GRCS

Campanha Salarial

Sandro Donnini Mancini*
 
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) deflagraram nos últimos meses uma operação de fechamento de lixões ou de aterros que estavam sendo mal operados no Estado. Trata-se de uma ação que tem um efeito imediato no cotidiano das pessoas (sem local para dispor o lixo, a coleta para) e obriga as prefeituras a resolver o problema. Foram 15 aterros fechados desde dezembro do ano passado, sendo o último deles o de Osasco, há cerca de 20 dias (18 de abril). Há pelo menos mais 8 cidades do Estado com locais de disposição final de lixo que são considerados inadequados, quais sejam: Juquitiba, Areiópolis, Arandu, Apiaí, Barra do Chapéu, Guapiara, Nova Campina e Pedro de Toledo.

Há quem diga que essa ação de fechamento de aterros é apenas midiática. Há quem diga que é uma ação de caráter puramente técnico e que, após o fechamento, finalmente o poder público municipal começa a levar o assunto a sério. Provavelmente tenham os dois componentes e a repercussão na mídia acaba chamando a atenção da população - das cidades envolvidas ou não - para o problema.

Certamente existe o componente didático da ação, pois muitos prefeitos duvidam que medidas extremas como o fechamento aconteçam, seja por arrogância pura, seja porque acreditam que a fiscalização é sensível às dificuldades orçamentárias da prefeitura (a principal razão alegada para não se fazer o certo) ou seja por acharem que algum político mais influente ou juiz intercederá para que a situação se mantenha sem modificações.

Para se entender o que está por trás disso tudo, há que se definir aterro sanitário. Nesses locais o lixo coletado é devidamente confinado, ou seja, não vai se tornar um problema de saúde pública e/ou de segurança sanitária. Isto se consegue utilizando métodos de engenharia que fazem com que os resíduos fiquem restritos ao menor espaço possível e sejam cobertos. Os produtos nocivos de sua decomposição, como o chorume (líquido que se associa com a água da chuva), não devem sair do local sem tratamento adequado. Assim, uma das coisas mais importantes que um aterro sanitário tem é um solo impermeável (geralmente um espesso plástico é colocado na base do empreendimento), o que faz com que o chorume não infiltre para o solo e que seja direcionado para um sistema de tratamento semelhante ao tratamento de esgotos domésticos. Assim, projetar e construir um aterro sanitário não é tarefa fácil, e operá-lo também não é. Uma operação mal feita, que não siga o projetado, pode fazer com que muita poluição saia do local e que o aterro possa até ser considerado um lixão, onde nenhum controle ambiental existe.

A legislação brasileira tem nas licenças ambientais formas de atestar que um empreendimento potencialmente poluidor será projetado, construído e operado de forma conveniente. A simples ausência ou descumprimento dessas licenças é suficiente para que o órgão fiscalizador possa advertir, multar e até fechar o empreendimento. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Cetesb dizem que o fechamento dos lixões/aterros paulistas se dá justamente após várias advertências e multas, e encerra períodos longos (até anos) em que o Estado e municípios empurraram o problema ""com a barriga"".

Em que pese a provável dificuldade que as prefeituras penalizadas enfrentam em relação a recursos, dinheiro terá que ser remanejado para que a situação seja normalizada. Isso vai acontecer com mais infraestrutura (humana e de equipamentos, por exemplo) para acertar o local de disposição que foi considerado inadequado ou direcionar os resíduos a outros aterros, que provavelmente serão mais distantes e que cobrarão mais caro para receber os resíduos. Afinal, uma operação mal feita é bem mais barata que uma operação bem feita.

Em resumo, a prefeitura penalizada vai gastar provavelmente mais depois do fechamento do que antes, quando teria poupado recursos de seus cidadãos e eles próprios de todo o transtorno.

 

Sandro Donnini Mancini, professor da Unesp de Sorocaba. Artigo reproduzido a partir do site da Unesp

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os engenheiros da Cetesb, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida nesta quinta-feira (2/6), na empresa, rejeitaram a pífia proposta de reajuste econômico feita pela Cetesb na 2ª rodada de negociações, ocorrida ontem – de 3,5 % de reajuste salarial extensível aos demais benefícios de caráter econômico. Após rejeitá-la por unanimidade, os engenheiros deliberaram por:

- Deflagrar greve no dia 8 de junho de 2016, a partir da 0h;
- Declarar assembleia aberta em caráter permanente até o término da campanha salarial; e
- Realizar nova assembleia para avaliação e deliberação dos próximos passos da campanha salarial no dia 7 de junho de 2016.


Convocação: todos a Assembleia Geral Extraordinária
Dia: 7 de junho de 2016 (terça-feira)
Horário: 9h (1ª convocação) e 9h30 (2ª convocação)
Local: sede da empresa, na Avenida Frederico Hermann Jr., 345, Alto de Pinheiros, São Paulo/SP
Pauta: Avaliação e deliberação sobre os próximos passos da campanha salarial 2016.



Imprensa SEESP





Acompanhe, a seguir, as últimas informações sobre as campanhas salariais de acordos e convenções coletivas de trabalho dos engenheiros das seguintes empresas e sindicatos:

Dersa
Foi assinado o Acordo Coletivo de Trabalho 2015 dos engenheiros que trabalham na Dersa, retroativo à data-base (1º de maio). Destacam-se, entre os principais itens, reajuste salarial de 7,21% extensível aos demais itens de caráter econômico e manutenção das cláusulas preexistentes.

Telefônica/Vivo
Após três reuniões nas principais sedes da empresa, os engenheiros que atuam na Telefônica/Vivo, com data-base em 1º de setembro, aprovaram em assembleia a pauta de reivindicações deste ano, que inclui: reajuste salarial correspondente à variação integral do maior dentre os índices inflacionários, acumulados do último ano, mais 10% de aumento real, extensível aos benefícios de caráter econômico, e aplicação do piso do engenheiro conforme previsto na Lei 4.950-A/66 (R$ 7.092,00 para jornada de oito horas diárias).

Sindicatos patronais
Está em andamento a negociação com o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco). Já os engenheiros da construção civil e pesada aguardam prazo protocolar para a instalação do dissídio coletivo com os sindicatos das indústrias da construção civil (Sinduscon-SP) e da construção pesada (Sinicesp). O SEESP protocolou pauta de reivindicações, mas há cinco anos não há negociação, o que acaba resultando em processo no TRT-2ª Região.

Cetesb
Assinado em 24 de junho o Acordo Coletivo de Trabalho 2015 entre SEESP e Cetesb. Destacam-se: reajuste salarial de 8,29% (IPC-Fipe), retroativo à data-base de 1º de maio de 2015, extensível aos demais benefícios, com exceção do vale-refeição e do vale-alimentação que serão majorados em 10%. Em relação a esse último, será pago também no 13º, a título de vale cesta de Natal.

 

 

 

Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

Nesta quarta-feira (27/5), às 8h30, na sede da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), os engenheiros se reúnem em assembleia para avaliar a campanha salarial para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2015 e os próximos passos do processo. A sede fica na Rua Frederico Hermann Jr., 345 – Pinheiros – São Paulo/SP.


Cetesb maringoni 2Ilustração Maringoni


Imprensa SEESP







A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) divulgou, nesta semana, o relatório “Emissões Veiculares no Estado de São Paulo - 2011”. Na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte a emissão de gases poluentes chegou, em 2011, a 31 mil toneladas. Além da frota de carros das cidades, as rodovias que cortam a região foram consideradas vilãs, por causa da alta circulação de veículos movidos a diesel.

Segundo o documento, o principal gás emitido foi o CO (monóxido de carbono), com 17.289 toneladas despejadas no ar, valor que ultrapassa a quantidade lançada pela Baixada Santista, com 11.093 toneladas.  

“Não é possível estimar o impacto das rodovias na cidade, mas podemos afirmar que há influência da circulação desses veículos”, disse Marcelo Pereira Bales, gerente do setor de avaliação de programas de transporte da Cetesb.

O ambientalista Lincoln Delgado aponta a geografia da região como um dos motivos para que a poluição seja ainda mais acentuada. “As áreas terrestres que contornam o vale dificulta a dispersão dos gases”, disse, destacando também que a frota de caminhões envelhecida que circula na via Dutra ajuda a agravar o problema.

Inventário
O secretário de Meio Ambiente de São José dos Campos, André Miragaia, observa que a cidade fará um inventário mais preciso sobre a emissão dos poluentes na cidade. “Estamos finalizando o processo de licitação. Até a semana que vem devemos ter o resultado da empresa que fará a medição. Com o relatório em mãos, poderemos realizar um melhor planejamento urbano”, afirma.

Ainda estão nos planos da prefeitura, para reduzir o índice de poluição, aumentar o número de ciclovias, que hoje têm 80 km, e criar espaços de aluguel de bicicletas no centro.


Imprensa – SEESP
Com informação do jornal O Vale e Cetesb



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