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Sorocaba aposta em inovação

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      Após cumprir uma série de requisitos exigidos pela Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, a cidade foi credenciada no SPTec (Sistema Paulista de Parques Tecnológicos). Projetado para uma área de 800 mil m², na Rodovia Castelo Branco, o complexo abrigará centros de pesquisas de indústrias privadas, laboratórios de universidades, incubadoras de empresas, infraestrutura hoteleira e centro de convenções e deve ficar pronto até 2012, totalizando investimentos de R$ 60 milhões.
      A expectativa, segundo José Dias Batista Ferrari, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Sorocaba, é que o parque incentive “a criação de novas empresas, gerando consequentemente mais oportunidades de trabalho na cidade”.
      Para acelerar algumas etapas do projeto, a Prefeitura, juntamente com instituições de ensino e o setor empresarial, construirá um núcleo, batizado de “Centro de Inovação”, previsto para começar a funcionar até o primeiro semestre de 2010. Esse será implantado em uma área de 55 mil m², com 10 mil m² de área construída, e terá investimentos de cerca de R$ 20 milhões, 40% oriundos do Estado e 60% do município. Conforme explica Ferrari, a cidade aguarda apenas o repasse da verba estadual para começar as obras. O pedido formal já foi feito, e a previsão é que no prazo de 30 dias seja dado o aval final. “A ideia é queimar etapas para ganharmos experiência. Precisamos aprender a fazer e a gerir um parque tecnológico. Se esperarmos três anos para que toda a infraestrutura esteja pronta, vamos perder anos de aprendizado.”
       Inicialmente o Centro de Inovação abrigará a Intes (Incubadora de Base Tecnológica), o Podi (Polo de Desenvolvimento e Inovação), laboratórios de pesquisa da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), da Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo), da Uniso (Universidade de Sorocaba), além do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e da Facens (Faculdade de Engenharia de Sorocaba). Também está sendo negociada a implantação de laboratórios do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), do Centro de Inovação da Microsoft e de representações da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

Vocação
     
Com um perfil industrial bastante diversificado, Sorocaba agrega desde o tradicional setor de fiação e tecelagem até empresas dos ramos eletroeletrônico, metal-mecânico, químico, farmacêutico, das telecomunicações, de siderurgia, de autopeças, de celulose e alimentos. Assim, o parque deve acompanhar essa múltipla vocação. “Não seria justo privilegiar um ramo só, até porque no ambiente de conhecimento é preciso estar aberto a qualquer tipo de inovação, não dá para ficar restrito”, pondera Ferrari.
       Segundo ele, a cidade busca consolidar um sistema que priorize a interação entre o setor público e o privado, com as universidades e os centros de pesquisa para gerar inovação tecnológica. “A ideia é proporcionar a aplicação de diferentes instrumentos de desenvolvimento coerentes com a dinâmica da cidade. O parque é um ambiente de geração e troca de conhecimento visando crescimento econômico e social da região.”
       As empresas que ali se instalarem também terão diversos benefícios. Entre eles, a possibilidade de estabelecer convênios com pesquisadores, centros de pesquisa e universidades, facilidade no acesso a mão de obra qualificada, compartilhamento de infraestrutura de laboratórios, integração entre indústrias voltadas ao mesmo ramo de atividade e incentivos fiscais, conforme prevê a legislação estadual. Além disso, Sorocaba estuda uma lei municipal específica visando conceder mais vantagens às empresas que aderirem ao projeto.
       Outra meta importante é promover e incentivar a emissão de patentes pelas universidades. “São as empresas privadas que lideram este ranking, a academia faz pesquisas aplicadas, mas poucas dão origem a patentes. Vamos mudar esse cenário aproximando as universidades das indústrias para que os trabalhos desenvolvidos no ambiente acadêmico não se percam em meros papéis. Assim, garantir produtos de boa qualidade a um custo acessível a todas as camadas da sociedade”, aposta Ferrari.
       A única preocupação do secretário diz respeito ao pequeno número de engenheiros formados anualmente no Brasil, conforme aponta o manifesto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 2006. “Qualquer área do conhecimento necessita da engenharia para consolidar o desenvolvimento tecnológico. Por isso é fundamental que o País forme mais profissionais para garantir que projetos que envolvam inovação sejam executados corretamente e tragam benefícios a toda a população.”
       O polo tecnológico sorocabano será vizinho da nova área industrial, onde a Toyota construirá uma planta, outro projeto de desenvolvimento regional, conforme Ferrari. Segundo ele, o empreendimento deve gerar 14.500 postos de trabalho diretos e indiretos.


Lucélia Barbosa

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