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19/04/2021

O primeiro processo de seleção 100% online do SEESP

Inovação foi aplicada para a formação da segunda turma de voluntários do Núcleo Jovem Engenheiro.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Oportunidades na Engenharia

 

250 Site NJE 25MAR21 19h 2O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), por meio da sua área de Gestão de Pessoas, realizou, em março último, o seu primeiro processo seletivo totalmente online. A aplicação do novo formato foi na seleção da segunda turma de voluntários do Núcleo Jovem Engenharia (NJE) da entidade. Desenvolvido pela equipe da área composta pela gestora Alexandra Justo e pelos especialistas em Gestão de Pessoas Marismar Malara e Alan Alves, o recrutamento online é feito quando a única ou principal forma de contato com os candidatos é realizada pela internet e de forma síncrona. “A justificativa inicial foi a necessidade do distanciamento social, mas conseguimos reunir pessoas de locais distantes simultaneamente, utilizar o tempo a favor da essência do processo seletivo, da sua organização e assim buscarmos os talentos, embasados nas competências alinhadas para este momento do NJE”, explica Justo, referindo-se à crise sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “O objetivo foi garantir que todos os inscritos participassem com segurança”, completa Alves.

 

Malara, que gosta da praticidade do digital, diz que o primeiro processo 100% online foi uma experiência enriquecedora para todos os envolvidos, dos recrutadores, integrantes do NJE aos candidatos. “Apesar do nervosismo natural a uma seleção, as pessoas se sentiram à vontade”, avalia.

 

O processo teve duas etapas e foi realizado em dois dias – 24 e 25 de março. “Os candidatos participaram simultaneamente, em dois grupos, devido ao grande número de participantes. Na primeira etapa, todos se apresentaram e compartilharam um objeto que representava a engenharia para eles. Na segunda, os participantes trabalharam em três grupos para elaborar um projeto com solução para uma questão atual da nossa sociedade, que contasse com a ação da engenharia e da tecnologia com temas diferentes”, explica Alves. Ao término das apresentações, prossegue ele, “propusemos aos candidatos a junção dos projetos, e a apresentação final”. O objetivo principal com as atividades foi avaliar “a capacidade de participação e negociação dos candidatos, habilidades em se comunicar, criatividade, como eles se portavam em relação ao trabalho em equipe e o comprometimento com as atividades que eram propostas”, acrescenta Alves.

 

Por se tratar de um processo que envolveu vagas de alta responsabilidade e representatividade da categoria e, acima de tudo, por todas serem de caráter voluntário – ou seja, sem nenhum tipo de valor pecuniário envolvido –, foi muito interessante, diz Justo, observar “o engajamento e vontade dos jovens que participaram em unirem-se pela profissão ou área de estudo para cocriarem, pela responsabilidade em representar a categoria, em realizarem networking e fazerem a engenharia crescer”.

 

Com essa perspectiva, ressalta Malara, o processo foi conduzido para avaliar se os candidatos possuíam as competências técnicas e comportamentais solicitadas indicadas no edital do Núcleo Jovem Engenheiro, que prevê promover debates sobre engenharia e desenvolvimento nacional; difundir informações sobre as regras que regulamentam a profissão; e estimular o desenvolvimento de soluções criativas e inovadoras. “Claro que sentimos falta do olho no olho, do relacionamento presencial, contudo esse formato é muito mais prático, e conseguimos avaliar competências como adaptabilidade, flexibilidade, criatividade, entre outros”, informa Malara. Por outro lado, prossegue ela, existem adversidades como problemas de conexão da internet, às vezes ruídos externos, entre outros, ou seja, “algumas coisas que não podemos prever, e isso pode acontecer em qualquer formato de processo seletivo, mas sempre buscamos planejar e se preparar para que as coisas aconteçam da melhor forma possível”.

 

Foi esse desafio de fazer um processo 100% online e não perder toda a comunicação apreendida no contato presencial que fez com que a equipe de Gestão de Pessoas do SEESP traçasse com rigor os objetivos a serem alcançados, “fizemos isso desde antes da finalização do edital convocatório, na definição das competências”, indica Justo. Tudo feito, faz questão de salientar, levando em conta o trabalho conjunto com o NJE, “pensando cada etapa do processo juntos, isso permitiu a qualidade em todos os momentos”.

 

O trabalho no formato horizontal entre as equipes da área de Gestão de Pessoas e do Núcleo Jovem Engenheiro também apareceu, de alguma forma, no processo seletivo. Para Malara, busca-se, cada vez mais, pessoas flexíveis, inclusivas, que trabalhem em equipe, saibam se comunicar, lidar com pressão, inovação, criatividade, entre outras. “Por isso, utilizamos entrevistas e dinâmicas baseadas nas competências, que são pré-definidas pela atividade que será desenvolvida”, diz.

 

600 NJE 24MAR21 10Gestão de Pessoas e Núcleo Jovem Engenheiro com uma das turmas do processo online. 

 

Por fim, Alan Alves assinala o momento histórico para o SEESP: “Além de ter sido a primeira seleção neste formato para a entidade, foi também para muitos dos envolvidos, sejam os recrutadores, na qual me incluo, ou até mesmo para os entrevistados. Esta seleção também mostra a capacidade de evolução do nosso sindicato, no sentido de aprimorar nossos processos e de se manter em linha com as práticas mais atuais na sociedade.”

 

 

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