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12/03/2018

Mulheres correspondem a 20% dos estudantes de graduação na Poli-USP

Do Jornal da USP*

Como divulgamos no dia 8 último, a professora Liedi Légi Bariani Bernucci foi designada como nova diretora da Escola Politécnica (Poli) da USP. É a primeira vez que uma mulher ocupa o cargo desde a fundação da unidade, em 1893. Atualmente, as mulheres correspondem a 20% dos estudantes de graduação na Poli – uma diferença significativa em relação aos 5% do ano em que Liedi ingressou. “Os tempos estão mudando”, afirma a nova diretora. “Espero motivar as jovens para que façam engenharia, motivar engenheiras a cursar pós-graduação e ascender em suas carreiras”, completa.

Foto: Assessoria de Comunicação da Poli
(Da esq. p/ dir.) O novo vice-diretor Reinaldo Giudici; a professora Liedi Légi Bariani Bernucci; o reitor Vahan Agopyan;
e o professor José Roberto Piqueira Castilho, na assinatura da designação dos novos dirigentes da Poli.

Com 200 dos 217 votos válidos, Liedi assume a diretoria, ao lado do novo vice-diretor, professor Reinaldo Giudici, a partir desta terça-feira (13/03). O mandato é de quatro anos. “A tradição da Poli é a busca por excelência e nós daremos continuidade a essa história. Eleger uma mulher na diretoria mostra a visão pela modernidade”, afirmou a professora. A solenidade de posse será no dia 21 de março, em cerimônia que será realizada às 19 horas, no Auditório do Centro de Difusão Internacional (CDI), na Cidade Universitária.

Sobre o programa-base para a gestão da Poli para o período de 2018 a 2022, Liedi destaca que há projetos para as três áreas que sustentam a Universidade: ensino, pesquisa e extensão. Um dos projetos que será desenvolvido diz respeito à avaliação dos resultados da nova estrutura curricular implantada na unidade, que abriu disciplinas optativas e deu maior liberdade de escolha para os alunos, inclusive fora da habilitação escolhida. Na pós-graduação, a proposta é melhorar os indicadores dos programas.

Em relação às pesquisas da Poli, o objetivo é buscar mais parcerias e incentivar iniciativas como as da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) – a Poli tem duas unidades credenciadas da organização. A engenheira ressalta ainda a importância da internacionalização, tanto na graduação como na pós-graduação.

Carreira na engenharia
Nascida em 11 de julho de 1958, na cidade de Jarinu, interior de São Paulo, a diretora da Poli sempre estudou em escola pública e ingressou na USP em 1976, no curso de Geologia, mas resolveu prestar novamente vestibular e entrou na Poli em 1977, tendo optado por Engenharia Civil no segundo ano e concluído a graduação em 1981.

“Na graduação da Poli eu descobri o prazer de estudar”, ela costuma dizer quando reflete sobre sua formação. Também nesse período ela passou a se interessar pelas atividades de gestão, quando, em 1980, compôs uma chapa que venceu as eleições do centro acadêmico de Engenharia Civil, o CEC.

Liedi fez mestrado em Engenharia Geotécnica na Poli, concluído em 1987. Parte da pesquisa foi desenvolvida em uma especialização feita no Institut Fuer Grundbau und Bodenmechanik – Eidgenoessische Technische Hochschule Zürich (ETHZ), na Suíça, onde permaneceu de 1984 a 1986. Na mesma instituição, fez também um doutorado sanduíche. Esse período foi fundamental para sua formação, já que a ETHZ é considerada a Escola Politécnica-Mãe, um modelo para a constituição da Poli. Finalizou seu doutorado em Engenharia de Transportes pela USP em 1995, sob orientação do professor Franco Balduzzi, da ETHZ, e coorientada pelo professor Jorge Pimentel Cintra, da Poli.

Em 1986, tornou-se professora da USP, depois de um convite do professor Antonio Galvão Novaes, então chefe do Departamento de Engenharia de Transportes da Poli. Ela realizou sua Livre-Docência em 2001, cujo título é “Desenvolvimentos e Aprimoramentos de Tecnologia de Utilização de Solos Tropicais e de Misturas Asfálticas em Pavimentação”. Em 2006, foi nomeada professora titular da Escola Politécnica, atingindo o título máximo, que representa o topo da carreira docente, aos 48 anos.

Reformulou e introduziu disciplinas na graduação e na pós-graduação e recebeu dezenas de prêmios em razão de seus trabalhos publicados em periódicos e congressos nacionais e internacionais. É uma pesquisadora reconhecida, tanto pela academia como pelo setor produtivo, por sua competência na área de infraestrutura de transportes, que engloba estudos sobre vias urbanas, rodovias, aeroportos e ferrovias.

Autora de um livro que é referência para estudantes e profissionais, “Pavimentação Asfáltica: Formação Básica para Engenheiros”, escrito juntamente com Laura M.G. Motta, Jorge A. P. Ceratti e Jorge B. Soares, publicou mais de 160 trabalhos. Docente da Poli há 32 anos, já lecionou para mais de 3.000 alunos de graduação e orientou cerca de 40 alunos de mestrado e doutorado. Coordena e orienta projetos de pesquisa financiados por órgãos de fomento, agências e por empresas públicas e privadas, nacionais e internacionais. Foi coordenadora da Comissão de Asfalto do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustível (IBP). É pesquisadora com conceito Pq 1C do CNPq (Bolsista de Produtividade em Pesquisa nível 1C).

 

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