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Em 2010, cerca de 40 mil engenheiros se formavam por ano no Brasil em campos tão diversos quanto Computação, Elétrica, Mecânica, Eletrônica, Aeronáutica, Naval e Civil - para citar algumas das mais de 30 engenharias disponíveis no País. Em 2015, esse número já tinha saltado para mais de 80 mil, de acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Embora pareça uma grande quantia, o Conselho Nacional de Engenharia e Agronomia (Confea) aponta que outras nações têm muito mais desses profissionais essenciais para o desenvolvimento nacional: Índia e China formam, respectivamente, 220 mil e 650 mil novos engenheiros por ano.

Mesmo em tempos menos auspiciosos, quando há empresas encerrando milhares de vagas e gigantes nacionais sob investigação, ainda são muitas as possibilidades para engenheiros qualificados no mercado - o que se torna especialmente para quem também está disposto a aplicar seus conhecimentos de outras maneiras.

Isso porque um engenheiro é treinado para entender e solucionar problemas, e sua capacidade de raciocínio lógico e analítico é muito bem-vinda tanto no mercado financeiro quanto num hangar de aviões, numa ONG (Organização Não-Governamental), em uma startup, na gestão pública ou em uma consultoria estratégica, por exemplo.

"A engenharia é basicamente a arte de engenhar, ou seja, pensar e desenvolver soluções baseadas em conhecimentos pré-existentes ou no desenvolvimento de nova tecnologias", resume Carlos Marmorato, professor e coordenador associado da graduação da Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das melhores do País. Prosseguindo: "O curso oferece ao aluno um conhecimento amplo em diversas áreas. Evidentemente, o profissional acaba se especializando, mas todo conteúdo adquirido propicia ao engenheiro uma visão mais abrangente e importante no exercício profissional."

Carreira em engenharia: destaque para os bons profissionais
Esse não é, porém, o único fator em jogo para quem se forma agora: o salto brasileiro no número de formandos não se reflete necessariamente na qualidade dos profissionais que chegam ao mercado.

O setor privado, responsável por ampliar em quase 600% a quantidade de formandos na área entre 2000 e 2015, acabou inundando o mercado com novos profissionais - mas nem todos são cursos bem qualificados pelo Ministério de Educação.

Os diversos rankings de melhores universidades de engenharia do País costumam ser dominados pelas universidades públicas (federais e estaduais), com exceções de instituições particulares como PUC, FEI, Unisinos, Mackenzie e Mauá.

Num cenário como o atual, destaca-se com facilidade o jovem que estiver bem preparado. Para Marmorato, o engenheiro mais valioso é aquele que detém o conhecimento e "zela pelo bom exercício profissional, com ética e profissionalismo".

Ou seja, o ideal é que o profissional busque ampliar seus conhecimentos sempre que possível, investindo em estudos e especializações que estão em alta no mercado, como análise de dados e desenvolvimento de negócios, para conquistar empresas cada vez mais exigentes.

À espera de um novo boom
No início dos anos 2010, muito se falava sobre um possível "apagão de engenheiros" no Brasil, que apresentava então fortes índices de crescimento e investia pesado em obras de infraestrutura, preparando-se para sediar uma série de eventos e aquecendo a economia. O medo era de que faltassem engenheiros.

Com a recessão e operações como a Lava Jato, que paralisaram projetos e atingiram construtoras e fontes de financiamento, o quadro mudou de figura.

Não deixam de ser dois lados da mesma moeda - a demanda impulsionada pelo setor público -, e o cenário tende a se tornar menos sombrio conforme o País se recupera.

Marmorato explica o por que: há uma dependência de investimentos públicos para que grandes obras aconteçam aqui, o que acaba causando ansiedade entre alunos de Engenharia que se formam em tempos de crise. Mas o aumento da demanda é questão de tempo.

Ao comparar o Brasil de hoje com aquele de seu tempo de estudante, nos anos 1990, ele vê os mesmos gargalos de infraestrutura em áreas como saneamento, transporte e habitação, entre outras, onde há muito trabalho ainda por fazer e que eventualmente terá que ser feito - especialmente por engenheiros.

"É um segmento que pode ter ciclos que demandam mais ou menos profissionais", diz o professor. "A questão do mercado de trabalho depende mesmo da época na qual o aluno vai se inserir no mercado."

Segundo especialistas, há hoje setores em alta que merecem atenção de engenheiros, como energia, telecomunicação e tecnologia, que investem constantemente em soluções inovadoras e na criação de processos mais eficazes - perfeito para profissionais curiosos e capazes de se adaptar.

Com crise ou sem crise, uma coisa é certa: um bom engenheiro, que se esforça constantemente para aprender mais e melhor, sempre encontra espaço no mercado.

 

Reprodução de artigo do site Fundação Estudar
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

As fabricantes de aviões comerciais têm sido pressionadas a reduzir o ruído gerado por suas aeronaves de modo a diminuir o incômodo e os impactos à saúde de pessoas que vivem próximas de aeroportos.

A fim de atender às rigorosas normas internacionais criadas para regulamentar essa questão, empresas como a Boeing, a Airbus, a Embraer e a Bombardier têm feito pesados investimentos em pesquisa e desenvolvimento com o intuito de identificar e minimizar as fontes de ruído dos aviões que projetam para torná-los mais silenciosos.

Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Ciências Aeronáuticas da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (FEM-Unicamp) acaba de dar uma contribuição para que a indústria aeronáutica possa atingir esse objetivo.

Em parceria com engenheiros da Boeing dos Estados Unidos e do Brasil, os pesquisadores simularam computacionalmente o escoamento turbulento (quando as partículas de um fluido, como o ar, não se movem ao longo de trajetórias bem definidas) ao redor de um trem de pouso. Dessa forma, conseguiram identificar fontes de ruído que contribuem para que os trens de pouso sejam atualmente um dos principais componentes do barulho emitido pelas aeronaves comerciais durante a aterrissagem.

Os resultados do estudo, realizado no âmbito de um projeto, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) na modalidade Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, e do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela fundação –, foram apresentados em conferência de aeroacústica no dia 5 de junho, em Denver, nos Estados Unidos, durante o Aviation Forum, promovido pelo Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (Aiaa, na sigla em inglês).

“Conseguimos simular com alta fidelidade os aspectos físicos envolvidos na turbulência ao redor de um trem de pouso e, dessa forma, identificar algumas fontes de ruído nesse equipamento”, disse William Wolf, professor da FEM-Unicamp e coordenador do projeto, à Agência Fapesp.

Os pesquisadores utilizaram técnicas de computação paralela – em que computadores com centenas de núcleos de processamento realizam vários cálculos ao mesmo tempo – para simular o escoamento turbulento ao redor de um modelo simplificado de trem de pouso, chamado Lagoon.

Baseado no trem de pouso da aeronave A320, da Airbus, o LAnding Gear nOise database and CAA validatiON (Lagoon) representa os mecanismos de um trem de pouso real e tem sido estudado por diversos grupos de pesquisa, de diferentes países, no âmbito de um projeto com o mesmo nome.

O projeto foi lançado em 2006 pela Airbus em parceria com a agência aeroespacial da França (Onera), o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e a Universidade de Southampton, na Inglaterra, com o objetivo de avaliar técnicas de simulação de ruído em um trem de pouso simplificado.

A fim de validar as técnicas de simulações computacionais aeroacústicas, o consórcio desenvolveu e disponibilizou um banco de dados aerodinâmicos e acústicos – obtido em experimentos realizados por pesquisadores de instituições como a Onera – com o modelo simplificado de trem de pouso em túneis de vento (instalações em que é possível simular os efeitos do escoamento aerodinâmico ao redor de objetos).

“Comparamos os dados das nossas simulações computacionais com as medidas feitas durante esses experimentos com o Lagoon em túneis de vento e os resultados preliminares foram bastante concordantes. Os dados das simulações computacionais conseguiram reproduzir perfeitamente os resultados experimentais”, afirmou Wolf.

Para fazer as simulações, os pesquisadores da Unicamp utilizaram softwares desenvolvidos por engenheiros da Boeing e criaram outros voltados a realizar as análises aeroacústicas e os processamentos estatísticos. Por meio desses, eles analisaram os dados das simulações numéricas e conseguiram identificar estruturas do escoamento turbulento responsáveis pela geração de ruído no trem de pouso.

Uma das fontes principais de ruído são as cavidades no interior das rodas do trem de pouso, que têm funções de facilitar sua manutenção e permitir a refrigeração dos freios, impedindo que sobreaqueçam. “Detectamos que, sob determinadas frequências de turbulência, algumas dessas cavidades apresentam efeito de ressonância e geram um ruído intenso, que pode ser extremamente perturbador para o ouvido humano”, afirmou Wolf.

Trem de pouso real
De acordo com o pesquisador, além dessas cavidades, outras fontes principais de ruído de baixa e média frequência em trens de pouso são as rodas e os eixos do equipamento, e a interação dos escoamentos turbulentos com esses componentes. Um dos principais desafios para simular computacionalmente a turbulência em trem de pouso, segundo ele, é que o equipamento possui uma série de detalhes. Portanto, a ideia de usar um modelo simplificado, como o Lagoon, facilita as simulações. “Esse modelo representou um teste para verificar se éramos capazes de simular a turbulência e identificar as fontes de ruído no equipamento”, disse. Por meio de um novo projeto com a Boeing, eles pretendem estudar, agora, o trem de pouso do modelo de aeronave 777 fabricado pela empresa americana.

O primeiro autor do estudo, o estudante Túlio Rodarte Ricciardi, que realiza doutorado na Unicamp sob orientação de Wolf, está em um centro de pesquisa da Boeing, nos Estados Unidos, para dar início ao projeto. “A ideia é tentar identificar as fontes de ruído desse trem de pouso realístico, que apresenta um maior número de detalhes mais finos, como linhas de frenagem, e interações mais complexas no escoamento turbulento do que um modelo simplificado”, contou Wolf.

A partir dos resultados das simulações, os pesquisadores pretendem desenvolver técnicas de controle de escoamento turbulento que permitam reduzir o ruído produzido pelo trem de pouso e torná-lo mais silencioso.

 

Comunicação SEESP
Reprodução editada de matéria da Agência Fapesp/Elton Alisson

 

 

 

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) investirá até R$ 120 milhões para aumentar a capacidade de 20 institutos de pesquisa em todo o Estado. O investimento será anunciado em 25 de maio, com o lançamento de edital para seleção de Planos de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa (PDIPs), a serem elaborados e apresentados à fundação pelos institutos. Cada um terá direito a submeter uma proposta, por intermédio de seu diretor e com aprovação formal de seu colegiado superior, e solicitar até R$ 20 milhões.

Os recursos financiados pela Fapesp  destinam-se exclusivamente a apoiar atividades de pesquisa nas modalidades de infraestrutura institucional para pesquisa, bolsas no País e no exterior, auxílios à Pesquisa Jovens Pesquisadores e Pesquisador Visitante.

O documento central em cada proposta será um Plano de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa, traçando a estratégia da unidade quanto à sua capacidade de pesquisa, incluindo-se atenção à qualificação do seu quadro e à infraestrutura de apoio às atividades.

O plano deve definir e focar as áreas estratégicas de atuação do instituto de pesquisa, de forma que estejam alinhadas com a missão institucional, com as políticas públicas do Estado de São Paulo e com os programas estratégicos da Secretaria de Estado a que é vinculado.

As propostas podem ser apresentadas até 31 de julho de 2017, e a divulgação dos resultados está prevista para 30 de outubro. As propostas serão apoiadas por até 36 meses.

Das 20 instituições credenciadas no edital, sete são ligadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento: institutos Agronômico (IAC), Biológico (IB), de Pesca (IP), de Economia Agrícola (IEA), de Tecnologia de Alimentos (ITAL), de Zootecnia (IZ) e Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Outras sete são ligadas à Secretaria da Saúde: Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e os institutos Butantan, Pasteur, de Saúde, Dante Pazzanese de Cardiologia, Lauro de Souza Lima (ILSL) e Adolfo Lutz (IAL).

Também estão incluídos no edital os institutos de Botânica, Florestal e Geológico, vinculados à Secretaria do Meio Ambiente; os institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), ligados à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI); e o Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC), ligado à Secretaria de Planejamento e Gestão.

A seleção dos PDPIs será feita com base em pareceres de assessores especializados nas áreas de atuação das entidades listadas no edital ou com experiência na direção de institutos de pesquisa orientados à missão.

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Reprodução editada de notícia da Agência Fapesp

 

 

 

 

Dez empresas paulistas vão desenvolver tecnologias e produtos com aplicações em cidades inteligentes e sustentáveis. Selecionadas por meio de chamada de propostas conjunta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no âmbito do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - Pipe/Pappe Subvenção, elas terão suas pesquisas apoiadas por até 24 meses.

“É primeiro edital do Programa sobre cidades inteligentes e poderão haver, no futuro, outras chamadas no mesmo tema. A área de cidades inteligentes ganhou destaque nos últimos anos e possui um ótimo potencial para gerar impactos positivos na sociedade e na economia”, disse Fabio Kon, membro da coordenação adjunta de Pesquisa para Inovação da Fundação.

A expectativa é que os produtos desenvolvidos pelas empresas sejam aplicados em cidades brasileiras e também ganhem escala global. “Quando lançamos o edital, em parceria com a Finep, a ideia era que todos os projetos fossem ousados e ambiciosos. Não perguntamos se dariam certo ou não. O que queremos é pesquisas de qualidade que almejem mercados”, disse Douglas Zampieri, também membro da coordenação.

Quando se fala em inovação tecnológica, fala-se também em alto risco. Para minimizar o risco, os projetos analisados passaram por uma seleção rigorosa que levou em conta equipe, plano de negócios, viabilidade e capacitação.

Francisco Luiz Biazini Filho, da Rede Resíduos, participou, com projetos diferentes, das três fases do Pipe. “No primeiro projeto selecionado, eu era bolsista. No segundo, virei sócio da empresa e, agora, sou coordenador. Graças ao apoio do PIPE, a Rede Resíduos cresceu, e hoje temos vários clientes”, disse.

Com proposta selecionada na chamada Cidades Inteligentes, Biazini Filho e equipe desenvolverão um sistema de rastreabilidade e telemetria que acompanha desde a origem do lixo até a sua transformação em produto reciclado.

O sistema informará quando as caçambas e os contêineres de lixo estiverem cheios, o que facilitará a logística da coleta de resíduos na cidade. Além disso, o sistema irá gerar indicadores, métricas e uma série de informações para aprimorar o processo de coleta.

“É uma área de muita emergência. Nenhum município hoje no Brasil está com o problema de resíduos equacionado. Qualquer cidade gasta em média 5% do orçamento com a limpeza pública e todos estão sendo pressionados para gerar economia, envolver os catadores e criar processos mais eficientes”, disse Biazini Filho.

O projeto de monitoramento e telemetria das caçambas fecha um ciclo iniciado nos projetos realizados pela empresa nas Fases 1 e 2 do PIPE ao disponibilizar o sistema que conecta em rede grandes geradores de resíduos com recicladores, transportadores e empresas de tratamento.

“A Rede Resíduos já trabalha na reciclagem para reduzir o lixo no aterro. Agora, vamos atacar a outra ponta da questão e gerar economia no custo da logística de coleta”, disse Biazini Filho.

Bikes e iluminação pública
A Pullup, empresa de engenharia eletrônica de olho no futuro das cidades a partir das bicicletas, também teve seu projeto aprovado na chamada Fapesp-Finep. O projeto SmartBike usa uma plataforma de Internet da Coisas associada às bicicletas para coletar e gerenciar dados sobre mobilidade urbana.

“Tínhamos o projeto há mais de um ano antes de nos inscrevermos no edital. Boa parte dos elementos físicos já está desenvolvida e, agora que fomos selecionados, vamos finalizar o produto e entrar no mercado ”, disse Conrado de Vitor, um dos sócios da Pullup.

O projeto de bicicletas inteligentes será feito em três etapas. A primeira cria um aplicativo para assessorar o ciclista com rotas e um dispositivo com sensores de LED para afixar na roda da bicicleta. Ele tem como funções principais chamar a atenção (para evitar colisões) e capturar informações sobre velocidade, aceleração, trepidação e até umidade da ciclovia e poças de água.

A segunda etapa consiste em desenvolver uma infraestrutura de coleta de dados nas vias. Serão instalados detectores (beacons) para captar informações sobre fluxo de ciclistas e condições da ciclovia. Os dispositivos de comunicação sem fio conectados na ciclovia farão troca de dados com as bicicletas e serão conectados também a uma rede central, que por sua vez estará conectada à internet.

A terceira etapa do projeto é de desenvolvimento de um software de inteligência de dados. “Com o software, teremos condições de gerar informações do estado das ciclovias, rota e tráfego de ciclistas. Esses dados darão uma base teórica para determinar ações da prefeitura, como a criação de novas ciclovias”, disse Rafael Mosna, cofundador da empresa.

A Pullup estuda a instalação de um piloto do projeto. “É importante ter um piloto, pois no mercado não há uma solução com a abordagem sistêmica do projeto, que integra os aparelhos fisicamente acoplados às bikes e à internet”, explica Mosna.

A ideia é que os dados coletados não fiquem apenas com as prefeituras e sejam disponibilizados também para outras empresas, incentivando a criação de outros aplicativos, sistemas, mapas e serviços. “É fundamental que essa plataforma seja aberta e outras empresas se somem a este esforço para criar cidades mais acessíveis aos ciclistas”, disse De Vitor.

Iluminação pública
Tornar um sistema capaz de operar com múltiplos serviços é o que norteia o projeto de iluminação pública da Desh Tecnologia, também selecionada no edital. A empresa desenvolve um sistema de comunicação, sem fio e via rádio, para fazer o controle de luminárias públicas de um bairro ou uma cidade.

“A iluminação é uma ótima base para desenvolvermos o sistema. Nosso objetivo maior está em fazer com que a rede implantada para a iluminação se torne disponível para uma série de outras soluções, como controlar semáforos, estacionamento e tráfego ou medir energia e água”, disse Douglas Malvar Ribas, sócio da Desh.

O sistema de iluminação inteligente terá três elementos. O primeiro é a célula de controle de iluminação, um rádio que vai na luminária pública e a liga, desliga, controla intensidade e dá diagnósticos. Há ainda rádios-mestres concentradores fixados em locais estratégicos e que se comunicam com todas as luminárias e as conectam com uma central de controle. O terceiro elemento é o software que fica na central e faz todo o controle da rede.

“Um ponto muito importante no programa Pipe-Fapesp, desde a década de 1990, é um bem não tangível: a incorporação da gestão da inovação dentro das empresas. Os relatos das empresas de sucesso que passaram pelo programa são unânimes em dizer que o Pipe-Fapesp ajudou a trazer não apenas a inovação para dentro da empresa, mas trouxe também a gestão da inovação”, disse Zampieri.

A relação das empresas selecionadas na chamada Cidades-Inteligentes/Cidades Sustentáveis está disponível em: www.fapesp.br/10834.

 

Comunicação SEESP
Reprodução de notícia da Agência Fapesp/Maria Fernanda Ziegler

 

 

 

 

 

A Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Feis-Unesp) no câmpus de Ilha Solteira oferece uma oportunidade de pós-doutorado em Engenharia de Vibração e Acústica com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O prazo de inscrição encerra em 30 de abril.

A bolsa está vinculada ao projeto “Desenvolvimento de um correlacionador de sinais nacional otimizado para localização e detecção de vazamentos em dutos de água subterrâneos da SABESP, juntamente com dispositivos efetivos para o treinamento de equipes de detecção de vazamento”, apoiado pela Fundação na modalidade Auxílio à Pesquisa e implementado em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no âmbito do programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite).

A bolsa envolverá o desenvolvimento teórico de um modelo de tubo enterrado contendo suas características dinâmicas, bem como medidas em campo da vibração de tubos enterrados devido à presença de vazamentos.

Um sistema de excitação externa, que será utilizado para estimar a velocidade de propagação do ruído na tubulação, será desenvolvido, construído e testado, baseado no modelo analítico desenvolvido e nas medidas realizadas.

O bolsista também estará envolvido no desenvolvimento do processamento de sinal adequado para obtenção da banda de frequência na qual o sistema deve operar.

Os candidatos devem ter experiência em modelagem e medições de sistemas vibratórios, bem como conhecimento em ferramentas modernas de processamento de sinais utilizando o software Matlab. Conhecimento de propagação de ondas em estruturas "acopladas" em sistemas acústicos é desejado.

Interessados devem entrar em contato por e-mail com Michael John Brennan, pesquisador responsável pelo projeto, no endereço:Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A oportunidade está publicada em http://www.fapesp.br/oportunidades/1457/.

O selecionado receberá bolsa no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica, equivalente a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo atender despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a bolsa da Fapesp estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações do Notícias Unesp e Fapesp

 

 

 

 

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) disponibilizou mais R$ 15 milhões para apoiar ideias inovadoras apresentadas por pessoas vinculadas a empresas com até 250 empregados, mesmo aquelas ainda não formalmente constituídas – desde que tenham o registro CNPJ na data de assinatura do Termo de Outorga. Os proponentes não precisam ter qualquer titulação formal (graduação e pós-graduação), mas demonstrar capacitação para levar à frente o empreendimento. As empresas devem estar sediadas no Estado de São Paulo.

 

Foto: Site da Fapesp
fapesp apoia projetosFundação apoia projeto nas fases de demonstração da viabilidade tecnológica
e no desenvolvimento de um produto ou processo inovador.


Os interessados têm prazo até 31 de outubro para apresentar propostas à última chamada de 2016, no 4º ciclo de análise do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) em 2016.

O Pipe apoia projeto em duas fases: na demonstração da viabilidade tecnológica (Fase 1) e/ou no desenvolvimento de um produto ou processo inovador (Fase 2). Na Fase 1, com duração máxima de nove meses, os projetos aprovados contarão com até R$ 200 mil; na Fase 2, com duração máxima de 24 meses, o apoio será de até R$ 1 milhão.

Para esclarecer dúvidas sobre a elaboração de propostas ao 4º ciclo do Pipe, a Fundação, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e o Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) convidam os interessados para o Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa a ser realizado no dia 30 de setembro, das 9h às 12 h, na sede da Fundação.

Para inscrever-se acesse o site fapesp.br/eventos/dialogo42016/inscricao.

O Programa Pipe tem quatro ciclos de chamadas por ano. As quatro chamadas do ano 2016 totalizam R$ 60 milhões disponibilizados para projetos inovadores em micro e pequenas empresas. No 1º ciclo de 2016 foram aprovados 33 projetos. Os projetos apresentados no 2º e 3º ciclo ainda estão em análise.

Em 2015 foram selecionados 159 projetos, um número recorde. Desses projetos, 77 também receberam bolsas vinculadas. No ano, 445 projetos (auxílios e bolsas) estavam em andamento.  

Para mais informações sobre o PIPE acesse fapesp.br/pipe.

Para informações sobre a chamada de propostas do 4º ciclo 2016 do Programa acesse fapesp.br/pipe/chamada-4-2016.


Fonte: Fapesp








Fapesp presidenteCarlos Américo Pacheco é o novo diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A escolha foi feita pelo governador Geraldo Alckmin, a partir de lista tríplice definida pelo Conselho Superior da fundação, e publicada no Diário Oficial de São Paulo de 20 de julho de 2016.

Pacheco possui graduação em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1979), mestrado (1988) e doutorado (1996) em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado pela Columbia University (2005).

Foi secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia e presidente do Conselho de Administração da Finep (1999 a 2002). Foi secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Paulo (2007), reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (2011-2015) e diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - CNPEM (2015-2016).

É professor afastado do Instituto de Economia da Unicamp e assessor da direção geral do CNPEM. Tem experiência na área de economia urbano-regional, economia industrial e tecnológica.

Foi condecorado Grande Oficial da Ordem do Rio Branco pelo Ministério das Relações Exteriores (2000), comendador da Ordem do Mérito Aeronáutico pelo Ministério da Aeronáutica (2000) e recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República (2000).

 

Fonte: Agência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)

 

 

 

 

 

 

Mar InstitutoO litoral paulista é o quinto mais extenso do Brasil, com 622 quilômetros e ocupado por mais de 2 milhões de habitantes. Com o objetivo de explorar os potenciais científicos da região para o uso sustentável dos seus recursos e em benefício da população, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) criou o Instituto de Estudos Avançados do Mar (IEAMar), composto por três unidades: duas em São Vicente, no litoral, e uma em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

A iniciativa reúne 117 pesquisadores de diversas unidades da Unesp e profissionais de outras instituições e de empresas com atuação em áreas relacionadas aos recursos marinhos e a zonas litorâneas do Brasil e de outros países.

“A Unesp pretende que o IEAMar se consolide como um centro de excelência voltado aos três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão, trabalhando na fronteira do conhecimento desde a pesquisa básica até o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, fazendo transferência de tecnologia para a indústria e para a sociedade – especialmente a população do litoral paulista, que precisa se beneficiar do avanço da ciência e da inovação voltado à exploração sustentável dos recursos marinhos e à preservação ambiental”, disse Peter Christian Hackspacher, do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp, em Rio Claro, e coordenador do IEAMar.

As atividades de pesquisa e de cunho tecnológico que serão desenvolvidas no IEAMar serão divididas em cinco grandes áreas: Geologia Marinha, abrangendo tecnologias sobre hidrocarbonetos em áreas de pré-sal e exploração de energia e minerais; Oceanografia, com foco nos movimentos da água, do mar e da chuva; Gestão de Recursos Naturais, contemplando a compreensão da biodiversidade local, a preservação dos ecossistemas e a identificação de matrizes para produtos farmacêuticos; Meio Ambiente, em especial as mudanças climáticas e assuntos relacionados a água potável, a ambientes poluídos e ecotoxicidade; e Recursos Pesqueiros, tratando de produção de alimentos e realizando levantamentos da fauna marinha.

Multiusuários
As atividades do instituto até agora incluem o treinamento de professores e funcionários técnico-administrativos da Unesp para utilização de alguns dos 160 equipamentos multiusuários disponíveis para a comunidade científica e a iniciativa privada parceira. Entre esses equipamentos estão um sistema que integra um espectrômetro de massas e um cromatógrafo líquido de alta performance.

Técnica que caracteriza moléculas por meio da medida da relação entre a massa e a carga de seus íons, a espectrometria de massas é empregada na análise de misturas orgânicas complexas e da estrutura de compostos orgânicos, na determinação da composição isotópica dos elementos e no estudo e identificação de proteínas, entre outros propósitos.

Um sistema de espectrometria de massas pode incluir um cromatógrafo que tem a função de separar as moléculas presentes em misturas complexas. O cromatógrafo acoplado no equipamento do IEAMar permite, por exemplo, a avaliação de vestígios de produtos químicos residuais para garantir a segurança dos alimentos e a avaliação de impurezas para melhorar ainda mais a qualidade do produto.

O instituto também conta com equipamentos de microscopia confocal, que permite aumentar o contraste da imagem microscópica e construir imagens tridimensionais em alta definição. A tecnologia é importante, por exemplo, para a obtenção de imagens de amostras vivas e de informação computadorizada tridimensional na pesquisa biológica e na análise química e de materiais.

O IEAMar também será responsável pelo primeiro radar meteorológico dedicado à cobertura do litoral paulista, integrado à rede de radares da Unesp.

Além da infraestrutura para atividades de pesquisa, o IEAMar deve contar com um programa de pós-graduação em estudos avançados do mar, com o objetivo de contribuir para a formação de recursos humanos para atuação em pesquisa, inovação tecnológica e desenvolvimento de produtos, processos e serviços relacionados ao litoral paulista e a águas internacionais. O programa deverá ser voltado a pesquisadores com conhecimentos nas áreas de Química, Biologia, Geologia, Oceanografia, Farmácia, Zootecnia e engenharias, entre outras.

Também deverá ser oferecido mestrado profissional em Gestão Marítima, Fluvial e Portuária, uma vertente do mestrado profissional em Engenharia da Produção da Unesp. O objetivo é capacitar recursos humanos em temáticas relacionadas a gestão de cargas, materiais, transporte, energia, sistemas de informação, logística, comércio exterior, meio ambiente, inovação e resultados, entre outras.

O IEAMar conta com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), na ordem de R$ 25 milhões, e da própria Unesp, de R$ 10 milhões. Estima-se que todos os laboratórios estejam funcionando nos próximos dois anos. Mais informações em www.ieamar.unesp.br.

 

Fonte: Agência Fapesp
Foto: Wikimedia Commons 

 

 

 

 

 

 

 

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo instituiu o Grupo Gestor Estadual do Plano Setorial da Agricultura (GGE), que definirá as diretrizes do Programa Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) paulista. O objetivo do plano é incentivar a adoção de práticas tecnológicas e sistemas de produção sustentáveis pelos produtores rurais para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. 

O grupo, que será oficialmente instalado no dia 5 de abril, será responsável por elaborar e apresentar as diretrizes, orientar a implantação e estabelecer as prioridades para o atendimento, que estejam de acordo com a Política Estadual de Mudanças Climáticas, integrar todas as ações, programas e linhas de financiamento existentes à prática de agricultura sustentável e articular as atividades junto aos órgãos públicos e privados e à sociedade civil. O trabalho envolverá ainda a realização de eventos para difundir as ações do plano, bem como capacitar os técnicos e produtores para o seu desenvolvimento.

O Grupo Gestor do Plano Setorial da Agricultura (GGE) é composto pelo secretário Arnaldo Jardim e por membros da Assessoria Técnica do Gabinete, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgãos ligados à pasta.

Também integram o grupo representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), das Secretarias paulistas do Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos, Energia e Mineração, Justiça e da Defesa da Cidadania, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação; Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp); Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp); Universidade Paulista “Julio de Mesquita Filho” (Unesp); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq); Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (Fetaesp); Observatório ABC da Fundação Getúlio Vargas (FGV); do Banco do Brasil; da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); e da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). 

 

 

Fonte: Agência Fapesp

 

 

 

 

 

 

Dez anos de existência, cinco editais lançados, mais de 300 projetos de auxílio à pesquisa e bolsas selecionados e R$ 32 milhões investidos no fomento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Esses são alguns números do Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) no Estado de São Paulo.

Algumas das experiências mais bem-sucedidas desenvolvidas com apoio da FAPESP no âmbito do PPSUS-SP foram apresentadas em um evento realizado no final de 2015, no Instituto de Saúde (IS), órgão vinculado à Secretaria do Estado da Saúde (SES-SP).

Uma delas foi a pesquisa coordenada por Eloisa Bonfá, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que permitiu implantar entre 2007 e 2009, no Hospital das Clínicas (HCFMUSP), o Centro de Dispensação de Medicamentos de Alto Custo (Cedmac).

A iniciativa hoje se tornou uma rede, com unidades na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na USP de Ribeirão Preto e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

“Quando idealizamos o centro, estava começando no Brasil – particularmente na área de reumatologia – o uso de terapia biológica. São medicamentos caros, cujo uso ainda não estava bem padronizado no país. E existia uma forte pressão da indústria farmacêutica para que os médicos os receitassem”, contou Bonfá em entrevista à Agência FAPESP.

Indicada para pacientes que não respondem aos tratamentos tradicionais para doenças como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, espondilite anquilosante e artrite psoriásica, a terapia biológica é dirigida contra alvos específicos e ajuda a controlar a inflamação reproduzindo os efeitos de substâncias fabricadas naturalmente pelo organismo para regular a resposta imune. Pertencem a essa classe de fármacos, por exemplo, os anticorpos monoclonais inibidores do fator de necrose tumoral-alfa (TNFα).

A proposta inicial do centro era criar protocolos para o uso dessas medicações, em sua maioria endovenosas, sem que houvesse qualquer conflito de interesses com fabricantes. Na época, apenas um desses fármacos tinha o uso aprovado no Brasil. O tratamento de cada paciente custava ao SUS anualmente o equivalente ao preço de um carro sedã novo.

“Além de se dedicar à pesquisa e ao ensino, o centro também oferece assistência multidisciplinar aos pacientes. Eles são incluídos em protocolos de pesquisa e assinam uma autorização para a coleta dos dados. Passam por uma pré-consulta de enfermagem, depois são atendidos por um médico, ganham um cartão de identificação e, além do tratamento, têm o pronto atendimento garantido em caso de qualquer complicação”, contou a pesquisadora.

Segundo Bonfá, são comuns nesses casos a ocorrência de doenças oportunistas, que podem se manifestar de forma mais grave e disseminada, pois os medicamentos biológicos causam imunossupressão.

No primeiro ano, 130 pacientes foram assistidos no centro do HC. Em 2015, o número já passava de mil. O acompanhamento desses pacientes ao longo dos anos tem rendido diversos projetos de pesquisa, como, por exemplo, a criação e a validação de um protocolo para prevenir tuberculose em pessoas submetidas à terapia biológica.

Além da assistência prestada aos pacientes do Cedmac, a equipe também avalia presencialmente pacientes com doenças reumatológicas encaminhados pela SES, que em geral receberam prescrição de um medicamento não incorporado ao rol do SUS e entraram com processo administrativo para obter a droga.

“O objetivo é avaliar se a indicação do medicamento está adequada e principalmente se haveria outras opções de tratamento a serem prescritas inicialmente. No início, ocorreu uma resistência grande por parte dos reumatologistas, pois achavam que aquilo era uma interferência na prescrição médica. Quando começamos, cerca de 30% das prescrições poderiam ser substituídas por outras medicações com custo menor ou eram inadequadas. Hoje esse índice caiu para 15%. Todos entenderam que é preciso seguir um protocolo e estabelecer prioridades, pois o dinheiro do SUS não é infinito”, contou Bonfá.

Outra ação adotada pela equipe foi o compartilhamento de frascos das medicações endovenosas e a aplicação assistida de medicações subcutâneas. Como explicou Bonfá, a dose de alguns desses fármacos é calculada de acordo com o peso da pessoa. Se o paciente leva o medicamento para a casa, as sobras são descartadas. O Cedmac então criou uma agenda inteligente, de maneira que os pacientes submetidos a uma mesma terapia possam ser agendados em conjunto, possibilitando compartilhar doses e minimizar perdas. Todas essas ações permitiram uma economia de aproximadamente R$ 2,3 milhões apenas em 2015.

“É dinheiro público sendo revertido em benefício dos próprios pacientes, pois essa economia permite atender um número maior de pessoas”, avaliou Bonfá.

 

Fonte: Agência Fapesp/Karina Toledo

 

 

 

 

 

 

 

O Grupo de Planejamento de Transportes do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP/São Carlos) oferece uma oportunidade de bolsa de pós-doutorado na área de Engenharia de Transportes. O prazo de inscrição encerra em 29 de fevereiro. O bolsista integrará a equipe de pesquisa do Projeto Temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp): Desenho e Implantação de Políticas para incentivo a viagens não motorizadas.

O projeto de pesquisa envolve colaboração entre pesquisadores das universidades de São Paulo, Utrecht e Oxford e a análise das estratégias de planejamento adotadas nas cidades de São Carlos e São Paulo (SP), Groningen, Amsterdam e Houten (Holanda) e Londres (Inglaterra), no que se refere ao lado "hardware" dos modos de transporte (ciclovias, paraciclos) e "software" (políticas, práticas e apoio governamental), identificando formas bem-sucedidas para estimular o uso da bicicleta.

Mais especificamente, o projeto tentará: a) Medir em São Paulo a exposição ao ruído e níveis de estresse de ciclistas e b) Investigar o papel da perspectiva do usuário nas estratégias de planejamento adotadas pelos municípios estudados.

O candidato selecionado conduzirá revisão bibliográfica, coleta de dados e análise de dados para as atividades principais da pesquisa. A investigação acerca das estratégias de planejamento será realizada com base em observação e consulta às prefeituras e outros grupos envolvidos no planejamento da mobilidade nos municípios.

Entrevistas estruturadas e/ou grupos focais serão agendados com as partes interessadas. Um sensor móvel, espacialmente referenciado, será usado para medir a exposição ao ruído. Os níveis de estresse de ciclistas serão medidos por sensores que identificam funções corporais como indicadores de estresse.

Adicionalmente, o candidato selecionado será responsável pela preparação de workshops para garantir o envolvimento das partes interessadas e aumentar a disseminação da pesquisa.

Os candidatos devem ter concluído o doutorado em Engenharia de Transportes, ou área relacionada, e ter experiência em planejamento de transporte cicloviário. Exige-se dedicação integral às atividades do projeto. Outras exigências também se aplicam, conforme normas da Fapesp em http://fapesp.br/bolsas/pd.

Os interessados deverão encaminhar duas cartas de recomendação, uma carta de interesse e currículo, incluindo detalhes de pesquisas já realizadas, em um único arquivo para o e-mail do pesquisador responsável pelo temático, Antônio Nélson Rodrigues da Silva (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.). Mais informações podem ser obtidas por meio de consulta ao pesquisador responsável (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) ou a Gustavo Garcia Manzato (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

O selecionado receberá bolsa da Fapesp no valor de R$ 6.143,40 mensais e Reserva Técnica, que equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. 

 

Fonte: Agência Fapesp

 

 

 

 

 

 

Valorizados em grandes parques públicos ou esquecidos, assoreados e poluídos, os rios do interior paulista informam muito sobre as trajetórias das cidades que cresceram às suas margens. Seguindo o tratamento dado aos rios e córregos da capital, muitas dessas cidades canalizaram os seus cursos d´água e os esconderam sob avenidas e outras áreas pavimentadas. Eles são lembrados quando a temporada de chuvas faz com que as galerias subterrâneas transbordem, com alagamentos e graves transtornos para a população. Essas foram algumas das constatações do projeto “A construção da paisagem de fundos de vale em cidades do Oeste Paulista”, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Conduzida por Norma Regina Truppel Constantino, professora no curso de Arquitetura e Urbanismo e no mestrado acadêmico em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Bauru, a pesquisa investigou a situação de 16 cidades do Oeste Paulista, que nasceram e se desenvolveram ao longo do ciclo da expansão da cafeicultura. “Nosso objetivo foi saber como os rios que sustentaram o nascimento dessas cidades são percebidos atualmente pelas respectivas populações, se eles ainda têm importância para as pessoas e são levados em conta pela gestão municipal, pelos planos diretores, pelos projetos aprovados pela câmara etc.”, disse Constantino.

O projeto enfocou quatro cidades em cada uma das quatro linhas férreas que cortam o Oeste Paulista. Na linha Araraquarense: Araraquara, São José do Rio Preto, Jales e Santa Fé do Sul. Na linha Noroeste: Botucatu, Lins, Penápolis e Araçatuba. Na linha Alta Paulista: Agudos, Lençóis Paulista, Tupã e Panorama. Na linha Sorocabana: Avaré, Ourinhos, Presidente Prudente e Presidente Epitácio.

Constantino já havia estudado a formação histórica dessas cidades ao participar do Projeto Temático “Saberes eruditos e técnicos na configuração e reconfiguração do espaço urbano – Estado de São Paulo, séculos XIX e XX”, coordenado pela historiadora Maria Stella Bresciani.

“No levantamento das fazendas que deram origem a essas cidades, constatamos que os rios sempre foram elementos essenciais: ou o núcleo urbano surgiu ao seu redor ou eles definiam os limites das fazendas precursoras. A ideia que motivou o novo projeto foi acrescentar ao pano de fundo histórico um quadro detalhado da condição atual desses rios. Fizemos um trabalho exaustivo, com a participação de quatro bolsistas de iniciação científica da FAPESP. Identificamos os problemas e as potencialidades da integração desses rios nos espaços urbanos”, disse Constantino.

Visibilidade dos rios
O projeto possibilitou a redação de uma espécie de diagnóstico, constituído por nove tópicos. “Algumas das cidades mantiveram a visibilidade e identidade de seus rios, com a conservação das características naturais e sem a degradação do ambiente; em outras, as áreas foram tratadas paisagisticamente, com pouco impacto ambiental, possibilitando à população usufruir de parques lineares construído ao longo dos cursos d’água”, aponta o diagnóstico.

Existem, no entanto, cidades nas quais, apesar de haver nos planos diretores municipais diretrizes importantes para a preservação das áreas, não se levou à prática as orientações e os rios e córregos encontram-se degradados, assoreados e muitas vezes poluídos por esgoto domiciliar clandestino. Além disso, 12 das 16 cidades apresentam trechos dos rios e córregos canalizados no subterrâneo. Nos períodos chuvosos, isso ocasiona episódios de enchentes e inundações.

Quando são implantados parques e recuperada a mata ciliar ao longo das áreas de proteção dos rios, há uma diminuição dos episódios de enchentes e inundações durante as fortes chuvas de verão, contribuindo para a drenagem urbana. Os parques também evitam que essas áreas sejam invadidas ou degradadas.

Nas cidades em que os trilhos dos trens foram instalados em alinhamento com os cursos d´água, os rios foram relegados ao esquecimento, pois a decadência do serviço ferroviário transformou essas áreas em espaços abandonados e degradados, sem segurança para atividades de lazer.

Outra conclusão a que chegaram os pesquisadores foi que, apesar de os rios serem um componente importante da história dessas cidades do Oeste Paulista, eles, em geral, não são valorizados pela população e não fazem parte do seu cotidiano; poucas são as pontes que possibilitam a visão dos rios.

Há uma inadequação nos modelos de gestão urbana, com a falta de integração entre os dispositivos das legislações ambiental e urbanística, concluíram os estudiosos.

“Para que os rios passem a ser valorizados pelas populações, é necessário um trabalho de conscientização e elaboração de projetos participativos que qualifiquem os lugares, mais do que a simples aprovação de leis e regulamentos”, conclui o diagnóstico.

Rios escondidos
A canalização dos rios e córregos é um dos problemas mais graves apontados pela pesquisadora. Nesses casos, as cidades do interior seguiram o modelo adotado na capital paulista, hoje tão criticado pelos especialistas.

“Das 16 cidades observadas, só não houve canalização em Panorama, Lençóis Paulista, Botucatu, Avaré e Presidente Epitácio. Em Panorama e Presidente Epitácio, nem poderia haver canalização, porque se trata do rio Paraná”, disse Constantino.

“O mais surpreendente é que, em vários casos, sobre os rios canalizados foram construídos parques públicos. Em vez de correrem pelos parques, tornando-se fatores de desfrute para a população, os rios foram escondidos no subterrâneo”, comentou.

Um fator positivo, destacado pela pesquisadora, é que, em quase todas essas cidades, com exceção de Agudos e Ourinhos, o esgoto não clandestino é tratado antes de ser despejado nos rios.

Segundo Constantino, há um potencial a ser desenvolvido. Como todos os 645 municípios do Estado de São Paulo, estes 16 participam do programa “Município VerdeAzul”, da Secretaria do Meio Ambiente, que estabelece 10 diretrizes para a gestão ambiental, contemplando os tópicos: Esgoto Tratado, Resíduos Sólidos, Biodiversidade, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Cidade Sustentável, Gestão das Águas, Qualidade do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho Ambiental. Entre os 10 primeiros colocados do ranking 2014 do programa, figuram 3 dos 16: Botucatu (1º), Lençóis Paulista (7º) e Araraquara (8º).

“É importante a visualização dos rios, porque, se as pessoas veem os rios, elas passam a valorizá-los e a se mobilizar por sua integridade”, enfatizou.

“Em Lençóis Paulista, Panorama, Avaré, Presidente Epitácio e São José do Rio Preto, essa visualização é muito evidente. Em São José do Rio Preto, aliás, apresentam-se os dois lados da situação. Porque a cidade começou entre os córregos Borá e Canela, que, hoje, estão totalmente canalizados, debaixo das principais avenidas. Mas eles são afluentes do Rio Preto, no qual foi feita uma barragem que deu origem a um lago, e a um parque muito visualizado e aproveitado pela população.”

Participaram da equipe as bolsistas Júlia Marcilio Torres, Maria Olívia Simões, Marília Lucena de Queiroz e Raisa Ribeiro da Rocha Reis.


 

Fonte: Por José Tadeu Arantes/Agência Fapesp








A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançaram o livro Circulação, transportes e logística no Estado de São Paulo, com resultados de pesquisas realizadas no âmbito do Projeto Temático “O mapa da indústria no início do século XXI: diferentes paradigmas para a leitura territorial da dinâmica econômica no Estado de São Paulo”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) de 2006 a 2011.

Organizada por Márcio Rogério Silveira, professor da UFSC, a obra é resultado de trabalhos desenvolvidos por alunos de graduação e pós-graduação vinculados ao Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Regional e Infraestruturas (Gedri), fundado em 2005 no campus de Ourinhos da Unesp e sediado hoje na UFSC, com participação de pesquisadores de diversas outras instituições de ensino superior.

“Trata-se de um produto que está relacionado à formação de vários cientistas com a finalidade de mostrar que os transportes, a logística e a infraestrutura podem ajudar no desenvolvimento nacional se bem planejados. É um material para a comunidade acadêmica, planejadores, técnicos e sociedade, auxiliando na formação crítica sobre a temática”, disse Silveira à Agência Fapesp.

Em comum, as pesquisas partem do princípio de que a circulação, os transportes e a logística no Estado de São Paulo participam do movimento circulatório do capital, modificando a dinâmica econômica e reestruturando territórios.

O livro apresenta o desenvolvimento dos transportes no estado e a configuração territorial resultante deles, considerando ainda o direcionamento dos fluxos econômicos e as diferenças regionais relacionadas às desigualdades territoriais dos sistemas de engenharia de transportes.

“O aumento da velocidade, da quantidade e da seletividade dos fluxos econômicos são expressões das novas demandas corporativas no território paulista. As inovações organizacionais, tecnológicas e normativas do estado são manifestações que imputam ao território novas formas, funções e processos”, explica Silveira.

Os pesquisadores também tratam do planejamento dos transportes e da logística e analisam projetos relacionados ao setor, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Trem de Alta Velocidade (TAV), além de apresentarem discussões teóricas com o objetivo de orientar pesquisas sobre a temática.

O livro é dividido em nove capítulos: Circulação, Transportes e Logística; Transporte Hidroviário Interior e Marítimo do Estado de São Paulo; Rodovias e Concessões; A Política Macroeconômica e o Transporte; O Trem de Alta Velocidade no Brasil; Estratégias Competitivas, Fluxos e Fixos no Setor de Transporte Aéreo Regional Paulista; Fluxos Aéreos por Charter e Fretamentos Domésticos de Passageiros a partir da Macrometrópole Paulista e as Consequências sobre as Infraestruturas Aeroportuárias; O Transporte Urbano de Passageiros como Reprodutor do Capital; e O Espaço Desigual e Os Impactos na Acessibilidade Frente à Lógica Capitalista de Distribuição e Consumo.

Os autores são Nelson Fernandes Felipe Júnior, Vitor Hélio Pereira de Souza, Alessandra dos Santos Julio, Bianca Sanae Nakamoto, Ana Paula Camilo Pereira, Airton Aredes, Rodrigo Giraldi Cocco, Dayana Aparecida Marques de Oliveira Cruz e Márcio Rogério Silveira.

Serviço: Circulação, Transportes e Logística no Estado de São Paulo
Organizador: Márcio Rogério Silveira
Lançamento: 2014
Preço: R$ 51,00
Páginas: 250
Mais informações: Editora Appris

 

 

Imprensa SEESP
Fonte: Agência Fapesp









Com pouco menos de 70 mil habitantes, o município de Januária, no norte de Minas Gerais, é conhecido hoje por suas cachoeiras, grutas calcárias e cachaças artesanais, cujas virtudes derivam, segundo os produtores, do clima e da umidade natural do solo local, bom para o cultivo de cana-de-açúcar destinada à fabricação da aguardente.

Sua posição geográfica estratégica, na margem esquerda de quem sobe o grande São Francisco, chamado de opará (rio-mar) pelos antigos índios da região, fez com que fosse um importante porto e entreposto comercial na época colonial. Vestígios de um passado muito mais remoto, quase imemorial e também marcado por uma relação íntima com as águas, acabam de vir à tona em pedreiras ainda ativas nos arredores da cidade.

Uma equipe de geólogos e paleontólogos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) encontrou ali um tipo de fóssil especial: diminutos fragmentos de animais marinhos do gênero Cloudina, seres de formato tubular compostos por uma sucessão de cones calcários encaixados uns sobre os outros.

Os restos dos animais, que viveram na Terra por volta de 550 milhões de anos atrás, estavam incrustados em um paredão e em outros afloramentos constituídos de rochas da Formação Sete Lagoas, que faz parte do Grupo Bambuí. Unidade sedimentar da bacia sanfranciscana, o Bambuí se espalha por aproximadamente 300 mil quilômetros quadrados e abarca vastas porções de Minas Gerais e da Bahia, além de se estender para os estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal.

Os fósseis são uma prova praticamente irrefutável de que, pouco mais de meio bilhão de anos atrás, um braço de mar, raso, com no máximo 10 metros de profundidade, cobria essa parte do Brasil. “Essa deve ter sido a última praia que Minas Gerais teve”, comenta, com bom humor, o geólogo Lucas Warren, hoje professor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) de Rio Claro, da Unesp, mas que fazia pós-doutorado na USP, com bolsa da FAPESP, quando a descoberta foi feita, no ano passado.

O pesquisador é o autor principal de um artigo na edição de maio da revista científica Geology sobre a descoberta dos fósseis em Januária. “Até agora ninguém havia seguramente encontrado fósseis de animais no Grupo Bambuí”, afirma Warren, que contou com a colaboração de Fernanda Quaglio, especialista em paleobiogeografia, para identificar os fósseis.

“Além das cloudinas, também achamos ao menos três fragmentos atribuídos ao gênero Corumbella e rastros em rocha deixados provavelmente por um animal de corpo mole.” Também dotadas possivelmente de um esqueleto, as corumbellas dividiam o mesmo ambiente marinho com as cloudinas.


 

Imprensa SEESP
Fonte: Revista Pesquisa Fapesp/Por Marcos Pivetta







A região mais populosa da cidade de São Paulo, segundo o censo demográfico de 2010, é a zona leste que abriga quatro milhões de pessoas. Isso representa cerca de 40% dos habitantes da cidade. E é justamente nessa área em que há os maiores problemas como falta de equipamentos sociais e infraestrutura urbana, segundo uma pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Por isso, um distrito da região, Cidade Tiradentes, foi escolhido como exemplo real para se aplicar uma metodologia que pretende trazer qualidade ao dia a dia dos moradores: a adoção de Planos de Bairro para replanejar áreas carentes da cidade.

O projeto alia reestruturação dos espaços urbanos em escala local e melhor utilização do transporte público, de acordo com as demandas socioeconômicas das pessoas do bairro. Essas ações regionais ajudariam corrigir as distorções do crescimento urbano que existe em São Paulo.

Segundo a autora da tese de doutorado “Planos Urbanos Locais: definição concreta para a mobilidade e qualidade ambiental urbanas”, Maria Elizabet Paez Rodriguez, para que os resultados da aplicação dessa metodologia sejam positivos, um dos pontos centrais é o investimento público e incentivos a empresas, indústrias não poluentes e estabelecimentos comerciais de médio porte para se instalarem nas regiões carentes e gerarem mais postos de trabalho ao morador local. Isso para melhorar um dos maiores problemas de São Paulo: a mobilidade urbana. Já que a maior parte da oferta de emprego está em áreas centrais da cidade e a maioria da população vive em regiões periféricas.

“Se o contingente de trabalhadores que se desloca diariamente por grandes distâncias para trabalhar ou estudar diminui, a superlotação do transporte público tende a cair também e outras pessoas podem aderir ao transporte público, diminuindo o número de automóveis nas vias de circulação de veículos. Passamos a um círculo virtuoso no qual todos ganham qualidade urbana e qualidade de vida com isso”, afirma Maria Elizabet.

A urbanista explica que o Plano de Bairro pode ser aplicado em qualquer parte de regiões metropolitanas do Brasil, mas no caso de São Paulo, o mais adequado é que se adotem primeiramente em regiões carentes. “O objetivo principal é devolver ou oferecer qualidade ambiental urbana, que envolve equipamentos públicos suficientes como escolas, postos de saúde, praças, parques, calçadas adequadas e acessibilidade, baixos níveis de poluição ambiental e ruas seguras que atraiam o morador para atividades ao ar livre opcionais e não somente para atividades obrigatórias, como sair à rua em direção ao trabalho ou à escola”.


 

Fonte: Agência USP de Notícias









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