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11/12/2019

Dia do Engenheiro

11 de dezembro

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

Em sessão solene na manhã desta quinta-feira (14/12), a Câmara dos Deputados homenageou os profissionais pelo Dia do Engenheiro, comemorado em 11 de dezembro último. A solenidade foi requerida pelo deputado Roberto Sales (PRB-RJ) que, à abertura, leu discurso do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), onde destacou que o Brasil e a humanidade devem muito aos engenheiros, pois esses são fundamentais ao desenvolvimento social e econômico de uma Nação.

Reprodução de transmissão da TV Câmara
Ronaldo Lessa 14DEZ2017Deputado Ronaldo Lessa na briga pela aprovação de projeto que cria a carreira de Estado para os engenheiros.

O deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), presidente da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, também participou do evento, onde cobrou mais valorização dos profissionais da área tecnológica, salientando a importância do Congresso Nacional, aprovar, por exemplo, projeto de lei que cria a carreira de Estado para o engenheiro, arquiteto e agrônomo. “O engenheiro precisa ser protagonista no País.”

O senador Hélio José (PROS-DF) reforçou a defesa da engenharia nacional, comparando o número de profissionais formados em países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, China, Coreia, Rússia com o Brasil. “Aqui temos um déficit anual de 20 mil engenheiros, enquanto esses países formam mais de 100 mil profissionais por ano. E somos um país com dimensão continental”, criticou. Ele citou: “Segundo dados, são oferecidas 320 mil vagas de cursos de engenharia no País, apenas 120 mil são ocupadas; mas a evasão é altíssima, em torno de 55%.”

O deputado Evair Vieira de Melo (PV-ES) fez questão de subir à tribuna para endossar os discursos anteriores: "A engenharia tem papel importante no processo produtivo, nas intervenções urbanas e logísticas. Ela aplica o conhecimento que vai ter utilidade na vida das pessoas."

A solenidade contou, ainda, com a participação de representantes de entidades da engenharia e de graduandos da área.

 

Comunicação SEESP

Entregue pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) desde 1987 por ocasião do Dia do Engenheiro – 11 de dezembro –, o já tradicional prêmio Personalidade da Tecnologia homenageará em 2017 aqueles que colocaram seu saber a serviço do bem-estar da sociedade, bem como de possíveis soluções a que o País retome os rumos do desenvolvimento sustentável. Ao encontro, portanto, do movimento “Engenharia Unida”, chamado da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) pela articulação da área tecnológica na busca de saídas à crise com valorização profissional, ao qual o SEESP adere. O evento será a partir das 19h, na sede do sindicato, na capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista).

Ao agraciar os destaques do ano em suas áreas de atuação, o sindicato comprova a importância da inovação e do protagonismo da engenharia a um projeto nacional. Com ousadia e criatividade, os homenageados deram passos decisivos à obtenção do necessário avanço científico-tecnológico e de maior qualidade de vida à população. Por um Brasil justo e solidário.

Personalidades da Tecnologia 2017

Cidades Inteligentes e conectadas
Francisco Claudio Pinto Pinho

Prefeito reeleito de São Gonçalo do Amarante (CE), conquistou diversos títulos por sua administração. Entre esses, o “Melhores Prefeitos Eles e Elas” (Troféu Iracema). Também obteve o reconhecimento da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) como a segunda melhor gestão fiscal do Brasil e a primeira em investimentos, pelo segundo ano consecutivo. Sua trajetória política começou nos movimentos estudantis. Foi presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Oliveira Paiva, da Associação Atlética de Humanidades da Universidade de Fortaleza (Unifor), da Federação Universitária Cearense de Esporte (Fuce) e da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU). Em 1993, junto à Secretaria Municipal do Trabalho e Ação Social de Fortaleza (Setas), foi diretor de Planejamento, cargo que ocupou também junto à Superintendência de Esporte e Turismo da capital cearense (Sedetur) em 1996. Titular do Cartório Cláudio Pinho do 1º Ofício de São Gonçalo do Amarante desde 1997, é bacharel em Direito. 

Desenvolvimento sustentável
Eduardo Bacellar Leal Ferreira

Almirante de esquadra e comandante da Marinha do Brasil, iniciou sua carreira como guarda-marinha em 1974, tendo ocupado diversos cargos. Entre as inúmeras atribuições, foi diretor de Portos e Costas, presidente da Comissão de Desportos da Marinha, capitão dos portos do Rio de Janeiro, comandante da Escola Naval e da Escola Superior de Guerra. Diplomado em Política e Estratégia Marinhas pela Escola de Guerra Naval, além de Aperfeiçoamento de Eletrônica para Oficiais, realizou vários cursos. Amplamente condecorado nacional e internacionalmente, recebeu entre outras a Medalha Minerva – Armada do Chile; Cruz Naval a los Servicios Distinguidos (Grau Cruz Naval Laureada) – Armada da Argentina; Ordem do Mérito Naval “Almirante Padilla” (Grau Grão-Mestre) – Armada da Colômbia; Medalha de Honra da Armada do Paraguai; Medalha “Pró Memória” – Polônia; Medalha Mérito Militar (Grau Grã-Cruz) – Portugal; e Medalha Honra ao Mérito Naval "Comandante Pedro Campbell" – Armada do Uruguai.

Educação
Vanderli Fava de Oliveira

Engenheiro civil graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tem especialização em Física pela mesma instituição. É mestre e doutor em Engenharia de Produção (Universidade Federal do Rio de Janeiro), além de pós-doutorado (Universidade Estadual de Campinas). É professor titular e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Formação e Exercício Profissional da Faculdade de Engenharia da UFJF. Presidente eleito da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), representa essa entidade na Comissão de elaboração de proposta de novas diretrizes curriculares para a engenharia. Participa do Projeto Virtual Instruments Systems In Reality (Visir+). É membro do Colégio das Entidades Nacionais do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CDEN/Confea), além de avaliador de cursos e de instituições do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) desde 2002. Tem vários artigos publicados, coautoria e organização de livros.

Telecomunicações e TI
Himilcon de Castro Carvalho

Engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), tem especialização (Mastère) em Telecomunicações Espaciais pela Ecole Nationale Supérieure d'Aéronautique et de l'Espace (Ensae) . É mestre e doutor pela mesma instituição francesa. Reúne experiência de 28 anos em engenharia de sistemas espaciais, tendo trabalhado nos projetos dos satélites SCD 1, 2, PMM e Microssatélite Franco-Brasileiro (FBM). Atuou nas áreas de confiabilidade, arquitetura elétrica e gerenciamento de projetos e programas no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Também tem experiência em concepção, análise de missão, projetos preliminar e detalhado, integração e testes, campanhas de lançamento e operação de satélites. Atuou por oito anos como diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos na Agência Espacial Brasileira. Desde 2012 é diretor de Tecnologia Espacial da empresa Visiona Tecnologia Espacial S.A..

Transporte
José Manoel Ferreira Gonçalves

Engenheiro civil, jornalista e advogado, é mestre em Engenharia Mecânica e doutor em Engenharia de Produção. Pós-graduado em Geoprocessamento e em Engenharia Oceânica (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Termofluidomecânica (Escola Federal de Engenharia de Itajubá), além de História da Arte (Fundação Armando Álvares Penteado) e Ciências Políticas (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo). Autor dos livros “Despolindo sobre trilhos”, “Um Brasil sobre trilhos” e “Ferrovias – Madeira Mamoré”. É presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferrofrente) e do Movimento Tarifa Justa, membro do Conselho Consultivo da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) e do Conselho Tecnológico do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP). Foi conselheiro do Instituto de Engenharia em dois mandatos e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP).

Valorização profissional
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho

Governador do Estado de São Paulo por duas gestões consecutivas, começou sua carreira política aos 20 anos, como conselheiro municipal em sua cidade natal, Pindamonhangaba. Cinco anos depois, tornou-se o mais jovem prefeito do Brasil, ao ser eleito na localidade em 1976. Foi deputado estadual e federal. Em sua gestão, instituiu e redigiu o projeto de lei que deu origem ao “Código de Defesa do Consumidor”. Em 1988, foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e seu presidente no Estado de São Paulo de 1991 a 1994. Vice-governador de 1994 a 2001, assumiu pela primeira vez o Executivo paulista nesse ano, com a morte de Mario Covas. Reeleito governador em 2002, renunciou em 2006 para ser candidato à Presidência da República. No pleito, ficou em segundo lugar. Indicado secretário de Desenvolvimento em janeiro de 2009 pelo governador do Estado de São Paulo, José Serra. Formado em Medicina pela Universidade de Taubaté, tem especialização em Anestesiologia.

 

O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, que também está à frente da CNTU, fala sobre a mobilização da categoria que marca a comemoração do Dia do Engenheiro neste ano, celebrado oficialmente em 11 de dezembro.

Oficialmente celebrado em 11 de dezembro, o Dia do Engenheiro neste ano tem comemoração marcada pela luta desses profissionais por reconhecimento ao seu trabalho e retomada do crescimento econômico. Em entrevista, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, que também está à frente da CNTU, falou sobre as principais reivindicações da categoria, que incluem respeito ao piso salarial e a implantação de carreira pública de Estado nas três instâncias de governo. Ainda, o dirigente destacou a mobilização por medidas que impulsionem o desenvolvimento nacional traduzido no movimento "Engenharia Unida" e pelo projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento".


Foto: Beatriz Arruda
MuriloPinheiroEngenhariaUnida 
Murilo Pinheiro fala sobre atuação da FNE durante encontro "Engenharia Unida",
realizado em novembro, em Barra Bonita/SP. 
 

Quais são as principais bandeiras de luta da FNE em defesa dos engenheiros no Brasil?
A FNE luta por remuneração justa e planos de carreira compatíveis com as responsabilidades da categoria, condições de trabalho adequadas e oportunidade de atualização profissional. Essas são as condições básicas e essenciais para que os engenheiros possam desempenhar suas funções a contento e dignamente. Nesse contexto, atuamos pelo cumprimento da Lei 4.950-A/66, que estabelece o salário mínimo profissional definido em nove salários mínimos para jornada de oito horas e em seis para jornada de seis horas. Esta lei é válida para os engenheiros que atuam em regime de CLT, mas também pode e deve ser usada pelas administrações públicas como referência na remuneração dos profissionais estatutários. Nossa federação também vem trabalhando em favor da aprovação do PLC 13/2013, que prevê a carreira pública de Estado para engenheiros e arquitetos nas três instâncias da administração. A medida seria importante fator de valorização profissional, mas principalmente garantiria quadros técnicos qualificados para atuar nos municípios, nos estados e na União. Também muito importante para que o engenheiro tenha oportunidades é que haja crescimento econômico, daí a nossa preocupação em participar do debate público sobre o tema. Isso tem sido feito, desde 2006, por meio do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento". E mais recentemente com o movimento “Engenharia Unida”.

O que é o projeto “Cresce Brasil”?
É um projeto que foi lançado em 2006 pela FNE como contribuição a um plano nacional de desenvolvimento, cujas premissas são democracia, preservação ambiental e distribuição de renda. A primeira edição, elaborada num período de estagnação econômica, defendia a possibilidade de retomada do crescimento econômico aos patamares de 6% ao ano. Isso exigia ampliar investimentos públicos e privados para 25% do PIB e promover alterações na política econômica, baixando juros e incentivando a produção. O documento que trazia essas propostas, elaborado a partir do trabalho de consultores em cada um dos temas e de vários seminários em todas as regiões do País com a participação de milhares de profissionais, apontava os gargalos em infraestrutura e o que precisava ser feito. Os temas tratados foram energia, transporte e logística, transporte público e mobilidade, comunicação, saneamento, ciência e tecnologia e agricultura. Desde então, o projeto vem sendo atualizado constantemente e vem abordando aspectos que a FNE considera mais relevantes em cada momento. Entre as várias etapas, estão uma discussão sobre as regiões metropolitanas, a crise financeira de 2008 e como superá-la, os desafios da indústria brasileira e as possibilidades trazidas pela Copa 2014 em termos de aperfeiçoamento da infraestrutura. Neste ano, lançamos um novo documento que foca as cidades, abordando a qualidade de vida da população e o desenvolvimento local. O objetivo foi travar essa discussão por ocasião das eleições municipais e, depois disso, com os prefeitos eleitos. O documento aborda o financiamento dos municípios, habitação, saneamento, mobilidade urbana, iluminação pública e internet pública.

Desde 2006, quais foram as conquistas para a categoria por meio do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento"?
O “Cresce Brasil” foi uma importante contribuição da FNE à mobilização pela retomada do crescimento. Como resultado dessa mobilização, o governo federal lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que articulou uma série de obras e projetos de infraestrutura, o que trouxe oportunidade de trabalho e relevância social para a categoria que ficou no ostracismo durante os anos de estagnação. Entre 2003 e 2013, segundo estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido da FNE, o mercado formal para o engenheiro cresceu mais de 87%. E os melhores resultados foram nos anos de maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a partir de 2007. Ou seja, o “Cresce Brasil” trouxe conquistas essenciais à categoria. Lamentavelmente, esse ciclo virtuoso na economia sofreu um recuo. Daí, hoje propormos uma mobilização ainda mais forte unindo o conjunto das entidades da engenharia.

E qual o papel do movimento “Engenharia Unida”?
O movimento “Engenharia Unida” é uma ampla coalizão que reúne os engenheiros e demais profissionais da área tecnológica, por meio dos sindicatos, associações representativas, conselhos profissionais, universidades, empresas e entidades patronais. A proposta é que essa aliança possa oferecer saídas às dificuldades enfrentadas pelo País na atualidade e contribuir com o permanente avanço no futuro. A bandeira principal desse movimento é a retomada do desenvolvimento socioeconômico, contando com a imprescindível valorização da engenharia e dos seus profissionais. Durante o encontro "Engenharia Unida - Mobilização pela retomada do crescimento e valorização dos profissionais”, realizado na cidade de Barra Bonita (SP), nos dias 24, 25 e 26 de novembro, foram afirmados os objetivos do movimento, sintetizados na “Carta de Barra Bonita”.

O que propõe essa coalizão para enfrentar a crise?
Em linhas gerais, é preciso adotar medidas que estimulem a produção e garantam mais produtividade à nossa indústria e valor agregado aos nossos produtos. Isso exige inovação e é uma tarefa da engenharia. Como consequência, é preciso abandonar a lógica de favorecimento ao rentismo, ou seja, os juros altos que remuneram a especulação e desestimulam o investimento produtivo. Também é necessário que o Estado retome os investimentos em infraestrutura para que tenhamos condições melhores de produção e também para movimentar a economia. Um passo importante seria retomar as milhares de obras paradas existentes no País.

Qual a importância do movimento “Engenharia Unida” para as demandas atuais dos profissionais da engenharia?
O movimento “Engenharia Unida”, ao formar uma ampla coalizão de profissionais, tem o potencial de fortalecer a luta e o encaminhamento de reivindicações dos engenheiros e demais profissionais da área tecnológica. Certamente, esse conjunto de muitas vozes unidas será mais facilmente ouvido que cada profissional ou cada entidade atuando isoladamente. Com o mote da retomada do crescimento e valorização dos profissionais, a “Engenharia Unida” traz em sua pauta questões essenciais para a categoria, como o salário mínimo profissional e a carreira pública de Estado.

Na sua avaliação, como devem ser os profissionais de engenharia que vão para o mercado? A FNE atua nesse campo de formação?
Em primeiro lugar, é preciso uma sólida formação, com ensino de excelência. Também, o currículo deve compreender, além das matérias básicas e técnicas, competências que são necessárias para o exercício bem-sucedido da profissão nos dias de hoje. Isso inclui capacidade de trabalho em equipe, espírito empreendedor, capacidade de se comunicar bem. O aluno de engenharia deve aprender a aprender sempre e ser incentivado a criar, fazer, ousar. Também deve desenvolver um profundo senso de responsabilidade social e ambiental. É com essa mão-de-obra que contamos para construir um país avançado. A FNE atua nesse campo debatendo o tema por meio do “Cresce Brasil” e apoiando o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), criado e mantido pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), que atua dentro dessa perspectiva. Indo para a quarta turma de Engenharia de Inovação no próximo semestre, o projeto tem se mostrado um sucesso.


 

Rita Casaro
Comunicação FNE







Aproximadamente mil pessoas prestigiaram o evento em comemoração ao Dia do Engenheiro, em 11 de dezembro, no Teatro Maksoud Plaza, em São Paulo. Além da entrega do já tradicional prêmio Personalidade da Tecnologia aos destaques do ano em suas áreas de atuação – em sua 28ª edição –, em 2014, a categoria teve um motivo a mais para festejar: na data, encerraram-se as celebrações dos 80 anos do SEESP, completados em 21 de setembro último.


Foto: Beatriz Arruda
Dia Engenheiro 2014 1 
Entrega do prêmio Personalidade da Tecnologia encerrou as comemorações aos 80 anos do SEESP.
Mais fotos da solenidade aqui
 


O ano marcou ainda os 50 anos da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), ao qual o sindicato paulista é filiado, o que também foi lembrado durante a solenidade na Capital. Entre os presentes, associados à entidade, seus dirigentes e ex-presidentes, bem como os do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), dos Senges de todo o País, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) e de federações filiadas a essa última, entre elas a FNE. Além de diversas autoridades, entre as quais o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes; os deputados estadual Itamar Borges (PMDB/SP) e federal Arnaldo Jardim (PPS/SP) e o prefeito do município de Pompéia, Oscar Norio Yasuda. Na oportunidade, foi também lançado o estudo “Perfil ocupacional dos profissionais de engenharia no Estado de São Paulo”, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) por solicitação do SEESP. Tal análise demonstra, como destacou o presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, “a expansão de 80% do mercado de trabalho formal do engenheiro entre 2003 e 2013”. Aponta ainda incremento na participação feminina e diminuição da desigualdade salarial entre os gêneros (confira pesquisa na íntegra em http://goo.gl/eBXmwf). Ao encerramento da solenidade, os presentes foram brindados com o show Gigante Gentil, do cantor Erasmo Carlos.

Destaques do ano
O coordenador do Conselho Tecnológico do sindicato, José Roberto Cardoso, frisou no ensejo: “Neste ano em particular, em que completamos 80 anos do SEESP e a engenharia foi considerada a profissão do milênio, para nós se reveste de suma importância a indicação das pessoas agraciadas como Personalidades da Tecnologia.” Ele explicou que a escolha dos nomes é feita anualmente com base numa consulta ampla de membros do Conselho Tecnológico (CT), constituído de aproximadamente 200 pessoas. As áreas definidas são as consideradas estratégicas para o País no momento, com a premiação daqueles que se destacaram em cada uma. Assim, foram agraciados em 2014: Alberto Issamu Honda (na categoria Educação), Roberto Pereira D´Araújo (Energia), Demi Getschko (Internet), Luciano Galvão Coutinho (Reindustrialização), Fernando Santos-Reis (Reúso da água, representado no evento por Newton Lima Azevedo) e Aldo Rebelo (Valorização profissional) (confira a trajetória profissional de cada um deles na página ao lado).

Ao receber o prêmio, Honda destacou o trabalho feito pelo criador da Jacto, Shunji Nishimura, e posteriormente da fundação educacional que recebe seu nome. “Uma das principais características é a busca incessante por inovação e parcerias. Em 2015, teremos a 11ª turma no curso superior na área de agricultura na Fatec (Faculdade de Tecnologia) Shunji Nishimura, em Pompéia. Vamos manter vivos os ideais de seus fundadores, com o compromisso de contribuir com a grandeza deste país.”

Já D´Araújo se disse surpreso e honrado com a escolha de seu nome. Crítico do modelo do setor elétrico, ele aproveitou para informar sobre suas consequências, entre as quais a elevação extraordinária dos preços de energia. 

Luciano Coutinho agradeceu a homenagem “em função da defesa da industrialização brasileira” e apresentou desafios para tanto, como a concorrência internacional acirrada. Fazer frente a isso, afirmou, requer “discernimento político e esforço do empresariado para avançar na competitividade, bem como tecnologia, qualificação profissional para um salto na produtividade e evolução no sistema tributário”.

Demi Getschko observou que “a internet certamente é obra da engenharia e vive momento interessante”. Para ele, que é considerado o responsável por introduzi-la em âmbito nacional, o Brasil pode se orgulhar de sua posição na área, tendo aprovado recentemente o marco civil e sendo, assim, “talvez o único país que garanta em legislação proteção à rede”. Getschko concluiu: “É preciso continuar batalhando, uma lei de proteção à privacidade viria muito a calhar, torço para que isso passe.”

Representando Fernando Santos-Reis, o vice-presidente da Odebrecht Ambiental, Newton Lima Azevedo enfatizou no ensejo a importância de haver gestão integrada dos recursos hídricos e do reúso como “insumo superimportante”, sobretudo diante da atual escassez de água. Nesse sentido, citou o projeto Aquapolo, que rendeu ao agraciado o prêmio, como “o início dessa nova gestão no Brasil”. Santos-Reis enviou um vídeo em que agradeceu a homenagem.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, remontou à origem da profissão para salientar sua importância. E foi categórico: “Se o Brasil quiser continuar sonhando, ser um país justo e equilibrado, vai precisar cada vez mais de sua engenharia, que viveu momentos difíceis e voltou a ser valorizada. Muito obrigado pelo que tem feito a engenharia brasileira ao desenvolvimento do País. Vamos submetê-la a mais esse teste, com as Olimpíadas em 2016, e não tenho dúvidas que será aprovada com louvor.”

Personalidades da Tecnologia 2014

HondaEducação
Alberto Issamu Honda
Engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) em 1973, com pós-graduação em Gestão Estratégica pela Fundação de Ensino Eurípedes Soares da Rocha em 2001. Iniciou sua vida profissional na área de pesquisas agronômicas, no Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Máquinas Agrícolas Jacto, assumindo, na sequência, a Gerência do Departamento de Marketing da mesma empresa. Em 2007, foi convidado a trabalhar na Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia (FSNT), braço social da Jacto. Contribuiu na implantação da Escola Senai Shunji Nishimura e da Faculdade de Tecnologia de Pompéia – Fatec Shunji Nishimura, com o inédito curso “Mecanização em agricultura de precisão”, ambas em parceria com a Prefeitura Municipal de Pompéia e a FSNT. Ocupa hoje o cargo de superintendente da fundação.




RobertoEnergia
Roberto Pereira D’ Araújo
Engenheiro eletricista formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e M.Sc. em Engenharia de Sistemas e Controles pela mesma instituição.
Pós-graduado em Power Systems Operation & Planning pela Waterloo University – Canadá. Ocupou diversos cargos na área, aposentando-se em 1997. Foi diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico (Ilumina) e professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) e da Escola de Políticas Públicas e Governo do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) da Universidade Candido Mendes.  Autor e coautor dos livros “Setor elétrico brasileiro – Uma aventura mercantil”, “O Brasil à luz do apagão”, “A reconstrução do setor elétrico brasileiro”, “Colunistas Canal Energia”. Consultor em energia elétrica.




DemiInternet
Demi Getschko
Engenheiro eletricista formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em 1975, com mestrado e doutorado em Engenharia pela mesma instituição, na qual foi ainda docente. Trabalhou no Centro de Computação Eletrônica da USP (1971-1985) e no Centro de Processamento de Dados da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) de 1986 a 1996, período em que foi coordenador de operações da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e participou do esforço da implantação de redes no País. Foi diretor de Tecnologia da Agência Estado de 1996 a 2005. Foi vice-presidente de Tecnologia do IG entre 2000 e 2001. É professor associado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em abril de 2014 foi eleito o primeiro brasileiro a figurar no Hall da Fama da Internet para a categoria “Conectores globais”, por seu papel chave no estabelecimento da primeira conexão de internet no Brasil, em 1991.




Luciano CoutinhoReindustrialização
Luciano Galvão Coutinho
Economista formado pela Universidade de São Paulo (USP), mestre e doutor nessa área pela Universidade de Cornell (EUA). Professor convidado licenciado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi docente visitante nas Universidades de Paris XIII, do Texas, do Instituto Ortega y Gasset e da USP. Escreveu e foi organizador de vários livros, além de ter extensa produção de artigos, publicados no Brasil e no exterior. Entre 1985 e 1988, foi secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia. Em 1994, coordenou o Estudo de Competitividade da Indústria Brasileira.  Até assumir a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), atuou como consultor-especialista em defesa da concorrência, comércio internacional, projeções macroeconômicas e de mercado. Em 2013, recebeu o prêmio Person of the Year 2013, concedido pela Brazilian American Chamber of Commerce.




FernandoReúso da água
Fernando Santos-Reis

Engenheiro civil e com MBA, é CEO da Odebrecht Ambiental desde janeiro de 2008. Iniciou sua carreira em 1984, tendo atuado em obras por todo o Brasil. Em 1989, assumiu a Gerência de Projetos de diversas obras no exterior, nas quais adquiriu larga experiência no desenvolvimento, estruturação, financiamento e implementação de projetos de infraestrutura de grande porte. No início dos anos 2000, tornou-se CEO de algumas operações da Odebrecht em outros países, tais como Equador e Panamá. Retornou ao Brasil em 2006 para liderar a Odebrecht Investimentos em Infraestrutura (OII), empresa responsável pelos investimentos do grupo nessa área. No final de 2007, a OII foi dividida em três companhias: Odebrecht Realizações Imobiliárias, Odebrecht Oil & Gas e Odebrecht Ambiental.




AldoValorização profissional
Aldo Rebelo
Ministro do Esporte do Governo Dilma desde outubro de 2011, começou sua vida pública em 1980, quando foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1984, fundou a União da Juventude Socialista (UJS) e se tornou primeiro coordenador nacional da instituição. Filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) desde 1977, iniciou sua carreira política como vereador de São Paulo em 1989. Foi eleito seis vezes deputado federal por esse Estado, licenciando-se em 2004 de seu mandato para exercer o cargo de ministro de Estado da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais do Governo Lula. Foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em 2005 e permaneceu no cargo até fevereiro de 2009. É autor de vários livros, entre eles “Raposa – Serra do Sol – O índio e a questão nacional”. Principal responsável pela coordenação de todas as áreas da Copa do Mundo 2014.


 

Soraya Misleh
Imprensa SEESP








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