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25/07/2012

Haddad: São Paulo está pronta para mudar

A avaliação é do candidato do PT à Prefeitura da cidade, Fernando Haddad, que participou, no dia 25 de julho, na sede do SEESP, do ciclo de debates “A engenharia e a cidade”. Haddad, que foi ministro da Educação nos governos Lula e Dilma, disse que nos últimos seis meses manteve reuniões e contatos por todo o município para elaborar seu programa de governo e concluiu que o clima é de mudança. “São Paulo perdeu uma grande oportunidade, nos últimos oito anos, de crescer junto com o País”, criticou.  Ele comparou a capital paulista com a cidade do Rio de Janeiro, que, mesmo tendo uma renda per capita bem menor, conseguiu empreender uma capacidade maior de investimento público. 

* Veja aqui as fotos do debate com Fernando Haddad

O candidato petista apresentará seu programa de governo no dia 13 de agosto próximo, sugerindo que a proposta faz um “redesenho urbano” da cidade, a partir de temas complexos, como educação, saúde, transporte e habitação. Apoiado na sua experiência à frente do MEC (Ministério da Educação), no período de 2005 a 2012, Haddad garante que promoverá uma grande mudança na área em São Paulo, da educação infantil à pós-graduação, com a implantação de escolas técnicas, centros de formação do professor nas subprefeituras, educação por tempo integral, utilização de verba do MEC, no valor de R$ 250 milhões, para a instalação de creches e pré-escolas. Para ele, a cidade vive a contradição de ser a mais rica do País, mas de não ter a educação condizente a essa situação. 

Outro ponto que ganhou destaque no debate foi transporte e mobilidade urbana. Para Haddad, é necessário um “pacto federativo” pelo transporte público, o que envolve convênios diretos entre a administração municipal e o governo federal, inclusive para expansão do Metrô, hoje a cargo do Estado. “Estamos desde 2010 sem um único ‘tatuzão’ [equipamento que faz as escavações dos túneis do metrô].” Ele também criticou a administração atual por não ter apresentado projetos para participar do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade. No seu plano de governo, afirmou, vai retomar os corredores de ônibus que não cresceram além dos 126 quilômetros implantados até a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (2000-2004). O candidato prometeu ainda discutir a implantação de monotrilhos, mas “levando em conta o impacto visual e urbanístico”. 

Além de investir em transportes, ponderou Haddad, resolver o problema da mobilidade  paulistana envolve planejamento urbano. “Todos os dias São Paulo faz um megadeslocamento, transportando um Uruguai e meio”. Daí, conclui, a necessidade de aproximar a cidade do bairro e o emprego do trabalhador. Nesse sentido, agirá também para combater o déficit habitacional de mais de 510 mil moradias. “Nos últimos oito anos foram entregues menos de 15 mil habitações”, criticou.

Saúde e zeladoria
São Paulo também está frágil na área de saúde, segundo o candidato do PT, que  prometeu retomar os investimentos no setor, com a construção de três hospitais e a implantação de um plano de carreira de forma a atrair os médicos para a rede pública. “Somos uma cidade que tem muitos médicos, mas que não estão no serviço público porque não se oferecem salário e condições de trabalho adequados.”  Ainda no setor, comprometeu-se a implantar  um conceito de gestão, regulação e informatização para que o tempo de espera para consulta, exames e cirurgias diminua. Hoje, segundo Haddad, espera-se seis meses para a realização de um exame e um ano para uma cirurgia. 

O candidato defendeu que a cidade tenha uma “zeladoria” com um painel de controle de forma a se ter um “apanhado, em tempo real, do que está acontecendo na cidade, desde a poda de árvore até a manutenção de calçadas e das obras de arte [viadutos, pontes, passarelas]”.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP

 

 

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