e lutar por sua valorização, com remuneração justa e melhores condições de trabalho. “O sindicato existe para o fortalecimento da categoria, por isso é importante que os engenheiros participem da entidade”, enfatizou.

Na sequência, o secretário Sahium falou sobre “Desenvolvimento da piscicultura sustentável no Brasil”. Para ele, a atividade, extremamente relevante para o Tocantins, que possui a maior coleção de peixes comerciais do mundo, somando 217 espécies catalogadas, merece receber investimentos. “O estado é uma potência na piscicultura”, afirmou. Mantendo a tônica do evento referente à sustentabilidade, ele enfatizou a necessidade de que o setor seja explorado de maneira racional e defendeu a “preservação do estoque de peixes na natureza”.

A importância da indústria pesqueira a um projeto de desenvolvimento que tenha foco nas regiões Norte e Nordeste do Brasil também foi apontada pelo professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e consultor do projeto “Cresce Brasil”, Marco Aurélio Cabral Pinto. Segundo ele, a tarefa deve ser empreendida em “escala internacional, através da manipulação genética dos peixes e catalogação dos biomas”.

Economia e biodiversidade
Durante o evento, Cabral Pinto abordou ainda a situação do País na conjuntura internacional, que considera “preocupante”. “A balança comercial brasileira realiza a sangria líquida de dólares todos os meses para outros países, sem possuir um real interesse para o crescimento industrial”, alertou. Para o engenheiro, o país exporta cada vez menos com a bandeira brasileira.

Num outro enfoque, o engenheiro agrônomo Ramis Tetu defendeu uma economia baseada na biodiversidade e no respeito ao meio ambiente. “Podemos ganhar dinheiro sendo ecologicamente corretos”, reforçou. Ele citou como exemplos positivos os jardins botânicos, “que geram renda e preservam a natureza”. Por outro lado, lembrou que há atividades na contramão dessa lógica, como a caça de animais silvestres. Ele ressaltou ser necessário que os engenheiros desenvolvam obras que não causem degradação. (Por Rita Casaro, com informações de Wallissia Albuquerque)
 

Fonte: Jornal Engenheiro, da FNE, nº 134, Julho/2013

 

 

 

Cerca de 800 pessoas lotaram auditório do hotel Blue Tree Rio Poty, na capital do Piauí, na abertura do seminário nacional “Gestão em saneamento: avanços, entraves e perspectivas”. Realizado em 14 de junho último pela FNE e Senge-PI, com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), incluiu entre os presentes estudantes, profissionais, políticos e autoridades do setor, além de dirigentes da federação e dos sindicatos de engenheiros de 18 estados brasileiros. Entre as conclusões, a necessidade de gestão pública eficiente, planejamento, controle e participação social, além de ampliação e continuidade dos investimentos. O resultado encontra-se na Carta de Teresina.

Permeado por apresentações culturais locais, o evento inaugurou a nova etapa do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Lançada em 2006 por essa federação, com a adesão dos sindicatos a ela filiados, e atualizada constantemente, a iniciativa que deu origem ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) agora se debruça sobre os entraves ao desenvolvimento sustentável com vistas a superá-los. “Entendemos que devemos dedicar a fase atual a entender porque o Brasil cresceu menos do que qualquer país na América Latina”, explicou à abertura Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da FNE. O objetivo é que, da série de discussões realizadas, resulte um documento que aponte não só diagnóstico, mas soluções a que o País mantenha-se em rota ascendente. A ideia, como lembrou Pinheiro, é apresentar aos candidatos a presidente e governadores em 2014 “propostas factíveis que assegurem crescimento e desenvolvimento ao Brasil”. Sobre o tema “Saneamento em xeque e energia em choque”, o próximo seminário ocorrerá em Florianópolis, Santa Catarina, no dia 18 de julho.

Universalização dos serviços
À abertura do evento na capital piauiense, o presidente do Senge-PI, Antônio Florentino de Souza Filho enfatizou: “Saneamento talvez seja um dos problemas mais graves do País. É um debate que travamos há anos.” Ele apresentou a trajetória nessa área fundamental: “Nos anos 1960 e 1970, com o Planasa (Plano Nacional de Saneamento), que estabeleceu a criação das empresas estaduais do setor e buscou a universalização dos serviços, houve avanço. Com sua extinção em 1985, a falta de um marco regulatório enterrou o saneamento.” Para Florentino, a consequente ausência de investimentos esvaziou a capacidade de projetos e planejamento de obras e levou à falência empresas do setor. “Em 2007, foi aprovada a Lei 11.445, que instituiu um novo marco regulatório, definindo os rumos da gestão e como podem ser viabilizados recursos”, completou. O problema, constatou, é que a maioria dos municípios não consegue acessá-los, por não ter capacidade de elaborar seus planos para a área. “O prazo foi prorrogado para final deste ano. Mas, até agora, dos mais de 5.500 municípios brasileiros, apenas pouco mais de 400 estabeleceram seus planos”, explicitou. Além disso, na concepção de Florentino, outros entraves são a desarticulação institucional vivida pelo segmento, a tentativa de privatização e a falta de acordo entre as prefeituras no caso das regiões metropolitanas.

Fato marcante para o setor nos últimos anos é o PAC, como apontado por Walder Suriane, da Aesbe (Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais). “Com o programa, apresentou-se possibilidade real de universalização dos serviços, o que requer investimentos.” Não obstante, ele observou: “Não teve estratégia de médio e longo prazos, e os indicadores do sanea­mento ainda não expressam o volume de recursos. O modelo atual é de financiamento e grande parte das operadoras não tem condições de acessá-lo.” Na sua avaliação, o PAC não se preocupou com a gestão que, no setor, deve ser pública, já que é a que “tem maiores condições de atender o bem comum”. José Homero Finamor Pinto, da Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento), ressaltou a essencialidade do sistema estadual de saneamento, indicando os exemplos negativos resultado de privatizações em diversas partes do País.

Cenário local
O prefeito de Teresina, Firmino Filho, lembrou a premência de não se desperdiçar essa “janela aberta de oportunidades”. “Vivemos um momento muito importante em termos de saneamento no Brasil, no Piauí e particularmente em Teresina.” A situação no município que governa, segundo classificou, é “vergonhosa”. Conforme ele, em 2012 a Prefeitura elaborou seu Plano de Água e Esgoto e firmou contrato com a Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa), com prazo de concessão do serviço por 35 anos. “Essa está no final da fila (entre as companhias do setor), com um passivo de mais de R$ 1 bilhão. É preciso discutir com clareza sua situação”, frisou, e alertou: “A empresa é parte da solução, que cumpra seu papel. Se não reagir, vamos buscar outros caminhos.”

Presidente da Agespisa, Antônio Luiz Medeiros de Almeida Filho afirmou que atualmente o Piauí situa-se entre os piores índices quando o assunto é esgotamento sanitário. “Teresina tem 825 mil habitantes e 689 mil sem esgoto.” Ele citou, como causas, a falta de compromisso do estado durante muito tempo, inadimplência tanto da empresa (o que a impediria de conseguir financiamento público, argumento rechaçado por outros palestrantes) quanto dos consumidores, burocracia e morosidade para elaboração de projetos, erros de planejamento, ineficiên­cia para atender demandas, desperdício e alto custo do investimento necessário. “O contrato de programa assinado com a Prefeitura tem metas, de se passar até 2021 de 17% de esgotamento sanitário para 82%, de 86% para 91% de abastecimento de água e reduzir as perdas de 65,7% para 56%”, informou. Medeiros foi categórico: “Do jeito que está, não conseguimos cumprir. A média histórica de avanço no atendimento é de 0,3% ao ano. Teríamos que aumentar para 6%. Fazer em uma década cinco vezes o que foi feito em 50 anos.”

Sua fala acendeu sinal de alerta sobre a eventualidade de subconcessão ou subdelegação do serviço, o que foi amplamente criticado durante o seminário. Previsto na Lei 11.445, esse modelo, de acordo com Erico de Pina Cabral, promotor público do Estado de Goiás, entrega “o filé do sistema para a empresa privada e deixa o osso”. Fernando Santos, promotor de Justiça do Piauí, ratificou: “A gestão pública é o melhor caminho.” (por Soraya Misleh)


Fonte: Jornal Engenheiro, da FNE, nº 134, Julho/2013




A FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) vem desenvolvendo desde 2006 o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento com uma equipe de consultores e a participação de especialistas, profissionais, acadêmicos, executivos das indústrias e empresas. O Cresce Brasil é realizado por meio de seminários em todo o País, cujo material produzido até o presente momento está disponibilizado no site www.fne.org.br.

No dia 18 de julho próximo, a partir das 8h30, será realizado um seminário em Santa Catarina, na sede da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), na Rodovia Admar Gonzaga, 2765, Itacorubi, em Florianópolis, sobre energia e saneamento. O objetivo é realizar um grande debate com o tema “Cresce Brasil SC – saneamento em xeque e energia em choque”.

Na área de energia haverá uma programação com abordagem da qualidade do suprimento, a visão do legislativo e a instabilidade regulativa. Na área de saneamento serão debatidos as diretrizes da Lei Federal 11.445, a qualidade de gestão, os planos de saneamento e a regulação no setor.

As inscrições são online neste link. Como o evento é gratuito as vagas são limitadas e serão selecionadas por ordem de inscrição.

 

Fonte: Senge-SC




O programa do SEESP na televisão, o JE (Jornal do Engenheiro), desta semana debate os entraves ao desenvolvimento do País com o professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e economista Antonio Corrêa de Lacerda, para quem a agenda da competitividade precisa melhorar o ambiente produtivo nacional. Ele defende a criação de valor agregado local não só para melhorar e gerar renda e emprego, mas também para criar impacto positivo na balança comercial.

Sobre processo de desindustrialização, Lacerda cita especificamente a indústria de transformação que perdeu posição em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), já chegou quase a 29%, hoje está em 14% em relação ao índice que representa a soma de toda a atividade econômica do país. “Está ocorrendo uma perda gradual de substância nesse setor em relação ao todo da economia”, observa. Acompanhe toda a entrevista do professor e também conselheiro da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados) no JE.

Educação
O quadro “No Ponto”, com o presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, fala sobre a importância da educação no processo de desenvolvimento brasileiro, citando recente pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que indica as prioridades do setor para a o período 2013-2022. O estudo aponta os fatores considerados primordiais para a competitividade da indústria nacional, entre os quais se destaca a educação, com especial atenção para a matemática. Tais conclusões da entidade empresarial reforçam o que vem sendo defendido pelo projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.

Conselhão
A reportagem especial do JE apresenta de forma detalhada o que é e como funcionará o conselho administrativo criado pelo prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, para acompanhamento de sua gestão. O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, foi convidado e participa do órgão, que reúne mais de 200 pessoas, representantes de vários segmentos sociais. O objetivo do grupo será "consultivo", para fazer propostas e avaliar medidas em todas as áreas da cidade. O trabalho será voluntário sem qualquer tipo de remuneração.

Assista
O JE na TV é exibido às segundas-feiras, às 19h30, na capital paulista, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet (
neste link) no mesmo dia e horário. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP

 

 

 

Uma das seis cidades que sediarão a Copa das Confederações, que acontece neste mês, entre os dias 15 e 30, a capital cearense está preparada para a competição, assim como para a Copa 2014. A afirmação foi feita pelo titular da Secopa no estado (Secretaria Especial da Copa 2014), Ferruccio Petri Feitosa, durante evento promovido em 17 de maio pela FNE e pelo Senge Ceará. Realizada no auditório da Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), a atividade foi uma oportunidade para os governos estadual e municipal apresentarem os preparativos em Fortaleza voltados a esses eventos.

Primeiro palestrante da programação, Feitosa informou que o trabalho vem sendo desenvolvido desde 2007, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa 2014. A partir de então, relatou, tiveram início os preparativos da cidade e ações promocionais junto a seleções estrangeiras, jornalistas e agentes de viagem. Entre os esforços, o secretário apontou o treinamento de mil voluntários com o apoio do governo federal e ainda a qualificação de 23.760 profissionais que serão treinados em 30 cursos nas áreas do comércio, turismo e serviços.

O grande destaque, segundo Feitosa, fica para a reforma da Arena Castelão, concluída em 24 meses, o que garantiu 120 dias de antecedência, sem acréscimos no valor final de R$ 486 milhões. De acordo com o secretário, entre os benefícios do estádio reformulado, que desde dezembro de 2012 já recebeu inúmeros eventos, entre eles o show de Paul McCartney em 9 de maio, está a garantia de acessibilidade com 2,6% dos 64 mil lugares destinados ao público com mobilidade reduzida e inexistência de pontos cegos.

Para ele, a obra “é exemplo vivo da importância dos profissionais da engenharia”. “Hoje, é a área que mais se valorizou, cerca de 1.500%. Isso se deve aos engenheiros, que fazem muito pelo desenvolvimento do Ceará e do Brasil”, afirmou. Feitosa destacou ainda como fundamental a matriz de responsabilidades acordada entre os governos federal, estadual e municipal. Isso gerou investimentos para o Ceará da ordem de R$ 1,6 bilhão. Sob responsabilidade do estado, além da arena, ficaram a linha VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e inclusão de duas estações ao metrô de Fortaleza.

Capacidade de fazer

Responsável pelo evento no âmbito local, o secretário extraordinário da Copa, Domingos Neto, foi o palestrante seguinte e destacou os principais impactos trazidos pela oportunidade de sediar a competição esportiva. “Isso permitiu antecipar diversas obras que seriam feitas nos próximos dez anos. O melhor legado será em logística, portos e aeroportos e mobilidade urbana”, afirmou.

Ele aproveitou a oportunidade para criticar a burocracia para liberação de recursos pela CEF (Caixa Econômica Federal). “É preciso saber que a culpa dos atrasos não é só dos municípios. As obras do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) são mais ágeis e isso não é coincidência”, disparou.

Para o consultor da FNE, Artur Araújo, mais que avanços na infraestrutura, o grande ganho da Copa 2014 no Brasil será uma mudança de mentalidade quanto ao que o País pode fazer. Ele lembrou que já houve diversas previsões pessimistas em relação, por exemplo, à reforma dos estádios. “Uma revista semanal de grande circulação publicou que o Maracanã só ficaria pronto em 2038”, citou. “Há capacidade técnica e de realizar grandes obras, já provamos isso. O que temos pela frente é o desafio, diante do qual a Copa é café pequeno, de desenvolver o País com valorização do trabalho”, afirmou.

Na sua visão, num cenário de crescimento de demanda que gera dois problemas, um ligado ao volume da produção e outro à produtividade, a Copa torna-se uma amostra das tarefas que são de responsabilidade da engenharia. Essas incluem sanar os gargalos de infraestrutura, sobretudo em logística e energia, ampliar as instalações industriais e gerar inovação.

Gestão corporativa

A Copa deixa ainda como legados, avalia Araújo, a experiência nacional de gestão cooperativa entre as instâncias de governo, que é vital ao Brasil. “Os três níveis têm que conversar e chegar a uma solução. Estamos desenvolvendo uma tecnologia de gestão matricial que é muito importante. O desperdício por não haver gestão integrada é muito grande”, assinalou. Há ainda, destacou, know-how desenvolvido em estruturas transitórias para atender eventos e picos de demanda, sem que isso produza um “elefante branco”. Por fim, o consultor acredita que a implantação do RDC (Regime Diferenciado de Contratação) para os projetos da Copa pode ser um avanço no sentido de romper com o engessamento existente nas licitações pelos governos. “O controle público deve ser mantido, mas a Lei 8.666 (das Licitações) é um empecilho”, concluiu.

Encerrando o evento, o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, comemorou os esforços da entidade no sentido de apresentar soluções ao País. “Esse é o nosso papel.” Participaram ainda do evento a presidente do Senge, Thereza Neumann Santos de Freitas, e o coordenador do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, Fernando Palmezan Neto. (Por Rita Casaro)
 

Fonte: Jornal Engenheiro – Edição 133/Junho de 2013 – da FNE




A Medida Provisória 600/12, que amplia o capital da CEF (Caixa Econômica Federal), poderá ser usado no financiamento de projetos de infraestrutura, de R$ 3,8 bilhões para R$ 10 bilhões. Esses recursos já tinham sido alocados pela União ao banco por meio da Medida Provisória 581/12, transformada na Lei 12.793/13. Quando da edição dessa outra MP, a diferença de R$ 6,2 bilhões não estava vinculada a projetos específicos, mas o aumento da demanda levou à correção.

Para adequar o banco às novas restrições de precaução a crises financeiras, previstas no acordo de Basileia 3, a MP autoriza a União a conceder crédito de R$ 7 bilhões à Caixa para fortalecer seu patrimônio de referência. O dinheiro será enquadrado como instrumento híbrido de capital e dívida.

Empréstimos do BNDES

Em relação ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a MP faz três mudanças. A primeira delas prorroga, de 31 de dezembro de 2012 para 31 de dezembro de 2013, o prazo para captação de empréstimos junto ao banco com subvenção dos juros paga pela União. Esses empréstimos podem ser feitos por empresas, cooperativas e produtores rurais localizados em municípios atingidos por desastres naturais com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Executivo federal.

Dívida de Itaipu

Outra mudança prevista na MP é a troca, entre a União e o BNDES, de direitos de crédito junto à Itaipu Binacional, detidos pelo Tesouro Nacional, por títulos da dívida ou ações em posse do banco.

Esses créditos a receber foram obtidos pelo Tesouro após troca do mesmo tipo (por títulos) com a Eletrobras e se referem ao pagamento da dívida da construção da geradora, financiada principalmente pelo Brasil e, em parte, pelo Paraguai.

Os recursos antecipados conseguidos com a transação serão usados para sustentar a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que será usada pelo governo para manter a redução da conta de energia elétrica derivada da renegociação dos contratos do setor promovida pela Lei 12.783/13 (MP 579/12).

A MP define como será o reembolso do BNDES às instituições financeiras pela compra de carteiras de financiamento passíveis de receberem subvenção de juros da União. Esses financiamentos são para compra ou arrendamento de bens de capital; produção de bens de consumo para exportação; setor de energia elétrica; projetos de engenharia e inovação tecnológica; e projetos de rodovias e ferrovias concedidas pelo governo.

Rodovias transferidas

Ainda quanto às rodovias, a MP prorroga o prazo para que o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) possa realizar obras em rodovias cujo domínio foi transferido aos governos estaduais. O prazo venceria em 31 de dezembro de 2012 e foi postergado para 31 de dezembro de 2015.

Para as empresas públicas federais, exceto bancos, a MP autoriza a aplicação de seus recursos na conta única do Tesouro Nacional. Atualmente, algumas empresas públicas mantêm seus recursos na conta única, mas sem contar com a remuneração dos valores nela mantidos. Os rendimentos são baseados na taxa média da Selic.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias




Estreando em novo dia e horário na televisão para a capital paulista, o programa Jornal do Engenheiro (JE) traz instigante entrevista com a socióloga e professora Carla Diéguez, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), criada há 80 anos e com larga tradição na formação em ciências sociais. Diéguez analisa as relações trabalhistas no mundo contemporâneo, o valor e as mudanças da centralidade do trabalho e quais as novas formas de construção de identidade social dos indivíduos que não se dá mais a partir do trabalho.

Na mesma linha de discutir assuntos atuais que envolvem a sociedade brasileira, a reportagem mostra como foi o encontro da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), realizado em abril último, em São Paulo, em que foram debatidos os novos passos do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Na fase atual, a ideia é apontar a conjuntura de hoje e buscar soluções para enfrentar os entraves ao crescimento socioeconômico. Participaram engenheiros de todo o Brasil, além de técnicos, professores e especialistas em vários temas (Cresce Brasil e os entraves ao crescimento). A atividade contou, inclusive, com a participação do presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística S.A.), Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

O programa desta semana traz, ainda, o recado do presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiros, e muito mais. Nesta segunda-feira (13/05), às 19h30, o JE é transmitido para a cidade de São Paulo pelos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet neste link. Já para outras cidades paulistas e de outros estados a grade pode ser conferida aqui.

Todos os programas anteriores você assiste aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP




Em reunião no dia 16 de abril, na sede do SEESP, na Capital, teve início a discussão da continuidade do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Lançada pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 2006 e atualizado três anos depois, a iniciativa conta com a adesão desse e dos demais sindicatos a ela filiados. Propõe uma plataforma nacional de desenvolvimento sustentável com inclusão social. Na fase atual, a ideia é apontar a conjuntura de hoje e buscar soluções para enfrentar os entraves ao crescimento socioeconômico. A tônica foi indicada pelo presidente do SEESP e da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, no encontro que inaugurou essa etapa. “Estamos iniciando as discussões. O ‘Cresce Brasil” teve resultado extremamente importante. O próprio ex-ministro Luiz Dulci afirmou que os motivou a montar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Desta vez, estamos reunidos para inaugurar um novo estágio do projeto, levando em conta os entraves ao crescimento.” A proposta é refletir sobre porque o Brasil expandiu-se menos do que “qualquer país na América do Sul” e como transformar essa situação. Pinheiro concluiu: “É mais um grande desafio. A ideia é debatermos o tema em dois grandes eventos, um na região Norte e outro na Sul e fecharmos o documento em maio de 2014, num seminário em São Paulo, para termos em meados do próximo ano um caderno a encaminhar aos candidatos a presidente, governadores nas eleições.” Coordenador técnico do “Cresce Brasil”, Fernando Palmezan complementou: “É mais uma etapa com a visão de ajudar o País a destravar o que está travado.”

* Veja aqui mais fotos da reunião da FNE

O consultor Carlos Monte, também coordenador da iniciativa, salientou um dos pontos que acredita ser importante para nortear o trabalho: a necessidade da integração sul-americana, sobretudo quando se direciona o olhar para a questão energética. “A maioria dos projetos hídricos identificados, sem grandes impactos ambientais, encontra fontes nos países vizinhos.” Para João Guilherme Vargas Netto, a tarefa é “botar de pé a nova etapa do ‘Cresce Brasil’”, fazendo frente à tentativa dos rentistas de evitarem que se conclua a transição do modelo de financeirização da riqueza para outro, baseado no desenvolvimento produtivo. Para nortear as discussões, estiveram presentes os consultores Marcos Dantas, Darc Antonio da Luz Costa, Marco Aurélio Cabral Pinto, Antonio Correa de Lacerda, Marcio Pochmann, Paulo Estevão Cruvinel, além de Bernardo Figueiredo, presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Este último traçou panorama do transporte e logística no País e indicou a necessidade de ampliar os investimentos, com a participação da iniciativa privada. No geral, mais do que discussões setoriais, dominaram as preleções análises de conjuntura, a urgência do planejamento e possíveis saídas. Para Vargas Netto, os eixos centrais do novo “Cresce Brasil” devem ser democracia; salários, emprego e distribuição de renda; qualificação; e projetos e engenharia. No encontro, além do SEESP e de dirigentes da FNE, estiveram representantes dos Senges Acre, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Piauí, Mato Grosso e Santa Catarina.
 

Soraya Misleh
Imprensa – SEESP




Levantamento do MEC (Ministério da Educação), segundo notícia publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, no dia 14 último, revela que o número de ingressantes no curso de engenharia, no País, dobrou em cinco anos, tanto nas escolas públicas quanto nas privadas. Em 2011, foram 227 mil novos estudantes ante 95 mil de 2006. Ainda segundo dados do ministério referentes ao ano passado, 24% dos alunos optaram por engenharia civil; 18,6%, de produção; 11,5%, mecânica; e 11,3%, elétrica.

Foi exatamente no ano de 2006, que a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) lançou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, como uma contribuição da categoria a um plano nacional de desenvolvimento sustentável com inclusão social. Apontava-se que o País enfrentava uma nova realidade contrária ao crescimento econômico pífio desde os anos 1980, que fez com que a infraestrutura nacional ficasse precária, defasada e sem planejamento para o futuro. Com isso, faltavam postos de trabalho e oportunidades, sobretudo para os jovens que saíam das escolas, inclusive e principalmente as de engenharia.

A matéria do jornal mostra que, “pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração”. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, observa que a expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda segundo ele, insuficiente para resolver a carência da área no país.

Se antes a área de interesse maior era a de direito, em razão dos grandes conflitos existentes num cenário de hiperinflação e baixo crescimento, observa o ministro, hoje, com o investimento público – com o PAC, Programa de Aceleração do Crescimento – e também privado, houve um crescimento da construção civil, de obras de infraestrutura e de desenvolvimento tecnológico.

Isitec
O SEESP, de forma pioneira, elaborou um projeto ousado na área de ensino superior, o Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), concebido a partir de estudos sobre sociedade e mercado de trabalho, no Brasil e no mundo. O projeto diagnostica a premência por haver engenheiros especializados em processos de inovação. Esse engenheiro, que pode ser até um especialista, terá como foco uma estruturada “capacidade de caminhar em meio às mudanças” (National Science Foundation, sobre o futuro das engenharias). A instituição conquistou, recentemente, credenciamento junto ao MEC, e entrará em atividade no primeiro semestre de 2014.

O presidente do sindicato e da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destaca que esse engenheiro da inovação será um novo profissional, articulador de processos de criação e transformação em segmentos diversos. “Ele atuará nesse sentido, valendo-se de formação sólida e abrangente nas ciências básicas, formação integral humanista e técnica, destacando-se na capacitação em diagnósticos e metodologias de gestão e produção de inovação”, analisa.

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP

A FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) promove, nesta segunda-feira (26/11), até às 17h, na sede do SEESP, em São Paulo, o seminário “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – Energia”. Participam do primeiro painel do evento, na parte da manhã, o secretário de Estado de Energia de São Paulo, José Aníbal, o presidente da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), Mauro Arce, o presidente da Abrate (Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica), Cesar de Barros Pinto, o deputado federal do PT/SP, Carlos Zarattini, além de Carlos Monte, coordenador técnico do projeto Cresce Brasil, José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), e os diretores dos engenheiros de Santa Catarina e São Paulo, respectivamente, José Antônio Latrônico e Carlos Kirchner.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da FNE e do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, ressaltou a importância do debate para o País dar um salto na questão da energia. "Por isso, vamos discutir tarifa, renovação das concessões, os apagões e, principalmente, a manutenção e os investimentos no setor."

Para acompanhar a transmissão ao vivo e online do seminário clique aqui. 

Programação 

9h às 13h 

Painel I 
Tarifas, concessões e Medida Provisória 579 

Painel II
Manutenção, qualidade e investimento 

15h às 17h 

Painel III
Impactos: segurança do sistema e do trabalhador, emprego, qualidade do serviço e atendimento à população



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Na próxima segunda-feira (26), a partir das 9h, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) realiza evento no auditório do SEESP, na Capital paulista (Rua Genebra, 25, 1º andar, Bela Vista, São Paulo/SP), que colocará em debate temas cruciais ao setor elétrico brasileiro. Seu adequado funcionamento é condição essencial à atividade produtiva no País e ao bem-estar da população. Com essa visão, a questão energética é considerada como ponto central do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE em 2006 com a adesão dos sindicatos a ela filiados, incluindo o SEESP.

O objetivo da iniciativa, que contará com a participação de especialistas, autoridades governamentais, representantes da indústria, das empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras e também das entidades de defesa do consumidor, é fazer um diagnóstico da situação atual e aprovar propostas de medidas a serem tomadas em defesa do interesse público.

Estarão entre os palestrantes o diretor do IEE/USP (Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo), Ildo Luis Sauer; o deputado Federal Carlos Zaratini (PT/SP); o secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal;  o diretor executivo da Abrate (Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica), César de Barros Pinto; o diretor da Escola Politécnica da USP e coordenador do Conselho Tecnológico Estadual do SEESP, José Roberto Cardoso; e o presidente do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp. O evento será transmitido online pelo link:

http://www.interrogacaostream.net/fne/crescebrasilenergia.

Mais informações pelos telefones: (11) 3113-2641, (61) 3225-2288 ou e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Confira abaixo a programação:

9h às 13h

Painel I Tarifas, concessões e Medida Provisória 579

Painel II
Manutenção, qualidade e investimento

 

15h às 17h

Painel III Impactos: segurança do sistema e do trabalhador, emprego, qualidade do serviço e atendimento à população

 

 

Encerrando as plenárias técnicas do EcoSP, a consultora educacional do Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), Denise Aparecida Tallarico Guelli Lopes, abordou na tarde do dia 13 de novembro o tema "A próxima geração de engenheiros: inovação e sustentabilidade”. Em sua fala, ela destacou a velocidade na inovação tecnológica, o que exige que se prepare o estudante para o perfil demandado nesta “era do conhecimento”. “Não inventamos 50% dos produtos que consumiremos daqui a dez anos. Com o atual déficit de engenheiros de 20 mil por ano, precisamos formar mais e melhores engenheiros, que não tenham medo do desconhecido e sejam eternos aprendizes.” Formada na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), na primeira turma de engenharia física do Brasil, a consultora salientou a multidisciplinaridade característica da sua área como um modelo a ser seguido. “Forma-se um profissional polivalente, um multiespecialista.” 

Na sua ótica, ao instituir o curso de graduação em engenharia de inovação a partir de 2013, o recém-criado Isitec dá um passo além em formar esses profissionais para a era do conhecimento. Padrão presente também na requalificação, mediante pós-graduação e educação continuada. “Esse curso terá foco na inovação e sustentabillidade. O princípio é oferecer formação multidisciplinar de alta qualidade, fomentar a criatividade e o empreendedorismo.” A atualização na grade curricular será contínua e será valorizada a integração universidade-empresa. A ideia, assim, segundo Lopes, é que a proposta do Isitec sirva de modelo de reestruturação a outros cursos e faculdades.

Gerenciar áreas contaminadas
Amplo campo de trabalho aos profissionais da categoria foi sinalizado pelo engenheiro ambiental Gustavo Freitas, da ConAm (Consultoria Ambiental): atuar no gerenciamento de áreas contaminadas. Apresentando histórico sobre o tema no Brasil e exemplos inclusive em obras de infraestrutura, ele apontou que até os anos 90 não havia normas acerca da questão. Com a publicação de uma série de leis e resoluções, que obrigam os estabelecimentos a tomarem providências para obter licenças, tem-se esse novo mercado, bastante atrativo aos engenheiros. As apresentações foram feitas a uma plateia formada majoritariamente por estudantes da área, de diversas faculdades no Estado de São Paulo. Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP e da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), concluiu: “Tivemos a oportunidade de realizar um evento diferenciado com mais de mil pessoas. Devemos fazer muitos outros com estudantes, os profissionais que vão comandar este país futuramente. Aqui, representam de fato a inovação e vão trazer a oportunidade de discutirmos claramente a posição do Brasil no mundo e torná-lo cada vez mais presente, mais justo e mais desenvolvido.” Pinheiro lembrou ainda que o SEESP é o legítimo representante da categoria e convidou os futuros engenheiros a participarem do sindicato. “Se quiserem, podem se considerar sócios até se formar, sem pagar nada.” 
 

 

* Veja aqui a apresentação de Denise Tallarico
* Veja aqui a apresentação de Gustavo Freitas



Soraya Misleh
Imprensa SEESP

 

 

 

"Podemos ter um mundo sustentável, mas é preciso ação coletiva." Com essas palavras, Heitor Gurgulino de Souza, presidente do Capítulo Brasileiro do Clube de Roma, deixou sua mensagem na manhã deste dia 13, durante o VI EcoSP (Encontro Ambiental de São Paulo). Abordando o tema "Limites do crescimento e o mundo em 2052", ele traçou histórico do trabalho feito desde a instituição do Clube de Roma, que teria sido pioneiro em discutir sustentabilidade, há 40 anos, e apontou as perspectivas para as próximas quatro décadas.  Segundo sua preleção, estudo feito pelo especialista norueguês Jorgen Randers, que resultou na publicação do livro "2052, a Global Forecast for the Next Forty Years", aponta cenários possíveis para o futuro. Entre suas projeções, a de que tem havido expansão demográfica, mas essa situação vai se estabilizar entre 2040 e 2050, quando o mundo deverá ter 8,1 milhões de habitantes. O mesmo ocorrerá com a produção industrial e o crescimento econômico global. "A poluição terá um pico em 2040 e depois vai começar a diminuir." Gurgulino relatou que o uso de combustíveis fósseis deve se reduzir a partir de 2020, assim como a emissão de gás carbônico. Em contrapartida, haverá rápido aumento do uso de energias renováveis. E a temperatura média do planeta o nível do mar devem subir.

Esses temas estiveram em pauta durante a Rio+20, Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho último no Rio de Janeiro. Contudo, o palestrante acredita que o evento deixou a desejar em função de algumas dificuldades, como a obrigatoriedade de que os diversos países aprovem resoluções por consenso e a própria crise mundial. "Os aspectos político e socioeconômico não permitiram mais do que se conseguiu obter." Ele vaticinou: "Se queremos criar um mundo melhor, será preciso melhorar o bem-estar da população, criar instituições supranacionais (para pensar saídas), diminuir o uso de carvão, gás e oléo primeiro nos países ricos, que devem bancar uma economia baseada na baixa utilização desses nos pobres. Será necessário ainda encontrar lideranças para soluções construtivas. Temos capacidade, só falta vontade. Com crescimento e tecnologias podemos realizar grandes coisas para toda a humanidade."

 

Experiência do Rodoanel
Além desse tema, na manhã do dia 13 o gerente ambiental da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), Marcelo Arreguy Barbosa, abordou "Questões ambientais da implantação do Rodoanel". Focando no trecho norte, cujas obras terão início até o final de 2012, ele lembrou que o oeste e o sul já estão em funcionamento e o leste, em implantação. Para cumprir as exigências ambientais, a busca é por evitar interferências em superfície com unidades de conservação existentes, reduzir impactos sociais na remoção de moradias, preservar vegetação florestal, evitar traçados que afetem reservatórios, entre outros. Para tanto, têm sido adotadas soluções de engenharia, além de monitoramento e gestão ambiental. "O foco é na preservação e compensação, o que representa economia de recursos e reduz riscos futuros." Conforme Barbosa, em relação a compensações, a expectativa é que, no trecho norte, sejam suprimidos 130 hectares de vegetação e plantados pelo menos mil. "Estamos trabalhando com a Prefeitura no sentido de criar parques."

* Veja aqui a apresentação de Heitor Gurgulino de Souza

 

Soraya Misleh
Imprensa SEESP

 

 

 

Em sua sexta edição, o EcoSP (Encontro Ambiental de São Paulo) reuniu em sua primeira plenária técnica, na tarde desta segunda-feira (12), especialistas da Unitau (Universidade de Taubaté) para abordar o tema "Inovação, tecnologia e sustentabilidade para o desenvolvimento". A vinculação desses aspectos é premente à busca de soluções globais ao desenvolvimento, na opinião do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Taubaté, professor Eduardo Hidenori Enari. Segundo ele, as empresas nacionais necessitam avançar na inovação, a qual deve ser sustentável e gerar vantagens competitivas. Esse, afirmou, precisa ser "um processo sistêmico e contínuo". O palestrante enfatizou que, para tanto, tem que haver "conhecimento, iniciativa, trabalho concentrado e intencional". Nesse contexto, Enari indicou os benefícios do relacionamento universidade-empresa – propugnado no projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", lançado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 2006 e atualizado em 2009. Entre eles, a geração de ferramentas de inovação, oportunidades de financiamento e o intercâmbio de conhecimentos.

* Veja aqui a foto deste debate

Já o professor Paulo César Ribeiro Quintairos falou sobre a importância da governança de tecnologia de informação à sustentabilidade. Conforme ele, é preciso gerenciar questões que afetam o meio ambiente relacionadas a TI. A essas, estariam vinculadas, de acordo com sua preleção, 2,5% das emissões globais de carbono e mais de 20% do dispêndio de energia em escritórios. "A pegada ecológica deve triplicar nos próximos anos." Outro problema apresentado por Quintairos diz respeito à geração de lixo eletrônico. Na sua concepção, as soluções passam por obter inovação. Assim, é possível obter "hardware mais eficiente quanto ao consumo de energia, formas alternativas de refrigeração da máquina, software para controle do uso dos recursos, virtualização de servidores", entre outras aplicações inteligentes. Quintairos observou ser ainda necessário ter projetos de reutilização dos equipamentos de TI, os quais podem ser aproveitados para inclusão digital.

Aplicações e avanços da nanotecnologia foram objeto da explanação feita pelo professor Evandro Luís Nohara. Traçando histórico da evolução do tema no mundo, desde o século IV até os dias atuais, ele ressaltou a importância da inovação, mas também a premência por pesquisas aprofundadas para se analisar os benefícios e impactos do uso da nanotecnologia sobretudo à saúde e ao meio ambiente. "A nanotecnologia está entrando na área de alimentos e agricultura e alguns elementos como prata, zinco têm potencial de risco. É preciso realizar mais estudos e investimentos. O Brasil, informou, não tem expressão internacional na área. Suas inversões em 2007 foram de US$ 40 milhões. "Para alcançar 1% do mercado global, precisaria chegar a US$ 400 milhões por ano."

As tecnologias e seu gerenciamento podem auxiliar a se alcançar padrão de desenvolvimento sustentável, o que é urgente, como reiterou o professor Paulo Fortes Neto. "Se continuarmos com esse modelo, como vamos alimentar 1 bilhão de pessoas que ainda passam fome? Mais de 800 milhões vivem em favelas no mundo, uma em cada cinco não têm eletricidade, mais de 5 mil crianças morrem por falta de água ou saneamento básico. Nâo temos mais tempo para continuar a produzir da forma como estávamos." A mesa foi coordenada por Edson Aparecida de Araújo Querido Oliveira, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Unitau.

* Veja aqui a apresentação de Eduardo Hideroni Enari
* Veja aqui a apresentação de Paulo César Ribeiro Quintairos
* Veja aqui a apresentação de Evandro Luís Nohara
* Veja aqui a apresentação de Paulo Fortes Neto 

 

Soraya Misleh
Imprensa SEESP 

 

 

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