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17/01/2018

Metroviários podem parar nesta quinta contra privatização

Da CUT-SP

Metrô lutaMetroviários de São Paulo podem entrar em greve nesta quinta-feira (18) contra a privatização de duas linhas do Metrô que estão sendo construídas – a Linha 5 Lilás e a Linha 17 Ouro, o monotrilho. A assembleia que deve confirmar a paralisação será realizada nesta quarta-feira (17), a partir das 18h, na sede do sindicato da categoria, Rua Serra do Japi, 31, no Tatuapé.

O pregão está marcado para o dia 19, às 10h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo, na Rua 15 de Novembro. No mesmo dia, a partir das 9h, os metroviários estarão em frente a Bovespa protestando contra a privatização que, segundo eles, prejudica os metroviários e os usuários. Além disso, a categoria denuncia um suposto jogo de “cartas marcadas” entre o Metrô e o Grupo CCR.

“A terceirização das bilheterias é sinônimo de precarização do trabalho dos metroviários e de queda na qualidade dos serviços prestados à população”, afirma Marcos Freire, diretor Financeiro do sindicato dos metroviários. “O sindicato já avaliou o resultado da terceirização em bilheterias como a da linha 2 Verde – Vila Madalena/Vila Prudente e confirmou o prejuízo aos trabalhadores e aos usuários”.

Segundo o dirigente, um bilheteiro terceirizado ganha, no máximo, R$ 850 reais por mês – isso mesmo, menos do que um salário mínimo. A justificativa das terceirizadas é a de que a jornada de trabalho é de 6 horas -, e têm menos benefícios do que um trabalhador na mesma função contratado diretamente pelo Metrô. O trabalhador com contrato direto ganha entre R$ 1.500/1.600 no inicio da carreira – o teto é de R$ 3.500 -, recebe treinamento adequado e oferece um serviço melhor ao usuário do Metrô.

“Além disso, a privatização prejudica o usuário com aumento de tarifas e os trabalhadores, pois as terceirizadas costumam diminuir o número de metroviários, como é o caso da Linha 4 Amarela – Luz/Butantã, e não oferece treinamento adequado aos terceirizados”, denuncia Marcos.

TRT limita greve
O desembargador Carlos Roberto Husek, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), concedeu liminar à Companhia do Metropolitano limitando, parcialmente, a greve dos metroviário. 80% da frota deverá circular nos chamados horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h). Nos demais, 60%. Ele ficou multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.


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