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28/08/2015

Profissionais debatem protagonismo na construção do Brics

Os trabalhadores devem disputar sua participação nas discussões que ocorrem no âmbito do Brics (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Essa foi a tônica do painel que encerrou os trabalhos do II Seminário Internacional de Integração dos Trabalhadores Universitários, organizado pelo Departamento de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), ao final da manhã de hoje (28), na sede do SEESP, na Capital.


Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
mesa brics dia 28 de agosto


Abrindo as palestras, Otávio Cançado Trindade, primeiro secretário da Divisão Ibas (Índia, Brasil, África do Sul) dos Brics do Ministério das Relações Exteriores, traçou histórico do surgimento do bloco, há seis anos, mas institucionalizado em 2014, diante da consolidação de um mundo multipolar nesta segunda década do século XXI. “O acrônimo Brics cunhado em 2001 pelo mercado financeiro para atrair investidores passou a ter as vertentes de coordenação em reuniões e organismos internacionais, cooperação política e econômica. Entre os temas discutidos, agricultura, energia, saúde, educação, ciência e tecnologia, trabalho e emprego, prevenção de desastres, crise migratória, segurança cibernética, combate ao terrorismo e ao narcotráfico.” Segundo Trindade, foi criado um arranjo de reservas e um banco de desenvolvimento com aporte de Us$ 150 milhões por país, em implantação na China, para garantir financiamento de projetos de infraestrutura e o desenvolvimento sustentável do Brics e outros países em desenvolvimento.

Em janeiro, afirmou, ocorrerá uma reunião dos ministros do Trabalho das nações que compõem o bloco. “O objetivo é o intercâmbio de informações, a harmonização de indicadores do mercado de trabalho, a formalização no âmbito laboral, empregos inclusivos e de qualidade”, destacou ele. Gilda Almeida, vice-presidente da CNTU, aproveitou o debate para reivindicar que os profissionais universitários estejam presentes nesse encontro. Para Divanilton Silva, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), considera o Brics “alternativa aos países em desenvolvimento darem um salto em seu padrão de desenvolvimento, sobretudo com relação à defasagem em logística e infraestrutura. O sindicalismo tem que disputar um espaço nessa construção. Os trabalhadores precisam ter forte protagonismo nesse leito estratégico.”

Embora considere que o Brasil deve participar do bloco e defenda que os profissionais de nível universitário sejam ouvidos nesse ambiente, André Roberto Martin, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), contudo, não acredita que o País deva colocar “todos os seus ovinhos nessa cesta”. Em outras palavras, do ponto de vista geopolítico, o Brics, na sua opinião, não é prioritário à nação.


Soraya Misleh
Imprensa SEESP

 

  

 

 

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