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28/10/2020

Diretor do SEESP aponta importância da extensão da linha 11-Coral a Mogi das Cruzes

Comunicação SEESP*

 

GallegoFoto: Reprodução O Diário / Fábio Aguiar. Em reportagem do jornal O Diário, de Mogi das Cruzes, edição de 24 de outubro, o presidente da Delegacia Sindical do SEESP no Alto Tietê, Mário Edison Picchi Gallego, defendeu a extensão da linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para atender o distrito de César Souza e região central de Mogi, demanda reivindicada pela população local há 12 anos.

 

O percurso diário entre os dois pontos, comum para muitos mogianos e que hoje demanda até mais de meia hora em horários de pico, poderia ser feito em menos de dez minutos com a circulação dos trens de subúrbio até o distrito.

 

“Não se consegue fazer isso de carro em nenhuma hora do dia. Para cruzar toda a cidade de trem de lá até Jundiapeba seriam 20 minutos. César é uma região que cresceu muito nos últimos anos, e essa demanda por opções de transporte também aumentou, por isso a importância do trem, que, além de ser um meio de locomoção acessível e rápido, contribui para reduzir o número de veículos nas ruas, melhorando o trânsito”, atestou o presidente da delegacia do SEESP, que atuou na antiga Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e na CPTM.

 

O engenheiro explicou que, para viabilizar a operação dos trens da CPTM até César de Souza, seria necessário duplicar a atual linha férrea existente, que liga a estação Estudantes ao distrito, e hoje é utilizada para transporte de carga pela MRS Logística.

 

“Também são necessários investimentos na sinalização, construção da linha aérea e eletrificação, além de uma ponte mais larga sobre o Rio Tietê, porque pela atual só há espaço para uma linha. Mas a grande demanda de passageiros justifica esse trabalho da CPTM”, detalhou à reportagem Gallego, que trabalhou na inauguração da estação Estudantes, em 1976, ainda com linha simples. “Acompanhei toda a fase de eletrificação de Mogi até lá e a duplicação foi feita depois, em 1984, oferecendo maior viabilidade de tráfego”, lembrou.

 

Na sua avaliação, o investimento na linha férrea de César de Souza também resultaria em valorização imobiliária do distrito, servindo ainda de incentivo ao comércio local.

 

“Quando se faz um benefício desse porte são vários os benefícios, porque a demanda por esse tipo de transporte aumenta, os imóveis são valorizados e novos moradores são atraídos para a região devido às facilidades de locomoção. Isso aconteceu quando foi construída a linha 9-Sul, que ladeia o Rio Pinheiros, com a inauguração das estações Berrini, Cidade Jardim, Santo Amaro e Capela do Socorro, no Governo Mário Covas. Na época, aquela região tinha 200 mil habitantes, e hoje são mais de 1 milhão”, enfatizou.

 

Outra vantagem apontada pelo profissional ao O Diário é a economia, já que hoje quem sai do distrito em direção à estação Estudantes paga R$ 4,50 pelo ônibus municipal e mais R$ 4,40 para embarcar no trem. “Na ida e volta, já são R$ 17,80. Se o trem circulasse até César, esse gasto cairia para R$ 8,90”, comparou.

 

Gallego lembrou ainda que, para conseguir embarcar no trem que parte da estação Estudantes às 4h40, por exemplo, os moradores de César de Souza precisam sair de casa às quatro horas, o que não seria necessário se a composição partisse do distrito. “Haveria economia de tempo”, reforçou.

 

Confira a reportagem completa clicando aqui ou baixe o jornal em pdf clicando aqui.

 

 

*Com informações do O Diário, de Mogi das Cruzes.

 

 

 

 

 

 

 

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