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Metro-de-Sao-PaulodentroLondres foi a primeira cidade do mundo a ter uma linha de metrô. Em 1863 a população londrina já podia fazer (curtos) trajetos pela cidade. Londres é também sede da revista The Economist que, nesta semana, publicou uma matéria discorrendo sobre os sistemas metroviários globais, o brasileiro entre eles.

Segundo a revista, o metrô em São Paulo e no Rio de Janeiro, as principais cidades do país, é "inadequado" e cidades menores como Salvador e Cuiabá apenas agora estão recebendo sistemas metroviários. 

De fato, o metrô paulista, por exemplo, está em operação desde 1974 e conta com uma malha de pouco menos de 75 km de extensão. Com as obras que devem ficar prontas a partir de 2014, serão mais de 100 km. Como base de comparação, a inauguração do metrô de Shangai foi em 1995 e o metrô por lá cobre 423 km de vias. Na cidade do México, que começou a construir suas linhas de metrô junto com os paulistas também na década de 1970, já existe mais de 200 km de malhas.

A revista britânica coloca a "burocracia lenta e corrupta" das cidades de países em desenvolvimento como o principal obstáculo para construção e expansão de redes metroviárias.

 

Imprensa – SEESP
Informação do site da Revista Exame.com



RodoviasdentroO Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), ligado ao Ministério dos Transportes, divulgou no Diário Oficial da União aviso de licitação para a contratação do PNCT (Plano Nacional de Contagem de Tráfego). O estudo será realizado nos próximos dois anos e vai identificar o perfil dos usuários das vias, rotas turísticas mais utilizadas e os trechos que devem ter a capacidade de tráfego ampliada.

De acordo com o Dnit, a implantação do Plano representa a retomada de uma fundamental etapa do processo de planejamento de ações para ampliação, adequação e segurança da infraestrutura federal de transportes. O orçamento previsto para a realização do trabalho é de R$ 82 milhões.

O Plano será executado em duas fases: primeiro, a contagem sistemática e contínua do tráfego nas rodovias federais por meio de 320 equipamentos eletrônicos instalados em pontos estratégicos. Eles vão avaliar a quantidade de automóveis, peso dos veículos de carga e velocidade dos veículos que trafegam na via.

O segundo estágio contempla a identificação de origem e destino dos motoristas. Entrevistas nas principais vias federais turísticas e de escoamento da produção serão realizadas.


Imprensa – SEESP
Informação da Agência CNT




Os agentes e as viaturas de trânsito de São Bernardo do Campo já estão operando com 81 novos rádios digitais adquiridos pela administração local, que vão possibilitar a comunicação entre os profissionais em todo o território da cidade, o que não era possível com os equipamentos antigos, analógicos e com mais de 15 anos de defasagem. Com o novo sistema, a central terá capacidade para detectar a exata localização de cada carro e de cada profissional nas ruas de São Bernardo.

Outra mudança foi a instalação de mais uma repetidora (antena) na cidade. Antes, o equipamento estava instalado no topo do prédio da Prefeitura e, agora, estão nos bairros Nova Petrópolis e Rudge Ramos. O novo posicionamento possibilita que os rádios possam ser utilizados mesmo em bairros afastados, como o Núcleo Santa Cruz, Taboão e nas divisas com Diadema.

"O investimento nesses aparelhos novos faz parte da política da administração em investir ainda mais na mobilidade urbana. Os agentes de trânsito são essenciais nesse processo e é necessário investir em equipamentos", afirma o chefe de divisão de Operação da Secretaria de Transportes e Vias Públicas.

Monitoramento
Na central de monitoramento, o técnico consegue localizar, com apenas um clique, o local e o horário em que a viatura passou pelas ruas da cidade durante todo o dia. O mesmo método se aplica para os rádios dos agentes. As conversas dos equipamentos ainda ficam arquivadas durante seis meses para futuras consultas.


Imprensa – SEESP
Informação da Prefeitura de São Bernardo do Campo



Em prosseguimento ao ciclo de debates “A engenharia e a cidade” com os candidatos à Prefeitura de São Paulo, o sindicato recebe nesta quinta-feira (26/07), às 18h, o postulante do PRB para apresentação de suas propostas para a Capital paulista. Russomanno também terá a oportunidade de receber sugestões dos engenheiros, profissionais que muito têm a contribuir para a solução dos problemas urbanos, como destaca o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro.

 

* Veja aqui o calendário do ciclo e os vídeos dos debates já realizados

Celso Russomanno se formou em Direito em 1984, foi apresentador do programa Circuito Night and Day, da TV Gazeta. Em 1994 foi eleito pela primeira vez deputado federal. Foi eleito outras duas vezes como deputado federal. Em 2006, recebeu mais de 573 mil votos e foi o terceiro mais votado do Brasil. Cumpria ali o seu quarto mandato.

 

A atividade é aberta ao público e acontece sempre na sede do SEESP, na  Rua Genebra, 25 – Bela Vista – São Paulo. O ciclo “A engenharia e a cidade” também será transmitido pela internet. Para assistir basta acessar aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



A avaliação é do candidato do PT à Prefeitura da cidade, Fernando Haddad, que participou, no dia 25 de julho, na sede do SEESP, do ciclo de debates “A engenharia e a cidade”. Haddad, que foi ministro da Educação nos governos Lula e Dilma, disse que nos últimos seis meses manteve reuniões e contatos por todo o município para elaborar seu programa de governo e concluiu que o clima é de mudança. “São Paulo perdeu uma grande oportunidade, nos últimos oito anos, de crescer junto com o País”, criticou.  Ele comparou a capital paulista com a cidade do Rio de Janeiro, que, mesmo tendo uma renda per capita bem menor, conseguiu empreender uma capacidade maior de investimento público. 

* Veja aqui as fotos do debate com Fernando Haddad

O candidato petista apresentará seu programa de governo no dia 13 de agosto próximo, sugerindo que a proposta faz um “redesenho urbano” da cidade, a partir de temas complexos, como educação, saúde, transporte e habitação. Apoiado na sua experiência à frente do MEC (Ministério da Educação), no período de 2005 a 2012, Haddad garante que promoverá uma grande mudança na área em São Paulo, da educação infantil à pós-graduação, com a implantação de escolas técnicas, centros de formação do professor nas subprefeituras, educação por tempo integral, utilização de verba do MEC, no valor de R$ 250 milhões, para a instalação de creches e pré-escolas. Para ele, a cidade vive a contradição de ser a mais rica do País, mas de não ter a educação condizente a essa situação. 

Outro ponto que ganhou destaque no debate foi transporte e mobilidade urbana. Para Haddad, é necessário um “pacto federativo” pelo transporte público, o que envolve convênios diretos entre a administração municipal e o governo federal, inclusive para expansão do Metrô, hoje a cargo do Estado. “Estamos desde 2010 sem um único ‘tatuzão’ [equipamento que faz as escavações dos túneis do metrô].” Ele também criticou a administração atual por não ter apresentado projetos para participar do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade. No seu plano de governo, afirmou, vai retomar os corredores de ônibus que não cresceram além dos 126 quilômetros implantados até a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (2000-2004). O candidato prometeu ainda discutir a implantação de monotrilhos, mas “levando em conta o impacto visual e urbanístico”. 

Além de investir em transportes, ponderou Haddad, resolver o problema da mobilidade  paulistana envolve planejamento urbano. “Todos os dias São Paulo faz um megadeslocamento, transportando um Uruguai e meio”. Daí, conclui, a necessidade de aproximar a cidade do bairro e o emprego do trabalhador. Nesse sentido, agirá também para combater o déficit habitacional de mais de 510 mil moradias. “Nos últimos oito anos foram entregues menos de 15 mil habitações”, criticou.

Saúde e zeladoria
São Paulo também está frágil na área de saúde, segundo o candidato do PT, que  prometeu retomar os investimentos no setor, com a construção de três hospitais e a implantação de um plano de carreira de forma a atrair os médicos para a rede pública. “Somos uma cidade que tem muitos médicos, mas que não estão no serviço público porque não se oferecem salário e condições de trabalho adequados.”  Ainda no setor, comprometeu-se a implantar  um conceito de gestão, regulação e informatização para que o tempo de espera para consulta, exames e cirurgias diminua. Hoje, segundo Haddad, espera-se seis meses para a realização de um exame e um ano para uma cirurgia. 

O candidato defendeu que a cidade tenha uma “zeladoria” com um painel de controle de forma a se ter um “apanhado, em tempo real, do que está acontecendo na cidade, desde a poda de árvore até a manutenção de calçadas e das obras de arte [viadutos, pontes, passarelas]”.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP

 

 

Os problemas de infraestrutura, o alto custo e a baixa qualificação da mão-de-obra, além da ausência de incentivos tributários, afastam os interessados em investir em produção no Brasil. Segundo o economista e administrador José Roberto Cunha Junior, em 2011, os estrangeiros investiram US$ 66 bilhões no País, mas para este ano a tendência é de uma redução de 20% a 25%, porque o crescimento do mercado interno deverá ser baixo, entre 2% e 2,25%. “O governo federal contribuirá para tornar a economia brasileira mais atraente se apresentar à comunidade internacional um ‘projeto de desenvolvimento’, que contemple políticas e metas de médio e longo prazo”, recomenda.

Cunha Junior é autor de uma pesquisa de doutorado apresentada na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP que mostra que o mercado interno em expansão, os recursos naturais e a estabilidade política atraem os investidores, entre outros fatores. Mas revela também que os problemas afastam os interessados. Para contornar estes obstáculos, o estudo recomenda investimentos do governo a longo prazo, especialmente em transporte, logística e educação, que possam manter toda a economia em crescimento. “Investimentos diretos em setores como infraestrutura, indústrias estratégicas como a de tecnologia da informação (semi-condutores, por exemplo) e centros de pesquisa e desenvolvimento, em geral necessitam de um horizonte mais confiável e prazo mais longo, devido ao maior período de maturação e retorno”, afirma. 

Ausência de incentivos faz sistema tributário afastar possíveis investidores

Os fatores que mais infuenciam os investimentos foram obtidos a partir de questionários respondidos por executivos de empresas estrangeiras. “Os maiores fatores de atração, pela ordem, foram o mercado doméstico com elevada taxa de crescimento econômico, o grande porte do mercado, que vem sendo ampliado com a elevação da renda da população, a estabilidade política, econômica e social, os recursos naturais estratégicos e o clima amistoso com o estrangeiro”, conta o economista. “Em alguns países do Oriente Médio e da África, os conflitos internos causam insegurança em investir, muitos executivos levam a família quando vão trabalhar no exterior”.

A distância geográfica em relação aos países desenvolvidos é apontada como o principal fator que desfavorece o investimento no Brasil, em relação a outras nações emergentes, como China, Rússia, Índia, Turquia e Indonésia. “Mas os próprios executivos afirmam que o desenvolvimento das telecomunicações e da informática, somado às facilidades crescentes de transporte marítimo e aéreo tem reduzido este problema”, diz Cunha Junior. “No entanto, eles apontam outras dificuldades cuja solução depende somente da atuação do Brasil”.

Infraestrutura

Na avaliação dos estrangeiros, o sistema de infraestrutura, incluindo transportes, logística e telecomunicações, é insatisfatório, assim como a baixa qualificação da mão de obra para a produção, especialmente no caso de profissionais de nível técnico. “Outros fatores que afastam os investidores são o custo da mão de obra, devido aos impostos e encargos, e o sistema tributário, principalmente por causa da ausência de incentivos”, completa o economista. A pesquisa foi orientada pelo professor Fauze Nagib Mattar, da FEA.

Cunha Junior aponta que iniciativas políticas dos governos federal, dos estados e dos municípios podem tornar o País mais atrativo às empresas estrangeiras, como investimentos em infraestrutura. “Problemas como a morosidade do Porto de Santos, em que navios ficam até sete dias ancorados, e a pouca presença das ferrovias num país de grande extensão territorial, foram aspectos negativos muito lembrados”, ressalta. “Também foi sugerido um aumento da qualificação profissional, com a implantação de cursos técnicos profissionalizantes de nível médio, além da maior formação de pessoal de nível superior, em especial nas áreas de engenharia, química, física e biologia”.

A pesquisa procurou conhecer os fatores que levam empresas estrangeiras que não tem investimentos no Brasil a visitar o País com essa intenção. “Entre 2009 e 2011, o Brasil passou da oitava para a quarta posição entre os países que mais receberam investimentos estrangeiros produtivos”, aponta Cunha Júnior. “O estudo procurou saber dos empresários os motivos dessa decisão, num período marcado pelos efeitos da crise financeira internacional de 2008”. O economista foi diretor da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo), que procura facilitar os investimentos estrangeiros no Estado de São Paulo.

A partir da bibliografia sobre investimento direto no exterior, o que inclui documentos produzidos por organismos internacionais, como a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, além de artigos em publicações especializadas nos Estados Unidos, Europa é Ásia, Cunha Junior chegou a 46 variáveis que influenciam os investimentos. “O número foi reduzido para 20, número de itens do questionário enviado a 246 executivos de empresas estrangeiras, sendo que 81 foram respondidos”. O economista é professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), entidade ligada à FEA, e presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo, além de atuar como Secretário Nacional de Economia da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

 

Imprensa – SEESP
* Informação da Agência USP de Notícias



Será no terceiro debate do ciclo “A engenharia e a cidade” nesta quarta-feira (25/07), às 9h30, na sede do SEESP (Rua Genebra, nº 25, Bela Vista, SP). O evento, que o sindicato promove com os candidatos a prefeito de São Paulo e de outras cidades do estado, é aberto ao público. Os encontros com os candidatos da cidade paulistana serão transmitidos ao vivo durante sua realização neste link.

Fernando Haddad, postulante do PT, foi ministro da Educação nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, entre os anos 2005 e 2012; também participou da gestão de Marta Suplicy, em 2001, na prefeitura da Capital paulista. É a primeira vez que concorre a um cargo eletivo.

Os engenheiros pretendem, assim como fizeram nos dois primeiros debates já realizados com os candidatos Soninha Francine (PPS) e Miguel Manso (PPL), apresentar contribuição para os vários temas importantes para a cidade de São Paulo, como nas áreas de mobilidade urbana, sustentabilidade, educação e saúde.

O ciclo de debates do SEESP é uma forma de aproximar ainda mais os programas de governo dos candidatos com a realidade da população. “Essa dinâmica, além de absolutamente democrática, já que abre rigorosamente o mesmo espaço a todos, permite que sejam tratadas de forma apropriada questões de monta que precisam ser enfrentadas. A histórica falta de planejamento, o processo de especulação imobiliária que expulsa contingentes de trabalhadores para periferias cada vez mais distantes enquanto os empregos continuam concentrados na região central e a supremacia do automóvel no sistema viário paulistano geraram a situação que hoje já é insustentável”, observa o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro.

Acompanhe neste link os debates já programados.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Nesta quarta-feira (18/07), foi lançado o edital de pré-qualificação para o Corredor Noroeste, da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). O investimento é de R$ 180 milhões no trecho que vai de Sumaré, passando por Americana até Santa Bárbara d’Oeste. O primeiro trecho do corredor vai de Campinas, Hortolândia até Sumaré.

Está no cronograma um novo trevo sob a SP-304, que garantirá a fluidez no tráfego de veículos entre Nova Odessa e Americana. Outra novidade é a criação de cliclovias nas avenidas Antônio Pinto Duarte, em Americana, Ampélio Gazeta, em Nova Odessa, e Santa Bárbara, em Santa Bárbara d´Oeste.

Todas as obras são importantes para dar velocidade ao corredor de pneu que integrará Santa Bárbara d’oeste, Americana, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia e Campinas. “É uma grande obra metropolitana”, destacou. O início das obras está previsto para janeiro de 2013 e a conclusão em junho de 2014.

O Corredor Noroeste terá 32,7 Km de extensão e 28 pontos de parada. São duas Estações de Transferência, três terminais (Sumaré, Americana e Santa Bárbara d’Oeste) e uma demanda estimada em 34.800 passageiros por dia quando estiver funcionando.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do Portal do Governo do Estado

 

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Teve início em 3 de julho o ciclo de debates promovido pelo SEESP com os candidatos à Prefeitura da Capital. Iniciativa já tradicional da entidade – realizada também em outros municípios nos quais estão sediadas as nossas delegacias sindicais – “A engenharia e a cidade” tem o objetivo de travar a discussão que realmente interessa ao cidadão: os problemas do local onde ele vive e como solucioná-los. Até setembro, será realizada uma série de encontros com cada um dos inscritos para a disputa, quando esses terão a oportunidade de apresentar o seu programa de governo, ouvir sugestões e responder às questões da plateia.

Abertos ao público, os eventos são uma oportunidade ímpar para decidir em quem votar mais conscientemente. Como novidade neste ano, temos a transmissão dos debates pela internet, com acesso pelo site do SEESP.

Essa dinâmica, além de absolutamente democrática, já que abre rigorosamente o mesmo espaço a todos, permite que sejam tratadas de forma apropriada questões de monta que precisam ser enfrentadas. Entre essas, está certamente a crise de mobilidade e a carência por transportes, existentes sobretudo na Capital, mas presentes também em diversas localidades do interior paulista, que podem caminhar para caos semelhante ao vivido na metrópole se não adotarem medidas corretivas.  A histórica falta de planejamento, o processo de especulação imobiliária que expulsa contingentes de trabalhadores para periferias cada vez mais distantes enquanto os empregos continuam concentrados na região central e a supremacia do automóvel no sistema viário paulistano geraram a situação que hoje já é insustentável.

Desatar um nó de tal complexidade obviamente nada tem de simples, mas também não é impossível. Todavia, demanda antes de tudo compromisso com a cidade, seu povo e o seu futuro. A engenharia e os profissionais brasileiros do setor têm inúmeras recomendações para enfrentar o problema, que vão da racionalização do uso do espaço urbano aos investimentos em transporte de alta capacidade. Não faltam, portanto, soluções técnicas, mas sim a decisão de aplicá-las de forma adequada e pensando no interesse da população. Também não se menospreza a dificuldade em se conseguir os recursos necessários para a empreitada – especialmente tendo em vista que esse não é o único problema da cidade a demandar iniciativas – mas é preciso buscá-los. E essa é tarefa daqueles que estão na disputa pelo voto do eleitor.

Ao promover tais debates, o SEESP espera contribuir para que aqueles ou aquelas que assumirem as Prefeituras em 2013 estejam prontos a trabalhar de forma eficiente para que tenhamos cidades prósperas, avançadas e com qualidade de vida para todos.

* por Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP


Imprensa - SEESP
* Editorial publicado no JE, Edição 413/Julho/2012 



Calçadas de 22 espaços públicos do país levaram nota zero, na avaliação de voluntários que aderiram à campanha Calçadas do Brasil, do portal Mobilize. São vias centrais, como a rua Riachuelo, no Rio de Janeiro, ou a av. Bernardo Sayão, em Belém, mas também locais distantes das áreas centrais, como a rua Olga de Araújo Espíndola, em Curitiba, ou a rua José Bonifácio, Jabaquara, zona sul de São Paulo.

Outras 43 ruas receberam notas abaixo de dois, como a rua Cayowa, em Perdizes, São Paulo, a rua Mário Campelo, no Recife, a Almirante Barroso, no centro de Porto Velho, e a av. Juracy Magalhães, em Santo Antônio de Jesus, na Bahia.  

Mesmo a rua que leva o nome do educador Anísio Teixeira, em Salvador, ficou com nota bem baixa, apenas 5,44. O que não significa aprovação, já que era 8,0 a nota mínima fixada pela equipe do Mobilize para uma calçada de qualidade aceitável. Até agora, a média final de todas as avaliações do país é 3,47, número que dispensa comentários.  

No total, 222 locais em 37 cidades foram avaliados até agora pelos voluntários (veja a lista completa das ruas) que aderiram à campanha Calçadas do Brasil. Desse total, 185 são ruas ou avenidas com nome e sobrenome. Os colaboradores utilizaram o mesmo formulário usado pela equipe do Mobilize Brasil, que já havia visitado 102 ruas em 12 cidades do país. Para a avaliação, foram considerados 9 itens: irregularidades do piso, largura da calçada, existência de degraus que impeçam a passagem de cadeiras de rodas, inclinação lateral (rampas para carros), existência e condições das rampas de acessibilidade, existência de obstáculos (fixos ou móveis) na faixa livre, sinalização para pedestres e motoristas nas travessias, iluminação adequada na calçada, e a existência de paisagismo e arborização que melhorem o conforto dos pedestres em seus percursos diários.

A campanha Calçadas do Brasil foi lançada pelo Mobilize em abril passado para verificar por onde caminha (ou tropeça) o brasileiro. Afinal, a forma mais básica e sustentável de mobilidade urbana é andar, e estatísticas do IBGE revelam que entre 30% e 40% das viagens diárias nas cidades do país são feitas a pé. Isso, apesar das calçadas estreitas, esburacadas, sujas e maltratadas (ou inexistentes), marginais às largas faixas de asfalto das cidades do país. Na prática, a má conservação das calçadas afasta as pessoas das ruas e estimula o uso irracional do automóvel, mesmo para viagens curtas.

Os governantes continuam a entoar o refrão de que "a responsabilidade pela construção e manutenção das calçadas é compartilhada entre o poder público e o proprietário do imóvel", o que deixa a critério de cada morador a decisão sobre como manter a faixa de calçada à frente de sua casa. Mesmo quando há fiscalização da autoridade pública falta orientação técnica para que o cidadão saiba e possa realizar as obras necessárias. Um exemplo é o caso de Caxias do Sul (RS), onde cidadãos são notificados, apesar de existirem problemas estruturais que impedem a manutenção das calçadas. Enfim, é necessário que o poder público se aproxime do cidadão e não apenas para cobrar impostos e multas.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do site Mobilize Brasil



Previsto no projeto Porto Maravilha, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) será implantado em toda a área do Centro e Região Portuária. A escolha do consórcio que irá operar o sistema por 25 anos deverá ocorrer em 30 dias. A previsão é de que a licitação aconteça em 1º de outubro e as obras tenham início em janeiro de 2013.   

“Uma composição de VLT pode comportar o equivalente a três ônibus ou 150 carros de passeio. A economia anual com gastos decorrentes do uso de combustíveis fósseis, acidentes de trânsito e saúde pública atingirá R$ 400 milhões”, explicou Jorge Arraes, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp).

Ainda segundo Jorge Arraes, a previsão é de que a primeira etapa da implantação do VLT seja concluída em 2014, quando duas linhas entrarão em funcionamento. As outras quatro devem começar a operar até 2016.  

O novo modelo de transporte público integrado é inédito no mundo e vai promover a conexão entre estações de metrô, trens, barcas, BRTs, redes de ônibus convencionais e aeroporto. Sua implantação tem custo avaliado em R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 500 milhões financiados por recursos federais.

"A importância de entregar duas linhas prontas já em 2014 é permitir o acesso mais cedo a um modelo de transporte de alta capacidade, baixo índice de poluição e, neste projeto especifico, de conexão entre todos os outros modais. Além de disponibilizar essas linhas durante a Copa do Mundo", explicou.  

Uma das linhas, aliás, circulará por um túnel ferroviário abandonado há décadas, que passará por reforma para receber o novo trem. Localizado no Morro da Providência, o túnel foi construído no Século XIX, e era usado para transportar cargas entre o Porto do Rio e Estrada de Ferro Dom Pedro II, local onde hoje existe a Central do Brasil.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do site Mobilize Brasil


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