Comunicação SEESP*
Mais de 70 instituições realizarão unificadamente o “Ato e Canto pela Vida” no próximo 26 de abril, a partir das 11h, na Praça Vladimir Herzog (atrás da Câmara Municipal de São Paulo, na Bela Vista/SP).
O evento ocorre pelo terceiro ano consecutivo, como parte das atividades para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho, celebrado anualmente no dia 28 de abril. Integra ainda a programação na praça, sempre no último domingo de cada mês, no já tradicional “Todo mundo tem que falar, cantar e comer!”.

O Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no ano de 2003, em homenagem a 78 mineiros mortos em uma explosão nos Estados Unidos no dia 28 de abril de 1969.
A iniciativa na Praça Vladimir Herzog busca chamar atenção da sociedade para a importância da saúde e segurança do trabalhador e da trabalhadora. Para tanto, será distribuída uma nova versão do manifesto por ocasião da data global, que conta com a adesão do SEESP.
O documento abrange reivindicações como: redução da jornada semanal, sem redução de salário, fim da escala 6x1 e ampliação dos períodos de descanso; fortalecimento das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas), além de outras medidas concretas para eliminação de riscos e promoção da segurança e saúde no trabalho (SST); avançar na proposta de construção de um Programa de Governo em âmbito federal para dar efetiva integração entre os diferentes ministérios na luta pela saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras como política de Estado prioritária; mais participação e controle social dos trabalhadores e usuários nos organismos de governo que tratam das questões relativas à SST; dentre outras.
O ato na praça
Com música e almoço, no sistema “Quem pode, paga, quem não pode, pega”, além da distribuição da nova versão do manifesto, o “Ato e Canto pela Vida” terá espaço para falas sobre Segurança e Saúde no Trabalho e faixas.
No primeiro ano de realização da atividade no local, a Árvore da Vida, obra da artista plástica Laura Huzak Andreato, foi elaborada com a participação do público presente, que colocava a marca de suas mãos para construí-la. Nesta terceira edição, a árvore voltará para a Praça Vladimir Herzog.
A mão símbolo do “Ato e Canto pela Vida” foi produzida pelo artista Elifas Andreato (1946-2022), pai de Laura, quando ele trabalhava em uma fábrica aos 14 anos, para um cartaz indicando “Basta!” aos acidentes de trabalho.
Já na obra de Laura Andreato, as mãos em verde e vermelho simbolizam as folhas da árvore, a vida pulsante, que pode desaparecer por conta dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
*Com informações da Fundacentro (Texto: Cristiane Oliveira Reimberg)






