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Mundo do trabalho

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Um compromisso muito bem-vindo que precisa ser cumprido

 

Em carta aberta, os presidentes recém-eleitos da Câmara e do Senado manifestaram-se acertadamente sobre a intenção prioritária de combater a pandemia e a pobreza resultante dela. Esperam-se, com urgência, ações que confirmem tal disposição.

 

Num ato simbólico, realizado no dia 3 de fevereiro para marcar o início de seus mandatos, os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), divulgaram documento conjunto anunciando “compromisso do Congresso Nacional com o povo brasileiro para o enfrentamento da pandemia e a criação de possibilidade de maior oferta de vacinas e a retomada da normalidade da vida do País”.

 

Tal disposição, inclusive de trabalho integrado, é muitíssimo bem-vinda e extremamente necessária, tendo em vista as enormes dificuldades do momento, expressas em sofrimento indizível para as mais de 230 mil vítimas fatais da Covid-19 e em tragédia social para os milhões de desempregados sem perspectivas de garantir sua sobrevivência e de suas famílias.

 

Dessa forma, é alvissareiro o fato de os chefes do Legislativo demonstrarem compreensão sobre o que é prioridade e da importância de seus papéis na vida da população. No documento tornado público, Lira e Pacheco comprometem-se a atuar para ampliar e facilitar o acesso às diversas vacinas contra o novo coronavírus, desde que obviamente estejam garantidas a segurança e a eficácia mínima obrigatória, com destinação de recursos para tanto; buscar alternativas para manter o auxílio emergencial; e abrir o diálogo com o Poder Executivo, mas também com o conjunto da sociedade, inclusive os trabalhadores, para a busca de soluções à retomada do crescimento econômico.

 

Esperamos agora que as corretas intenções transformem-se em ações o mais rapidamente possível, pois não há tempo a perder. Colocar em votação e aprovar a continuidade do auxílio emergencial de R$ 600,00 é prioridade zero para evitar que tenhamos milhões de brasileiros mergulhados na miséria, sem dignidade e sem qualquer alternativa de subsistência. Trabalhar para que o País possa acelerar o

ritmo da imunização da população e, ao mesmo tempo, prover assistência médico-hospitalar aos que adoecem é ponto fundamental para que possamos voltar à normalidade e, acima de tudo, exigência ética e humanitária.

 

Por fim, promover o debate consequente, visando o reaquecimento da economia é a tarefa que permite haver esperança em dias melhores. A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos filiados, que vêm discutindo esse tema no âmbito do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, saúdam muito especialmente esse ponto e colocam-se desde já à disposição para contribuir.

 

As entidades reafirmam as propostas lançadas em outubro de 2020 de retomada de obras paralisadas como maneira de gerar empregos e oferecer infraestrutura urbana e de produção ao País. Destacam também a necessidade urgente de fortalecer a indústria nacional, setor imprescindível a uma economia forte.

 

É hora de trabalhar pelo Brasil e pelo bem-estar do seu povo. Que Arthur Lira e Rodrigo Pacheco mantenham-se nessa trilha.

 

 

Eng. Murilo Pinheiro – Presidente

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Seriedade, disposição e coragem para o ano que se inicia

 

As dificuldades de 2020 não desapareceram magicamente com a mudança do calendário; é preciso atuar efetivamente para superá-las e melhorar a vida de todos.

 

Entramos em 2021 com a pesada bagagem do ano que terminou – pandemia e crise econômica – e devemos usar todas as energias e esperanças renovadas desta fase para enfrentar tais dificuldades, buscando a melhoria das condições de vida da população.

 

O ano começa sob a égide da chegada das vacinas para o novo coronavírus que, além de poupar vidas, podem garantir a retomada das atividades sociais e econômicas, tão ansiadas por todos. Para que isso aconteça o mais rapidamente possível, já que não é tarefa fácil imunizar milhões de pessoas (bilhões, se pensarmos em todo o mundo), é necessário que haja uma coesão nacional.

 

Lamentavelmente, o início do processo deixa a desejar, com atrasos, falta de planejamento e desencontro de informações, não só para aquisição dos produtos, mas também do material necessário para sua aplicação. No entanto, nada impede que a rota seja corrigida e o conjunto dos governantes brasileiros atue de forma competente em torno dessa meta.

 

Podemos e devemos lançar mão de nossa expertise acumulada em programas de vacinação e da capilaridade existente graças ao Sistema Único de Saúde (SUS), nossa grande vantagem estratégica na luta contra a Covid-19 ao longo de todo esse processo.

 

Está aqui colocada também a agenda fundamental para prefeitos e vereadores empossados em todo o Brasil: cuidar efetivamente da saúde dos seus cidadãos, contribuindo com esse esforço.

 

Não há tempo ou espaço para disputas menores, trata-se de atender a população e retomar o andamento do País e sua economia.

 

Enquanto nos dedicamos a isso, é necessário garantir a sobrevivência dos milhões que ficarão na miséria com o fim do auxílio emergencial. Simplesmente, não há alternativa. Governo e Congresso devem retomar o benefício ou a tragédia social já instalada será ainda mais grave, atingindo proporções assustadoras e inadmissíveis. Não há regra fiscal que possa se sobrepor à necessidade de evitar a fome.

 

É tempo de enxergar a realidade e compreender prioridades. Comecemos 2021 com a determinação que a vida nos exige, trabalhando por saúde, paz social e desenvolvimento.

 

Um ótimo ano a todos nós!

 

 

Eng. Murilo Pinheiro - Presidente

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