Comunicação SEESP*
No próximo dia 29 de março, a partir das 11h, a Praça Vladimir Herzog (atrás da Câmara Municipal de São Paulo, no bairro da Bela Vista) abrigará mais uma edição do evento “Todo mundo tem que falar, cantar e comer”, desta vez em comemoração antecipada ao Dia do Jornalista (7/4) e homenagem ao artista plástico Elifas Andreato, que faleceu na data há quatro anos e dá nome ao espaço cultural a céu aberto ali instalado, com várias obras de sua autoria.
Capitaneada pelo jornalista Sergio Gomes, idealizador da Praça, a iniciativa do Coletivo Cultural Associação de Amigos da Praça Vladimir Herzog, que o SEESP integra, ocorre todo último domingo do mês, abrangendo apresentação musical, encontros e gastronomia de qualidade.

O jornalista premiado Luís Nassif alegrará o encontro do dia 29, acompanhado por importantes nomes do choro paulistano, como Zé Barbeiro (violão de sete cordas), Alexandre Ribeiro (clarinete), Ildo Silva (cavaquinho) e Roberta Valente (pandeiro). Com passagens pelos principais jornais do País e fundador do portal de notícias GGN, Nassif é também pesquisador musical, compositor e bandolinista com mais de 50 anos de carreira. Entre outros trabalhos, lançou o CD Roda de Choro, que foi semifinalista do Prêmio Sharp.
Já a alimentação ficará a cargo da integrante do coletivo “Cozinheiros da Liberdade”, Dona Dudu. Ela preparará o prato “Nhoque da Sorte”, uma receita de família, já apresentada na Praça em 2024. Como sempre, “quem pode paga, quem não pode pega”. A contribuição sugerida é de R$ 30,00, com o objetivo de cobrir os custos de realização do evento mensal.
Lançamento de livros
Duas obras serão lançadas no ensejo: “Nunca mais: Os bastidores da maior denúncia contra a tortura já feita no Brasil” (Prerrô/Discurso Direto Editora), o mais recente livro-reportagem de Camilo Vannuchi; e “A parteira pariu a repórter: E outras histórias de amor, assassinato, terras exóticas e de uma princesa bonita, rica e mal-amada” (Editora Labrador), de Ana Maria Cavalcanti.
Um dos principais nomes que pesquisam o período da ditadura militar brasileira, o jornalista Vannuchi apresenta na obra o trabalho realizado entre 1975 e 1985 que deu origem ao projeto “Brasil: Nunca mais”, conduzido por advogados, jornalistas, voluntários e religiosos para expor os horrores e denunciar as marcas da repressão do período a partir de processos do Superior Tribunal Militar e que contou com a chancela e proteção do então Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns.
Já Cavalcanti traz em “A parteira pariu a repórter” memórias de sua trajetória profissional. Ela iniciou sua carreira em 1972, como estagiária na TV Cultura, entrevistando uma parteira, o que deu título ao livro a ser lançado domingo.
A obra apresenta relatos de outras pessoas cujas histórias foram registradas pela repórter, além de bastidores da morte da princesa Diana, de cuja cobertura Cavalcanti participou. Ainda, traz revelações sobre a prisão e morte do jornalista Vladimir Herzog.
O homenageado
Nascido em Rolândia, norte do Paraná, em 1946, o artista plástico Elifas Andreato faleceu aos 76 anos em 29 de março de 2022, na cidade de São Paulo. Ele fez carreira como capista para os principais nomes da música brasileira. Também editou e colaborou com diversas publicações do País.
Ainda, desenhou o troféu do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog, criou o Vlado Vitorioso, escultura em homenagem aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e é responsável pelo projeto da tela 25 de outubro, de 1981, que denuncia a farsa montada pelo regime militar sobre a morte de Vladmir Herzog. Todas essas obras estão expostas na Praça Vladimir Herzog.
*Com informações do portal Oboré






