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18/08/2015

Em ato no Rio, Pinheiro defende unidade em defesa do País

Na segunda-feira (17/8) à noite, aconteceu, no Rio de Janeiro, o ato "Pela engenharia, a favor do Brasil", convocado pelo Clube de Engenharia. O evento contou com a participação de representantes de inúmeras entidades de engenharia, inclusive Murilo Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do SEESP.


Foto: Imprensa SEESP
ato clube da engenharia



Na opinião do dirigente, "é fundamental que as entidades que congregam profissionais e empresas de engenharia atuem unidas em defesa do desenvolvimento nacional".

Durante o evento, mais de 100 entidades e associações de engenharia, arquitetura, indústria, agricultura e profissionais lançaram o manifesto "Pela Engenharia, a favor do Brasil", destacando a importância da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, mas alertando para os efeitos negativos do processo.

O movimento pede, principalmente, proteção aos empregos, à Petrobras e ao desenvolvimento brasileiro. Dirigentes presentes criticaram o ataque a estatais e à soberania nacional.

"A Operação Lava Jato, a qual aplaudimos e não ousamos criticar, trouxe prejuízos a milhares de engenheiros e demais empregados do setor, que estão sendo demitidos. É a estancada do desenvolvimento e do progresso do país, e de sua maior empresa, a Petrobras", destacou o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian.

Raymundo de Oliveira, ex-deputado e ex-presidente do Clube de Engenharia, fez críticas a cobertura realizada pela grande mídia sobre a reputação da Petrobras: "Hoje, a Petrobras produziu 2,750 milhões barris de petróleo, 750 mil do pré-sal, vocês viram isso em alguma rede de comunicação?", questionou. "A Petrobras sempre foi alvo. Eles estão aproveitando este momento para fazer o que nunca tinham conseguido, que é tentar destruir a soberania."

Confira o manifesto, na íntegra:

Pela Engenharia, a Favor do Brasil

As entidades nacionais abaixo relacionadas, representativas de todos os setores da engenharia brasileira, irmanadas às da indústria, da agricultura, do comércio e do transporte, vêm externar seu irrestrito apoio ao movimento de combate à corrupção em curso, mal que vem corroendo os alicerces da república.

Entretanto, alertam a nação, e manifestam sua grande preocupação com o gravíssimo efeito colateral que já se observa, tal seja a crescente paralisação de obras de infraestrutura estratégicas para o país, o desemprego de profissionais capacitados, a desorganização da construção pesada, a fragilização de importantes empresas como a Petrobrás e a Eletronuclear. Essa situação tem reflexos perversos em toda a cadeia produtiva das indústrias de equipamentos e bens de capital e também em milhares de pequenos e médios fornecedores. Sobretudo, afeta a normal implementação de programas estratégicos para a Defesa Nacional e acarreta enorme retrocesso na geração de empregos para profissionais e trabalhadores de todos os níveis e profissões.

O Brasil é um País por construir. Não podemos prescindir da capacidade gerencial e do acervo tecnológico acumulado nos últimos 60 anos pelas empresas brasileiras de construção pesada, de montagens e de engenharia consultiva, sob pena de colocar a perder o patrimônio que diferencia a engenharia brasileira e a destaca em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo.

A apuração de responsabilidades dos investigados pela Operação Lava Jato, respeitado o devido processo legal, é saudável e necessária.  Dela resultará o fortalecimento das nossas instituições democráticas e a melhoria das condições de governança das empresas e dos órgãos públicos. Há, entretanto, de se preservar as empresas, os projetos estratégicos, os empregos e o conhecimento técnico-científico,elementos indispensáveis à construção do Brasil.

Paralelamente, nada justifica a interrupção dos principais investimentos da Petrobrás em diversos Estados do País. Seus efeitos já se fazem sentir: fechamento de empresas e de vagas qualificadas de engenheiros, técnicos e demais trabalhadores e perda da capacidade de gerar conhecimento, repercutindo até nas universidades, além da desvalorização dos investimentos realizados e do desgaste e elevação subsequentedo custo de obras paralisadas, algumas em estágio final de construção.

É urgente resgatar a confiança e a credibilidade da engenharia, assim como o respeito à Petrobrás e aos seus profissionais, pois delas depende o desenvolvimento do país. Não podemos colocar em riscoconquistas sedimentadas ao longo de décadas.

Diante deste quadro, esperamos, e cobramos, das autoridades constituídas as providências necessárias para que a engenharia possa continuar a desempenhar o seu principal papel, o de construir o Brasil.

Rio de Janeiro, 17 de agosto de 2015


Imprensa SEESP
Com informações de agências












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