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Comunicação FNE

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), à qual o SEESP é filiado, assina manifesto conjunto com entidades da engenharia para defender o direito dos 50 mil profissionais brasileiros, hoje desempregados, ao mercado de trabalho. Confira o documento:


As entidades representativas da engenharia abaixo assinadas vêm a público protestar contra o intento do Governo Federal, anunciado pelo jornal Folha de São Paulo de 16 de outubro último, em enviar ao Congresso Nacional projeto de Lei que abre indiscriminadamente o mercado brasileiro a profissionais e empresas de engenharia estrangeiras.

A engenharia brasileira, ao longo das últimas décadas, credenciou-se como uma das mais qualificadas do mundo. Além de contribuir decisivamente para o nosso desenvolvimento, está presente hoje em mais de 40 países, o que, além de gerar empregos e divisas, alavanca a exportação de produtos industriais brasileiros.

Não tememos a competição. Não somos xenófobos. Não podemos, entretanto, permanecer silentes diante do sistemático processo de desmonte da nossa engenharia em curso. A pretexto do combate à corrupção de alguns, o que nos une a todos, destrói-se a capacidade gerencial e tecnológica acumulada nas últimas décadas, levando ao fechamento de empresas e à irreparável perda de empregos.

Hoje, há mais de 50.000 engenheiros e centenas de milhares de técnicos desempregados. Amanhã, caso se implemente a proposta do Governo Federal, será irreversível o desmonte da engenharia brasileira, com o que não podemos concordar.

Brasília, 21 de outubro de 2017


Academia Nacional de Engenharia

ABCE - Associação Brasileira de Consultores de Engenharia

AEERJ - Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro

AEPET - Associação de Engenheiros da Petrobrás

CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Clube de Engenharia

Clube de Engenharia de Alagoas

Clube de Engenharia de Pernambuco

CREA-GO

CREA-MG

CREA-PR

CREA-RJ

CREA-RS

CREA-SE

CREA-SP

FEBREAG - Federação Brasileira de Engenheiros Agrimensores

FISENGE - Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

FNE - Federação Nacional dos Engenheiros

Instituto de Engenharia

Instituto de Engenharia do Paraná

SENGE - Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro

SENGE-RS - Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul

SINDUSCON Rio - Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do

Rio de Janeiro

SINAENCO - Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia

Consultiva

Sociedade Mineira de Engenheiros

 

 

 

 

Fátima Có*

Nossas profissões – a engenharia e a agronomia – estão presentes em praticamente todas as coisas e atividades do cotidiano. Da água que bebemos à lâmpada que acendemos, do carro que nos transporta à comida que chega à mesa, tudo tem, inerente, a técnica e o talento de agrônomos e engenheiros de todas as modalidades.

Muitas vezes, contudo, a importância do nosso trabalho não é percebida. Todos estão tão acostumados com as facilidades do dia a dia que deixam de reconhecer a ciência e o trabalho que há por trás delas. Nesse “alheamento”, perde o profissional da área tecnológica, que também deixa de ser reconhecido e, consequentemente, valorizado.

No Brasil não é raro a engenharia ser lembrada apenas na falta de alguma dessas facilidades, ou, pior, apenas em situações de acidentes e catástrofes – quando a ponte cai, a barragem rompe, o edifício desaba ou o frigorífico é interditado.

Dado esse contexto, se desejamos a tão procurada valorização profissional, é necessário que, ao invés de aguardarmos passivamente o momento dos próximos problemas e escândalos – e eles infelizmente ainda acontecem –, busquemos todos a ampla e contínua divulgação do valor e do orgulho que temos de nossas profissões.

Seja nos pequenos espaços de convivência ou por meio de grandes campanhas, precisamos nos posicionar e mostrar ao mundo o que fazemos e os bons resultados de nosso trabalho. Precisamos lembrar às pessoas que a engenharia é o oxigênio da inovação e está no centro do desenvolvimento de qualquer país.

A Lei 5.194/66, que regula o nosso exercício profissional, traz explícito logo no seu primeiríssimo artigo que as profissões dos engenheiros e agrônomos são caracterizadas pelas “realizações de interesse social e humano”. Isso pode parecer uma obviedade, mas é ponto importante a destacar. O que acontece é que, às vezes, foca-se demais na técnica e nas formalidades e esquece-se do mais importante: pensar nos impactos do nosso trabalho para a sociedade.

A técnica e o senso de servir às pessoas não podem andar dissociados. Por isso a importância de humanizar ao máximo nossas ações. Pensar não só na sustentabilidade econômica de nossos negócios, obras, produtos, serviços, mas, principalmente, nas sustentabilidades social e ambiental. Já dizia Gilberto Freyre que “sem um fim social, o saber será a maior das futilidades”. Quando nossas profissões são exercidas sob bases humanistas, pelo bem comum e o desenvolvimento sustentável, os resultados são muito mais relevantes e positivos para todos.

E é aliando essa consciência – interna – sobre nossa responsabilidade e missão no mundo com a divulgação – externa – da importância e imprescindibilidade de nosso trabalho que pavimentamos a estrada para o reconhecimento de nosso valor.

Fato é que a valorização de nossas profissões não veio e não virá por decreto. Quando a sociedade entender que estamos a serviço do seu bem-estar, não precisaremos “impor” nossa presença. Reconhecidos como necessários, seremos naturalmente “convidados” a participar e a ocupar o lugar que merecemos: no centro das decisões que dizem respeito ao desenvolvimento das nações e à melhoria da qualidade de vida no planeta.

 


Fátima Có é engenheira civil, ex-presidente do Crea-DF e diretora de Assuntos do Exercício Profissional da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)

 

 

 

 

 

A informação é fundamental para que o Brasil não comprometa o seu desenvolvimento e futuro como nação soberana. Esta foi a tônica dos palestrantes do seminário “Petróleo, Petrobras, engenharia nacional e a retomada do crescimento”, realizado no dia 19 de junho último, na sede do SEESP, na capital paulista. A atividade – uma realização conjunta da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), além do sindicato – teve o propósito de reunir o máximo de dados sobre a situação da maior petrolífera do País que vem sendo duramente atingida por conta de investigações sobre desmandos na sua administração. À mesa de abertura, o presidente da FNE e do sindicato, Murilo Pinheiro, criticou a proibição da participação de empresas brasileiras em certames da companhia, assim como a política recente do governo que reduziu o conteúdo local para contratações de equipamentos pela indústria de petróleo. Diante desse cenário, a liderança conclamou, mais uma vez, a necessidade de unidade entre os diversos setores e de esforços junto ao governo e ao Congresso Nacional para mudar a situação. “A saída dessa crise se faz com ideias e propostas factíveis para construirmos um Brasil melhor.”


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
Mesa com os palestrantes (da direita para a esquerda): Ildo Sauer, Francisco Gonçalves e Fernando Siqueira;
mais os diretores do SEESP Carlos Kirchner, Edilson Reis e Osvaldo Passadore.

Iniciando as apresentações, o vice-presidente da Aepet, Fernando Siqueira, para mostrar o que está em jogo com a desmoralização da Petrobras, falou sobre a conjuntura internacional do petróleo, observando que o combustível “é a fonte mais eficiente de energia, fácil de extrair, transportar e utilizar e responsável por 92% do transporte mundial de pessoas e produtos”. E foi taxativo: “Ele foi e ainda é o pivô de todas as guerras.” O petróleo é ainda matéria-prima de mais de três mil produtos petroquímicos e está presente em mais de 85% de bens de uso comum do nosso dia a dia, explicou.

A dinâmica dos interesses envolvidos pode ser compreendida, ainda, como disse Siqueira, observando o "ranking” mundial das reservas provadas de petróleo, onde o Brasil passou do 14º para o sexto lugar a partir da descoberta do pré-sal com 117 bilhões de barris de petróleo equivalente, ficando atrás apenas, na ordem, da Venezuela (296 bilhões), Arábia Saudita (275 bi), Irã (145 bi), Canadá (140 bi) e Iraque (125 bi). “Podemos verificar que os países mais desenvolvidos têm pouco dessas reservas, como os Estados Unidos com 30 bilhões de barris.”


Quadro apresentado por Siqueira lista os maiores produtores de petróleo no mundo.

Para ele, a sociedade brasileira precisa entender o que está em jogo sob pena de comprometer o futuro do País. Ele exemplificou, citando o caso da Noruega que, até a década de 1970, era o segundo país mais pobre da Europa. Mas, a partir da descoberta de petróleo no Mar do Norte, o governo norueguês criou a Statoil e se tornou o país mais desenvolvido do mundo, com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos últimos cinco anos. “E ainda tem uma reserva de oito bilhões de barris, um fundo soberano de 900 bilhões de euros para manter a qualidade de vida da população quando  acabar o petróleo”, apresentou o vice da Aepet. Por outro lado, prosseguiu, os países que entregaram seu petróleo para multinacionais estão na miséria, são os casos de Gabão, Nigéria, Angola, Iraque e outros. Siqueira advertiu que o Brasil pode tomar o caminho do segundo grupo se não preservar a Petrobras, o modelo de partilha na exploração do pré-sal, não investir em educação e na indústria nacional com a política de conteúdo local. Para tanto, entre outras ações, ele defende a participação da sociedade nas definições das políticas para exploração do petróleo.

Siqueira classifica como absurdo vender ativos que são grandes geradores de fluxo de caixa para a companhia, como vem fazendo o atual presidente da empresa Pedro Parente, assim como vender campos já descobertos com alta perspectiva de  geração de lucro.

Falso rombo
O engenheiro da Petrobras também discorreu sobre o que ele definiu como “o falso rombo da Petrobrás de R$ 34,5 bilhões”. E apresentou: “Em 2015, o lucro bruto da Petrobras foi de R$ 98,5 bilhões; o lucro líquido foi de 13,5 bilhões; a auditora americana PWC obrigou a companhia a fazer um impairment – baixa contábil - de R$ 49 bilhões transformando o lucro em rombo virtual e falso.” O objetivo, criticou, é “enganar os brasileiros de que a empresa não tem condições de explorar e produzir o pré-sal”. E vaticinou: “Querem entregar o nosso petróleo para as empresas mais corruptas e corruptoras do mundo, que subornam, matam e depõem governos. E provocam todas as guerras mundiais. É o famigerado cartel do petróleo.” E exortou: “Vamos nos transformar em um país rico, desenvolvido e pujante, seguindo o exemplo da Noruega que administrou o seu próprio petróleo.”

Conteúdo local
O delegado da Aepet em São Paulo, Francisco Gonçalves e Souza, iniciou sua exposição afirmando que a Petrobras, ou a diretoria atual da companhia, está entregando seu patrimônio a preços aviltados. Ele abordou a degeneração da política de conteúdo nacional, fazendo um histórico das diversas políticas implantadas no setor até os dias atuais. Em 1997, informou, a Lei n º 9.478 criou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE). Dois anos depois, prosseguiu, foi realizada a primeira rodada de licitações para concessão de blocos exploratórios, quando a ANP estabeleceu requisitos mínimos de conteúdo local em seus contratos de concessão com as operadoras vencedoras, para investimentos realizados nas fases de exploração e desenvolvimento da produção. Outro reforço dessa política, apresentou Souza, foi a instituição, em 2003, do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). No ano seguinte, foi criada a cartilha do programa, estabelecendo metodologia de cálculo do conteúdo local de bens, sistemas, subsistemas e serviços relacionados ao setor e busca identificar a origem de fabricação dos componentes que compõem cada equipamento. Por isso, na sétima rodada de licitação de blocos exploratórios, em 2005, a cartilha tornou-se metodologia oficial para a aferição do conteúdo local, virando, inclusive, um anexo do contrato de concessão.

Ele apresentou uma planilha com uma linha do tempo entre 2013 e 2017 da utilização do conteúdo local na aquisição de bens e serviços relacionados às diversas fases da exploração de petróleo. Por exemplo, se em 2013, na primeira rodada de partilha, na exploração o percentual era de 37%; no Teste de Longa Duração (TLD), 15%; no desenvolvimento da produção até 2021 era de 55% e até 2022, de 59%; já em 2017, na 14ª rodada de concessão, no mar, esse percentual cai para 18% na exploração; para 25% na construção do poço; na coleta e escoamento para 40% e na unidade estacionária de produção (UEP) para 25%. “Vemos uma queda significativa na utilização dos nossos conteúdos pela Petrobras.”

Planilha mostra "trajetória" da política de conteúdo local no setor de petróleo.

 Outra questão abordada por Souza foi o da construção e modernização de plataformas, criticando que muitas delas acabaram sendo construídas principalmente na China, prejudicando a indústria naval do País, e algumas delas estão com as obras paralisadas, como nos casos dos equipamentos que estão em estaleiros nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O delegado da Aepet expôs algumas conclusões sobre a situação, argumentando que a lógica do conteúdo local foi desvirtuada; a legislação retrocede criando ambiente desfavorável; a engenharia nacional destruída; o desemprego se agrava, atingindo a ordem de 400 mil diretos; contratos de grande porte licitados com empresas estrangeiras. Por isso, para ele, a política do conteúdo local não é o único problema. “O processo está corrompido em sete eixos, no Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), no projeto, no contrato-qualidade, no planejamento e controle, no ambiente, no suprimento e no próprio conteúdo nacional”, segundo ele.

Para fazer frente ao descalabro atual envolvendo a política energética brasileira, no que tange à Petrobras, ele propõe, dentro da linha já apontada pelo Movimento Engenharia Unida, a aglutinação de forças em torno de um manifesto pela reestruturação da engenharia nacional e ainda a criação de um foro nacional integrando as instituições da área; a rediscussão da política de conteúdo local e propor alternativas; contratos menores de modo a permitir a participação de empresas de médio porte; e trocar a lógica “cartorial” por “processo produtivo”.

Lavagem cerebral
Último palestrante do dia, o professor Ildo Sauer, do Instituo de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEA-USP), afirmou que “estão fazendo uma imensa lavagem cerebral na sociedade brasileira” com relação à importância da petrolífera, com isso, acrescentou, estão destruindo a esperança de um futuro melhor para o País. Destacando que viveu a empresa por dentro, já que foi diretor executivo de 2003 a 2007, apresentou o que ele considerou como políticas de sucesso. Ele explicou: “A ideia de mudar a estratégia da Petrobras, que levou à descoberta do pré-sal, tem a ver com uma concepção de mundo, em compreender o papel das várias fontes de energia ao longo da história da humanidade, e como o petróleo assumiu a hegemonia energética e a enorme disputa pelos benefícios econômicos que ele permite.” E continuou: “Tal plano estratégico previa três pilares: ênfase em exploração e produção de petróleo, usando a capacitação que a Petrobras tinha construído nos seus 50 anos até então; valorização do gás natural; e, por fim, se no seu cinquentenário, comemorado em 2003, a petrolífera conquistou autossuficiência, mesmo que efêmera, no centenário, em 2053, com pouco ou sem petróleo, a prioridade é desenvolver e enfatizar fontes renováveis, porque elas serão o futuro.”

Para Sauer, o Brasil não pode desperdiçar o papel da Petrobras e do pré-sal na disputa geopolítica em escala global. Ao mesmo tempo, ele salientou que a sociedade precisa entender o valor da produção na estruturação sólida de uma economia. Por isso, critica os últimos governos por não terem sido capazes de organizar a produção, “o que não se faz sem a engenharia”. E apontou: “O Brasil só vai sair da situação em que se encontra se a engenharia ocupar o seu o papel em todas as suas dimensões, desde a concepção, o planejamento, a execução de obras, a construção dos sistemas, o gerenciamento, a operação e até o descondicionamento, quanto chega ao final da vida útil.”

De acordo com o ex-diretor da petrolífera, o que se vê hoje no País é a destruição de toda a sua base produtiva, “e no centro desse desastre todo está a desvalorização da Petrobras, alguns colocando que a empresa é um lixo. Um crime sem dúvida nenhuma o que fazem com ela. A Petrobras precisa ser defendida, ela pode garantir um futuro soberano e digno para o País”.


Murilo Pinheiro, na tribuna, conclama unidade para enfrentar problemas econômicos do País.
 

Participaram da mesa de abertura do seminário, o economista Carlos Alberto Laurito, do departamento de Relações Institucionais do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), que asseverou a necessidade de se separar o “CPF do CNPJ”, referindo-se que a punição deve cair em cima da pessoa física e não das empresas, que hoje “sofrem um bombardeiro por conta desses problemas”. E lamentou a retração percebida no setor da construção pesada, nos últimos anos, que reduziu o seu efetivo de 125 mil empregados para cerca de 80 mil atualmente. O diagnóstico foi reforçado pelo vice-presidente de Relações Capital-Trabalho e Responsabilidade Social do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Haruo Ishikawa. O dirigente também disse que o setor vem encolhendo no País. “Estamos voltando ao patamar de 2008. Em 2014, tínhamos mais de três milhões de empregados, hoje somos pouco mais de dois milhões e com previsão de perda de mais 200 mil empregos até o final deste ano.” Por isso, ele entende a necessidade de as forças produtivas e os profissionais de engenharia estar unidos e apresentando saídas. “A nossa engenharia é uma das melhores do mundo e vai conseguir salvar o País.” Já Arthur de Almeida Junior, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), mostrou como a crise se abate sobre o setor, informando que a indústria do segmento alcançava um orçamento anual de mais de R$ 170 milhões, caindo, atualmente para R$ 80 milhões. Apesar das dificuldades, Almeida Junior se diz confiante na superação dos problemas, para tanto, usa a própria lógica da engenharia: “Vamos transformar esses problemas em solução, usando nossa convergência.” Ainda na mesma linha, João Alberto Viol, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), também traçou um quadro negativo do setor, informando que 25 mil profissionais foram dispensados no ano passado. Ele informou, também, que, nos últimos cinco anos, várias empresas de consultoria foram compradas por estrangeiros, principalmente na área de certificação. “As nossas empresas não têm mais atividade preponderante de projeto”, lamentou. Todavia, Viol acredita na força da unidade das entidades representativas do setor como forma de viabilizar propostas para que o Brasil retome o crescimento econômico.

>> Material apresentado no seminário:
* Fernando Siqueira
* Francisco Gonçalves
* Ildo Sauer - artigo 1 e artigo 2

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

O SEESP e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) realizaram, na manhã de quarta-feira (9/9), na Capital paulista, um debate inicial sobre a situação atual do País com relação às denúncias de corrupção, a paralisação de grandes obras de infraestrutura e o exercício profissional dos engenheiros. Para o presidente das duas entidades, Murilo Celso de Campos Pinheiro, a categoria tem a obrigação de tratar os temas de forma democrática e ampla. “Temos a responsabilidade, inclusive, de apresentar propostas concretas numa contribuição apartidária, mas política”, destacou o dirigente, informando, ao final da reunião, que novos encontros serão realizados com o mesmo propósito, mas com o compromisso de apresentação de sugestões para a elaboração de um projeto da engenharia para as boas práticas no setor.


Fotos: Beatriz Arruda
Murilo 09SET2015 editada 
Murilo, presidente do SEESP e da FNE, convoca categoria para discutir
propostas em defesa da engenharia e do desenvolvimento do País 


O encontro contou com as análises do engenheiro Frederico Bussinger, ex-presidente do Conselho Nacional de Engenharia e Agronomia (Confea) e hoje prestando consultoria na área de infraestrutura, do professor de Engenharia de Projetos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcelo Zuffo, e do consultor sindical João Guilherme Vargas Netto. Para Bussinger, as dimensões legal, econômica, política e mesmo moral da corrupção "têm sido objeto de intenso debate que, certamente, balizarão a governabilidade, a democracia e a própria nação no futuro próximo".

Bussinger 09SET2015 editadaEle [foto ao lado] observa que em análises e informações ainda incipientes, sem o rigor da pesquisa científica, mas importantes para passar “o Brasil a limpo”, devem ser esquadrinhas questões relativas ao exercício profissional em instituições públicas e privadas. “É de se imaginar que a própria engenharia tenha sido vitimizada em todo esse processo.” E prossegue: “Prioridades devem ter sido alteradas, necessidades forjadas, hierarquias desrespeitadas, cargos preenchidos não por competência profissional.” Para ele, a “boa técnica” e as “boas práticas” da área devem ser defendidas mesmo que esbarrem nas “regras do jogo”.

Já para o consultor sindical é importante definir bem por quais crises o Brasil passa. Para ele, vivemos a instabilidade política e econômica, mas não a social ainda. Sob a perspectiva da engenharia, Netto defende que a “grande pista” para tratar a questão é discutir os elementos da ineficiência no setor e como superá-los. “Corrupção é uma coisa, ineficiência é outra”, esclarece. Nessa perspectiva, ele observa que “o que destruiu o País foi a mentalidade de que não se pode projetar, não se pode ter empresa pública e que apenas a empresa privada deve organizar, porque ela é submissa à anarquia do mercado”. E questiona: “Por que a nossa engenharia de projetos foi desqualificada?”

Novo ordenamento moral
Zuffo 09SET2015 editadaPara o professor da USP [foto ao lado], é difícil aceitar o nível de corrupção que enfrentamos hoje. “Sabe-se que em grandes obras de engenharia isso é clássico. Os grandes dirigentes nazistas se enriqueceram com a corrupção, assim como as grandes corporações norte-americanas, na década de 1930, e outras nos anos 1970 também.” Ele avalia que, com a forte aceleração econômica por que passou o País nos últimos anos, as corporações nacionais de engenharia começaram a trabalhar com grandes cifras. “Eu acredito que o Brasil deve enfrentar essa discussão o mais urgente possível. Não podemos pensar no futuro da engenharia sem levar em conta um novo ordenamento moral para gerações de profissionais que vão vir. Falo como professor, que nunca precisou aprender ética na escola de engenharia.”

Segundo ele, a empresa estadunidense Boeing (de desenvolvimento aeroespacial e de defesa) tem em seu código de ética, como primeira cláusula, a orientação de que “não aceitarás e não propiciarás nenhuma forma de propina”. Ele explica que isso só foi possível porque a empresa incorreu em falhas éticas graves e teve de se autodenunciar para garantir sua sobrevivência. “Empresas de outros países fizeram o seu próprio ajuste para não falir.”

Ao final, todos os palestrantes enalteceram a iniciativa do SEESP e da FNE de abrir o debate, classificado por Zuffo como corajoso. Para ele, “não podemos ficar apenas na retórica, temos uma categoria que precisa ser reforçada em todos os seus valores profissionais e éticos”.



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP










 

Na segunda-feira (17/8) à noite, aconteceu, no Rio de Janeiro, o ato "Pela engenharia, a favor do Brasil", convocado pelo Clube de Engenharia. O evento contou com a participação de representantes de inúmeras entidades de engenharia, inclusive Murilo Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do SEESP.


Foto: Imprensa SEESP
ato clube da engenharia



Na opinião do dirigente, "é fundamental que as entidades que congregam profissionais e empresas de engenharia atuem unidas em defesa do desenvolvimento nacional".

Durante o evento, mais de 100 entidades e associações de engenharia, arquitetura, indústria, agricultura e profissionais lançaram o manifesto "Pela Engenharia, a favor do Brasil", destacando a importância da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, mas alertando para os efeitos negativos do processo.

O movimento pede, principalmente, proteção aos empregos, à Petrobras e ao desenvolvimento brasileiro. Dirigentes presentes criticaram o ataque a estatais e à soberania nacional.

"A Operação Lava Jato, a qual aplaudimos e não ousamos criticar, trouxe prejuízos a milhares de engenheiros e demais empregados do setor, que estão sendo demitidos. É a estancada do desenvolvimento e do progresso do país, e de sua maior empresa, a Petrobras", destacou o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian.

Raymundo de Oliveira, ex-deputado e ex-presidente do Clube de Engenharia, fez críticas a cobertura realizada pela grande mídia sobre a reputação da Petrobras: "Hoje, a Petrobras produziu 2,750 milhões barris de petróleo, 750 mil do pré-sal, vocês viram isso em alguma rede de comunicação?", questionou. "A Petrobras sempre foi alvo. Eles estão aproveitando este momento para fazer o que nunca tinham conseguido, que é tentar destruir a soberania."

Confira o manifesto, na íntegra:

Pela Engenharia, a Favor do Brasil

As entidades nacionais abaixo relacionadas, representativas de todos os setores da engenharia brasileira, irmanadas às da indústria, da agricultura, do comércio e do transporte, vêm externar seu irrestrito apoio ao movimento de combate à corrupção em curso, mal que vem corroendo os alicerces da república.

Entretanto, alertam a nação, e manifestam sua grande preocupação com o gravíssimo efeito colateral que já se observa, tal seja a crescente paralisação de obras de infraestrutura estratégicas para o país, o desemprego de profissionais capacitados, a desorganização da construção pesada, a fragilização de importantes empresas como a Petrobrás e a Eletronuclear. Essa situação tem reflexos perversos em toda a cadeia produtiva das indústrias de equipamentos e bens de capital e também em milhares de pequenos e médios fornecedores. Sobretudo, afeta a normal implementação de programas estratégicos para a Defesa Nacional e acarreta enorme retrocesso na geração de empregos para profissionais e trabalhadores de todos os níveis e profissões.

O Brasil é um País por construir. Não podemos prescindir da capacidade gerencial e do acervo tecnológico acumulado nos últimos 60 anos pelas empresas brasileiras de construção pesada, de montagens e de engenharia consultiva, sob pena de colocar a perder o patrimônio que diferencia a engenharia brasileira e a destaca em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo.

A apuração de responsabilidades dos investigados pela Operação Lava Jato, respeitado o devido processo legal, é saudável e necessária.  Dela resultará o fortalecimento das nossas instituições democráticas e a melhoria das condições de governança das empresas e dos órgãos públicos. Há, entretanto, de se preservar as empresas, os projetos estratégicos, os empregos e o conhecimento técnico-científico,elementos indispensáveis à construção do Brasil.

Paralelamente, nada justifica a interrupção dos principais investimentos da Petrobrás em diversos Estados do País. Seus efeitos já se fazem sentir: fechamento de empresas e de vagas qualificadas de engenheiros, técnicos e demais trabalhadores e perda da capacidade de gerar conhecimento, repercutindo até nas universidades, além da desvalorização dos investimentos realizados e do desgaste e elevação subsequentedo custo de obras paralisadas, algumas em estágio final de construção.

É urgente resgatar a confiança e a credibilidade da engenharia, assim como o respeito à Petrobrás e aos seus profissionais, pois delas depende o desenvolvimento do país. Não podemos colocar em riscoconquistas sedimentadas ao longo de décadas.

Diante deste quadro, esperamos, e cobramos, das autoridades constituídas as providências necessárias para que a engenharia possa continuar a desempenhar o seu principal papel, o de construir o Brasil.

Rio de Janeiro, 17 de agosto de 2015


Imprensa SEESP
Com informações de agências












Tenho me batido há algum tempo contra esta visão equivocada de que há um apagão de talentos ou um apagão de mão de obra no Brasil. Nós temos, isto sim, um processo de reconstrução de uma comunidade de engenharia que foi desmantelada nos anos 80 e 90.

Há alguns dias, tive a chance de participar de uma mesa-redonda promovida pelo Programa de Engenharia Química (PEQ) da COPPE-UFRJ. Esta mesa-redonda reuniu ex-alunos do PEQ e foi organizada como parte das comemorações pelos 50 anos do PEQ e da própria COPPE.

Um dos assuntos discutidos foi justamente o da colocação no mercado dos egressos da COPPE e, mais especificamente, do Programa de Engenharia Química. O PEQ tem hoje algumas dezenas de alunos de Mestrado e de Doutorado e que estão tendo a chance de se envolver em problemas de altíssimo conteúdo tecnológico. Exatamente neste ambiente, que teria tudo para ser uma fábrica de talentos para suprir qualquer gap de mão de obra na área da engenharia química, existe um clima de dúvida entre muitos dos alunos. Muitos ainda têm dúvida se realmente valeu à pena investir tanto na carreira técnica e se eles realmente vão conseguir colocações no mercado que sejam compatíveis com o nível de conhecimento que adquiriram ao longo de uma década dentro da universidade.

O que o nosso mercado de trabalho tem para oferecer para estas pessoas? Bem, por uma evidência empírica, a dúvida procede. Pode ser até que haja demanda para estas pessoas, mas, neste caso, alguma coisa está faltando na conexão entre estas demandas e a oferta destas pessoas altamente qualificadas.

Tenho certeza que, como na COPPE (que fica a poucos metros do Cenpes e do Parque Tecnológico onde estão sendo instalados os centros de tecnologia de várias empresas multinacionais), questionamentos semelhantes existem em outros centros de excelência Brasil afora. Lembro-me, pelo menos, de ter ouvido exatamente o mesmo questionamento na Universidade Federal de São Carlos e na Universidade Federal de Campina Grande.

Explorando um pouco mais a situação da graduação e deixando um pouco de lado a pós-graduação, eu tenho a facilidade de acompanhar um caso bem interessante que é o do IME (Instituto Militar de Engenharia). Eu me formei por lá e sempre acompanho os brilhantes resultados que todos os cursos de engenharia costumam ter nos exames de avaliação do ensino superior no país. Mas fico sempre perplexo com o alto percentual de alunos do IME que acabam optando por carreiras fora da engenharia.

Mesmo tendo tido um ensino de excelência e mesmo sendo, em muitos casos, alunos que se acostumaram a participar e a conquistar títulos em Olimpíadas Nacionais e Internacionais de Matemática, Física, Química e até Astronomia, muitos alunos do IME acabam optando por carreiras no mercado financeiro.

É preciso entender o que está por trás da decisão destes alunos. A questão salarial já foi problema um dia, mas acho que este não é mais o caso. De certa forma, os salários de engenheiros subiram consideravelmente e, hoje, a carreira não teria problemas de atratividade neste aspecto.

Mas tenho para mim que muitos alunos ainda sentem uma grande insegurança de trilhar uma carreira mais técnica em um país que ainda não está adequadamente estruturado para valorizar o talento técnico. Pensando no longo prazo, opções no serviço público, no mercado financeiro e no mercado de consultoria (os três maiores competidores da engenharia no caso do IME) oferecem uma clareza maior e uma valorização mais perceptível.

A própria incerteza que estamos vivendo neste momento no mercado de óleo e gás contribui muito negativamente para a formação de opinião destes talentosos jovens que poderiam fazer a opção pela carreira de engenharia.

Na visão deles (e de todos nós), passamos por duas décadas terríveis, conseguimos nos reerguer na segunda metade dos anos 2000-2010, mas já estamos novamente enfrentando um momento de dúvidas e incertezas. E, se esta insegurança é aplicável ao presente e ao curto prazo, o que dirá do médio e do longo prazo, quando já tiver passado, por exemplo, a grande oportunidade representada pelas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Em resumo, o processo de reconstrução da engenharia nacional está sendo levado adiante. Muita coisa foi feita, erros foram cometidos, mas acho que o balanço tem sido positivo até aqui. O apagão de mão-de-obra e a falta de engenheiros é muitas vezes apontada como um grande gargalo para todo este processo, mas, a rigor, esta formação de recursos humanos é justamente a essência de todo o processo que está acontecendo.

E cenários como este que observamos em centros de excelência como a COPPE e o IME são, no mínimo, inquietantes. E eles devem nos fazer pensar. Pensar e agir.

Cabe ao mercado e às empresas uma fatia do dever de casa neste processo de reconstrução. A importação de profissionais feita com bom senso e com um pano de fundo de formação de talentos brasileiros pode ser muito benéfica para todos. Mas focar apenas no problema de curto prazo e adotar soluções simplistas que só são viáveis em função da crise internacional (e, em especial, na Europa) é a receita certa para jogarmos fora a grande oportunidade que o Brasil tem hoje pela frente.


* por Luiz Eduardo Rubião, presidente da Radix – Engenharia e Software

 

Imprensa – SEESP




Os megaeventos programados para ocorrer no Brasil em 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Jogos Olímpicos) servirão para dar novo impulso à engenharia brasileira, principalmente no incremento de novas tecnologias aos canteiros de obras e aos processos de industrialização do concreto. A opinião é do professor titular da Poli-USP (Universidade de São Paulo), Fernando Rebouças Stucchi, que no 6º Concrete Show South America, realizado de 29 a 31 de agosto de 2012, em São Paulo, participou do seminário da ABCIC (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto).

Stucchi palestrou sobre o tema “Arena multiuso para a Copa 2014 no Brasil e a importância da industrialização em concreto para a engenharia estrutural”. Para ele, a construção de novos estádios no país está permitindo que sejam abertas janelas para a inovação, retirando a engenharia brasileira de uma inércia de três décadas. “Há trinta anos, o Brasil detinha mais conceitos inovadores e estava mais próximo da engenharia praticada nos Estados Unidos e na Europa do que agora. A crise causada pela hiperinflação (anos 1980 e 1990) fez com que o país não investisse nada em construção e ocorresse um atraso”, lamenta.

O professor da USP cita que as construtoras deixaram de adquirir equipamentos de ponta, causando déficit tecnológico na engenharia nacional. “Hoje faltam guindastes pesados, Shield para fazer túnel de metrô, hidrofresa para escavação de parede diafragma, enfim, vários equipamentos. Da mesma forma, o Brasil deixou de trabalhar com concretos mais evoluídos, como os de alta resistência e os que contêm fibras, que só agora começam a ser utilizados em obras nacionais. Então, diria que a Copa não vai fazer milagres, mas está permitindo abrir janelas para a engenharia brasileira”, assegurou.

A tecnologia do pré-moldado é a que tende a se beneficiar mais das obras para receber o mundial da Fifa, em 2014. Há inovações sendo agregadas às construções dos estádios que provavelmente irão se disseminar para outros tipos de empreendimentos. As arenas de Cuiabá, do Grêmio de Porto Alegre, de Recife, de Salvador e de São Paulo agregaram muitas inovações. Mas a que está na frente, segundo Stucchi, é a de São Paulo. “Há técnicas maravilhosas de acabamento. Uma delas é uma empena enorme no setor leste do estádio. O pessoal simplesmente deu uma lixada nas juntas e parece que está estucada. Além disso, a obra tem balanços pré-moldados de seis metros que foram fixados com parafuso e uma grande quantidade de peças pesadas que nunca foram usadas antes em obras como esta”, afirma o especialista.

No entanto, ao mesmo tempo em que serve de alavanca para a inovação, a Copa também expõe a carência da área do pré-moldado em algumas regiões do país. “Em Recife, as peças estão sendo moldadas in loco. Por quê? A única fábrica capaz de atender projetos desta envergadura no Nordeste já estava comprometida com a arena Salvador e Recife, então, não usufruiu do pré-moldado. Isso mostra que o Brasil ainda não tem a quantidade de fábricas de pré-moldados que deveria ter”, ressalta Stucchi, destacando ainda que outro empecilho está na formação de profissionais. “Para formar bons engenheiros que saibam construir com pré-moldado é preciso, no mínimo, uns dez anos. Já para formar técnico de nível médio, talvez uns cinco anos. Precisamos recuperar esse terreno perdido”, finaliza.

 

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Informação do site Massa Cinzenta – por Altair Santos



O programa JE (Jornal do Engenheiro), na TV, desta semana, fala sobre a engenharia brasileira no exterior com João Del Nero, da Figueiredo Ferraz - Consultoria e Engenharia de Projeto S.A. e membro do Conselho Tecnológico do SEESP. No quadro “No Ponto”, o presidente do Sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, fala sobre a grande conquista, na área de segurança, para quem trabalha em altura, da NR (Norma Regulamentadora) 35, publicada neste ano, e que começou a ser discutida a partir da movimentação da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros). A reportagem especial traz um balanço das campanhas salariais dos engenheiros, entre os meses de janeiro e julho deste ano.

O JE é transmitido para mais de 40 cidades do Estado de São Paulo em dias e horários diversos. Veja aqui a grade da programação. E às segundas-feiras, às 23h30, é transmitido para a Capital paulista pela TV Aberta SP, nos canais 9 (Net), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital), e no mesmo dia e horário pela internet neste link.

 

Rosângela Ribeiro Gil
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