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11/01/2017

Confederações ampliam resistência em defesa dos direitos trabalhistas

Confederações de 12 categorias profissionais realizaram, no dia 10 de janeiro último, duas grandes reuniões em São Paulo. Pela manhã, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM-Força Sindical) reuniu direção e assessorias. À tarde, o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) promoveu encontro com as confederações, diversas federações e sindicatos. Também participou da atividade o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), Murilo Pinheiro.

Os eventos ocorreram na sede do sindicato dos metalúrgicos da Capital. Além dos dirigentes, participaram técnicos do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O objetivo foi avaliar a conjuntura e definir ações - na base, Congresso Nacional e junto ao governo - em defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários.

Metalúrgicos
Para Miguel Torres, presidente da CNTM, as reuniões reforçam a unidade sindical. “A crise é muito grave e os ataques aos direitos se multiplicam. A unidade do sindicalismo é fundamental para posicionar a classe trabalhadora na discussão das reformas, na resistência às agressões e na articulação das lutas”, comenta. Ele informa que novos encontros, amplos e unitários, devem acontecer nas próximas semanas.

FST
O Fórum Sindical de Trabalhadores é coordenado por Artur Bueno de Camargo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação (CNTA Afins). Ele dirigiu o encontro da tarde. Para o dirigente, o movimento sindical deve combinar resistência e negociação. Mas ele indica que, pra isso, será preciso mobilizar as bases. “Nossa força é a base. É com essa força e legitimidade que devemos negociar com a Câmara, o Senado, o governo e também realizar atos e protestos, em todo o País”, destaca.

Para Camargo, um dos caminhos é tratar com os parlamentares em suas bases. “Falar com eles em Brasília já faz parte dos encaminhamentos. Mas o político sente o peso da pressão quando vê ações organizadas nos locais onde vive seu eleitorado”. O dirigente do FST defende que toda a estrutura sindical se mobilize.

Situação grave
Experiente consultor sindical, João Guilherme Vargas Neto alerta para a gravidade da situação. “A recessão já dura três anos, com indicação de depressão. Nossos adversários se aproveitam disso e do desemprego crescente para atacar direitos e tentar isolar o movimento sindical da sociedade. Querem que sejamos como nos Estados Unidos, onde o sindicalismo foi isolado e perdeu força social ou política. Lá, a sindicalização mal chega a 5%”, diz.


 

Comunicação SEESP
Notícia do boletim Repórter Sindical, da Agência Sindical







 

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