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Editorial – O debate por um Brasil melhor

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O SEESP sediou, no mês de agosto, dois eventos extremamente importantes para a categoria dos engenheiros e para o conjunto da sociedade. O primeiro deles, realizado no dia 4, abordou os temas inovação, segurança alimentar e logística. Conforme se demonstrou durante as discussões, o Brasil é detentor de uma área agricultável de 400 milhões de hectares, dos quais utiliza hoje 50 milhões, tendo desenvolvido uma agropecuária baseada em ciência, conhecimento e informação. Graças a isso, o setor produz hoje mais de 230 milhões de toneladas de grãos, tem contribuído fortemente para a economia nacional e tem a responsabilidade de garantir, de forma sustentável, alimentos não só à população brasileira como à mundial.

O calcanhar de aquiles, apontou o debate, é a precária infraestrutura nacional de apoio à produção, que envolve problemas de logística. Há gargalos relevantes ao armazenamento e ao escoamento da safra, comprometendo os bons resultados alcançados com a tecnologia na produção. Assim, é necessário que sejam feitos os investimentos para que a agricultura brasileira mantenha sua posição de destaque e siga avançando.

No dia 18, foi a vez de a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) realizar no auditório do SEESP a sua 11ª Jornada Brasil Inteligente, que colocou em pauta a questão do emprego e do desenvolvimento rumo ao Brasil 2022, quando se comemora o Bicentenário da Independência. 

Ao longo do dia de intensa atividade com palestras e debates, foram defendidas medidas de estímulo à produção e à geração de empregos, assim como a garantia de serviços públicos essenciais e o respeito aos direitos trabalhistas e previdenciários da população brasileira. Nesse sentido, precisam ser revogadas com urgência regras aprovadas no Congresso e sancionadas pelo governo, como a Emenda Constitucional 95, que impõe o congelamento das despesas públicas pelos próximos 20 anos, inviabilizando o atendimento às necessidades da população e os investimentos necessários ao País, e a Lei 13.467/2017, que institui a malfadada reforma trabalhista.

 

Eletrobras – A privatização da Eletrobras, anunciada em 21 de agosto último, caso se confirme, significará grave deterioração do setor elétrico brasileiro, atingirá frontalmente os interesses estratégicos do País e certamente representará prejuízo aos empregados da companhia e à população como um todo. Conforme divulgado, a atração de capitais privados para a venda de ações se dará pela transformação dos atuais contratos de concessão de subsidiárias da Eletrobras, que estabelecem as receitas de 14 usinas hidrelétricas antigas, remuneradas pelo regime de cotas. Isso provocará aumento brutal das tarifas a serem pagas pelas distribuidoras de energia, o que, obviamente, será repassado aos consumidores finais.

Entregar ao controle privado a Eletrobras, que é responsável por 31% da geração de energia e 47% do sistema de transmissão no País, é abrir mão da maior holding do setor na América Latina, dentro da qual nasceu o bem-sucedido sistema interligado brasileiro. A tarefa a ser cumprida é o resgate da Eletrobras e o aprimoramento do setor elétrico no País. Energia é bem essencial e deve permanecer sob controle do Estado para que se garantam desenvolvimento econômico, bem-estar social e soberania nacional.

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