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09/11/2012

Pipas movimentam gerador eólico sobre trilhos

Desde que as pipas começaram a ser testadas para ajudar a impulsionar navios, algumas combinações bem estranhas passaram a ser vistas com mais naturalidade pelos engenheiros. A última ideia é combinar pipas e trens para criar uma nova forma de aproveitar a energia eólica. O princípio é o mesmo dos esportes aquáticos, em que o surfista usa uma espécie de paraquedas para impulsionar sua prancha.

No gerador a pipa, a energia cinética da pipa será convertida em eletricidade por um gerador móvel, girando continuamente em um circuito fechado de trilhos.

Gerador
O conceito está sendo testado em um projeto-piloto no Instituto de Engenharia Industrial e Automação, em Stuttgart, na Alemanha. Segundo ele, um gerador sobre trilhos, acionado por uma pipa, tem duas vantagens importantes em relação às atuais turbinas eólicas. A primeira é que o sistema é mais barato, mais simples de construir e instalar, e mais fácil de manter. Mas a principal é que as pipas podem aproveitar os ventos de altitude, muito mais fortes do que os ventos superficiais que impulsionam as turbinas eólicas.

A uma altitude de 10 metros, a probabilidade de que os ventos alcancem 5 metros por segundo (m/s) é de 35%. A 500 metros, a altitude em que as pipas deverão voar, chance sobre para 70%. Mas o ganho em energia é muito maior.

Circuito fechado
O piloto do sistema usa uma linha linear de trilhos de 400 metros, mas o projeto final prevê um circuito em loop, onde o gerador possa funcionar continuamente, controlado por computador - o piloto usa um sistema de controle remoto.

Um sistema de sensores horizontais e verticais e um sensor de força, localizados em cada cabo de ancoragem das pipas, garante um controle preciso das pipas conforme elas seguem um voo em formato de oito ou de onda senoidal.

Esse padrão de voo gera um empuxo de até 10 kilonewtons por pipa, o que significa que uma pipa de 20 metros quadrados tem a capacidade para puxar 1 tonelada.

O projeto já conseguiu a parceria de investidores privados, que financiarão a construção do primeiro sistema completo, já com os trilhos em circuito fechado e o controle automatizado.

 

Imprensa – SEESP
Notícia do site Inovação Tecnológica



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