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25/08/2015

Ligações interoceânicas são pauta em seminário internacional

A Ferrovia Bioceânica do Atlântico, no Brasil ao Pacífico, no Perú e o Canal da Nicarágua, que liga os oceanos na América Central  poderão transformar as rotas comerciais e o mapa das interações no hemisfério Sul. Os governos brasileiro e peruano trabalham no projeto de construir uma ferrovia que conecta os dois países sul-americanos, criando uma conexão de trilhos entre os oceanos Atlântico e Pacífico. O projeto será discutido dentro da programação do II Seminário Internacional de Integração dos Trabalhadores Universitários, no próximo dia 27 de agosto, em São Paulo.

 

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Promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) o seminário irá traçar um panorama sobre trabalho e organização sindical na América Latina, tendo como foco os profissionais de formação universitária. Durante dois dias, representantes de entidades do Uruguai, Argentina, Nicarágua, Peru e Índia participarão do evento.

Em sua exposição, o presidente da Sociedade de Engenheiros do Peru, Gustavo Saavedra Garcia, abordará alguns detalhes da construção da Ferrovia Bioceânica, uma obra de cerca de 1.400 quilômetros, apenas no território peruano. O projeto vem atraindo a atenção de grandes grupos de investidores e também da China. A ferrovia se tornaria a principal estrada transcontinental da América do Sul e abriria uma saída pelo Oceano Pacífico até os mercados asiáticos.

Para o Brasil, que estima aportar R$ 40 bilhões para o trecho nacional do empreendimento, o investimento é considerado estratégico para o escoamento de produção agrícola do Centro-Oeste. “Com esse projeto, o Brasil poderá exportar para a Ásia grande parte da sua produção de soja e importar todo tipo de produtos industrializados e bens de consumo. E o Peru teria garantido um fluxo constante de carga, tanto na rota do Pacífico como do Atlântico. Seria o principal eixo de ligação entre os dois países”, avalia Garcia

Canal da Nicarágua – O Grande Canal Interoceânico da Nicarágua também será discutido no Seminário. Previsto para ser construído nos próximos cinco anos, o Canal já é considerado uma das maiores obras da história da humanidade e ligará o Mar do Caribe, portanto o Oceano Atlântico, ao Pacífico, através da Nicarágua, na América Central. Do ponto de vista geopolítico, o Canal da Nicarágua retirará dos Estados Unidos o controle do comércio na região, hoje operado através do Canal do Panamá. O governo nicaraguense espera da empreitada um salto no desenvolvimento do País e aposta sobretudo na cooperação Sul-Sul, sem que haja restrição a quaisquer países, para garantir o sucesso da nova via de comércio.

Confira a programação do II Seminário Internacional de Integração dos Trabalhadores Universitários.O evento também terá transmissão online aqui.


Renata Dias
Assessoria de Imprensa CNTU






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