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Confira o PodCast No Ponto com o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro. Ele fala sobre as atividades do sindicato, do engajamento dos profissionais de São Paulo no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que sempre apresenta propostas factíveis para o desenvolvimento sustentável do País. 

O dirigente salienta, ainda, os benefícios oferecidos aos associados e convida os engenheiros a se filiarem ao sindicato, ajudando a garantir boas e importantes lutas em defesa de direitos e pela valorização profissional. Ouça a íntegra do Podcast No Ponto, número 177 abaixo. Outras edições disponíveis aqui.


Imprensa SEESP
Edição de Pedro Henrique Souza Santana 








Acontece nesta quarta-feira (29/6) o lançamento da Revista Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento com a temática da edição deste ano focado na questão das cidades. O material traz diagnósticos e propostas para a habitação, transporte, saneamento básico, internet e iluminação públicas, entre outros temas. A publicação será lançada juntamente com o evento oficial de lançamento do projeto Cresce Brasil Cidades, hoje, no Rio de Janeiro. Esse é o tema do Podcast Jornal do Engenheiro desta semana.

"Esse documento será entregue aos candidatos a prefeito, neste ano, em municípios de todo o Brasil como uma contribuição dos engenheiros para a melhoria da gestão pública e, consequentemente, da condição de vida da população brasileira", afirma Murilo Pinheiro. 


Confira a íntegra:





Impresa SEESP
Edição de Pedro Henrique Souza





A Câmara Municipal de Teresina homenageou, na manhã desta sexta-feira (3/06), em sessão solene, os 30 anos do Sindicato dos Engenheiros do Piauí (Senge-PI), conforme propositura da vereadora Teresa Britto (PV) aprovada por unanimidade dos parlamentares da Casa.


Fotos: Paula Bortolini
Piaui 03JUN2016 
Mesa da solenidade na Câmara Municipal de Teresina, no dia 3 de junho
 

O presidente licenciado do sindicato, Antonio Florentino de Souza Filho, agradeceu a honraria e destacou as ações da entidade em prol do desenvolvimento do País, a participação no projeto Cresce Brasil, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e a luta pela valorização da categoria, como a defesa do salário mínimo profissional na Prefeitura de Teresina e no governo estadual.

A autora da homenagem reconhece a importância do trabalho dos profissionais no processo de desenvolvimento do Estado. “Não há como nos omitirmos em expressar nossa gratidão a este profissional que muito tem contribuído para construir uma sociedade que alia desenvolvimento, qualidade de vida e superação de desafios tanto no estado do Piauí como em Teresina”, destacou. E completou: “Um sindicato que não se vende e não se rende na luta em defesa dos profissionais e das entidades. Sindicato autêntico e comprometido em fazer o bem à sociedade.”


Piaui 03JUN2016 3Vereadora Teresa Britto ao prestar homenagem aos 30 anos do Senge-PI,
ladeada por Pinheiro (esquerda) e Florentino


Na sessão solene, o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, fez questão de destacar o orgulho que a entidade tem pelo trabalho sério desenvolvido pelo Senge-PI, ao mesmo tempo conclamou à unidade da categoria para fazer frente aos desafios atuais do País. “Momento em que a engenharia poderá fazer a diferença. Por isso, lançamos o Movimento Engenharia Unida que apresenta propostas de crescimento e desenvolvimento. É mais uma contribuição da engenharia por um país melhor.” O sindicalista aproveitou a oportunidade para entregar o documento “Breves considerações da engenharia brasileira” e o manifesto “Engenharia Unida em defesa dos profissionais e do desenvolvimento do País” às autoridades presentes.

Já o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SDU) Centro-Norte, João Pádua, destacou o reconhecimento da prefeitura pela luta do Senge em defesa dos engenheiros, mas também a favor da sociedade, dizendo que a administração municipal está sempre aberta ao diálogo com a categoria. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-PI) também participou da homenagem, ressaltando que o conselho sempre atua junto com o sindicato.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Com informações de Paula Bortolini 

 







ToninhodoDiap1Os primeiros sinais de um eventual governo Michel Temer, caso se confirme o processo de impeachment, dão conta de que a agenda “Ponte para o Futuro”, elaborada pela fundação Ulisses Guimarães, parece ser mesmo a base do “Programa de Governo” do PMDB para o País nos próximos dois anos.

Nessa perspectiva, os partidos liberais da futura base e os principais conselheiros do vice-presidente Michel Temer têm dado entrevistas com frequência reiterando o compromisso com uma agenda liberalizante, desestatizante, fiscalista e dedicada à chamada melhoria do ambiente de negócios.

Na dimensão liberalizante, já há compromisso com a ideia de flexibilização das relações de trabalho, implantando a prevalência do negociado sobre o legislado, e a eliminação da exigência de conteúdo nacional, que desobriga a Administração Direta e Indireta da obrigatoriedade de adquirirem pelo menos 50% dos bens e serviços de empresas nacionais.

No aspecto da desestatização, as notícias são de que haverá venda de ativos de empresas públicas e sociedade de economia mista, privatização de empresas estatais nas áreas de energia elétrica, petróleo e gás, entre outras, além da substituição do sistema de partilha pelo de concessão na exploração de petróleo e também a eliminação da obrigatoriedade da participação da Petrobrás em pelo menos 30% do pré-sal. Haverá intensificação de concessões de serviços públicos e uso de parcerias público-privado, ampliando a participação do setor privado em todos os setores de infraestrutura.

No quesito fiscalista, os sinais são de que, entre a decisão de cortar despesas e a de criar ou majorar tributos, a prioridade será sempre pela primeira opção. Além do corte de despesa, dentro da lógica do ajuste fiscal, está também no horizonte a desvinculação de percentuais da receita para determinadas despesas, como as de saúde, educação e ciência e tecnologia, entre outras.

 As três principais despesas do governo são juros, previdência e pessoal. A julgar pela declaração dos conselheiros do vice-presidente, a prioridade será cortar nos dois últimos para garantir o primeiro. Ou seja, a meta de superávit primário será sagrada, porque na opinião deles é a forma de dar segurança ao mercado.

Assim, pode-se esperar, como aliás já foi anunciada, uma Reforma da Previdência com o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e instituição da idade mínima (especula-se que seja de 65 anos) para o Regime Geral de Previdência e ampliação dessa idade para o Regime Próprio dos Servidores, bem como mudanças nas regras de elegibilidade de benefícios, com ampliação de carências e outros requisitos. Está também no rol de medidas a desvinculação do valor dos benefícios assistenciais do salário mínimo, com garantia apenas de reposição da inflação.

Não será surpresa, também, embora isso possa significar um tiro no pé, se o eventual governo Temer, além da adoção de programa de demissão voluntária e a instituição da dispensa por insuficiência de desempenho, também determine a suspensão dos reajustes negociados no governo Dilma, até mesmo com a retirada dos projetos de lei já enviados ao Congresso, e que ainda aguardam votação. Sinalização nesse sentido é a resistência dos líderes que apoiam o “futuro” governo em aprovar os reajustes do Poder Judiciário, da Câmara e do Senado, cuja urgência já estava negociada.

A eventual suspensão ou mesmo adiamento do cumprimento desses acordos salariais, que têm natureza alimentar e que foram pactuados em percentuais inferiores à inflação, será uma violência para com os servidores, de quem o “novo” governo irá necessitar para formular e implementar políticas públicas no País. Seria a primeira vez, desde a redemocratização, que um governo retiraria do Congresso projeto de reajuste salarial para utilizar os recursos a ele destinado para formar superávit primário, ou seja, para assegurar o pagamento dos juros e do principal da dívida, ou mesmo para cobrir outras despesas com maior apoio na sociedade, como reajuste dos benefícios do Bolsa Família.

Por fim, ainda no receituário neoliberal, voltaria para a pauta a ideia de independência do Banco Central, com os diretores e presidentes do banco com mandato fixo e plena autonomia em relação à política monetária e cambial, retirando do presidente da República, eleito pelo voto popular, qualquer ingerência sobre esses dois pilares da política econômica do País.

Essas, em linhas gerais, são as propostas defendidas pelos partidos e conselheiros do vice-presidente Michel Temer. Essa seria a quarta tentativa de agressão aos interesses nacionais e aos direitos sociais. A primeira foi patrocinada pelo “Centrão” na Constituinte. A segunda ocorreu na tentativa de revisão constitucional. A terceira, nas reformas de FHC. E a quarta seria num eventual governo Temer.

Os trabalhadores e suas entidades de classe, caso se confirme o processo de impeachment e o programa que lhe dá sustentação, devem se contrapor a esse receituário em bases neoliberais e reorganizar a sua atuação, com o apoio dos partidos e parlamentares progressistas, para que possam resistir ao provável rolo compressor que já está se articulando para aprovar tais medidas a toque de caixa.



* Antônio Augusto de Queiroz, jornalista e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)








A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que representa cerca de 500 mil profissionais, promove a posse da diretoria para o triênio 2016-2019 no próximo dia 28, às 18h, em solenidade na Assembleia Legislativa de São Paulo. Eleita em outubro do ano passado, durante o Congresso Nacional dos Engenheiros, a equipe será comandada por Murilo Celso de Campos Pinheiro, reconduzido ao cargo de presidente da entidade. 

A solenidade contará com a presença confirmada do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, do ministro da Defesa, Aldo Rebelo e da vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão.


Foto: Marcelo Kanasiro
FNE Diretoria 2016 editada 
Nova diretoria da FNE, que toma posse nesta segunda-feira (28/03), é eleita em Campo Grande (MS),
em outubro de 2015, ao final da nona 
edição do Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse)
 

Sob uma crise política grave e uma recessão econômica que confundem os caminhos a serem trilhados, as lideranças dos engenheiros convocam a categoria, as entidades e a engenharia unida para debater como superar essas dificuldades agudas e regressivas. A diretoria ressalta três pilares: a democracia, o desenvolvimento e a participação.

Manter a mobilização nacional em prol do desenvolvimento sustentável – que culminou no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” lançado em 2006 – integra o plano de ação da diretoria que será empossada. O entendimento é de que é urgente apresentar saídas para que se retome o crescimento. Como parte disso, a FNE já trabalha em uma nova edição do projeto, que foi atualizado periodicamente ao longo dos últimos dez anos. A nova versão do documento terá como foco o desenvolvimento das cidades e trará propostas para áreas de mobilidade, habitação, saneamento, iluminação pública e internet pública.

Confira a composição da Diretoria da FNE 2016-2019 no link http://goo.gl/c1Ujzx.

 

 

Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

 

A diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), reunida nesta terça-feira (16/02), em Brasília, discutiu, entre outros temas, a nova edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, cujo tema será “Cidades”. A ideia é fazer um diagnóstico dos problemas comuns às médias e grandes cidades brasileiras pertinentes à Engenharia.


Foto: Rita Casaro
FNE 16FEV2016 2.jpg editada 
Diretoria da FNE está empenhada em apresentar propostas para resolver problemas das cidades brasileiras
 

Com a colaboração de especialistas nos diversos temas e o debate a ser realizado em vários locais, serão elaboradas propostas para melhorar a vida das pessoas nas cidades, assim como para o desenvolvimento local.

A primeira mesa-redonda com dirigentes da entidade e consultores que colaborarão com a iniciativa acontece no dia 1º de março próximo, em São Paulo.

O material deve estar pronto até julho para que seja debatido com a sociedade e os candidatos a prefeito nas eleições deste ano.

 

Imprensa SEESP
Informações de Rita Casaro








O presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiros, o vice João Carlos Gonçalves Bibbo e o diretor Edílson Reis participam de reunião do movimento sindical, nesta quinta-feira (4/02), às 14h, na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na Capital paulista. Na pauta: preparar a reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social convocada pelo ministro Miguel Rossetto (do Trabalho e Previdência), para o dia 17 próximo; e outros encaminhamentos relacionados ao movimento Compromisso pelo Desenvolvimento, do qual o sindicato é signatário.


Foto: MTE
Forum 
Primeira reunião do fórum que ocorreu em 2 de setembro do ano passado, em Brasília
 

O fórum é integrado pelo movimento sindical e entidades empresariais e tem como objetivo discutir propostas para a retomada do crescimento econômico e desenvolvimento do País. “Esse é um debate fundamental. É preciso recuperar nossa capacidade de crescer e preservar o emprego e a renda”, observa Rossetto.

Compromisso pelo desenvolvimento
Lançado em ato no dia 3 de dezembro, em São Paulo, o manifesto “Compromisso pelo desenvolvimento” foi entregue por sindicalistas e representantes do setor produtivo à presidente Dilma Rousseff no dia 15 do mesmo mês, no Palácio do Planalto, em Brasília. O presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) participou da agenda com a mandatária do País, ao lado de outros dirigentes dessas entidades – ambas são signatárias do documento, que conta hoje com a adesão de cerca de 70 organizações.

Os engenheiros do País, integrantes da FNE, inclusive, em 2006, lançaram o projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento"; desde então atualizam o debate sobre propostas que signifiquem o crescimento sustentável e o bem-estar da sociedade brasileira. 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

Em meio a esse tumultuado início de 2016, o Brasil teve uma boa notícia em 11 de janeiro último, quando foi sancionado o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243 – http://goo.gl/1dmFE6). O marco legal, que foi proposto por vários deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados e aprovado em plenário no ano passado, é um incentivo a esse setor que, com ou sem crise, é fundamental ao desenvolvimento nacional.

Entre os principais pontos da lei, está o incentivo à pesquisa; a isenção e a redução de impostos para importação de insumos nas empresas do setor; a simplificação de processos licitatórios; e a ampliação do tempo máximo que os professores universitários poderão se dedicar a projetos de pesquisa e extensão. Em princípio, as novas regras devem propiciar cooperação mais efetiva entre a academia, as instituições públicas de pesquisa e as empresas, o que é uma demanda urgente do País. Pois é preciso produzir o conhecimento, mas também transformá-lo em geração de riqueza e bem-estar à população.

 

Ilustração Maringoni
Maringoni 488
 


Para os engenheiros que, engajados ao projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, vêm, desde 2006, afirmando a necessida­de de que se coloque o desenvolvimento de C, T & I entre as prioridades nacionais, a novidade é certamente alvissareira. O tema foi tratado na publicação mais recente do projeto, intitulada “Novos desafios”, em que se apontava precisamente a necessidade de se eliminar entraves jurídicos nesse campo. Conforme mostra o documento, “inovação é um território complexo, que envolve incertezas, riscos e custos elevados”. Portanto, “cabe às políticas públicas bem concebidas e executadas a mitigação desses constrangimentos, dando suporte aos projetos inovadores das empresas e facilitando suas relações com as instituições de ciência e tecnologia”.

Juntamente com o aprimoramento das regras do setor, defende o “Cresce Brasil – Novos desafios”, é preciso ampliar o investimento público e privado em C, T & I, chegando-se a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) para que o avanço seja concreto. Reivindica-se também a ampliação e o aprimoramento de bolsas de estudos como as do programa “Ciência sem fronteiras”, visando a melhoria da formação dos nossos estudantes, sobretudo nas áreas tecnológicas.

Por fim, a medida também deve ser saudada por acenar para um rumo que busca tirar o Brasil da situação econômica grave em que se encontra, destoando das chamadas medidas “de ajuste”, que só tendem a piorar as condições de vida do povo. Quiçá o novo marco legal, juntamente com a não elevação da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 20 de janeiro, seja o prenúncio da mudança de rota que almejamos para que haja uma retomada do desenvolvimento do País.

 

* por Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP. Editorial, originalmente, publicado no Jornal do Engenheiro, nº 488, de fevereiro de 2016

 

 

 

 

O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio cogita de elevar a tarifa de importação de aço como forma de proteger os produtores locais e evitar o aumento das importações, especialmente as oriundas da China.
Não deixa de ser um contrassenso falar em proteção às importações quando, finalmente, se conta com uma taxa de câmbio considerada adequada para a produção local, bem ao contrário do cenário observado no último decênio, anterior a 2015, em que a valorização artificial da moeda provocava um incentivo às importações.

É certo que estruturalmente não houve alteração substancial na competitividade sistêmica, ou seja, todos os fatores, como custo do capital (juros), de logística e infraestrutura e burocracia, continuam maiores que a média dos nossos países competidores. O sistema tributário complexo e desequilibrado continua igualmente sendo desfavorável a quem produz no Brasil.

Especificamente para a indústria siderúrgica, há um problema adicional: o excedente da produção mundial, especialmente depois da crise nos países centrais e da desaceleração do crescimento chinês. A consequência é uma capacidade ociosa de produção, um excedente de oferta potencial estimado em 700 milhões de toneladas.

Para a indústria siderúrgica brasileira, cuja produção é da ordem de 33 milhões de toneladas ao ano, a situação de sobreoferta internacional representa um enorme desafio. Primeiro, porque não usufruímos de economia de escala, em razão da baixa participação no mercado global; segundo, porque ela padece dos mesmos problemas advindos do ambiente de negócios pouco competitivo no Brasil e que, consequentemente, afetam todos os segmentos industriais.

É nesse contexto que surgiu recentemente a proposta de elevação das tarifas de importação de aço, como uma forma de proteger a indústria siderúrgica local relativamente aos seus competidores internacionais. O excedente de oferta mundial também tem aberto espaço para práticas desleais de comércio por parte de competidores internacionais, inclusive o dumping, o que deve ser combatido com os instrumentos adequados de defesa comercial.

A proposta de elevar a tarifa de importação de aço, embora possa soar como benéfica para os produtores siderúrgicos, inviabilizaria segmentos relevantes da indústria de transformação brasileira. Como o aço é insumo de várias cadeias produtivas, o aumento de suas tarifas de importação criaria um "guarda-chuva" para a elevação dos preços dos produtores locais, onerando os fabricantes de produtos finais.

O quadro atual tarifário já revela uma distorção, uma vez que a alíquota de importação do aço é de 12%, enquanto a de máquinas e equipamentos, por exemplo, que utilizam o aço como insumo de fabricação de seus produtos, é de cerca de 8%. Isso denota a necessidade de uma ampla reforma tarifária que favoreça a geração local de valor, ou seja, tributando mais os produtos finais do que seus insumos de produção.

Um conjunto de 14 associações e sindicatos da indústria publicou recentemente um alerta em forma de manifesto apontando os problemas decorrentes da elevação tarifária no aço.

Embora todos os setores devam contar com condições isonômicas de competitividade, além de instrumentos contra as práticas desleais de comércio, a elevação de tarifas, no caso, não representa uma solução.

Isso porque, além de desfocada da questão principal, que é a canibalização do mercado provocada pelo excedente mundial de oferta, adicionalmente geraria elevação de custos e perda de competitividade para setores igualmente relevantes para o País, como os fabricantes de máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos, automóveis, construção civil, entre outros.

A solução estrutural para o problema está em garantir condições de competitividade sistêmica para a indústria como um todo. Vale unir esforços na elaboração e na implementação de uma política industrial e comercial que leve em conta os desafios para reverter a desindustrialização em curso.

 

 

* Por Antonio Corrêa de Lacerda, professor-doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e consultor. Artigo publicado, originalmente, no jornal O Estado de São Paulo, em 8 de janeiro de 2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O programa televisivo JE na TV, do SEESP, traz nesta semana matéria sobre o II Seminário e Feira de Inovação, promovido pelo Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), no próximo dia 11 de setembro, em sua sede, em São Paulo (SP). Com o tema "A inovação como instrumento da sustentabilidade", o Instituto trará especialistas para debater com o público temas como tecnologias do futuro e o papel da nanotecnologia e Cultura Criativa e Redes de Inovação. Inscrições estão abertas e podem ser feitas online.

A
entrevista é com Waldir Pereira Gomes, sobre a criação do Departamento de Conjuntura Econômica da CNTU, o qual ele coordena. Para ele, o departamento é uma oportunidade de ampliar o espaço de atuação dos economistas na CNTU e em outras entidades. "A parceria com a CNTU contribui para que nós possamos levar às demais categoriais qual a visão que os economistas têm da conjuntura econômica e o andamento da economia internacional, que tem reflexo no Brasil", explica Waldir Pereira, que é vice-presidente de Relações Institucionais do Sindicato dos Economistas de São Paulo (Sindecon-SP).

O Cresce Brasil Baixada Santista é o tema da coluna No Ponto, do presidente do SEESP Murilo Celso de Campos Pinheiro, que ressalta a importância em valorizar a industria brasileira. "O Cresce Brasil na Baixada é um esforço grande para evitar o desemprego na região", afirma Pinheiro.

O programa vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet  no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

Assista ao programa:






Imprensa SEESP




Como profissão do desenvolvimento por excelência, em uma economia estagnada como a atual, a engenharia começa a perder postos de trabalho. Retomar os investimentos produtivos, reduzir a taxa de juros, garantir a valorização profissional e combater a desindustrialização estão entre as demandas apontadas há tempos pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em seu projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” para reverter esse quadro.

Após o boom verificado a partir de 2007, com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e ampliação de investimentos em infraestrutura, o País enfrenta cenário de desaceleração. Como consequência, a categoria revive a perda de empregos – constante durante os anos 1980 e 1990. Em alta até pouco tempo, agora sente com mais intensidade os efeitos da crise que assola o Brasil e o mundo. Segundo José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a previsão é de que o PIB em 2015 fique dois pontos negativo. Sinal de que o Brasil caminhava para recessão foi dado já em 2014, quando a economia praticamente não cresceu. “O que podemos inferir é aumento de desemprego em todos os setores e de forma mais acentuada na indústria. A construção civil vem perdendo muitos postos, assim como os segmentos ligados a infraestrutura, resultado da crise econômica e política em âmbito nacional”, observa. Diante desse panorama, projetos foram concluídos ou suspensos, por problemas com contratos, e não há novos. Ele apresenta os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Emprego e Trabalho, que demonstram a piora na conjuntura econômica: até junho de 2015, o número de demitidos superou o de admitidos no mercado de trabalho em 111.200; no semestre, foram menos 345.417 empregos; e em 12 meses, 601.924. Setores que empregam muitos engenheiros tiveram perda significativa. “Na construção civil, o saldo negativo foi de 24.131 em junho, 134.494 entre esse mês e janeiro, e em 12 meses, 329.288. Já na indústria de transformação, foram 64.228, 162.387 e 375.998 nos períodos respectivos.”

Os efeitos da crise sobre a categoria são constatados pelo Departamento Jurídico do SEESP. Na comparação entre 2014 e 2015 (de janeiro a junho), o número de homologações cresceu mais de 50% (confira quadro). “As áreas que mais demitiram foram construção civil e engenharia consultiva, em decorrência de contratos suspensos e falta de investimento. Não há projetos em andamento”, explica a advogada Karen Blanco.

Outro setor do sindicato que serve de termômetro é o de Oportunidades e Desenvolvimento Profissional. Segundo os dados apurados, houve aumento de 26% nos atendimentos realizados pessoalmente no primeiro semestre deste ano e de 28%, por telefone. “A visão de mercado que o engenheiro nos traz é de que teve uma grande queda nas vagas voltadas às áreas de engenharia civil, indústria e petróleo e gás. As poucas vagas disponíveis têm salários abaixo do que ganhavam e com grande número de candidatos. O tempo de recolocação aumentou para seis meses a um ano, ou mais”, aponta análise do setor. 

Desafios à retomada
Embora o Brasil se insira num contexto de crise global, com queda nos preços de commodities que afetam também os países exportadores, o cenário adverso não é apenas consequência do que ocorre no mundo; reflete opções equivocadas em relação à macroeconomia. Em 2014, a FNE já alertava em seu “Cresce Brasil” a necessidade de fazer frente a novos desafios para conter entraves ao desenvolvimento nacional sustentável. No documento, indicava a premência de se combater a desindustrialização precoce, adensando cadeias produtivas. Intitulado “O desafio de reindustrializar o Brasil”, seminário realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), na sede do SEESP, na Capital, no dia 29 de junho último, evidenciou que as recomendações não foram seguidas. Conforme um dos palestrantes, o economista Antonio Corrêa de Lacerda, coordenador do Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), reverter essa situação passa por reduzir a taxa de juros, ter uma política industrial de Estado e investir em logística e infraestrutura (confira reportagem na edição 478 do Jornal do Engenheiro).

Além disso, a FNE tem lutado pela aprovação de projeto que institua a carreira de Estado para engenheiros, importante instrumento à geração de empregos no setor público, com remuneração justa e valorização profissional.

Garantir as medidas adequadas é fundamental para abreviar o impacto das crises política e econômica. De acordo com Silvestre, a previsão é que o País ainda atravesse turbulência em 2016, com “crescimento do PIB não muito diferente de zero” A aposta, conforme o economista do Dieese, é de que a economia comece a se recuperar somente no segundo semestre do próximo ano e haja melhora a partir de 2017, a depender da volta dos investimentos e de mudanças na política econômica.




Soraya Misleh
Imprensa SEESP
Matéria, originalmente, publicada  no Jornal do Engenheiro, nº 479, de 1º a 15 de agosto de 2015










 

“Promover a eficiência energética dos equipamentos de iluminação pública e propiciar condições favoráveis a que os municípios possam desenvolver um serviço público de qualidade e de baixo custo.” Esses são os objetivos de uma política nacional de iluminação pública, conforme proposta apresentada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).


Foto: Rodrigo Paiva/Folhapress
Iluminação Paulista 600 
 FNE quer promover a eficiência energética dos equipamentos de iluminação pública
e propiciar condições favoráveis a que os municípios possam desenvolver um
erviço público de qualidade e de baixo custo


Segundo o representante dessa entidade na Frente de Defesa do Consumidor de Energia Elétrica e diretor do SEESP, Carlos Augusto Ramos Kirchner, a demanda foi verificada há tempos e agora é animada pela aprovação na Câmara dos Deputados, em 28 de abril último, do Projeto de Decreto Legislativo 85/2015. Esse “susta os artigos 13 da Resolução Normativa nº 479, de 3 de abril de 2012, os artigos 21 e 218 da Resolução Normativa nº 414, de 9 de setembro de 2010, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que repassa aos municípios a responsabilidade pelos serviços de elaboração de projeto, implantação, expansão, operação e manutenção das instalações de iluminação pública e a transferência de tais ativos”. De autoria do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP), aguarda agora designação de relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Posteriormente, seguirá para duas outras comissões – de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Só depois, deverá ser votado em Plenário daquela Casa.

Se aprovado, contudo, o Decreto Legislativo suspenderá a transferência de ativos da iluminação pública às Prefeituras, que deveria ter sido concluída em 1º de janeiro último, conforme determinação da Aneel – por entender que essa exorbitou de suas funções enquanto agência reguladora –, mas não colocará nada no lugar. Kirchner explica o problema: “Para muitos municípios, não houve transferência até aquela data, mas abandono compulsório das distribuidoras. O setor ficou bastante desarranjado. Houve municípios que conseguiram bloquear na Justiça a transferência e outros que fazem o trabalho de forma muito precária, sem cumprir normas de segurança, utilizando materiais inadequados.”

Diante desse quadro, continua ele: “Devemos aproveitar este momento para realinhar essas questões. Assim, a FNE propõe a criação de uma política nacional de iluminação pública.” Marco Aurélio Cabral Pinto, engenheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e consultor do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – lançado pela federação em 2006 e atualizado desde então –, destaca: “A instância mais adequada na conjuntura histórica para mediação nas relações entre os entes municipais e os fornecedores de energia parece ser o Congresso Nacional.” Para ele, aprovar uma política nacional ao setor “permitirá que se estabeleça pacto político favorável ao aproveitamento de oportunidades tecnológicas e econômicas pelo capital privado, atendendo-se contudo ao objetivo público de implementação de bons projetos de iluminação nas cidades brasileiras”. 

Menos custos e mais tecnologia
Sua importância reside ainda no fato de que o segmento representa 3% do consumo de energia no País. “Melhorando o serviço, tem-se economia e melhora-se o padrão de vida das pessoas”, complementa Kirchner.

Uma das preocupações expressas na proposta da federação é de garantir sobretudo aos pequenos municípios condições para oferecer iluminação pública com qualidade. “No Brasil, dos 5.561 existentes, 90% têm menos de 80 mil habitantes. Pelo projeto da FNE, até esse patamar, o prefeito teria a opção de utilizar-se da distribuidora. Acima de 80 mil, é preciso haver um acordo entre ambos.”

Além disso, a preocupação é assegurar eficiência energética e telegestão, levando-se em conta a evolução tecnológica. Sob essa ótica, a proposta da FNE é que a política nacional de iluminação pública estabeleça critérios mínimos aos equipamentos e possibilite a implementação de programas federais de apoio aos municípios. Desse modo, mesmo as pequenas cidades poderiam usufruir de tecnologia LED. “São várias as suas vantagens, como economia de energia, melhor reprodução de cores em relação às lâmpadas de vapor de sódio, maior vida útil, o que significa ter menos serviço de manutenção e, portanto, redução de custo.” Cabral Pinto informa que o BNDES já conta com linhas de financiamento para apoio a investimentos em modernização dos parques de iluminação pública, além de “política específica para nacionalização progressiva de luminárias com tecnologia LED”.

Quanto à telegestão, Kirchner explica que conecta cada ponto luminoso a uma central de controle. “Até se uma lâmpada está queimada, é possível ter conhecimento sem ter que ir ao local”, aponta. A proposta da federação traz benefícios também, conforme ele, em termos de desenvolvimento da indústria nacional, privilegiando quem fabrica de acordo com as normas técnicas. “Assegurar a qualidade do produto é defender o mercado regulado. Para isso, é necessário defender o conteúdo nacional, com parâmetros de qualidade ao conjunto ótico que compõe a iluminação pública (luminárias, refratores, refletores, lâmpadas etc.). Isso tudo faz parte de uma política nacional, que trará benefícios para a população, inclusive com geração de empregos no mercado nacional.”



Soraya Misleh
Imprensa SEESP
Matéria publicada, originalmente, no Jornal do Engenheiro, nº 479, de 1º a 15 de agosto de 2015









 

Um aspecto essencial do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” é a ênfase dada à importância da ciência, tecnologia e inovação na busca de um projeto de crescimento para o País. O tema, que faz parte da proposta da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) desde o seu lançamento, inicialmente não constava do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) proposto pelo governo. A falha foi corrigida após ter sido apontada pela nossa federação e C, T & I entraram na agenda da expansão econômica. Passados nove anos do lançamento do “Cresce Brasil” e oito de vigência do PAC, o País experimentou um ciclo positivo de expansão de investimentos, geração de emprego e aumento da renda do trabalhador, mas se vê hoje novamente diante de uma crise econômica – agravada pelas turbulências políticas –, para a qual ainda não se vislumbra saída.


Foto: Beatriz Arruda
Murilo editorial editada 600
 Murilo Pinheiro: Até agora, as altas taxas de juros não serviram para reduzir a inflação,
e o ajuste fiscal vem se mostrando inútil diante do aumento do serviço da dívida


Nós, os engenheiros brasileiros, que temos entre nossas bandeiras essenciais o desenvolvimento nacional, vimos defendendo que o enfrentamento da situação não se dê de forma a desestimular a produção. Não nos parece que a velha e surrada fórmula de buscar agradar ao mercado financeiro vá nos garantir a superação das dificuldades. Até agora, as altas taxas de juros não serviram para reduzir a inflação, e o ajuste fiscal vem se mostrando inútil diante do aumento do serviço da dívida.
 

Pelo contrário, é preciso agir para assegurar a sustentação da economia real do País e, principalmente, o emprego dos brasileiros. Isso era verdade em 2006, quando ousamos afirmar que seria possível alcançar um incremento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 6% ao ano, e continua valendo hoje, apesar das dificuldades internas e do grave cenário global. 
 

Na mesma lógica, é essencial que mantenhamos na nossa pauta a importância de se investir em C, T & I, pois é necessário não só recuperar a indústria brasileira, que sofre um precoce encolhimento, como torná-la competitiva.
 

Nossa convicção quanto a isso traduz-se de forma concreta na criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que tem como entidade mantenedora o SEESP, e deu início neste ano ao primeiro curso de graduação em Engenharia de Inovação. A meta é, lançando mão de uma proposta de aprendizagem avançada, formar profissionais multiespecialistas que, independentemente da área em que atuem, estejam aptos a inovar, seja como empregados ou à frente de empreendimentos próprios. O esforço de pesquisa e desenvolvimento feito nas universidades segue sendo essencial e precisa ser ampliado. No entanto, é importante também que essa dinâmica esteja presente de forma decisiva nas empresas, inclusive nas micro e pequenas. Esse é o caminho para se produzir mais e melhor e aumentar a lucratividade.
 

Nesse pacote está incluída a necessidade de se qualificar e valorizar a mão de obra, bem ao contrário do que defendem alguns, para quem o caminho da lucratividade é a precarização. 
 

Portanto, é impreterível também que haja um sistema estabelecido de educação continuada aos profissionais. Uma proposta interessante nesse sentido (http://goo.gl/boLJ60) foi elaborada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), entidade que também congrega os engenheiros brasileiros e atua fortemente pela construção de um país desenvolvido, justo e soberano.



 

Por Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP









O SEESP e outros sindicatos de trabalhadores da Baixada Santista se reúnem nesta segunda-feira (20/7) para discutir ações e políticas que ajudem na geração e preservação de empregos na região, em evento que denominaram de Fórum Cresce Baixada. O sinal de alerta acendeu quando, recentemente, uma das grandes empregadoras da região, a siderúrgica mineira Usiminas, desligou um dos seus equipamentos – o alto-forno – como forma de atenuar problemas na redução da demanda de aço no País e no mundo. Leia mais sobre o tema no Jornal do Engenheiro, página 6, em http://goo.gl/srP2Vi.

O tema principal do encontro é a discussão de propostas que possam minimizar os problemas atingem as empresas do Polo Industrial de Cubatão (SP). O encontro será na sede da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), órgão ligado ao Governo do Estado de São Paulo. “Vivemos uma situação de insegurança total”, adverte o presidente da delegacia, Newton Guenaga Filho.

 

Foto: Imagem captada na internet
Usiminas Cubatão
Usiminas, na planta industrial de Cubatão (SP), abafou um dos seus equipamentos, justificando
a medida 
por causa da redução da compra de aço no País 



 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








Diante da delicada situação pela qual passa a economia brasileira, a preocupação sobre as formas de retomada do crescimento econômico suscitam discussões generalizadas. Para contribuir com os debates e jogar luz à necessidade de fortalecer a indústria nacional, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) promove o seminário "O Desafio de reindustrializar o Brasil", nesta segunda-feira (29/6), a partir das 15h, na sede do SEESP, em São Paulo (Rua Genebra, 25, Bela Vista). O evento terá transmissão ao vivo online por esse link.

Para a confederação, o caminho para a retomada do crescimento econômico no país passa necessariamente pelo processo de reindustrialização. Como uma entidade que defende os direitos dos trabalhadores, a CNTU defende que mudar o panorama atual o Brasil deve fazer as obras necessárias, ter uma base sustentável que estimule os investimentos, gere empregos, movimente a economia e melhore a qualidade de vida da sociedade em geral.

O debate pretende analisar o cenário atual e reconhecer tendências e oportunidades. Para o diretor da entidade e coordenador do evento, Waldir Pereira Gomes, ao promover este seminário, a CNTU contribui com a discussão sobre as alternativas para a retomada da economia brasileira. "É na indústria que estão os empregos de maior qualidade e ela é a responsável pela produção de mercadorias e serviços de valor agregado, por isso a retomada do crescimento deve passar pelo processo de reindustrialização", avalia Gomes.

Entre os palestrantes convidados, a professora e pesquisadora da PUC-SP, Anita Kon, destaca que "uma política de desenvolvimento efetiva não se limita a medidas pontuais em curto prazo destinadas a controlar focos de instabilidade macroeconômica, mas inclui a observação do sistema econômico global, ao mesmo tempo em que implica em articular as metas e objetivos de curto, médio e longo prazo". Para a especialista, embora na atualidade sejam prioritárias as duras medidas de ajuste fiscal para equilibrar as contas nacionais, a retomada do desenvolvimento só tem condições de se efetivar por meio de articulação de políticas públicas.

Para o professor Antonio Corrêa de Lacerda, é necessário esclarecer que o processo de desindustrialização não significa apenas a substituição da produção nacional já existente por similares importados. "Fundamentalmente, este processo restringe a expansão da capacidade produtiva nacional, seja pela transferência de recursos para indústrias de baixa intensidade tecnológica, seja pela diferença entre o efetivo crescimento da demanda por manufaturados nos mercados interno e externo, e o seu verdadeiro potencial", explica o Coordenador do Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política da PUC-SP. Lacerda destaca que cada setor exige uma estratégia diferenciada, mas em comum, nenhuma área pode prescindir de condições equilibradas de competitividade sistêmica e, especialmente, de um nível de câmbio ajustado.

Finalmente, o debate contará com a apresentação de Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda que irá trazer um apanhado histórico sobre as causas da desindustrialização no Brasil, que está mais associada a perdas de competitividade do que tendências naturais. O consultor irá apresentar algumas ideias para elevar a produtividade, baseado em reformas - sobretudo tributária. "Vou abordar a importância de medidas para promover maior abertura da economia, rever os programas de conteúdo local, reduzir a dualidade do sistema de crédito e adotar medidas para integrar o Brasil às redes mundiais de valor", destaca. Entre as recomendações do consultor estão não bater em teclas gastas e não repetir erros do passado.

* Confira a programação do seminário aqui.


 

 

Imprensa SEESP
Notícia publicada no site R7

 







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