GRCS

19/09/2012

O que nos espera no fim do túnel?

Segundo notícia publicada em jornal do Paraná, no último dia 02 de setembro, os investimentos em transportes em relação ao PIB na década de 2001 a 2010, período pós concessões rodoviárias e ferroviárias, caíram em relação à década anterior, a dos tempos de gestão pública.

Mas, então, onde estão os investimentos privados previstos pelos defensores do modelo de privatização que mudariam a matriz de transporte brasileira e produziria queda nos fretes, acarretando redução do custo Brasil?

Dados estatísticos da CNT (Confederação Nacional do Transporte) mostram que o percentual de participação da ferrovia na matriz não cresceu. A malha ferroviária encolheu e a velocidade dos trens agoniza.

Nesta semana, Rodrigo Villaça, diretor executivo da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) anunciou que as concessionárias investiram R$ 43 bilhões, em 15 anos.

Mais uma vez não fica claro quanto o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) aportou em que grandes obras de expansão das malhas ou quantas novas locomotivas as empresas compraram para incorporar às suas frotas.

No pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, feito no dia anterior à comemoração da Independência, ela destacou que as novas ações do governo na área de infraestrutura visam corrigir erros do processo de privatização, que torrou patrimônio público para pagar dívidas e gerou monopólios privados, privilégios, fretes elevados, além de baixa eficiência das ferrovias concessionadas.

Isso quer dizer que, na avaliação dela, a modernização e expansão das ferrovias prenunciadas pelo programa de desestatização do BNDES saiu pela culatra?

Mas, então, por que continuar a beneficiar os exploradores das concessões com recursos públicos?

Precisamos ver a fórmula mágica que vai recuperar o patrimônio perdido, anular os passivos acumulados, modernizar a frota de material rodante e reduzir em 30% os fretes ferroviários, conforme promessa do  Bernardo Figueiredo, que comanda todo o processo.

* Por Paulo Ferraz, engenheiro civil


Imprensa - SEESP



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