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20/09/2012

“A saída de São Paulo é metrô”, defende candidato do PSOL

Em debate nesta quinta-feira (20/9), no SEESP, o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, deputado estadual licenciado Carlos Giannazi, disse que a saída para a falta de mobilidade urbana na cidade paulistana é investir na construção de mais linhas de metrô. Para isso, defende que a administração municipal utilize recursos do orçamento, fazendo, inclusive, parceria com o governo federal para que a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) construa mais quilômetros do modal de alta capacidade, a exemplo do que a empresa fez nas cidades do Recife (PE), de Belo Horizonte (MG) e de Porto Alegre (RS). Lembrou, ainda, que o Metrô, em 1974, era uma empresa municipal, que depois passou para o Governo do Estado.

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Giannazi começou a sua participação no ciclo “A engenharia e a cidade” exibindo um vídeo com a sua trajetória de militância social e política, iniciada em 1998 ainda como diretor de escola municipal. Ele fez uma campanha para que um prédio abandonado do INSS, na Capital paulista, fosse utilizado para receber uma escola de educação infantil. O documentário, que ainda mostrou a sua expulsão do PT, terminou já nos tempos atuais, quando cumpre o segundo mandato na Assembleia Legislativa pelo PSOL.

O candidato fez severas críticas aos demais postulantes à Prefeitura de São Paulo, dizendo que eles não têm compromisso com uma política participativa e democrática. Frisou que o seu partido, sim, é defensor de uma nova política em que a sociedade participe ativamente dos rumos da administração municipal. Com isso, ele acredita que reduzirá a corrupção e a ação de máfias setoriais impondo seus projetos e interesses em detrimento da população. “Essas ‘máfias’ drenam o orçamento público”, advertiu.

Entre algumas das propostas apresentadas, está a mudança na Lei Orgânica do Município para destinar 31% do orçamento para a educação – hoje são utilizados 25%. “São quase R$ 800 milhões que a cidade perde nessa área. Esse dinheiro poderia quase que zerar o déficit na educação infantil, acabar com a superlotação das salas de aula e valorizar os servidores do setor.”

À pergunta do vice-presidente do SEESP, João Carlos Gonçalves Bibbo, sobre se o candidato aplicaria aos profissionais da Prefeitura a Lei 4.950-A/66, que estabelece o piso dos engenheiros em nove salários mínimos para jornada diária de oito horas, a resposta foi afirmativa. Giannazi assegurou ainda o pagamento de uma dívida acumulada desde o governo do ex-prefeito Paulo Maluf, em 1995, que não aplicou reajuste salarial de 25,32% ao funcionalismo público.

O presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, agradeceu a participação de Giannazi, ressaltando sua luta em defesa da educação, e entregou um exemplar do projeto “Cresce Brasil – Região Metropolitana de São Paulo”. O candidato parabenizou a iniciativa do SEESP em convidar todos os prefeituráveis para debate. “O sindicato dá uma aula de democracia”, ressaltou.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



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