Rosângela Ribeiro Gil
Com esse intuito, o SEESP realizou, em 28 de novembro último, seminário onde se levantaram as principais causas e consequências das chuvas de verão, que todos os anos provocam grandes estragos na cidade de São Paulo. Da atividade, saíram sugestões de medidas emergenciais que compuseram o documento enviado ao prefeito da Capital, Fernando Haddad, ainda em dezembro, durante a transição de governo.
O trabalho seria entregue também aos governantes dos municípios da Região Metropolitana, tendo em vista a necessidade de soluções integradas.
O presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou que os profissionais da área tecnológica têm a obrigação de debater o drama dos alagamentos. “O nosso propósito, ao entregar esse documento, é indicar providências para que os cidadãos não fiquem tão vulneráveis às chuvas.”
Durante o evento, Silvana Guarnieri, presidente da Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC e vice-prefeita de Diadema, afirmou que os “piscinões” devem ser repensados e redimensionados e ter a devida manutenção e desassoreamento. Segundo ela, aspecto fundamental ainda é a rede de drenagem. O levantamento dos pontos de enchentes e alagamentos ocorridos nos últimos anos é outra medida de relevância apontada por Guarnieri para orientar o trabalho de prevenção a ser feito.
Ricardo Pereira, engenheiro da Rodvias Engenharia e ex-coordenador de obras e operações urbanas da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), reforçou a crítica à falta de transparência de informação sobre os riscos e os problemas que a população pode enfrentar numa situação de fortes precipitações pluviométricas. “Não sabemos quem deve ser acionado num momento de emergência nem como as coisas funcionam. Hoje existe uma imensa ‘caixa preta’. Precisamos ter conhecimento dos planos de emergência”, salientou.
Ação integrada
Ubiratan de Paula Santos, membro do Conselho Tecnológico do SEESP, lembrou a importância de se estabelecer um sistema constante de limpeza de galerias, ramais e bocas-de-lobo. Ele defendeu ainda a integração com os municípios que fazem divisa com a Capital, assim como o trabalho conjunto com o Governo do Estado. “O objetivo é salvar vidas e evitar perdas e danos à população.”
Outro ponto importante para Santos é que a cidade tem 500 mil habitações em áreas de risco, como favelas ou aglomerados humanos com dificuldade de arruamento e que geralmente têm córrego perto e problemas na coleta de lixo. “Nesses lugares são geradas 1.500 toneladas de dejetos, o suficiente para levar à oclusão de vários córregos. As subprefeituras devem se entender com as operadoras de coleta para que seja feita uma intervenção imediata”, defendeu.
O coronel da Polícia Militar, Luiz Dias Filho, falou sobre as ações da Defesa Civil em situações emergenciais geradas pelas fortes chuvas em São Paulo. Segundo ele, os problemas são graves, complexos e as variáveis mudam. “O cenário se altera o tempo todo, é uma invasão nova, uma área que não era de risco e passa a ser”, acrescentando que a Defesa Civil gerencia todos os recursos que estão disponíveis, em todas as esferas de governo, para que se tenha um bom resultado de socorro. “Não estamos falando de política mais, mas de atenção à população, por isso tanto faz quem é o governante, temos de usar e otimizar todos os recursos.”
Propostas à Prefeitura de São Paulo
• Identificar os pontos de enchentes e alagamentos recorrentes nos últimos anos;
• verificar a situação da limpeza da rede de drenagem – bueiros, bocas-de-lobo, ramais, galerias e córregos e nas bacias onde os alagamentos têm sido recorrentes;
• avaliar a limpeza/desassoreamento dos piscinões e seu funcionamento em capacidade de reservação;
• discutir a flexibilização dos horários de coleta de lixo;
• instalar contêineres nas ruas onde são realizadas as feiras livres;
• apurar o mapa das áreas de risco de deslizamentos e disponibilizá-lo à sociedade;
• fazer diagnóstico da rede de semáforos; e
• discutir com o Governo do Estado e municípios vizinhos operação do sistema
de comportas.
Soraya Misleh
Como tradicionalmente ocorre, o sindicato entregou o prêmio Personalidade da Tecnologia em 11 de dezembro – Dia do Engenheiro – a seis profissionais de excelência em suas áreas de atuação. A solenidade aconteceu no auditório da entidade, na Capital paulista.
Foram agraciados nesta 26ª edição: José Roberto Postali Parra (categoria Agricultura), Denise Consonni (Educação em Engenharia), Lair Alberto Soares Krähenbühl (Habitação), Silvia Guerra Vieira Lundwall (Inovação), Plínio Oswaldo Assmann (Transporte urbano) e Murilo Celso de Campos Pinheiro (Valorização profissional).
À abertura, o coordenador do Conselho Tecnológico do sindicato, José Roberto Cardoso, diretor da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), pediu uma salva de palmas à profissão pelo seu dia, “responsável pelo aumento da qualidade de vida da população”. E apontou que a escolha dos nomes homenageados levou em conta o esforço para se assegurar a nova engenharia necessária neste século XXI e a ousadia em momentos difíceis. “A geração atual tem habilidades completamente distintas das da época em que me formei, na década de 1970. Engenharia passou a ser trabalho de equipe. O produto é globalizado, é preciso ter habilidades de comunicação, noções de economia e cultura de outros países.” Com esse novo perfil, é necessário ampliar o número de formados em âmbito nacional, como lembrou no ensejo Edgar Horny, presidente da VDI-Brasil (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha). Como estímulo para tanto, afirmou, “nada melhor que exemplos, como são os homenageados de hoje”.
Também compuseram a mesa de abertura o diretor-geral do Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), Antonio Octaviano, o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Edson Giriboni, representando o governador Geraldo Alckmin, e o vereador Eliseu Gabriel (PSB), que estará à frente da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho e do Microempreendedor Individual na gestão do prefeito eleito da Capital, Fernando Haddad.
Com a palavra, os agraciados
Primeiro a receber a homenagem, José Roberto Postali Parra destacou a importância da engenharia para o sucesso do agronegócio no País. “Somos líderes em agricultura tropical e ano a ano vimos vencendo desafios, sempre graças à tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros”, ratificou. Esse trabalho, continuou, garantiu que o País alcançasse 160 milhões de toneladas de grãos sem praticamente aumentar a área agrícola. “Temos grande número de mestres e doutores e estamos na 13ª posição do mundo em número de artigos científicos publicados. Talvez minha atuação na capacitação de recursos humanos tenha sido o motivo da escolha de meu nome para essa premiação. Formei muitos jovens para manejo integrado de pragas e controle biológico e quase 100 pós-graduados. Diante desse privilégio, a sensação cristalina é de dever cumprido.”
Parabenizando o SEESP pelo destaque que vem dando à educação, seja valorizando profissionais que se dedicam ao tema, seja com a criação do Isitec, Denise Consonni também discursou acerca de sua área de atuação. Lembrando os desafios atuais, indicados por Cardoso, ela ressaltou: “Está em pauta a reformulação de conteúdos e currículos.” Para a premiada, as velhas formas de ensino precisam ser revistas nesse mundo globalizado, senão “certamente estaremos formando engenheiros obsoletos já em sua colação de grau”. Consonni apontou algumas direções, como assegurar o ensino interdisciplinar, integrando áreas tecnológicas e humanas; promover engenharias temáticas, entre as quais os profissionais devem ser capazes de transitar; desenvolver processo de aprendizagem mais dinâmico; integrar ensino, pesquisa e extensão; e incentivar o empreendedorismo e a educação continuada.
Lair Krähenbühl classificou a indicação do seu nome como resultado da iniciativa arrojada de fazer imóveis com acessibilidade a deficientes físicos, gestantes, obesos e idosos. Ousadia e inovação também asseguraram o prêmio a Silvia Guerra Vieira Lundwall, representada na ocasião pelo seu irmão Felipe Guerra. Em carta lida por ele, a agraciada lembrou desses aspectos na sua atuação profissional e dedicou a homenagem ao seu pai, Hélio Guerra Vieira, ex-reitor da USP (Universidade de São Paulo). Já Plínio Oswaldo Assmann salientou ser a mobilidade a principal questão a ser trabalhada no Brasil hoje e a importância da tecnologia para assegurá-la.
Presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro dedicou o prêmio aos diretores e colaboradores não só dessa entidade, mas também da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados) – que também comanda –, pelo trabalho que vem sendo feito. “Não tinha o direito de não recebê-lo, é de vocês”, salientou.
Confira aqui os currículos das Personalidades da Tecnologia 2012.
Soraya Misleh*
As categorias representadas pela CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), entre elas a dos engenheiros, expuseram, no dia 5 de dezembro último, durante a 3ª Jornada da Campanha Brasil Inteligente, ações nacionais que desenvolverão em 2013.
Assim, foram apresentadas as seguintes campanhas: “Brasil Inteligente – com a mobilidade urbana todos ganham”, pelos economistas; “Implantação da internet pública”, pelos engenheiros; “Uso racional de medicamentos”, pelos farmacêuticos; “Qualidade na saúde pública”, pelos médicos; “Contra o uso de agrotóxicos”, pelos nutricionistas; “Zerar a demanda por próteses dentárias”, pelos odontologistas; e “Por um sistema nacional de educação continuada dos profissionais universitários”, pela CNTU, abrangendo todos esses trabalhadores. Além disso, foi proposta pelo geólogo Wagner Ribeiro a inclusão no projeto “Brasil Inteligente” da campanha “Desmatamento zero”.
Ainda na oportunidade, foram empossados cem novos membros no Conselho Consultivo da entidade, que se somam a outros 400 para contribuir com propostas para o País e para tocar as campanhas elencadas. Plenária desse fórum ocorreu na sequência, quando foi sugerido que se agregue o tema da preservação do Cerrado às ações a serem implementadas, entre outros pontos.
Ao encerramento, foram agraciados com o prêmio Personalidade Profissional os seguintes nomes de destaque nas áreas abrangidas pela CNTU: Paul Israel Singer (Economia), Fernanda Giannasi (Engenharia), Alice Mazzuco Portugal (Farmácia), Genival Veloso de França (Medicina), Sandra Maria Chemin S. da Silva (Nutrição) – representada por seu cônjuge, Sidnei Seabra da Silva – e Vitor Gomes Pinto (Odontologia), além de Antônio Augusto de Queiroz (Excelência em gestão pública). No decorrer do evento, o arquiteto, urbanista e artista plástico Nazareno Stanislau Affonso pintou um quadro simbolizando o projeto da CNTU, o qual exibiu à plateia ao encerramento. A iniciativa aconteceu na sede do SEESP, na Capital paulista. Abrindo os trabalhos, o presidente da entidade e da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), Murilo Celso de Campos Pinheiro, ressaltou a importância de os profissionais liberais se inserirem em assuntos cruciais para a sociedade brasileira, apresentando propostas, ideias e buscando soluções.
Internet e educação continuada
Na apresentação da campanha para a implantação da internet pública no País, da FNE, o professor titular da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e coordenador do Citi (Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas) dessa instituição, Marcelo Zuffo, apontou: “Infelizmente, a internet está apenas nos grandes centros, não no Brasil todo. Somos o 164º no ranking mundial de velocidade, que é 20 vezes menor que o da Coreia do Sul, que vai ligar todas as escolas públicas em 1gbit/s.” Ele observou que IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e investimento nessa infraestrutura têm relação muito grande.
Zuffo argumentou que o Brasil precisa crescer 200% ao ano para conseguir se equiparar ao resto do mundo. “Ao mesmo tempo em que temos uma infraestrutura muito ruim, o potencial de uso é grande. De todos os países, estamos em terceiro lugar entre aqueles que mais querem e estão conectados à rede”, constatou. Por isso, a FNE começa a construir a ideia de que internet ofertada de forma indiscriminada pode ser uma prioridade, com a meta de conectar 100% da população entre cinco e dez anos. “Isso traria impacto dramático nos atuais padrões educacionais brasileiros, de saúde, de mobilidade urbana, de segurança, de turismo e de negócios.” Ele esclareceu que internet pública não deve ser confundida com gratuidade, mas que é a oferta do serviço para competitividade e desenvolvimento da sociedade.
Já a campanha “Por um sistema nacional de educação continuada dos profissionais universitários”, iniciada pela CNTU em 2012, visa a conquista de 12 dias por ano no mínimo para requalificação de 10 milhões de trabalhadores – universo contemplado pela confederação. Foi apresentada pelo seu diretor de Articulação Nacional, Allen Habert, que destacou a necessidade de transformar o tema em “causa nacional”. A pretensão é garantir a instituição do “cartão educação continuada”.
Habert lembrou a experiência do SEESP, que há 23 anos conquistou em acordo coletivo com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) a reciclagem tecnológica. “Entre 1991 e 2000, passamos aos 12 dias por ano a todos os engenheiros da área industrial. Depois, conseguimos a aprovação no Parlamento estadual de lei que dispõe sobre o mínimo de seis dias por ano a toda a administração direta e indireta de oito categorias, entre as quais a dos engenheiros.” A favor, além dessa experiência exitosa, o direito universal para tanto, assegurado pela Convenção 140 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), ratificada nos anos 90 pelo governo brasileiro. Sob esses fundamentos, segundo Habert, a CNTU resolveu transformar a demanda em projeto de lei e levá-la ao Executivo. “Isso interessa à nação.”
Confira cobertura completa do evento neste site.
*Colaborou Rosângela Ribeiro Gil
O Brasil vive momento auspicioso em petróleo, gás e biocombustíveis, criando uma situação promissora para empresas e profissionais das áreas tecnológicas. Seguindo a tendência, o Estado de São Paulo tem muitas obras em andamento no setor, como o gasoduto Campinas-Rio e o campo de exploração e produção de petróleo e gás natural de Campo do Mexilhão.
Mais de R$ 45 bilhões estão previstos para o setor energético. As metas são desenvolver e ampliar a produção de petróleo no Estado, com a modernização do parque de refino; aumentar e remanejar a malha de polidutos para garantir o suprimento de petróleo e gás natural; e incrementar a infraestrutura para escoamento da produção aos mercados interno e externo.
O desenvolvimento do setor demandará investimentos crescentes e de longo prazo em uma complexa cadeia produtiva, especialmente no tocante ao fornecimento de bens e serviços e na indispensável qualificação da mão de obra especializada.
Com esse horizonte em vista, será realizada, entre 2 e 5 de abril próximo, a segunda edição da Petrotech, feira brasileira de tecnologias para o setor, que tem como objetivo ser uma eficiente e importante ferramenta promocional para integrar de forma competente os mercados consumidor e produtor, promover negócios e difundir tecnologias e conhecimentos.
O evento é uma promoção do Grupo Cipa Feira Milano e será realizado no Centro de Exposições Imigrantes, localizado na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5. Mais informações sobre a programação e como participar no site www.petrotech.com.br ou pelo telefone (11) 5585-4355.
Campinas
Escola de Extensão Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)
Site: www.extecamp.unicamp.br
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Telefone: (19) 3521-5150
• Gestão estratégica da inovação tecnológica. Ofe recer aos participantes a oportunidade de se capacitar para identificar as oportunidades, ameaças e limites do posicionamento da empresa e contribuir para o desenho de sua estratégia de inovação, em linha com sua estratégia competitiva; dominar conceitos e ferramentas para identificar e selecionar oportunidades tecnológicas e mercadológicas; dominar conceitos e técnicas de gestão de portfólio de projetos de P&D; conhecer conceitos e práticas de identificação e seleção de oportunidades tecnológicas e de gestão de projetos de inovação; conhecer as práticas adequadas para seleção de fornecedores e aquisição de tecnologia e projetos de cooperação tecnológica. Carga horária: 360h. Condições de pagamento: R$ 25.649,16 a vista, com vencimento em 22 de março próximo; ou 19 parcelas de R$ 1.349,96, a primeira também em 22 do mesmo mês.
Lins
Unilins (Centro Universitário de Lins)
Site: www.unilins.edu.br
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Telefone: (14) 3533-3200
• Gestão de transportes terrestres. Formar profissionais aptos a compreender e traduzir as potencialidades de negócios no setor de transportes terrestres, identificar as necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidades com relação aos problemas tecnológicos, socioeconômicos, gerenciais e organizativos e utilizar racionalmente os recursos disponíveis, além de conservar o equilíbrio do ambiente. Carga: 400 horas ou 20 meses. Preço: R$ 433,33 em 24 parcelas.
São Paulo
Instituto Mauá de Tecnologia
Site: www.maua.br
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Telefone: (11) 5088-0848, das 13h às 21h
• MBA Executivo – Administração para engenheiros. Voltado aos profissionais que desejam adquirir conhecimento em negócios e desenvolver atividades gerenciais e/ou de liderança de forma sistêmica e estratégica. A seleção dos participantes será feita mediante análise curricular e, eventualmente, entrevista. O início e término do curso, respectivamente, serão nas datas de 25 de fevereiro e dezembro de 2013. As aulas serão realizadas na Rua Pedro de Toledo, 1.071, Vila Mariana/SP. Valor em 17 parcelas, que variam de R$ 1.260,00 a R$ 1.480,00.
VDI – Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha
Site: www.vdibrasil.com.br
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Telefone: (11) 5180-2316
• Falar em público para engenheiros. Apresentar projetos, conduzir palestras e participar de negociações são atividades constantes na vida de um engenheiro. Portanto, falar em público torna-se uma competência indispensável. Esse seminário visa desenvolver a habilidade de expressão oral e corporal dos profissionais por meio de técnicas básicas de apresentação em público. Serão realizados seis takes de filmagens individuais pelos quais o participante poderá observar seus pontos fracos, a fim de aprimorá-los. Data: 20 de março de 2013, na Câmara Brasil-Alemanha – Rua Verbo Divino, 1.488, 3º andar, São Paulo. Valor: R$ 650,00, verifique junto à VDI possibilidades de desconto.
OAB/SP homenageia presidente do SEESP
Durante sessão do Conselho Seccional, em 11 de dezembro – Dia do Engenheiro –, o presidente da OAB/SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Luiz Flávio Borges D´Urso, prestou homenagem à data, entregando uma placa ao presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro. O reconhecimento foi uma forma de, como afirmou o anfitrião, desejar a todos os engenheiros que “continuem a cumprir de maneira competente essa atividade que ajuda a construir esse novo Brasil, coroado de cidadania”.
No ensejo, Pinheiro ressaltou estar orgulhoso com a homenagem, feita na “Casa do Advogado”. E retribuiu: “O presidente D´Urso disse que a engenharia está presente em todas as questões. Nós achamos que os advogados estão presentes em todas as questões. Temos certeza que seu trabalho é muito importante para todos os cidadãos.”
Guaratinguetá pode ser subsede da Copa 2014
O município recebeu, no dia 8 de dezembro, a equipe de vistoria do Comitê Organizador Local no Estádio Municipal Dario Rodrigues Leite. Guaratinguetá é uma das cidades da região do Vale do Paraíba candidata a entrar no Catálogo Oficial de Centros de Treinamento de Seleção que a Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) deve lançar no próximo ano.
Acompanhados pelo presidente do Guaratinguetá Futebol Ltda., Israel Vieira, os profissionais vistoriaram itens como: qualidade do solo e do gramado, capacidade total de público no estádio, número de assentos cobertos e descobertos, vestiários, sistemas elétrico, hidráulico e de drenagem, entre outros. A administração da cidade aguarda o resultado para planejar as melhorias necessárias.
Engenheiros da ALL iniciam campanha
Estava programada para dia 17 de dezembro a realização, na sede do SEESP em São Paulo, de Assembleia Geral Extraordinária dos profissionais da categoria empregados na Ferroban (Ferrovia Bandeirantes S/A) e na ALL (América Latina Logística S/A), integrantes do Grupo ALL, para início da campanha salarial 2013 (data-base em 1.º de janeiro). O resultado obtido se constituirá no paradigma oficial a ser seguido pela Secretaria da Fazenda do Estado para o reajuste de complementação da maioria dos engenheiros aposentados e pensionistas da antiga Fepasa (Ferrovia Paulista S/A).
Em qualquer projeto de expansão econômica, é absolutamente central e estratégica a questão energética de modo geral e em particular o setor elétrico. Possuidor de uma matriz privilegiada, com grande parte de sua geração de fonte hídrica e potencial significativo para outras modalidades limpas, como eólica e solar, o Brasil vive momento de incertezas nessa área, que vem acumulando falhas.
Como tragédia inicial, vieram as privatizações dos anos 90, por meio das quais o Estado, em vários casos, abriu mão, de um só golpe, de importante patrimônio e do controle de serviço essencial. Apesar da propaganda que anunciava a desestatização como panaceia a todos os males nacionais, elevaram-se tarifas e reduziu-se a qualidade do atendimento. No início dos anos 2000, como resultado da falta de planejamento e investimentos, o País foi forçado a um racionamento de energia.
O modelo do setor foi revisto em 2004, mas os problemas não foram totalmente sanados. A população continuou a amargar falhas, frequentemente denunciadas pelos órgãos de defesa do consumidor sem grandes consequências. Ao longo de 2012, foram inúmeras as intermitências no fornecimento de energia, os populares “apagões”. E soma-se a isso a altíssima tarifa que pesa no bolso do cidadão e prejudica a produção e a geração de riquezas, conforme alardeado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Nesse cenário, e com o objetivo de reduzir as tarifas à ordem de 20%, o governo federal editou, em 11 de setembro último, a Medida Provisória 579. Basicamente, essa determina a renovação por 30 anos das concessões de geração com vencimento previsto para até 2017 a partir de 1º de janeiro de 2013, condicionada à redução do preço da energia. As empresas que não aderirem às regras propostas pela MP manterão a concessão pelo prazo restante – no máximo quatro anos –, ao fim do que terão de disputá-la em nova licitação.
Com a aproximação da data-limite para adesão, definida em 4 de dezembro, multiplicam-se as queixas por parte das concessionárias, que alegam quebra de receita inadmissível com as novas regras, apesar de algumas terem exibido lucros admiráveis nos últimos anos. De toda forma, merece atenção o impacto que a medida terá sobre as estatais que sobreviveram às privatizações, cuja capacidade de operação adequada deve ser mantida. De um modo geral, sejam as empresas públicas ou não, é preciso assegurar sua viabilidade, o que inclui os investimentos necessários em manutenção, expansão e inovação, assim como a capacidade técnica e, claro, os empregos.
Sem adotar o mero recuo diante de eventuais chantagens do mercado, talvez habituado demais no Brasil ao ganho excessivo e sem risco, a prudência recomenda a necessidade de avaliar todas as variantes dessa equação e, eventualmente, fazer ajustes à MP, que ainda aguarda votação no Congresso. Acima de tudo, o setor elétrico brasileiro, além de atividade lucrativa, deve se destinar a ser instrumento do desenvolvimento nacional e do bem-estar da população.
Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente
Paulo Augusto Soares
Como benefício gerado pela tecnologia dos veículos flex, quando esses utilizam o etanol brasileiro como combustível, devemos considerar não só o fator financeiro, que afeta diretamente o bolso do usuário, mas também aqueles que impactam positivamente o índice de desenvolvimento econômico e social da população como um todo. O setor sucroenergético, produtor de etanol e eletricidade, é um dos principais geradores de emprego do País, em especial por garantir renda no campo, fixando, com qualidade, o homem fora dos centros urbanos.
O investimento necessário para gerar um emprego direto no segmento é da ordem de R$ 430 mil, enquanto na atividade ligada às reservas de petróleo na camada do pré-sal, essa relação é da ordem de R$ 35 milhões. Mesmo considerando que o salário médio do segundo possa ser 20 vezes maior que o primeiro, ainda assim o etanol emprega mais e de forma muito menos concentrada. O número de municípios produtores de cana-de-açúcar é de aproximadamente 1.040; os de petróleo são menos que 180.
O uso do etanol substituindo a gasolina “C”, nas mesmas bases de quilometragem rodada, mitiga os efeitos da poluição, reduzindo os índices de ocorrência de doenças, ausências do trabalho, gastos com saúde e mortalidade. Quando se utiliza etanol, evita-se emitir de dois a 2,4 quilogramas de gás carbônico por litro de combustível equivalente, sem considerar outros materiais tóxicos como os particulados, o enxofre etc. Os 4,2 bilhões de litros de gasolina que não estão sendo substituídos por 6 bilhões de litros de etanol implicam emissão adicional de 12 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera.
Baseado em estudo publicado pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), de autoria do professor Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, podemos estimar que o aumento do consumo de gasolina esteja provocando um incremento no número de internações da ordem de 16.800 e de até 280 óbitos por ano. Esse cenário representa um custo social de mais de R$ 180 milhões ao ano, sem considerar as perdas por absenteísmo ou queda de produtividade.
O impacto na balança comercial do País é significativo. Em 2008, não houve importação considerável de gasolina, mas sim exportação do produto, o que resultou num saldo positivo de U$ 1,6 bilhão. Registrou-se ainda venda para o exterior de U$ 2,4 bilhões em etanol. Em 2011, a situação se inverteu e a importação de gasolina atingiu U$ 1,6 bilhão; o saldo comercial da exportação de etanol foi de U$ 0,8 bilhão. Considerando que a situação se repetirá ou se agravará em 2012, a perda cambial anualizada será da ordem de U$ 8 bilhões, se levarmos em conta que poderiam ter sido mantidas as mesmas condições existentes em 2008.
A oferta reprimida de 6 bilhões de litros de etanol corresponde à geração de 30 novas usinas dedicadas a sua produção e de eletricidade, as quais empregariam aproximadamente 54 mil funcionários diretos e 155 mil indiretos, representando um investimento da ordem de R$ 15 bilhões, que seriam destinados ao parque industrial brasileiro, sem considerarmos os investimentos agrícolas.
Há ainda que se considerar os efeitos positivos sobre a indústria automobilística, pois, com o etanol a preço atrativo, o consumidor continuará dando preferência aos veículos flex que são produzidos no Brasil, em detrimento da importação de automóveis a gasolina.
A situação atual não pode ser modificada no curto prazo, mas poderá piorar se não ocorrer uma retomada da expansão da produção de etanol, com base em uma política de Estado de longo prazo.
Paulo Augusto Soares é engenheiro químico e diretor da Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC