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Diferentemente do Brasil, o uso de trólebus em sistemas de transporte coletivo do primeiro mundo ganha espaço e comprova sua importância para a sustentabilidade ambiental das áreas urbanas.

 

Antonio Ferro*

 

Engana-se quem pensa que o trólebus, ônibus elétrico conectado à uma rede externa, está com seus dias contados. Muito pelo contrário. Alguns dos principais nomes da indústria europeia do ônibus consideram esse modelo como uma opção paralela ao desenvolvimento dos veículos elétricos 100% a baterias. É fato que a versão equipada com catenárias tem um longo e positivo histórico na mobilidade urbana, com um reconhecimento atestado por várias cidades que as utiliza.

 

Prova disso é o município francês de Limoges, com uma população próxima a 210 mil habitantes (área metropolitana), conhecido pela produção de porcelana, esmaltes e pelos barris de carvalho utilizados para a acomodação de conhaque. Há 50 anos a cidade possui trólebus em operação no seu sistema de transporte público. Hoje, são 30 unidades que contribuem com um ar mais limpo. E reforçando seu compromisso ambiental, Limoges encomendou à Iveco Bus dois novos trólebus articulados do modelo Crealis, equipados com o sistema In Motion Charging, recurso eletrônico que permite a recarga elétrica de um banco auxiliar de baterias quando o veículo está conectado à rede aérea externa, proporcionando uma operação em locais onde não há essa rede. A cidade já operava 27 trólebus da marca, com 12 metros de comprimento, da geração anterior denominada Cristalis.

 

Tecnologia atual

O novo veículo feito pela montadora italiana tem uma concepção bem inovadora, com um design de vanguarda, onde as linhas externas se sobressaem pelo dinamismo e harmonia. Internamente, o salão de passageiros permite um ambiente claro por meio da generosa área envidraçada, confortável e totalmente acessível.

 

Com um foco especial em desempenho e rentabilidade, a Iveco ressalta alguns princípios fundamentais em seu veículo equipado com o recurso extra de recarga elétrica, como a mobilidade sem nenhuma emissão poluente local, a flexibilidade que não compromete a operação e uma configuração tecnológica que não possibilita perda em sua viabilidade operacional.

 

A Iveco ainda enfatiza que seu modelo Crealis apresenta uma significativa credencial ambiental, bem como a versatilidade e a performance para sistemas urbanos que se identificam pela rapidez nos serviços, por meio de corredores de BRT (Trânsito Rápido de Ônibus).

 

Opções disponíveis

Há seis anos no mercado, os ônibus urbanos híbridos da fabricante podem ser considerados de certa forma, “elétricos”, pois são tracionados por motor elétrico, informou ela. Somando as marcas Iveco Bus e Heuliez Bus, já foram vendidas mais de 1.000 unidades na Europa. Outros modelos de ônibus elétricos, com recarga noturna ou recarga em pontos estratégicos, estão disponíveis sob a marca Heuliez Bus, sendo que mais de 100 unidades foram vendidas desde a introdução no mercado, no ano passado. Na versão trólebus convencionais, sem a utilização de baterias, mais de 800 unidades foram vendidas nos últimos 15 anos.

 

Características

  • A potência do motor de tração (refrigerado a ar) é de 250 kW nominal, 420 kW de pico, com um torque de 3.300 Nm.
  • As baterias são de LTO. (Lithium-titanate).
  • A autonomia, fora da rede aérea, depende do perfil da operação, da velocidade, onde a seção sem as linhas aéreas é colocada, os desempenhos termais exigidos, o número de ciclos, etc. segundo a Iveco, uma análise energética da rota de ônibus é necessária para fazer uma estimativa mais precisa, no entanto, a porcentagem de operação, fora das linhas, operando somente por baterias, pode ser de 15% à 40% de toda a rota de ônibus. Esse aspecto é importante quando o veículo quer atravessar alguma região da cidade, como um centro histórico, sem impactar com as linhas na arquitetura, ou quando existe a expansão da rota do ônibus elétrico, mas sem o ônus de implementar mais linhas aéreas.
  • A capacidade de transporte é para 150 passageiros, dependendo da configuração e limitação de carga por eixo de acordo com regulação local e do peso agregados dos opcionais.

 

 

 

*jornalista especializado na área de transportes há 15 anos, editor da revista eletrônica AutoBus. Texto originalmente publicado no site AutoCam, em 7/12/2018.     

 

 

 

 

 

 

Transportes elétricos

Jurandir Fernandes*

O setor de transportes deve lutar pelo seu espaço. Plataformas digitais podem reforçar o papel social do transporte público

Jurandir Fernandes, presidente da UITP América Latina, da Cidade do México


A mobilidade oferecida como um serviço integrado através de plataformas digitais e de aplicativos reforçará o papel social do transporte público.


As inovações em andamento, bem como sua importância num mundo em crescente urbanização, colocaram a mobilidade urbana na agenda dos governantes, do público em geral, da indústria e do setor de serviços.


Neste cenário, os atores do setor mobilidade precisam demonstrar que estão cientes de sua importância social e econômica e, principalmente, devem demonstrar que são capazes de se adaptarem aos novos tempos. O setor deve liderar este processo de inovação e não tentar impedi-lo!

A população, de posse de quase duzentos milhões de telefones inteligentes, certamente irá em busca de um transporte mais inteligente.

Os sistemas de fretamento e os rodoviários serão os primeiros a serem absorvidos por aplicativos. Resta a estes setores optarem por: desenvolverem uma plataforma própria ou passarem a prestar serviços a um novo player como aconteceu com os taxis frente à “uberização” ocorrida sobre eles.


Em vez de ficar na retranca achando que o juiz vai apitar o final do jogo e que tudo continuará na mesma, é melhor partir para o ataque. A começar por lutar para que os contratos passem por aditivos permitindo que os atuais concessionários de transportes possam prestar o serviço por aplicativos e começar urgentemente a prestar o serviço sob demanda nos entre-picos, nos finais de semana, nas linhas noturnas, nas linhas alimentadoras de baixa demanda, etc… O importante é começar e ir se aperfeiçoando com a participação dos usuários como faz o Moovit, o CittaMobi, o 99, o Cabify, o Uber, o Blablabla.


Aliás, esta conversa eu tive com o sindicato paulistano dos ônibus fretados há mais de um ano. O advogado do sindicato, depois de me ouvir, respeitosamente perguntou: “Por que o senhor está dizendo isto tudo?”


Talvez hoje a resposta lhe esteja mais clara.


 

* presidente do Conselho Assessor de Transporte e Mobilidade, do Conselho Tecnológico do SEESP, e da União Internacional de Transporte Público na América Latina (UITP). Está na Cidade do México em evento mundial de mobilidade, onde nesta quinta-feira, 19 de abril de 2018, proferiu a palestra a respeito dos impactos da IV Revolução Industrial sobre o setor de transportes. Artigo publicado originalmente em 20 de Abril de 2018, por blog Ponto de Ônibus.

Do site Portogente*

O engenheiro da Prefeitura Municipalde Santos, Adilson Luiz Gonçalves, falou ao Esquenta WebSummit Portogente 2017 sobre as vantagens e desvantagens de regionalizar a gestão dos portos brasileiros, hoje muito centralizada na capital federal. Ele, que também desempenha a função de assessor técnico da secretaria municipal de Assuntos Portuários, Indústria e Comércio, diz que além de alterações organizacionais a administração dos portos precisa de mudanças de "usos e costumes, de conceito, de visão estratégica".

Regionalização dos portos é apenas uma mudança organizacional?
Adilson Luiz Gonçalves - Não. A regionalização envolve outros fatores, principalmente autonomia administrativa e financeira e maior participação de atores locais, que influem diretamente na competitividade dos portos. A centralização tende a desconsiderar potenciais e limitações regionais em nome de um 'equilíbrio' sistêmico muitas vezes definido por questões político-partidárias e não estratégicas. Portos regionais, com gestão profissional por metas, seguindo políticas estratégicas, mas sem a instabilidade de nomeações políticas e sazonalidade de governos, representam as melhores práticas da atualidade no mundo. Assim, não se trata apenas de uma mudança organizacional, mas de 'usos e costumes', de conceito, de visão estratégica.


Foto: reprodução do site Portogente
Adilson Luiz Gonçalves: "A regionalização envolve outros fatores, principalmente autonomia administrativa
e financeira e maior participação de atores locais."


A regionalização acelera ou retarda o processo de modernização e competitividade dos portos?
Tende a acelerar, na medida em que a gestão seja profissional e autônoma, inclusive para planejar investimentos e captar recursos no mercado nacional e internacional. É importante ressaltar, sobretudo no caso do Porto de Santos, que a regionalização não implica limitação de sua área de influência, pois sua hinterlândia continuará a ser ampla, indispensável principalmente para o agronegócio. A regionalização também tende a eliminar o protagonismo de conflitos político-partidários entre instâncias de governo ou de jurisdição sobre áreas, facilitando o planejamento e implantação de projetos de modernização, diversificação e expansão de atividades portuárias e correlatas.

Na visão de competitividade da cadeia logística, ao delegar competência aos municípios portuários, a regionalização favorece o alinhamento dos objetivos da administração dos portos com o setor produtivo?
O Porto de Santos, por exemplo, abrange três municípios: Cubatão, Guarujá e Santos. De maneira geral, simplesmente delegar aos municípios a administração dos portos seria regionalizar os problemas já existentes. O ideal é tornar a administração dos portos menos sujeita a ingerências políticas e mais antenada com os interesses estratégicos, de busca de ampliação de mercados, de expansão e diversificação da capacidade operacional. Os portos precisam de acessibilidade que garanta a plena realização de seu potencial operacional. Tal cenário demanda soluções logísticas que envolvem modais de transporte sujeitos a concessões governamentais, sujeitas a interesses nem sempre 'republicanos'. Também envolve a atração de investimentos e atividades fora das áreas de porto organizado, que podem ser logísticas ou industriais. Aliás, no caso específico do Porto de Santos, o estado de São Paulo é o mais industrializado do país. No entanto, os portos de Santos e São Sebastião operam majoritariamente com granéis sólidos e líquidos. Ainda falando em logística, o chamado Custo Brasil envolve fretes. Existem áreas próximas ao Porto de Santos que podem ser utilizadas para implantar indústrias, reduzindo esses custos, inclusive permitindo o incremento de um modal de transporte ainda insipiente na região: o hidroviário. É certo que já existe o parque industrial de Cubatão. No entanto, ele é limitado à área química, siderúrgica e de fertilizantes. O ideal seria atrair indústrias de baixo impacto ambiental e alta e inovadora tecnologia, voltada principalmente para a exportação. Não seriam indústrias para competir com as indústrias paulistas, mas novas atividades que, além de potencializarem competitividade no mercado internacional, também contribuiriam para o desenvolvimento tecnológico regional, estadual e federal. O mesmo vale quanto à empregabilidade, pois existem várias Instituições de Ensino Superior e profissionalizante na região que poderiam formar e aprimorar profissionais de alto nível, com remunerações atrativas. Nesse sentido, a regionalização, de fato, contribuiria para o alinhamento de interesses entre os portos e os setores produtivos. De certa forma, isso ocorria quando os Conselhos de Autoridade Portuária eram deliberativos (Lei 8.630/1993), com a participação dos 4 (quatro) blocos representativos (governos, operadores, trabalhados e usuários do porto). No entanto, faltava a participação do setor produtivo. A Lei 12.815/2013, nesse sentido, foi um lamentável retrocesso.


* Jornalista Bruno Merlin/Portogente

 

 

Da assessoria de imprensa do evento

A 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária começa nesta terça-feira (19/9) e termina no próximo dia 22, na capital paulista. O evento acontece, ainda, em consonância com a Semana da Mobilidade, na Universidade Paulista (Unip), campus Paraíso. Os sistemas de transporte sobre trilhos são grandes indutores da ocupação territorial sustentável e do desenvolvimento socioeconômico das cidades e do País, por isso a atividade se debruça em promover discussões de ações e políticas que fomentem a modernização e expansão desses sistemas. O tema central desta edição é "+ Trilhos + Desenvolvimento". A atividade é uma realização da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp).

O transporte, sendo um promotor de acessibilidade, condiciona e é condicionado pelo crescimento das cidades. As ferrovias, na história brasileira, foram grandes contribuintes para a localização de diversas cidades. Com o tempo, a complexidade de atividades associada ao crescimento urbano criou a necessidade de novas formas de transportes e o ciclo, que se iniciou muitas vezes através da ferrovia, abarcou demais modos de transporte.

A disposição de uma nova linha de metrô ou trem urbano pode se tornar um novo agente modificador. As alterações no entorno de uma estação, por exemplo, podem promover mudanças na organização das tarefas diárias dos indivíduos ao afetar o modo como eles se locomovem e os locais para onde eles desejam ir. Analogamente, um terminal de cargas, construído ao longo de uma ferrovia, induz a instalação de serviços complementares com a consequente atração de novos habitantes que originam ou ampliam núcleos populacionais em sua adjacência.

Discutiremos não só a melhoria na oferta de transporte ferroviário de passageiros e de cargas, por meio de políticas públicas que fomentem sua implementação, mas também a efetiva interação entre esses sistemas e o desenvolvimento urbano e econômico que proporcionam, buscando possibilidades para que os recursos advindos desse novo desenvolvimento sejam revertidos para um novo ciclo de investimento no transporte sobre trilhos.

Assim, promovemos o mote de que seja no âmbito local, com o desenvolvimento das cidades, ou no âmbito nacional, com o aquecimento e alinhamento da economia, a inserção de mais trilhos significa mais desenvolvimento.

>> Confira a programação clicando aqui

 

O valor de R$25 bilhões é a dívida que se refere a prorrogações e contratos emergenciais do setor de transportes da capital paulista, de 2013 até maio deste ano. Somadas às prorrogações feitas com os ‘perueiros’, desde 2010, os custos sobem para R$ 32 bilhões. A informação é exclusiva do site de comunicação Diário do Transporte junto à companhia São Paulo Transportes (SPTrans).

 

Quando em julho de 2013, milhões de brasileiros foram às ruas para protestar contra os valores das tarifas de transportes públicos, o processo de licitação do sistema de ônibus na cidade de São Paulo estava em andamento.

Diante das pressões políticas e do temor da impopularidade, o então prefeito Fernando Haddad decidiu no calor das manifestações suspender o processo e só retomá-lo após o detalhamento das contas do sistema de transportes da capital.

De lá para cá, muitas coisas ocorreram com os ônibus de São Paulo, como a contratação da Ernst & Young para verificar estas contas; uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que não identificou a tão propagada “caixa-preta dos transportes”; as cooperativas de perueiros que se transformaram em empresas de ônibus; entraves pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) aos novos editais propostos pela equipe do secretário dos transportes da gestão petista, Jilmar Tatto em 2015; eleições municipais, derrota de Haddad, congelamento das tarifas pelo prefeito João Doria, mesmo sem ter recursos suficientes reservados no orçamento para isso…  Muitas coisas, menos a tal licitação.

Desde 2013, em relação às empresas de ônibus do subsistema estrutural (as linhas mais longas operadas pelo ônibus maiores) são realizadas prorrogações nos contratos assinados em 2003, com Jilmar Tatto como secretário de transportes, mas Marta Suplicy, ainda no PT, à frente da prefeitura. Já em relação às empresas do subsistema local, são celebrados contratos emergenciais desde julho de 2014 – antes estas empresas eram cooperativas.

O que o “Passe Livre”, ao pedir Tarifa Zero em 2013 não imaginava, é que este atraso, que completa neste mês de julho quatro anos, custou até maio deste ano aos paulistanos R$ 25 bilhões. Somente os contratos que passam por aditivos no subsistema estrutural somam desde 2013, R$ 18,2 bilhões. Já as renovações com as empresas das linhas locais alcançam R$ 6,6 bilhões.

Se for contado o período entre julho de 2010 e julho de 2014, cuja soma é de R$ 7,2 bilhões, quando houve prorrogações dos contratos com os “perueiros”, das então cooperativas, que teriam sido rompidos caso a licitação fosse feita em 2013, esse custo sobe para R$ 32 bilhões.

Responsabilizar apenas os movimentos sociais de 2013 pelo atraso na licitação não seria a abordagem correta. Havia algumas distorções na primeira proposta que foram corrigidas, como o modelo de contratação com as cooperativas, a Taxa Interna de Retorno para os empresários e o desenho da malha de linhas. Entretanto, também não dá para dizer que o atraso foi bom.

Esses R$ 25 bilhões significam dinheiro pago por serviços de fato prestados, mas num sistema arcaico, com sobreposições de linhas, com taxas de retorno não compatíveis com a atual realidade de investimentos, num sistema financeiro pouco eficiente e qualidade que não satisfaz plenamente às necessidades de deslocamentos da população.

Desde a época de Haddad, a promessa com a licitação é aumentar a prestação de serviços, reduzindo os custos, isso se chama eficiência. A ineficiência atual custa ao bolso de todos: das empresas, que desde 2013 não recebem os repasses pelos serviços rigorosamente em dia; do poder público que tem de constantemente remanejar o orçamento sempre apertado para cobrir os gastos da prestação de serviço e, principalmente, da população, que paga uma tarifa alta, não condizente com a qualidade atual.

Em nota, ao Diário do Transporte, a SPTrans diz que são legais os aditivos com as empresas do subsistema estrutural e as contratações emergenciais com as empresas do subsistema local e com a área quatro do estrutural, correspondente à zona Leste, que enfrentou problemas como descredenciamentos de empresas desde 2007.

Logo depois de assumir a prefeitura em janeiro deste ano, João Doria havia prometido lançar o edital de licitação até março, mas a situação não estava tão simples assim. Somente no início de junho é que foi realizada a primeira audiência pública, sob o comando do secretário municipal de mobilidade e transportes, Sérgio Avelleda, para apresentar as diretrizes gerais do que deve propor a licitação.

Depois de reclamações sobre a tumultuada primeira audiência, foram realizados encontros nas 32 prefeituras regionais. A SPTrans diz ainda ao Diário do Transporte que não há uma data definida para a publicação do edital, que será submetido a consulta pública:

“Os últimos detalhes do edital de licitação estão sendo definidos, incluindo a análise das sugestões recebidas durante as 33 audiências públicas realizadas. O próximo passo é a publicação do edital para consulta pública, em data ainda a ser divulgada.”(trecho da nota da companhia enviado ao Diário do Transporte)

 

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Informações de Diário do Transporte, por Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

 

 

 

UITP Global Public Transport Summit é um evento que ocorre a cada dois anos para discutir o futuro da mobilidade urbana. O Summit 2017 ocorreu de 15 a 17 de maio último em Montreal, Canadá, com a participação de 2.700 delegados de 84 países no seminário e mais de 10 mil visitantes na feira com 330 expositores. 

O evento teve como tema “Liderando a transição”. Foi discutida a importância que o setor de transporte tem em assumir um papel de liderança na transformação das cidades, frente às inúmeras mudanças e desafios impostos pela digitalização, pelos avanços em relação à energia verde e a inserção de novos atores no mercado da mobilidade. Também serviu para destacar a grande quantidade de inovação no setor, desde o gerenciamento de dados (big data) até os pioneiros veículos autônomos.

Em Montreal foi possível conhecer os melhores projetos globais e em particular os da América Latina. Em especial, o projeto de concessão no formato parceria público-privada (PPP) apresentado pela Addax/Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) recebeu o prêmio mundial. A ViaQuatro e a Autopass (cartão BOM) foram agraciadas com projetos de comunicação e promoção do transporte público dentre os melhores da região.

No dia 13 de junho, das 14h30 às 17h30, com o apoio do SEESP, será possível conhecer os projetos brasileiros finalistas da América Latina e participar de um debate sobre como as tendências mundiais refletirão em nossa realidade. A atividade será realizada na sede do sindicato, na capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista). Inscrições gratuitas em https://goo.gl/yrcXQC ou (11) 3113-2641. Mais informações pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Programação

14h30 Abertura

15h Tendências mundiais
* Jurandir Fernandes, presidente da União Internacional de Transportes Públicos (UITP) América Latina

Garagens verdes em Nova York e Toronto – VLT e ônibus
* Eleonora Pazos, diretora da UITP América Latina

15h30 Sessão América Latina
Financiamento e promoção do transporte

Moderadora: Valeska Peres Pinto, coordenadora do Programa UITP
* Cecília Guedes, chefe do Departamento de Relacionamento com o Usuário – OPR, Metrô de São Paulo

* Flavio Chevis, CEO da Addax
* Harald Zwetkoff, vice-presidente da UITP e presidente da ViaQuatro
* Julian Monteiro e Marcio Cabral, diretores da Scipopulis
* Roberto Sganzerla, assessor de comunicação & marketing da Autopass

17h Debate
Moderador: Jurandir Fernandes, presidente da UITP América Latina
* Harald Zwetkoff, vice-presidente da UITP e presidente da ViaQuatro
* Joaquim Lopes, presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP)
* Murilo Pinheiro, presidente do SEESP
* Saulo Krichanã Rodrigues, diretor-geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec)

 

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

O engenheiro e coordenador do Conselho Assessor de Transportes e Mobilidade Urbana do SEESP, Jurandir Fernandes, assumiu, em 16 de maio último, em Montreal (Canadá), a Presidência da seção da América Latina da União Internacional de Transportes Públicos (UITP). O mandato vai até junho de 2019 quando ocorrerá o próximo congresso mundial da entidade, em Estocolmo (Suécia). A entidade, fundada em 1885 em Bruxelas (Bélgica), possui 1.400 associados (pessoas jurídicas) e 18.000 membros cadastrados (pessoas físicas) distribuídos por 96 países onde ocorrem 85% das viagens realizadas por transportes públicos. 

Fernandes explica que, além de dar continuidade às inúmeras atividades já em andamento, pretende ampliar a participação da América Latina nas diversas comissões e comitês em operação na UITP. “Estão nesse plano intensificar o uso da telecomunicação nos nossos encontros à distância, o que permitirá maior interação entre os dez países membros da região – Argentina, Bermuda, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai e Peru – com trocas de experiências exitosas em suas cidades”, informa. A busca de novos membros também é uma meta, acrescenta ele. 


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Fermandes, como coordenador de conselho do SEESP, vem realizando atividades sobre mobilidade e transportes.

Para Fernandes, os países latino-americanos têm algo em comum: “A maioria de suas populações mora em centros urbanos já formando regiões metropolitanas ou aglomerados urbanos importantes.” Outro traço comum, aponta, é a predominância de transporte sobre pneus (ônibus e vans) operados por cooperativas ou autônomos. Tal situação, explica, leva ao “baixo nível de integração entre modais distintos”. Apesar disso, o especialista ressalta que nas principais capitais e cidades da região “já temos a bilhetagem eletrônica implantada o que é um bom passo à implantação de políticas tarifárias mais modernas e integradas”. 

Fernandes lamenta que na maior parte dos nossos países existe, ainda, muitas limitações de ordem institucional. Ele explana: “As regiões metropolitanas não possuem uma autoridade única para os transportes de suas cidades e mesmo a regulamentação sofre com leis antigas e protecionistas de antigos cartórios no setor.” 

Sobre a UITP
A sede central da entidade fica em Bruxelas e ela tem divisões regionais, além da América Latina (criada em 1995), na África, América do Norte, América Latina, Austrália, China, Emirados Árabes, Europa, Federação Russa e Índia. 

A UITP é mantida pelos seus associados, informa Fernandes. “Não tem um centavo de abono ou doação de nenhum governo. Seus membros são da iniciativa privada e do setor público. Todos pagam suas devidas anuidades. Não há gratuidades nem privilégios”, assegura.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

A Comissão Permanente de Transportes da Câmara Municipal e a Delegacia Sindical do SEESP de Mogi das Cruzes realizaram, em 25 de abril último, a palestra “A mobilidade desejada – tendências”. A apresentação ficou a cargo de Jurandir Fernandes, coordenador do Conselho Assessor de Transportes e da Mobilidade Urbana do sindicato. Segundo ele, até outubro próximo deve ser alcançada a marca de um smartphone per capita entre os brasileiros. Por isso, defendeu, se a tecnologia está ao alcance das mãos das pessoas, ela deve ser utilizada como ferramenta para a mobilidade urbana. A atividade foi acompanhada pelo presidente da regional sindical, Mário Gallego.

Para o vereador Claudio Miyake (PSDB), presidente da Comissão, “o Poder Legislativo possui papel fundamental no que se refere à mobilidade urbana. Precisamos debater o assunto com visão de futuro para que possamos buscar as melhores soluções e fazer as adaptações necessárias na legislação municipal. O importante é entender as demandas da população”.


Foto: Câmara Municipal de Mogi das Cruzes
Jurandir (à dir.) faz palestra sobre as tendências com relação à mobilidade a partir das novas tecnologias.

Entre os temas abordados estavam o impacto da internet no transporte público de passageiros e o uso do cartão eletrônico e do GPS (em inglês, global positioning system) para auxiliar os cidadãos na locomoção. A palestra também abordou questões como a regulamentação dos aplicativos de transporte sob demanda individual ou coletiva. Além disso, o ciclismo ganhou destaque como uma das formas de transporte mais adequadas para a mobilidade.

Fernandes disse que a inovação e o uso da tecnologia em transporte público não são suficientes para que sejam solucionados os problemas nas cidades de médio e grande porte. Para ele, são necessários investimentos. “É claro que precisamos de investimento em infraestrutura, mas estamos em um momento de crise com mais de três mil grandes obras paradas no País. Então podemos trabalhar com aquilo que temos em mãos, que é a internet e a tecnologia”, apontou.

Diversas autoridades compareceram ao evento, entre elas o vice-prefeito Juliano Abe e o secretário municipal de Transportes, Eduardo Rangel. Também participaram o presidente do Legislativo, pastor Carlos Evaristo (PSD), os vereadores Diegão Martins (PMDB) e Maurinho do Despachante (PSDB), membros da Comissão de Transportes, além dos parlamentares Pedro Komura (PSDB), Antonio Lino (PSD), Rodrigo Valverde (PT), Edson Santos (PSD), Emerson Rong (PR), Caio Cunha (PV), Jean Lopes (PCdoB) e Francimário Vieira Farofa (PR).

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações do site da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes

 

 

 

 

 

Quando a empresa fornece transporte para seus empregados irem e voltarem do local de trabalho, o tempo de espera pela chegada do veículo deve ser pago como hora extra — se não houver transporte público no lugar. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, com base no artigo 4º da Consolidação das Leis do Trabalho, segundo o qual o período é considerado como de efetivo serviço, pois se destina ao atendimento das exigências da companhia.

De acordo com a decisão, um motorista canavieiro do município de Engenheiro Beltrão (PR) será pago pelos períodos em que ficou nas dependências da empresa aguardando transporte para poder voltar para casa.

De acordo com o depoimento de uma testemunha, entre o fim da jornada e o efetivo embarque no ônibus, os empregados aguardavam aproximadamente 30 minutos por dia. O período de espera não era computado nos cartões-ponto.

Citando um caso análogo, julgado anteriormente pela mesma turma, os magistrados observaram que o tempo de espera poderia ter sido reduzido pelo empregador mediante "mera organização dos turnos e término regular e simultâneo das atividades dos seus empregados".

Considerando o artigo 4º da CLT, a turma entendeu que o tempo aguardado pelo trabalhador configura como tempo à disposição. Os desembargadores confirmaram a sentença proferida pelo juiz Jorge Luiz Soares de Paula, titular da Vara de Campo Mourão, e determinaram o pagamento do período de espera como parte integrante da jornada de trabalho, ressaltando que, na hipótese de elastecimento do expediente, deverá ser acrescentado o adicional legal de horas extras. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-9.

 

Comunicação SEESP
Notícia reproduzida a partir do site Consultor Jurídico

 

 

 

 

Com o objetivo de permitir aos candidatos à Prefeitura a apresentação de seu plano de governo e à sociedade discutir as propostas, a Delegacia Sindical do SEESP em Jundiaí se junta ao esforço do sindicato de realizar o Ciclo de debates “A engenharia e a cidade”. Os encontros, informa a delegacia, versarão sobre os temas transporte, segurança, educação e saúde.

Os debates estão sendo realizados na sede do sindicato dos metalúrgicos local (Rua XV de Novembro, 240 - Vila Arens), sempre das 20h às 22h. O primeiro foi em 29 de agosto último, com o candidato Íbis Mauro Pereira da Cruz (PTC), ex-prefeito. Mais informação sobre o evento pelos telefones (11) 4522-2437 e 3379-0587.

Confira os próximos debates:

08/09 – Paulo Moraes Tafarello – PSOL
13/09 – Ricardo Benassi – PPS
15/09 – Pedro Antonio Bigardi (atual prefeito) – PSD
20/09 – Luiz Fernando A. Machado (atual Deputado Estadual) – PSDB
22/09 – Vereadora Marilena Perdiz Negro – PT



Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP








 

O programa desta semana do Jornal do Engenheiro (JE) na TV traz importante entrevista com o especialista Jurandir Fernandes sobre mobilidade urbana e transporte. Para ele, está colocado o grande desafio às cidades para que elas continuem “andando” e não parem por falta de vias ou excesso de veículos nas suas vias. Já a reportagem traz as novidades em termos de legislação para as próximas eleições municipais, que ocorrem no segundo semestre deste ano.

O presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, no quadro “No Ponto”, aborda a importante participação dos diretores da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) Marcha em Defesa da Saúde, da Seguridade e da Democracia, no dia 7 de julho último, em Brasília.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP






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