GRCS

11/12/2019

“Valorizar o engenheiro é fundamental ao desenvolvimento e bem-estar coletivo”

 

Rita Casaro – Comunicação SEESP

 

No Dia do Engenheiro, celebrado em 11 de dezembro desde 1963, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, fala sobre a relevância da comemoração, a importância da categoria e as perspectivas do mercado de trabalho no cenário atual de falta de oportunidades. Para o dirigente, é fundamental valorizar os profissionais cuja atuação está diretamente ligada ao desenvolvimento e ao bem-estar da população. “Sem o trabalho desses quadros técnicos, o que se vê é a precariedade. Retomar o crescimento e superar essa gravíssima crise econômica exigirá a inserção qualificada da categoria”, afirma.

Murilo aborda ainda o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” e o trabalho do sindicato voltado especificamente aos seus associados.

 

Murilo, durante lançamento do "Cresce Brasil – Engenharia de Manutenção", realizado em junho de 2019. Foto: Beatriz Arruda

 

O Dia do Engenheiro é comemorado sempre de forma muito significativa pelo SEESP. Qual a importância dessa efeméride?
Mais que uma data festiva, o 11 de dezembro, para nós, é um momento de celebrar a importância da nossa categoria, cujo trabalho é essencial ao crescimento econômico, à preservação ambiental e à qualidade de vida no dia a dia das pessoas. É uma oportunidade para demonstrar que valorizar o engenheiro é fundamental ao desenvolvimento e bem-estar coletivo. Por isso mesmo, desde 1987, a nossa comemoração acontece com a entrega do prêmio Personalidade da Tecnologia, que homenageia seis profissionais de áreas que variam ano a ano, sendo uma constante: exatamente valorização profissional. Em 2019, a cerimônia de entrega aconteceu no dia 9 último. Em sua 33ª edição, o evento mais uma vez cumpriu o papel de exaltar a relevância da engenharia.

 

Em quais frentes se dá a luta pela valorização da categoria ao longo do ano?
O SEESP atua constante e incansavelmente pela valorização da categoria. Isso se dá na ação sindical de representação coletiva, por meio das campanhas salariais e também das lutas pelos legítimos interesses dos engenheiros, como o respeito ao salário mínimo profissional e a reivindicação pela implantação da carreira pública de Estado. Além disso, o nosso sindicato tem participação qualificada no debate sobre desenvolvimento e políticas públicas ligadas à engenharia, que visa tanto contribuir com a sociedade e os governos quanto assegurar o protagonismo do profissional nessas questões.

 

Como o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” se integra nesse esforço?
O “Cresce Brasil” é nosso grande instrumento de luta pelo desenvolvimento e desde 2006, quando foi lançado, vem veiculando nossas propostas para áreas cruciais no Brasil. Por meio desse projeto, que foi idealizado visando à retomada do crescimento econômico do País, vimos discutindo questões fundamentais a cada momento. Atualmente, nosso debate se dá sobre a necessidade da engenharia de manutenção para que haja segurança à população e uso correto dos recursos públicos. O objetivo é que seja feito trabalho qualificado de inspeção, conservação e manutenção permanente de estruturas, como pontes, viadutos, barragens, e edificações para evitar acidentes que ocasionam prejuízos, transtornos e até ferimentos e mortes. Nossa sugestão sobre isso é que sejam criadas, nos municípios, nos estados e na União, secretarias de Engenharia de Manutenção, com corpo técnico adequado e dotação orçamentária própria, para que essas tarefas não fiquem relegadas a segundo plano. Na nossa avaliação, essa é uma medida que traria enormes ganhos à sociedade e grande valorização aos profissionais da área tecnológica.

 

Desde 2014, a categoria enfrenta perda de oportunidades no mercado de trabalho. Como está este cenário e quais as perspectivas de superação dessa crise?
A estagnação econômica que causa desemprego geral no País e a crise específica que se abateu sobre as grandes empresas de engenharia atingiram em cheio a categoria. Apenas entre 2014 e 2017 foram eliminados cerca de 50 mil postos formais de trabalho para engenheiros que ainda não foram recuperados. Obviamente, essa tendência negativa reflete-se ainda sobre os que atuam como empreendedores autônomos, que também padecem com a falta de oportunidades. O desafio é voltar a crescer. Sem o trabalho desses quadros técnicos, o que se vê é a precariedade. Retomar o crescimento e superar essa gravíssima crise econômica exigirá a inserção qualificada da categoria, que perde relevância num quadro de falta de investimento. É preciso restabelecer um ciclo positivo para a economia com ênfase em setores como a construção civil. Nesse sentido, temos defendido a retomada das obras paralisadas, o que teria o efeito de gerar postos e aquecer a economia rapidamente. No médio prazo, é preciso mudar o rumo do País com a adoção de medidas efetivas de estímulo à produção e geração de riqueza. 

 

O sindicato representa e defende todos os engenheiros no Estado de São Paulo, mas tem serviços e benefícios voltados exclusivamente aos seus associados. O que se destaca nesse trabalho?
Temos trabalhado muito para oferecer um programa de serviços e benefícios que seja relevante ao engenheiro e contribua com sua qualidade de vida e desenvolvimento profissional. Ele pode contar com a área de Oportunidades na Engenharia, que promove a orientação à carreira e a colocação no mercado, o Plano de Saúde do Engenheiro, o SEESPPrev, que é a previdência privada da categoria, consultoria jurídica, com atendimento gratuito em todas as áreas do Direito, e um programa de cursos de curta duração que propicia atualização essencial e aquisição de novas competências. Uma iniciativa que consideramos fundamental é o nosso Núcleo Jovem, que aproxima estudantes e recém-formados do sindicato, propiciando orientação sobre mercado de trabalho, legislação profissional e qualificação. Para tornar tudo o que está disponível mais acessível, lançamos a plataforma Casa do Engenheiro.

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