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10/03/2015

Obras de Belo Monte empregam cinco vezes mais mulheres

O paradigma de que apenas homens trabalham em obras de infraestrutura vem sendo quebrado. Prova disso é a atuação de 3.563 mulheres no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Altamira (PA). Elas operam máquinas e comandam equipes; dirigem tratores e caminhões; trabalham no planejamento; fazem parte do setor comercial e dos diversos ramos da engenharia. Ou seja, já estão em toda a cadeia produtiva do empreendimento. Como a engenheira civil Rayana Morena Sales, 28 anos. Vinda de Minas Gerais, ela é trabalha na construção da usina há pouco mais de dois anos. Antes, atuava na construção de uma pequena hidrelétrica, onde era a única mulher.


                                                                              Foto: Gutemberg Cruz
rayana engenheira belo monte foto Gutemberg Cruz
                  A engenheira Rayana Morena Sales, que trabalha em Belo Monte há cerca de dois anos


"Aqui a gente vê mulher desde o campo, na parte de armação, carpinteiras, e até na parte de apoio para produção, como [o setor] administrativo e comercial. Mas tem muita mulher engenheira que trabalha no planejamento, na segurança do trabalho, no meio ambiente, e na área civil”, conta.

Integrante do setor de controle de qualidade do empreendimento, Rayana recebe o mesmo salário dos homens que ocupam igual posto e nunca sentiu preconceito no trabalho.

“Até porque aqui tem gente de tudo que é lugar do Brasil. Então, o pessoal acaba sendo tolerante com todas as diferenças, não só de gênero”, relata Rayana.

Entretanto, a engenheira assegura que as mulheres brigam mais para estar na mesma posição. “Tenho certeza que a gente é colocada a prova todo dia, porque é mulher. Isso acontece. O pessoal acaba esperando um pouco menos da gente, exigindo um pouco menos, e você tem que ficar se impondo”, conclui.

Mulheres na construção civil
Dados da concessionária Norte Energia, responsável por esta obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mostram que, entre os quase 24 mil trabalhadores da hidrelétrica – considerada a maior em construção do mundo –, as mulheres representam 14,8%, percentual bem mais alto do que o normalmente registrado na construção civil, de pouco mais de 3% atualmente.

Em 2012, a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) do IBGE indicou que dos 8,3 milhões de trabalhadores da construção, 97,1% eram homens e apenas 2,9% mulheres.

No ano seguinte, a Pnad mostrou pequena elevação da participação feminina: os percentuais passaram a ser de 96,8% e de 3,2%, respectivamente.

A operadora de máquinas na usina de Belo Monte Edilene Costa já contou a sua história no site do PAC em 2012. Confira abaixo:





Fonte: Portal Brasil




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