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Vanderlan UNespDuas questões me levaram a escrever esta nota sobre a fusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério das Comunicações que está sendo proposta pelo Sr. Michel Temer, em exercício da presidência do Brasil, em função do afastamento da presidente Dilma Rousseff por 180 dias. A primeira foi levada por uma infinita amargura de ver que o Brasil levou 31 anos para estruturar um Ministério que mudou a cara do País. Foi só após este período que o sistema de pesquisa foi estruturado. O salto qualitativo alcançado na pesquisa básica/pesquisa aplicada em áreas estratégicas foi substancial. Apenas destaco alguns exemplos como a agronomia, bioenergia, petróleo de águas profundas, nanotecnologia, entre outras, não obstante as crises econômicas cíclicas que ocorreram neste período. A segunda vem da questão hoje em pauta nos países com economias desenvolvidas e forte atividade de pesquisa financiada pelo governo e pelas empresas: a qualidade de vida das pessoas e o nível de desenvolvimento das nações dependem da velocidade e eficácia com que estas produzem, absorvem e utilizam as pesquisas científicas, tecnológicas e as inovações oriundas de um lastro de conhecimento de excelência.

Destaco aqui alguns fatos históricos que nos remetem ao passado já que o ditado popular “brasileiro tem memoria curta” torna-se cada dia mais real nos dias atuais! Por que o MCTI não pode ser descaracterizado? Principalmente no meio de uma crise política sem precedentes, marcada pela deformidade da prática antiga do fisiologismo que contamina o Brasil.

O sistema nacional de ciência e tecnologia institucionalizado pelo Estado brasileiro ainda se encontra em consolidação. Qualquer desarranjo na sua estrutura pode causar um tremendo retrocesso de tudo que foi construído ao longo de quase 70 anos de muito trabalho. Nos anos 50, o Brasil tinha pouquíssimos cientistas e pesquisadores; as investigações científicas nas universidades eram quase inexistentes assim como uma pós-graduação estruturada. Não havia engenheiros ou especialistas envolvidos em pesquisa tecnológica em setores básicos da indústria; os parques industriais eram completamente incipientes, sem falar da ausência da cultura de inovação nas empresas.

Se a memória não me falha, na década de 20, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) propôs a criação de um Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), referendado em 1936 pelo então presidente Getúlio Vargas, que recomendou a criação de um Conselho de Pesquisas Experimentais voltado para atividades agrícolas. Uma década após este acontecimento, o Almirante Álvaro Alberto propôs que a ABC intercedesse junto ao governo para a criação do CNPq. Foram muitas reuniões e discussões e mesmo assim, apenas em 1948, a ideia do Almirante Álvaro Alberto de criação do CNPq foi apresentada pelo deputado José Pedroso Júnior. No entanto, a mesma não foi bem recebida naquele momento e a criação do CNPq continuou como projeto. O trabalho de muitos cientistas sonhadores e políticos da época, que acreditavam que o país tinha que institucionalizar um sistema de ciência e tecnologia nacional continuou, e só em 1951 foi oficializada a criação da fundação do CNPq (17 de abril). Logo em seguida foi a vez da Capes (11 de julho), outra instituição fundamental para o salto qualitativo dos cursos de pós-graduação em todas as áreas do conhecimento implantadas por todas as regiões brasileiras. Estes dois acontecimentos foram muito importantes e marcaram o início do sistema de educação e pesquisa científica institucionalizada no País.

Com a criação do CNPq e da Capes, o alicerce para a pesquisa científica foi montado e bastante favorecido pela criação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), Projeto de Lei no. 1.628, 20/06/1952. Outras instituições importantes para a estruturação do sistema de ciência e tecnologia foram formadas como o Fundo de Desenvolvimento Tecnológico e Científico (Funtec), Resolução 146, 29/05/1964, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Decreto-Lei no 719 de 1969. Convém destacar aqui a criação da Fapesp no Estado de São Paulo, que contribuiu de forma marcante para a consolidação das agencias de fomentos em todo o país, hoje considerada uma instituição de apoio à pesquisa de classe mundial. Prevista na Constituição Estadual de 1947, só foi criada só em 1960 (Lei Orgânica 5.918, de 18 de outubro de 1960), passando a funcionar de forma perene, efetivamente 2 anos após, em 1962 (Decreto 40.132, de 23 de maio de 1962). A Fapesp é um bom exemplo de que aplicação em ciência e tecnologia é investimento, não despesa, evidenciado hoje, na força cientifica e tecnológica de São Paulo.

O processo estruturante de ciência e tecnologia em conjunção com o grande impulso dado para os cursos de pós-graduação do Brasil, ocorridos na década de 1960 foram essenciais ao que viria a ser concretizado em 15 de maio de 1985, com a criação do MCTI.

A inauguração do MCTI significou a materialização de mais que um sonho daqueles que acreditavam que a ciência e tecnologia eram os únicos instrumentos de desenvolvimento nacional. Expressou também a concretização da ciência e tecnologia brasileira de forma organizada. Renato Archer (1922-1996) foi o primeiro dirigente e simbolizou o árduo trabalho de muitos cientistas e políticos para estruturar o ministério.

Com este breve histórico chamo atenção de todos que acreditam que o Brasil não é mais aquele gigante adormecido, como poeticamente edificado em seu hino. A dinâmica das nações no mundo global cheio de desafios e incertezas exigem uma CT&I excelente e robusta em todos os campos da ciência. O Brasil não pode perder o que construiu em 31 anos de lutas. Assim, me dirijo neste momento, a sociedade em geral, as classes políticas, aos setores representativos de governo e empresários que acreditam que o Brasil tem potencial para ser uma grande nação, a refletirem sobre as questões: Como projetar o futuro que o país necessita para crescer com desenvolvimento econômico, sustentabilidade e justiça social, sem priorizar políticas partidárias equivocadas e temporais? Como pensar em acompanhar a complexidade e os desafios globais sem um sistema de ciência, tecnologia e inovação robusto, capaz de minimizar o enorme custo Brasil, provocado pela falta de tecnologia em áreas estratégicas? Como introduzir o Brasil nas ditas sociedades do conhecimento, sem um sistema sólido de educação e ciência em todos os níveis? Como tornar o conhecimento e a cultura um valor obrigatório de inclusão social permanente em todas as camadas sociais?

No próximo dia 24 de maio, às 8h45, em Brasília, será realizada a Audiência Pública para discutir a junção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério da Comunicação. Do Oiapoque ao Chuí, a comunidade científica e demais segmentos devem se mobilizar pela manutenção do MCTI, construído há 31 anos.

O breve histórico apresentado tem como objetivo mostrar o quanto custou ao País construir o MCTI ao longo de 31 anos e que hoje orgulha o Estado brasileiro pelo salto qualitativo que promoveu ao País, referência mundial em vários campos do conhecimento.

 

 

* Vanderlan da Silva Bolzani, professora titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), diretora da Agência Unesp de Inovação e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

 

 

 

 

 

Num cenário de crise econômica e restrições orçamentárias, o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) iniciou nesta quinta-feira (10) seu fórum anual de debates na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, sugeriu, na abertura do evento, trabalho conjunto em busca de estratégias e atividades que permitam a manutenção da "vitalidade" adquirida pela ciência brasileira no século 21.

"Nós temos procurado trabalhar com as ferramentas que temos em mãos, sem deixar de pensar estratégias necessárias para que a ciência brasileira continue respirando e retome assim sua vitalidade", afirmou Pansera. "Dentro desse contexto, consideramos determinante, fundamental para todos nós, a questão do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação [Lei nº 13.243/2016]. Eu tenho andado pelo país e vejo que muitas instituições estão começando a dar passos no sentido de usar a nova lei, ainda não regulamentada."

Segundo Pansera, o MCTI deve liderar o processo de regulamentação do Marco Legal. "Estamos trabalhando intensamente nisso. Nós planejamos, até o final de março, colocar as linhas gerais da proposta à disposição da sociedade brasileira, para que consigamos encaminhar e resolver isso em tempo mais curto possível."

Pansera apontou, ainda, a possibilidade de um empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Se confirmado, nas palavras do ministro, o crédito de US$ 1,4 bilhão "permitiria um grande fôlego para o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação" (SNCTI) e um "fundo financeiro" para que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) tenham "condições de injetar oxigênio nas veias" do SNCTI.

Colaboração
O presidente do Confap, Sergio Gargioni, pediu atenção a dois pontos. "Um deles é o programa de combate ao mosquito Aedes aegypti e todas as suas consequências, discutido desde janeiro", destacou. "O outro é a dificuldade dos governos estaduais, assim como do daqui de Brasília, de manter a programação e o fôlego financeiro das fundações de amparo à pesquisa [FAPs]."

De acordo com o ministro Celso Pansera, uma estratégia está sendo montada para enfrentar o surto de zika e dengue no país, o que inclui um pacote de investimentos para pesquisas junto com a Casa Civil da Presidência da República. "Nós do MCTI optamos por chamar tanto a Capes quanto o Ministério da Saúde para organizar uma estratégia consciente, clara, sobre tudo que envolve pesquisa do zika vírus e da dengue", disse Pansera, explicando que, em virtude do volume de recursos previsto no pacote, as pastas optaram por envolver a Casa Civil. "Para que não anunciemos um programa com essa dimensão e pretensão e depois não possamos cumprir os prazos."

Em relação às dificuldades enfrentadas pelas FAPs, Pansera adiantou que a ideia é que a Finep ofereça uma linha de apoio para as fundações mais "frágeis". "O cobertor é curto, mas vale a pena a gente avançar nessa conversa", ponderou. "Além da parte financeira, para quem achar que o ministério possa ajudar em algum tipo de articulação política com parlamentares, estamos à disposição."

O vice-presidente da Capes, Arlindo Philippi, ressaltou que o Fórum Nacional do Confap, realizado até sexta-feira (11), pode "contribuir para o enfrentamento de circunstâncias que fragilizam determinados entes do SNCT", por meio de esforços conjuntos de MCTI, FAPs e Ministério da Educação (MEC).

Também compareceram à solenidade de abertura o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Jailson de Andrade, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Augusto Raupp, e o decano de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB), Jaime Santana.

 

 

Fonte: MCTI

 

 

 

 

 

 

 

O fenômeno El Niño deve influenciar o clima no Brasil nos próximos três meses. Isso significa aumento do volume e da intensidade das chuvas na região Sul, redução do volume de chuvas nas regiões Norte e Nordeste, e temperaturas mais altas do que a média histórica em praticamente todo o País até abril. A conclusão é do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que realizou a primeira reunião do ano nesta terça-feira (19/01), em Brasília. O ministro Celso Pansera participou da abertura e do encerramento da reunião técnica na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O grupo se refere ao fenômeno como "mega El Niño". Segundo os especialistas, depois de quase 20 anos o El Niño atinge novamente o Brasil. Embora tenha perdido força, há 95% de chance de continuar atuante até abril. "Estamos vivendo um El Niño muito intenso. Os seus efeitos são a diminuição da precipitação em grande parte do Brasil e muitas chuvas no Sul", afirmou o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), Paulo Nobre.

"Desde 2013, não observávamos a zona de convergência do Atlântico Sul que favoreceu as chuvas no País, incluindo o Nordeste. No entanto, é uma chuva transiente. A conclusão é que até abril as chuvas irão diminuir na região Nordeste e Norte. O El Niño já atingiu o pico em novembro passado e agora está em fase de decaimento e deve durar até o segundo semestre, com maior influência nos próximos três meses", acrescentou.

O presidente do GTPCS, Carlos Nobre, chamou a atenção para a redução das chuvas no semiárido brasileiro. Na avaliação dele, a região exige "atenção máxima" do Governo Federal. "É o quinto ano de chuva abaixo da média no semiárido do Brasil. O total de água armazenado no semiárido está diminuindo ano após ano causando impacto na vida humana, agrícola e animal. O semiárido deve enfrentar mais um ano de dificuldades", ressaltou.

O ministro destacou a importância dos dados levantados pelas principais lideranças na área de previsão climática do Brasil que compõem o GTPCS. "O Brasil tem um sistema de referência mundial de modelagem de clima. Isso ajuda o governo em ações como previsão para agricultura, consumo da água e produção de energia", avaliou Celso Pansera.




 

Fonte: MCTI

 

 

 

 

 

 

 

 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, esteve, no dia 1º de agosto último, no Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA), em São Paulo (SP). A visita ocorreu a convite da secretária de Estado (São Paulo) dos Direitos da Pessoa Humana com Deficiência, Linamara Rizzo Battistela, e teve o objetivo de discutir oportunidades de cooperação entre os governos federal e estadual para ampliar a tecnologia e inovação para a medicina de reabilitação e para o esporte paralímpico.

O IMREA integra a estrutura acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, criada pelo Governo do Estado de São Paulo.

Durante a visita, a secretária apresentou ao ministro o projeto de parceria para a criação de um laboratório de tecnologia assistiva, que funcionaria com base no IMREA e no Centro Paraolímpico Brasileiro. A ideia é aproveitar o esporte de alto rendimento praticado pelos atletas paralímpicos para desenvolver tecnologias e inovações para aperfeiçoar os processos de reabilitação. "Vamos conhecer o desempenho dos atletas para saber como podemos melhorar as ações de reabilitação e os equipamentos voltados para o tratamento", observou Linamara.

À secretária, o ministro disse que projetos que tenham como objetivo melhorar a qualidade do atendimento e do tratamento dos pacientes com deficiência física são de grande interesse para o MCTI. "Trata-se de um projeto de grande importância por combinar a prática do esporte de alto rendimento, saúde e ações de pesquisa", disse, acrescentando que o desenvolvimento da tecnologia assistiva também contribui para que as empresas fabricantes de equipamentos de reabilitação aperfeiçoem seus processos de produção, com vistas à melhoria do bem-estar das pessoas portadoras de deficiência.

A construção do Centro Paraolímpico Brasileiro também partiu de uma cooperação entre os governos federal e estadual, estabelecida entre o ministro Aldo Rebelo, à frente da pasta do Esporte, e a secretaria comandada por Linamara. O projeto foi concebido em 2012 e as obras do prédio começaram em 2013. O centro, que será o maior da América do Sul dedicado ao esporte paralímpico, deve ser inaugurado em breve.

Durante a reunião, Linamara elogiou o empenho do ministro na condução do projeto do centro. "Ministro, o centro é o seu legado para o País e foi um exemplo de como o estado e a federação conseguem trabalhar de maneira muito sinérgica", disse Linamara.

Acompanhado da secretária, Aldo Rebelo conheceu as instalações da unidade. Visitou os ginásios terapêuticos de fisioterapia, de terapia ocupacional (adulto e infantil), de condicionamento físico, além da área de internação, o Laboratório de Robótica e Neuromodulação aplicados à reabilitação e a oficina de órteses e próteses

Também participaram da visita ao IMREA a diretora executiva do instituto, Margarida Miyazaki, o professor Arturo Forner-Cordero da Escola Politécnica da USP e representantes de empresas fabricantes de equipamentos para tratamento e reabilitação de pessoas portadoras de deficiência física.


 

Fonte: MCTI









Luís Eduardo Magalhães é um município localizado na região Oeste da Bahia, com pouco mais de 80 mil habitantes. Emancipada nos anos 2000, a cidade, surgida de um pequeno povoado denominado Mimoso do Oeste, prepara-se para tornar-se a primeira do País a introduzir a tecnologia 4G dentro da rede pública. Com recursos da ordem de R$ 1,6 milhão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luís Eduardo Magalhães está se transformando em uma cidade inteligente, uma cidade digital.

No dia 27 de maio último, o prefeito Humberto Santa Cruz reuniu-se com o secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do MCTI, Eron Bezerra, em Brasília, para apresentar o andamento do projeto da cidade digital que está sendo implantado pela Prefeitura.  "[O município] será o primeiro do País a implantar tecnologia 4G dentro da rede pública e com recursos do Governo Federal", afirmou o prefeito, acompanhado do secretário de Saúde do município, Werther Brandão.

"A ideia é lançar todo esse projeto que Luís Eduardo Magalhães fez junto com o MCTI, e que já está funcionando, em outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia [SNCT 2015]", acrescentou. O projeto de tecnologia 4G é fruto de termo de cooperação entre o Ministério, a prefeitura e a multinacional chinesa de equipamentos para redes e telecomunicações Huawei.

"É uma solução de mobilidade que só existe hoje em 29 cidades do mundo", ressaltou o secretário Werther Brandão. "A ideia é que a gente consiga, por exemplo, colocar câmeras, monitoramento, wi-fi em ônibus coletivos. Podemos até criar uma TV web que irá funcionar no aparelho celular de todo mundo com alta qualidade", explicou. "Podemos colocar câmeras em ambulâncias do Samu, em carros da guarda municipal, e ter o registro do que está acontecendo na hora."

Inclusão social e digital
Em 2011, Luís Eduardo Magalhães foi um dos 40 municípios selecionados, entre mais de 800 projetos, para firmar um convênio com o Ministério, com vigência até março de 2016. Desde então, os recursos disponibilizados pela Pasta foram utilizados na implementação de 59 quilômetros (km) de fibra ótica; oito torres de comunicação; 30 pontos públicos com tecnologia wi-fi; 39 pontos públicos com tecnologia Wimax, uma tecnologia sem fio desenvolvida para oferecer acesso à banda larga a distâncias que variam de 6 a 9 km; e 32 pontos de rede interna, sendo 14 já ligados à fibra ótica.

"Hoje, a administração pública tem vários sistemas que não conversam entre si", afirmou Brandão. "Um grande exemplo disso é educação, saúde e assistência social. A troca de informações entre as três secretarias acaba sendo feita de forma muito manual – por exemplo, a frequência escolar do Bolsa Família pode ser feita de forma informatizada se utilizado o mesmo banco de dados, e é isso o que nós estamos fazendo com a rede de fibra ótica", disse.

"Estamos criando um sistema de intranet e rede próprias que, mesmo que a internet caia, os serviços em postos de saúde, por exemplo, continuarão funcionando", acrescentou.

A prefeitura já equipou todas as praças públicas com sinal de internet wi-fi. Por meio do Projeto Cidade Digital, está levando a tecnologia também para as comunidades rurais, como a de Bela Vista, já contemplada com internet gratuita aberta para os moradores.

Cidade inteligente
O município mantém funcionando um sistema de georreferenciamento da iluminação pública, no qual, usando a internet, o cidadão pode marcar um poste com defeito para que a companhia energética possa realizar com mais rapidez a manutenção do equipamento público. "Queremos levar esse projeto para regiões onde as pessoas não tem internet em casa, disponibilizando totens para a realização deste serviço", disse Werther Brandão.

Foi desenvolvida também uma máquina, semelhante às de cartão de crédito, com a qual os agentes comunitários de saúde e endemias realizam os serviços de atenção básica indo até a casa dos moradores. "Nós não temos como monitorar todos os agentes, o nível de atendimento que está sendo feito, se o agente foi até a casa. Mas essa máquina tem GPS e, na medida em que o agente vai fazer o atendimento em uma residência e insere o cartão do cidadão, nós temos toda a rota dele e todas as informações sobre aquela pessoa", explicou Brandão. "Além disso, todas as informações de saúde do morador ficam armazenadas em um chip nesse cartão."

Avaliação
Para o secretário Eron Bezerra, do MCTI, as ações apresentadas são "uma amostra prática, concreta e objetiva" do que pode ser feito com base em ciência e tecnologia. "Quando você aplica recursos, e vê uma comunidade isolada no sertão da Bahia tendo acesso à tecnologia, é muito gratificante", comentou.

Eron ressaltou que o projeto de georreferenciamento pode contribuir para a redução da violência que acontece por falta de luz em ruas dos municípios brasileiros. "Pouca gente valoriza, mas o problema da escuridão é um chamariz para marginal, para a violência contra jovens, idosos e crianças, e esse sistema que monitora os postes é uma coisa espetacular", disse. "Grande parte da violência acontece por falta de iluminação."

 

 

 

Fonte: MCTI

 

 

 

 

 

 

 

A Coordenação-Geral de Tecnologias Setoriais (CGTS), pertencente à Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec/MCTI), divulgou o documento final sobre Redes Elétricas Inteligentes (REIs) - dentro do projeto Diálogos Setoriais, uma ação de parceria entre o Brasil e a União Europeia realizada no ano de 2014.

Conhecidas também como smart grids, essas redes têm como objetivo a melhoria operacional, a otimização e a gestão mais eficiente de toda a cadeia produtiva de energia elétrica, integrando ações de todos os usuários conectados a ela. A ideia é produzir fontes econômicas e seguras de energia com eficiência sustentável.

O mapeamento das atividades de pesquisa que envolvem as smart grids foi contemplado na sétima convocatório do projeto Diálogos Setoriais. O documento final traz os estudos realizados por consultores brasileiros e portugueses. A publicação aborda os principais projetos do País e da Europa na área, bem como as instituições de pesquisa, empresas do ramo, as nações com mais atuação no tema e os valores investidos nos últimos anos. O objetivo é mobilizar outros atores governamentais, bem como empresariais e acadêmicos no esforço de acelerar o desenvolvimento das chamadas smart grids no Brasil.

As REIs empregam produtos e serviços inovadores em conjunto com monitoramento inteligente, controle, comunicação e tecnologias com a finalidade de melhorar e facilitar a conexão e a operação de geradores. Segundo o relatório, a aplicação de recursos de pesquisa e desenvolvimento em projetos demonstrativos ou pilotos no Brasil tem se dado no segmento de distribuição.

De acordo com o tecnologista da área de energia da Setec Dante Hollanda, o relatório final – somado às ações da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial da Agência Nacional de Energia Elétrica – subsidiará as decisões do governo brasileiro para as políticas industrial, energética e de ciência e tecnologia. "O documento dá uma noção geral dentro do tema de redes elétricas inteligentes e permite visualizar os projetos que estão em evidência no Brasil", avalia Hollanda.

Investimento
Das iniciativas em andamento no Brasil, onze merecem destaque e são citadas no relatório. Do lado europeu, são em torno de 460 projetos. "Na Europa os projetos são muito maiores. França, Reino Unido, Espanha e Alemanha são os que mais possuem investimento na área e a parceria entre universidades e empresas é muito intensa nestes países", compara o tecnologista da Setec.

No Brasil, os investimentos em pesquisa em smart grids somaram R$ 1,6 bilhão, nos últimos anos, com recursos originários especialmente do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel e do Inova Energia, uma ação do Plano Inova Empresa, lançado pelo governo federal para estimular a produtividade e a competitividade em vários setores da economia.

Somente a Finep, agência de fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destinou R$ 637 milhões – em subvenção econômica, crédito e recursos não reembolsáveis – a iniciativas de empresas e de instituições de ciência e tecnologia. Por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), em 2013, foi lançada uma chamada pública no valor de R$ 8 milhões para apoiar projetos de pesquisa científica e de inovação em REI, contemplando 13 projetos em diversas regiões do País.


 

 

Fonte: MCTI








A maior e mais moderna aeronave fabricada no Brasil contou com recursos do Inova Aerodefesa, um programa da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Finep/MCTI), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Defesa e Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI). O cargueiro KC-390 será utilizado pelo Exército Brasileiro para missões de busca e resgate, além de abastecimento de outras aeronaves em voo.


Foto: Embraer
KC-390 02 
Conceito atual do futuro KC-390, com cauda em "T" e capacidade de carga aumentada de 19 para 23,6 ton

 

A aeronave, que fez o primeiro voo em 3 de fevereiro, substituirá o Hércules C-130. O novo cargueiro possui 35,2 metros e é capaz de transportar até 23 toneladas. Mais de 50 empresas brasileiras participaram do projeto. Empresas da Argentina, República Checa e Portugal também contribuíram com o processo.

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a intenção de adquirir mais 28 aeronaves ao longo de dez anos. Além dessa encomenda, a Embraer, fabricante do avião, recebeu intenções formais de compras de outros países.

O Inova Aerodefesa é parte do plano Inova Empresa que, em 2014, investiu cerca de R$ 12 bilhões em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do País, como saúde, educação, energia, tecnologia, entre outros.

Os financiamentos do Inova Aerodefesa somaram um total de R$ 8,68 bilhões no ano passado. Foram aprovados 91 planos de negócio apresentados por 64 empresas do setor. Os planos resultaram em 315 projetos de pesquisa.



Fonte: MCTI









O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, ressaltou nesta quinta-feira (5) o valor da engenharia para a construção da infraestrutura nacional, durante audiência com cerca de 50 representantes de sindicatos estaduais e conselhos regionais da categoria de todas as regiões do País.
Aldo destacou estimar a engenharia brasileira por "sua grande contribuição à construção da infraestrutura da nossa pátria". Segundo ele, o MCTI estuda criar um programa de cooperação com os sindicatos filiados à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), para "aproveitar o engajamento" da categoria.

 

Aldo MCTI
Aldo destacou estimar a engenharia brasileira por "sua grande contribuição à construção da infraestrutura
da nossa pátria". Crédito: Ascom/MCTI

 

O presidente da FNE e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), Murilo Celso de Campos Pinheiro, declarou na audiência que a visita à pasta demonstrou "a nossa esperança e a compreensão de que o ministro Aldo Rebelo pode fazer um grande trabalho" à frente do MCTI.
Pinheiro já havia visitado Aldo em 26 de janeiro, quando o convidou para proferir a aula inaugural do primeiro curso brasileiro de graduação em engenharia de inovação, no Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), em São Paulo.

 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

 

 

 

 

 

 

 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, recebeu na manhã desta quinta-feira (5/02), os dirigentes da Federação Nacional dos Engenheiros(FNE), em Brasília. A audiência contou com uma comitiva de mais de quarenta pessoas entre presidentes dos sindicatos filiados à FNE e de Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas).

Foto: Paulo Negreiros

Aldo 4 editadaPinheiro, presidente da FNE, fala sobre o engajamento da engenharia nas questões mais importantes
do País 
em audiência com o ministro Aldo Rebelo, da Ciência e Tecnologia

 

Na ocasião, os engenheiros se colocaram à disposição do ministro para contribuir com projetos de desenvolvimento. “Essa reunião tem o objetivo de mostrar o nosso apoio e disposição para parcerias com este ministério que é extremamente importante para o crescimento do País”, declarou o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, na abertura do encontro.

“Sempre manifesto meu apreço, carinho e elevada estima pela engenharia e pelos seus profissionais que atuam na construção permanente do País”, declarou Rebelo, ao dar as boas-vindas aos sindicalistas. Participou da reunião também o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação,
Armando Zeferino Milioni.

Desafios e parceria
Segundo Rebelo, entre os desafios a serem enfrentados no momento o principal é crescer, o que exigirá avanços no setor de ciência, tecnologia e inovação. “Somos a 7ª economia do mundo, mas a situação é preocupante. No desempenho em inovação estamos atrás do 60º colocado. Como manter a posição econômica sem inovação?”, questionou. Para o ministro, superar esse entrave é essencial para que haja incremento da indústria, hoje deficitária enquanto o agronegócio segue sustentando a balança comercial brasileira. “É uma fragilidade”, constatou.

Os dirigentes presentes reforçaram a importância do tema para o desenvolvimento nacional. E colocaram em pauta também as dificuldades atuais nas áreas de recursos hídricos e energia.

Encerrando o encontro, Rebelo informou estar em estudo um programa de cooperação entre o Ministério e a FNE, “para continuar contando com o engajamento da engenharia do País”, na busca de soluções aos problemas nacionais.

 


Imprensa FNE





O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, aceitou o convite feito pelo presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, para fazer a aula inaugural no Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), no dia 23 de fevereiro, às 9h, quando iniciam as aulas da graduação em Engenharia de Inovação. O projeto do curso foi apresentado a Rebelo, no dia 26 de janeiro último, em Brasília, pelo presidente do sindicato. Também participaram da audiência com o ministro os representantes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) Artur Araújo e João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical.


Foto: Ascom/MCTI
Reunião com o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo
Aldo Rebelo recebeu o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, acompanhado de Artur Araújo e
João Guilherme Vargas Netto


"É uma faculdade sem fins lucrativos e a primeira montada por uma entidade sindical no País. É a nossa contribuição para a sociedade brasileira, e o ministro ficou muito entusiasmado com isso", afirmou Pinheiro, que pretende tornar a instituição uma referência para outras faculdades brasileiras, ao inserir uma nova categoria no mercado, voltada à indústria.

"O mercado é extenso e tudo o que se faz em engenharia tem que ser com inovação. Então queremos apresentar ao mercado profissionais que possam trabalhar com inovação", ressaltou Pinheiro, lembrando que a preparação do curso ocorre há pelo menos dois anos, como o treinamento dos professores. "Temos que estimular a inovação e empreendedorismo", completou. Por isso, primeiramente os alunos aprenderão conceitos e experimentações para só então optarem qual o segmento da engenharia que vão atuar e se aprofundar. Com duração de 5 anos, o estudante permanecerá em sala e aula em período integral - somando 4.620 horas.

O processo de seleção para a primeira turma começou em outubro do ano passado. Os inscritos fizeram um exercício de aptidão lógica online e uma prova presencial de expressão. A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também contou para a seleção dos estudantes.

Histórico
O Isitec foi criado em 2011 e credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013. A instituição tem como entidade mantenedora o SEESP e conta com o apoio da FNE.

A ideia do curso surgiu da necessidade de se formar profissionais aptos a empreender e buscar soluções para a indústria brasileira e foi desenvolvida durante os debates do "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento" – projeto articulado pela FNE e seus sindicatos afiliados e por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI).



Imprensa SEESP
Com informações da Ascom do MCTI


(matéria atualizada às 13h48 em 27/1/15)



Brasil e Angola pretendem estreitar a cooperação e intensificar esforços nas áreas de formação de recursos humanos e de infraestrutura científica. A ideia é que experiências brasileiras possam contribuir com o plano estratégico de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) angolano, em fase de construção, que tem entre uma de suas metas titular 120 doutores até 2020.

As possíveis parcerias foram discutidas, nesta segunda-feira (24/02), em reunião com a participação do ministro em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Elias, o secretário de Ciência e Tecnologia de Angola, João Sebastião Teta, o diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, e equipes técnicas e científicas das duas nações.

“O Brasil tem experiência avançada na área de formação, o que não temos”, justificou Teta, ao relatar o recente esforço de seu país de estruturar uma política de CT&I tendo como ponto de partida a educação profissional e o ensino superior. Fazem ainda parte do rol de áreas estratégicas para o governo angolano: agricultura e pesca, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), petróleo e gás, saúde, recursos hídricos, energia e meio ambiente.

Na reunião, o secretário de C&T de Angola assinalou que contará com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Fundação Carlos Gulbekian para desenvolver o Programa Doutoral de Angola e destacou o  interesse na participação de universidades e centros de pesquisa brasileiros no esforço de formação e qualificação de quadros no seu país. Há também expectativa na troca de experiências em calibração de laboratórios, em regulação e na criação de comitês de alto nível.

“É uma determinação do governo brasileiro  empreender esforços de cooperação com os países africanos”, ressaltou o secretário executivo Elias, que participou do encontro como ministro porque Marco Antonio Raupp está em comitiva presidencial na Bélgica. Ele destacou a possibilidade de colaboração no desenvolvimento de parcerias em áreas de interesse comum, em especial aquelas relacionadas a TICs e à interconexão de redes físicas de pesquisa, como indicou o diretor da RNP, entre outros presentes.

Os dois países concordaram em identificar e mapear as possibilidades de participação de pesquisadores angolanos em instituições de pesquisa do Brasil e em intercambiar informações sobre as áreas de interesse, especialmente, de cursos de capacitação de especialistas existentes nas diversas instituições de excelência brasileiras.


* Com informação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)








Acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) pretende incentivar as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) voltadas para soluções tecnológicas no setor de transporte. O acordo, com prazo de vigência de cinco anos, foi assinado nesta quinta-feira (25/04), pelo ministro Marco Antonio Raupp e pelo diretor presidente da EPL, Bernardo Figueiredo.

O acordo visa a ações conjuntas, ao desenvolvimento colaborativo em iniciativas que envolvam transferência e absorção de tecnologia e à disponibilização de sistema de informação que consolide os dados do setor de transportes. A parceria incluirá as áreas marítima, ferroviária e rodoviária, em projetos como o do trem de alta velocidade, de redes de transmissão de dados e de identificação por radiofrequência (RFID).

“Esses grandes projetos abrem um campo de oportunidades para nós”, disse o ministro Raupp, ao reforçar a possibilidade de articulações com as diversas secretarias do MCTI e demais instituições do sistema de ciência, tecnologia e inovação com o sistema EPL. “É a oportunidade de, ao recuperarmos deficiências na área de infraestrutura, já incrementarmos o melhor padrão tecnológico possível. Esse é o nosso propósito”, completou.

A EPL é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério dos Transportes, instituída pela Lei 12.404/11, que tem como um dos seus objetivos o desenvolvimento do serviço ferroviário de alta velocidade de forma integrada às demais modalidades de transportes.

O diretor Bernardo Figueiredo falou sobre a extensão desse trabalho, que, segundo ele, vai além do gerenciamento de obras. “O que nós precisamos na área de logística é de tecnologia, até para utilizarmos a infraestrutura já instalada”, acrescentou, ao recordar o histórico de cooperação com o MCTI na área.

Trabalho conjunto
A empresa já tem um acordo com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP, organização social supervisionada pelo MCTI) com foco na montagem de um backbone (espinha dorsal) de uma rede para interconexão de dados de sistemas voltada para transporte e logística.

O ministério também foi parceiro da EPL na concepção do projeto de mapeamento de toda a tecnologia do trem de alta velocidade e na formulação da proposta de absorção de tecnologia. “Então já temos um trabalho conjunto e estamos agora estendendo-o a outras áreas em que a logística necessita de um aperfeiçoamento e de inovação tecnológica para a melhoria do seu desempenho”, afirmou Bernardo Figueiredo.

De acordo com o representante da EPL, está criada uma rede de fibra ótica pelos editais de ferrovia e rodovia. “Temos a possibilidade de trabalhar de forma articulada com o MCTI e isso criará um canal para levarmos o acesso da rede a regiões do interior do país em locais ainda não atendidos”, afirmou. “Então, nós temos um campo imenso de trabalho pela frente e é isso que agora vai ser orientado em função deste acordo.”

Também participaram do ato, pela pasta, o secretário executivo Luiz Antonio Elias, o secretário de Desenvolvimento, Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, Oswaldo Barba, e a diretora do Departamento de Políticas Programas Setoriais da Secretaria de Política de Informática, Marylin Peixoto. Pela EPL, o diretor Hederverton Santos e o coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico, Manuel Poppe, entre outros representantes.

 

Imprensa – SEESP
Fonte: MCTI




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A proposta de constituição de um Sistema Nacional de Educação Continuada dos Profissionais Universitários, que integra as preocupações e propostas da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), por meio do programa Brasil Inteligente, já está nas mãos do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e deve resultar em nova reunião para debater sua importância, viabilidade e modo de implementação. O documento foi entregue no dia 21 de agosto, em São Paulo, pelo diretor de articulação nacional da central, Allen Habert, quando foi possível uma primeira conversa sobre a importância da proposta para promover a ciência e tecnologia em diversas áreas da formação.

Para assegurar tempo e respeito aos professores, a CNTU, propõe uma lei que garanta ao menos 12 dias por ano (96 horas) de licença remunerada para que os profissionais possam se dedicar à educação continuada. Isto significa 5% dos dias úteis trabalhados. Propõe-se ainda a criação de um fundo de financiamento ao programa, contando com recursos públicos e privados, com amparo também na Constituição Federal, artigo 218, parágrafos 3º e 4º, que preveem estímulo ao investimento em recursos humanos.

O ministro já solicitou o agendamento de audiência sobre o assunto e também foi convidado a fazer uma palestra sobre o tema "Inovação e Desenvolvimento" na CNTU em São Paulo, no próximo dia 9 de novembro.

Para Allen Habert, esse encontro foi o início de uma nova etapa da caminhada para a conquista dos 12 dias de educação continuada, remunerados, em todo o país e um estímulo para a campanha Brasil Inteligente.

 

Imprensa – SEESP
Informação da CNTU



Foi lançado nesta segunda-feira (20/08), em São Paulo, pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), o Programa Estratégico de Software e Serviços de TI, o TI Maior, com a finalidade de fomentar a indústria de software e serviços na área de tecnologia da informação (TI).

Com investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões para o período de 2012-2015, o TI Maior está estruturado em cinco pilares: desenvolvimento econômico e social, posicionamento internacional, inovação e empreendedorismo, produção científica, tecnológica e inovação, e competitividade. Os recursos serão subvencionados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).

O TI Maior prevê ações, como: aceleração de empresas com base tecnológica, a consolidação de ecossistemas digitais; a preferência nas compras governamentais para softwares com tecnologia nacional; capacitação de jovens para atuar na área de TI e atração de centros de pesquisa globais.

“Queremos que a produção de softwares cresça no Brasil a uma taxa muito alta e que esse crescimento represente divisas para o país, geração de renda para as empresas e criação de postos de trabalho qualificados para os brasileiros. O software brasileiro deve fazer frente ao produzido no exterior”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

O secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, destacou que um dos maiores desafios do programa será a redução da defasagem científica e tecnológica que separa o Brasil das nações mais desenvolvidas. “O setor de TI já tem 73 mil empresas no Brasil e faturou US$ 37 bilhões apenas em 2011, ou seja, nossa indústria é qualificada. O TI Maior chega para fomentar esse campo portador de inovação, acelerando os demais setores econômicos do país”, ressaltou Virgilio.

Fomento
Um dos principais motores do Programa TI Maior será o fomento às start-ups, aceleradoras de pesquisa e desenvolvimento na área de softwares e serviços. As start-ups serão estruturadas em uma rede de mentores e investidores, por meio de consultorias tecnológicas, institutos de pesquisa e incubadoras, parcerias com universidades, articulação com grandes empresas nacionais e internacionais, além de programas de acesso a mercado e compras públicas.

A base tecnológica nacional deverá ser ampliada por meio de, certificações de tecnologia nacional de software e serviços (Certic’s), estabelecendo uma metodologia de avaliação de softwares elaborados com tecnologia nacional. “Os certificados nortearão o processo de preferência de compras e produtos resultantes de inovação e desenvolvimento tecnológico local, atendendo ao disposto na Lei 12.349/2010. O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), vinculado ao MCTI, será responsável por emitir as certificações”, explicou Virgílio Almeida.

Setores estratégicos
Para integrar os núcleos de pesquisa nas diversas áreas do conhecimento, o TI Maior definiu doze setores estratégicos para o desenvolvimento de softwares e soluções de alta complexidade e impacto econômico e social: educação, defesa e segurança cibernéticas, saúde, petróleo e gás, energia, aeroespacial/aeronáutico, grandes eventos esportivos, agricultura e meio ambiente, finanças, telecomunicações, mineração e tecnologias estratégicas (computação em nuvem, internet, jogos digitais, computação de alto desempenho e software livre).

Em todos os casos, o TI Maior estimulará a concepção de projetos nos institutos de pesquisa públicos e privados, bem como a formação de redes acadêmicas e empresariais em torno dos ecossistemas criados.

Nesse contexto, o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antônio Gil, reforçou a importância do setor privado no processo. “O TI Maior vem para elevar o Brasil ao papel de potência mundial no setor. Caberá ao setor privado garantir a excelência no desenvolvimento de softwares e serviços”, disse.

Diagnóstico
Com o objetivo de estimular a criação de empregos e a qualificação profissional, o MCTI – em parceria com o MEC e associações empresariais – traçou um diagnóstico do mercado de profissionais de TI no Brasil, que culminou no “Brasil Mais TI Educação”.

O foco é construir uma grande plataforma de relacionamento digital com estudantes e profissionais do setor de TI, oferecendo intermediação de vagas, cursos básicos e avançados, geração de informação profissional, oferta de cursos gratuitos para comunidades e estudantes, além de atualização tecnológica e acompanhamento de programas governamentais de apoio à iniciativa, como o Pronatec.

A meta é capacitar 50 mil novos profissionais até 2014. Até 2022, o objetivo é formar os 900 mil novos profissionais necessários, que serão adicionados à base atual de 1,2 milhão de profissionais de TI.

Medidas
Ciente do aumento no número de empresas dispostas a instalar centros de pesquisa no Brasil, o MCTI criou – como parte do TI Maior – uma série de medidas de apoio à instalação de polos tecnológicos no país, gerando ambientes propícios à inovação.

O programa prevê o lançamento de editais que destinem bolsas a pesquisadores brasileiros, para atuação em centros globais de pesquisa, em modelo similar ao adotado pelo Programa Ciência sem Fronteiras, assim como a avaliação de benefícios fiscais e tributários referentes à instalação e articulação com a “Sala de Inovação”, ponto focal de avaliação de políticas de investimentos internacionais em P&D. A meta é apoiar a fixação de quatro centros globais de pesquisa e desenvolvimento na área de software e de serviços de TI.

“Ao valorizar o software nacional, feito por empresa brasileira ou estrangeira, estaremos incentivando as atividades de pesquisa e desenvolvimento na área de TI. Isso significa que não só as empresas do setor serão estimuladas às atividades de P&D internamente, mas que também serão alargados os caminhos entre essas empresas e nossas universidades e centros de pesquisa para que possam estabelecer parcerias bastante produtivas e permanentes”, destacou Raupp.

 

Imprensa – SEESP
Informação do MCTI



Nesta segunda-feira (20/08), o ministro Marco Antonio Raupp e o secretário de Políticas de Informática Virgílio Almeida, do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), estarão em São Paulo, para o lançamento do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação - “TI Maior”.

Com o objetivo de fomentar a indústria de software e serviços de TI no Brasil, o programa se estrutura sobre cinco pilares: Desenvolvimento Econômico e Social, Posicionamento Internacional, Inovação e Empreendedorismo, Produção Científica, Tecnológica e Inovação, e Competitividade.

Entre as ações previstas no Programa estão a consolidação de ecossistemas digitais, a certificação e a preferência nas compras governamentais para software com tecnologia nacional, a aceleração de empresas nascentes de base tecnológica com foco em software e serviços, a atração de centros de pesquisa globais e a capacitação de jovens para o mercado profissional.

O “TI Maior” é integrado à Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação 2012-2015, que prevê a elaboração de um programa específico para estimular o desenvolvimento do setor de software e TI. Também está articulado a outras políticas públicas do governo federal, como a Estratégia Nacional de Defesa (END), o Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2), o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o Programa Brasil Mais Saúde, o Plano Brasil Maior, o Plano Agrícola e Pecuário (PAP), além dos Regimes Especiais, como o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria de Semicondutores e Displays (PADIS) e TV Digital (PATVD).

 

Imprensa – SEESP
Informação da Assessoria do MCTI



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