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06/07/2021

Avança projeto para criação de distritos de inovação em São Paulo

Agência Fapesp

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Pesquisadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) concluíram a primeira etapa de um estudo técnico para viabilização no Estado de São Paulo de dois distritos de inovação, que incluirão o entorno de universidades e instituições de pesquisa, com empresas intensivas em tecnologia, incubadoras e aceleradoras de startups, com o objetivo de favorecer o surgimento de soluções inovadoras.

As próximas fases do trabalho, encomendado em 2018 pela Fapesp, foram discutidas em um seminário on-line promovido pelas duas instituições no início de junho. "A organização desses distritos de inovação é complexa e exige a participação de uma grande quantidade de atores, dos setores público e privado. Isso exigirá modelos jurídicos e de governança muito sólidos, com os quais não temos muita experiência no Brasil”, disse Marco Antônio Zago, presidente da Fapesp.

O estudo analisou inicialmente a área onde hoje está instalada a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Vila Leopoldina, em São Paulo. Mas agora se estende por outras áreas localizadas ao longo do rio Pinheiros e próximas da Universidade de São Paulo (USP) e dos institutos Butantan, de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e de Pesquisas Nucleares (Ipen), entre outros.

Na mesma região, o governo do Estado de São Paulo pretende implantar a quarta etapa do Centro Internacional de Tecnologia e Inovação (CITI). O projeto, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico em parceria com a prefeitura paulista, tem como foco incentivar o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias de alta intensidade (hardtechs).

A primeira etapa do projeto foi concluída no final de 2020 com o lançamento do IPT Open Experience. O programa tem como objetivo atrair para o campus do IPT centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de empresas de médio e grande porte, além de startups e instituições de ciência e tecnologia (ICTs), conectando-os à infraestrutura de tecnologia da instituição.

“Com a implantação do CITI, o projeto de desenvolvimento do distrito de inovação na gleba Ceagesp ganhou maior amplitude e envergadura”, disse Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp.

O segundo distrito de inovação ocuparia a Fazenda Argentina – uma área de 1,4 milhão de metros quadrados (m²) adquirida em 2014 pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e contígua à instituição.


Juntas, as duas áreas, que se articulam na Região Metropolitana de São Paulo expandida, concentram as mais importantes universidades e instituições de pesquisa, ciência e tecnologia do país, além de grandes empresas de diversos setores, sendo responsáveis por, aproximadamente, 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, estima Andrea Calabi, coordenador da equipe técnica responsável pelo estudo.


“Essas duas áreas públicas no Estado de São Paulo têm condições especiais para a construção de distritos de inovação, que são espaços físicos catalisadores de iniciativas transformadoras que exigem conexões com empreendedores, pesquisadores e investidores para estimular a produção e inserção de tecnologias inovadoras no mercado e criar uma base sólida para o surgimento de novas empresas e empregos”, avaliou Calabi.

Tendência mundial

Os distritos de inovação são tendência mundial e representam uma evolução dos ambientes de inovação – como parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras – e arranjos geográficos para inovação, como o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Umas das razões pelas quais têm sido criados em larga escala é que são estratégicos não só para acelerar a inovação como também para redesenhar as cidades, reconstruindo espaços urbanos de modo que possam ser melhores e mais atrativos para pessoas talentosas e novas empresas emergentes intensivas em tecnologia, apontaram especialistas participantes do evento.


“Os distritos de inovação correspondem a um novo modelo urbanístico, relacionado com a atual revolução tecnológica que vivemos, que requer um novo modelo de cidade, mais sustentável, com um novo modelo de mobilidade e mescla de uso dos espaços, onde as pessoas possam interagir e onde possam ser geradas inovações a partir dessas relações”, disse Miquel Barceló, que presidiu entre 2004 e 2007 o 22@Barcelona, na Espanha.


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